Ato 0 ~ Prefácio

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Pontus Maximus
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Pontus Maximus » 05 Fev 2015, 15:48

Amaretsu:

Por alguns instantes pensei que levaria um "sabão" de minha mãe que é minha instrutora e superior quando interrompi minha apresentação, mas não ela foi gentil, me surpreendi embora não quisesse demonstrar sentimentos de surpresa, quando ela enconstou na minha máscara aceitando o fato que nem mesmo ela veria mais meu rosto pois assim é a lei das amazonas, pois somente o homem que ela amar poderá vê-lo, precisava me tornar forte e habilidosa para poder sustentar um simbolo de libertação feminina e não de opressão, um simbolo que liberta mas também ensina humildade.

Sobre o Cavaleiro de Aço ao qual ela mencionou já ouvi sobre ele, uma promessa que se tornou uma vergonha, mas eu não seria assim, eu seria um exemplo de que pequenos podem fazer algo épico mas sem esquecer minhas raizes, e também seria um exemplo de que os filhos de licaon não precisam se esconder e que podem ser heróis como qualquer outro ser humano comum, pois todos somos humanos.

Minha mãe, ou melhor naquele momento, minha superior me desafiou e de pronto eu aceitei, daria meu melhor golpe, tenho que deixar minha preocupação de lado se vou feri-la ou não, ela é forte vai se sair bem, não possuo uma constelação guardiã mas acredito que o Deus que manda seu anjo de tempos em tempos me dará forças daqui para frente.

-Sim, Senhora.

foi o que respondi a ela, cruzei meus braços concentrando minha Cosmo energia, logo uma aura vermelho-dourado me cerca, não posso dar menos de mim do que agora, tenho deixar fluir toda minha força, a aura começava a ficar mais intensa, chamas provinham dela, estiquei meus braços para frente para reconstruir a espada de chamas, mas nesse momento meu corpo começa a sofrer metamorfose, minhas mãos tornam-se peludas e deformadas, unhas compridas, meu cabelo que é liso torna-se volumoso e animalesco, meus olhos brilham com um brilho assustador, minhas orelhas tornam-se lupinas. Ergo apenas um dos punhos para o algo e crio o simbolo que protegerá a todos na terra, não importa cor da pele o credo, os Cavaleiros de Atena fazem isso porque eu não faria o mesmo, proteger a todos sem olhar a quem.

Hora de provar que mereço a Armadura de Aço, coloco-me em posição de em guarda e avanço sobre ela dizendo em voz alta:

-ESPADA DE DEUS.

Desfiro o golpe, porém ainda seguro meu ataque para não ferir muito a minha mãe, me lançando diretamente em sua direção, uma espada de chamas com meu punho fechado.

OFF: FA: F1+H2+ Ataque Especial (F+1 Básico)+1d6=

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Galahad
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Galahad » 05 Fev 2015, 23:46

Tenzi

Enquanto Tenzi olhava para o luar, já começando a sentir saudades daquele lugar, ficava imaginando se conseguiria se virar no mundo exterior. Assim como outros jovens do vilarejo, Tenzi recebera permissão para participar da tradicional jornada para o mundo exterior, a qual permitia aos jovens decidirem se continuariam a viver suas vidas ali, ou deixariam Jamiel, a fim de viverem no mundo moderno, na condição de mandarem seus filhos, caso tivesse, para Jamiel, a fim de fazerem a mesma decisão.

Tenzia saía dos seus pensamentos ao escutar as batidas em sua porta, batidas as quais já esperava, pois se estava relacionadas com o que estava tão preocupado no momento. Ao abrir a porta via "Rena" entrando, quando escutava as palavras de sua mestra, que na verdade era a Entidade que possuía Rena, Tenzi sentia sua ansiedade crescer, pois agora sabia qual seria seu destino, o local em que seu treino iria passar para o próximo, em que descobriria mais sobre si e como estar conectado ao Universo através de seu cosmo. Ainda que ficasse confuso sobre a parte de encontra e ser encontrado por alguém que via há tempos. Sentava-se no chão, de frente para Rena, ficando na mesma posição que ela.

"Quem poderá ser? Talvez seja alguém que partia em sua jornada."

— Bem, mestra. Eu estou pronto para minha jornada, aguardo ansioso para por meu destino em seu devido andamento. Acho que as únicas coisas que eu gostaria de saber são sobre essa pessoa que eu encontrarei, assim como o local para onde eu vou, saber que tipo de local é, e que cuidados eu devo ter.

O tempo que Tenzi usava era educado e formal, tinha um grande respeito por aquele ser que se tornar seu mentor, ainda que não soubesse nem mesmo seu nome ao certo, algo não fora revelado ainda, pois sabia que isso iria acontecer em seu devido tempo. Enquanto esperava as respostas, sua mente voltava no tempo, para o momento em que aquilo realmente começara: quando estava mediando no salão principal alguns anos atrás, logo após ter despertado seu cosmos. Naquela ocasião, concentrado em sua meditação, normalmente não escutaria e nem notaria ninguém se aproximando de si, mas ainda assim notara Rena chegando, ou quem ele achava que era a Rena, pois ali fora o primeiro contato que tivera com sua mestra, uma Entidade com um grande poder, e a principio deixaria Tenzi assustado, pois nunca sentira anda igual, mesmo com o mestre Hakurei, mas logo se acalmara ao perceber que o cosmo não era hostil, ela inciara a conversa, dizendo que estava ali por causa de Tenzi, pois ele finalmente estava se abrindo para o cosmo, e tal habilidade necessitava de treino para ser usada corretava, e ela ensinaria a ele.

