Gazeta do Reinado #41

Adivinha leitor quem está de volta na praça? É a Gazeta do Reinado que não noticia só desgraça! Continua a onda de enchentes em Callistia, um antigo mal desperta no Deserto da Perdição, novidades sobre a Aliança Negra e muito mais!

Editorial: quase que a gente não chega!

Vamos lá outra vez?

Após uma longa e tenebrosa jornada, a Gazeta do Reinado retorna, agora completamente estabelecida. Resolvemos nossos pequenos probleminhas pelo caminho e encontramos, afinal, um lugar tranquilo e seguro para trabalharmos sem interrupções (exceto por esta maldita goteira que apareceu bem em cima de mim!).

Já começamos a correr atrás das notícias. E que notícias!

Estranhos movimentos da Aliança Negra! Um enviado especial acompanhando a cheia do Rio dos Deuses, notícias direto do longínquo Deserto da Perdição e uma entrevista especial de nossa colunista Leyna Lorenz com o famigerado Mago D’zilla, conhecido estudioso de longa data, autor do famoso artigo listando os mais conhecidos e inusitados buracos de Arton, direto da cidadela de Nova Grindel (aposto que você nem conhecia!)

Novos anúncios de classificados, atualização da lista de procurados e muito mais na Gazeta do Reinado, o maior, melhor e mais pontual compêndio de notícias de Arton!

 

A cheia não é natural!

Em um depoimento público feito por Riley Wall , membro do Protetorado do Reino diante dos portões do Grande Museu da Vida Fluvial em Fross, capital de Callistia, nem a cheia que há semanas vem afetando as terras banhadas pelo Rio dos Deuses e o Rio Panteão, tampouco as chuvas que castigam a região das Sanguinárias são naturais. Ao contrário, ambas seriam premeditadas por uma criatura inteligente.

Infelizmente, apenas um dos membros do Protetorado regressou com vida da expedição e o mesmo se encontra inconsciente e sob o cuidado de clérigos desde então. Riley não soube dar mais detalhes sobre o monstro para os poucos heróis presentes. A confusão aumentou quando membros do exército do reino de Callistia surgiram para impedir o pronunciamento de Riley, expulsando-o sob o pretexto de que o reino — maior afetado pelas cheias até então — não faz mais parte do Reinado.

O próprio Protetorado está de mãos atadas no momento, pois as forças do grupo devem ser redirecionadas para o sul, onde notícias sobre movimentações suspeitas da Aliança Negra estão se tornando frequentes nos últimos dias. Boatos que a Guarda Pretoriana de Tapista pode assumir a responsabilidade no lugar do Protetorado foram sussurrados pelos presentes.

Não há notícias de heróis envolvidos diretamente nas buscas até então.

 

O sacerdote saiu da tumba!

Antes do surgimento dos Sar-Allan, o Deserto da Perdição foi habitado por muitas outras tribos. Dentre essas estava o povo de Ankhelorel , um lendário sacerdote que cultuava duas divindades distintas: Azgher e Tenebra. Ele pregava a importância de ambos os deuses para a existência de vida no deserto. E além de líder religioso, também agia como governante.

Devido ao imenso poder e influencia sobre o povo, acredita-se que Ankhelorel foi inclusive o sumo-sacerdote de ambos os deuses AO MESMO TEMPO, um feito incomparável até os dias de hoje. Há até mesmo expeculações de que os atuais sumo-sacerdotes de Azgher e Tenebra, os gêmeos Raz-Al-Ballinn e Raz-Al-Baddinn, sejam descendentes de Ankhelorel. Porém, nenhum destes boatos tem qualquer comprovação.

O então rei do Deserto da Perdição deu início à construção do Templo de K’inich-Tenan , um local de adoração aos dois deuses. Servindo também de abrigo para o povo nômade do deserto. O local era repleto de riquezas, pois como forma de agradecimento, os viajantes sempre deixavam oferendas. O próprio Ankhelorel residia no local. Após a sua morte, o sacerdote foi sepultado dentro do templo, para que a energia dele pudesse resguardar o lugar. Séculos mais tarde, por motivos que não são mais lembrados, o templo caiu no esquecimento até ser reencontrado recentemente por saqueadores.

Conta a lenda de que dependendo a fase do dia em que se encontre, o lugar possui um aspecto diferente. Assim, durante o dia, há objetos, criaturas e lugares que não existem (ou não estão acessíveis) durante à noite. Por isso é necessário, no mínimo, duas incursões ao templo para que o local seja totalmente explorado. Até mesmo os meios de entrada e saída são diferentes!

