Ato 0 ~ Prefácio

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Inoue91
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Inoue91 » 19 Set 2015, 22:43

Carlos

— Está querendo me embebedar Safira ? — Comentava ao ver sua prima começar a preencher sua taça, pegando-a logo em seguida e dando um pequeno gole

Katia estava escondendo alguma coisa, mas o brasileiro não sabia dizer o que, enquanto pensava notava que ela voltava com uma gigantesca taça, ela parecia ser pesada, mas a bibliotecária não aparentava ter dificuldade para carrega-la, colocava sua taça sobre a mesa e escutava o que Katia tinha a dizer. Poder ver dentro da taça se os desejos seriam realizados ? Por mais interessante que aquilo fosse era algo que Carlos não gostaria de fazer.

Afastava o rosto de modo que não conseguisse olhar para dentro da taça

— É uma proposta muito interessante, mas eu irei nega-la. Saber o que vai acontecer no meu futuro pode acabar influenciando em algumas escolhas, sem contar que perderá toda graça é como a frase daquela animação "O passado é história, o futuro é mistério, o agora é uma dádiva e por isso se chama presente ".

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Keitarô
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Keitarô » 20 Set 2015, 14:00

Tenzi

Agni adentrou a água apenas quando Tenzi já estava lá atrás, coberto pela fumaça da água quente/morna. Mais tranquila, sentou-se molhando os braços robóticos e constatando que não conseguia juntar água com as mãos para se molhar — os fios de água escorriam por entre as brechas metálicas. Talvez já devesse se sentir agradecida por ter braços, de toda forma, quem funcionassem na água mesmo sendo metálicos.

— Não muito, eu geralmente prefiro banho com chuveiro, é mais fácil para mim — e mergulhou o rosto, deitando de bruços, para esfregar um pouco os cabelos longos. Algum tempo depois voltou, respirando ofegante.

Pelo barulho que Tenzi ouvia, ela se esfregava usando uma bucha ou algo assim, e em certo momento ela retirou a toalha e a jogou contra a superfície da água. Estava aparentemente mais à vontade. Até deu uma risadinha em certo momento.

— E você? Na sua casa os banhos são sempre assim? É diferente, mas é bem confortável. Dá uma sensação de segurança estar coberta por água e vapor por todos os lados…

Agni suspirou, levantando e juntando os braços ao corpo, sentindo o calor e o prazer do momento. Uma pequena onda circular começou a partir de si, para os lados, aquecendo ainda mais as águas. Ela percebeu (e Tenzi também) e imediatamente sentou-se sem forças, apenas a cabeça para for da água, ofegante.

Amaretsu

O tiro foi certeiro e pareceu ter alvejado o invasor, no meio de seu salto para atingir a muralha. Falhando no ato, o inimigo bateu contra a parede e arrastou-se até o chão como um inseto. Curvou-se em dor aparente e caiu inerte. Logo foi circulado pelos soldados que se aproximavam, e também por Amaretsu, que vinha chegando depois com seu próprio esquadrão. Aparentemente aquele era realmente o alvo. Amaretsu, de antes, tinha a sensação de que se tratava de uma mulher, mas agora não saberia mais dizer. Precisava interrogá-la, se estivesse viva, ou pelo menos descobrir alguma pista de seu corpo, caso tivesse levado algo consigo dali.

Os outros soldados aproximavam-se com cuidado, mirando suas armas, curiosos. Um arriscou chegar e chutar o corpo quase inerte, arrancando um grito de dor feminino. O soldado riu e continuou chutando, e os outros pareciam começar a entrar naquele clima violento, quando Amaretsu, com seus sentidos mais aprimorados, enxergou um movimento derradeiro: o inimigo retirava algo do cinto que usava, uma espécie de controle, e apertava um botão. Um "bip bip" pôde ser ouvido pela amazona de aço, que não teve tempo para avisar ninguém.

