Brigada Ligeira Estelar – Campanhas Marítimas

O oceano é uma rota perfeita de invasão planetária, e precisa ser protegido! Novos robôs e veículos para suas campanhas de Brigada Ligeira Estelar!

Marinha
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Na maior parte dos mundos habitáveis – na verdade, todos os conhecidos até agora – os oceanos cobrem uma parte bem maior de sua superfície em relação à terra firme. Não patrulhá-los e defendê-los significa ter toda uma área livre para a entrada e a partida de todo tipo de gente sem qualquer controle além dos satélites espaciais de vigilância (e para quem já está no espaço, satélites são fáceis de se contornar ou neutralizar).

Embora os barcos de combate tenham entrado praticamente em estado de obsolescência – pra quê patrulhar o oceano em um navio quando uma nave flutuante pode fazê-lo de forma tão eficiente quanto, a partir de uma estação naval? – não manter uma Marinha forte é deixar pontos cegos na defesa de um planeta (embora eles SEMPRE existam aqui e ali). Também não se pode negligenciar o fator de que no mundo de Inara (aonde essas questões, pela própria natureza particular do planeta, se tornam mais intensas), para surpresa geral, as tropas que deram mais trabalho às forças de Silas Falconeri foram as frentes oceânicas locais, habituadas ao meio particular do planeta. Isso não foi esquecido.

Os Corpos Náuticos Regenciais de Guarda Planetária são o equivalente às velhas Marinhas de Guerra. Cada mundo tem o seu, de forma autônoma, com hussardos anfíbios (aquanáuticos). A única exceção é Inara: como seu mundo é composto apenas de ilhas em um imenso oceano, a própria Guarda Regencial do planeta tem seus mares como parte de sua jurisdição. Infelizmente a própria estrutura e jurisdição da Brigada Ligeira Estelar não permite que eles tenham seu corpo náutico – o que não impede que eles não tenham postos avançados nos oceanos. Nesses casos, é permitida a customização de hussardos convencionais para o modo Anfíbio, mas como eles não foram feitos para isso, seu desempenho tende a ser limitado (Redutor de -1 de H). Além disso, de modo geral, caças estacionados tendem a ser mais utilizados para a defesa dessas áreas do que os robôs, tendo estrategicamente uma função similar à dos Lanceiros em relação aos robôs hussardos.

Quanto a bases navais, o conceito por trás das estações espaciais acabou sendo utilizado para sua construção nos oceanos dos mundos do Império. Ao invés de ficarem estacionados em algum ponto vigilante no meio do nada, eles se transportam até o oceano por via aérea e ao chegar ao seu local definitivo, mergulham – deixando parte dele ao ar livre, funcionando como uma ilha artificial com grandes cidades, e parte submersa, sendo fincados no oceano através de grandes correntes e âncoras disparadas em sua parte inferior. É a metodologia usada pelas guardas náuticas e pelas divisões planetárias da Brigada Ligeira Estelar. Neles permanecem os caças, as naves de defesas planetárias e um corpo residente de guarda aquanáutica.

AQUANÁUTICOS

F2 (energia), H0, R2, A3, PdF3 (perfuração); 10 PVs, 10 PHs. Mecha, Aceleração, Anfíbio, Adaptador, Ataque Especial (Força, sabre de energia), Sentidos Especiais (infravisão, radar, visão aguçada), Voo; Bateria. Restrição de Poder: -1 de H em terra (sua função é vôo e mergulho). Armamentos extras: Fuzil de Energia, Bateria de mísseis (itens especiais, sob discrição do mestre em missões específicas)

Essencialmente, um robô hussardo anfíbio, pensado para cruzar os céus e combater em ambiente submerso. Infelizmente, ele não foi feito para combate terrestre, não alcançando seu potencial em solo. Por outro lado, muitas vezes eles só farão isso caso levem o combate para a base — o que sinaliza que os caças falharam…

PRANCHAS FLUTUANTES

F2 (esmagamento), H0, R2, A4 (esquiva), PdF0 (energia); 10 PVs, 10 PHs; Aceleração, Voo, Mobilidade X2 (+4 de iniciativa)

Mais utilizado para garantir velocidade do que executar vôos de longa duração, a Prancha Flutuante funciona como um jet-ski voador pilotado por robôs gigantes – eles ficam de pé em estribos na superfície, comandam o guidão (às vezes com uma mão só de apoio, para deixar uma das mãos livre, mas esse procedimento costuma ser feito em superfícies mais arriscadas; pilotos hábeis – em termos de jogo, com habilidade maior do que 3 – conseguem se virar bem apenas com os pés no estribo) e seguem em frente.

O conceito só se justifica por um motivo: dinheiro. Ao invés de se equipar uma guarda com robôs voadores ou renovar todo o seu efetivo disponível, é mais fácil dar a robôs terrestres essas pranchas para que eles se tornem máquinas mais perigosas em combate – até porque sua produção é bem menos complexa do que a de uma nave de verdade. Como acidentes podem acontecer quando se fala de robôs terrestres de doze a quinze metros caindo de grandes altitudes em alta velocidade, há um padrão de segurança para esses veículos – em miúdos, eles voam baixo e tem problemas para atingir grandes altitudes. Por outro lado, eles ganham em termos de velocidade, mobilidade e funcionam, a seu modo, de forma análoga à Montaria dos Hussardos. As Pranchas Flutuantes são um objeto versátil e não são exclusivos das forças militares: guardas de domínio, milícias e outros grupos também costumam se valer delas.

Como ela não é uma arma e não é exatamente uma nave, não há nenhum tipo de regulação quanto à ela – no máximo um termo de responsabilidade do comprador e olhe lá. Ninguém deve subestimar seus resultados.

TRÍBIO

F2 (esmagamento), H0, R3, A3 (blindagem), PdF1 (energia); 15 PVs, 15 PHs. Mecha. Bateria.

O tríbio é o veículo padrão de transporte para os soldados de infantaria, por desempenhar a mesma função em ambientes aéreo, terrestre e marítimo. A rigor é um mini-couraceiro menos forte, com menor poder de ataque, mas com maior versatilidade – porque sua função básica é realmente o transporte de tropas para o combate. Ironicamente, não há versão espacial para ele porque capacitá-lo para o vácuo poderia comprometer justamente sua capacidade múltipla para outros ambientes – e porque caso seja necessário levar tropas de infantaria para o espaço, qualquer nave espacial dá conta do recado.

O Tríbio conta com motores magnéticos, motor cósmico e propulsores para navegar por superfícies marítimas, não sofrendo nenhum tipo de restrição para ir de um ambiente a outro. É um veículo blindado e bem protegido, capaz de carregar cerca de cinquenta homens (não é recomendável ter um veículo capaz de carregar centenas de homens: se ele for atingido, perdem-se de uma vez todas essas centenas de pessoas; se tivermos vários tríbios levando homens para o campo de batalha, se perderão menos tropas e se dificultará o trabalho de escolher alvos para o inimigo). Apesar de ter algumas baterias de defesa, é um veículo que precisa de cobertura de robôs, veículos ou naves mais poderosas.

Agora, sinta o cheiro do oceano — este será o lar das suas próximas batalhas!

Arte de Wal Souza

Alexandre Lancaster • 07/09/2016

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