Recentemente o lugar foi violado por um grupo de saqueadores, o que gerou a ira de Ankhelorel (Agora um Senhor das Múmias, Bestiário de Arton – vol 1) , que despertou de seu profundo sono para destruir os responsáveis.

 

Movimentação Suspeita da Aliança Negra

Notícias preocupantes sobre novas movimentações da Aliança Negra estão se tornando cada vez mais comuns na região próxima de Ragnarkhorrangor, antiga Khalifor. Há quem acredite que, enfim, os goblinóides começarão a marchar contra o Reinado, enfraquecido devido à cisão do Império provocado pelas Guerras Táuricas e pelos ataques da Tormenta.

Estudiosos das antigas profecias envolvendo Thwor Ironfist, o General da Aliança Negra, suspeitam que estamos prestes a viver os dias em que a Guerra afetará a tudo e a todos. Os goblins da Gazeta irão acompanhar (bastante preocupados) o desenrolar dos fatos, mantendo a todos informados. Lembrando que não temos nenhuma ligação direta com o chefinho Thwor.

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Leyna Lorenz Entrevista: Nesta edição: Mago D´Zilla
Saudações, leitores da Gazeta do Reinado! Viajei até Zhakarov, audaciosamente entrando nos domínios da antiga cidade amaldiçoada de Tahafett, para este relato especial. Após muita insistência, consegui finalmente ser recebida pelo diretor do famoso Liceu Tecnomágico. Antigamente conhecido pelo nome de Velho Mestre, recentemente ele foi revelado como ninguém menos que um dos mais poderosos arcanos de Arton, o Mago D´Zilla.

Mago D´Zilla: Nem tão poderoso assim, srta. Lorenz, mas obrigado.

Leyna Lorenz: Podemos começar então? É verdade que você não é nativo de Arton?
MD: É uma história bem complicada. Resumindo, Mago D´Zilla realmente é originário de um outro Plano, um mundo chamado Theros, de onde fui… exilado, talvez seja a palavra, por tramas dracônicas muito antigas e complexas.

E pretende voltar para lá algum dia?joaopaulosp90-GazetaDoReinado41-02
MD: Na verdade, JÁ voltei! (risos) Como eu disse, é complicado. A essência do que sei e sou foi duplicada devido a uma contingência de combate contra o dragão-rei negro Mzzileyn, assim por um breve período DOIS Magos D´Zillas existiram em paralelo. Eu fui depois atingido por uma maldição de envelhecimento rápido, e para salvar minha vida o outro D´Zilla – o original, por falar nisso – teve que deixar o dragão-rei escapar. Por isso meu aspecto corporal é um tanto mais maduro do que minha contraparte. Após uma série de aventuras, ele atravessou um portal no Deserto da Perdição para o que acreditamos ser seu mundo de origem.

Essa “série de aventuras” envolveu outros aventureiros, não é mesmo?
MD: É mesmo. (mais risos, após silêncio prolongado) Como deve saber, viajar por Arton não é exatamente um empreendimento livre de perigos, e um grupo acabou se formando associado à jornada de D´Zilla. Mais recentemente chegamos a reunir o “antigo bando” para desfazer os planos de um extraplanar, um rhayrachay chamado K´Thow-Loor. Após isso cada um retornou à própria vida, mas caso a qualquer momento seja necessário, nos juntaremos de novo.

O grupo era conhecido como “Os Bons”, não é isso?
MD: Esse nome foi escolhido pelo outro D´Zilla, eu não tenho nada a ver com isso! (risos)

E quem eram eles?
MD: Dos que posso mencionar há Rorm Rodrik, o bardo; Maga Mera, de Tyrondir; Ezram, paladino de Lybriel, deusa menor da Liberdade. Lamento, os outros pediram sigilo.
Você se apresenta como um praticante de um tipo de arcanismo chamado “Tecnomagia”, e até a ensina em sua Torre.

Pode explicar aos leitores que bruxaria é essa?
MD: (risos) Nada tão dramático! Meu corpo ficou muito enfraquecido após ter quase morrido, e esse foi o meio que usei para recuperar o uso da magia. Através de um artefato feito de ligas metálicas especiais, o conjurador pode usar qualquer que seja seu aspecto mental mais desenvolvido para preparar e conjurar suas magias. Aventureiros que não começaram suas carreiras como magos podem considerar esta uma alternativa mais prática para ingressarem no uso das artes arcanas.

