Desbravadores de Arton - A Queda de Khalifor

Avatar do usuário
Antonywillians
Mensagens: 176
Registrado em: 11 Dez 2013, 19:12

Desbravadores de Arton - A Queda de Khalifor

Mensagem por Antonywillians » 17 Jun 2014, 23:53

......DESBRAVADORES DE ARTON......
A QUEDA DE KHALIFOR


Imagem



____________________________________________________________________________


*Aquele ano, 1400, estava sendo conturbado… Os rios tinham enchentes anormais causadas pelo degelo repentino e inexplicável das Montanhas Uivantes, o boato de uma meio-fada descendente de Mestre Arsenal, que havia causado caos em Deheon já virava cantigas nos lábios astutos dos bardos e se não fosse suficiente, uma nuvem rubra, capaz de enlouquecer só o olhar, apareceu no distante território de Trebuck despejando gotas de sangue ácido e demônios incompreensíveis.

*Agora um novo boato se espalhava. A boca miúda contava sobre a existência de um grande mal que se aproximava do continente-sul... Um mal além do que era esperado, liderado por... acreditem... Um Goblinóide Inteligente! Os boatos chegavam a parecer e eram sempre encarados como história que deve ter sido inventada por algum bardo bêbado de Petrynia. Ou assim se pensava, até que as primeiras comitivas enviadas do extremo sul chegaram convocando aventureiros que desejassem uma boa quantia em ouro e glórias em troca de uma grande missão na cidade-fortaleza de Khalifor*

*O Reino atual é Tyrondir, o primeiro a ser fundado na história de Arton-Norte. Há muito houve uma vasta guerra em Arton-Sul, onde os grandes reinos humanos se enfrentaram na famosa A Grande Batalha, em que os reinos perdedores foram punidos sendo totalmente exilados para o continente norte, na época por onde vagaram através de terras selvagens até que colonizassem a região e fundassem a civilização que é hoje chamada de Reinado. Para impedir que esses "perdedores" tentassem retornar, havia uma cidadela que fica na espremida faixa de terra que liga Arton-Norte a Arton-Sul. Originalmente, Khalifor não pertencia a Tyrondir. Esta cidade-fortaleza é mais antiga que o próprio reino, ou mesmo o Reinado, governada por uma pequena aristocracia militar designada pelos reinos do continente sul*

*Khalifor foi fundada no ano de 750 pelo explorador Khalil do reino de Gordimarr. Construída quando a humanidade ainda habitava o continente de Lamnor (Arton-Sul), sua função era proteger os reinos do sul contra os monstros e tribos barbaras que sabia-se existir no continente norte. No entanto, dois séculos mais tarde, em 950, ocorreu a Grande Batala de Lamnor, o conflito mais sangrento da história de Arton. Os perdedores foram expulsos do continente, banidos rumo ás terras selvagens de Ramnor (Arton-Norte). Khalifor, que marcava o fim do territorio civilizado, teria suas defesas reforçadas para impedir os exilados de retornar. Hoje com o crescimento do Reinado, ela perdeu este motivo, e tenta relações diplomáticas há tempos com os governos do norte e com o rei da própria Tyrondir, sem sucesso. O sentimento de remorso de Arton-Norte não foi abandonado, e agora a cidadela parece desesperada*

*Os aventureiros, assim como outros, souberam pelas mais diversas formas do boato da convocação da cidade-fortaleza que convoca em urgencia aventureiros para uma missão em Khalifor pagando muito bem àqueles dispostos a abandonar as idéias territorialistas para ajudar... Algo que parece ter haver com o rumor ridículo de um general goblinoide inteligente que estaria ameaçando a cidade*

*Assim, o mundo começava a ficar sob muitos mais problemas... E mais que nunca precisando de heróis… ou quase isso… *



Imagem
Khalifor, atrás a Cordilheira de Kanter





CAPÍTULO I
KHALIFOR,
A FORTALEZA ENTRE DOIS CONTINENTES




Imagem



*A história começa há poucos quilômetros da cidadela, durante uma noite de lua minguante. As informações indicavam que os interessados em serem contratados para a missão deveriam procurar por um paladino de Khalmyr, o Cavaleiro Sir Vayne Rassler, responsável por recrutar os interessados em servir a cidadela, na Estalagem do Explorador, um estabelecimento no meio da estrada que seguia desde a capital do reino ao norte, Cosamhir, até as proximidades de Khalifor*

*O estabelecimento era modesto, feito de madeira, com um estábulo comum onde os cavalos eram bem tratados por uma jovem meio-elfa com uma aparência de criança. O interior do local era basicamente formado por inúmeras mesas e cadeiras de carvalho, onde havia um grande alvoroço feito por camponeses da região e guardas vindos de Khalifor para patrulhar as estradas. O balcão estava em constante movimento, onde um anão taverneiro, Senhor Bangaa Cervaserta, atendia incessantemente*

*Assim que os aventureiros chegassem a taverna, não teriam dificuldade de encontrar lugares, inclusive a mesa vazia onde um homem de armadura polida e jeitos bem corretos aguardava com olhos inchados e um tanto preocupados, ainda que sua expressão fosse rígida, sem dúvidas o próprio Sir. Vayne*




Imagem


__________________________________________

[Obs: seus personagens podem chegar separados sem se conhecerem!]