O inimigo explodiu, uma bola de fogo azulada envovlendo tudo ao redor. A onda de choque fez com que Amaretsu parasse para tentar se equilibrar e não ser jogada para trás. Parte do muro próxima caiu com a explosão, e quando a luz sumiu, deixando apenas a poeira, os olhos atentos da guerreiro perceberam que todos os soldados ao redor do inimigo, assim como ele, haviam sido consumidos pela chama. Não era uma explosão normal: era cosmo. O inimigo levou consigo todo o suporte chamado por Amaretsu, com exceção dos três que estavam com ela, mais atrás.

Carlos e Cecilia

Enquanto Cecilia se preparava para olhar, Carlos comentou seu ponto de vista sobre ver o futuro. Kátia riu divertida, e manteve-se calada até que todos tivessem olhado.

Cecilia, mesmo utilizando-se dos sons da própria respiração e da conversa em tom baixo dos outros, não pôde enxergar nada a não ser a superfície levemente trêmule da água. Pela falta de manifestação dos outros (Safira e Saja, e a própria Kátia), não havia sido muito diferente para elas também. Carlos nem sequer desejara ver.

— Na verdade, eu só trouxe para caso vocês desejassem beber algo fora vinho. Mas não nego que gosto de simbolismos, e esta taça, que está mais para um jarro, possui um simbolismo interessante.

Ela descruzou as pernas e começou a explicar, colhendo um pouco de água com a própria taça e bebendo.

— Existe uma lenda sobre a Constelação de Taça, que por coincidência é uma das constelações protetoras de Cecilia. A versão popular da lenda já é bem conhecida, mas há uma segunda versão, que é a que eu mais gosto, de onde vem isso que eu lhes disse. É dito que Atena comemorava suas vitórias bebendo sempre do mesmo cálice, e que certa vez lançou este cálice às estrelas. Aquele que ver seu próprio reflexo na superfície da água deste cálice, verá seu futuro. Este cálice é a própria Constelação de Taça. Bonito, não?

— É bonito mesmo! Acho que vou gostar de ler um pouco sobre minha constelação, então… — disse Safira, observando ainda a água da taça gigante. Colheu um pouco de água com sua taça e bebeu em um gole só, como se aquilo tivesse algum significado místico.

Saja fez o mesmo, mas calada. Estava perdida em muitos pensamentos.

— Nossa, está tarde — disse Kátia. — Amanhã eu não estou certa se vocês duas terão aulas, mas Carlos terá aulas com Saja a partir das 8h. Acho melhor voltarmos, não? Antes, porém, eu gostaria de ver o seu mapa astral, Saja. Algum problema se os outros verem também?

— Claro que não, Kátia, que mal haveria?

O procedimento, então, foi repetido. Todos observaram da saleta enquanto Saja permanecia no centro do mapa astral, e ao comando de Kátia as luzes se guiaram mostrando o signo da mulher: Leão, todas as estrelas acesas. Não havia constelação secundária, também. Kátia sorriu, distante.

— Vamos então? — cochichou ela para todos, enquanto começava a desligar tudo para levar Carlos, Saja, Safira e Cecilia de volta para seus dormitórios. Carlos foi deixado em sua casa, em Rodório, Safira e Cecilia foram entregues à Universidade (já era tarde da noite, mas os guardas fizeram vista grossa pela presença de Kátia) e Saja foi levada à sua estadia temporária por Kátia por último.

(OFF: fiquem livres para última ação antes de dormir. Na próxima ação já será o outro dia.)

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Galahad
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Galahad » 20 Set 2015, 23:06

Tenzi

Tenzi se esfregava usando uma bucha deixava ali, tirando a poeira daquela viagem, como também limpando alguns de seus machucados, os que ainda estavam aparentes pelo menos, ainda que não tivesse recebido (muitos)cortes. Era uma boa sensação a água naquela temperatura tocando seu corpo, além que lhe trazia lembranças de casa, dos banhos que tomara com na sua comunidade, aquela sensação de família com as pessoas.

— Não exatamente assim, e não temos isso que você chama de chuveiro. Nas nossas casas há têm banheiras individuais, pegamos água de uma fonte para usamos, mas também há um banho coletivo, o qual usamos algumas vezes na semana. — dava uma curta pausa, submergindo o corpo, levantando o tronco pouco depois.— é algo que aproxima as pessoas, aumento o sentimento de família que temos entre nós, e ajuda a preservar a água.

