C&F vol2 - Quem ficou de fora!?

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Richardsl
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Re: C&F vol2 - Quem ficou de fora!?

Mensagem por Richardsl » 30 Jan 2020, 09:31

Escrever contos em tempo presente é complicado. Em poucos parágrafos eu vi a flutuação entre passado e presente.
Sobre o conto em si: achei a temática boa mas o conto se desenvolveu um tanto confuso.
Sugiro, como leitor apenas, que transforme esse conto rápido num conto um pouco mais elaborado. E a reviravolta do final ficou parecendo que estava pela metade. Eu fiquei com a sensação de que o texto estava incompleto, tendo que reler as ultimas frases para compreender bem o final.

linsceh
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Re: C&F vol2 - Quem ficou de fora!?

Mensagem por linsceh » 30 Jan 2020, 12:02

Oi, Richard! Essa observação foi sobre o que eu escrevi (A Iminente Guerra Interior)?
Richardsl escreveu:
30 Jan 2020, 09:31
Escrever contos em tempo presente é complicado. Em poucos parágrafos eu vi a flutuação entre passado e presente.
Sobre o conto em si: achei a temática boa mas o conto se desenvolveu um tanto confuso.
Sugiro, como leitor apenas, que transforme esse conto rápido num conto um pouco mais elaborado. E a reviravolta do final ficou parecendo que estava pela metade. Eu fiquei com a sensação de que o texto estava incompleto, tendo que reler as ultimas frases para compreender bem o final.

Marcos de Queiroz
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Registrado em: 07 Jan 2020, 21:41

Re: C&F vol2 - Quem ficou de fora!?

Mensagem por Marcos de Queiroz » 30 Jan 2020, 13:39

Richardsl escreveu:
30 Jan 2020, 09:31
Escrever contos em tempo presente é complicado. Em poucos parágrafos eu vi a flutuação entre passado e presente.
Sobre o conto em si: achei a temática boa mas o conto se desenvolveu um tanto confuso.
Sugiro, como leitor apenas, que transforme esse conto rápido num conto um pouco mais elaborado. E a reviravolta do final ficou parecendo que estava pela metade. Eu fiquei com a sensação de que o texto estava incompleto, tendo que reler as ultimas frases para compreender bem o final.
Olá, Richard! Primeiramente agradecendo seu feedback... :D

Deveras, foi um desafio narrar esta trama no presente, haja vista passearmos por dois tempos distintos durante a história - o tempo de ação e o tempo reflexivo -, algo que percebi ser pouco usual nas histórias de hoje.

Com respeito ao final, entendo que acabou operando contra a seleção do texto o fato de ter traçado um desfecho ambíguo, permitindo mais de uma interpretação...

Richardsl
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Registrado em: 19 Jul 2018, 12:04

Re: C&F vol2 - Quem ficou de fora!?

Mensagem por Richardsl » 04 Fev 2020, 14:38

linsceh escreveu:
30 Jan 2020, 12:02
Oi, Richard! Essa observação foi sobre o que eu escrevi (A Iminente Guerra Interior)?
Não. Ela está num post anterior:
Richardsl escreveu:
28 Jan 2020, 13:56
...
Sobre o Conto a Iminente Guerra Interior: a lição de vida do texto me apaixonou mas faltou uma reviravolta. Faltou tompero.
Marcos de Queiroz escreveu:
30 Jan 2020, 13:39
Richardsl escreveu:
30 Jan 2020, 09:31
Escrever contos em tempo presente é complicado. Em poucos parágrafos eu vi a flutuação entre passado e presente.
Sobre o conto em si: achei a temática boa mas o conto se desenvolveu um tanto confuso.
Sugiro, como leitor apenas, que transforme esse conto rápido num conto um pouco mais elaborado. E a reviravolta do final ficou parecendo que estava pela metade. Eu fiquei com a sensação de que o texto estava incompleto, tendo que reler as ultimas frases para compreender bem o final.
Olá, Richard! Primeiramente agradecendo seu feedback... :D

Deveras, foi um desafio narrar esta trama no presente, haja vista passearmos por dois tempos distintos durante a história - o tempo de ação e o tempo reflexivo -, algo que percebi ser pouco usual nas histórias de hoje.

Com respeito ao final, entendo que acabou operando contra a seleção do texto o fato de ter traçado um desfecho ambíguo, permitindo mais de uma interpretação...
Eu diria que o final ficou em aberto.

