Ato 0 ~ Prefácio

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Nulo
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Nulo » 08 Out 2015, 00:50

Cecilia

— Unnn...

Cecilia despertava ainda torpe, levantando o tronco e apoiando as mãos na cama para sentar-se.

"Sonho diferente, esse."

Ficava naquela posição recapitulando as cenas em sua mente e sorria levemente ao lembrar-se dos pedidos de desculpas da garota ruiva. Talvez fosse um jeito do espírito comunicar um pedido de desculpas em sua mente por não ter surgido ontem à noite, mas por que o brasileiro estava lá? Uma vontade ferrenha de subserviência, amor, combates estranhos... Seria esse o seu futuro? Essa energia que a cobria, todavia, era bastante surreal. Seria o cosmo que a diretora mencionara?

— Safira?

Cecilia então focava em sua respiração e batimentos cardíacos, expandindo as ondas e vasculhando o quarto atrás da brasileira, quando a porta abria e Safira aparecia, mencionando que não teriam aula.

— Bom-dia. Uma pena, mas por um lado, podemos ler os livros com mais calma. — a alemã então saía da cama, espreguiçando-se e alongando-se. — Serei rápida, um momento.

A loira então tomava banho e arrumava-se para o café da manhã no refeitório e depois deste, acompanharia Safira para ler os livros, se ela quisesse, ou apenas servir de companhia. Depois do almoço tentaria ir à enfermaria para ver como Sara estava e comprovar uma teoria.

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Keitarô
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Keitarô » 11 Out 2015, 01:50

Tenzi

Tenzi podia vê-la, agora. A fumaça de vapor parecia ter aberto um pouco, e o rosto não tão distante assim de Agni era claro. O olhar, agora curioso, a toalha sobre os cabelos molhados; ela continuava sentada, de maneira que apenas do pescoço para cima estava para fora da água.

— Entendo… me faz ter um pouco de arrependimento por também ter reagido de maneira ruim… quando você usou as energias na minha frente pela primeira vez — ela afundou um pouco na água, cobrindo a boca, e olhou pensativa para o espelho cristalino. Levantou um pouco a cabeça apenas para falar. — E você sequer me tratou mal por eu não ter braços normais, como todos os outros. Você é sábio, Tenzi, ou pelo menos muito educado, hahaha.

Glub, glub, ela soprou dentro d'água, pensativa. Já virada para o jovem, passou a evitar um pouco o contato visual direto. Pareceu ter ficado sem ter o que falar momentaneamente, olhando para os lados, perdida em pensamentos.

— Bem, isso nos liga sim, me desculpe por… reagir de forma exagerada às minhas tristezas. Todos têm suas próprias batalhas, né? — e tendo dito isso, pôs-se de bruços, sem que para tal tenha precisado se levantar ou sair da água; apenas girou o corpo. Começou então a nadar, aproximando-se lentamente de Tenzi, mas tinha certa cautela. Parecia querer se aproximar, mas sabia que não poderia, por causa do local. — Isso realmente manifestou minha curiosidade, sabe? Como se faz para concentrar e usar o próprio… Cosmo?

A água parecia ter esquentado mais, e a cortina de fumaça voltou a se formar, mas Agni ainda estava visível porque havia se aproximado alguns metros. Graças ao calor, a garota estava com o rosto um pouco vermelho.

Amaretsu

Kaguya escutou estática o discurso de Amaretsu, as gotas de água batendo contra o metal das duas armaduras e escorrendo sem ser absorvido por nenhuma das juntas e dobras.

— Entendido, soldada Amaretsu. As ordens por enquanto são de tentar estabelecer a ordem causada pela invasão, levantando uma barreira temporária na avaria causada e reforçando o patrulhamento nesta área e no entorno do quartel. Não iniciaremos, nesta tempestade, ataque a um inimigo invisível. Precisamos saber no que estamos mirando. A madrugada será de vigia, e aguardaremos a melhora do diretor para tomar uma decisão mais ostensiva, a não ser que o ataque se repita, entendido?

Com uma continência, Kaguya se retirou para repassar a ordem a um guerreiro de patente também superior, responsável por coordenar o trabalho de improviso de barricada. Este designou que outros soldados espalhassem aquela informação, e logo todos os guardas responsáveis pela vigilância estavam avisados, assim como outros soldados que foram convocados para a missão extraordinária. Havia um sentimento ruim no peito de Amaretsu, um pressentimento que a qualquer momento uma batalha estouraria, e que não seria possível defender o local com aquele pensamento mais calmo e reacionário. No entanto, quem era o inimigo a se mirar os canos de armas? Por precaução, um punhado de batedores foi enviado para checar o entorno, alguns deles inclusive tendo participado do primeiro ataque, junto com Amaretsu.

