Ato 0 ~ Prefácio

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Inoue91
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Inoue91 » 19 Dez 2015, 23:54

Carlos

O brasileiro mantinha uma agradável conversa com sua professora, as diferenças culturais eram grandes, mas isso não impedia que ambos tivessem uma boa conversa.

— Infelizmente eu ainda não o li, como eu acabei perdendo muitas aulas eu tenho muita matéria para pôr em dia ainda, então primeiramente eu gostaria de colocar a matéria em dia para só depois começar a ler, mas talvez no fim de semana se eu conseguir dar uma boa adiantada na lista de exercícios eu começo a ler o de Pégaso. Mas agora você me deixou curioso, o que diz a última parta do seu ?

Enquanto conversava com Saja, Carlos sentiu um pequeno mal-estar que o fazia perder um pouco de seu equilíbrio, ele levou uma mão a cabeça e a outra apoiou-se na mesa de sua professora, ao mesmo tempo sentia um estranho cosmo que uma hora aparecia e depois desaparecia, o que isso poderia significar ?

— Me desculpe Saja, senti apenas uma tontura — Olhava ao seu redor verificando se mais alguém havia chego na sala de aula, e em voz baixa continuava — Acho que isso foi obra de alguém, não sei se você conseguir sentir mas tenho um pressentimento que alguma coisa irá acontecer, caso algo venha a acontecer fique atrás de mim.

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Keitarô
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Keitarô » 22 Dez 2015, 15:19

Amaretsu
 
Amaretsu subiu até o heliporto com o pedaço de Nike que a Academia possuía. Terra já a esperava, o helicóptero ligado, mas as hélices ainda paradas. A piloto checava informações num aparato tecnológico semelhante a um tablet que sincronizava com a nave, facilitando seu trabalho de guia.
 
Pelo rádio, Kaguya desejou a ela sucesso na missão, que era mais diplomática do que marcial. Tudo, porém, poderia acontecer, então ela encerrou dizendo que oraria por misericórdia para todos os guerreiros envolvidos nesse caso.
 
— Eles enviaram as coordenadas através de uma rede segura. Aparentemente não temos como seguir diretamente ao Santuário, mas podemos parar próximo, na Universidade de Atenas. Seremos orientados quando chegarmos — Terra estava mais séria do que de costume, talvez pelo clima tétrico da situação.
 
Sem mais, as duas subiram no helicóptero, que lentamente iniciou seu giro. O silêncio imperava e a viagem foi tranquila. Irônico que acontecesse tão bem e sem intempéries num momento tão pesado para todos da Academia. Já era almoço quando o helicóptero avistou o heliporto da Universidade. Uma sensação ao mesmo tempo boa e ruim se apoderou de Amaretsu. Terra obteve permissão para pousar, mas parecia desconfiada de algo, assim como Amaretsu.
 
Tenzi
 
— Estou pensando em como tudo isso parece irreal. Já cutuquei a coxa mais de uma vez para tentar me acordar, mas parece que é verdade. Esta paz de espírito… — ela fez silêncio e fechou os olhos, e tudo que pôde ser ouvido era o canto de pássaros ao longe. — Essa energia positiva. Poderia ficar aqui para sempre e estaria feliz.
 
Parte da sensação era compartilhada por Tenzi. Além da satisfação em estar trilhando o caminho esperado por sua mestra, o Santuário trazia a ele uma sensação positiva parecida com Jamiel, mas sutilmente diferente: era maior e mais agradável, mas no fundo trazia uma desconfiança até então desconhecida. Uma ponta de insatisfação, como quando se está bem de saúde, mas algo muito ínfimo parece dizer que há algo errado ou para mudar em breve.
 
Agni continuou comentando sobre suas viagens, e como todas elas pareciam ter esse momento de conclusão e paz, mas aquele se diferenciava como sendo o melhor de todos, sem sombra de dúvidas. Ela agradecia a Tenzi por isso, e seu olhar era profundo e significativo. Logo, porém, Atlas chamou Tenzi para ter com o Mestre do Santuário.
 
— Ele veio até a casa de Áries para recepcioná-lo pessoalmente. Disse que já aguardava sua chegada.
 
Atlas acompanhou Tenzi até a parte final da casa, onde o Mestre observava o vazio através de sua máscara. O Santo de Áries deixou os dois à vontade retirando-se, e um clima de formalidade tomou conta de Tenzi. O Mestre o observou em silêncio por muito tempo antes de falar qualquer coisa, e a primeira surpreendeu o Santo de Compasso.
 
