Ato 1 ~ Vitória ou Derrota?

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Galahad
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Re: Ato 1 ~ Vitória ou Derrota?

Mensagem por Galahad » 31 Out 2017, 10:34

Tenzi

O jovem Muviano, ao escutar as instruções e indicações de Carlos o agradecia, ainda não estava acostumado com o mundo fora de seu lar, era bom poder contar com alguém para entender mais sobre o que há ao seu rendor, já que mesmo coisas simples como o jeito próprio de comer certas refeições e o preparos delas ainda eram um mistério para o jovem forasteiro.

"E espero que Agni esteja bem no Santuário..."

— Eu agradeço a ajuda, senhor Carlos, espero que possamos continuar a nos dar bem quando formos conviver no Santuário.

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Keitarô
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Re: Ato 1 ~ Vitória ou Derrota?

Mensagem por Keitarô » 05 Nov 2017, 23:38

Todos

Assim, o fim de noite e o começo do sono se deu para todos, de maneira mais ou menos igual. Amaretsu percebeu que estava muito cansada fisicamente e mentalmente. Por isso, desmaiou na cama, após sua oração. O mesmo se deu com Cecilia, embora, "no lugar" de uma oração, a alemã oferecesse um pedido de bom sonho. Carlos simplesmente desligou após o banho, e Tenzi pôs-se a meditar. Terra e Safira não fizeram muitos questionamentos, concordando em apenas dormir. Todos estavam cansados.

Amaretsu teve um sonho curioso. Pareceu ser bom. Estava numa praia que lembrava muito o Brasil, com areias extremamente brancas. A única diferença é que o mar era totalmente negro. O céu, nublado, projetava um Sol desfocado e tímido. Uma mulher de cabelos cacheados e dourados se aproximou de maiô branco, a pele alva. Ela ria para o mar, e depois para Amaretsu, um sorriso gostoso de se presenciar.

— Você só sabe o que é branco por comparar com o preto! Acabe com o preto e o branco deixa de existir! Hahaha~

Então as areias ficaram negras, e o mar, branco. O céu estava aberto, e o Sol, visível, não era quente; era apenas morno, e sua temperatura aconchegava como o Amor.

Cecilia teve um sonho sem imagens, como no começo de sua cegueira. Mesmo seus sentidos recém-descobertos e que aos poucos eram afiados pareciam não funcionar. Seu único discernimento era saber que estava sonhando com algo escuro. Tinha a impressão de ser um quarto, com um espelho, como se alguém tivesse dito isso a ela, embora não houvesse mais ninguém por ali. Estava virada na direção do espelho, mas como nada via, era inútil.

Então alguém se aproximava e se apoiava em seus ombros, parando a seu lado. Repentinamente ela recobrou a visão, e percebeu, pelo espelho, que, a seu lado, havia uma silhueta extremamente parecida consigo mesma, mas totalmente negra. Sorria de maneira descontrolada, como ela mesmo jamais rira. Não tinha olhos nem nada, apenas o contorno preenchido de negro e o sorriso branco.

A cegueira então voltou, junto com medo. No entanto, um calor agradável começou a irradiar no lugar, e então tudo ficou bem. A alemã sentiu-se leve como há muito tempo não sentia.

Carlos não lembrou de seu sonho. Estava tão cansado que mesmo que sua consciência tivesse sonhado com algo, não seria capaz de lembrar. Foi o que melhor descansou, porém, e amanheceu completamente recobrado física e mentalmente.

Tenzi meditou antes de dormir e não obteve resposta de sua mestra. Porém, em seu sono, logo sentiu-se desdobrado. Abriu os olhos e estava flutuando, em posição de lótus, sobre o próprio corpo deitado. Ao lado, Carlos dormia. Antes de fazer qualquer movimento, pensou em sua mestra, e como se atraído instantaneamente, viu-se numa cãmara oriental, lembrando um templo de deuses antigos. O muviano não conhecia aquela arquitetura, mas ela era familiar. A mestra estava sentada na mesma posição de lótus, numa área mas recuada. Havia lama na região onde ela estava prostrada, os cabelos prateados finos e lisos soltos, o olhar enigmático, um vestido branco bem solto, sugerindo a silhueta simples e não muito pronunciada. Fazia muito tempo desde a última vez que Tenzi a vira de corpo inteiro, daquela forma.

