Touhou RPG - Mega City

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Keitarô
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Re: Touhou RPG - Mega City

Mensagem por Keitarô » 13 Mai 2015, 23:17

Sumire

Finalmente, então, chegamos à próxima vítima do acontecimento futuro que abalará os mundos. Eu não entendia muito bem ainda o que aconteceria, mas de tempos em tempos Miyako e Heylel davam dicas da magnitude do problema. E eu não via problemas com isso. Quem pode controlar a própria vida? Controlar o destino é algo totalmente ilógico, uma ilusão do mundo moderno — sempre existiu, mas com a tecnologia e o conhecimento, o homem passou a imaginar que pudesse controlar o que existe ao seu redor.

Ledo engano. É salvar o mundo para então tê-lo destruído por uma catástrofe natural: uma erupção vulcânica, um abalo sísmico gigantesco, uma tsunami. Catástrofes locais de grande magnitude. Ou um meteoro, capaz de acabar com toda vida em um planeta. Por que, então, tentar evitar o inevitável? Seria necessário muito tempo e esforço para entender como tudo funciona e então tentar prever e impedir. Seria, porém, certo? São as forças naturais agindo… nossa existência também é uma força natural, e cabe a ela decidir quando encerrá-la ou não. Não é injusto; ninguém sequer teria existido, se não fosse por esta "vontade" inicial.

Mesmo assim, ali estava eu, junto de meus conhecidos, vivos e mortos, tentando lutar contra o inevitável. Eles não entendiam que o "inevitável" não era a batalha vindoura, e sim a decisão do fim, que, se não viesse com tal batalha, viria em outra hora. Talvez de maneira inevitável… e talvez depois de muito tempo. Estariam todos aqueles apenas desejando que, quando a catástrofe acontecesse, eles não a vivenciassem? Seria hipocrisia?

Ponderando tais pensamentos, descobri que Kogasa havia estabelecido uma vida normal no planeta, com marido e filhos. Aparentemente, mais um obstáculo psicológico à paradoxal campanha para impedir o destino, que por si só já era um obstáculo psicológico: o da falta de resignação e a tentativa de brincar de deuses. Cocei a bochecha, o olhar distante, fixo nos olhos de Kogasa. Teria de entender por que ela não lembrava de nada, para compreender como havia parado ali. Por si só, Kogasa parecia um acidente científico não previsto pela ciência atual, até onde eu sabia — o que era pouco.

— Senhorita Kogasa, prazer, chamo-me Sumire. Miyako falou-me algumas coisas sobre você. Por um lado é uma pena que você tenha esquecido de sua vida anterior, mas imagino que sua vida tenha sido proveitosa desde então. É muito digno que tenha formado uma família, com dois filhos lindos — sorri, olhando para as crianças, piscando o olho para ambos. —, mas Miyako sabe sobre sua vida anterior. Imagino que você tenha… características ou poderes diferentes de uma pessoa comum, certo? Já se perguntou a respeito? Nós temos a resposta.

Troquei um olhar significativo com Miyako, como uma forma de, se Kogasa desejasse saber a verdade, ela pudesse explicar rapidamente o quadro. Eu ajudaria tornando o discurso mais "delicado" e menos chocantes, mesmo que o fosse para alguém na posição de Kogasa.

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Inoue91
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Re: Touhou RPG - Mega City

Mensagem por Inoue91 » 15 Mai 2015, 20:50

Inoue

— Mas não é possível — Estas foram as únicas palavras que Takashi conseguiu pronunciar, frustação e ódio, era tudo o que ele estava sentindo naquele momento, o que ele pensava que era a oportunidade perfeita para acabar com o seu inimigo de uma vez por todas, era na verdade um plano muito bem arquitetado, e agora exausto suas opções estavam bem limitadas.

Imponente caia aos prantos de joelhos ao chão, as palavras e zombarias vinda de Ichiro destruíam o seu último resquício de consciência. Sentia-se um inútil, conseguia ouvir o barulho das fibras musculares aos poucos se romperem, e via tambem o sangue escorrer entre os dedos das mãos de seus irmãos e irmãs, e nada podia fazer para ajuda-los.

“... você é fraco Takashi Inoue, fraco! Acha mesmo que pode protegê-los? Não, você NÃO PODE, VOCÊ NÃO PODE PROTEGER NINGUÉM!”

Cada vez mais as palavras ecoaram pela sua mente que não só o torturava com sons, mas agora ruíam com imagens, imagens de sua mulher e de sua filha!

— Ori...Orihime-chan... Ai-chan — Dizia estendendo o seu braço, como se tentasse pegar na mão de sua filha. — Eu falhei miseravelmente, eu prometi que iria proteger vocês para sempre, mas eu fui fraco...foi um tolo arrogante e isso custou suas vidas....por favor me perdoem, pois não tem um dia que eu não me culpo por isso. — dizia enquanto lagrimas escorriam para fora de seu elmo.

Fechava os olhos, ele não queria ver mais nada daquilo, ele não aguentava mais, estava em seu limite, queria que sua vida acabasse ali, mas por um momento, tudo se silenciou, os insultos pararam e o barulho das fibras musculares rompendo-se sessaram-se. Escutou uma estranha voz e ao levantar a cabeça, deparou-se com um imenso campo branco, e nele um estranho jovem vestido de negro se destacava.

Retirou o seu elmo e o colocou ao chão, enxugou suas lagrimas com as costas de sua mão, levantou sua cabeça e encarou o misterioso jovem por alguns segundos, queria saber quem era ele, mas não fazia a menor ideia, mas ele parecia querer ajudar, as palavras ditas por ele, eram sabias, e fizeram com que Inoue voltasse para realidade, ele enchia seu pulmão de ar e então dizia.

— Você está certo, eu não posso desistir agora, se eu morrer aqui eu não serei capaz de encontrar minha esposa e filha no outro mundo. Afinal quando temos alguém a quem queremos proteger, tornamos verdadeiramente mais forte! Eu tenho que confiar em mim mesmo, por mais que a situação esteja ruim, eu irei lutar com todas as minhas forças, eu irei salvar a minha família, irei manter a minha promessa, não permitirei que mais ninguém que eu amo morra.

Sua visão acabava, e novamente se via no quarto de hotel, agora com uma expressão séria em seu rosto levantava, suas lágrimas começaram a flutuar e secar em meio ao ar, uma energia começou a correr pelo seu corpo, sua armadura emitiu um misterioso brilho por alguns segundos, o brilho diminuía, percebia que sua armadura havia mudado, em partes especificas tufos de pelo cresceram, principalmente nas áreas vazadas das juntas. Uma capa sombria se projetava sobre suas ombreiras, ele era rubra como sangue, viva, assustadora, suas garras tornaram-se mais robustas, suas presas mais afiadas, e agora possuia um chifre central.

— Não me interessa o quão forte você é, também não me interessa saber que todos meus ataques falharam drasticamente em te ferir, eu tenho uma promessa a cumprir, isto acaba aqui e agora !! — Fazia uma pequena pausa, respirou fundo e naturalmente falou. — Mudança de estilo! Modo de Assalto!

Imediatamente, a armadura que usava desapareceu, cobrindo seu corpo agora estava apenas uma malha negra com apenas algumas pequenas peças pois a armadura em si montou novamente em na forma uma gigantesca espada. Inoue segurava a espada com apenas sua mão esquerda, enquanto a apoiava em seu ombro esquerdo.

— Eu também não sei o que é isso Umeko-san, mas eu gostei.

Avançou contra o tengu e segurando a espada com apenas uma mão, a girava de baixo para cima, tentando abrir um profundo corte no peito do Tengu, quando sua lamina atingisse o chão, deslizava a sua mão para o pomo de sua espada onde firmaria a sua pegada e então iniciaria uma nova sequência de golpes, golpeando da esquerda para direita e da direita para esquerda como se talhasse o símbolo do infinito, e para finalizar, girava a espada sobre a sua cabeça e desferia um ataque de cima para baixo, cortando o miserável ao meio ( e tudo o que estiver embaixo dele).


Gasto mais 1 PD para comprar acerto critico automático do kit guerreiro. Novamente eu irei gastar 40pm para transformar 4 ações de ataque em 4 ações simples, como tenho apenas 25 pms, irei complementar os 15pms restantes com 30pvs através de energia vital. Devido ao trance mode a minha A agora está em 56 e usando a habilidade dela irei transferir os 56 pontos de A para F assim ficando com F 63, e nos 6 ataques irei comprar um crítico automático pagando 24pvs, assim a FA ficara 63x2+11+6= 143
Pvs: 9
Mp: 0

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Shino
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Re: Touhou RPG - Mega City

Mensagem por Shino » 31 Mai 2015, 17:22

Para Inoue



[13:36] GM: FD de defesa total de Ichiro
[13:36] GM: Rolou 1D6=2


NÃO O PERDOOU... ESPADA OLIM...!!!