Choveu a madrugada inteira, e não houve ataque algum. No dia seguinte a equipe de construção da nova muralha improvisada foi trocada, e antes do almoço a reconstrução em aço e concreto recomeçou, por trás da barreira improvisada. O trabalho era rápido e muito bem observado por vários lados, de várias formas (incluindo câmeras). A não ser que estivesse invisível e imóvel, não havia mais inimigos notáveis, ali. O artefato havia sido guardado em um cofre subterrâneo, uma câmera de vigilância constatando sua presença o tempo inteiro. Amaretsu, após uma refeição breve, o diretor, que ainda estava internado, mas já se encontrava consciente, convocou-a ao setor hospitalar para uma conversa/reunião. Kaguya também seguiu. A mulher deu o relatório completo ao homem que, apesar do semblante firme e forte, parecia abatido.

— E Nike, onde está Nike?

— Está guardada junto aos tesouros, no cofre mais baixo — Kaguya aproximou-se, mostrando através de um dispositivo de observação portátil que a metade de Nike estava sendo observada o tempo todo, segura.

— Entendo… acredito que seja a hora, então, de entrarmos em contato com nossos irmãos em armas. Amaretsu, você tem uma nova missão. Preciso que o Santuário nos escute novamente. Este ataque, e esta nova informação com relação a Nike… eles nos escutarão. Precisa ser o mais rápido possível.

Carlos

— Tu não gostarias de conversar um pouco, em vez de apenas correr? Teu semblante não é o mesmo de ontem. Algo com certeza ocorreu e alterou teu senso cotidiano.

Enquanto caminhavam, Sofia, de tempos em tempos, parecia prestar atenção especial no que Carlos dizia. Ela virava o rosto e parecia observar o rapaz — mas era difícil de saber exatamente o que ela estava fazendo, pois a máscara que usava cobria a face da mulher inteiramente. Era difícil entender como era possível ver através da máscara, pois mesmo os olhos eram cobertos. Provavelmente tratava-se de alguma técnica de cosmo que toda amazona precisava desenvolver, relacionada aos sentidos.

— Kátia entrou em contato comigo para avisar que talvez tu te atrasasses. Foi por isto que, em verdade, vim mais cedo. Temos mais tempo que ontem, e não precisamos correr. Leste algo do livro que te foi entregue por ela? Até onde sei, poucos tiveram o direito de ler sobre as próprias constelações, de maneira que este livro é um registro não só histórico, mas bibliográfico. Eu li sobre meu signo, Virgem, e se possuísse o conhecimento de minha outra constelação protetora, se a tiver, adoraria visitar a biblioteca para isto.

Talvez não fosse tão ruim assim contar a Sofia sobre o sonho. Ainda que ela fosse apenas uma aprendiz, o que fazia de Carlos um guerreiro de patente militar superior a ela, Sofia era provavelmente mais velha e parecia ter mais conhecimento que ele.

Cecilia

Já arrumada, quando Cecilia deitou na própria cama, foi surpreendida por Safira que também deitou ao seu lado. A cama era espaçosa para ambas, mas era a primeira vez que a brasileira se aproximava com este nível de intimidade, fora os abraços característicos. Safira transmitia muita alegria e empolgação com o próprio livro, a constelação de Touro.

— Você ainda chegou a abrir os seus livros, né? Não sei se é porque me empolguei com a possibilidade de algum sentido astrológico… sei que é muito esoterismo, mas quando abri o livro, que mais parece uma enciclopédia, né, senti arrepios. Ontem folheei e folheei, mas não comecei ainda a ler na ordem correta. Pulei todo o fundo histórico e mitológico da constelação, hahaha!

Ela abriu o livro mais para o fim, e folheou as páginas amareladas (mas grossas), procurando por algum texto específico. Encontrou e sorriu, mais quieta. Estava novamente arrepiada.

— Eu não sei se a diretora sabe exatamente o que há nesses livros. Sabe, não há apenas informações sobre constelações aqui, Cecilia. Fico me perguntando como serão os seus, porque são dois! Touro tem informações muito legais. Eu leio para você, você disse que estava conseguindo ver algumas coisas, mas é melhor não esforçar tanto assim, não quero que passe mal usando um sentido que ainda nem sabemos o que é, tá? Vou ler este trecho para você, do meu livro. Daí você tira suas conclusões.

Ela então sentou-se encostada na parede do quarto, colocou o livro entre as pernas e olhou sorridente para Cecilia, a expressão certa de que surpreenderia a amiga. Pigarreou e começou:

"O cosmo dos protegidos por Touro é um paradoxo imprevisível. Tem sempre grande potencial, é muito explosivo, mas guarda tal potencial nas profundezas do coração. A necessidade e o dever o fazem explodir, e esta é a marca principal deste Santo de Ouro."

— Não sei ao certo do que ele está falando. Estranho, não? Na verdade, comparado ao texto da primeira parte do livro, este aqui parece meio tremido. É difícil de ler, mas com um certo esforço as palavras começam a ficar normais. Enfim.

"Um dos golpes repassados geração a geração dos Santos de Touro consiste em usar tal potencial guardado em explosões repentinas e inesperadas. Durante toda a história, diversos cavaleiros de Touro ostentavam ataques advindos de posições defensivas, muito rápidos, consistindo em uma explosão de cosmo que em seguida já se contia em si mesma, voltando à posição defensiva."