— Eu vi o que aconteceu. Novos desafios estão para vir, pois vocês são capazes de resolvê-los. Que assim seja — ela fechou os olhos prateados e sorriu serenamente. A energia de serenidade era sentida por Tenzi como um choque de confiança inabalável. — Assim, você pode passar para o próximo passo de nosso treinamento.

— Para os homens que vivem na Terra, a mente ainda é uma grande fonte de destruição. A simples distração é destruição — a mestra parece querer falar mais a respeito, mas maneira nas palavras. Sabe que o discípulo está apenas sonhando. —, portanto, pratique mais a meditação prestando atenção apenas à própria respiração. Um pouco, cada dia, e daqui a um tempo eu o visitarei para falar mais a respeito.

Um menear de cabeça com a energia de uma despedida e Tenzi acordou de manhã com os primeiros raios solares adentrando o quarto. Carlos roncava sutilmente, e o clima era ameno. Havia mais duas horas de sono até o café da manhã.

Mais tarde, todos se reuniriam para conversar e visitar o Santuário. Algumas das medidas comentadas por Kátia já haviam sido tomadas, e outras ainda seriam. Dúvidas seriam tiradas em breve.

Extra

Antes, durante a madrugada.

Contrariando as regras dos dormitórios, um rapaz e uma garota saíram de seus quartos para passear no campus. Havia guarda cerrada dos soldados do Santuário, que se vestiam como seguranças. Assim, com algum trabalho, cada um em seu próprio alojamento, descobriram caminhos furtivos para sair dali e rumar a um mesmo lugar, mais ao leste do campus, onde uma pequena colina permitia a vista da cidade de Atenas inteira do outro lado. As estrelas no céu, pela primeira vez em alguns dias, estava aberto, as estrelas à mostra.

A garota chegou primeiro que o rapaz. Aliás, quando este chegou, aquela se surpreendeu. Intimamente, sentiram-se incomodados de terem se encontrado, pois preferiam estar sozinhos naquele momento, mas o incômodo passou com o tempo. Pensaram, afinal, na mesma coisa, e não havia problema disso. Quem sabe ajudaria a cumprir seus desejos.

— Eu vim prometer uma coisa às estrelas — disse a garota, com uma seriedade rara.

— Sei do que você está falando. Pensei nisso o dia inteiro, hoje, depois do que aconteceu — o rapaz, mais alto, respondeu olhando para o céu também.

— Eu quero poder ajudar. Não que me sinta um peso, mas… sabe? Ela…

— Sim, é um peso. Já tentei me enganar, mas fui um peso sim. Desculpe falar assim. Eu te entendo.

— Tudo bem, você tem razão. Mas não tem problema querer ser útil, né?

— Não. Tenho tentado me convencer de que é até necessário…

Os dois suspiraram fundo ao mesmo tempo, e então um cometa distante rasgou os céus. A garota soltou uma exclamação não muito alta de surpresa, e o rapaz estreitou os olhos, lembrando de um antigo costume supersticioso.

— Um pedido — ele ressaltou — faça um pedido.

— Sim!

E cada um dos dois desejou a mesma coisa, do seu jeito. Ele de olhos fechados, sentindo-se responsável e cheio de um sentimento que a cada momento se mutava no peito. Ela cheia de esperança, os olhos cheios de lágrimas de alegria, e o peito pulsante.

***

Na enfermaria, Saja dormia serenamente. No mesmo quarto estavam dormindo Sara e Minerva, que insistira em ficar junto das duas. Minerva, com seu poder recém-descoberto cada vez mais latente, dormia, mas sua alma parecia observar tudo o que acontecia no quarto e nas redondezas, com um pensamento.

Mais de uma vez, ela percebeu Sara saindo, em sonho, para doar energia a algum lugar do planeta. Achou aquilo curioso, mas não se surpreendeu.
Fim do Ato 1

O tópico se encerra aqui. Os PDs foram novamente zerados, e, como marco do fim do tópico, todos ganham 1 PE. Em breve abrirei o tópico do Ato 2 (em alguns dias).


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