O jovem então sentia aquela movimentação da água, vinda de Agni, assim como a temperatura da água elevando-se, assim como Agni sentando-se de novo na banheira. O jovem levantava, pensava em se aproximar, preocupado que algo pudesse ter acontecido com a companheira, mas parou de imediato, achava que ela teria gritado se algo se grave tivesse acontecido, e a ver dentro do banho iria ser uma quebra de confiança.

— Agni? Aconteceu alguma coisa? Precisa da minha ajuda? Senti algo vindo dai, pareceu um cosmo...será que seu cosmo está começando a despertar? — caso ela não respondesse, ou respondesse pedindo ajuda para ele, Tenzi pegava a muda de roupa que recebera, e tentava seguir na direção dela, tateando com a mão que segurava a roupa, a fim de cobrir a moça, e fechando os olhos com a outra. — Já estou indo, Agni.

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Pontus Maximus
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Pontus Maximus » 22 Set 2015, 16:24

Amaretsu:

Aquela maldita levou dois tiros e ainda sim resistiu, meus amigos começaram a "brincar" com ela, contra um inimigo honrado eu diria para parar no entanto era uma assassina fria que estava ali, até um ninja tem mais respeito por seus inimigos em seus ataques furtivos do que aquela desconhecida mulher. Quiz fazer parte da "brincadeira" eu quis dizer "chutem mais forte" mas não tive chance e nem minha natureza lupina permitiu que eu fosse mais rápida para poder avisá-los do perigo.

A bomba cósmica explodiu levando a maioria dos meus amigos consigo e junto com o muro, aquilo me deixou perplexa e fez meus pelos ficarem com um aspecto mais agressivos por onde eles podiam ser vistos (pelas frestas da armadura de aço). Não era apenas um roubo e sim uma invasão de larga escala possivelmente aconteceria, se for tenho que ser rápida, e principalmente, não ter dó de terroristas e políticos corruptos. Fui junto com os dois sobreviventes que estavam comigo para ver se havia alguém que poderia ser salvo, que Deus nos ajude e que ele nos proteja, em especial a mim de mim mesma pois aquilo me fez crescer um sentimento maior do que a misericórdia pelos caídos, mas levantou minha ira contra o mandante daquele ataque. Enquanto eu mesma tratava de alguém (se houvesse alguém) eu olhava para o ponto principal da explosão em busca de pistas e para o muro que havia caído, eu não sou oficial superior mas naquele momento eu era sim uma, ser líder não é fácil então eu quero que alguém assuma meu posto o quanto antes.

-Para todos que estão me ouvindo, eu Amaretsu acabo de testemunhar a queda de vários de nossos irmãos e amigos, uma terrorista se infiltrou e tirou de nós algo valioso, mas nos somos Soldados de Aço, autoridades que carregam a justiça aos justos e a espada como vingança contra os malfeitores. Unidades internas cuidem do diretor e de modo algum deixem que levem o artefato.

E Continuei:

-Quem quer que tenha feito isso mandou um recado ou esta logo as portas e preciso de reforço na muralha leste que caiu. Nossos inimigos não se preocupam com inocentes então não há razão para alimentar misericórdia ou medo pois somos melhores, eles vão restituir 4 vezes mais o que nos tiraram e ainda sim faremos com que caiam muitas e muitas vezes mais, eles tiraram alguns dos nossos, nos vamos tirar todos deles. E até que algum Oficial Superior em comando apareça eu digo para vocês. Estão autorizados a usarem de violência extrema contra quem com cara de suspeito se aproximar de nossa base.

-Terra..... Terra pode me ouvir? Acorde os pilotos quero cobertura aérea no perímetro e quero agora, quero outros com ela para dar reforço, quero um terceiro time comigo para formamos uma equipe de busca e destruição, sem prisioneiros ou direitos humanos, uma varredura de um raio de 60 quilômetros, se aparecer algum inimigo que os insulte, declare guerra, se lhe atacarem com paus e pedras, respondam com armas nucleares. Nossos irmãos de armas não vão ter uma morte a toa.