— Engraçado, eu sempre pensei que conseguiria derrotar o Carlos desse jeito. Ele sempre ganhava de mim do jeito normal. Mas se eu ficar defendendo e me aproveitar de uma única brecha, descarregando toda a minha sede de vingança… acho que acerto um mata-leão! Entendeu? Mata-LEÃO! Hahaha!

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Pontus Maximus
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Pontus Maximus » 11 Out 2015, 16:07

Amaretsu:

Bato continência para minha superiora que no caso era minha mãe, participei depois da vigilância reforçada nas muralhas derrubadas, eu também vi amigos próximos sendo colocados em sacos pretos, alguns deles mais tímidos ou quietos, outros engraçados e extrovertidos, a sensação em meu peito era ódio por quem mandou uma suicida fazer o que fez, mas tive lucidez suficiente para fazer uma oração em silêncio pedindo a Deus que conforte as famílias (caso alguns deles a tenham) e que leve suas almas em paz nos braços dos Anjos.

Com meus sentidos aguçados a noite inteira eu tentei observar o lado de fora tentando encontrar alguém, naquele momento eu queria briga, estou com vontade de usar a Donzela de Ferro (como chamo minha armadura) em um combate misto entre tiros e golpes, minha espada elétrica e meu fuzil ficaram prontos a noite toda, e os pingos de chuva faziam subir uma pequena fumacinha da lâmina por causa da energia.

Em Pensamento:

-Pra mim não será surpresa nenhuma se o pai voltar e ter deixado seu "focinho crescer" (um termo que usamos quando nossas formas alternativas ficam mais parecidas com a do rei licaon), e essa mascara que uso agora irá se tornar inútil toda vez que eu me transformar por assim dizer. Serei uma besta de metal? eu não sei se isso acontecerá. Só sei que isso não vai ficar sem respostas, meus amigos, Michael, Yuri, Nicholai, Naiobe, Pato Roco, Galo Cego....... eles eram legais mas eu não serei nem um pouco legal com quem fez isso, sei que meu dever é fazer justiça sem carregar ódio pelo inimigo, mas ainda não estou pronta pra fazer a separação, gostaria de ser como o apostolo quando em fúria disse: "Que seu corpo seja destruído mas que sua alma se salve"......... Mas por hora eu quero destruir a ambos tanto corpo como alma de meus inimigos.

No dia seguinte a luta que eu queria não aconteceu, não tive muito tempo de descanso mas tive o bastante para ir ter com o Diretor. Ouvi cada palavra que ele me disse e prontamente eu respondi.

-Sim Senhor partirei imediatamente, mas como vou encontrar o Santuário se ele é escondido por forças sobrenaturais ou cósmicas?

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Galahad
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Galahad » 13 Out 2015, 00:16

Tenzi

O jovem cavaleiro ficava mais tranquilo ao ver a mudança em Agni, dela olhar para ele com curiosidade, para depois ficar pensativa, era uma mudança positiva para aquele ar triste que estava ainda pouco, e não eram apenas esses fatos que o tranquilizara, como também o riso dela quando falava sobre ele ser sábio então muito bem educado.

— Não acho que você tenha reagido de maneira ruim aos meus poderes, ruim seria se você tivesse gritado ou me chamado de monstro ou algo assim, ao ver eu nos transportando para um outro lugar e lutando daquela forma.

Tenzi respirava fundo, fechando os olhos por um tempo, lembrando da primeira luta séria que teve, a primeira missão em sua jornada, aquilo era algo que ficaria para sempre em sua mente, especialmente a parte em que a armadura reagira a ele, também fora naquele momento que entendera mais sobre o Universo a sua volta.

— Na verdade, eu não achei seus braços algo assustador ou estranho, achei eles interessantes, algo que nunca vi antes, embora lembrem a proteção de braço de uma armadura, eu fiquei com vontade de saber mais sobre a pessoa por de trás deles, e parece que essa foi uma boa decisão.— dizia o jovem com um sorriso um pouco mais animado, contente pela mudança no clima. — Hehehe, eu não sou exatamente sábio, e não sei dizer se sou educado, você foi a primeira pessoa sem ligação direta ou indireta com Jamiel que eu conheci, as vezes fico sem saber como agir ou não agir.

O jovem pegava a bucha que estava usando antes, ainda que não a usava para se esfregar, mas penas empurrava ela na água, como se estivesse movimento um barco na água, embora ele mesmo só tenha visto barcos em livros. Sua atenção voltava-se para Agni quando a moça falava com ele, e se aproximava, pelo menos tentava, dele. Tenzi ficava pensativo por uns segundos, pensando no que fazer, não sabia se deveria ou mesmo conseguira fazer aquilo que pensara, mas tentaria.