Inicialmente Tenzi não sabia como se portar, era estranho estar ao lado de uma pessoa, e ainda não estar, pois não era Rena ali, mas algo agindo através dela, assim como também se preocupava o que poderia acontecer a se espalhasse pela vila que ele estava passando tempo demais com Rena, mas não escutara nada sobre isso graças ao fato do treino ocorrer em segredo, talvez por mais alguma coisa, algo haver com a natureza de Entidade, mas Tenzi não tinha certeza. Fora preciso alguns meses até se acostumar, chegara ao ponto de considerar aquilo algo normal, e era isso que permitia ficar tão tranquilo na situação que estava, pelo menos em relação as presenças de Rena e "Rena", pois ainda estava um tanto quanto nervoso em relação a jornada.

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Nulo
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Nulo » 07 Fev 2015, 11:07

Cecilia

Cecilia se esforçava para conter os risos com as provocações de Safira, feliz dela estar integrando-se à conversa e estranhando a hesitação no rapaz. Talvez estivesse nervoso com a presença dela?

— Hmm... — A alemã coçava a bochecha, surpreendida com a réplica enérgica do rapaz. Hesitava por alguns segundos, terminando por esboçar um sorriso. — Ahn-ahn. — Balançava a mão à frente do rosto em negação. — Não se preocupe, não estás sendo egoísta. Voltarei a cantar quando sentir-me melhor, isso eu posso garantir. — Tentava diminuir a preocupação do jovem, embora nem ela mesma tivesse certeza de quando seria o momento certo para voltar. Teria de enfrentar alguns entraves antes, principalmente os seus medos. — Fico feliz em saber que alguém espera o meu retorno com tanto afinco. Espero poder retribuir o carinho à altura quando voltar, hehe~! Desculpe-me e obrigada, Derik.

O tempo passava e a conversa continuava. Cecilia aproveitava o ponto de vista de Safira e Derik para entender mais da universidade, aproveitando também para expressar o que sentia e fazer alguma pergunta concernente. Era impressionante como sentia o mundo de forma diferente agora que estava daquele jeito: os sons, o tato, as sensações diferentes. Por alguns instantes, sentia algo familiar, algo similar ao que sentia quando subia os palcos e recebia a "energia" e atenção da plateia. Sentia-se zelada e sorria.

— Boa tarde. — Despedia-se de Derik, surpreendida como o tempo tinha passado tão rápido. Pelo menos não passou a tarde toda dormindo, se bem que sentia um pouco de sono, sensação essa que logo desaparecia quando corria para seguir o passo de Safira. Decidia confiar nela, deixando a bengala de lado e sentindo a fricção do vento contra seu corpo, regozijando-se com a leve sensação de conforto que aquilo trazia. — Hehe...

— Pode ir primeiro, vou arrumar minhas roupas aqui, por enquanto. — Já no quarto, encorajava Safira a tomar banho primeiro, indo ao armário e verificando suas vestimentas com cuidado. Optava por seguir o conselho da esgrimista, preparando uma roupa que não tivesse lã. — Espero que o local não seja tão apertado.

Sentava-se na cama, esperando calmamente por sua vez no chuveiro e refletindo sobre a tarde.

— Voltar a cantar... — Encontrava-se falando para si mesma, imaginando-se como seria voltar aos palcos depois de tanto tempo e do jeito que se encontrava agora. — Ngh... — Todavia, a memória do dia que perdera a visão e a ameaça daquele indivíduo alienígena deixavam-na inquieta. Embora desejasse nunca mais ver aquele assassino, Cecilia sentia que ele voltaria para cobrar sua resposta mas quando? Estaria ela preparada a rejeitá-lo novamente depois de tudo que passou? — Por favor, não volte.

A alemã então tentava pensar em algo melhor: as apresentações de mais tarde. Ria de si mesma pensando em como faria para assisti-las. Se elas forem tão animadas como o treinamento da esgrimista de mais cedo, talvez conseguiria dar um jeito de acompanhar algo. No mais, pelo menos faria companha à brasileira e prestigiaria o afinco de Sara.

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Spectro
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Spectro » 08 Fev 2015, 21:39

Nataku

Quando a comida fora servida ele agradeceu, e logo escutou o Agapito falara,
o homem era dado as suas filosofias, ouvia atentamente sobre o homem evoluir
e ser mais do que uma máquina, de fato, uma máquina evolutiva, com o tempo
Nataku talvez pudesse compreender com mais profundidade as citações de seu
tutor, agora comia sua refeição, depois que Agapito cochilou Nataku prestou a
olhar para sua armadura, na verdade era uma urna fechada, mas ficou ali olhando
e olhando para ela, tinha pensado em tudo aquilo que passou:
Um grande amor Agapito lhe confessou em uma mulher misteriosa, Uma mulher
aparecera enquanto Nataku estava dentro da caverna, Atena, ser um cavaleiro...