-Donzela de Ferro.... Fuzil.

Fiz da arma do meu braço ter caracteristicas de uma arma automática de grosso calibre caso alguém passe por aquele muro caído ira cair também.

OFF: 1d6(medicina de combate)+H2+Visão no Escuro, Visão Aguçada e Ver o invisível. Total 10 Pm's.

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Nulo
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Nulo » 23 Set 2015, 18:47

Cecilia

Cecilia imitava o gesto das outras garotas, usando-se de sua taça para coletar e beber da água ali contida. Precisava hidratar-se após as diversas taças de vinho.

— Lenda interessante, mas um poder desses parece perigoso. O conhecimento do futuro acarretaria diversos problemas nas mãos erradas, não?

Comentava, repousando a taça na mesa e pegando o livro de sua constelação para si. Puxava o celular para confirmar o horário quando a diretora mencionava estar tarde, contendo um bocejo com uma das mãos e seguindo para presenciar o mapa astral da professora de Carlos. Não conseguiu visualizar o mapa do mesmo jeito que quando estava no centro do mesmo, mas pela reação dos outros, apenas Leão. O que isso significava?

— Vamos.

Na viagem de volta, mantinha-se em silêncio, tentando equilibrar o sono com os pensamentos que não paravam de aflorar em sua mente. Estava com o saldo negativo, tecnicamente, com mais perguntas do que respostas, mas pelo menos aprendera algo novo, como a sua constelação protetora. O que ela representaria ainda não sabia, mas talvez a leitura do livro a ajudasse. Kátia com certeza estava escondendo algo, mas não era o momento certo para pressioná-la. Talvez algum momento à sós...

— Bastante interessante, não? — puxava conversa com Safira após chegarem no quarto do dormitório feminino, repousando sua bolsa e o livro de sua constelação no cômodo próximo à sua cama. — Ainda acho esse conceito de constelação protetora bastante estranho. Como que ela fez aquilo? Não como se pudesse reclamar, visto o que está acontecendo comigo esses dias...

Sentidos aguçados, espíritos, cosmo...a hora de desvendar tudo aquilo iria chegar. Dirigia-se então ao banheiro, onde tomava um rápido banho antes de deitar-se em sua cama.

— Exagerei hoje, espero que a ressaca não seja tão ruim, haha. Boa-noite, Safira.

A cama parecia confortável, o corpo estava mole e a sensação de sono era cativante, o que a fazia apagar rapidamente. Poderia tentar ler o livro com mais calma no dia seguinte, principalmente se as aulas forem suspensas. Visitar Sara, também.

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Inoue91
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Inoue91 » 25 Set 2015, 21:28

Carlos

Carlos ainda mantinha distancia para não olhar diretamente para dentro daquela estranha taça, não queria estragar as surpresas que o futuro lhe traria, olhou com o canto dos olhos para taça após ouvir que nela continha apenas agua sendo assim o brasileiro se aproximava para encher a sua taça, mas ainda sem olhar diretamente para ela pois estava desconfiado por conhecer o jeito brincalhão de Katia, tomando um gole logo em seguida.

" Simbolismo.... Algo me diz que alguma coisa por traz disso é verdade, afinal a alguns dias atrás eu enfrentei criaturas mitológicas sem contar o fato de que defendemos a Deusa Atena, então se ela existe as chances desta taça existir são altas."

Finalmente havia chegado a hora a qual Carlos estava esperando, agora ele iria poder ver o mapa astral de sua professora e tirar sua curiosidade de uma vez por todas, antes de prosseguir para saleta terminava de tomar a agua que estava em sua taça e a repousava a mesma na mesa porem o resultado fora um pouco decepcionante, Saja possuía o mesmo signo porem não possuía nenhuma constelação secundária.

