O Enigma das Arcas, Ato XV – Rivais

Necromantes, sonhos de agonia eterna, um bando de noivas vampiras, piratas, um guerreiro de Keenn enfrentando um bardo das trevas... e um gato? O que mais falta aparecer nesse capítulo do Enigma das Arcas?

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Até agora, no Enigma das Arcas…

Esta é a história de Enemaeon de Ridembarr, um mago necromante que após uma malsucedida invocação teve o coração substituído por um artefato maligno: o Coração do Corruptor. Para se livrar dessa maldição, ele partiu em uma jornada para decifrar o Enigma das Arcas, que supostamente possui a resposta para salvar sua alma.

Nesta missão, ele conta com a ajuda dos antigos companheiros: o ladrão clérigo Garlor “Presas de Prata” e o arqueiro Felrond, um elfo com sérios problemas com a bebida. Após quase morrerem enforcados em Ciela, o trio despertou preso nos porões do Tortura, uma das inúmeras naus de piratas que vagam pelo Mar Negro, capitaneada pelo ex-corsário Moranler Silverdall.

Graças a uma tensa negociação, Enemaeon convenceu Moranler  a se arriscar junto com o grupo na busca pelo Templo de Al’kapeera em troca de uma grande fortuna em ouro. Mas, para isso, o grupo precisa antes descobrir como chegar lá. A primeira parada será na capital do mundo, Valkaria, a Cidade sob a Deusa!

Ato XV – Rivais

Novamente aquele mesmo sonho.
Era assim quase todas as noites.

Estava enterrado vivo em uma clausura rubra. As paredes de pedra se aproximavam, pulsando energia profana, fechando-se sobre o corpo magro e debilitado. Não havia força nele para impedir o fim eminente. A rocha se aproximava até engoli-lo. Só então a agonia realmente começava. Ele gritava em silêncio. As cordas vocais partiam dentro da garganta, os pulmões rebentavam pelo esforço, mas não emitia um único som; tampouco havia alguém para ouvir. Estava sozinho e perdido, petrificado em meio a dor eterna.

Encharcado de suor, Enemaeon saltou do catre, sobressaltado. Os olhos injetados, a mão em garra apertando a cicatriz no peito. Ofegando, tentava se convencer de que tudo não passou de um pesadelo. Outro. Esfregou o rosto e a barba longa com avidez, procurando fazer o sangue circular novamente pela pele flácida. Era um jovem num corpo de velho. Assim se sentia desde que teve o coração arrancado por Merodach. Colocou os pés sobre a madeira velha do assoalho. Sentiu alguma coisa quente roçar os tornozelos e só então lembrou onde estava.

Com uma das mãos, ergueu o bichano do chão e o levantou diante dos olhos. Era tão negro quanto a própria noite, exceto pela íris amarelada. De alguma maneira, aquele animal o havia acompanhado por metade de Arton. Inúmeras vezes tentou se livrar dele, mas quase nunca prestou realmente atenção na criatura que ronronava e miava em seu encalço. E agora, sozinhos ele e o bicho em uma pequenina saleta do Tortura, Enemaeon enfim notou algo até então ignorado.

— É uma gata? — exclamou.

Passos do lado de fora e uma batida vigorosa na porta se sucederam. O visitante não esperou que o mago se preparasse. Abriu a folha de madeira e entrou. Era Garlor, trazendo os trapos que eram tudo o que Enemaeon possuía no momento. Haviam sido lavados precariamente e estendidos ao sol, mas ainda cheiravam a lodo de rio. O ladino arremessou as vestes ao companheiro, que as pegou de reflexo, deixando a gata cair ao lado.

— Acordou, enfim. — disse o clérigo de Hynnin — Esteve dormindo por quase uma semana. Parte da tripulação até apostou que estivesse mesmo morto. Não se pode culpá-los. Sem pulso é meio difícil ter certeza.

— Como soube que eu havia acordado?

