Ato 0 ~ Prefácio

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Keitarô
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Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Keitarô » 22 Jun 2014, 20:27

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Era uma era de paz transiente. A paz reconfortante que repousa no coração dos que não sabem do que é secreto, e que se torna uma paz inquietante no coração daqueles que lutaram pelos primeiros. A Terra passava, aos poucos, por uma modificação física aos poucos descoberta pelos seus estudiosos habitantes. Alguns fenômenos naturais um pouco descontrolados eram atribuídos a esta mudança, que para alguns, seria para pior. Nos últimos anos, porém, as mudanças haviam se tornado mais estáveis. Trabalho de homens jamais creditados: os cavaleiros de Atena.

Atena morrera na última guerra santa. Mas não uma morte sangrenta, muito pelo contrário: Atena e seus cavaleiros guerrearam e conquistaram seu último embate há cerca de 150 anos. Quase todos os cavaleiros pereceram, e os poucos que sobraram ou não puderam (ou não queriam) ser encontrados ou se recusaram a falar sobre a guerra. Sabe-se apenas que, dias após o fim do embate, o Santuário recebeu sua verdadeira derrota: Atena perecera de uma morte natural, tendo aguentado apenas sua última guerra naquela encarnação. Viu-se então um período de quase falta de fé.

A paz transiente causava incômodo no coração daqueles que conheciam como a paz da Terra funcionava. Era a época de uma nova leva de guerreiros, uma vez que o exército da esperança estava totalmente desfalcado e sem uma líder para seguir. O Santuário eram quase ruínas, mas aos poucos se reconstruía...

Tal qual os guerreiros que deveriam ocupá-lo.



Azimute

O Sol amanheceu aquecendo aos poucos a pequena ilha onde Azimute vivia junto de seu tutor, aquele que lhe dera o nome que provavelmente levaria para a vida toda, a partir dali. Alguns anos tinham se passado desde que chegara ali, e o vazio das antigas memórias fora praticamente reposto por novas memórias e conhecimentos adquiridos naquela nova vida. Azimute cresceu forte e saudável — a comida, apesar de estarem isolados, era farta e nutritiva, sempre baseada em frutos da terra e do mar. Comiam os animais terrestres apenas quando o ecossistema parecia começar a se desequilibrar, e assim tudo se mantinha controlado.

O nome de seu tutor nunca fora realmente revelado a Azimute; tal qual ele recebera um nome, o homem resolveu assumir um novo nome para sua nova fase como "pai". O nome era Adão, um nome significativo para o homem que ainda trazia no peito a crença em uma fé agora já distante. Foi dele que Azimute aprendeu tudo o que sabia sobre cultura, costumes, história, geografia; sobre como sobreviver com pouco e a como se defender. Mas dera-lhe uns dos maiores dons possíveis a um ser encarnado em épocas como aquela: ensinou-o sobre o cosmo, e sobre o universo. Um dos maiores dons possíveis porque, naqueles tempos, mais do que nunca, a ciência avançava sem fronteiras mas a "espiritualidade" era cada vez mais deixada de lado. Adão e Azimute não sabiam disso por estarem isolados do resto do mundo, e isso se mostrava um benefício frente à perdição.

Certo dia, investigando um pouco mais a ilha em que vivia, Azimute se deu conta de que o pedaço de terra em que costumavam morar era uma fatia bem pequena do que havia disponível. Adão nunca permitiu que tanto ele quanto seu "filho" se afastassem muito do pequeno acampamento que chamavam de casa. Assim, havia uma parte inexplorada na ilha, desconhecida de Azimute e também jamais mencionada por Adão. Teria ele medo de deixar o pedaço que já conhecia e investigar o resto?

Junto desta curiosidade surgiu outra dúvida: jamais viram outras pessoas. Nenhum avião ou navio jamais passou por perto da ilha.

Nataku

— Nataku! Quero ver se realmente entendeu o que nós temos estudado os últimos tempos.