Por morar ali perto sua viagem de volta acabou sendo bem rápida, ele havia pensando em puxar um assunto para conversar, mas quando iria fazer isso acabou chegando em sua casa. Ao ser deixado em sua casa Carlos despedia de todas ali presente, mas antes de sair do carro perguntava para Katia.
— Katia, como faremos amanhã ? Eu irei de carona com você ou Sofia irá me acompanhar ? Se possível eu gostaria de ir com Sofia ela me enganou direitinho hoje de manhã o que acabou me dando ainda mais vontade de ganhar dela em uma corrida.

Antes de dormir, andava até o banheiro, voltava até o quarto, procurava alguma coisa, o que era? procurava uma roupa intima, assim como calças e camisa, para depois se dar a procurar uma toalha... novamente retornando ao banheiro então... despindo-se, pendurando a toalha, e colocando suas roupas em algum devido lugar, ligava o chuveiro e adentrava na agua assim tomando um relaxante banho.

Após banhar-se e vestir-se caminhava até a cozinha onde prepararia um misto quente o qual comeria junto a um copo de leite quente, logo após esta refeição ajustava o alarme de seu celular e o colocava para recarregar assim finalmente deitava em sua cama onde dormiria.

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Keitarô
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Keitarô » 04 Out 2015, 18:44

Tenzi

— N-não, está tudo bem… eu acho?

A mulher se abaixou, e Tenzi conseguia ver a silhueta através da cortina de fumaça. Não via detalhes, mas percebia Agni na água, um pouco amedrontada, segurando os próprios ombros, de perfil. Parecia com frio, embora a água estivesse quente e agradável para Tenzi. O rapaz sentiu-se observado por Agni, que parecia ponderar algumas coisas. Suspirou, e recomeçou a falar, o tom de voz levemente envergonhado.

— Isso… acontece às vezes, quando estou… bem, quando estou triste — ela então sentou, e a água cobriu seu corpo inteiro, deixando apenas do nariz para cima para fora d'água. Pareceu ficar mais confortável assim. — Eu lembro de algumas coisas do passado, e fico enfurecida, e essa onda de calor acontece. É uma sensação boa, mas também dói; eu preferiria não ter as lembranças que as provocam. É só que agora foi diferente… eu não lembrei de nada, e mesmo assim aconteceu… mas agora estou lembrando de tudo de novo…

Agni começou, então, a choramingar. Tentava segurar o máximo possível, emocionando-se de maneira discreta. Quando a situação ficou difícil de esconder, ela mergulhou o rosto na água e permaneceu assim por alguns segundos, voltando com os cabelos inteiramente molhados. Pegou a toalha que boiava e tentou, com as mãos metálicas, enxugar um pouco o rosto. Virou um pouco o rosto para Tenzi, os olhos meio baixos, e a boca crispada.

— Você… você não tem uma história triste em seu passado? Você sempre esteve bem? Por favor, diga que é parecido em alguma coisa comigo…

Amaretsu

Em algum tempo, alguns soldados haviam chegado para fazer uma barricada improvisada, enquanto outros iam se distribuindo para formar uma defesa no local. Não havia sobreviventes da explosão, o que provavelmente enfureceu Amaretsu ainda mais. Havia um clima pesado entre os outros soldados, que inclusive olhavam Amaretsu com certa seriedade e talvez até medo. Entendiam a perda, mas mantinham-se em silêncio depois da mensagem relativamente ríspida.

Atendendo ao pedido de Amaretsu, surgiu alguém em armadura diferenciada, vermelha, conhecida da jovem lupina. Era Kaguya, sua mãe. Com o rosto coberto mesmo, em função da chuva, a mulher se aproximou da filha e, em tom militar e disciplinado, começou:

— Soldado, relatório objetivo da situação interna: o líder está instalado na ala hospitalar e descansa. Os médicos estão investigando a natureza do envenenamento, mas ele não corre risco imediato. Uma reunião será feita para decidir as formas de encontrar um antídodo. Pode ser difícil por nossa natureza isolada, sem contatos.

Kaguya então circulou Amaretsu algumas vezes, observando a expressão e os trejeitos da soldado.

— Soldado, seu relatório. Quero disciplina no relato, não fúria.