— Pelos gritos. — respondeu Presas de Prata sem cerimônia — Avançamos bastante rio acima, mas Moranler está preocupado com alguma coisa adiante. E ele quer a sua opinião.

— Estamos tão próximos assim de Deheon? Não, você disse quase uma semana, sequer estamos vendo as Uivantes então.

— Temos mais uma semana de hospitalidade táurica até lá, no mínimo — ironizou Garlor aproximando-se do amigo para falar-lhe confidencialmente — Tem idéia do que pode estar incomodando Silverdall?

Enemaeon tinha. Levantou-se, ajeitou as calças largas que usava sob a túnica e vestiu os trajes de mago. Caminhou ainda um tanto trôpego até a tina d’água e molhou o rosto no líquido gelado. Enfim desperto, apoiou ambas as mãos sobre o móvel e observou o próprio rosto no reflexo trêmulo. Tinha os cabelos desgrenhados, num tom feio de cinza. A barba longa já roçava de leve o peito.

— Preciso cortar os cabelos — reclamou num suspiro — E fazer a barba. Infelizmente perdi minhas coisas em Ciela. Não tem uma navalha ou algo que o valha para emprestar? Compro-lhe outra quando chegarmos em Ridembarr.

— Achei que esse negócio de barba comprida fosse coisa de mago — brincou Garlor estendendo-lhe um punhal (o mesmo que usara para atacar a vampira em Ciela) e sentou-se sobre o catre. O gato, insistindo por atenção, desistiu de Enemaeon e aninhou-se sobre as pernas do ladino que prontamente respondeu o gesto acariciando-lhe o pelo.

— Geralmente aqueles que se dedicam ao arcano não tem tempo para cuidar da própria aparência – explicou o necromante já desfazendo-se das primeiras mechas da melena grisalha – A magia é um ramo extenuante e solitário. Especialmente em minha área.

— E mesmo nela você é bem medíocre. Vi o zumbi lá no paiol de pólvora. Já encontrei melhores brotando sozinhos das covas. Fediam menos, inclusive.

O mago levantou os olhos surpreso e riu, dizendo: — Já havia esquecido do pobre infeliz. Deve estar fedendo como o traseiro de Ragnar. A tripulação não se livrou dele?

— Ninguém tem coragem de chegar perto! O espetáculo com os remos deixou todo mundo assustado. Além de não ter coração e criar zumbis, lida com magia das trevas. Há quem jure que você é um tipo de lich, como aquele professor da Academia… Taranus?

— Thanatus. Instrutor de necromancia avançada na Academia Arcana. Foi um dos responsáveis pela minha expulsão.

— Você estudou lá bastante tempo, não foi? Uns seis anos, pelo menos. Como é que aprendeu tão pouco de magia?

— Foram dez anos, na verdade – corrigiu Enemaeon enquanto limpava a navalha na barra do manto — E só porque não solto bolas de fogo pela ponta dos dedos cada vez que espirro não significa que seja um mago tão ruim assim.

— Uma bola de fogo fez muita falta em Ciela. Me perdoe a sinceridade… — brincou o amigo também soltando a gata no chão.

— Tem razão. Duvido que atualmente seja capaz de lançar uma destas. Mas eu já fui um mago bem mais pirotécnico, se é que o termo possa ser empregado neste caso. No entanto, acabei desagradando meus superiores e como recompensa meu poder mágico foi extirpado.

— Quer dizer que eles tiraram a magia de você? Não sabia que isso era possível.

— Nunca conversamos sobre isso? — espantou-se Enemaeon — Já faz tanto tempo! Foi quase como fazer a barba. Mas arrancando pela raiz. No entanto, eu previ essa eventualidade e tomei algumas, digamos, precauções. Mesmo que já não possua mais energia para realizar a maior parte dos feitiços, eu ainda os conheço e sei como conjurá-los. Retive o conhecimento pelo qual empenhei dez anos de minha vida. Não acha justo?