Mas vamos falar do presente. Quando estabeleceu seu Liceu Tecnomágico, ele ficava em outra cidade. O que aconteceu?
MD: Eu fui viver em Grindel, uma cidade que ficava a noroeste de Zhakarov, famosa por suas fontes de águas termais, seus vinhos, e pelo tipo exótico de armas que seu povo forja: as “armas-engenhocas”. Basicamente, além de sua função de combate, cada arma grindelense tem uma engenhoca embutida com uma função secundária, de combate ou não.
“Como sabe, aquela região foi recentemente assolada por uma nova área de Tormenta. O melhor que pude fazer foi reunir parte do povo da cidade em minha torre e transportá-los magicamente para fora do fenômeno. Nosso destino original era Rhond, mas não nos foi permitido pousar ali. Assim viemos a Tahafett, onde não havia ninguém vivo para reivindicar posse e direitos sobre a cidade, e nos estabelecemos aqui.”

Mas o lugar era amaldiçoado…
MD: Já foi um dia, hoje não! O povo de Grindel se empenhou em fazer deste lugar nosso novo lar. A espada encantada que aprisionava os moradores foi, digamos, removida , assim como todos os mortos-vivos, e as fazendas ao redor voltaram a ser cultivadas. Inclusive Vianny, a deusa menor dos Vinhos, estabeleceu seu Santuário em uma delas e os cultos voltaram a ser celebrados.
“A cidade agora se chama Nova Grindel. Estamos restaurando os fundamentos da cultura da cidade, e já para este novo ano preparamos uma edição de nosso Festival, agora Feira de Nova Grindel, que começa em sua data tradicional, 25 de Cyd. Espero poder contar com seu retorno para as festividades, srta. Lorenz, e convido cada leitor da Gazeta do Reinado a vir também.”

Que os deuses me permitam ter este prazer, Mago D´Zilla! Encerrando este relato especial para a Gazeta do Reinado eu, Leyna Lorenz, tendo ido a Nova Grindel e de lá voltado, recomendo a visita! E vocês, escrevam pergaminhos pedindo pelo próximo entrevistado. Quem sabe não o encontro em alguma taverna qualquer para uma conversa?
Até a próxima!

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Procurados !

— Nickovisk, O Raposa
Uma série de roubos em Altrim, capital de Petrynia, está causando burburinho na população e autoridades locais. Nickovisk, O Raposa, assumiu a autoria dos crimes.

Inicialmente a milícia local acreditava que se tratavam de atentados contra o domínio dos minotauros em Petrynia, mas essa hipotese logo foi refutada quando pessoas não ligadas ao Império de Tauron também foram vítimas dos furtos. Em geral, as vítimas relatam o sumiço de vários itens luxuosos como joias, obras de arte e qualquer outro item de alto valor.

A aparência do gatuno ainda é desconhecida pelas autoridades, a única pista que possuem é a marca registrada deixada por Nickovisk, o desenho da pata de uma raposa em algum lugar na cena do crime.

 

Classificados da Gazeta

Anuncie nos Classificados da Gazeta! Seu grupo de bardos khalifornianos ainda não emplacou um novo sucesso? Não consegue encontrar o seu trobo de estimação? Quer negociar aquele seu pagaré que tem menos carne que um pastel de queijo? Seus problemas acabaram! Basta deixar o seu anuncio nos comentários. Selecionaremos os melhores para aparecerem na próxima edição da Gazeta!

— Swashbuckler com katana e sangue de dragão dourado oferece seus serviços de espadachim a quem puder pagar. Missões de exploração de masmorra, invasão de castelo de ditador, caçada de goblins, kobolds, e outros animais perigosos. Praticamente tudo tem seu preço (tratável no primeiro contato). Só não faço contratos para atos malignos. Favor me procurar na Estalagem Masmorra de Valkaria.
Aldred C. Maedoc III.
Em tempo: desconto para assuntos envolvendo dragões ou Tamu-ra (Aldenor C. Madeira Neto)

— O Condado de Lhargaburv, na fronteira norte de Deheon pede por ajuda! Com o contingente da milicia baixo pelas guerras recentes, um assentamento de gnolls migrou para as proximidades e deixou o Visconde Rhodric Walleron preocupado com sua gente, o que o fez clamar a ajuda de aventureiros. Após alguns dias oferecendo recompensas, a cidade ficou cheia de mercenários, tornando a vida local um mar de perturbações. (Paulo Henrique Assing)

— Isderich, o Guerreiro Maneta, vende espada sagrada em perfeito estado. Motivo: perdeu a mão que restava. Interessados falar com Isderich na Estalagem do Macaco Caolho, em Petrynia. (Dré Santos)

 

Armageddon e Moreau do Bode

Moreau do Bode • 06/07/2015

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