Feanor

0 XP

Duvain

0 XP

Dûrakrimm

0 XP

Midori

0 XP

Dr Davril

0 XP

[O X vermelho marca a posição de vcs]

MAPA DE TYRONDIR

Imagem
Editado pela última vez por Antonywillians em 21 Jun 2014, 19:34, em um total de 1 vez.


ASS: ANTONYWILLIANS, O MAIOR ESPADACHIM DE ARTON


TÓPICO CENTRAL DOS CONTOS DE ANTONYWILLIANS

Imagem

Avatar do usuário
LuxFero
Mensagens: 60
Registrado em: 07 Jan 2014, 04:34

Re: Desbravadores de Arton - A Queda de Khalifor

Mensagem por LuxFero » 18 Jun 2014, 01:56

*Fëanor en Randir, filho de Finwë en Rana, estava pisando em Khalifor novamente, após 40 anos. A taverna de seu pai, O mercenário bem-pago, uma das tavernas mais conhecidas em Valkaria, a mais conhecida de acordo com Fëanor, principalmente pelos trabalhos que eram oferecidos aos mercenários que haviam lá, mas também por ter especiarias de toda Arton a precos razoaveis, devido a diversos favores que Finwë conseguira em suas aventuras. Um dos trabalhos que apareceram no mercenário bem-pago foi um chamado a Khalifor, por aventureiros que queriam gloria e ouro, e Fëanor gostava muito de ambos.

"Faz 40 anos que eu não piso aqui... Ou fazem 50? Bah.. Não faz diferença. O que importa é que eu vou ganhar muito ouro! E glória! Não posso esquecer da glória! Pena que papai se aposentou... Será que o veho Cervaserta ainda é dono do bar? Será que ele ainda se lembra de mim? Conserteza se lembra... Passei 5 anos bebendo lá todo dia e quase nunca pagava a conta... E mesmo assim ele continuava me chamando pra ir lá... Bons tempos..."

*Enquando pensava o elfo fazia o caminho que conhecia bem até a taverna que frequentava com tanta frequência quando morava em Khalifor. Quando chegou e viu o anão servindo como antigamente foi direto pro balcão e falou dirigindo-se a ele.*

-- Eae velho? Me vê uma cerveja, tabaco, e um abraço pra matar a saudade!

*Disse como fazia quando frequentava o lugar, esperando que o anão o reconhecesse, com um sorriso de orelha pontuda à orelha pontuda e o cotovelo apoiado no balcão.

Avatar do usuário
LordAbdon
Mensagens: 57
Registrado em: 08 Jan 2014, 20:06

Re: Desbravadores de Arton - A Queda de Khalifor

Mensagem por LordAbdon » 18 Jun 2014, 02:12

*Um barulho rítmico é aos poucos escutado do lado de fora da taverna, apenas pelos mais atentos, o leve soar de pés batendo no chão, como que numa dança infantil ou uma ciranda, mas mais fortes, como que feitos por um adulto, as portas da entrada da taverna se abrem e da escuridão da noite sai uma figura suspeita, uma mulher élfica alta e esguia adentra a taverna de olhos fechados, seus cabelos negros ao vento fazendo um terrível contraste com a pálida maquiagem pesada de palhaço que lhe cobria a face num perpétuo sorriso caricaturesco, a dama palhaça parecia cantarolar pra si mesma entre dentes fechados uma alegre música enquanto seus pés dançavam com calma o caminho para dentro do recinto, a performance solitária termina numa parada abrupta com o pé esquerdo que faz a pesada capa roxa da mulher estranha tremer com o impacto*

*A garota élfica gargalha em silêncio para si mesma como se fosse uma piada engraçada, ela olha para a mesa e vê, o que para seus negros olhos treinados era claramente um paladino, o paladino, mais especificamente o seu paladino, aquele o qual viera encontrar, mas onde, ela se perguntava, estariam os outros aventureiros? Lhe havia sido informado que outros aventureiros teriam interesse por esse trabalho, havia um elfo que lhe chamava a atenção, mas todos os elfos lhe chamavam atenção, então talvez, por hora ao menos, seria melhor esperar e ver o que acontecia; A elfa negra então olhou em direção ao paladino mais uma vez, deixou escapar um sorriso e foi em direção ao balcão, bem ao lado do elfo que agora falava com o anão dono do lugar*


-- Ei, barbudo! Me veja a sua bebida mais forte! A noite de hoje promete bastante e eu não pretendo estar sobria para levar isso tudo a sério! Ha ha ha

*Mais uma vez a elfa, se debruçando contra o balcão, se perdeu em gargalhar para si mesma; parado o seu ataque de risos ela se cobriu com seu manto e de dentro do mesmo retirou um pequeno espelho e começou a se observar no mesmo, parecendo checar se sua maquiagem estava sem borrões uma hora, parecendo se admirar no espelho na outra, mas a cada minuto a mão da elfa virava estrategicamente de forma que pudesse observar o paladino com seu espelho, e a cada virada estratégica de seus delicados dedos pálidos, um sorriso se esboçava malicioso em seu rosto*..