- Agora sou um Cavaleiro... E devo proteger a Justiça...

Falou baixinho enquanto bebia o último gole de seu leite, havia deixado um pouco
no copo enquanto pensava e descansava, mas agora terminara com tudo...

Decidiu dormir também... Na verdade não era uma decisão o seu corpo pedia
isso a muitas horas... Seu sono foi profundo, no entanto sonhou e em seu sonho
apareceu-lhe a mulher da caverna e atrás dela uma luz brilhante e a voz de
outra mulher, a mulher desconhecida que vinha atrás iluminada pela luz tinha uma
voz suave e um cosmo muito confortante, parecia uma santa ou uma deusa.
Nataku não conseguiu ver-lhe o rosto, sonhou que estava estudando com Agapito
ele falava a respeito das máquinas e dos homens assim como o mesmo lhe falara antes,
Depois o cavaleiro maligno aparecera novamente talvez para um confronto, Nataku ao
acordar não lembraria desta parte, Mas no sonho ele visitou mais uma vez o lugar cheio
de chamas e de pessoas que pareciam zumbis, ele tinha visto isso na caverna, onde os
seus captores haviam precisado de sua ajuda, ele lembrava dos detalhes do acontecimento
da caverna e de lá saiu com a urna, quando saiu da caverna acordou...

- Cavaleiro de Atena...

Falou mais uma vez baixinho e abriu seus olhos de vagar...

Grécia... Seu mentor lhe dissera que teria de ir para lá, talvez essa hora havia chegado...
Viajar para Grécia talvez não fosse tão difícil, afinal não estava tão longe assim, mas o que
iria encontrar lá... Nataku não sabia se havia uma ordem de cavaleiros viva, algo organizado e tal
sentia-se indo entrar na caverna novamente e sentiu um frio na barriga...

- Vamos Nataku levante-se e encare o desafio, vamos lá...

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Tsunayoshi
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Tsunayoshi » 14 Fev 2015, 19:17

— Obrigada, vou me esforçar para terminar o quanto antes.

Sentia certo nervosismo ao pensar em seu estado sem a máscara, mas o caminho até a universidade e dali até a diretoria estava ainda calmo, sem muitos transeuntes, o que deixou a garota mais tranquila. Seguiu a outra mulher prédio adentro, curiosamente atenta aos arredores. A diretoria passava a impressão de... muito trabalho, afinal. E o quarto que Kátia ocupava parecia confortável e pessoal, um refúgio onde podia gastar suas horas de descanso.

Observou a mulher acomodar-se na cama, enquanto retirava seus calçados. Começa a se perguntar o porquê de algumas mulheres se darem ao trabalho de usar um acessório aparentemente bastante desconfortável, quando recebeu o convite para se aproximar.

— Ah, sim... — incerta, sentou-se na beirada da cama, voltada para fora. Ouviu atentamente quando lhe foi revelado o motivo de ter sido escolhida para a tarefa. Kátia ocupava um cargo tão importante, possuía um Cosmo respeitoso, como o de Palakos e os outros instrutores, e mesmo ela...

Zam começava a sentir-se insegura. Suas experiências com esse tipo de energia fora da aula de treinamento eram poucas. Será que conseguiria distinguir a fonte específica entre tantas outras, quando mesmo alguém como a bibliotecária não consegue? Começou a balançar a perna, inquieta, o peito mais pesado. Quando todas aquelas pessoas se reunissem, deveria ir lá e descobrir se podia sentir algum tipo de vibração especial. E se não pudesse? Simplesmente diria para a mulher que não era capaz de fazer o trabalho? Estavam depositando esperanças nos instintos recém despertos de uma novata, afinal.

— A senhora desconfia de alguém em especial? Talvez uma aluna que se sobressaia nas atividades esportivas. — esforço para esconder um possível tremor na voz. Procurava alguma coisa. Qualquer coisa que pudesse ajudar! Não podia botar tudo a perder. Precisava encontrar... — Encontrar Atena... — de repente não sentia mais necessidade de balançar a perna inquietamente. Estava ainda ansiosa, mas de outra forma. Ansiedade de emoção. Percebeu o significado pessoal, o que representava aquela missão. Ser o Santo responsável por descobrir e revelar a deusa. Kátia não encontrou condições, e deve ter tentado bastante, antes de ter de ceder a responsabilidade e honra à outra guerreira. Zam descobriu que, no fundo, queria fazer isso. Havia um misto todo especial de orgulho e dever como Amazona.

Como não havia percebido antes? Havia decidido carregar consigo os sentimentos de todos aqueles que, de alguma forma, depositaram nela um pouco de sua força. Com um movimento afirmativo leve, esforçou-se a espantar aqueles sentimentos negativos.