O monge, com seus olhos vermelhos e pele muito clara, cabeça toda calva, ajeitava-se dentro das roupas monásticas que na realidade o incomodavam. Era cedo da manhã, antes do nascer do Sol, e já estavam estudando como era de costume. Ao fim daquela hora seguiria um treino físico rápido com, talvez, combate. Já fazia algum tempo que o mestre Agapito não fazia o treino tradicional de combate. "Não é hora de voltarmos a este aspecto do estudo", ele dizia.

Assim tinham sido os últimos anos no monastério, que ficava em uma pequena cidade chamada Maletto, na ponta da bota italiana. Nataku havia aprendido muito ali, e também aprendera a controlar um pouco de seus traumas de infância, tornando-se apenas alguém com "problemas psicológicos". Muito de seu avanço era graças ao esforço do monge Agapito e do estudo sobre o cosmo. Descobrir sobre o cosmo anuviou o sofrimento do jovem e escondeu, fundo em seu coração, as marcas que a crueldade humana era capaz de fazer.

— Vamos, Nataku. No que está pensando? Quero a minha resposta, e poderemos passar a um novo patamar de conhecimento.

O monge sorria. Aquele era um dia, com certeza, especial.

Eric

Já fazia alguns anos que Eric vivia com seu tio no interior da Alemanha, quase escondido de tudo e de todos. Aquela era o jeito de se viver da família Heisenberg nos últimos tempos: perseguidos por terroristas que na verdade eram guerreiros capazes de "milagres" para as pessoas mundanas, o que restava era se esconder. Um guerreiro e um aprendiz não seriam páreos para um grupo de guerreiros de poder no mínimo igual ao de Lincon. O homem controlava todos os negócios da família de seu esconderijo onde tinha poucas amas e onde Eric vivia. Uma guarda fora criada para protegê-los e, mesmo que acabasse sendo inútil um dia, até então obtivera sucesso em fazer o que havia sido designada a fazer. Não havia mais ameaças desde o último atentado contra os pais de Eric.

De tempos em tempos Lincon levava Eric para ver a tão desejada herança dos Heisenberg. Uma caixa de geometrias perfeitas e desenhos pouco interpretativos. Lincon contou que esperava que aquela caixa possuísse, em suas laterais, alto relevos que revelassem o que ela realmente era — mas tudo que ele e Eric podiam ver eram desenhos desconexos, sem sentido algum, esperando serem revelados. Enquanto isso o treino de Eric continuava. Talvez, se o destino sorrisse para os dois, e se Eric fosse digno, a herança se revelaria e contaria sua história a eles. Antes dos terroristas.

Certo dia Lincon tentou levantar e não conseguiu, o coração fraco. Tossia muito, e os poucos empregados da casa chamaram Eric, desesperados, sem saber o que fazer. Chamar por ajuda poderia dar rastros aos que os procuravam. O que fazer?

— E-Eric... não chame os médicos... eu vou ficar bem... — dizia Lincon, a aparência muito boa, até, mas suando e com muita febre, além de uma tosse seca. Já tinha mais de sessenta anos. Estaria para morrer?

Zamzam

Era a época de colheita das oliveiras. Zamzam, a máscara protegendo o rosto do Sol, pegava as azeitonas e as colocava numa cesta. Poucas amazonas a acompanhavam, e também um ou outro soldado do santuário. Viviam, como era de costume em quase todas as épocas do mundo, em uma parte mais oculta da cidade de Atenas, inacessível às pessoas comuns sem controle do cosmo a não ser em circunstâncias muito específicas ou especiais. Zamzam já havia treinado alguns anos desde que fora salva das torturas que vivia antes como escrava, e ganhara aos poucos o respeito dos seus companheiros de treino e também tutores — era alguém com quem muitas vezes os outros se abriam para compartilhar seus medos e sonhos, talvez por possuir uma história que servia de exemplo de superação.