Cecilia

No quarto, Safira compartilhou da ideia de que tudo havia sido muito diferente do que imaginava. Ela também tinha curiosidade em ler o livro das constelações, e também não sabia como os efeitos físicos da sala aconteciam. Concluiu que a tecnologia avançava realmente muito rápido naquele século.

Cecilia, por causa da leve embriaguez, logo adormeceu. Safira ainda conseguiu passar cerca de uma hora acordada, lendo, com a luz do celular, algumas páginas do seu próprio livro.

Carlos

Kátia combinou com Carlos, então, que não o levaria de carona no dia seguinte. Tentarei avisar Sofia que desse ao rapaz uma carona no dia seguinte, e por algum motivo Carlos sabia que a diretora conseguiria. Era, afinal, Kátia, e passava uma segurança diferente, de que tudo ficaria bem em qualquer situação.

Ambos

Quarto de enfermaria. Uma tensão no ar. Havia mais duas ou três pessoas ali, uma delas deitada na cama. O rosto indecifrável, mas longos cabelos ruivos. Sorria. Cecilia e Carlos sabiam que estavam ali.

— Lamento, dessa vez eu não poderei ir… mas da próxima, com certeza irei. Deveria conhecer mais da batalha, agir diretamente. Esse fardo sobre apenas vocês… eu não queria.

Não havia problema algum, nisso. Mesmo sem saber o porquê, aquele era o dever de ambos, o faziam por amor. Por recompensa a algo que não lembravam, mas que era ao mesmo tempo muito antigo e muito recente.

A imagem, então, mudou para um campo de batalha. Chuva, terreno lamacento, uma montanha próxima. Carlos golpeava com um chute giratório alguém que também estava em pleno ar, concentrando energias grandiosas para um ataque final. Cecilia, no chão, estava coberta por energia e se preparava para um último ataque, um choque de energia que cumpriria o objetivo final. Havia uma pessoa no chão, mais atrás, caída. Ao longe, alguém chegava correndo em disparada, pouco conhecida — mas não desconhecida.

Lá em cima, sobre todos, duas metades de um mesmo item giravam, embebidas de energia negra. Na montanha ao lado havia um cavaleiro sentado, meditando e interrompendo aquele ciclo negro de alguma forma.

Era manhã quando os dois acordaram. Para Cecilia, Safira já havia acordado e recebido a notícia de que não teriam aula.

Já para Carlos, Sofia batendo à porta foi a responsável por acordá-lo.

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Galahad
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Galahad » 05 Out 2015, 15:18

Tenzi

— Tudo bem, Agni, ficarei onde estou.

Tenzi ficava mais tranquilo ao ver ela se mexendo, pois estava preocupado que aquele estranho acontecimento tivesse sido mais grave, ao ponto dela não poder se movimentar. Mas esse não era o caso, visto que não apenas ela tinha se abaixado, como também o observava, o deixava o jovem um pouco sem jeito, por não saber o que ela estava pensando.

"Será que há algo que eu posso fazer? Eu queria ter mais tato com as pessoas..."

O cavaleiro permanecia no mesmo lugar,não querendo deixar a garota mais constrangida do que ela deveria estar, visto a situação em que estavam. Escutava o que ela tinha a dizer, tentando entender mais aquela pessoa que não apenas lhe acompanhara até ali, mesmo com todos aqueles estranhos acontecimentos, como também Agni se tornara alguém importante para Tenzi, e ele sentia-se triste ao vê-la assim, e não poder fazer nada para ajudar. Talvez pudesse tentar ir com ela até algum dos cavaleiros de ouro, de preferência Atlas, em busca de uma ajuda, levando-se em conta o cosmo que sentira dela.

Tenzi, então ficava em silêncio por alguns segundos após Agni perguntar mais sobre ele, se ele sempre esteve bem daquele jeito, e ficava assim também ao ver o jeito em que ela estava no momento, sem saber o que responder, como responder. Ao reunir forças, Tenzi segurava um de seus cotovelos com a mão do outro braço, e começava a falar, de inicio num tom baixo, aumentando a voz depois.