— Confuso, na verdade. Você nunca me explicou muito bem os motivos da expulsão da Academia. Sei apenas que foi alguns anos após a gente ter se conhecido, antes de entrar para a Guilda e da morte…

Nenhum dos dois precisava completar aquela frase. A morte de Sandra era um peso demasiado grande que os dois carregariam para sempre. Por maior que fosse a amizade que sentiam um pelo outro, sempre estariam separados por um muro. Por um divisor de águas que remetia até a noite fatídica em que a mulher que iluminou as suas vidas pereceu de uma forma estúpida numa briga de taverna.

— Minha expulsão foi um circo armado por Thanatus — começou a falar Enemaeon buscando mudar o foco da conversa – Ele tinha opiniões divergentes das minhas quanto aos métodos que utilizávamos quando o assunto era necromancia. Na verdade, ele tinha opiniões divergentes em relação a qualquer coisa que eu dissesse.

“Eu completei meus estudos como mago oito anos após minha entrada na Academia. Me lembro bem inclusive da data, foi no mesmo dia em que foram comemorados os sete anos da princesa Rhana. Era 1390, e estávamos tendo um ano bom, um dos melhores dos quais me recordo. Pelo menos até aquele dia.

Não posso precisar com certeza se chovia ou se fazia sol naquela estação, pois eu passava meus dias e minhas noites nos laboratórios e bibliotecas da Academia, pesquisando a minha verdadeira vocação. Eu desejava ser um necromante, não com o intuito de vencer a morte, mas sim com a vontade sincera de compreender a vida. Sempre acreditei e ainda acredito que a resposta para muitos dos males cuja cura depende única e exclusivamente da magia possam ser encontradas se aprendermos sobre a forma como morremos.

No meu ano de graduação havia apenas mais um mago que também trilhava o caminho avançado das trevas. Seu nome era Vladislav. Nos dávamos relativamente bem, apesar de focarmos nossos estudos em métodos diferentes, não deixávamos de ser estudiosos de um mesmo campo da magia. Enquanto Vladislav era metódico, portador de uma paciência quase infinita e uma certa habilidade mórbida para descobrir o caminho mais seguro para o êxito, digamos que eu preferia seguir um método mais… liberal. Eu gostava de ir além do que era proposto. Gostava de arriscar.

Thanatus odiava este senso de aventura. Especialmente quando tratávamos de necromancia. (Mortos levantem, mortos caminhem, mortos voltem para os jarros de formol, fim da aula. Foi assim por todo o longo e cansativo oitavo ano). Variavam os corpos, o teor continuava o mesmo. Em uma turma com apenas dois pretensos necromantes, era de se esperar que todos os demais alunos ficassem muito satisfeitos ao saírem do necrotério da Academia. Contudo, Vladislav e eu não só queríamos mais como precisávamos de mais”

— E o que vocês fizeram então? — perguntou Garlor interessando-se pela narrativa.

— O que mais restava fazer? Nós roubamos um corpo! A cada fim de aula, pequenas partes de cadáveres eram levados em nossas valises. Um crânio aqui, um rim ali. Quando lembro de nós dois correndo por todo lado com pedaços de gente dentro das bolsas… Em menos de dois meses tínhamos uma mulher morta completa em nosso alojamento. Mesmo Vladislav ficou eufórico com o progresso que apresentamos a partir de então.

“Noites inteiras estudando cada junção, cada ligamento, cada osso. Livros de anatomia empilhavam-se em nossa volta enquanto conjurávamos todo o tipo de feitiço. Nessie nos ensinou em um mês coisas que levaríamos anos em sala de aula para aprender.”

— Nessie?

— Foi como a chamamos. A coisa seguiu assim por quase todo o semestre, até que certa noite algo que não poderia ter acontecido, é claro, aconteceu. Nessie escapou de nossos aposentos, invadiu o alojamento vizinho e matou uma aluna. Thanatus obviamente quis nossos crânios numa bandeja, mas eu assumi a culpa pelo ocorrido. Por Tenebra, a culpa foi minha mesmo.