— Por favor, pode começar com o que desejar expor.
 
Cecilia
 
Derik continuou destruindo o saco de pancadas em sua mente (o instrutor mais próximo insistia em avisá-lo que determinação era bom, mas que ele poderia machucar o pulso em um soco mal executado) e não percebeu a aproximação tranquila de Safira e Cecilia. Seguindo a orientação de uma placa na parede avistada por Safira (e por Cecilia, embora de maneira diferente), as duas acharam uma sala dedicada aos instrutores. Estava um pouco vazia, mas continha a foto de todos os responsáveis pelos estilos marciais praticados ali.
 
Um rapaz de cabelo bem escuro, aparentemente mais novo que Safira e Cecilia, as recebeu enquanto bebia seu isotônico, no que parecia ser uma pausa no treino.
 
— Bom-dia! Estão interessadas no clube? Infelizmente grande parte dos instrutores e alunos está de cama. Acho que temos uma epidemia viral espalhada… em breve o setor médico deve intervir.
 
O rapaz, de nome Isaac, apresentou a grande gama de esportes combatidos oferecidos pelo clube de artes marciais, que parecia realmente muito bem consolidado — nada mais justo, já que estávamos falando de Grécia, conhecida por suas guerras antigas. Os estilos próprios do lugar eram muito requisitados, mas havia instrutores conhecedores de vários tipos de artes.
 
— Ah, realmente o nosso clube peca um pouco pela falta de suporte maior aos com necessidades especiais. Temos apenas uma instrutora em disfisen e outras modalidades assim, e era também foi pêga pela virose. É a Sara. Ela atua geralmente no clube de esgrima, mas a verdade é que já rotacionou por boa parte dos esportes praticados aqui, embora seja discreta e não goste de aparecer, sabe?
 
Safira na hora soltou um riso. Algo a dizia que aquilo era esperado, embora não entendesse o por quê.
 
Carlos
 
— Meu livro fala sobre Cavaleiros, Carlos! — ela controu o tom de voz para que sua animação não fosse descoberta por eventuais transeuntes, embora não houvesse muitas pessoas andando pelos corredores àquela hora. — Fala sobre a história dos guerreiros de Leão, sobre seus feitos, suas técnicas. Depois você vai ler, porque também é de Leão, mas imagino que o seu livro de Pégaso também fale sobre eles. Acho que Kátia está tentando me convencer a treinar e me tornar uma amazona… já faz algum tempo que eu parei com o treinamento de Taekkyon…
 
Ela levou a mão à cabeça quando Carlos comentou sobre a tontura. Olhou ao redor, e depois à porta, e então suspirou, aparentemente melhor.
 
— Eu também tenho sentido desde que cheguei à Universidade. Achei que era ressaca de ontem, mas… então estas pontadas e esta sensação estranha é a presença de um… Cosmo? — ela falou novamente mais baixo, curiosa. O olhar distante para a porta, focou então no relógio da parede e depois as cadeiras vazias. — Vou cancelar a aula, ninguém deve vir. Vamos investigar o que está acontecendo aqui.
 
Ela saltou da mesa e escreveu no quadro usando pincel que a aula havia sido cancelada pela abstenção de alunos. Saja estava realmente curiosa, Carlos notou que a professora até se arrepiava. Ela parou, pensativa, o indicador sobre os lábios.
 
— Acho que me empolguei. Não sei como procurar isto que estamos sentindo. Como começamos?
 
Mesmo que tentasse se concentrar em uma direção, a sensação chegava aos dois meio difusa, sem uma informação precisa de localização. Talvez com alguma exploração fosse possível encontrar o foco do Cosmo, aproximando-se de onde estava sendo emitido.

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Galahad
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Galahad » 23 Dez 2015, 21:39

Tenzi
 
A resposta surpreendia Tenzi de início, pois não achava que Angi achara o local tão bom assim, que estava em paz ali, pensava que a amiga estava achando aquele lugar estranho demais, talvez até ameaçador. Ficava contente que este não era o caso, que Agni dividia parte daquilo que ele mesmo sentia, a paz daquele lugar, assim como a sensação de propósito. Mas ele não conseguia deixar de lado aquela sentimento que algo poderia dar errado a qualquer momento, só esperava que fosse que pudesse ser mudado.