— Não se preocupe com isso, Agni, cada um reage de forma diferente, o importante é não se vencer, você passou por muito, e ainda vive sua vida ao máximo e isso mostra força. Eu acho que você tem bastante potencial para usar seu cosmo, eu aprendi que cosmo está ligado a não apenas os nossos sentidos, como também ao sentimentos, a usar ambos para sentir a conexão que o cosmo faz entre os seres vivos e universo que nos cerca, para então exteriorizar. — repetia, ainda que longe de perfeitamente, aquilo que aprendera em seus treinos com "Rena". — Eu posso te ensinar um pouco agora, mas preciso que confie em mim, pois vou lhe fazer um pedido incomum — dizia coçando um dos cotovelos — Eu vou me virar, ainda sentado aqui, e gostaria que você recostasse nas minhas costas, sei que é um pouco estranho, ainda mais onde estamos, mas prometo que não vou me virar, esse contato ajuda na transmissão do cosmo e também em outro aspecto.

Tenzi ficava sem silêncio, esperando a reação de Agni. Sabia que aquela era uma situação complicada, sabendo o que ela passou, e que era pedir muito ao considerar que eles não se conheciam muito bem. Ela aceitando, Tenzi logo tentava começar o "treino" da melhor forma possível, embora não soubesse totalmente o que fazer.

— Eu agradeço o voto de confiança, Agni, vamos começar por mais básico, preciso que você feche os olhos, e primeiramente se concentre na respiração, tente respirar no mesmo ritmo que eu, esse é um dos motivos que eu pedi para recostar em mim. — ele mesmo fechava os olhos, tentando espirar mais calmamente, a fim de tanto ajudar no treino quanto para acalmar Agni — Tente expandir seus sentidos, escute a água ao nosso redor; sinta a temperatura dela; o cheiro dos sais no banho; tente sentir o que há ao redor, mas sem usar os ouvidos ou a pele. — enquanto dizia isso, Tenzi começava a liberar seu cosmo, tentando o transmitir de forma pacifica, envolvendo seu corpo, tentando o transmitir para Agni. — Tente sentir o cosmo que estou liberando agora; lembre-se do que sentira ainda pouco, mas se foque em sentimentos bons em vez de ruins para você.

O jovem esperava conseguir ensinar algo para ela, pois ele mesmo era um aprendiz, não exatamente alguém apropriado para ensinar. Caso Agni não recostasse nele, Tenzi ainda fechava os olhos, controlando sua respiração, emitindo seu cosmo, dizia que como o cosmo reagia aos sentimentos e vontade da pessoa, que o ponto não era suprir os sentimentos, mas os controlar, os usar como combustível para o cosmo.

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Nulo
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Nulo » 16 Out 2015, 21:27

Cecilia

Cecilia fazia nenhuma observação ao sentir Safira deitar-se ao seu lado, apenas inclinava a cabeça para o lado com uma expressão de dúvida que logo dava lugar para um sorriso. Embora estranhasse o gesto, não via necessidade de afasta-la e nem reprimí-la: não via uma intenção oculta ali.

— Ainda não, bebi vinho em demasia na noite anterior, hehe, mas irei recuperar o tempo perdido agora. Vejamos...

A alemã balançava a cabeça em negação, um sorriso desconcertado em sua face. Escutava os comentários da brasileira sobre o teor dos livros e logo puxava um dos seus, preparando para checar seu conteúdo quando a mão de Safira encontrava seu pulso, parando-a.

— Ah, tudo bem, então. Tomarei cuidado.

A loira decidia então ouvir o conselho da brasileira, tentando "desligar" seu radar temporariamente e focar apenas na audição. Embora tivesse já um dia de experiência, era fato de que a origem desse sentido era bem estranha, então seria melhor "desativá-lo" em situações cujo o mesmo não seja necessário, como essa. Repassava os seus livros para a brasileira, ficando na cama de bruços com os braços e as pernas cruzadas, atenta.

— Cosmo...você percebeu durante a visita ao santuário ontem as auras que envolviam a tudo e a todos? Kátia mencionou algo sobre isso logo quando chegamos ao nosso destino. Sua aura ficou um pouco mais "vivida" quando você mencionou seu desejo. Santos de ouro, isso soa bastante estranho.

A loira balançava a cabeça, confusa. Santo de ouro, explosão de cosmo, posições defensivas... Lembrava-se vagamente de seu sonho e de como usava daquela energia para...combate? Seria isso o que o livro estava querendo mostrar? Seria seu sonho uma cena do futuro?

— Sede de vingança? Nossa. Cuidado para não machuca-lo...tanto, haha.

Ria da piada, levantando e sentando-se recostada a parede ao lado de Safira.

— Acho que a diretora sabe bem do conteúdo dos livros. Talvez a origem desse sentido que eu tenho possa ser explicado por um deles, por mais insano que isso soe. Sonhei até com isso, mais cedo. Eu usava da aura para...combate. Estranho, mesmo. O que será que tem nos livros das minhas constelações?

Falando isso, segurava levemente no ombro de Safira para "apressa-la".

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Inoue91
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Inoue91 » 21 Out 2015, 23:08

Carlos

O brasileiro estava animado com a sua revanche, ele tinha certeza que ganharia a corrida desta vez, mas infelizmente Sofia desta vez queria apenas conversar, ela parecia estar curiosa e queria saber o que havia acontecido já que alegava que o semblante de Carlos estava diferente, o que acabava não sendo uma má ideia pois poderia aproveitar para conhecer um pouco mais de Sofia.

