Brigada Ligeira Estelar – Mais Naves Espaciais

Caças! Naves de defesa planetária e de reconhecimento! Submarinos dimensionais! Mais belonaves em Brigada Ligeira Estelar!

Naves
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Sendo bem direto: o foco de Brigada Ligeira Estelar sempre foram os robôs gigantes — eles são o cartão de visita do cenário. No entanto, naves espaciais são uma parte fundamental das aventuras nesta ambientação. Os dois volumes de A Constelação do Sabre e este suplemento online dedicado à elas (que pode ser lido AQUI) cobriram em muito essa lacuna. Mas sempre podemos adicionar novas possibilidades — e por isso, estamos trazendo mais quatro naves espaciais para sua campanha!

Caças Aeroespaciais (S)

F2 (esmagamento), H0, R2, A3, PdF2 (energia); 10 PVs, 20 PHs; Mecha, Aceleração, Ataque Especial (Mísseis: PdF; amplo, longo e preciso), Pontos Heroicos Extras, Tiro Múltiplo e Voo; Bateria e Munição Limitada. Obs.: Guardas de Domínio costumam instalar implementos específicos em seus caças, alterando sua pontuação.

Após milênios de excelentes serviços militares para a humanidade, os caças entraram em uma vagarosa obsolescência a partir do momento em que um robô gigante passou a voar com a mesma velocidade e manobrabilidade que um desses velhos e eficientes aviões. No entanto, eles ainda podem ter seu lugar na Constelação do Sabre. Qualquer guarda menor os tem; eles só não tem a mesma importância de antes. As guardas maiores ainda costumam usá-los em vôos de reconhecimento, preservando sua capacidade bélica para emergências. No entanto, o sonho da maior parte dos pilotos de caça é pilotar um hussardo, embora haja sempre uma minoria orgulhosa que queira mostrar seu valor e deixar claro que seus veículos ainda tem vez. E por outro lado, caças exigem menos senso de coordenação do que robôs gigantes (que ao mesmo tempo tem que voar, empunhar espadas, usar armas de diferentes tipos…) – o que garante que talvez, passado esse período de desvalorização, os caças voltem a ter seu lugar devidamente respeitado nos combates. Há quem fale em combinar as possibilidades tanto dos caças quanto dos robôs gigantes, mas os modelos que vem sendo desenvolvidos nesse sentido ainda parecem estar em um estágio experimental — apenas a organização terrorista TIAMAT mostrou ter alcançado sucesso nesse terreno até agora.
No fundo, pilotos de caças não são diferentes dos dragoneiros; a única diferença concreta é que eles executam a mesma função nos céus, e não em terra; embora muitos deles tenham vindo das hostes dos combatentes de suporte, ainda é preciso uma especialização e treino próprios para desempenhar a função de combate aéreo. Tendo isso em mente, os caças tem melhor uso para locais como Moretz (aonde qualquer tipo de vantagem aérea é bem-vinda), Altona e Villaverde (locais com grandes distâncias a serem percorridas). Também costumam ser mais valorizados pelas guardas de domínio, já que com a difusão dos robôs hussardos, o custo dos caças diminuiu e essa se tornou uma vantagem acessível para pequenos baronatos (que frequentemente os usam para amaciar seus inimigos até a chegada dos seus robôs hussardos — eles costumam ter menos robôs, por isso tendem a proteger aquilo que tem).

Nave de Defesa Planetária (K)

F2 (esmagamento), H0, R3, A4 (esquiva), PdF3 (energia); 15 PVs, 15 PHs; Aceleração, Ataque Especial (Mísseis: PdF; amplo, perigoso e preciso), Sentidos Especiais (infravisão, radar e visão aguçada), Tiro Múltiplo e Voo; Munição Limitada, Restrição de Poder (atmosfera).