— Zam — disse Zoe, uma amazona com quem passava boa parte do tempo junto. —, estava pensando se nosso tutor não anda um pouco decepcionado conosco. Você sabe, já treinamos há algum tempo mas ninguém se sagrou cavaleiro ou amazona nos últimos três anos. Será que nosso destino não é guerreiro?

A máscara era fria e dura, mas Zoe naquele momento estampava uma expressão triste. Decepção ou frustração consigo mesma, talvez com todos os seus companheiros. Se ao menos alguém pudesse se sagrar cavaleiro, talvez todos pudessem seguir seu exemplo e melhorariam os ânimos. Mas a perspectiva era totalmente desconhecida. Zoe olhou para Zam com olhos de esperança, apesar da máscara.

— Hoje eu tive um sonho que me deu esperança. Sonhei que uma estrela caía, e você se tornava amazona durante a queda desta estrela, Zam.

Tenru

Algum tempo de passou após o acontecido que mudou a vida do jovem, uma carta chegou em sua casa endereçada a ele. O remetente não se identificava, mas havia enviado na carta passagens para o Tibete, junto de um fragmento de um metal desconhecido do garoto. Era cheiroso e resistente; dava uma sensação de conforto tocá-lo.

”Venha até mim se quiser saber mais sobre si mesmo.”

Algo dizia no íntimo de Tenru que aquela caligrafia era do mesmo cavaleiro que o havia salvo. Só ele poderia enviar uma mensagem como aquela. Mas o que era aquele metal?

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Lord Itilan
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Lord Itilan » 22 Jun 2014, 22:01

AZIMUTE
Azimute estava exatamente nos limites do seu mundo conhecido. Além daquele ponto, nada mais era conhecido. Adão, além de ser um pai para Azimute era o que muitos poderiam chamar de mestre. Azimute lembrou das palavras de seu pai:

- A vida é um eterno circulo. Seguimos até um ponto familiar, seguro, que já conhecemos, e continuamos a traçar os mesmos caminhos milhares de vezes. Mas, meu jovem...após traçar todo o caminho, podemos decidir seguir por caminhos desconhecidos e saborear o poder de nossas escolhas. Podemos nos arrepender do caminho escolhido, mas também podemos alcançar o paraíso.

Azimute nunca tivera interesse em seguir além do que Adão determinou. Mas hoje era um dia diferente. Sentia uma vibração diferente no ar. Azimute sempre pensou que podia confiar nos seus instintos.

- Foi assim que cheguei aqui – pensou em voz alta. O “aqui” para Azimute era não somente o lugar em que vivia, mas o inicio de uma nova vida. O real nascimento de Azimute aconteceu ali. Ele não era ninguém antes e agora ele tinha tudo o que realmente importava...assim achava. Mas com este pensamento veio a pergunta: quem ele era? De onde veio? Teria alguém esperando ele em algum lugar do mundo?
Estava na hora de fechar um circulo e começar um novo. E arcar com esta decisão.

Azimute deu um passo à frente.

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Tsunayoshi
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Tsunayoshi » 23 Jun 2014, 11:36

Zamzam balançava os galhos com uma mão, enquanto a outra segurava uma cesta apoiada encima da cabeça, recolhendo os frutos que caíam. Executava o trabalho com calma e serenidade, havia aprendido desde muito tempo atrás que pressa não tornava a tarefa mais suportável ou fácil. Você só tem de começar e seguir até o fim. Simples assim. Engraçado como desenvolvera as duas coisas que sabe fazer melhor, trabalhar e lutar, ainda no Quênia, enquanto era escrava.

Zoe, uma garota que a acompanha pra todo lado (ou era Zam quem acompanhava Zoe? Não sabia dizer), parecia abatida nos últimos dias, e finalmente decidiu se abrir. Zamzam interrompeu a tarefa para observar a companheira enquanto falava, ainda mantendo a cesta encima da cabeça com uma das mãos. Foi curioso como depois de algum tempo usando aquelas máscaras, descobriram que não dependiam totalmente de ver a expressão uma da outra para transmitir sentimentos genuínos.