— Claro, podemos conversar se assim deseja, e o que você quis dizer ao dizer que meu semblante está diferente ? Eu não estou sentindo nada de diferente — Fazia uma pequena pausa levando a mão ao queixo de maneira pensativa — Tudo o que fizemos ontem foi ver o mapa astral de minha prima, de Cecilia e de Saja, bebemos um pouco de vinho e conversamos sobre nossos sonhos.... Ah.... E também tomamos a agua de uma estranha taça gigante, Katia disse que ela podia mostrar o nosso futuro, mas eu optei por não olhar.

Enquanto caminhava prestava atenção na amazona, ele não sabia dizer se ela estava prestando atenção no que ele estava dizendo ou se ela estava prestando atenção em alguma outra coisa, a verdade é que só agora havia reparado como devia ser difícil enxergar com aquilo no rosto, em todo caso aquele parecia ser o momento certo para perguntar sobre a mascara e até sobre outros assuntos, então ele tinha mais é que aproveitar e tirar suas dúvidas.

— Sofia, poderia me dizer como que funciona esta máscara ? Para mim parece ser difícil enxergar através dela ou até mesmo impossível, mas para você é como se ela não atrapalhasse em nada, ela possuiu alguma outra funcionalidade ? Além de ajudar a proteger o rosto e a manter o código de honra das amazonas ?

Carlos ficava sem silêncio, esperando a reposta de Sofia. Esperava que ela não tivesse aquela mudada repentina de humor que ela apresentou no dia anterior, embora achasse aquilo um pouco engraçado já que o fazia lembrar de algumas personagens que recebem o título de tsunderes por apresentarem este mesmo tipo de personalidade

— Eu ainda não li, ficamos um bom tempo conversando e quando voltei para o meu quarto já era tarde, não querendo perder o horário acabei tomando um banho e indo dormir, eu já perdi muita aula e não posso perder mais por isso vou deixar para ler hoje à noite, isso se eu tiver tempo, estou cheio de tarefas para fazer, caso contrário só irei ler no fim de semana. — Fazia uma pausa para respirar e voltava a dizer— Você não sabe se possui uma outra constelação protetora ? Pensei que Katia tivesse feito a leitura de seu mapa astral, não sei se eu consigo mas se desejar posso tentar ver com Katia para ela fazer esta leitura para você, por ela ser a reitora do campus eu acabo tendo um pouco mais de contato com ela, quem sabe eu não consigo convencê-la ?

— Sofia, eu gostaria de perguntar mais uma coisa, você também tem sonhos relacionados... Como eu posso dizer.... Eu não sei a palavra exata a ser utilizada, mas neste caso irei utilizar mundo. Antes de ter conhecimento sobre este "mundo", sabe conhecimento sobre os cosmos, sobre os cavaleiros, sobre a Deusa eu não tinha nenhum sonho relacionado, mas agora quase constantemente eu venho sonhado com coisas deste "mundo", já tive sonho sobre minha constelação, sonho com um homem o qual eu ainda não sei quem é, mas tudo indica que ele foi o último cavaleiro a vestir a armadura de Pégaso o qual acabou sendo selado junto a ela, e agora eu tive este sonho que mais parecia uma visão do futuro. — Carlos tomava um pouco de folego e então contava para Sofia o sonho que tivera na noite anterior, fazia questão de contar todos os detalhes — Você sabe o que ele pode representar ? Seria uma visão do futuro ? Já que nele Cecilia aparentava ser uma amazona e até então ainda não é uma.

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Keitarô
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Keitarô » 15 Nov 2015, 11:45

Amaretsu

— Tenho um único contato dentro do Santuário que ajudará. Kaguya sabe de quem estou falando. Por favor, Kaguya, use uma das nossas linhas seguras e contacte Kátia sobre a ida de Amaretsu. Tenho certeza de que ela não vai se opor quanto souber o motivo. Quando estiver tudo certo, avise Terra. Ela está sempre de prontidão, nunca dorme, e provavelmente é capaz de enxergar a barreira do Santuário. Ajudará muito.

O diretor então suspirou e sorriu. Cochichou algo do tipo "a mudança começa agora" e, mais tranquilo, fechou os olhos lentamente. Mantendo um ritmo de respiração suave, adormeceu rapidamente, para recuperar as próprias forças.

— Ele deve estar travando uma batalha interna muito difícil — disse a mãe de Amaretsu, que ainda trajava a armadura completa, mas sem o elmo. — Vamos à sala de comunicação, Amaretsu, há uma linha específica destinada a falar com Kátia em momentos difíceis, como este. Ela é a responsável pela biblioteca do Santuário, cargo usualmente dado ao braço direito do Mestre. Pelo que estudei, este cargo é sempre ocupado por um Santo de Prata ou mesmo de Ouro, mas Kátia é uma exceção. Ela não possui armadura, e os registros não a mostram como guerreira, apenas uma estudiosa.