-- Hihihi... hehe... he

Avatar do usuário
Saitoshiba
Mensagens: 58
Registrado em: 05 Jan 2014, 23:25

Re: Desbravadores de Arton - A Queda de Khalifor

Mensagem por Saitoshiba » 18 Jun 2014, 18:58

* Midori já estava a dias viajando por caminhos quase nunca utilizados para chegar em Khalifor. Por um lado não queria ser vista, por outro nunca tinha saído de Valkaria desde seu nascimento. Não conhecia nada do mundo, e foi por isso que as monjas a mandaram na sua peregrinação de guerreiro (Musha Shugyo). Ela não sabia muito sobre isso, pois passava a maior parte do seu tempo pensando em como entrar nas aulas sem a professora ver, e normalmente não procurava entender muito o que ela falava. Só sabia que isso era para seu aperfeiçoamento pessoal.
Já estava cansada, e já nem se importava se estava sendo vista ali ou não. Tudo que queria era achar uma estalagem e descansar as pernas. A ladina, porém, ouviu boatos enquanto viajava que um paladino de Khalmyr estava a procura de aventureiros para ajudar em uma missão na cidade de Khalifor, e como ela não sabia direito para onde deveria peregrinar, pensou que uma missão deveria ser uma ótima ideia, e por isso resolveu ir até Khalifor para procurar esse tal paladino *


" Não devia ter viajado tanto sem descansar, agora estou cansada e provavelmente vou querer dormir essa noite. Ótimo momento para me pegarem desprevenida. Cansada e dormindo. Se eu não achar alguma estalagem por perto, vou ter que dormir na floresta. Viu o que você fez Midori, agora quero ver como você vai descansar "

* Quando uma estalagem um pouco distante dali aparece em seu campo de visão, logo Midori tratou de apertar o passo para poder pelo menos esquentar a barriga com alguma coisa, tirar um cochilo e seguir viagem. Talvez obter informações na manhã seguinte sobre o tal paladino. Chegando perto da estalagem, não queria abrir a porta e simplesmente deixar que todos a vissem, isso certamente atrairia olhares e atenção desnecessária, logo tratou de colocar o capuz na cabeça e procurar uma janela no segundo andar ou até mesmo uma porta dos fundos e entrou a passos de gato sem que ninguém a visse ou ouvisse. Querendo que ninguém notasse que ela havia chegado e simplesmente pensassem que era mais uma pessoa que já estava la dentro caso notasse sua presença. Tirando o capuz assim que viu outras pessoas e sentando logo em seguida no balcão fingindo ser apenas mais um na taverna *

-- Muito boa noite senhor, gostaria de alugar um quarto e beber um copo de sake ou vinho por favor ! * Ela falou de um modo baixo para que apenas o anão pudesse ouvi-la. Falou educadamente não porque ela gosta de ser educada, mas porque é força do hábito, já que seus pais e as monjas no monastério a ensinaram a ser educada com todos desde que ela era criança. Porém, não se proibia de beber como as monjas faziam. Seu mestre ladino sempre se encontrava com ela na taberna para beber um copo de sake antes de mada-la em alguma missão como treinamento. Todo dia ele sempre entrava la de uma forma diferente e quase nunca ela percebia. Só com o treinamento que Midori aos poucos foi achando ele no meio do caminho.*

* Enquanto esperava, ficou de costas para o balcão para que pudesse observar as pessoas no local e evitar que alguém a pegasse desprevenida, além disso Midori deixou os ouvidos e mente atenta nas conversas para poder absorver algum tipo de informação útil que pudesse ser usado futuramente, ficando mais atenta a elfa que não parava de rir descontroladamente *

" Que maquiagem chamativa. Olhando assim dava para notar que era uma elfa muito esquisita. Será que é um bufão que algum rei expulsou? Mas eu nunca vi bufão feminino. Está rindo sozinha. Mesmo sendo mulher, é melhor um olho atento naquela ali. Ela parece ser bastante imprevisível "

* Observando melhor o lugar, ela pode achar um paladino sentado em uma mesa que parecia tão cansado como ela *

" Será que é ele o tal paladino? Melhor esperar para ver"
Editado pela última vez por Saitoshiba em 21 Jun 2014, 20:54, em um total de 1 vez.

Avatar do usuário
Galahad
Mensagens: 1919
Registrado em: 09 Dez 2013, 18:33

Re: Desbravadores de Arton - A Queda de Khalifor

Mensagem por Galahad » 19 Jun 2014, 13:04

*Dûrakrimm chegava na Estalagem do Explorador, devido a ser um nativo de Tyrondir, conhecia bem o estabelecimento, passava na estalagem pelo menos uma vez por mês, quando precisava de um repouso melhor que o ambiente selvagem poderia providenciar, ou então, em casos parecidos com o presente: quando aceitava trabalhos mercenários, mais sempre os selecionando com cuidado, nunca fazendo algo contra a lei, ou que fizesse mal a inocentes. O trabalho em questão, que envolvia a ameaça dos goblinoides de Arton-Sul, era algo que interessava bastante ao anão, normalmente trabalhava para proteger as vastas planícies daquele reino, caçando monstros e bandidos que ameaçam viajantes, e protegendo os túneis subterrâneos de Khalifor, e agora tinha a chance de trabalhar com outros aventureiros para combater aqueles monstros que estavam para ameaçar mais um lar seu, a cidade-fortaleza, e não deixaria isso acontecer.*

*O anão passava perto do balcão, acenando para Bangaa Cervasert, com quem já conversara em diversas situações, e por isso o taverneiro já sabia o pedido do patrulheiro: uma caneca de cerveja anã e um ensopado para Dûrakrimm, e um grande pedaço de carne para Bregor, o tigre companheiro do anão, que se tornaram parceiros apos salvar os irmãos do grande felino de goblinoides, ganhando sua confiança,e falando no tigre, ele se encontrava atrás da estalagem, afastado dos cavalos, para não os assustar. O anão seguia para a mesa onde se encontrava o possível Sir. Vayne, já que o balcão parecia bem cheio, especialmente com três figuras bem distintas, em especial a elfa risonha, e se manifestava num tom sério.*

-- Sir. Vayne? Eu me chamo Dûrakrimm Odgan, estou aqui por causa do seu chamado. Poderia me sentar?