— Eu sou guerreira, e vou ficar forte. Amazona ou não, ainda posso lutar por Athena. — retirou a cesta da cabeça, conferindo seu conteúdo. Em seguida sorriu serena para Zoe, mesmo por debaixo da máscara. — Mas vamos esperar pela estrela dos seus sonhos. Quem sabe não seja você a próxima Amazona, Zoe!

Seus sentimentos são verdadeiros. Zoe é tão merecedora quanto ela. No entanto, no fundo, desejou que o sonho da garota fosse um presságio. Detentora de uma Armadura Sagrada e do título de Amazona, o quanto não poderia fazer pela causa?!

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Shino
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Shino » 24 Jun 2014, 00:54

TENRU

Ainda estava deitado, era manhã e não conseguia fugir das garras da sua cama. Mas o inesperado aconteceu, uma carta, de quem seria, será das crianças que ele havia convivido a um tempo atrás, não se lembrava de ter deixado o endereço a elas.

— O que é isso?

Um bilhete simples, algumas passagens e um pedaço de metal.

Ergueu o fragmento acima da cabeça e aproximou da face para enxergar melhor, o mesmo aparentava ser um pedaço de algo maior, três de suas faces estavam lascadas, apenas uma era lisa e polida, e o que mais impressionava era que o mesmo exalava um perfume agradável.

— De onde você saiu, ein?

Sorriu, arrumou algumas roupas numa mochila velha, pegou o resto do dinheiro que havia arranjado na época dos saques, não era grande coisa, talvez uma ou duas noites em um hotel e catou algumas frutas e um pedaço de pão velho.

— Naquela vez, fugi para não ter que estudar, agora vou viajar para adquirir conhecimento!

Jogou a mochila no ombro e ajustou o boné, aquele era o começo de uma nova página da sua vida.
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Spectro
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Spectro » 24 Jun 2014, 22:54

O rapaz olhava para o horizonte, em direção a sicília, era uma ilha que ficava a alguns kms da cidade
onde agora morava, a voz de Agapito retumbou em seus tímpanos de modo leve, mas depois foi aumentando
o som até pegá-lo de surpresa...

Me... Me desculpe Mestre... Eu estava... É que eu hoje à noite tive um sonho.. E era
referente aquela montanha que fica ao sul... Monte Etna... Porque tenho esses sonhos, algo parece me
chamar, sussurrar em meus ouvidos, quando fecho meus olhos vejo um vendaval... e ele sussurra pra mim.

Diz que eu a libertarei... Mas não sei do que estão falando... bem talvez seja só um sonho idiota e eu esteja
dando a ele crédito demais... Me perdoe Senhor...


Nataku fez menção de se levantar de sua cadeira, ele queria ir ao seu quarto e ficar só, mas o Monge parecia
ter algo especial para ele, Nataku percebeu, e sabia que nos momentos difíceis de sua vida, sempre o sol brilhou
e Agapito estava lá para ajudá-lo... Mas apenas fechou o seu livro que apenas estava aberto em uma página qualquer...

Se fechasse os olhos neste momento não sabia se iria ver o monte a menina ou o vento sussurrante.
A menina da qual tentavam ressuscitar, a indústria farmacêutica, estavam sempre em seus sonhos...

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Lance
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Lance » 25 Jun 2014, 23:56

Eric

Segura a mão de seu mentor com os olhos já marejado. Todo o seu treinamento , todas as dificuldades após as mortes de seus pais, todos aqueles momentos com Lincon passavam agora em sua cabeça.

_Mestre ! O senhor é um cavaleiro de Atena, não pode morrer assim !!