Talvez Enemaeon estivesse esperando alguma palavra de consolo por parte de Garlor, mas tal frase não veio. O silêncio perdurou por alguns instantes enquanto o mago secava o rosto e agora refeito, resolveu abandonar o quarto apertado e ganhar o tombadilho em busca de ar. Procurou pelo cajado e só então lembrou que também o havia perdido. Resignando-se, saiu.

Efetivamente, a tripulação se afastava conforme ele passava. Alguns dos bucaneiros benziam-se discretamente, enquanto outros apenas rosnavam com dentes podres e gengivas enegrecidas. Homens vermelhos de rum e sol. Apenas Moranler era alvo, destoando daquilo tudo. A pelagem branca reluzia a luz da tarde enquanto músculos táuricos rangiam no comando da roda do leme.

— Com medo do velho Nun, Silverdall? – inquiriu o necromante, zombeteiro – Um flagelo dos mares tem seus fantasmas como qualquer um de nós, pelo visto.

— Engula essas palavras, mago. Pode conjurar bruxarias contra minha carne, mas se restar algo de mim, alcanço você mesmo de arrasto, torço esse pescoço fino e torturo seu amigo até ele confessar onde enfiou a porcaria do medalhão.

— Bom dia para você também, Moranler — cumprimentou Garlor com uma reverência debochada. O minotauro o ignorou propositalmente e apontou para a próxima curva do rio. Sem esperar por mais perguntas, passou a explicar:

— Um mar de água doce. O maior rio do mundo. Eu já navegava nele quando você, Garlor, ainda era um fedelho mais desgraçado do que é hoje. Mas há um velho carcomido pelos anos que conhece esse rio ainda melhor que qualquer outro. E com certeza ele está esperando por vocês com todos os canhões entupidos de pólvora e todas as adagas sedentas por sangue.

— Não acha que está exagerando, amigão? – interveio Felrond, o elfo levemente embriagado, que surgiu tropeçando através do tombadilho, hora apoiando-se numa corda, hora pendurando-se nos ombros de algum dos marinheiros – Faz apenas um punhado de dias que abandonamos nossas gravatas de corda em Ciela. Não poderiam ter avisado a guarda rio acima tão rápido.

— Más notícias viajam em grifos, espécie de asno – murmurou Moranler encerrando o assunto.

(…)

Esta deveria ser uma história feliz.
Sobre um homem que luta para salvar o próprio coração do mal.
Uma batalha pela vida, que encerra-se em um final bonito.
Com lágrimas de donzela, suspiros de amor, sorrisos de amizade.
Deveria ser.
Deveria mesmo.

As palavras brotavam macias da boca de Gesphen sobre o palco improvisado na Taverna do Cão Negro. Quando falava, apenas a voz repercutia através do salão escuro, iluminado por um lampião a óleo que espalhava fumaça pelo ar. Quando silenciava, o alaúde tomava vez e voz, e então notas cortantes, dedilhadas com esmero surgiam. E as noivas choravam, suspirando de paixão e ressentimento.

Em volta, caídos sob as mesas, nos barris de vinho ou acima do balcão de madeira escura, corpos descarnados padeciam, esquartejados, sangrando lentamente. Sobre cada um deles, uma das noivas comia, sugando com asco a carne humana, bebendo sangue. Elas não desejavam aquilo, mas a sede as impelia. Apenas Liandra já não chorava. Gesphen orgulhava-se dela. De todas, era a mais decidida. Havia compreendido sua nova condição. Havia entendido que não tinha escolha.

Perdeu-se um instante olhando para ela. O vestido de noiva já havia se tornado um farrapo amarelado, com pequenos pingentes e flores ressecadas grudadas no sangue seco. Os cabelos outrora lisos e bem cuidados agora se enroscavam sujos, grudando na pele que perdia a cor dia após dia, tornando-se pálida. Cinza. Da boca o sangue corria em um filete carmesin, repousando suavemente sobre o seio.