*Se o homem realmente fosse o paladino, e concordasse que o anão senta-se, Dûrakrimm o fazia, sentado-se a mesa, e colocava sua besta em cima de suas pernas, tendo certeza que a arma estivesse em boas condições, dificilmente precisaria dela ali, mas gostava de a deixar sempre em bom estado.*

Avatar do usuário
LordAbdon
Mensagens: 57
Registrado em: 08 Jan 2014, 20:06

Re: Desbravadores de Arton - A Queda de Khalifor

Mensagem por LordAbdon » 20 Jun 2014, 06:05

*Duvain percebia o anão que acenando para trás do balcão pedindo algo e se sentando ao lado do paladino, o sorriso sumia da face de Duvain que agora parava de observar seu espelho e se focava nas roupas do anão tentando identificar sua profissão, a essa hora seu espelho já havia sumido entre seus hábeis dedos e para algum bolso e em seu lugar, sem jamais ter movimentado seu braço de lugar, surgira um baralho de cartas muito bem cuidadas e com detalhes bem desenhados nas costas, como que num tique nervoso a elfa começara a embaralhar suas cartas e olhar em direção a porta de entrada por onde viera o anão, a elfa observa então a reação do anão atrás do balcão e decidiu agir então, seus dedos instintivamente já fazendo complexos meios de embaralhar o mesmo baralho repetidas vezes em poucos segundos*

"E chega o primeiro indivíduo ativo, o elfo não parece muito animado em se movimentar tão cedo e aquela mulher não para de olhar para cá, claramente tentando entender a pessoa maluca no outro canto do balcão, hahaha, típico de humanos, não perdem tempo, não aproveitam as delicias da vida, bando de apressados, pelas vestimentas e aparência eu diria que é de origem tamuraniana, interessante, o elfo por sua vez e o anão agem como se já tivessem vindo aqui antes, o que implica em um passado com o lugar para que possam agir com essa intimidade, interessante, fora eles ninguém mais chama muita atenção, um bando de bêbados e degenerados que aproveitam a escuridão da noite para se deliciar com seus vícios e vergonhas e alguns viajantes cansados, típico de uma taverna de noite, nada fora do comum ainda*

*Enquanto seu cérebro pensava sobre mil cenários e explicações para a analise do ambiente, suas mãos continuavam embaralhando e fazendo pequenos truques com as cartas, em meio aos truques um par de dedos rápidos se moveram e ajeitaram na mão oposta o que parecia um anel de noivado feminino, negro com detalhes em prata, bem trabalhado mas discreto, poucos segundos se passaram e as cartas ja pareciam voar em complexos malabarismos, como que manejadas por quatro mãos ao invés de duas, algumas das cartas mal encostavam as mãos de Duvain mas pareciam tocar em silhuetas fantasmagóricas de mãos que sincronizavam com os malabarismos da elfa e os complicavam tornando a mesma num espectáculo inesperado para todos presentes, cartas andando de um lado para o outro, olhos treinados podiam perceber que já não era um mas dois baralhos que se juntavam nas manobras da elfa, tão cedo quanto começaram já terminava seu pequeno show e dois baralhos se formavam do lado dos seus ombros segurados pelas mãos incorpóreas, logo ambos pareciam ser guardados indo para debaixo do manto roxo escuro da palhaça no balcão* [OFF: O anel espectral de Helga dedos hábeis]

*A mesma agora se erguia, saindo do balcão e indo em direção a mesa onde se sentara o anão e o suposto paladino, fazendo questão antes de passar pelo elfo e pela tamuraniana, pausar em frente aos dois e encara-los por um bom tempo, cada um individualmente, sem sorrir, sem mostrar nenhuma emoção que não seriedade, em seguida terminando encarando apenas a garota tamuraniana e fazendo um sinal com os olhos indicando a mesa, como se já os conhecesse faz tempos e os tivesse dado uma ordem ali mesmo, terminava seu sinal com um sorriso surpreendentemente carinhoso e caminhara em direção a mesa de uma vez por todas, suas mãos fantasmagóricas agora puxavam uma cadeira para que sentasse e a mesma sorria para ambas pessoas na mesa*

--Boa noite senhores e prazer em conhecê-los, suponho que o senhor seria o estimado Sir Vayne correto? Se importam se eu me sentar? Acredito que temos assuntos a conversar todos nós e seria do seu interesse me garantir a permissão não?

*Apesar da apresentação deveras bem educada a elfa a dizia ja sentando-se a mesa, as mãos fantasmagóricas ajeitando a cadeira para torná-la confortável e em seguida se pondo a embaralhar um baralho acima da mesa retirado de debaixo do manto de Duvain*

Avatar do usuário
Inoue91
Mensagens: 620
Registrado em: 08 Jan 2014, 02:38

Re: Desbravadores de Arton - A Queda de Khalifor

Mensagem por Inoue91 » 20 Jun 2014, 14:11

*Fazia horas que Davril estava caminhando pela trilha, ele não queria admitir, mas estava perdido, as arvores, os arbustos, tudo parecia igual, enquanto caminhava fumava um de seus charutos e ao seu lado estava seu fiel companheiro o qual foi montando por ele mesmo, o grandioso t-800, só de pensar que os outros 799 deram algum tipo de problema fazia com que o anão não prestasse a devida atenção no caminho que estava tomando.