— Por favor, confie em mim. — virou-se para Kátia, que estava deitava na cama. — Se ela estiver aqui, se for mesmo Atena, iremos encontrá-la.

Ao mencionar isso, lembrou-se vagamente de seu último sonho.

— Na verdade. Eu acho... — franziu o cenho, tentando acessar a memórias difusas de sonhos. — Acho que já fiz isso antes... Uma outra vez...

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Keitarô
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Keitarô » 17 Fev 2015, 00:09

Carlos

Fugir de um vulcão em erupção, ou ao menos em atividade anômala, não era uma tarefa fácil. Cinzas para todo lado, um mini-terremoto, lava ascendente ameaçando vazar pela boca da montanha enorme, tudo isso colocaria o coração na boca de qualquer um que passasse por tal situação. Era algo digno de filme, cena que ocupava a mente de escritores e diretores cinematográficos, mas que jamais se desejaria vivenciar. Ao menos em tratando de pessoas normais.

Carlos e Mika fugiam daquele lugar com rapidez incrível, não percebida por ambos. Seus medos pareciam ter sido parcialmente vencidos — Carlos porque já não tinha mais o que explorar ali, e Mika porque, embora odiasse vulcões, estava correndo para voltar pra casa. Assim, ambos corriam ao máximo que podiam, saltando entre as plataformas como se brincassem de amarelinha, mesmo havendo metros de distância entre tais blocos de rocha, alguns estando em alturas diferentes. A urna nas costas de Carlos encaixava perfeitamente, e de alguma forma a tampa não fugia do topo. As alças eram justas e não permitiam que a urna balançasse com a velocidade, e o peso, depois de alguns segundos, já não parecia fazer muita diferença.

O último estágio da fuga era correr de volta a enorme ladeira colada às paredes vulcânicas. Foram dois minutos de subida, uma luta pela sobrevivência batalhada com relativa tranquilidade. A lava subiu alguns metros e então pareceu estancar o avanço; a fênix, lá embaixo, parecia observar os dois e tudo ao redor, mas logo se acalmou. Batendo as asas, foi até a plataforma principal onde tudo acontecera e pousou, abaixando-se para checar algo. Então subiu num banho de fogo para todos os lados. Assim que Carlos e Mika chegaram ao topo do vulcão, a ameaça de erupção cessou. Não havia mais terremoto, nem rochas caindo, nem labaredas ou colunas de fumaça. Tudo ia se tranquilizando.

— Parece… que ficaremos bem — disse a amazona de prata, suspirando com as mãos nos joelhos. Então ficou ereta novamente e começou a andar, olhando de lado para a urna nas suas costas. — É uma pena apenas que a urna esteja vazia, não?

Assim vocês desceram a montanha. Já estava de noite, e a visibilidade era ruim, pois era noite de lua nova. As estrelas brilhavam no céu de maneira sobrenatural, já que por ali não havia iluminação artificial. Com pouco estudo era possível localizar boa parte das constelações do hemisfério norte, incluindo o Pégaso.

Meia hora de caminhada e um vento fresco, um pouco frio, começou a soprar. As ruínas da antiga cidade que havia ali sopravam poeira com ar certamente fantasmagórico. O mar podia ser visto a alguns quilômetros de distância, e provavelmente o barco que os levaria de volta já estava esperando pela volta dos dois. Mas havia um pedágio, ali, no meio da ruína…

Porque sobre o telhado de uma das casas, o Pégaso Negro os observava. Bateu as asas e saltou, pousando no meio da rua que era o caminho de vocês, próximo ao que parecia ter sido uma praça. Trotou até lá e se virou, observando atento, os olhos negros brilhantes e se destacando ao pelo escuro que quase se escondia na noite. Mika não sabia como reagir e por isso recuou alguns passos, até a porta caída de uma das casas. Entendia que aquilo era assunto do jovem e do cavalo, apenas.

Amaretsu
Amaretsu
Força de Ataque [Ataque Especial: F; –1 PM]:
4 + 1d [5] = 9

Kaguya
Esquiva:
1d = 1 = Sucesso!
Kaguya sorriu, mas logo ficou séria novamente. Era do tipo de quem não falava muito em combate, apenas fitava o oponente e dava o máximo de si, estudando cada movimento para que não falhasse. Ao contrário de Amaretsu, não tinha domínio sobre o cosmo — contava com anos de treino e repetição dos mesmos movimentos, reflexos da ferramenta que era o seu corpo. Jamais batalhara uma espada de cosmo, mas já batalhara uma espada normal. Aquela investida não era diferente. Sabia várias formas de defendê-la, se necessário.

Amaretsu, então, acertou o vazio. A espada de fogo, pelo peso imposto e pelo cosmo utilizado, quase tocou o chão, uma pequena faísca saltando da projeção de energia e chegando a tocar a pedra em que as duas pisavam. Mas Kaguya, que era o alvo, já não estava mais ali. Abaixara-se e saltara para frente, levemente ao lado, aproveitando o movimento vertical de Amaretsu para evadir pela lateral. De forma felina, após o salto e a total negação ao ataque, a mulher pousou com as duas mãos, abaixando-se e virando um rolamento frontal silencioso. Levantou em um salto só e se virou quase instantaneamente, de frente para as costas da filha.