A outrora defesa absoluta de Ichiro falha, cada movimento executado pelo lobo levava ao ar grandes quantidades de sangue que terminavam sua viagem ao chão, ou nas roupas de um ou outro irmão seu.


— Não, não pode ser...


A imagem estática do inimigo cedeu em duas direções, o ultimo golpe, um poderoso movimento descendente, não pareceu querer parar nem mesmo quando a lâmina encontrou o solo. Tamanha era a força usada que todo o andar sofreu como o movimento, cortando até mesmo o céu que começava a nascer no horizonte.


...


— Merda... o que foi isso!


— Não sei, nem quero saber, quem fica aqui é Usagi, estou fora!


Fugir era a única opção que os restava, agora que seu líder havia sido derrotado, a chance de vitoria caia drasticamente em segundos... Mas mesmo assim, fugir era impossível, principalmente quando se esta cercado por tantas pessoas poderosas, o que levou ao fim a batalha.


...


— Cof... Cof... Cof...


Saliva e sangue se misturavam as lágrimas no assoalho do andar enquanto os seus irmãos se recuperavam do choque emocional. Por muito pouco o chão do quarto não estaria decorado com mais outros quatro corpos, mas mesmo vivos eles precisariam de tratamento medico adequado.


— Vocês estão bem?


Aos poucos seus aliados começavam a chegar, seus outros irmãos foram os primeiros, seguidos dos membros do colégio IS e por fim as vampiras.


— Bem, acho que é o fim das suas desavenças Inoue-san... (Chifuyu)


No centro do quarto jazia os restos de Ichiro, um tomate dividido ao meio, manchando ainda mais o chão do mais puro vermelho, em fim a batalha acabara.


— Vejo que a equipe de limpeza vai ter muito trabalho hoje, você fez um belo estrago garoto! (Mina)


A princesa contemplava o campo de batalha, o andar inteiro estava arruinado depois do seu ultimo ataque, sorte sua ter feito alguns amigos novos, se tivesse que pagar os consertos, precisaria muito mais do que uma missão para cobrir os custos.


— Ok, não demorem muito, vocês tem muito o que limpar hoje! (Nella)


Antes que pudesse ao menos se mover ou mesmo abraçar algum dos seus familiares, Inoue sentiu seu corpo pesar, a mente enturvar, a vista embaraçar por completo e por fim, a colisão com o chão.


...


Seus olhos abriram, o interior do lugar não era comum, mas os rostos eram, seus irmãos estavam espalhados, Miyoshi e Hina estavam dividindo uma única poltrona, Musashi, Katsumi e Takehito não estavam na sala, deviam estar colhendo informações ou cuidando dos ferimentos, já Naomi se sentava na lateral da cama, olhando para você, com seu sorriso característico estampado no rosto.


— Olá "Bela Adormecida", finalmente escapou de "Hipnos"? (Naomi)


— Se bem que eu acho ele bem bonitinho quando esta dormindo! (Umeko)


A raposa surgia em sua forma elemental deitada ao seu lado, ela se divertia enquanto assistia seu sono, um sono que já se estendia por mais de 12 horas, pois a noite havia chegado novamente.



Para Keiko e Kenji



— Investigando exatamente os casos de desaparecimentos! (Tatsumaru)


O tengu se levanta e vai em direção ao armário.


— Desaparecimentos não são tão incomuns nesta cidade... Mas são raríssimos os casos que o mesmo dura mais de dois dias, infelizmente isso mudou a pouco mais de dois anos. (Tatsumaru)


Enquanto Keiko se trocava, Tatsumaru novamente se aproxima do armário de onde havia tirada as roupas que entregara a Oni, porem desta vez ele pegou uma pasta de documentos em outra gaveta.


— Ainda há duvidas ao certo de quem seja a primeira vitima dessas series de desaparecimentos, mas pela investigação das meninas elas levantam a hipótese de que seja esta garota. (Tatsumaru)


Ele destaca a foto de uma garota que estava presa a pasta de documentos e mostra para todos vocês!


Isis Mahlab, uma jovem de 21 anos, estudante de arqueologia da Faculdade Metropolitana do Distrito de Palladio. (Tatsumaru)


— Ela havia sido vista pela ultima vez nas docas da cidade, que naquela época ainda eram utilizadas. Pelo relatório ela foi buscar objetos de pesquisa para seu professor, o famoso arqueólogo Albert Ruselv. Obviamente o mesmo foi considerado o primeiro suspeito, mas, depois do desaparecimento de mais quatro outras jovens, o mesmo foi descartado das investigações. (Tatsumaru)


— Entretanto aquelas velhas docas não foram palco apenas deste caso de desaparecimento, mais três casos aconteceram exatamente ali... ou melhor, quatro se contarmos as minhas garotas. E foi por causa destes primeiros desaparecimentos, e obviamente toda a investigação na área, que as docas foram mudadas para outra baía da cidade. (Tatsumaru)


...


— Eu vou com você Keiko-chan! (Evangeline)


Evangeline se pronunciara logo depois das suas palavras, a Daywalker se levantava e aproximava da janela, ou melhor, dos escombros onde deveria ser a janela e assiste o sol lentamente surgindo.


— Se formos agora, Shinobu e Leticia terão problemas com o sol, e numa situação de combate estariam em desvantagem, é preferível que seja eu a sua parceira hoje. (Evangeline)


— Que raro de sua parte Evangeline, normalmente você evitaria se envolver nesse tipo de coisa, mas esta sendo muito prestativa ultimamente. (Shinobu)


— Não é... acho que fui infectada por aquele moleque! (Evangeline)


— Sei bem o que é isso, meu mestre também é desse tipo, se tem uma garota com problema por perto ele move céus e terras para ajudar. (Shinobu)


— Não fico com ciúme de nenhuma das duas, o Izayoi é igualzinho, mas no caso dele é por pura diversão mesmo. (Leticia)


As três então riem um pouco delas próprias, não eram apenas parecidas por serem, loiras, lolis e vampiras, haviam também outra consciência que parecia ser comum nos membros da LVLL, seus parceiros eram todos garotos que se prontificavam a ajudar os outros.


— Ok então, eu e o Kenji vamos até as docas, Evangeline e Keiko até a escola de Balé, os demais devem continuar em suas próprias atividades. (Houki)


— Espera ai Houki, sei que esta preocupado com sua irmã, mas você esta se sobrecarregando demais, precisa primeiro tratar estes ferimentos, e descansar, não dormimos nada desde anteontem, se acontecer outra situação como a que tivemos agora você estará em perigo. (Ichika)


— Está tudo bem Ichika! Não se preocupe, sabe muito bem o treinamento que passei, posso muito bem agüentar umas duas ou três noites acordada sem problema, e seria muito bom se encontrássemos quem esta raptando as garotas, ou melhor, caso nós ou a Keiko e a Evangeline o encontre, devemos avisar aos demais, será mais rápido o prender se o cercarmos por todos os lados. (Ichika)


— Mas você ainda esta ferida, não posso deixar que vá assim! (Ichika)


— Ichika♥♥♥ (Houki)


"— A droga, a Houki esta ganhando pontos com o Ichika, o que devo fazer!" (Charlotte)


"— Se não fizer algo logo a Houki vai roubar o Ichika de mim, mas o que eu devo fazer? Talvez... eu deva matar ele logo!!!" (Cecilia)


"— Ichika, você é a minha noiva, como ousa se importar mais com a Houki do que comigo, bem na minha frente!" (Laura)"


"— Ichika! Como ousa, bem na minha frente... acho que vou ter que te matar... assim será somente meu!" (Rin)


Uma aura maligna pareceu emanar de Rin e Cecilia, o que fez Tatsumaru gargalhar novamente, enquanto todos o encaravam o grande tengu afagou novamente a "barba" antes de voltar a falar.


— Sobre os ferimentos, eu posso providenciar tratamento imediato, aguardem apenas um instante. (Tatsumaru)


— SHIROME, LI! (Tatsumaru)


Dois novos tengus entraram na sala, uma garota e um rapaz.


— Sim Tatsumaru-sama! (ambos)


— Por favor, providencie um tratamento para nossos convidados!


— Como desejar (ambos)


Eles então revezaram em tratar todos vocês, utilizando de curas mágicas e medicamentos alquímicos, em poucos minutos todos os ferimentos estavam tratados, nem mesmo uma única marca ou cicatriz ficou.


— Uau, que incrível, é melhor que as câmaras de tratamento intensivo dos hospitais da cidade. (Ichika)


— Esse medicamento é maravilhoso, minha pele ficou até mais macia! (Cecilia)


— Minha alquimia é uma das melhores, consigo produzir óleos e perfumes que faram qualquer garoto cair ao seus pés senhorita, que tal, podemos negociar outra hora! (Li)


— Me passa seu contato, e-mail, Whatzap, Facebook! (Cecilia)


Os olhos da garota brilhavam com a possibilidade que surgia a sua frente.