"Era para pegar o caminho da esquerda ou o da direita......, aquela pedra eu acho que eu já vi ela antes....., mas que diabos, onde eu estou afinal ?!?!?!?"

*Após um tempo percebeu que seu fiel companheiro havia sumido, assim ativou "As magnifica botas de voo do Dr Dravil" e levantou voo imediatamente para ir atrás de seu companheiro, o anão ficou voando por um bom tempo, até que o conseguiu encontrar perto de um grande toco de madeira, o anão pousou e deu um tapa na lataria do t-800.


--Ô seu trapizomba se tá pensando o que se distanciando de mim assim.


--Beep wrrrr wurrssss boop.

--O que ?, você encontrou a estalagem ? vamos, vamos, mostra onde que é

*E desse jeito o engenhoqueiro finalmente conseguiu chegar na Estalagem do Explorador, antes de entrar ele jogava seu charuto no chão e o apagava pisando em cima, ao entrar olho para todos os lados percebeu que em uma mesa estava um homem de armadura junto a ele um anão e uma elfa, sem duvidas era aquela mesa que ele teria que se juntar para se alistar, mas Davril havia caminhado por horas e so iria sentar ali depois de pegar uma bebida, por isso caminhou até o balcão e pediu uma cerveja ao taberneiro, após receber a tomava em um único gole, limpava a boca com o braço e então caminha até a mesa a qual ele havia notado antes, acho chegar apenas dizia enquanto se sentava.

--Sir. Vayne ? o lugarzinho difícil de se achar heim ? mas enfim, estou aqui pelo chamado, sou o Dr Davril Runehous e esse camarada aqui é meu fiel companheiro o t-800

--Beep rsss clank bi
Editado pela última vez por Inoue91 em 21 Jun 2014, 19:43, em um total de 1 vez.

Avatar do usuário
LuxFero
Mensagens: 60
Registrado em: 07 Jan 2014, 04:34

Re: Desbravadores de Arton - A Queda de Khalifor

Mensagem por LuxFero » 20 Jun 2014, 22:45

*Depois de conversar com o anão por algum tempo percebeu a elfa q parecia uma palhaça fazendo malabarismos e então tornou a conversar com o taverneiro, não tinha interesses em truques baratos. Com o anão falara sobre o pai ter se aposentado e aberto uma taverna, e portanto não pode ir até Khalifor, e algumas historias do que fizera nos ultimos 40 anos. Assim que o anão lhe entregou o tabaco Fëanor o coloca no cachimbo e o acende, dando uma grande tragada.*

-- Ah... Faz tempo que não fumo esse tabaco, deu saudade...

*Em seguida pegou a cerveja e já estava quase saindo do balcão quando a elfa que estava fazendo malabarismos para na sua frente e o olha de maneira estranha e então faz sinal para que ele a siga, repetindo o movimento para a garota que estava ao seu lado.*

*Quando a elfa vai em direção a mesa o elfo solta uma pequena risada pelo nariz.*

"Elfa maluca. Poderia até ser mais bonita, se não fosse a maquiagem desnecessaria e a maluquice... Não tenho tempo pra ficar correndo atrás de malucas... Dá muito trabalho pra pouco resultado."

*Foi então que ele notou a tamuriana ao seu lado. Se lembrava bem dos tamurianos , passara alguns meses com dois em uma missão que fizera, e por vezes apareciam ronins mercenários no Mercenário Bem-Pago.*

"Ela não é uma ronin, não sei nem se existem ronins mulheres, mas também nunca conheci muitos... Ela não parece uma cidadã normal também... Será que ela é uma daquilo que chamam de "ninjá", será que pode ter "ninjá" mulher? Eles são bem preconceituosos com mulheres, se não me engano..."

"Ela até que é bonita, mas podia ter peitos um pouco maiores..."

*Depois de um tempo divagando sobre os peitos da tamuriana, e olhando ora, obviamente, pra ela ora para o nada, pensando, ele decidiu que os peitos dela poderiam ser dois ou três, ele ficou em duvida, números maiores. Ele então se levanta e vai para a mesa de Sir Vayne, onde já estavam dois anões, de aparencia peculiar, e a elfa maluca, ainda mais peculiar em um todo. Chegando na mesa ele bota a cerveja na mesa*."

-- Você deve ser Vayne, certo? Fëanor en Randir, filho do ilustre mercenário Finwë en Rana, ao seu dispor.

*Disse curvando-se e puxando uma cadeira ao mesmo tempo, ainda com o cachimbo na boca. Quando se levanda ele vira a cadeira e toca o encosto na mesa, sentando-se com ele no seu peito e dando mais um gole na cerveja e um grande trago no seu cachimbo.*

-- Ouvi dizer que tem um serviço, bem pago, para matar goblinóides. Antes de dizer o que teremos que fazer, pois fazer não é problema... Diga-me, qual a recompensa pelo serviço? De quanto ouro estamos falando?

*Dizia com um sorriso, mostrando os dentes brancos que tinha, estampado na cara.