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gataflecha
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Re: C&F vol2 - Quem ficou de fora!?

Mensagem por gataflecha » 04 Fev 2020, 17:22

Mateus Queiroz escreveu:
24 Jan 2020, 11:24
Título do Conto: A Menina no Vale

Autor: Mateus Queiroz
Não tenho hábito de ler contos, mas curti a ideia, hehe =)

Como o pessoal já fez outras observações, vou só comentar sobre a minha reação com o plot twist do final. Acredito ele funciona bem e provavelmente a maioria das pessoas de fato vá ser pega de surpresa por ele, mas, por algum motivo, lá na parte em que ele diz "Estaríamos mortos agora se não fosse a percepção da garotinha" eu já saquei que iria rolar essa revelação :lol:
Cristiana Sbardella Tamamoto
Autora e ilustradora

E se o Dragão e a Feiticeira fossem os protagonistas da história?

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Renan Aryel
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Re: C&F vol2 - Quem ficou de fora!?

Mensagem por Renan Aryel » 20 Fev 2020, 12:17

Título do Conto: A Vendeta
Autor: Renan Aryel

Conto:
Eu varria o chão da taverna, o lugar estava calmo depois do almoço. Haviam pessoas conversando baixo num canto, uma delas concertava o braço mecânico da outra.
Muitos pensamentos me incomodavam ultimamente, mas o mais proeminente era sobre minha irmãzinha Isadora. Órfãos jovens, fomos criados pelo meu tio, se bem que criados não era o melhor termo, mantidos vivos sim, por aquele jogador compulsivo.
Eu havia conseguido fugir de casa. Isadora, porém, ainda estava sob julgo dele. Planejei juntar algum dinheiro e livrar ela daquela vida sem perspectiva. Iríamos pegar um transporte, rio abaixo, para tentar a sorte na costa marítima.
Tive um pequeno sobressalto quando ouvi chamarem pelo meu nome, Thiago. Me virei e percebi que era meu primo pequeno, estava de olho roxo… fui ter com ele. O pequenino vinha me avisar que o meu tio, Jeremias, estava levando Isadora embora; pretendendo vendê-la a um aliciador de pessoas em troca de muito dinheiro. Agradeci-o e ele foi embora. Peguei detrás do balcão a Doces Sonhos, uma arma sempre a mão, mas que eu nunca usara.
Corri em direção ao distante Pires de Prata, uma conhecida casa de jogos e trapaceiros, a qual Jeremias frequentava; mas não refleti o que faria lá. Cheguei ofegante, empurrei duas portinholas e entrei.
Havia fumaça de charutos e narguilé, em contraste com a luz multicolorida. Percorri o lugar com o olhar e caminhei por entre as mesas; até que o encontrei debruçado numa mesa e enchendo um copo de aguardente. Isadora estava sentada ao lado, de cabeça baixa e mãos atadas.
— Jeremias! Tentei dizer firmemente, mas ele continuou enchendo o copo. Me aproximei e o chamei de novo. Isadora se levantou rápido e veio até mim.
— Thiago, ele quer me levar embora, não deixa ele fazer isso por favor!
— Para de me encher! Agora tenho muito dinheiro para pagar essa espelunca!? Jeremias se surpreendeu ao perceber que não era o taberneiro que o chamava. — Ora se não é o maldito moleque imprestável!
Instintivamente demos um passo atrás; notei algumas pessoas ao redor olhando de soslaio.
— Eu… vim levar Isadora embora comigo!
Jeremias se apoiou na mesa e mal conseguia ficar em pé, então disse meio bêbado. — Eu não devo satisfações a ninguém… dos meus negócios cuido eu! Disse isso apontando os dedos para si.
— “Está bêbado e lento”. Pensei entre mim.
Segurei firme no braço de Isadora e corremos por entre as mesas. Antes de chegarmos a porta, porém, senti que o chão me faltou e mergulhei de cara no assoalho com Isadora junto.
Levantei e percebi que um sujeito, mal encarado, havia me dado uma rasteira, ele ria desdenhosamente. Enquanto isso, Jeremias se aproximava com uma adaga na mão.
— Vocês só me deram prejuízo até agora… Eu devia era arrancar seu coro moleque… ou vender você também, para algum contrabandista de órgãos?! Jeremias se precipitou tentando me agarrar, mas consegui me esquivar e corri para fora. Deixei-o praguejando, enquanto o outro ria.
