Chefe de Fase — TaKa Arai, o Falcão do Nordeste de Ramnor

Cantor, arquiteto, desenhista, compositor, escritor, lindo, bonito, Joiado, cult, in,super mega star, multimídia, enfim: o cara! O superastro Falcão na sua mesa de Tormenta!

joaopaulosp90-takaaraiNascido na pequena vila de Nashi-o, em uma humilde família de boticários-curandeiros, Taka Arai conheceu cedo a curiosidade pelo mundo exterior. Quando tinha 6 anos viu o primeiro bardo estrangeiro surgir nas terras do Reino, contrabandeado como escravo por piratas da vila. Eval Dyk era seu nome. Um menestrel ardiloso e empolado, exilado de uma casa nobre de Deheon (os Sorians), o forasteiro tinha histórias de todo o mundo em seu repertório de baladas tristes. O pequeno Taka assistia as apresentações do cantor-escravo escondido atrás das cercas da pequena casa de chá de Siara. Dik cantava sobre as grandes viagens pelas terras do deserto, sobre as lutas gigantescas com bandoleiros das tribos de Cacim’ba, sobre os dragões que havia comido (!) e, principalmente, sobre os longos amores noturnos que intercalavam aquelas guerras e buscas. O jovem tamuraniano bebeu fascinado daquelas histórias. E elas iriam mudá-lo, cedo ou tarde.

Já um jovem adulto e por pressão da família, Taka passou a atuar como construtor em Tamu-ra, mas a  música continuava sua maior paixão. Seu honrado pai era o único em toda a Nashi-o que possuía o direito de tocar Gai-a Tah (A Grande Flauta Longa Mesmo), um instrumento complexo, concedido pelos Daymios aos velhos heróis de guerra. Em seu coração, Taka Arai sabia que seu destino estava relacionado aos acordes e às histórias de viagem. Assim, os anos serviriam para que ele guardasse ouro, prata e planos.

Então, o destino lhe chegou. Deixou para trás a Ilha em uma noite chuvosa e acabrunhada, quando o grande To-Roh (Chuva Escarlate, no dialeto de Nashi-ô) começara. Era hora de renascer, como uma fênix (o momento do VISH, na cultura de sua terra).

Partiu rumo ao continente e então ao Reinado, onde vagou levando composições que sua mente apaixonada e fresca lhe concedia. O horror em Tamu-ra foi entendido por ele como “uma tristeza medonha, que merecia uns versos”. Assim, ao invés de acompanhar os sobreviventes ou decidir lutar contra o mal que abateu seu lar, o bardo acreditou ser mais útil levar a cultura de sua terra ao mundo, animando nos espíritos dos artonianos toda a altivez do reino nordestino.

Rapidamente Taka Arai ganhou fama pelas tavernas de Arton por sua música envolvente e zombeteira, contrastando com a tragédia causada pela Tormenta em sua terra natal e a situação conturbada vivida no Reinado nos últimos anos. Inclusive, durante as Guerras Táuricas fez várias apresentações com o repertório inteiro dedicado àqueles “homens com chifre’ (“Os grandes Cornos de Arton”). Entre os seus sucessos estão “No Cume das Montanhas Sanguinárias”, “Ela Me Traiu Usando o Resto das Armadilhas”, “Profissional Aventureiro”, “Mais antes Glórienn Não Tivesse Fu(d)gido!” entre outras.

O visual, na forma de vestimentas e trejeitos, é uma das marcas registradas de Taka Arai, que segue uma estranha moda oriental. Roupas em cores berrantes e com os mais variados penduricalhos, inspirados no espírito da Marmota (espécie de Totem de Nashi-ô). Uma das características mais marcantes de sua vestimenta é uma Flor de To-mi-Chiba que ele usa  na lapela.

Atualmente Taka Arai reside no bairro oriental de Ni-Tamura, em Valkaria, onde passa boa parte do dia em praças públicas distribuindo um pouco de conhecimento em filosofia, política e falando dos mais variados assuntos, sempre com um bom número de espectadores. Há boatos de que algumas dessas reuniões chegaram a reunir mais de 100.000 seguidores na praça central de Valkaria, contando até mesmo com a participação de políticos e aventureiros famosos.

Taka Arai canta, mas também toca bandolin, triangulo e um raro instrumento mecânico, inventando exclusivamente para ele pela Academia Secreta de Músicos de Yuden, após um espetáculo para o exército: o Teclado. Em seu íntimo, contudo, Taka Arai sonha em retornar a sua terra, em busca da Gai-a-Tah, o longo e fálico instrumento sagrado que permeia seus sonhos.

Taka Arai: humano, Bardo 5/Poeta de Haiku 5, CB; ND 10; Médio, desl. 9m; PV 59; CA 19 (+5 do nível, +1 Des, +3 braçadeiras da armadura); corpo-a-corpo: arma +6 (dano da arma +4), à distância: funda +8 (1d4 + 5, x2);  hab. conhecimento de bardo +13. dedicatória, declamar 2/dia, haiku, haiku celestial (1º nível), improviso, música de bardo (fascinar, fascinar em massa, melodia revigorante), poeta experiente, renga; Fort +7, Ref +8, Von +7; For 9, Des 13, Con 14, Int 16, Sab 11, Car 21.

Perícias & Talentos: Atuação (música) +22, Atuação (oratória) +18, Conhecimento (engenharia) +16, Conhecimento (história) +16, Enganação +18, Diplomacia +18, Identificar Magia +16, Intuição +13, Obter Informação +18, Ofício (arte – escrita) +16, Sobrevivência +13;  Aparência Inofensiva, Artista, Atraente, Foco em Perícia (Atuação – música), Homem dos Sete Instrumentos, Linguista, Luta Galante.

Magias de Bardo Conhecidas (PM 25; CD do teste de resistência 15 + nível da magia): 0 – Apavorante gás de Luigi, Detectar Magia, Flor Perene, Mãos Mágicas; 1º — Animar Corda, Armadura Arcana, Chuva Quente, Criar Água, Curar Ferimentos Leves, Disfarce Ilusório, Misseis Mágicos, Santuário; 2º — Amor Incontestável de Raviollius, Galã, Riso Histérico ; 3º — Coração de Galinha, Remover Maldição, Rogar Maldição ; 4 — Reencarnação.

Equipamento: Braçadeiras da armadura +3, Elixir do Amor x3, Flauta do Som, instrumentos musicais variados, traje de corte.

 

João Paulo “Moreau do Bode” & Mario Castro “Jagunço”

Moreau do Bode • 14/10/2014
tags: Tormenta

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