...


Com a cura providência, os grupos novamente se dividiram, não foi difícil conseguir fotos da doca, haviam varias naquela mesma pasta, assim Keiko providenciou um teletransporte para Kenji e Houki, enquanto os demais retornaram de helicóptero para o "Bund".


— Ok Keiko, agora é nós duas! (Evangeline)



Para Keiko



Por conselho de Evangeline, vocês foram para a escola de balé utilizando o metrô da cidade, uma viagem rápida, de pouco mais de 10 minutos, que as conduziram de Nova Veneza para Palladio.


— Os serviços de metro daqui são tão bons quanto os de Mahora, o que me lembra, espero que a Chachamaru esteja bem, sei que ela pode cuidar muito bem de si própria, mas quando o guri esta envolvido ela não pensa direito, bem chegamos!


...


A grande placa anunciava o local, a escola de balé da professora Margareth era modesta, mas isso não era importante, o importante mesmo era o ensino providenciado pela jovem mestra. Sua escola era pequena, mas rivalizava em qualidade com as maiores escolas de balé da cidade.

A surpresa veio logo após a porta de madeira com a placa de "Bem Vindo", era ainda muito cedo, mas muitas alunas já se viam presentes, algumas "aquecendo" seus corpos, outras conversavam entre si, e outras assistiam duas delas, que dançavam juntas, ou uma contra outra, eram passos de dança bem coreografados, que as vezes lembravam cenas de luta... mas do mesmo jeito que elas hora pareciam lutar, hora dançavam com total confiança uma na outra, se entregando uma a outra em movimentos que, se não executados perfeitamente, resultariam em quedas violentas, ou mesmo mortais.


— Muito bom meninas, vocês estavam perfeitas, sinto-me orgulhosa por ser professora de todas vocês!


— Muito obrigado senhorita Margareth!


— Ok, então, vamos começar a...


Antes que a mulher desse prosseguimento, ela percebe a presença de vocês duas, e se aproxima para recepcioná-las.


— Bom dia, sou a professora e dona da escola, me chamado Margareth Bettinelli, estariam interessadas em balé?



Para Kenji



As ondas batiam firmes nas paredes desgastadas das antigas docas, o cheiro de maresia era forte, tanto quando o de ferrugem.


— Incrível, a cada minuto fico mais impressionada com essas habilidades mágicas de vocês!


Houki ainda estava impressionada com o teletransporte mágico provido por Keiko, ela não era nova no assunto, não se considerarmos que ela já fez uma viagem de retorno através do transporte de matéria da academia, mas era totalmente diferente. O transporte mágico permitia ir e vir de qualquer lugar, enquanto o que eles dispunham podia ser realizado apenas no sentido de retorno e apenas nos limites da cidade.


— Então os primeiros casos se originaram neste lugar, será que encontraremos algo importante depois de tanto tempo?


A preocupação da garota tinha em tese, fundamento. O local estava abandonado a muito tempo, nada importante devia restar ali, se via algumas caixas velhas, bem desgastadas e apodrecidas por volta do lugar, muitas delas agora serviam de morada para pragas comuns ou mesmo para crustáceos ou aracnídeos oportunos. O alto dos prédios também eram lar de gaivotas que encontravam ali um ecossistema perfeito para procriação.


— Mestre, acredito eu saber o que deseja nesse local, mas aviso de antemão que será necessário o uso de bastante energia para isso, e o senhor ainda não descansou direito. (Aika)


Mesmo que seus ferimentos estivessem curados, boa parte de seu Mana havia sido consumido na batalha anterior, ainda sim, era uma oportunidade única essa.



Para Sumire e Syl'ry



— Prazer Sumire-chan, ops, perdoe minha falta de modos, entrem e se acomodem por favor! (Kogasa)


Kogasa os convidava a seu humilde recinto... que se provava não ser tão humilde assim. A casa por fora era igual a todos as demais, salve algumas pequenas diferenças vistas anteriormente, mas por dentro a mesma era ligeiramente impressionante. Não haviam estado nas outras casas da vizinhança, ainda sim, a moradia da família Vignole era por si só mais brilhante. Completamente isenta de poeira, limpa aos mínimos detalhes e lindamente ornamentada com dezenas de objetos, dos mais simples brinquedos que se obtém como brindes de lanchonetes conceituadas a vasos e quadros que pela arte deviam ser relativamente caros.

A sala de estar onde se acomodaram era bastante espaçosa e bem iluminada, os sofás eram macios e aconchegantes, contribuindo para o clima familiar perfeito.


— Espero que gostem de café, estava fazendo um pouco antes de chegarem, mas se preferirem posso providência outro tipo de bebida! (Kogasa)


— Não precisa se incomodar tanto, aceitaremos o café, que admito, o cheiro esta me encantando! (Miyako)


Após servir a todos com xícaras da energética bebida, e mais uma fornada quentinha de deliciosos cookies caseiros a mulher retomou a conversa.


— Bem Sumire-chan, seria mentira de minha parte dizer que não tenho interesse de relembrar tudo que vivi antes, mas discordo de parte do que disse. Ou talvez seja ignorância minha, mas não sei nada disso que falou, o quis dizer sobre poderes diferentes de uma pessoa normal?


— Talvez estejam procurando a pessoa errada sabe? Eu sou completamente normal, se bem que, outro dia fiz um bolo que todo mundo que comeu disse que era de outro mundo! Rsrsrs


— Mas é apenas isso que tenho de especial, eu sou apenas uma dona de casa comum, que dá duro todo dia para criar e educar meus lindos filhinhos, para fazer um almoço delicioso para meu amado marido, para manter essa casa limpa e bem cuidada!


— Talvez estejam procurando outra pessoa, nesta cidade existem todos os tipos de pessoas, vocês não assistiram os últimos dias da EXPO Baker? Garotas que se transformam em guerreiras armadas com lâminas que surgem de seus corpos, robôs que podem se transformar em pequenos brinquedos, ou ficarem do tamanho de gigantescos prédios, roupas que permitem a seus usuários voarem pelos céus, sabe, este tipo de coisa.


A mulher pega o controle remoto e liga a grande televisão, o jornal da manhã começara a pouco e estava cobrindo as apresentações dos dia da grande feira de tecnologia de Megacity.


* — O que espera para hoje Clever?* (Falcon)


* — Hoje teremos as provas atléticas de nossos participantes Falcon, sim senhores, este ano nossos brilhantes cientistas devem passar por uma bateria de exames físicos, pois conforme solicitado pelo senhor Baker, as invenções devem ser prestativas para a policia metropolitana de Megacity, e um bom desempenho atlético é necessário para o bem estar e proteção do nosso amado povo! (Clever)*


*— E quem serão nosso primeiros alunos a se apresentarem hoje Clever? (Falcon)*


*— Serão duas das alunas da Furumizu no Gakuen, as belas senhoritas Asagi e Aoi! (Falcon)*


*— Muito bom, devo admitir Clever, essas formas transformadas das garotas da Furumizu são muito incríveis, aposto que muitas fotos delas iram decorar os quartos de vários jovens da cidade! (Falcon)*


* — Por mais bizarro que seja, tenho que admitir que é verdade Falcon, e agora começará os primeiros testes físicos deste novo dia de EXPO Baker, as belas senhoritas irão ser submetidas as um exame de força neste primeiro momento.


Aoi foi a primeira a se apresentar, ela se posicionou no equipamento, um gigantesco maquinário que lembrava um martelete mecânico utilizada nas atuais forjas.


*— Mas isso não é perigoso Clever, ela pode ser esmagada viva! (Falcon)*


*— Não se preocupe Falcon, diferente de um martelete normal este desce lentamente, menos de um metro por minuto, e se um dos joelhos da garota se aproximar do chão ou o teto do martelete se aproximar a cerca de 5 centímetros do rosto dela as travas de segurança serão acionadas e o teste irá acabar! (Clever)*


*— Então o teste é completamente seguro! (Falcon)*


*— Sim, o teste é completamente seguro! Mas vale lembrar, crianças, nunca tentem isso em casa, todos os envolvidos são pessoas profissionais treinadas! (Clever)*


E enfim o teste começava, Aoi exibiu uma apresentação incrível, conseguindo suportar cerca de 35 toneladas, mas quando sua parceira, Asagi carregou sem problema mais de 100 toneladas o publico não conseguiu ficar quieto, foram gritos e aplausos sem parar!


— Viram? Nessa cidade temos muitas pessoas incríveis, mas posso afirmar, aqui em casa, não há ninguém especial! Somos apenas... (Kogasa)


CRASH!!!

O barulho de uma das xícaras virando cacos parou a conversa rapidamente!