A chuva começava a cessar. As duas saíram da enfermaria e seguiram para uma das torres mais discretas, quase escondida entre torres maiores na região central da grande Academia. Lá, subiram escadas de pedra até uma sala extensa quase completamente vazia — guardada por dois Cavaleiros de Aço imóveis em suas armaduras. Kaguya adentrou o local acompanhada por Amaretsu e se dirigiu a uma das mesas compridas e enfileiradas, cada uma com um painel cheiro de botões e cores diferenciadas. Sentou em uma cadeira confortável e puxou uma para Amaretsu, e desfazendo a proteção de uma das mãos (a manopla se retraiu automaticamente como se fosse um origami, aguardando na forma de uma pulseira mais larga), tocou na grande tela do painel principal. Houve um pedido de senha, uma combinação rápida de letras, números e um movimento no touchscreen aos quais Kaguya sabia decorado e dava a ela o acesso de Administrador. Alguns acessos consecutivos a pastas ocultas e o perfil de Kátia era encontrado e contactado. Em alguns segundos a grande tela transformava-se em um visor, com algumas opções de chamada no canto inferior direito.

Na tela, sentada em uma cadeira atrás de uma mesa igualmente grande, estava Kátia. Cabelos muito lisos de cor violeta ou rosa, parcialmente desarrumados, expressão de sono, com poucas olheiras, e um casaco recém-colocado por cima do que parecia ser um pijama. Amaretsu lembrou-se que a Academia passara a noite em claro, e que ainda era muito cedo da manhã. Apesar disso, Kátia sorria de maneira visivelmente sincera.

— Bom-dia — a voz da mulher era suave e cheia de empatia. — Já faz muito tempo desde a última ligação. Como está a Academia?

Tenzi

Para a surpresa (parcial) de Tenzi, Agni resolveu aceitar a oferta. Ela esperou o rapaz se virar de costas e então foi até ele, recostando as costas nas dele. Eram mais ou menos do mesmo tamanho, a garota um pouco mais baixa que o cavaleiro; seu cabelo molhado encostou na nuca do rapaz, parte colando no pescoço e no começo das costas dele. Ao simples toque, Tenzi pôde sentir um calor contido dentro de Agni, o que o lembrou da época em que estava começando a manifestar o próprio cosmo.

Seguindo a meditação proposta, Agni repetiu todos os passos indicados por Tenzi. À medida que o jovem liberava ondas de cosmo, a água respondia a ele na forma de ondas calmas e calorosas se expandindo até as paredes do banheiro. Inicialmente Agni achou aquilo fantástico com os próprios sentidos conhecidos (não pôde evitar de dar uma pequena espiada com um dos olhos), mas logo tentou sentir com os olhos do cosmo, embora, claro, não soubesse ao certo como faria. Respirou fundo, pensou em sentimentos bons e tentou sintonizar-se com Tenzi.

Foi então que as ondas tornaram-se maiores. O calor de Agni aos poucos se liberava, não de forma visível, como o cosmo calmo de Tenzi, mas com certeza sensível. As ondas nas águas, semelhantes a quando se joga um objeto num lago calmo, começaram a formar pequenas ondas, até mesmo emitindo som ao se chocar contra as paredes. Pela respiração, Tenzi sentiu que, de alguma forma, Agni estava emocionada. Seu corpo tremia ao respirar, as costas quentes e arrepiadas. Ela parecia feliz.

— Então é você, jovem abençoado por Virgem, o Santo de Compasso — uma terceira voz adentrou o banheiro; ou Tenzi estava muito concentrado e não percebera a aproximação daquela pessoa, ou ela era muito boa em esconder o próprio cosmo. Não havia presença física, apenas a voz. — Seja bem-vindo ao Santuário de Atena. Esperar-te-ei na casa de Virgem, quando desejar vir ter comigo.

A voz naturalmente tirou um pouco da concentração dos dois; Agni perdeu o controle da energia cósmica.

— Ah… não pareceu com a voz de Atlas. Quem será? — perguntou Agni.

Até porque o braço de Atlas aparecia para colocar duas toalhas secas sobre um banco ao lado da entrada, sem adentrar o banheiro.

Cecilia

— Ah, você sonhou algo assim? Sabe, eu lembro de uma ou outra cena assim nos sonhos da última semana, mas realmente não lembro com tantos detalhes… Bem, eu vou ler o seu, então!

Safira pegou o livro que falava sobre peixes e começou a folheá-lo com cuidado. Encontrou uma ou outra passagem mais mitológica, e seus sentidos em diversas crenças e culturas diferenciadas, assim como nomes em outros idiomas e locais do planeta. Um pouco impaciente, correu para o fim do livro, onde achava que haveria as mesmas informações sobre "santos de alguma coisa", como no seu livro. Ao encontrar o último capítulo, porém, surpreendeu-se: havia apenas rabiscos ou páginas em branco. Havia nada para ser lido.

— Ué… não tem nada aqui! Só a primeira parte do livro. Por que será? — ela virou ao contrário, tentou enxergar através das páginas, procurando por algum segredo ou algo do tipo. Nada. — Eu não consigo ler, não há nada para ler, Safira! Será que só você pode ler? O livro de Touro também possuía algumas páginas complicadas de se ler, mas com algum esforço eu entendia. Muito suspeito. Será que o Carlos está com dificuldade também?