— Muito lenta. Acerte um só ataque e me darei por vencida! — a voz retumbava, mesmo tendo o conhecido fundo materno, em desafio. Parecia, da forma como ela o dissera, quase impossível de acontecer, principalmente porque Amaretsu nunca subestimava seus inimigos. Só falava o que tinha certeza.

Perna direita à frente, perna esquerda recolhida com o joelho flexionado. De maneira sincronizada, o corpo girou em sentido horário, braço esquerdo protegendo o abdômen e o direito o rosto. Pareceu lento a princípio, mas repentinamente acelerou de maneira absurda, e então logo o movimento havia terminado — um chute lateral circular, a perna esquerda esticou no último momento para usar toda a velocidade que a física daquele tipo de giro permitia. Rumava a lateral da cabeça de Amaretsu.
Kaguya
Força de Ataque [F]:
1d = 5

Amaretsu
Força de Defesa:
2 + 1d [2] = 3 = –7 PVs
O chute, mesmo sem cosmo, explodiu contra o corpo de Amaretsu. Não era o melhor chute que a mãe da garota podia dar, e também não tinha uma técnica tão apurada quanto o que a filha conhecia da mãe. Mas serviu para mostrar que ela lutava sério mesmo estando no treino, talvez por tudo o que fora dito e mostrado até ali.

OFF: interprete sua defesa e então o ataque. Com respeito à máscara, você não tem o Código de Honra das Amazonas mas pretende usá-la por interpretação apenas, certo?

Tenzi

“Rena” olhou para o vazio por algum tempo, quando pareceu lembrar de que havia trazido algo junto de si. Mexeu no próprio vestido, em um bolso largo do qual um pedaço de papel podia ser visto, e então retirou um mapa, entregando para o jovem Tenzi com um sorriso quase imperceptível.

— Este mapa guiá-lo-á até o local necessário — disse ela apontando para o local, algumas poucas centenas de quilômetros ao norte. — Terá de usar teus saltos telecinéticos para fazê-lo em tempo hábil ditado pelas estrelas. Não demore mais de um dia para chegar até lá.

Ela caminhou até a janela e observou o luar, pensativa. Levou a mão direita ao rosto e o acariciou, formulando as próximas palavras.

— Lá tu encontrarás um inimigo. Ele perceberá de quem tu se tratas, e o atacará. Mas tu deves fazê-lo entender o caminho das estrelas e impedir que a luta se estenda por muito, porque não é do destino que você ou ele sucumbam neste embate. Ele está perdido em ilusões.

Então, na realidade, a viagem de Tenzi o levaria a sua primeira “missão”, recobrar os sentidos ou a sanidade a alguém de relativa importância que encontraria em um parque natural culturalmente tido como místico. O mentor de Tenzi não dissera, exatamente, de quem se tratava. Não usara nomes ou mesmo algum tipo de denominação que dasse a ele algum tipo de pista sobre seu paradeiro, apenas que o atacaria assim que o visse. Se era necessário que tal informação fosse oculta, ou se era um mero capricho daquela entidade, Tenzi não tinha como saber.

— Tu partes ao amanhecer, antes que todos acordem. Voltarei a me comunicar contigo assim que terminares isto que te foi ordenado.

E então, com um aceno de cabeça, ela voltou para a porta do quarto do rapaz e, tão rápido quanto entrou, saiu sem dizer nada mais. Não disse como se comunicaria, também, mas sendo uma entidade, seria de alguma forma sobrenatural ainda a ser descoberta pela jovem.

Cecilia

Sentada, refletindo, Cecilia notou que um banho realmente faria muito bem. A tarde estava quente, e só percebia agora por estar no quarto fechado. A janela, mesmo aberta, não favorecia a entrada de ventos fracos demais, e pela ausência de som externo, não havia vento algum. O clima estava realmente muito abafado. Podia quase, ao longe, sentir um cheiro úmido que não sabia discernir ainda muito bem o que era, mas que de alguma forma era familiar…

Algum tempo depois a porta do banheiro se abriu.

— Nossa, tava mesmo precisando de um banho! Muito melhor agora! Pode ir, Safira, se precisar de ajuda é só chamar! Enquanto isso vou me vestir e dar uma olhada no mapinha que a Kátia nos entregou, pra saber exatamente que caminho tomar para chegar no tal coliseu… caramba, não, um coliseu!

Safira se divertia com a ideia. Estava acostumada a estádios de futebol, ou pelo menos de atletismo, que nos últimos anos andavam bem tecnológicos considerando-se o histórico dos anos mais distantes, quando tais estádios tinham sempre a mesma aparência padrão. Mas seria a primeira vez que entraria em um coliseu. Não sabia muito bem qual era a diferença.