O próprio nome já entrega a função das naves de defesa planetária: elas existem para uso militar dentro da atmosfera de um planeta, levando consigo um número relativamente reduzido de robôs hussardos para missões imediatas. Elas precisam ser velozes, para chegar ao local de uma crise e entrar em ação imediatamente, e costumam ser a linha de frente nessas situações. O número de hussardos que ela traz não costuma ser muito grande – cerca de quinze a vinte unidades, dependendo do modelo – mas alguém tem que entrar em ação enquanto os couraceiros não chegam trazendo tropas inteiras para dar conta do recado. A nave em si não se limita a ser uma mera carregadora de tropas: além de ser veloz e ágil, pronta para se esquivar de ataques inimigos, ela conta com baterias de mísseis extremamente destrutivos, e tem baterias de tiro com rajadas contínuas de energia. Muitos consideram sua tripulação uma das mais corajosas entre os pilotos de naves – porque eles são os primeiros e vão direto ao inimigo, o que os iguala espiritualmente aos melhores hussardos.

Nave de Reconhecimento (S)

F2 (esmagamento), H0, R2, A5, PdF2 (fogo); 10 PVs, 10 PHs; Mecha, Aceleração, Sentidos Especiais (infravisão, radar e visão aguçada), Toque de Energia (esmagamento) e Voo; Munição Limitada.

Uma pequena nave não muito maior do que um ônibus ou um caminhão. É usada para sondar território, voltar e contar a história. Apesar de seu tamanho reduzido, é extremamente blindada; sua função é manter seus tripulantes vivos. Mesmo assim, ela é capaz de se defender. Comporta cerca de cinco pessoas. Todas as naves de maior porte contam com algumas unidades a seu serviço.

Submarino Dimensional (S)

F2 (esmagamento), H0, R3, A4 (esquiva), PdF4 (perfuração); 15 PVs, 15 PHs; Mecha; Aceleração, Hiperespaço, Aura de Partículas, Sentidos Especiais (infravisão, radar e visão aguçada), Invisibilidade, Implemento: Explosão, Implemento: Incorpóreo, Tiro Múltiplo e Voo; Baixar Escudos, Munição Limitada.

O Submarino Dimensional foi desenvolvido no último século do Grande Vazio, e basicamente ele cria uma espécie de “campo dimensional de bolso” em pleno espaço ao redor do objeto que o gera. Basicamente, em nossa dimensão, é como se ele não estivesse lá – você pode passar pelo local aonde ele está… porque lá está vazio; nem mesmo o radar pode captá-los. É como se ele fosse simultaneamente invisível e intangível.
É preciso um Motor Cósmico de grande porte para gerar esse campo, e por isso nenhuma nave menor do que uma fragata pode fazê-lo, mas os submarinos dimensionais são combatentes mais eficientes porque seu design foi planejado para otimizar melhor o uso desse recurso. Eles foram feitos para a furtividade: utilizam periscópios como os velhos submarinos, lançam mísseis que surgem do meio do nada (e quando as grandes naves triangularem a fonte do ataque, seu veículo já estará em outro lugar), são velozes e seus modelos mais poderosos são como verdadeiros porta-aviões no espaço, lançando inimigos em ataques-surpresa.
A única forma de localizar e combater um desses modelos é encontrar sua frequência dimensional e a nave contra-atacante se sintonizar à mesma modulação caso tenha esse recurso à disposição. Isso é complicado: uma fração de sintonia diferente significará que suas naves operam em campos dimensionais diferentes, e mesmo que ela não possa mais encontrá-la, você também não poderá encontrá-la da mesma forma – é possível que vocês cruzem o mesmo espaço em dimensões diferentes e uma não perceba a outra! Além disso, a geração de campos dimensionais de bolso consome bastante energia – e os submarinos dimensionais estão no limiar entre o médio e o grande porte justamente porque precisam de motores que mantenham o campo funcionando por longos períodos – um luxo ao qual naves de grande porte convencionais não podem se dar. Por outro lado, submarinos dimensionais não podem se valer de armas que consumam demais essa energia, como grandes canhões de plasma…

Arte de Wal Souza

Alexandre Lancaster • 20/07/2016

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