Greenleaf, o Reino Natural — Parte 2

Novos lugares inexplorados nessa segunda parte de Greenleaf, o Reino Natural.

Na primeira parte dessa matéria, trouxemos um lugar há muito esperado para suas aventuras em Tormenta. E agora está na hora de seus heróis se aprofundarem um pouco mais através das regiões esquecidas do reino selvagem de Arton. Conheçam mais detalhes de Greenleaf, o Reino Natural.

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Lugares de Destaque na Floresta de Greenleaf

A Clareira

Para seguidores da natureza, a Clareira é um dos lugares mais conhecidos e sagrados de Arton. Ela foi formada há milênios, quando uma Árvore do Céu caiu. Os vestígios do tronco ainda estão no entorno, formando uma espécie de anfiteatro natural. É ali que se realizam os conclaves entre os druidas mais importantes do mundo.

Também é na Clareira que druidas em treinamento residem, tendo uma das maiores densidades de raças inteligentes da Greenleaf. Há todo momento, quase quinhentas pessoas estão próximas da região, protegendo o lugar, contemplando ou orando pelas bençãos de Allihanna. As antigas tradições druídicas também são celebradas aqui. Um dos residentes mais antigos é um ente de espessa folhagem chamado Cascadárvore. Afetuoso e dono de uma paciência praticamente inesgotável, passa dias narrando trechos da história do Espinheiro… mesmo quando não há ninguém para ouvir!

No centro da clareira fica uma pequena roseira que de acordo com as histórias teria sido regada pelas lágrimas que Allihanna derrama sempre que um druida a abandona. Ela abre um único botão por ano, mas cada uma das pétalas é capaz de curar qualquer doença ou maldição, seja ela mágica ou natural.

O Jardim de Razlen

No coração da floresta existe uma gigantesca caverna a céu aberto, lembrando uma arena com um profundo lago de águas cristalinas ao fundo, alimentado por dezenas de filetes e pequenos córregos de água. Ali, em meio a orquídeas e bromélias, pássaros, fadas e uma mata verdejante é que Razlen mora.

É através de visões nas águas que Razlen vigia toda a floresta, e até mesmo alguns lugares além dela! Ninguém sabe ao certo como estas janelas mágicas funcionam. Alguns especulam que as imagens correm através das águas. Outros dizem que elas refletem o que os olhos de cada animal em Grennleaf vêem. Como uma das hipóteses não descarta a outra, é possível que ambas estejam corretas.

Exceto por algumas criaturas mágicas escolhidas ou o próprio druida, raramente alguém adentra esta área, não apenas por ser praticamente impossível chegar até ela exceto voando, mas principalmente devido a algo que o Jardim esconde. Ali, em algum lugar, há uma janela fixa para a área de Tormenta ao norte. Razlen passa quase todas as horas do dia vigiando a tempestade rubra, e parece ser o único capaz de tal feito sem enlouquecer perante a sombra da invasão escarlate.

A Tribo dos Caminhantes Verdes

Uma das tribos mais curiosas que habitam Greenleaf são os Caminhantes Verdes. Um povo nômade e pacífico, que vaga através da floresta nunca ficando muito tempo no mesmo lugar. Coletores e caçadores, estas pessoas mantém o mesmo estilo de vida dos primeiros homens, totalmente em equilíbrio com a natureza, desconhecendo e refutando praticamente tudo daquilo dito como “civilizado”.

Não possuem noções de tempo (hoje ou amanhã são conceitos além das necessidades primais do grupo), propriedade ou ambição. Também não conhecem matemática, o idioma rudimentar é formado quase que totalmente por gestos e grunhidos e sequer dominam o fogo! Todo o grupo apenas segue em frente numa busca incessante por alimento.

Alguns dos caminhantes também tem por hábito recolher objetos curiosos que encontram. A maioria não passam de velhos ossos, pedras ou lixo. Mas, as vezes, descobrem itens interessantes. Jóias e ouro são mais comuns, mas também podem ter consigo alguns artigos que pertenceram a aventureiros como medalhões, anéis e até certos itens mágicos. Invariavelmente, trocarão qualquer tranqueira dessas por comida.

Quando não estão descansando, vagam pela floresta sem rumo ou destino, apenas procurando pela próxima refeição. Adotam qualquer humano que encontrem como parte do bando, compartilhando com eles comida e proteção. Igualmente, nunca se despedem quando alguém parte ou morre. Para eles, só existe o caminho.