— Eu não sei se posso dizer que tenho uma história triste, Agni...eu nunca perdi alguém por exemplo, não de forma trágica pelo menos, já perdi amigos, e mesmo meu irmão mais velho pois ele partiram de Jamiel com a intenção de não voltarem. Mas acho que nem sempre estive bem, quando eu comecei a despertar esses poderes eu comecei a me sentir sozinho, e até mesmo um pouco rejeitado... — Tenzi agora abraçava segurava ambos os cotovelos, enquanto olhava para Agni — ainda que pessoas na minha comunidade me tratassem com respeito, era fácil perceber uma mudança na forma de me tratar, era como seu eu tivesse me tornado uma pessoa diferente, não mais o jovem que cresceu com eles, que brincou junto, levou algumas broncas, que por conta das minhas habilidades eu não poderia mais fazer coisas normais com eles, e isso me fazia isolado.. — ficava novamente em silêncio por alguns segundos, lembrando de quando deixara de ser Tenzi para se tornar alguém diferente para as pessoas —..,acho que é um pouco egoísmo mesmo o que vou falar, mas um dos motivos que fiquei feliz em lhe conhecer e viajar com você até aqui é o jeito que me trata, mesmo com toda essa esquisitice, você ainda permaneceu comigo, e por isso eu grato.

Agora Tenzi permanecia em silêncio para que Agni respondesse, caso ela quisesse.

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Pontus Maximus
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Pontus Maximus » 05 Out 2015, 17:23

Amaretsu:

Bati continência para a minha superior, naquele momento não era hora para chama-lá de mãe por uma questão de ética e lógica.

-Senhora, sim Senhora...... Este é o relatório, alguém deixou uma mensagem em meu quarto dizendo para ir ter com o Diretor Gracus, seja quem for falou a verdade e parece ser um dos nossos que fez isso. O Diretor estava tenso e ansioso por respostas e me solicitou ajuda, com minhas energias reativei o artefato e pedi para ele se manter em um local seguro. Mas um ataque surpresa de uma mulher desconhecida no alto de uma das guaritas o atingiu, me propus a persegui-la e a alvejei 2 vezes, na primeira ela caiu da guarita e na outra em plena perseguição, mas mesmo com balas de Sniper ela demonstrou uma resistência acima de um padrão humano é como se eu tivesse acertado duas vezes um elefante e ele mesmo assim resistisse.

-Enfim, em seu último suspiro ela se auto-explodiu como uma terrorista e seu cosmo matou boa parte de meus colegas de acadêmia, meus amigos a quem tenho por irmãos. Então decidi responder a altura, deve haver mais desses terroristas que usam cosmos para se explodirem pela "causa" seja ela qual for. O Muro caiu e temo uma invasão, seja quem for temos que ir atrás deles antes que venham contra nós com mais forças.

-Aguardo suas Ordem Superior Kaguya.

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Inoue91
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Inoue91 » 08 Out 2015, 00:38

Carlos

Batidas secas em sua porta faziam com que Carlos despertasse tendo assim seu estranho sonho interrompido, ele olhava para o relógio que ficava em cima do criado mudo e percebia que havia perdido a hora, sem tempo para tomar café da manhã saia da cama em um único pulo, trocava rapidamente de roupa, pegava sua mochila e então corria até a porta, abrindo-a.

— Bom dia Sofia, me desculpe, acabei perdendo a hora.... Pronta para nossa corrida ? Desta vez aquele seu truquezinho não irá funcionar então se quiser vencer é bom ter outra carta na manga hehe.


Uma coisa ficava na cabeça de Carlos, ele se perguntava o que poderia significar aquele sonho, seria uma visão do futuro ? Quem eram aquelas pessoas naquele quarto de enfermaria, principalmente aquela ruiva deitada na cama, poderia ser uma futura companheira amazona ? Cecilia era a única pessoa a qual o brasileiro reconhecia. E por fim a parte da batalha, com quem estavam lutando ? A situação parecia estar séria, todos estavam dando o máximo de si, e o que era aquilo sobre todos pareciam ser dois estranhos artefatos giravam embebidas em energia negra, tudo ainda estava muito confuso, talvez Katia pudesse ajudar a interpretar este sonho.

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