— Perdoe-me mama, eu me precipitei! (Lena)


— Sem problemas querida, se machucou meu amor? (Kogasa)


— Não, eu estou ótima! (Lena)


— Lena você acordou muito cedo, é melhor dormir mais um pouco, vou levá-la para o quarto. (Francis)


— Obrigada irmãozão! (Lena)


Assim as crianças foram para o primeiro andar da casa, Miyako conseguiu com os *olhos* seguir eles facilmente, e por fim sorriu!


— Acho que teremos mais surpresas nesta casa! (Miyako)
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Nulo
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Re: Touhou RPG - Mega City

Mensagem por Nulo » 03 Jun 2015, 12:45

Keiko

— Entendo...obrigada, Evangeline. — deixava um sorriso sutil escapar ao notar a prontidão da vampira, lançando o olhar para Kenji ao notar que ele tinha obtido a Houki como parceira, também. Tudo dando certo, uma das duas duplas encontraria alguma pista para solucionar esse mistério. — Vamos nos preparar, então?

Keiko poderia curar-se com sua spellcard, mas aceitou o tratamento médico dos tengus para não ser desrespeitosa. Despediu-se dos outros e de Kenji, teleportando-o e partindo com Evangeline para a escola de balé.

"Amiga preciosa? Não acho que eu seja isso tudo, Kenji..."

— Já me conhece bastante, pelo visto. — deixava um pequeno riso escapar. — Aika, certo? Lembrarei-me disso. Boa sorte para os dois.

O dia iria ser longo.

...

— Mahora? — Keiko coçava a bochecha, curiosa com o local que Evangeline mencionara no metrô. — Desculpe-me, não conheço. É a segunda vez que ando de metrô nesse mundo, ainda me impressiono com esses meios de locomoção. Não como se tivesse necessidade de algo assim na Cidade Antiga...

Keiko, durante a viagem, manteve o rosto fixo para a janela, deixando sua atenção ser levada pela parede dos túneis do metrô que passavam rapidamente, como um borrão. Era misteriosamente relaxante, fazendo-a se esquecer de que estava em um local fechado com diversos humanos.

— É aqui... — a oni lia a placa, olhando os arredores rapidamente. Suspirava fundo e então recitava um encantamento, deixando seus olhos com capacidade de verem atrás de portas e paredes e também detectarem magia. Seria interessante verificar se tinha algo de errado lá dentro. — Vejamos...fique atenta.

Abria a porta de madeira com cuidado, adentrando na escola e parando para checar o ambiente. Observa as alunas se preparando e conversando, outras duas dançando e quando estas terminavam e dizia o nome Margareth, virava-se para analisá-la, até que acabava abordada.

— Ah, b-bom-dia. — a garota coçava a cabeça, inclinando o tronco em reverência logo em seguida e esperando que Evangeline entrasse na "encenação". — Uma amiga nossa disse que temos talento para balé e recomendou essa escola. Sinceramente, não acho que eu seja 10% do que ela fala, mas resolvi dar uma olhada, haha...Mmm? — ficava na ponta dos pés por alguns segundos, inclinando o rosto para o lado e checando as garotas, levando o dedo indicador da mão direita à boca, demonstrando confusão. — Pensei que ela estaria por aqui...talvez só chegue mais tarde?

Keiko aproveitava então para checar se os estudantes e principalmente a professora estavam sob o efeito de alguma magia.

— Sou Fujihara. — identificava-se por seu sobrenome, que não tinha peso algum, deixando Evangeline decidir como seria a sua apresentação. — Admito que acho a arte da dança bem interessante e acho balé bastante bonito. Será que poderíamos assistir uma aula para ter noção de como seria?

Poderia ter uma noção bem mais profunda com uma simples varredura de mente via telepatia, mas não seria tão "discreta" dessa maneira. Optava então por ficar e assitir uma aula, aproveitando-se para vasculhar o recinto com a visão de raio-x e ler a mente de algumas pessoas e da professora, caso não estivessem sob o efeito de magia alguma e procurar por algum sinal dos desaparecimentos. Deixava uma "linha aberta" entre sua mente e a da Evangeline para conversas telepáticas.

---
(OFF: Usando Detecção de Magia, Sentidos Especiais: Visão de Raio - X e Telepatia! Atuação caso necessário na aula, seja para imitar a dança de alguém e não parecer tão ignorante e Aparência Inofensiva para ser cute cute. :lol: )

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Galahad
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Re: Touhou RPG - Mega City

Mensagem por Galahad » 04 Jun 2015, 22:13

Kenji

Kenji escutava atento ao que Tatsumaru dizia, pois todo detalhe poderia ajudar na investigação que faria. Ficava um pouco inquieto quando escutava que sumiços não eram incomuns naquela cidade, mas nada poderia fazer sobre isso, só podia se focar no assunto a frente: os sequestros mais recentes, especialmente das tengus. O arqueiro se perguntava se a pesquisa do professor teria alguma haver com os sumiços, talvez tentasse descobrir isso depois.

— Obrigado pelas informações, Tatsumaru-dono. Acho que também tentarei descobrir sobre a pesquisa do professor.

...

Depois Kenji escutava a discussão sobre quem ia com quem, acabando que Houki ia com ele, algo que não parecia ruim, visto que ela parecia ser uma das mais tinha espírito de luta. O arqueiro se virava para a jovem e dizia num tom educado, com uma expressão amigável.

— Obrigado pela ajuda, Houki-san. Tenho certeza que vamos achar algo útil.

Algo que acontecia também era dois servos de Tatsumaru curarem o grupo, usando magias e medicamentos, algo pelo que Kenji ficava grato, pois possivelmente precisaria de sua saúde para caso houve um confronto.

— Essa cura é muito bem-vinda, obrigado.

O arqueiro se voltava para a oni, e dizia enquanto sumia.

— Cuide-se, Keiko.

...

Chegando nas docas, Kenji escutava Houki falando sobre como ficava impressionada com as habilidades mágicas, comentário que fazia Kenji rir um pouco. Escutava ela também perguntando se conseguiriam achar algo lá depois do tempo que passara, algo que o próprio Kenji não tinha certeza, mas usaria todas suas forças para tentar o fazer.

— E eu posso dizer o mesmo sobre a tecnologia de vocês, Houki-san. E farei tudo que estiver ao meu alcance para achar pistas.

Depois de escutar Houki, o jovem escutava Aika expondo preocupação com ele, pois ela sabia o que ele prendia naquele lugar. O príncipe mantinha uma expressão séria, olhando para o local.

— Eu sei, Aika, mas não sei se tenho outra opção.

Kenji tentava subir em algumas caixas não estragas, a fim de ter uma melhor visão do local, e então convocava uma das Elementais que estava em sua alma: Litana, a Elemental da Luz. Quando a fada surgia, Kenji olhava para ela com a mesma expressão que usara com Aika.

— Litana, eu preciso de sua ajuda agora. Precisamos investigar o que aconteceu por aqui nesses últimos tempos, e preciso de seu poder sobre a luz para isso. Reparei como o poder da Luz pode projetar imagens, então pensei se não poderia usar isso para ver a imagens que aqui aconteceram, sei que por laços ainda não serem tão fortes precisa da minha energia para isso, mas ainda quero o fazer. Por favor, me ajude.

Kenji não tinha certeza de quanto conseguiria, mas estava sério em tentar. Posso isso esperava que a Elemental concordasse, e quando ela o fazia, Kenji fechava os olhos, a fim de unir seus sentidos com a fada da Luz, não apenas para tentar ver o que ela veria, como também para fornecer energia para ela. O arqueiro tinha métodos diferentes em mente, tentaria fazer aquele que permitisse ver mais tempo no passado naquele lugar, a fim de ver o que acontecera com as tengus sumidas ali , ambos eram parecidos, se diferenciando através de que veria o passado; um dos métodos envolvia Kenji usar magia para descobrir, algo que consumiria mais Mana dele; outro envolvia usar uma habilidade especial, mas esse talvez permitisse ver menos detalhes; ambos envolviam forçar um pouco seus limites, aumentado sua reserva de Mana, a fim de ter mais combustível para a técnica de Luz, tentaria até mesmo forçar o destino ali, tornando aquela tarefa quase impossível numa possível.

-----------------------
Bem, como falei, Kenji vai usar o método que permita ver mais tempo no passado por menos PMs(e que seja permitido permitido por você), e esses são os que pensei, gastando PD para:

- Com um Pontos fornecidos, Kenji compra PMs Extras p aumentar seus PMs para 27(22?)/35 para 37(32?)/45, e depois gastar o outro Ponto para que Litana tenha acesso a Visão do Passado Remoto, e gastar 10 PMs para poder ver 5 meses no passado.

- Com um Pontos fornecidos, Kenji compra PMs Extras p aumentar seus PMs para 27(22?)/35 para 37(32?)/45, e com o outro comprar Pós-cognição, gastando 5 PMs para o ativer, e gastar 1 PE para ter sucesso no teste de Investigação
Editado pela última vez por Galahad em 05 Jun 2015, 08:01, em um total de 1 vez.