O banho de Cecilia correu normal. Desta vez não houve faísca alguma, ou sensação anômala nos nervos da garota. Se algo podia ser notado de distinto era o som da água caindo — parecia sofrer interferência de outro som semelhante, como duas músicas tocando ao simultaneamente mas com dois tempos distintos. Ao término do banho, tudo ficava claro: em alguns minutos, iria começar a chover.

— Nossa, é melhor eu levar um guarda-chuva pra nós, porque de repente o tempo fechou! Que nuvens grandes! — disse Safira, aparentemente de joelhos na própria cama para poder observar pela janela.

Assim, o tempo passou, e faltava apenas meia hora para a apresentação quando as duas estavam prontas.

OFF: descreva as roupas que usará, se quiser. Pode ser importante!

Nataku

Quando Nataku acordou, percebeu que havia uma trouxa de roupas e outra de comida ao seu lado. Seu braço estava enfaixado e uma sensação refrescante era sentida por dentro do curativo. Agapito não estava presente, apenas a sua urna de armadura, parcialmente coberta por um pano branco, e o silêncio da sala de aula. Pelo calor e luz, era próximo da hora do almoço.

Um bilhete em cima da mesa deixado por Agapito explicava os próximos passos. Era redigido com caligrafia impecável. Isto, juntando-se ao desenho que ele fizera no monte Etna, mostrava que um dos talentos do monge era a destreza manual.

“Arrumei com um amigo especial uma passagem para a Grécia, Nataku. Você irá de avião, e quando acordar haverá um carro fora do monastério o esperando. Cubra a armadura com o pano que deixei e tudo ficará bem, mas evite grandes multidões para não chamar atenção.

Eu também decidi partir em uma jornada de auto-conhecimento. Nos veremos quando o tempo for novamente necessário. Até logo.

De seu amigo,

Agapito.”


Fora do antigo monastério, um carro, que seria dirigido por um monge do local, esperava a vinda do novo cavaleiro. De alguma forma Agapito mobilizara algumas pessoas para a nova jornada do jovem Nataku. Nataku sabia que aquele monastério não servia a Atena; era um monastério cristão, em teoria, mas Agapito era diferente. Servia a Atena e ao deus ali adorado de maneira não exclusivista, e não parecia desrespeitar nem um, nem o outro. Talvez fosse ainda mais panteístico, era difícil de saber. A única coisa que Nataku sabia é que não conseguia entender tudo o que o velho monge dizia, porque ele era todo sabedoria.

— Olá, jovem Nataku — disse o monge que seria o motorista do cavaleiro até o aeroporto. — Tudo pronto para partir?

Zam

— Você ainda não vestiu sua armadura, nao é mesmo, Zam? Devido à dificuldade desta tarefa, resolvemos arriscar em um fator inesperado e imprevisível da natureza cosmológica e mística dos cavaleiros.

Ela olhou para a urna da armadura de Zam por algum tempo, formulando a resposta correta para continuar seu discurso.

— Quando um cavaleiro veste sua armadura pela primeira vez, ocorre um milagre. É o reencontro de dois parceiros separados pelas curvas do Universo, o Santo e sua constelação. Se feito numa situação de necessidade e urgência, o Cosmo de ambos sincroniza e vibra em ressonância. Não importa a tarefa que tenha que realizar, nesta situação. Se for humanamente possível, e estamos falando de humanos cavaleiros, ela será realizada.

Kátia voltou a deitar e encostar a cabeça no travesseiro fofo que possuía, respirando fundo.

— Até mesmo Atlas já passou por estes prédios e nada localizou. Não sei dizer se é incompetência nossa. Talvez Atena não queira ser encontrada por nós, macacos velhos. Poxa, Atlas consegue identificar o cosmo de alguém conhecido do outro lado do planeta e não encontrou Atena. Achamos que ela está aqui apenas por um sonho do Grande Mestre, ao qual tomamos como Profecia. Ele não costuma errar…

Ela sorriu, olhando para o teto. Fechou os olhos e suspirou novamente.

— A ideia parece absurda… usar de um evento do qual não temos controle, que é a primeira veste da Armadura Sagrada por parte de seu Cavaleiro… — ela virou de lado e observou Zam com um sorriso divertido. — Este é o real objetivo. Encontrar Atena com o surto de poder que você possuirá, ou ao menos chamar a atenção dela com tal poder. Se eu fosse a deusa, iria atender o chamado de um cavaleiro nesta situação, imagino.

Ela se sentou, levantou e foi até a geladeira. Retirou um vinho e depositou sobre uma mesinha próxima, e então duas taças. Encheu ambas até a metade e ofereceu uma a você.

— Mas vamos trabalhar com as opções mais fáceis primeiro. Não costumam funcionar, mas não podemos descartá-las. A situação ideal é que você a encontre sem precisar vestir a armadura, em algum momento determinado. Eu não tenho realmente suspeitas, porque muitas pessoas se sobressaem nos esportes aqui na universidade. Além disso, não devemos esquecer que Atena era deusa de muitos aspectos e faces. Ela é mais sábia e justa que guerreira, então pode estar escondida dentro de uma estudiosa, simplesmente…

Um gole na taça. Kátia logo ficou com as bochechas rosadas.