Avatar do usuário
Saitoshiba
Mensagens: 58
Registrado em: 05 Jan 2014, 23:25

Re: Desbravadores de Arton - A Queda de Khalifor

Mensagem por Saitoshiba » 21 Jun 2014, 00:44

* Midori estava observando as pessoas a sua volta, enquanto tomava uns goles generosos de seu vinho. Pelo visto sake era uma coisa difícil de achar fora de Nitamura. Além disso, também estava prestando mais atenção na mesa do paladino. Viu um anão chegar na taverna, pedir algumas coisas que ela não se importou de ouvir, e sentar na mesa do paladino *

" Ele parece que conhece bem esse lugar, chega cheio de intimidade com o taverneiro e senta com o paladino. Pela aparência deve viver de contratos mercenários, e por isso sabe bem como as coisas funcionam "

* A ladina estava refletindo quando alguma coisa no canto da sua visão começou a se mexer rapidamente. Quando se virou, viu que a elfa estava fazendo um show de malabarismo com as cartas, movendo suas mão em uma velocidade incrível. Após isso, a elfa foi se sentar na mesa do paladino *

" Com certeza essa era algum tipo de bufão ou algo do tipo. Deve ser do tipo que gosta de chamar a atenção sempre. Será que ela não percebe que ninguém está olhando para ela? Ela também está indo na mesa do paladino. Pelo grau de necessidade que é a missão que eu ouvi falar, me parece que muitos quererão entrar para isso "

* Ela também observa um outro anão chegar na taverna, porém esse parecia cansado. Ele pede algo e senta também na mesa do paladino *

" Ele parece também estar cansado, pelo menos eu não sou a única que veio viajando de longe e está cansada. Acho melhor sentar logo antes que fique cheia. "

* Enquanto pensava, notou que o elfo no balcão não parava de encará-la. Isso era esquisito para ela, pois quase nunca deixava ser notada, e quando era preciso, normalmente a única pessoa que a olhava assim era o seu mestre ladino. Parecia estar dentro de um transe. Midori nunca entendeu porque que ele fazia isso, e agora esse elfo também está olhando-a do mesmo jeito e depois de um tempo foi se sentar na mesa do paladino *

" Que elfo esquisito. Fica me olhando de um jeito engraçado. Talvez......Talvez ele seja um dos tipos de alvos que meu mestre havia falado. Como era mesmo?.... * depois de um tempo pensando, ela se lembrou * " ah, aqueles alvos que eu uso meu corpo e ajo de uma forma sensual para obter informação dele, roubar ou matar. Se me lembro bem, ele falou que geralmente quase todos os homens são ótimos alvos para esse truque. Bom lembrar disso. Parece que ele também está indo sentar na mesa do paladino. Vou ficar perto da mesa dele e ouvir a conversa, como a mesa parece estar bem cheia não quero atrair mais atenção do que já estou tendo aqui "

* Então, Midori pegou seu copo de vinho e se sentou em uma mesa perto do paladino de modo que ela pudesse ouvir a conversa deles e ao mesmo tempo se misturar com as pessoas do bar. Ela preparou seus ouvidos enquanto saboreava um pouco do vinho *

" Se ficar complicado de ouvir daqui, vou ter que pegar a cadeira e se sentar junto deles do mesmo jeito "

Avatar do usuário
Antonywillians
Mensagens: 176
Registrado em: 11 Dez 2013, 19:12

Re: Desbravadores de Arton - A Queda de Khalifor

Mensagem por Antonywillians » 21 Jun 2014, 21:45

ATUALIZAÇÃO I


____________________________________________

Imagem

*O grupo de aventureiros finalmente chegara. Dois anões, dois elfos e uma humana compunham a trupe de aventureiros espalhafatosos e diferenciados que compunham aquele estabelecimento. Cervaserta atendeu a todos como pediam, achando meio confuso o sotaque da tamuriana, mas entendendo vinho e entregando um que possuía que era mais sangria do que outra coisa*

*Ao ver Feänor, se afastou rabugento do abraço do elfo - resmungando algo como "coisa de elfos" - mas logo em seguida voltou a perguntar de suas histórias e de seu pai, ficando surpreso que alguém que já quebrara algumas vezes suas mesas em brigas tenha ironicamente se tornado taverneiro... Um emprego incomum para quem é devoto da Guerra, Combate e Sangue*

*A elfa (ou seria o elfo?) bufão fez seus malabarismos com magia. Assim que seu item mágico disparou a primeira fagulha arcana, pôde sentir uma vibração diferente na mana, como se por pouco não tivesse falhado a magia, não por seu azar de Nimb, e sim por um motivo exterior... Por instantes não compreendera, mas ao se sentar na mesa mais tarde com o grupo pôde lembrar alguns contos que ouvia do povo de Ahlen sobre Tyrondir*


"Há muitos séculos, antes mesmo de erguerem a cidade-fortaleza de Khalifor, antes de Khalil, o explorador, viajar para o continente-norte, ou mesmo a civilização humana de Lamnor se constituir, os continentes norte e sul eram um só, e onde hoje se encontram, vivia uma antiga e poderosa bruxa, provavelmente a mais poderosa arquimaga de todos os tempos, a lendária Hangpharstyth. Uma vez no passado a mesma realizou um intricado ritual de fins desconhecidos que teria dado errado, e tamanho foi o poder emanado, que simplesmente explodiu o chão por vários quilômetros... a distância em dias de viagem até... formando assim as várias ilhas próximas da "costa", o estreito istmo que liga as duas enormes faixas de terra e um efeito colateral que enfraquece, quando não impede a conjuração de magias especialmente ofensivas e de teleporte"