Quando sai de lá, parei só a uma quadra depois; não sabia o que fazer, respirei fundo e dei uma olhada na direção do lugar. Senti-me fraco e covarde naquele momento; nem me lembrei de sacar a arma que trazia debaixo da camisa. Decidi aguardar uma oportunidade quando ele saísse.
Depois de umas duas horas, enquanto estava sentado numa escadaria observando, Jeremias saiu puxando Isadora junto de si. Lembro-me que levei a mão até a cintura e senti o cabo da arma; então me pus a segui-los em paralelo, uma quadra acima.
Tinha medo que os transeuntes descobrissem minhas intenções… mas depois refleti. “Pro inferno todos vocês, se não há uma pessoa sensível, ao fato de um homem puxar uma criança a força, não sou eu o criminoso.”
Avaliei o rumo tomado e tive uma ideia; naquela direção, geralmente haviam pilhas de caixas velhas, amontoadas na entrada duma fábrica abandonada. Segui mais rápido; depois de três quadras virei à esquerda numa rua de descida. Espiei pela encruzilhada silenciosa e lá estavam os montes; Jeremias devia estar um pouco atrás ainda. Me escondi atrás de uma pilha e esperei.
Levei a mão na cintura e puxei a arma, vi minha face ruborizada na superfície polida. Não consegui guardar ela de volta pois minhas mãos tremiam; estava suando muito. Olhei ao redor e não vi ninguém, o silêncio reinava naquele momento. Podia ouvir meu coração batendo e o farfalhar distante de morcegos na construção ao lado.
Examinei com cuidado a arma, parecia mais pesada do que antes, mas segurei firme. Verifiquei a munição, tinha dois tiros; seria bom acertar de primeira.
Jeremias passou do outro lado da rua. Empunhei a arma e sai de fininho, pegaria ele pelas costas, mas o maldito percebeu e se virou. Estava longe, mas apontei e puxei o gatilho, o dardo passou ao lado dele. Ele exitou por um momento; então puxou sua adaga. Tentei engatilhar de novo, mas não sei como, o dardo saltou para fora do encaixe. Jeremias gargalhou alto.
Isadora, subitamente se jogou contra Jeremias o empurrando contra a parede; ele respondeu com um soco violento que a jogou no chão.
Eu catei o dardo e consegui rearmar; Jeremias vinha contra mim, mas dessa vez apontei certeiramente; o dardo atingiu seu peito em cheio. Me esquivei, escapando por pouco dum golpe fatal. Para minha sorte, o álcool tirou sua agilidade. Ele cambaleou, parecendo já meio atordoado; tentou investir de novo mas errou e acabou lambendo o chão. Observei-o apreensivamente e Isadora veio ao meu lado.
Cheguei perto dele e chutei a adaga para longe. Isadora se aproximou, retirou a bolsa que Jeremias trazia na cintura e me deu; abri e vi que havia muito dinheiro.
Isadora pegou a adaga do chão e se aproximou de Jeremias, ele inutilmente tentava se mexer; ela então cravou a lâmina nas costas dele, retirou-a e a ofereceu com o cabo virado para mim, dizendo:
— Terminemos isto juntos, meu irmão.
***
No crepúsculo, um barco partiu com dois jovens, juntos e buscando um sonho.

Conte um pouco da experiência que foi participar do concurso C&F vol.2:
Tentei aplicar a experiência e as dicas de escrita para elaborar uma boa estória. Foi bacana escrever esse e pude mandar para algumas pessoas opinarem, foi o primeiro texto que finalizei depois de um feedback.
Enquanto não pudermos cruzar a galáxia, ao menos viajaremos em sonhos.

Richardsl
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Re: C&F vol2 - Quem ficou de fora!?

Mensagem por Richardsl » 21 Fev 2020, 12:19

O ritmo desse conto está um tanto quanto estranho. Além de ter me dado a sensação de ser um prefácio de um romance.

Renan Aryel
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Re: C&F vol2 - Quem ficou de fora!?

Mensagem por Renan Aryel » 16 Mar 2020, 11:02

Obrigado pela resposta Richardsl, acho que não tenho ainda a habilidade para escrever flash fiction. Quando imagino uma estória ela tem sempre um jeito de romance para mim. Enxuguei muita coisa para fazer esse conto caber em 1000 palavras e participar do concurso.
Enquanto não pudermos cruzar a galáxia, ao menos viajaremos em sonhos.

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