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Inoue91
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Re: Touhou RPG - Mega City

Mensagem por Inoue91 » 04 Jun 2015, 23:58

Inoue

A batalha havia terminado, e tudo o que havia sobrado de seu inimigo era o seu corpo dividido em duas partes meio a uma poça de sangue, o lobo estava exausto, havia usado toda a sua energia nesta última sequência de golpes, ele percebia que o restante do grupo havia entrado no quarto e que sua família extava bem, mas ele não conseguia se mexer, por mais que ele tentasse.

Inoue sentiu seu corpo pesar, sua mente enturvar, perdeu as forças de seus braços e pernas que o fizeram largar a espada e cair de joelhos, por fim sentiu sua visão embaraçar, e por fim caia de peito ao chão e tudo apagava.

Lentamente uma imagem de uma caverna glacial começou a se formar, nela o chão todo estava coberto de neve com exceção de algumas pedras, em seu teto algumas finas estacas de gelo se formavam, estacas que podiam ser letais caso caíssem na cabeça de alguém, sua parede em alguns pontos era rochosa, mas em outros era uma simplesmente uma muralha de gelo. Takashi se encontrava em um ponto qualquer da caverna e não fazia a menor ideia da onde estava, o ar congelado do ambiente atrapalhava o seu faro aguçado assim não conseguindo distinguir muitos odores, a medida que respirava era possível ver o ar que saia de sua boca se condessar.

Não muito longe, Inoue conseguia escutar um choro de uma garota, intuitivamente seguia o choro até chegar em uma câmera que a caverna possuía , em seu centro estava uma garota, suas roupas estavam rasgadas, e lagrimas escorriam pelo seu rosto, ela clamava por ajuda, queria muito sair dali e se perguntava por que ela havia sido abandonada naquele lugar, ela enxugava as lagrimas com as costas da mão e ao perceber a presencia do jovem lupina, seus olhos mesmo ainda com lagrimas mudavam de expressão, ela engolia o choro e então dizia.

— Teitouku !! Você veio me salvar !?

E assim Inoue acordava de seu sonho, por mais que tivesse que possuísse ótimas habilidades regenerativas, seu corpo ainda estava dolorido por conta da batalha que havia travado, ainda deitado levava uma de suas mãos até a sua testa, fechava os olhos e tentava se recordar de alguma coisa antes de apagar, respirou fundo e lentamente levantou o seu tronco da cama, o suficiente para que pudesse encostar suas costas na cabeceira da cama, abria os olhos e então via que ao seu lado estava Naomi, e mais ao fundo Hina e Miyoshi dividiam uma poltrona, um sorriso surgia em seu rosto ao ver que suas irmãs estavam bem.

— Não me venha com essas gracinhas onee-chan. Apenas me diga tudo o que eu preciso saber, onde estou, por quanto tempo eu estou dormindo e como foi o confronto da outra equipe na outra torre, isso se houve algum.

Assim, Umeko surgia deitada ao seu lado e após ouvir o comentário dela, a respondia.

— Obrigado por me emprestar suas forças Umeko-chan — Dizia enquanto envolvia a raposa em um abraço, e logo em seguida dava um gentil beijo em sua testa. — Sem a sua ajuda eu não teria conseguido ganhar aquela luta e muito menos salvar a vida de meus irmãos.

Permanecia abraçado com a raposa enquanto gentilmente acariciava a sua cabeça, quando então percebia algo na mão direita de sua irmã mais velha, intrigado com aquilo perguntava.

— Agora me responda uma coisa, por que você está usando a aliança que eu comprei Naomi-chan ?

Enquanto esperava a reposta de sua irmã, pensava no sonho que havia tido, o jovem lupino ficou se perguntando caverna era aquela que ele estava, quem era aquela garota e porque ela o chamava de Teitoku, se aquilo fosse real ele tinha que dar um jeito de descobrir que local era aquele para assim poder ir resgata-la.

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Keitarô
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Re: Touhou RPG - Mega City

Mensagem por Keitarô » 06 Jun 2015, 21:20

Sumire

— Compreendo, senhora Kogasa — eu alternava minha atenção entre as crianças e a televisão. Os seres deste mundo eram realmente capazes de coisas absurdas; levantar toneladas de material não era um feito normal para um humano comum. O fato da menina ter quebrado algo chamou minha atenção, desconcentrando-me temporariamente da televisão. Eu infelizmente havia perdido a cena. Imediatamentre troquei um olhar significativo com Heylel, mas esta não havia também prestado atenção.

— Então, senhora Kogasa, se não se incomodar… poderia nos contar como formou a família que tem hoje? Talvez você não lembre do que veio antes… mas talvez pudesse nos ajudar contando com o que veio depois dessa parte.

Estava tentando ganhar um pouco de tempo para talvez descobrir algo a mais. As crianças poderiam ser a chave para descobrir mais sobre o passado de Kogasa, e, se tudo falhasse e não conseguíssemos descobrir mais nada, nem convencê-la a ir lutar conosco — até porque, sem poderes, ela não seria de muita ajuda —, teríamos de deixá-la em paz, vivendo a vida que gostaria.

Pena que, sem um mundo, não haveria vida para ser vivida.

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Re: Touhou RPG - Mega City

Mensagem por Tsunayoshi » 10 Jun 2015, 17:40

Syl'ry

Quanta sorte poderia ter? Encontrar a pessoa certa, na hora certa, no lugar certo! Seria destino... ou não? Descobriu depois que Miyako é capaz de sentir a presença das elementais, talvez do mesmo modo que a própria Syl’ry sabia intuitivamente que deveria seguir em determinada direção, embora essa sensação a tivesse abandonado assim que encontrou aquele grupo.

Miyako aparentava ser alegre, gentil e extremamente otimista, transmitindo confiança e conforto apenas com seu modo natural de agir. O tipo de personalidade a qual era difícil desgostar, o que deixava Syl’ry dividida entre o ciúme e a simpatia quando a via interagir com Tewi. Talvez não houvesse problema em nutrir os dois sentimentos...

Sumire aparentava ser... diferente. Sua fala e expressões... Parecia querer entender e dissecar tudo à volta, mas com uma curiosidade vazia. Será que era apenas muito boa em esconder o que sentia? Syl’ry descobriu dificuldades em se expressar a alguém que não parecia expressar nada em retorno. E o cheiro dela... Achou aquela garota curiosa!

Heylel era também diferente, mas um diferente normal em se tratando de youkais... E isso parecia fazer algum sentido para Syl’ry! Também era bonita, com longos cabelos escuros, contrastando com olhos branco-luz. Lembrava a simbologia do Ying Yang que havia visto em algum lugar da cidade. O cheiro dessa mulher era pura energia e poder.

Já Michio parecia... normal. Um garoto comum e amigável. Será que poderia mesmo enfrentar o que estava por vir?

Enquanto o grupo era conduzido por Miyako até a youkai mais próxima, Syl’ry sentia-se meio perdida, tentando acompanhar a conversa do grupo e as mudanças de cenário à volta ao mesmo tempo. Tudo era novidade para a garota, em se tratando dos dois tópicos, mas reagia absorvendo e interagindo como podia.

Reforçou a promessa de Miyako fizera à Sumire.

— Estou aqui para protegê-las também. — dizia com o punho cerrado e erguido, em riste. Tom confiante. — Inclusive a você, Miyako. Podem confiar em mim!

Durante o curto passeio de carro, abordou Heylel.

— Hum... — sem perceber, aproximou o rosto a menos de um palmo da face da outra, observando-a. — Seus olhos são bonitos. Eu gosto da cor! — sorriu, afastando-se novamente. Fazia tudo segurando Tewi em seu colo, como uma boneca. — Você é forte? — não havia malícia na pergunta, muito menos era um teste.

Já no ponto de destino, enquanto tentava interagir com Lena e Francis, ouviu o que Kogasa mencionou e achou ter reconhecido os sintomas de amnésia.

— Ah, eu também cheguei assim! Mas depois de uns dias passou...

Brincava com as crianças, mas voltou atenção à TV quando a reportagem começou, e nem percebeu quando Lena se atrapalhou com a xícara. Observou com olhar indagador os irmãos se retirarem, e o seguido comentário de Miyako, sem entender o que aconteceu ali.

Michio

Sentiu certo desconforto e preocupação ao perceber que Kogasa formara família, tinha marido e filhos. Enquanto todos estavam trocando palavras, aproximou-se de Sumire, comentando em tom moderado, apenas para a garota ouvir.

— Percebe que se o futuro mudar,... — observava Lena e Francis, tentando esconder o pesar. — ...essas crianças também serão apagadas da existência?

Sem paraíso, inferno ou purgatório. Seriam simplesmente anuladas da existência. Assim como Iku...