— E também, estes dias têm aparecido alguns fenômenos estranhos. Os alunos têm reclamado de eletricidade estática com frequência, mas não há motivos para tal. O aterramento da estrutura toda foi checado várias vezes e está tudo bem. Suspeito que haja algo a ver, mas não sinto cosmos pontuais fora do comum. Tsc.

Mais um gole.

— Então, você será a salvadora. Afinal, nada melhor do que dar a uma raposa o ato de caçar, não acha? — ela sorriu e então levantou as sobrancelhas com o comentário sobre o sonho de Zam. — Como assim já o fez antes?

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Pontus Maximus
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Pontus Maximus » 17 Fev 2015, 15:37

Amaretsu:

Foi um dos meus melhores ataques, mas tive medo de ferir minha mãe com ele por isso contive minha técnica, sabia que ela era um oponente forte mas não que possuisse tamanha habilidade, aquilo certamente me surpreendeu, mas é esse o preço que se paga por ser mãe e esposa de filhos de licaon, você é obrigado a saber lutar mais do que os outros se quiser manter-se vivo contra os caçadores e o mundo que ainda nos teme devido ao rei Licaon e a escritores idiotas de história de terror.

-Hã o quê????? Foi o que pensei com a agilidade e contra ataque de minha mãe ou melhor minha instrutora, ergui um dos meus braços para que eu pudesse bloquear o ataque mas não fui ligeira o suficiente, o golpe me fez ver estrelas por uns dois segundos. Preciso recuar um pouco.

O golpe me fez girar mas aproveitei para efetuar alguns saltos em forma de estrelas laterais, como faz um lutador de capoeira e depois um salto acrobático para trás normal e depois outro para assim me recompor, logo me coloco novamente em posição de guarda, observando minha instrutora de cima em baixo.

Em pensamento eu falava comigo mesma:

-Sei o que pretende mãe, me ensinar a ser feroz independente do oponente, isso é vital para qualquer um que tem sangue de lobisomem nas veias, pois bem darei meu próximo ataque e será com muito mais intensidade.

Mesmo por debaixo do colante negro meus corpo com caracteristicas lupinas (com direito a pelôs) estavam se tornando mais agressivo em sua aparência, as poucas partes a mostra como meus braços, meu cabelo comprido que era liso mas agora era volumoso como o de uma loba defendendo sua matilha, meus olhos que ainda possuiam traços mais humanos algora possui a determinação de um predador, se minha mascara não estivesse escondendo meu rosto até minhas presas poderiam ser vistas afiadas.

-Se quero ser digna de ser chamada "Santa de Aço" é usar o simbolo sagrado de toda guerreira que é a sua máscara, devo ignorar laços de parentesco, me perdoe minha mãe.

Nesse momento vi o sorriso meigo dela em minha mente, para depois logo esqueçe-lo. Queimei meu Cosmo, uma aura de fogo timida tornasse muito mais intensa e se expande quase tornando tudo em volta em vermelho, pequenos lampejos de relâmpago correm por meu ventre e se espandem entre os braços e pernas em forma de chamas.

-QUE MEU CORPO SE TORNE UM MARTELO E DEFINA ESSA BATALHA.

Com um salto eu giro meu corpo afim de aplicar um poderoso chute, uma voadora.

-MARTELO DO JULGAMENTO.

OFF: F1+F5 (Ponto de Destino)+H2+F1 (Ataque Especial Básico)+1d6=

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Galahad
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Galahad » 17 Fev 2015, 20:35

Tenzi

Tenzi prestava atenção ao mapa quando este era indicado por "Rena", a distância indicada parecia ser possível de ser feita no tempo indicado, ainda que um grande esforço. Já usara seus poderes para viajar, mas não em ritmo forçado, embora já tenha usado em treinos, nos quais o teleporte evitara que caísse para sua morte ao usá-lo no momento certo.

"Acho que isso será uma chance de testar mais meus limites."

O jovem continuava a escutar as instrução de seu mentor, as quais revelavam uma "missão" a ser cumprida fora de Jamiel: derrotar um inimigo desconhecido e fazer com que ele recobre a razão. Aquilo era algo que deixava Tenzi um pouco curioso, pois não sabia quem aquela pessoa seria, ou a importância dela, mas se seu mentor pedira para a ajudar, assim faria; ficava também curioso sobre como se comunicaria com a entidade sem intermédio de Rena, talvez encontrasse a resposta para isso ao ter contato com a pessoa que há tempos não vê, a qual poderia ser a pessoa que estava "perdida".

"Esses são mistérios que devo descobrir com o tempo."

Quando "Rena" partia, Tenzi levantava e ia terminar de arrumar suas coisas para a viagem, o que incluía algumas mudas de roupas, alguns objetos para lhe lembrar de casa, mas nada que pudesse se tornar um fardo durante a jornada. Com as preparações feitas, o jovem fazia uma rápida prece, e ia dormir, para ter certeza que acordaria na hora certa.