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Geografia

A Mata Flutuante

A força vital de Greenleaf é tamanha que até mesmo o Oceano tem dificuldades em refreá-la. Na região oeste, as árvores continuaram crescendo mar adentro, fincando longas raízes no leito oceânico e formando uma área de mangue ao longo de milhares de quilômetros. No mangue vive um sem número de espécies animais, muitas delas únicas em todo o mundo.

Entretanto, nem tudo é paz na Mata Flutuante. Predadores estão sempre atentos a qualquer oportunidade de comida, e tanto monstros marinhos quanto terrestres se escondem nas sombras das árvores. Criaturas como os homens-sapo, homens-peixe e cancerontes proliferam, caçando e pescando em meio a lama.

Mas o mais famoso residente desta região é conhecido como o Pescador, um monge eremita que luta usando uma vara de pescar como arma! Ele pode ser visto na área sentado sobre algum galho ou canoa, pescando tranquilamente. Contudo, é extremamente avesso a qualquer contato com outras pessoas. Quando tentam algum diálogo, ele se levanta lentamente, se espreguiça e desaparece num piscar de olhos, saltando pelos galhos ou correndo sobre a água.

Há quem acredite que o Pescador aceitaria aquele que o alcançasse como aprendiz. Mas a maioria das pessoas que já o viram têm certeza de que ele apenas tem preguiça de se relacionar com os outros mesmo e tudo o que deseja é pescar em paz.

O Morro Azul

Lugar mais alto de toda a Greenleaf, o Morro Azul também é chamado de a Montanha Fantasma. Isso se deve ao fato de que, apesar de ser facilmente observável de quase todo o reino (desde que você consiga ultrapassar a linha verde da copa das árvores mais altas), é praticamente impossível chegar até ela.

Ainda que esta elevação seja bem mais modesta do que as escarpadas montanhas Lanestull, é o ponto culminante de Greenleaf, com dois mil metros de altura. A frondosa mata que o cobre parece ter uma tonalidade azulada ao ser observada à distância. Estranhamente, por mais que você ande, a impressão é de que a montanha também se afasta cada vez mais mata adentro, tornando-a um péssimo ponto de referência de qualquer forma.

No topo do Morro Azul vive uma eremita anã chamada Grass. No passado, ela foi uma famosa aventureira. Contudo, ao chegar ali, ficou tão admirada com a beleza e a grandiosidade da natureza que ajoelhou-se diante da paisagem e entrou em transe, permanecendo numa espécie de profundo estado contemplativo até os dias de hoje. Apesar de imóvel e com alguns ninhos de pássaros sobre os ombros, Grass continua viva e bem.

A Floresta Vermelha

O maior poder da natureza é se adaptar ao ambiente em que se encontra. Nos últimos vinte anos, uma área de Tormenta choveu sobre a floresta do Espinheiro, castigando, queimando ou simplesmente obliterando quase tudo o que havia ali.

Mas a vida sempre encontra um meio.

Mesmo que tudo ainda seja lefeu do lado de dentro da área, um pequeno milagre em andamento pode ser visto na região da fronteira, onde a mata encontra o inferno. Durante todo este tempo, este estranho limite entre duas realidades se tornou um pouco menos artoniana e em contrapartida, mais lefeu. Mas ela não se entregou completamente.

A Floresta Vermelha é única. Ela não é uma floresta transformada pela Tormenta, mas sim o contrário: é a Tormenta transformada pela mata que se adaptou para existir dentro daquela realidade. Os animais e as plantas tornaram-se lefou, ainda lembrando as raças que lhes deram origem, mas com farpas, carapaças e outras mutações terríveis e variadas lhe possibilitando existir.

A manutenção deste lugar é controversa entre os druidas. A maioria esmagadora teme e detesta o lugar. Entretanto, Razlen está curioso para ver como a natureza irá se comportar e, talvez, se adaptar com o passar do tempo. Supostamente, Allihanna também compartilha dessa visão e esse foi o principal motivo de Razlen ter sido designado para vigiar a região.

Confira no próximo mês a continuação desta matéria em Greenleaf, o Reino Natural — Parte 3.

Armageddon • 19/06/2017

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