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Re: Touhou RPG - Mega City

Mensagem por Shino » 22 Jun 2015, 00:25

Para Keiko



— Mahora é a maior escola do Japão, praticamente uma cidade inteira voltada para as artes acadêmicas. Na verdade, chamar ela de escola é um erro, ela é na verdade um complexo de escolas, incluindo até mesmo suas próprias Universidades, Instituto de Ciências entre outros.


Ela parou e sorriu um pouco de si mesma.


— Realmente, as meninas estão certas, eu mudei mesmo, se fosse há alguns anos atrás eu nem estaria aqui, pois ela era como uma prisão para mim, e agora que eu posso sair de lá livremente, parece que me afeiçoei a aquele lugar, bem, tudo culpa daquele moleque e seu pai, rsrsrsrs. Keiko, quando você estiver de folga da sua missão, visite Mahora, vou recepcioná-la apropriadamente na minha casa, podemos beber a noite toda, que tal?


Um leve piscar de olhos e um sorriso, Evangeline era a mais reclusa entre os membros da LVLL, ainda mais que Rachel, mas ela parecia se sentir bem perto de você, mesmo que ambas pouco conhecessem uma da outra.


...


Não havia armadilhas ou mesmo algo a se preocupar, a escola de balé era parte da casa da professora Margareth, uma casa simples de dois quartos, cozinha, varanda, sala de jantar e uma sala de estar que foi modificada para o uso nas aulas. Contava também com um modesto vestiário conjugado com o banheiro onde mesmo a professora usava para seu asseio.


...


— Eu sou Karine, e fiquei interessada também, sempre achei balé tão lindo, é como ver fadas voando pelo céu, se não foi incomodo poderíamos assistir a aula! (Evangeline)


— Que bom, fico contente em saber que nem toda a juventude de hoje esta perdida, a maioria das meninas não se interessam mais pelas artes. Claro fiquem a vontade, não poderei lhes dar atenção no momento, as garotas estão ensaiando para uma apresentação da EXPO Baker, mas prometo que depois sou toda de vocês! (Margareth)


Margareth as acomodou em duas confortáveis poltronas e as deixou assistindo a aula, ou melhor, ensaio. Era como se vocês estivessem assistindo ao show que seria exibido em alguns dias na integra.

A dança calma e gentil lentamente foi acalmando a mente da pequena Oni, que até mesmo imaginou sua companheira executando alguns daqueles passos de dança, quem sabe ela pudesse ter um show desses, ou mesmo prover esta inusitada diversão as duas.

O tempo passava sem mesmo Keiko notar, apenas o aviso biológico do estômago a fez perceber que toda a manhã havia partido em um instante. A mente das alunas ou mesmo a da professora era algo tão comum e banal que pouco importou para ela, era só moda, dança ou garotos, nada realmente importante a se relevar, talvez estivesse se precavendo a toa.


— Bye bye! (Alunas)


As alunas do turno matutino já iam embora quando Margareth chamou vocês a presença, um convite para um almoço, algo impossível de recusar vendo que ambas ainda não tinham se alimentado direito desde a ultima noite.


— Então, o que acharam, estariam dispostas a tentar? (Margareth)


— Eu achei fantástico, e fiquei muito interessada, se não for incômodo gostaria muito! (Evangeline)


— Que bom, eu realoquei as alunas que não poderão participar da apresentação para o turno da tarde, logo elas chegaram, eu vou aproveitar e encaixar as duas nesta aula.


Depois do almoço e um período de descanso era finalmente a hora da próxima aula, a turma da tarde era bem menos reduzida que a do turno matutino, mas igualmente alegres e esperançosas. Cada uma delas encarava a prática do balé com suas próprias convicções e desejos.


— Olá, eu me chamo Bianca, vocês também são novas, é minha terceira aula, sei que é exagero mais já comprei o uniforme, que tal? (Bianca)


A garota estava exuberante no collant, tinha um outro adereço do dela que nos das demais não tinha, feitos pela mãe dela mesmo.


— Nossa, você esta linda mesmo! (Evangeline)


As palavras não eram da boca para fora, realmente a garota estava formidável, se destacava entre as demais, sendo que o próprio lugar parecia ser um imã de garotas lindas, eram tantas que chegavam a desconcertar quem entrasse.


— Ok meninas, vamos à aula! (Margareth)


E por fim começa a aula em si, mesmo com alguns problemas, tanto Keiko quanto Evangeline conseguem acompanhar os ensinamentos, e no fim já estavam dançando tão bem como as outras alunas.


— Nossa! Vocês são incríveis! (Bianca)


— São mesmo, é verdade que é a primeira vez que dançam? Se nos esforçarmos agente pode se apresentar no próximo evento! (Evelyn)


— Não vão precisar esperar tanto, tenho certeza que vocês podem se apresentar como abertura da turnê da Companhia de Balé Bolshoi, que chegará a Mega City em um mês!


— Serio professora? (Coro)


— Sim, claro que sim, se todas estiverem livres para a data, eu encaixo vocês na apresentação!


A alegria se torna geral entre as alunas, a felicidade daquela noticia levava todas aos abraços, eram o sonho delas se tornando real e vocês eram como a luz que indicavam tal caminho.


...


A aula havia acabado e cada garota tomava seu caminho. Era hora de você e Evangeline trabalharem, vistoriar o caminho de volta da Tsubaki, mas antes de saírem, Bianca chama a atenção de vocês!


— Me desculpem, meu irmão teve problemas, eu poderia ir com vocês, minha casa não fica muito longe.


Sem ter como recusar a garota segue o caminho junto a vocês, realmente parte do trecho era idêntico, mas perto do final ela se separa.


— Obrigada, eu vou por aqui, tenham cuidado! (Bianca)


Mais vinte metros de caminhada e um grito, Bianca estava em apuros e vocês correram na direção que a garota tomou, quando ao chegar depararam a mesma e um gigante negro de pura escuridão.


— Isso é! (Evangeline)


"— Keiko, me escute! Eu preciso que pule o mais alto possível e procure qualquer pessoa que esteja na área. Isso a sua frente, eu sei exatamente o que é isso. É um Kagejin, uma magia negra conhecida apenas por demônios, procure qualquer um com cheiro de demônio, deixe que eu cuido da garota!"



Para Kenji



As mãos juntas numa possível oração era o modo que a fada sombria encontrava para manifestar seu apoio ao amado, desejava em seu intimo que tudo desse certo, ainda que não houvesse perigo real no feito a seguir, a carga de energia utilizada poderia ser demais ao arqueiro o levando a estafa e se ele caísse desacordado por tal ação estaria vulnerável a qualquer eventualidade.

Litana por outro lado ria, não de sua amiga, mas sim por estar sendo prestativa a seu companheiro, ficara feliz ao ser solicitada a tamanha tarefa, sua magia era a menos destrutiva, utilizada primariamente para proteção e cura, mas havia outros benefícios a luz que poucos se lembram e que agora era vital.

Mas não foram apenas os dois a trabalhar, um elemento externo se pois ao meio desse trabalho. Não para os atrapalhar, e sim para os auxiliar, ele gostaria que vocês vissem mais que seus poderes os permitissem, e logo que sua conexão foi estabelecida um grande brilho dourado foi emitido da caixa mais baixa usada pelo "pedestal" do arqueiro.

Imagem

Um colar dourado arrebentara a lateral da caixa e permaneceu flutuando entre Kenji, Litana e o solo. Devido a interferência daquele objeto em vez de projeção visual limitada apenas ao príncipe e a fada iluminada, foi literalmente recriado cenas do passado, a começar com o possível incidente.


...


Todos, Kenji, Aika, Litana e Houki eram espectros invisíveis, voando ao lado do colar dourado. Abaixo dele era o mesmo local, só que em vez de dia era noite, por volta da 22:00 ou 23:00. Os estivadores já haviam terminado de desembarcar a carga do navio, uma delas não tinha sido levada para dentro de nenhum armazém, era uma caixa de madeira semelhante a que a poucos instantes era usada como apoio. Perto dela havia apenas um homem, mas este não ficou muito tempo sozinho, o barulho de um carro sendo estacionado foi ouvido e do referido saiu a jovem Isis Mahlab.


— Boa noite senhor Josesh Joestar, como tem passado!


— Vou bem minha querida, tanto quanto esses ossos velhos me permitem!


Algumas risadas e mais um pouco de dialogo até o velho homem abrir o caixote onde sete objetos dourados estavam armazenados.


— Nossa, estas são as sete relíquias do milênio, são lindas!


— Hahaha! Sim, são objetos muito bonitos e valiosos, se me permite, acho que este combina bem em você!


O velho homem pega o colar, o mesmo que agora flutua ao lado de vocês e coloca no pescoço da garota.


— E então, como estou?


— Uma perfeita rainha egípcia, Cleópatra morreria de inveja ao olhar para você!


— Que galanteador senhor Joestar, mas perdoe-me, já tenho alguém que balançou meu coração!