Não sabia o que fazer. Seu mentor havia dito especificamente para que ele não chamasse ajuda. Em silência pedia ajuda a deusa Atena e seu cosmos benevolente.
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Keitarô
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Keitarô » 26 Jun 2014, 23:28

Azimute

Um passo, e é claro, nada mudara. Mais alguns e aos poucos a fumaça do acampamento ia ficando mais distante, e o mundo desconhecido, silencioso, tomava conta do tudo. Aos poucos os animais também pareciam sumir, e a floresta ficar mais densa, mas, de alguma forma, você sempre sabia ir em frente e não se sentia perdido.

O nível do solo ia baixando, totalmente irregular: hora baixava muito, hora voltava um pouco a subir apenas para nos próximos metros revelar uma ladeira. Mais de uma vez você olhou para trás e pensou ter descido um grande barranco. Estaria abaixo do nível do mar?

À medida que seguia, também, suas têmporas pareciam pulsar. Não era dor de cabeça, e não parecia, por mais estranho que parecesse, algo relacionado ao seu corpo em si. Parecia uma reação a algum estímulo externo, que você ainda não tinha como saber o que era.

No meio de algumas árvores, em pé e caídas, uma coluna. A arquitetura era diferenciada, uma obra humana e muito bem construída. Teria sido seu pai? Haveria mais daquilo adiante...?

Zamzam

O cosmo de Zoe transpareceu uma sutil esperança alegre. Ela desejava, também, que se tornasse amazona. Mas qualquerum de seus amigos que conseguisse já seria, para ela, uma vitória. Vocês continuaram colhendo as azeitonas até encher mais algumas cestas, deixando sempre as que não estavam prontas para ser colhidas. A azeitona era uma figura importante para a Grécia. Dizem as lendas que, em função da oliveira, os atenienses escolheram Atena como sua patronesse e não Poseidon, que os deu cavalos.

O dia transcorreu como de costume. Mais tarde, Palakos, o soldado responsável por treinar o grupo de guerreiros onde Zoe e Zam estavam inseridos, realizou os treinos rituais de sempre. Exercícios físicos pesados, lutas de semicontato (golpes sem força, visando apenas encontrar as brechas) e um pouco de filosofia junto de meditação para apurar o cosmo. Palakos era detentor de um cosmo desbravador e poderoso. Talvez pudesse ser um cavaleiro de prata. Mas nem mesmo ele era um cavaleiro, não era seu destino. Eram tempos difíceis.

— O treino de hoje terá uma tarefa que deve ser realizada até amanhã — de tempos em tempos o professor fazia pedidos do tipo. — Quero me escrevam em seus cadernos de treino o que diferencia um soldado de um guerreiro. E o que diferencia um cavaleiro dos dois primeiros.

Tenru

Foi fácil para Tenru deixar a própria casa. Desde cedo o menino parecia se virar muito bem, então seus pais não foram contra o intercâmbio. Só esperavam, é claro, que tudo caminhasse bem na jornada.

Tenru chegou ao aeroporto e para sua surpresa havia alguém esperando. Claro, sendo ainda menor de idade, não conseguiria embarcar em uma viagem internacional daquele porte, mas alguém possuía uma plaquinha com seu nome escrito em kanji garrafais. Inicialmente a pessoa tapava o próprio rosto com a placa, mas depois ela baixou o objeto revelando sua imagem.

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Ela parecia meio tímida, ou séria, ou emburrada. Mas estava esperando você.

— Recebi ordens para buscá-lo. O mestre está esperando.

Nataku

— Ora, Nataku, eu imagino que você esteja com o coração atribulado... Mas a hora vai chegar, Nataku. Por hora controle os seus pensamentos e responda à minha pergunta.

"O que é o cosmo? O que é um cavaleiro?"

A imagem do sonho de Nataku voltava à sua mente e talvez o motivo dele estar tendo aqueles sonhos não fosse muito diferente da resposta das perguntas do mestre Agapito. O homem sorria de maneira lupina, observando as expressões de Nataku. Parecia saber aonde aquilo iria levar. Levantou-se como se aquele fosse um momento muito especial.

A fome começava a tatear seu estômago.