Gesphen parou imediatamente de tocar, deixando de lado o alaúde e aproximando-se de Liandra. Outra das noivas arrastou-se aos pés dele, gemendo. Recebeu como resposta um chute na face que abriu-lhe um corte no supercílio. Dele, um sangue negro escorreu sem vida, como se o próprio corpo o vomitasse.

O bardo enfureceu-se, limpando a bota no colo de outra das noivas, uma mulher grande de olhar pedinte. Essa se mostrou grata pelo pequeno toque, pelo momento de atenção dispensado e sorriu. Gesphen não notou, pois agora estava concentrado apenas em Liandra. Via a linha vermelha naquele rosto furioso, assemelhando-se a um fiapo de lã. Ele sentia o perfume que morria, perdendo-se dia após dia. Agachou-se ao lado dela e com as costas das mãos protegidas por uma luva de cetim, afagou-lhe o rosto com tamanho cuidado e delicadeza que os dedos tremiam. E ela afastou a mão dele. Era, de fato, única.

Foi então que o som dos cascos de um corcel chegou até os ouvidos do bardo. Levantou-se de pronto, e com movimentos ágeis, buscou o alaúde. Voltou-se para a porta no exato momento em que um cavaleiro invadiu o lugar, ainda montado no cavalo negro que batia as patas no piso de madeira. O corcel parecia quase tão furioso quanto quem o guiava. O suor escorria pelo corpo do animal, mas o odor do guerreiro era ainda pior.

— Que orgia de morte você montou aqui, garoto — bravejou Villvert com a voz rouca após tanto tempo calado — Venho recolhendo corpos ressecados há vários dias e enfim achei o responsável por essa trilha sangrenta. Cheguei a esperar por um bando de hobgoblins, mas não um moleque cheirando a leite e um séquito de mulheres loucas.

— Fico encantado pela atenção dispensada, meu astuto adversário. Mas, como bem notou, sou avesso a combates. Por isso, é hora de deixar cair o pano e me despedir da platéia. Meninas, ele é todo de vocês.

Villvert esperava um ataque, por isso não hesitou em responder a ele. Não era dotado de algum sentimento parecido com pena, cavalheirismo ou compaixão. A lógica era simples, aprendida nos anos de combates em nome de Yuden e de Keenn. Se atacavam, eram guerreiros. Se lutavam, desejavam o confronto. Se levantavam armas contra ele, responderia engajando-se em um bom combate. Fosse quem fosse.

A primeira que se aproximou de sua linha de ataque foi recebida com um chute que arremessou o corpo frágil de menina para trás. A próxima foi pisoteada pelo cavalo de batalha, empinando-se num relincho de ódio. Quando Villvert enfim sacou a arma e decapitou a terceira noiva, outra saltou sobre ele, derrubando-o da cela. Ainda em queda, recebeu um ataque de uma garota que cravou os dentes na proteção metálica do braço da armadura.Quatro presas se quebraram.

Livrou-se da primeira leva de ataque e se colocou de pé, espada em punho. Haviam ainda pelo menos dez delas agindo como se estivessem possuídas pelo pior dos demônios. Girando a arma no ar, cortou uma na altura das costelas, sentindo o aço lamber-lhe os ossos. Outro ataque o atingiu pelas costas, dessa vez atravessando a armadura e o ferindo. Um punhal cravado na carne. Golpeou cegamente com o punho da lâmina, afundando um nariz arrebitado num crânio infantil.

Mais duas mulheres tombaram – uma sem o topo do crânio, a outra privada do apoio das pernas que voaram através do salão – quando enfim por um instante os ataques pararam. Villvert sentiu uma pontada na nunca, levando automaticamente a mão livre até ali. Encontrou um pequeno dardo. Voltou-se na direção da porta e viu o cavalo sucumbindo ao peso das vampiras, dando coices e relinchando em desespero. Vislumbrou também o vulto de Liandra de pé ao lado do maldito bardo, que sorria.

E depois disso, mais nada.

Continua…

Armageddon • 04/07/2016

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