Novamente ambos gargalham, o homem entrega a papelada e sai a procura de algum servente para ajudar a moça com o transporte dos artefatos, mas isso nunca aconteceu.

Alguns minutos após o homem sair uma sombra colossal se forma próximo a jovem de onde um titã de ébano surge. Seu método violento de captura causa vários ferimentos na garota, arremessando a mesma contra outras caixas e por causa disso o colar acaba indo parar atrás de um amontoado de outros containeres. O gigante some com a garota através da mesma sombra que surgiu antes do velho homem e um funcionário do local retornar as pressas.


...


O tempo avança novamente, dois novos seqüestros, e ambos acontecem do mesmo jeito, o mesmo gigante, a mesma violência. Mas após estes flashbacks não lhes é mostrado o caso das tengus, e sim outro fato interessante que veio a acontecer meses após.


— Youmi! Miyuko! (Houki)


A surpresa de Houki se dava exatamente a figura de duas jovens garotas que juntas a demais combatiam um inimigo que como elas também eram garotas, mas corrompidas. Enquanto as aliadas das conhecidas de Houki usavam armamentos que muito lembravam navios, as oponentes carregam sobre seu corpo peças tão deformadas que eram verdadeiros monstros, com garras e dentes.


— Houki-san, quem são essas garotas, conhecidas suas? (Aika)


— Sim, eu as conheci a quase um ano atrás, quando o dojo da minha família foi chamado para uma apresentação no dojo de New Akihabara. Elas eram as melhores estudantes de arco e flecha, fiquei tão impressionada com a técnica delas que mal pude me conter e acabamos nos tornando amigas, mas a menos de quatro meses eu perdi contato com elas! (Houki)


— Pensei que elas estavam desaparecidas, mas quando fui verificar no dojo eu descobri a verdade. Ambas haviam perdido os pais no incidente Blackfield e viviam juntas em um orfanato. E que o próprio orfanato comunicou ao dojo que as garotas foram adotadas e haviam ido embora da cidade. Mas pelo visto era mentira! (Houki)


Uma dedução sabia da estudante, pois as batalhas não terminaram ali, o tempo passou novamente e as mesmas garotas lutavam novamente, e eram cada vez mais. A cada nova luta quatro ou cinco novatas apareciam para repor uma ou duas que afundara.


— Kaga-san, recue 300 metros e lance seus aviões, Akagi reagrupe com a Fubuki, Haruna e a Yamato e lancem um ataque pelo flanco direito na base inimiga, deixem esta Abissal conosco!


A líder era uma garota não muito mais velha que as demais, se muito teria seus 21 anos, loira, possivelmente de descendência alemã. Ela e sua tropa separavam-se do resto para enfrentar mais uma das garotas corrompidas, mas esta adversária era diferente das demais, era especial.


— Não posso deixar que suas irmãs te vejam assim, Kougou, ao menos vamos te devolver ao fundo do oceano e lhe dar um funeral descente!


A batalha era regada de lágrimas, pelo que se entendia aquela um dia foi amiga da loira e por algum motivo agora era sua inimiga.


...


Outras batalhas foram assistidas e novamente o tempo passou, mas desta vem em vez de lutar as garotas estavam sendo levadas embora em tanques, todas elas estavam em cilindros de vidro, submersas no liquido esverdeado. Triste, pareciam experimentos guardados em formol, completamente nuas dentro dos "frascos" gigantes, colocadas uma a uma em grandes caminhões e enviadas para algum lugar da cidade. Devido a um erro de um estivador, uma das caixas onde era transportada algumas armas fora danificada, ele trocou o conteúdo com outro container e achou o colar dourado e colocou no mesmo container, depositando onde o mesmo estava antes de tudo começar.


...


Uma ultima viagem antes do cansaço derrubar Kenji e a conexão mágica, era o caso das Tengus, que como todas as demais garotas foram atacadas pelo Gigante de sombras, mas neste vocês puderam notar uma coisa. Como ambas eram guerreiras habilidosas o monstro teve dificuldade para capturar as mulheres sendo que em um momento uma delas viu ao longe a figura de um rapaz. Não se podia ver quem era, apenas que usava roupas pretas, um uniforme estudantil.


...


Quando acordou o arqueiro percebeu estar em um hotel, Aika dormia ao seu lado direito, já na outra cama estava Houki, que também havia dormido mas já estava acordada, ela encarava o teto pensativa, até finalmente notar você.


— Não nós assuste assim de novo Kenji, a sua amiga quase surtou quando você caiu no chão. Ainda bem que as antigas docas não é tão longe de Luminar, e quem diria, quando cheguei aqui o pessoal já o conhecia.


Estava novamente no Hotel Lumiere, o hotel da família de Charlotte.



Para Syl'ry



Um sorriso, as palavras confiantes da jovem eram bem recebidas pela antiga Jiang Shi, ouvir de outra pessoa que a protegeria era agradável, principalmente para alguém que sempre foi usada como escudo, ter alguém que pense nela com carinho e devoção ao ponto de se por a frente no campo de batalha por vontade própria era novo para ela e aquele sentimento era maravilhoso.


— Obrigada Syl'ry-chan, suas palavras me deixam muito feliz! (Miyako)


...


— Fico feliz pelo elogio, mas em relação a vossa pergunta, a definição de forte ou fraco dependem do ponto de referência ao qual são comparadas! (Heylel)


Heylel era bela, mas enigmática, a resposta recebida não era exatamente a que queria ouvir, mas não era incorreta, ela parecia gostar de manter um ar de mistério a sua volta e por hora você teria que conviver com o mesmo.



Para Sumire e Syl'ry



— Bem querida, acho que estes dias para mim nunca passaram! (Kogasa)


Um sorriso, Kogasa tomava outro gole do café e conforme solicitado por Sumire, começou a contar sua historia.


— Eu não tenho lembranças de nada antes, mas nunca vou esquecer daquele dia, era uma noite chuvosa aqui em Mega City, havia destroço por todos os lugares, eu estava presa nos entulhos de uma casa que desmoronara devido ao terrível terremoto que aconteceu. (Kogasa)


— Fala do Incidente Blackfield? (Miyako)


— Sim, dele mesmo! (Kogasa)


— Incidente Blackfield? (Tewi)


— Sim, foi um incidente que aconteceu aqui em Mega City a mais ou menos 10 anos, um engenheiro sabotou o reator a frio da cidade a mando do governo estadunidense, só que ele não sabia que o ocorrido causaria um problema geológico que afetou a Falha de Santo André e culminou no maior terremoto da historia do mundo, matando trinta milhões de pessoas. (Miyako)


— TRINTA MILHÕES!!! (Tewi)


— Sim, trinta milhões! Exatamente a mesma quantia de dólares que foi ofertado ao engenheiro para realizar a sabotagem, eu estava estudando isso no cursinho! (Michio)


— Bem, como dizia, eu acordei no meio dos escombros de uma dessas casas, minha cabeça doía muito e foi quando eu notei que estava sangrando. Mas não demorou muito um homem lindo, forte, vestido em macacão amarelo veio ao meu resgate, ele me tirou dos escombros, me carregou naqueles braços musculosos, me levou até a equipe dele e ministrou os primeiros socorros. (Kogasa)


— Eita, se seu marido lhe ouvir falar assim, vai ficar com ciúmes! (Miyako)


— Não preciso me preocupar, afinal, este homem é que é o meu marido! (Kogasa)


— Uau, foi paixão a primeira vista então! (Tewi)


— Foi sim, ele disse que quando viu meu sorriso de agradecimento ele ficou caidinho por mim, eu já estava toda derrubada por ele, e bem, ele me visitou no hospital que trabalhava. (Kogasa)


— Hospital? Pensei que ele era da equipe de resgate? (Michio)


— Não, não era, ele é médico, naquele dia qualquer um podia se voluntariar para ajudar devido ao tamanho da tragédia, e como ele tinha treinamento militar ficou na equipe de resgate. (Kogasa)


— Bem, depois disso eu fiquei um tempo em uns abrigos, mas ele nunca perdeu meu contato e me ajudou a tirar documentos, conseguir um emprego, mas no fim, ele me pediu em namoro, e para o casamento foi um pulo. (Kogasa)


— Bem, e sobre seus filhos, pode nos contar sobre eles? (Heylel)


— Sim claro, Francis é o mais velho, nasceu a seis anos, é um garoto forte, alegre e brincalhão. Não gosta muito de fazer suas tarefas mais no fim faz, mesmo que depois de um ou dois puxões de orelha. Já Lena é meu pequeno milagre, é apenas dois anos mais nova que Francis, mas já sofreu muito, seu parto foi dificílimo, os médicos disseram que o cordão umbilical enroscou no pescoço dela e estava muito difícil de retirar, tiveram que fazer cesariana para ela nascer. (Kogasa)


—Que problema! (Miyako)


— Sim, devido a demora, os médicos acharam que ela não resistiria, mas em questão de minutos meu bebê estava completamente bem, acho que de tanto rezar Deus fez um milagre e salvou meu anjinho! (Kogasa)


As lágrimas vão aos olhos da mulher, que revive na memória as lembranças daquele dia lindo que por pouco não se tornaria terrível.