Eric



— Considere-se... dono da herança... você... deve continuar o caminho. No porão desta casa há uma sala trancada. Eu jamais fui capaz... de abri-la. Você será capaz se for detentor da herança dos Heisenberg.

Ele tossiu mais um pouco e seus olhos fecharam. Ainda estava respirando. Estava esperando que você talvez conseguisse descobrir o segredo dos Heisenberg. E pela primeira vez naquela casa, você percebeu que havia um cosmo estranho na parte subterrânea, no porão.

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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Spectro » 27 Jun 2014, 09:44

Nataku

O jovem olhou fixamente para seu professor, tentara se controlar e se concentrar no agora.
Sabia que não devia se deixar levar pela ansiosidade do futuro incerto, deveria se concentrar
no agora, no presente, a própria lua tinha quatro fases e vivia sob uma rotina, um circulo,
Nataku pensava que o futuro nada mais poderia ser como tal, um ciclo... Passava eras,
presente , passado e futuro, tudo isso era um ciclo, sempre se repetiria, o universo era
um ciclo, a galáxia cujo sol ergue todos em seu redor se moviam em um ciclo.

O jovem abriu seus olhos e respondeu ao seu mestre:

- O Cosmo é a essência do universo, é a energia que governa tudo, tudo em nossa volta é constituído
de átomos, as estrelas nos céus, as rochas o corpo humano, o mar... Tudo isso possui átomos em sua estrutura, o Cosmo
é um pequeno universo que existe em cada uma das coisas existentes, um átomo é um pequeno universo, aliás uma galáxia
que possui um ciclo de vida própria e um cavaleiro é aquele que consegue controlar esta força, e com essa energia ele
pode transformar as estrelas em poeira...
Reza a lenda que um cavaleiro podia com seu soco fazer fendas na terra e com seus chutes rasgar os céus...
Estes homens eram escolhidos para representar a justiça na terra...


Nataku falou tudo aquilo com semblante sério, no começo estava com dúvidas em seu coração mas agora
ele lembrara que com essa energia ele poderia voar até as estrelas e que a essência do universo estava
dentro de seu próprio corpo, se buscasse o equilíbrio entre o corpo e a mente, chegaria a fazer parte
da lenda.

Não era presunçoso e nem arrogante, só gostava da idéia de estar em sintonia com o planeta e o
universo...

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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Lance » 28 Jun 2014, 21:24

Eric

_Lincon

A morte leva mais um ente querido. Agora tinha perdido toda sua família, tão cruel era o destino para alguém tão jovem.

_Eu prometo, vou seguir seus ensinamentos dos cavaleiros de Atena e honrar a tradição do Heisenbergs.

Era a hora de se despedir.

Desce até o porão, ainda triste, mas determinado.
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Shino » 28 Jun 2014, 22:32

TENRU

A viagem até o aeroporto foi calma e tranquila, durante o trecho de trem (ou metrô), Ten passou a maior parte do tempo admirando a paisagem e o que sobrou passou entretendo uma garotinha que estava sentada junto à mãe na cadeira frente à dele.

“ — E pensar que as pessoas normais vivem suas vidas sem saberem de nada... é por isso que dizem que a ignorância é uma benção!”

Quando chegou ao aeroporto foi surpreendido, havia uma garota esperando o mesmo, e não teve como conter o riso, ela estava com a placa com seu nome bem na frente do seu rosto, deixando o resto do corpo saudável a mostra.

— Prazer em conhecê-la, eu sou Tenru, Katsune Tenru, como devo chamá-la, onee-chan?

O garoto colocou a mochila velha no chão enquanto segurava a mesma pela corda e retirou o boné antes de cumprimentar a mulher. Curvou-se como seria normal de um japonês e sorriu!

— Estarei aos seus cuidados!

(OFF: Talvez esteja me equivocando, mas como escolhi Lemuriano, pensei que seria do país do Mu, mas já que estou indo para lá... então vou ser japonês mesmo)
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