Ela repetiu a tentativa com o livro da Taça, mas a mesma coisa acontecia. Neste caso ainda era pior, pois o capítulo dedicado a tais informações (que costumava estar sempre na segunda metade do livro, indo até o final) estava cheia de páginas vazias ou com formas geométricas e rabiscos indecifráveis. No fim das contas, Safira não poderia ajudar muito Cecilia.

— Acho… que só você pode ler este livro, Cecilia. Eu queria ler para você, mas não posso… desculpa! Talvez haja algumas páginas em braile, ou quem sabe você consiga ler usando os sentidos novos? Tsc, e eu preocupada com sua saúde, parece que vai ter mesmo que se acostumar aos poderes novos — ela coçou a cabeça envergonhada. — Você vai ler agora? Mais tarde estou pensando em dar uma passada no clube de artes marciais, se quiser ir junto eu agradeço! Pode ser depois de visitarmos a Sara.

Carlos

— Tu pareces mais decidido. Isso é muito bom para um cavaleiro.

Caminhando em direção à faculdade, a amazona foi respondendo aos poucos as perguntas de Carlos.

— A máscara é como um voto de devoção a Atena. Escolhemos esquecer nossas vidas pessoais tornando-as serviço exclusivo à deusa da Terra. Mulheres são mais emocionais por padrão, e nos primórdios dos tempos esse código foi criado para focar tal energia sentimental na defesa do planeta, sem distrações. Algumas amazonas mais inexperientes usam máscaras com furos nos olhos, pois sentem dificuldade em enxergar. No entanto, com o tempo se percebe que Atena abençoa nossa escolha de devoção e conseguimos enxergar e respirar através da máscara mesmo não havendo furos para tanto. O melhor é que, apesar de conseguirmos respirar, venenos e outros tipos de fumaça não nos atingem.

Sobre o livro e o mapa astral:

— Eu não tenho tanta curiosidade. Penso que, se eu depender de um mapa astral para me tornar uma santa de uma constelação menor, há algo errado; eu preciso ser capaz de conquistar meu papel como defensora por vontade própria, por estar preparada para isso. Infelizmente já tenho certeza de que serei sempre uma aspirante, ou, se um dia for merecedora, uma Santa de Ouro. De toda forma pergunte à ela; não conheço o procedimento, então fiquei curiosa.

E sobre o sonho, Sofia parou e observou o rosto de Carlos por algum tempo. Em seguida voltou a caminhar, falando ponderadamente.

— É sempre muito difícil interpretar sonhos. Eles podem ser simples rearranjos do que tu vês todos os dias, agora de forma mais frequente; podem ser realmente vislumbres do futuro, ainda que nossas ações influenciem o futuro o tempo todo; ou podem ser uma visão do passado, embora nesse caso não se tratasse das personagens que você enxergou… ao menos diretamente. Agora, sobre o sonho com o Pégaso, trata-se de algo realmente curioso. Eu posso sentir que tua alma é muito poderosa, e agora não estou certa se pode ser influência do homem alado. Há lendas que falam sobre o Pégaso Matador de Deuses que foi aniquilado da existência por Zeus, alguns séculos atrás. Se ele está tentando se comunicar contigo, um grande motivo deve haver. O fato de tu seres o Pégaso Negro se encaixa perfeitamente na hipótese. Vou pensar a respeito e depois comento-te…

E, em meio à conversa, já vinham descendo a última ladeira, a faculdade à vista. Kátia, curiosamente, parecia estar chegando naquele mesmo momento, procurando algum lugar para estacionar daquele lado mesmo do campus.

— Chegamos. Tu pareces ter cada vez mais potencial a meu ver, Pégaso Negro. Que tal um treino leve mais tarde?

Acenou e iniciou a correr, sumindo ao fim da ladeira, lá em cima.

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Galahad
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Galahad » 16 Nov 2015, 21:31

Tenzi

Tenzi não ficava totalmente surpreso que Agni aceitara sua oferta, pois embora houvesse a questão do que ela passara, o Cavaleiro sentia que Agni estava ansiosa para aprender mais sobre o cosmo e outros mistérios envolvendo os cavaleiros e o Santuário. Sentir aquele calor trazia um sentimento de nostalgia a Tenzi, lembrando de quando ele mesmo começara a manifestar o cosmo. Aquela sensação de contato com Agni também trazia um certo conforto a Tenzi, acostumado a ter contato com poucas pessoas.

Por um momento Tenzi se preocupava que Agni não conseguisse fazer aquilo que ele instruíra, levando-se em conta que ele não era um mestre, como também pelo fato que ele não explicara muito bem como "enxergar com o cosmo". Por enquanto só podia tentar ensinar por exemplo, fazendo ele mesmo aquilo que pedira para ela fazer, e com isso conseguia afetar água da banheira, criando ondas.

Mas parecia que a sua explicação não fora totalmente ruim, pois Agni conseguira expandir o cosmo dela, afetando as ondas que ele mesmo criara, aumentando-as, fazendo com que provocasse som ao chocassem contra as paredes do local. E Tenzi não conseguia evitar de sentir uma certa alegria ao perceber Agni aparentemente estava feliz, parecia que tinha conseguido fazer algo bom afinal.