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Inoue91
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Inoue91 » 18 Fev 2015, 14:24

Carlos

Uma aventura épica, era isso o que Carlos estava vivendo nesses últimos dias, acostumado a ver situações semelhantes nos jogos de videogame que jogava, onde o herói saia de sua monótona vida para ingressar em uma aventura a qual mudaria totalmente a sua vida, era exatamente isso que estava acontecendo com o brasileiro. Ele estava na Grécia através de um programa da universidade que estudava onde ele estudaria em ambos os países e no fim receberia um diploma duplo, mas o seu foco mudou totalmente quando tentou ajudar uma garota que estava sendo atacada, ele sentia-se um pouco mal por isso afinal ele estava sendo bancado pelos impostos que a população brasileira paga e até então ele não havia sequer pisado na universidade de Athena.

— Realmente uma pena - Dizia enquanto olhava para a Urna em suas costas — Espero que Katia saiba dizer o que realmente esteja acontecendo aqui. — Coçou uma de suas têmporas e com o rosto levemente enrubescido perguntou. — Lá dentro do vulcão, você escutou tudo o que eu disse enquanto eu estava tendo aquela visão ? Ou tudo o que aconteceu, ocorreu dentro da minha cabeça ?

Fechou os olhos ao sentir o vento fresco bater em seu rosto, aquela sensação lhe era agradável, jogou o cabelo para traz, e caminhou ao lado de Mika, pensou por alguns segundos iniciar uma conversa, mas preferiu ficar em silencio, aproveitou este tempo para observar a ruina da cidade que ali existia, Carlos estava cansado e suado, tudo o que ele queria agora era voltar para o seu quarto, tomar um bom banho e dormir, para que no dia seguinte fosse até Katia e ver se conseguia respostas da bibliotecária.

Mas para sua felicidade, as suas perguntas poderiam ser respondidas naquele exato momento, pois o Pégaso negro aparecera novamente, Carlos sorriu ao ver ele sobre o telhado de uma das casas, quis correr em sua direção mas se conteve, ficou estático apenas observando os movimentos do animal alado, olhou para o lado e viu que Mika estava sem reação, sem falar nada, apenas com um alegre sorriso no rosto, caminhou até o Pégaso, ao se aproximar dele, colocaria a urna que estava em suas costas no chão, olhou para o céu em buscas das estrelas que formavam a constelação de Pégaso, respirou fundo e novamente tentava acariciar o animal.

— Vejo que você voltou, quer me mostrar algo ? Ou Reconsiderou aquela proposta que fiz dentro do vulcão ?

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Nulo
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Nulo » 19 Fev 2015, 00:19

Cecilia

— Um coliseu? — Não conseguia conter o espanto com o comentário de Safira, surpresa com o local das apresentações. — Essa universidade me assombra.

Cecilia então partia para o banho, imaginando como seria as apresentações e o local destas. Lembrava-se dos coliseus que lera em diversos romances, onde gladiadores lutavam nessas arenas pela glória, vida e liberdade. Embora não fosse o Coliseu de Roma, ambientação e fonte de inspiração de diversas obras literárias, seria interessante conhecer a retratação do mesmo pela Universidade de Atenas.

Ao contrário da noite anterior, não houve sensação nenhuma, o que a deixava feliz. Talvez fosse mesmo problema de aterramento. Junto ao som da água do chuveiro caindo, ouvia algo similar, talvez fosse...

— Chuva? — Comentava quando saía do banheiro e escutava Safira mencionar o tempo fechado, impressionando-se como os seus sentidos estavam afiados, o que levava a um outro problema. — Será que o coliseu é à céu aberto?

Partia para o armário, decidida a mudar a roupa que preparara mais cedo em virtude do imprevisto. Optava por um vestido chiffon plissado de cor branca cuja bainha fica um pouco acima da altura dos joelhos, material bastante leve e agradável de usar. Para não deixar as pernas expostas, optava por usar meia-calça preta mais grossa de fio 40. Para os pés, escolhia um par de botas pretas de couro coturno para dar uma tração maior em superfícies mais escorregadias, visto que a chuva se aproximava.

— Terei de comprar um guarda-chuva. — Coçava a bochecha, desconcertada. Não esperava que fosse chover tão cedo assim. Vasculhava os seus pertences, tateando com cuidado as placas anexadas nas golas de cada indumentária. Embora estivesse cega por um tempo considerável, ainda não havia se acostumado 100% em ler com os dígitos. — Acho que essa peça já ajuda.

Sorria, pegando um sobretudo plissado de gabardina cor marfim, a bainha deste na altura da metade das coxas. Seria útil para proteger o corpo da chuva e caso a temperatura ambiente do coliseu ficasse quente demais, poderia ser removido com facilidade. Terminava de arrumar-se, checando o horário após um comando vocal no celular. Checava a bengala rapidamente enquanto aproximava-se de Safira.

— Conseguiu encontrar o caminho? — Perguntava para a brasileira, visto que ela estava manuseando um mapa mais cedo. — Vamos? Acho que será fácil encontrar esse coliseu. Deve ser enorme!

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