*Por sorte a magia funcionou bem, inclusive agradando ao público de soldados e camponeses, inclusive ganhando até alguns aplausos*

*Quando a coisa já não parecia totalmente fora do comum, a porta se abriu e uma neblina de vapor entrou no aposento da estalagem de estrada. Um outro anão, este portando vários aparatos metálicos que não pareciam ter lógica, e seguido por uma espécie de balde metálico com rodinhas que soltava "bips" como se fosse um troço inteligente. Talvez algum equipamento encantado com inteligencia?*

*O grupo se reuniu envolta da mesa onde Sir Vayne os aguardava. Os olhos élficos de Duvain, e os anões podiam perceber facilmente o desconforto do homem diante de tantas tendências caóticas e misturas inesperadas em um grupo, algo muitas vezes difícil de ser aceito por homens da ordem. Mas antes do incômodo, seus olhos expressavam cansaço. Sir Vayne Ressler era um homem jovem, olhar maduro, cabelos revoltos e ruivos, com a pele escurecida pelas patrulhas sob o sol e com traços humanos que só os elfos e a tamuriana podiam perceber não ser de Arton-Norte, sua linhagem devia vir dos antigos da civilização que se formou em Lamnor muito antes até de Valkaria ser encontrada em Ramnor, provavelmente alguma linhagem antiga dos reinos do sul*


Imagem

--Boa noite, aventureiros! Sou Sir Vayne Ressler de Neridian... Ainda bem que chegaram, já falava com o grande Hedryl que sinceramente minhas esperanças se esvaiam de que alguém viesse ajudar nossa cidadela...

*A voz do paladino estava tão exausta e desesperançosa quanto seu corpo aparentava. Hedryl, como todos ali sabiam, menos a tamuriana, era como Khalmyr era chamado nos reinos de Lamnor. O grupo então enquanto conversava e bebia, por vezes olhava a bebida em suas canecas e parecia que ondas se moldavam espontaneamente no líquido, como quando você estremece a mesa levemente*

--Estou nesta estalagem há mais de duas semanas aguardando alguém sincero chegar para levar a Khalifor e ninguém vem!

*Durante a interação com Feänor, a rapariga deixa uma caneca de suco de frutas rósea a frente de Sir. Vayne que bebe um pouco e deixa sobre a mesa... mais algumas ondas na superfície líquida...*

--Ah sim, o velho Cervaserta me contou sobre você e seu pai... Acho que meus pais sequer tinham se mudado para Khalifor na época! Mas seja bem vindo sob as honras de Hedryl! Para ser sincero, não sou eu que darei a missão a vocês, nem mesmo será nesta estalagem... Khalifor está em uma situação um tanto complicada nos últimos tempos. Estamos sob ameaça de um ataque iminente de tropas, quase que toda semana ocorre um ou mais avanços de criaturas goblinóides vindo do norte! São recharsados com facilidade por nossa artilharia, mas ainda não sabemos bem o que está ocorrendo... E agora com esses tremores de terra nossa preocupação tem aumentado!

*Os tremores... Sim, o grupo já os havia sentido. Os estrangeiros ao reino durante a longa viagem de meses de seus reinos até ali, ao sul de Tyrondir, puderam poucos dias atrás sentir algo que Durakrimm já vinha ouvindo dos animais que vinham das planícies ao sul. Tremores de terra vinham abalando o sul do istmo de Hangspharstyth em várias proporções, inclusive chegando a certa fez ser tão forte que nenhum deles, puderam ficar de pé quando chegavam mais para o sul*

--Nunca tivemos algo assim, e sinceramente não é exatamente Khalifor que os está contratando... Nossa cidadela está revertendo toda riqueza existente na preparação para uma possível batalha contra as forças que vêm do sul... Já devem ter ouvido falar dos boatos sobre um exército gigantesco de goblinóides que vêm avançando sobre a cidadela! Juro, com sinceridade... Eles pareciam organizados! Nunca pensei que fossem capazes disso! Há anos havíamos recebido inúmeros refugiados que vinham dos reinos de Lamnor falando de uma grande ameaça goblinoide que era liderado por um goblin gigante e inteligente que reuniu todas as tribos de sua especie e marchou sobre as maiores cidades as esmagando! Aparentemente a cidade élfica, Lenórienn, foi na época do massacre foi um dos alvos dele, antes de que marchasse sobre os humanos...

Não acreditávamos nesses boatos, inclusive banimos muitos desses que se diziam refugiados dos reinos que caíram nas mãos de uma horda goblin... Afinal, como poderia nossa grande civilização com os melhores equipamentos, séculos de tradições militares, vencedores da Grande Batalha, com cavalarias reais invejáveis e mais de um milênio estudando a arte arcana e divina, poderia cair diante dessas abominações!?

Nossa opinião sincera mudou há pouco tempo quando Kamahl Balthor, filho de Kamahl Coração-de-Ébano, regente do reino anão das Cordilheiras de Kanter, veio da própria Khül-Barah com uma tropa de anões... Todos feridos, dizendo que goblinóides formando tropas invencíveis forçaram a cidadela a selar seus portões de pedra e eles foram enviados em missão para nos avisar e ajudar na defesa... Disseram que era algo grande, mais de centenas e milhares de goblinóides de todos os tipos em meio a orcs e ogros, com máquinas de guerra, marchando sob ordens de um tal general e sob a bandeira de um Deus da Morte conhecido por Ragnar, que até pouco tempo não conhecíamos, até os deuses nos enviarem a visão de que o mesmo ascendera ao Panteão!