Quando Tenzia ia falar algo sobre isso, uma voz era escutada, não parecia vir do banheiro, a não ser se a pessoa tinha algum dom especial para se esconder. Imaginava que aquela comunicação através da projeção da voz fosse algo parecido com que sua mestra fazia para se comunicar com ele, o que ainda era preocupante, já que mostrava que mesmo dentro da casa de um cavaleiro outros ainda podiam lhe alcançar assim. Ainda sem virar, Tenzi respondia Agni da melhor forma possível.


— E-eu não tenho certeza, mas acho que pode ser o Santo de Virgem, já que informou que estaria esperando por mim na casa de Virgem. Não tenho certeza de quem seria, talvez eu possa conversar com Atlas sobre isso. — dava uma pausa, refletindo sobre isso, imaginando vários tipos de pessoas, mas não pensava de mais, voltando a falar logo depois. — E acho que seja uma boa hora de saímos, tomamos um bom banho e ainda consegui ensinar algo, o que é uma surpresa para mim, já que eu mesmo ainda estou aprendendo, talvez possamos fazer um outro treino amanhã. Eu vou ficar aqui, me avise quando eu puder sair, e não precisa ter pressa.

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Pontus Maximus
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Pontus Maximus » 17 Nov 2015, 16:41

Amaretsu:

Aquilo parecia ter saído de um filme clássico de super heróis de uma antiga editora de quadrinhos, não me surpreenderia ver toda aquela estrutura, o que me chamou apenas a atenção foi que o vinculo de aliança entres Cavaleiros do Zodíaco e os de Aço eram um pouco maior do que eu esperava, sei que tem alguns deles lá no Santuário que acham os Soldados de Aço uma Subcultura de guerreiros santos (na melhor das hipóteses), mas enquanto eu caminhava me lembrava dos momentos em que estive na enfermaria, bom saber que a assassina-suicida não era tão poderosa assim, ela mexeu num vespeiro e eu não vou deixar barato, amigos de armas caíram e tão logo eu saia daquele recinto tentarei prestar uma última homenagem a amigos que se foram mas que não cairão no esquecimento.

Minha respiração é forte, até um cego no escuro me acharia fácil somente por ela, pois a revolta é grande no meu peito, não vou deixar sem resposta é o que eu tinha em mente na maior parte do tempo.

Minha superior e mãe entrava em contato com uma mulher chamada Kátia, ela rivalizava em beleza com minha mãe mesmo estando mal arrumada e deixei que ambas falassem uma com a outra, eu tirei o capacete mas não a máscara, não sei se estava totalmente certa ou errada sobre meu gesto mas assim fiquei. Acho que de pessoas "comuns" no Santuário teremos apenas Terra e eu, ou apenas eu. Enquanto isso eu me reclinava na cadeira tentando me acalmar, dias ruins esperam por aqueles que fizeram isso com meus amigos. Apenas a principio observei e ouvi o que ambas discutiam e acertavam os detalhes.

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Nulo
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Nulo » 20 Nov 2015, 10:23

Cecilia

— Um mecanismo de proteção, talvez? Hmm...que estranho.

Cecilia então permanecia sentada na cama, cruzando as pernas e puxando os livros para si, tateando a capa de um deles com a ponta dos dedos da mão esquerda.

— Agradeço a tentativa e consideração, haha. — Inclinava o rosto levemente na direção de Safira, deixando um sorriso perfazer seu rosto. — Senti um pouco de vertigem quando consegui manifestar esse "poder" pela primeira vez, mas já estou bem melhor. Não há tanta poluição sonora aqui no dormitório nesse horário, o que é uma benção. Ontem na cantina, por exemplo, eram tantos estímulos sonoros que tive de forçar a concentração para poder conversar contigo!

A loira então abria o livro mais "problemático", constelação de Taça, concentrando os seus novos sentidos e tentando ver se conseguia lê-lo assim. Também foi o que a diretora recomendara, começar a ler pelas constelações menores,

— Sim, tentar desvendar o segredo desse livro sobre a constelação de Taça, primeiro. Ah...já tem um clube em mente? Posso acompanha-la, sim.

A alemã não entendia direito o objetivo de Safira ao querer a sua companhia ao visitar os clubes de luta, mas não decidia perguntar, visto que tinha interesse em checá-los, também, já que ficara apagada durante o evento de abertura no coliseu.

— Sabe, Safira...estive pensando. Já ouviu falar sobre fotografias Kirlian? Uma técnica de eletrografia que, de acordo com o autor, mostra a "aura" dos objetos. Isso nunca foi confirmado cientificamente, mas agora estou confusa. Sei que parece estranho, mas ontem, além de conseguir distinguir a forma dos outros através desse meu radar, eu estava vendo as auras em vocês e nos objetos lá no santuário. A diretora mencionou a palavra "cosmo". Presenciou algo do tipo ou tem algo de errado com esse "poder" que possuo?

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