— Perdoe-me, vou ao banheiro, fiquem a vontade! (Kogasa)


A mulher se ausenta por alguns minutos, neste meio tempo Miyako se aproxima de vocês e explica melhor a situação.


— Não tenho nada contra a religião dos outros, mas desta vez quem fez o milagre não foi Deus, quem salvou Lena foi a própria mãe! (Miyako)


— O que quer dizer? (Tewi)


— O poder elemental da Kogasa, não está mais com ela, está nos filhos dela! (Miyako)


— Como assim! (Heylel)


— Eu soube a pouco tempo, quem me contou foi o Koenma! Mas a Iku desapareceu quando entregou seu poder elemental para salvar a Umeko. Aparentemente a Kogasa fez o mesmo, só que de um modo natural, através do parto, deve ser por isso que ela não desapareceu ainda! (Miyako)


— Então isso significa! (Michio)


— Isso mesmo Michio-kun, se o tempo for alterado, quem vai sumir é a Kogasa, não os filhos dela. Realmente ela se tornou uma mãe de verdade, sem mesmo saber, protegeu os filhos de tudo, até mesmo do tempo-espaço, mesmo que isso custe a vida dela! (Miyako).



Para Inoue



— Nossa, para que tanto mal humor? Vencemos lembra! Bem, bem, deixe-me responder logo suas perguntas antes que uma veia de sua testa estoure. Bem, aqui é o Bund, o hotel da senhorita Mina Tepes, lembra, antes de nos dividimos para a missão estávamos todos aqui.


Naomi se ajeita novamente sobre a cama, procurando uma posição mais confortável para si mesma.


— A rainha vampira é bem gentil mesmo, nós cedeu vários quartos diferente, todos suíte cinco estrela. Mas nossas irmãzinhas não quiseram saber de mais nada, elas ficaram tão preocupadas com seu desmaio que não ouviram mais ninguém, se enfurnaram naquela poltrona e disseram que só saiam daqui quando você acordasse. Isso me leva a sua segunda pergunta, bem, dormiste daquele momento até agora, e como são...


A garota ergue o braço esquerdo e vistoria o relógio, checando o atual horário.


— ... 20 horas, bem, você dormiu por mais de 14 horas!


— Foi Inoue-sama, até mesma eu fiquei assustada, pensamos que estava em coma ou algo assim, mas ao ver que está bem fico feliz! (Umeko)


O carinho recebido agradava bem a raposa, sua parceira também sorria de alegria pelo comentário gentil , ambos eram incrivelmente fortes e juntos poderiam superar as mais temíveis provações.


— Bem, já em relação ao outra equipe, bem não temos informações nenhuma. De todos o único que retornou foi o vampiro menino, o Lucian. Mas aquele ali vive no mundo dele, não comenta nada, não responde nada, eu ein! (Naomi)


— Deixa ele, cada um tem seu jeito de encarar as coisas. Pelo visto eles venceram, ou o inimigo conseguiu fugir, algo desse jeito, pois ele não foi o único a sair de lá! (Takehito)


— Como sabe disso Onii-san! (Naomi)


— O Katsumi foi ver as apresentações das escolas, e disse ter visto boa parte dos alunos da IS na apresentação, ou eles derrotaram o inimigo ou os mesmos fugiram, mas ninguém morreu, só faltam, Kenji, Keiko, Houki e Evangeline voltarem, para sabermos mais detalhes. Por hora podemos comemorar! (Takehito)


— Isso lá é hora de comemoração! (Naomi)


A irmã mais velha vai empurrando o outro irmão para fora do quarto e depois tranca a porta, voltando para perto de você ela então sorri e lembra que não respondeu sua ultima pergunta.


— Em relação a aliança irmão!!! Ela só esta no lugar onde devia estar, afinal das contas, você é meu!


Ela relembra a você, apontando o lugar onde estava tatuado a frase que ela mesma escreveu. Umeko nem ao menos se importava com o comentário da mulher, era como se ambas se respeitassem de um jeito diferente, talvez por serem mulheres mais velhas e maduras, ou por pensarem iguais!
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Nulo
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Re: Touhou RPG - Mega City

Mensagem por Nulo » 22 Jun 2015, 21:14

Keiko

— Seria uma honra.

Keiko apenas retribuía o sorriso da vampira, pensando um pouco sobre Mahora. Já achava a academia Furumizu enorme, e agora escutava sobre uma cidade toda como um grande colégio. Não pretendia voltar para Gensokyo por um bom tempo, então seria interessante ter um lugar para passar o tempo.

...

"Talvez eu esteja preocupando-me demais..."

Pensava Keiko enquanto analisava o recinto em busca de algo errado, mas era tudo...perfeitamente normal. O local era simples e sem nenhum vestígio mágico. As garotas, tantos em suas ações como em pensamentos, eram simples jovens que pensavam em moda ou garotos. Nada de errado.

"O local está limpo. Talvez o problema esteja no caminho, então?"

A hipótese seria testada mais tarde, pois tinha de aguardar o horário de saída que Tsubaki tomava e também a aula era bem relaxante, um alívio para quem passara a noite anterior e madrugada em conflitos. Alívio este que era realçado pelo roncar do estômago: tanta coisa acontecera que acabou esquecendo de alimentar-se.

...

— Posso acabar atrapalhando, mas se não for incômodo, gostaria de participar, sim! Vamos, Karine!

Não poderia ser rude depois do almoço e do interesse de Evangeline, então optava por aceitar o convite. Será que a vampira estava realmente interessada ou apenas disfarçando bem?

...

— Olá, Bianca. Sou Fujihara e essa é minha amiga, Karine. Mmm... — Keiko passava alguns segundos vislumbrando a figura da garota, passando depois para checar o resto da turma. Realmente a turma do período vespertino era exuberante. — Bastante linda.

Respondia a garota com um sorriso, virando sua atenção para a professora a ser chamada. A aula então começava e, mesmo com alguns contratempos, conseguia adaptar-se com relativa facilidade, mas não esperava a reação que as garotas tinham.

— Sério? Não acho que fui tão bem assim... — A oni coçava o rosto, levemente constrangida com os elogios e com a confiança em que era depositada nela e Evangeline para um futuro evento. As garotas eram tão inocentes e sonhadoras, algo que fazia Keiko lembrar-se da época que vivera com sua mãe.

"Não acho que eu seja a mais adequada para liderá-las..."

Keiko cerrava os punhos, sabendo que algum dia poderia acabar trazendo a ruína para aquelas garotas...

...

— Sem problemas.

Keiko coçava a cabeça levemente, o espírito em conflito. Por um lado, com a presença de Bianca, poderia ser mais fácil de atrair o responsável pelos sumiços, mas por outro lado não queria envolvê-la nisso...

— Tome cuidado! — suspirava em alívio ao separar-se de Bianca, pois não queria envolvê-la caso o inimigo aparecesse perante as duas youkais. — Vamos?

Sozinha com Evangeline, andou um pouco, pensando em fazer uma inspeção mais minuciosa de um beco ali perto quando acabava por ouvir um grito familiar. Dava a volta, encontrando a "companheira" de balé defronte a um gigante negro feito de pura escuridão. Seria ele?

— O que é...isto?

Esticava o braço direito para um lado, a mão espalmada, e cerrava os olhos. A mão esquerda agarrava a gola de sua roupa, preparando-se para removê-la e não estragar a transformação, quando então era surpreendida pelo pedido de Evangeline.

"Pular...? Mas...!"

Se aquilo for realmente o "sequestrador" que ela tanto procurava, seria uma ótima chance de derrotá-lo ou deixa-se capturar para ser levada a raiz do problema, mas Evangeline parecia ter algum tipo de plano. Keiko nunca vira a vampira lutar antes. Ela parecia forte, mas será que daria conta?

"Tch..."

Seria desrespeitoso negar o heroísmo de sua amiga e ela parecia conhecer mais sobre a criatura específica em questão, talvez ficaria bem...Não, com certeza ficariam bem.

"Cuidado!"

Respondia telepaticamente e recitava algumas palavras mágicas, aguçando o seu olfato, para então saltar e procurar por alguém que exale um olor como ela e tenha alguma aura estranha. Se aquele tal de Kagejin for resultado de uma magia negra conhecida por demônios, o demônio que o conjurou teria de estar por perto, talvez até mantendo contato visual com a criatura.

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(OFF: Magia Sentidos Especiais: Faro Aguçado, junto com Vôo e Detecção de Magia que está ativa faz um bom tempo, haha.)

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