*O paladino parecia desabafar aquilo tudo, como que preso em sua goela. Não era medo, nem pessimismo... Apenas uma sincera preocupação. Feänor e Duvain sabiam muito bem sobre esse exército de goblinóides que haviam esmagado Lenórienn... E agora eles estavam mais uma vez perto, até demais. Uma ameaça sem dúvidas ao Reinado, ainda mais se haviam derrotado os reinos humanos de Lamnor. Depois de tantas décadas o quanto poderia um exército de goblins crescer e se aprimorar?*

*O bardo, contudo, sabia algo que o resto do grupo desconhecia. Ragnar, Deus da Morte, ainda não era conhecido por todos em Ramnor como o seria alguns anos depois, ainda acreditavam no nome Leenn, o Deus da Morte venerado e respeitado pelos humanos, na imagem de um esqueleto em um manto de coveiro portando uma foice que colhia as almas para o Reino dos Deuses. Esse Ragnar passou a se tornar comum há alguns anos, como o bardo podia lembrar, ouvindo de aventureiros que vinham de toda Arton falando de goblinóides que se tornaram unidos por um deus novo... Aliás, mesmo os clérigos vinham orando há algum tempo que os deuses lhes enviaram visões sobre uma nova divindade que havia ascendido ao Panteão, seu nome era exatamente esse... Ragnar, Deus da Morte e dos Goblinóides. Se havia todo um continente o venerando, este talvez fosse um dos mais poderosos deuses maiores agora*

*Os Garras de Tenebra sabiam da existência do que chamavam as tropas de goblinóides como Aliança Negra, e ele tinha sido enviado ali exatamente para isso... descobrir qual o nível real da ameaça que aquele exército que esmagara Lenórienn e seus ancestrais. Podiam até ser inimigos dos elfos como sua ordem era - aliás, por sorte era bom para o tal Feänor fanfarrão que não venerasse Glórienn, ou teria o dever de eliminá-lo - , mas os goblinóides também poderiam ser uma ameaça aos Garras*

*Dûrakrimm ouvia isso também... Os tremores e o grande número de goblinóides que surgiam pelo reino haviam abalado o meio ambiente. Os animais da planície pareciam fugir de ambos, e agora ouvir aquele nome de novo... Khül-Barah, era como um choque, pois dentro de seus salões de pedra, nas Cordilheiras de Kanter é que fora berço de toda sua linhagem anã. Estariam bem sob a terra com os goblinoides marchando sobre ela?*


--Foi pouco após a chegada de Khamal Balthor de Khul-Barah que as tropas de fato surgiram no horizonte e avançaram sobre Khalifor... Conseguimos derrotá-los sem precisar ir para batalha campal, mas já estão, sinceramente, muito tempo sem nenhum movimento e esses tremores de terra começaram! Apesar de nossos pedidos na própria capital para ter ajuda de Arton-Norte, nenhuma resposta recebemos... Assim como também não respondem nada dos reinos do sul, que dizem os rumores estarem conquistados! Khalifor estava praticamente sozinha, até o aparecimento de um homem que chegou há poucas semanas... o verdadeiro contratante de vocês! Não sei o nome exatamente, mas é um professor acadêmico de uma tal Grande Academia Arcana que tem nos reinos de vocês... Ele veio investigar sobre os rumores! Minha missão é levá-los o quanto antes para Khalifor para encontrá-lo! Amanha pela manha ele lhes dirá mais sobre a missão e recompensa em uma própria estalagem com quartos reservados para vocês lá... Mas devemos partir neste momento! Temos cavalos prontos no estábulo e o manto de Tenebra nos cobrirá até que cheguemos lá... Os sinceros conselheiros-regentes não quer que levemos ninguém diferente para a cidade durante o dia, os goblinóides podem estar vigiando as planícies quando o sol dissipa as sombras!

*Logo o paladino se ergue e deixa as moedas sobre o balcão (são Dobrões Lamnorianos, e não tibares, como o grupo pode perceber). Parece apressado, também pudera... depois do que contou, a qualquer segundo o tal exército do novo deus da morte pode marchar em massa sobre Khalifor se aproximando mais do Reinado. Responderá quaisquer perguntas no caminho, e entregará um manto contra o frio da noite e tochas para cada um. O estábulo simples têm um cavalo para cada, conforme o tamanho, e selas feitas mesmo para quem não sabe cavalgar. O paladino sobe sobre sua própria montaria, um alasão de grande porte e bem cuidado, com pelagem ruiva e coberto por uma armadura completa de mitril polido*

--Que o sincero Hedryll guarde nossas trilhas!




__________________________________________

[Obs: seus personagens podem chegar separados sem se conhecerem!]

Feanor

5 XP

Duvain

5 XP

Dûrakrimm

5 XP

Midori

5 XP

Dr Davril

5 XP

[OFF: o grupo teve uma interpretação tão excepcional de seus personagens que dei 1 ponto extra a mais que os 4 que já tinham conseguido!
Editado pela última vez por Antonywillians em 29 Jun 2014, 04:22, em um total de 1 vez.


ASS: ANTONYWILLIANS, O MAIOR ESPADACHIM DE ARTON


TÓPICO CENTRAL DOS CONTOS DE ANTONYWILLIANS

Imagem

Responder

Voltar para “Desbravadores de Arton”