O jovem continuava a escutar Agni falando sobre suas viagens, sem interromper os relatos, tanto por querer saber mais sobre as jornadas da companheira, quanto por achar que era algo que fazia bem a ela, lembrar dos caminho que percorrera até àquele momento. Tenzi estava para dizer que não era necessário agradecer, pois fora ela que decidira ir até o Santuário, o Cavaleiro apenas mostrara que existia aquele caminho para se seguir, mas era interrompido por Atlas antes de o falar, em vez disso apenas falava para Agni que logo voltaria.
 
"O que acontecerá agora?"
 
Enquanto seguia para ver o Mestre do Santuário, Tenzi ainda estava surpreso que um alguém tão importante quanto o Mestre se deslocará para o ver. O jovem Cavaleiro se prostava diante do Santo de Virgem, não olhando para ele diretamente, e começava a falar num tom de profundo respeito.


— Eu fico honrado que tenha vindo até aqui, Mestre. Eu vim ao Santuário para não apenas continuar meu treino como Cavaleiro, como também poder ajudar na luta pelo bem deste Mundo e da deusa Atenas. — o jovem dava uma pausa, tomando fôlego e coragem para o que iria dizer a seguir. — E sei que pode ser muito para pedir isso, mas gostaria que Agni pudesse ficar aqui no Santuário, talvez treinar comigo, ou pelo menos ter algum treino.

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Nulo
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Nulo » 25 Dez 2015, 00:08

Cecilia

— Muito obrigada pela apresentação, Isaac. Já tenho uma ideia de quem procurar, então. Espero que a origem dessa virose seja encontrada e dirimida logo, para o bem de todos nós.

Cecilia despedia-se com uma breve reverência, afastando-se e deixando Safira à vontade para conversar sobre qual arte marcial ela tinha interesse em praticar, o que a alemã julgava ser boxe. Enquanto isso, ficava a pensar e sorrir com a descoberta de que Sara seria a mais adequada para o treinamento de alguém como ela. A alemã coçava a cabeça levemente envergonhada, visto que não ajudou a esgrimista com sua discrição na apresentação no coliseu. No mais, o destino realmente pregava peças, tamanha a coincidência de todos esses eventos, fora essa endemia que espalhara em um momento bastante peculiar.

"Tenho a impressão de que há algo extremamente errado com a origem dessa virose..."

Não como se pudesse fazer algo para ajudar, infelizmente. A loira então passava o tempo analisando todos ali com seu radar e procurando Derik com seus sentidos de uma boa distância para entender o que acontecia com ele sem atrapalhar o seu treinamento. Tinha de ter uma razão para essa mudança, mas qual? Ficava assim por um tempo até Safira retornar.

— Bem-vinda de volta, Safira. Encontrou alguma arte marcial que a agrade? Caso queira permanecer por mais tempo, sem problemas, eu consigo encontrar meu caminho à enfermaria e encontramo-nos mais tarde.

Não queria ser um incômodo para Safira caso essa quisesse ficar mais tempo no clube, então dizia essa "proposta" antes de partir em direção à enfermaria.

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Inoue91
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Inoue91 » 27 Dez 2015, 00:49

Carlos
 
— Sobre cavaleiros ?... Entendo.... — Dizia em um tom desanimado enquanto levava a mão esquerda ao queixo de forma pensativa — Se o livro conta a história dos guerreiros de Pégaso eu terei que dar uma lida, tem um antigo cavaleiro de Pégaso que eu preciso saber mais a respeito, e quanto você começar a treinar e virar uma amazona eu sou a favor, você vai gostar.

Ao ser questionado sobre aquela estranha sensação que pairava sobre o ar, Carlos apenas concordava com a cabeça e em seguida complementava em voz baixa.

— Sim, isso o que está sentindo é a presença de um cosmo, eu tenho muita coisa para aprender ainda, mas até onde eu sei com o cosmo somos capazes de despertar outros sentidos, se não me engano este agora que estamos sentindo é o sexto sentido, um sentido que todos que tenham despertado o seu cosmo possuem, com ele podemos sentir, medir cosmos alheios, prever perigos e entre outras coisas, eu realmente tenho que ler mais a respeito... Não seria melhor avisarmos Katia ? Talvez ela consiga nos ajudar, ou prefere irmos por conta ?

Ao ver que Saja cancelou a aula Carlos pegava sua mochila que estava em cima da carteira e a vestia.

— Talvez se nos concentrarmos podemos conseguir localiza-lo que procuramos, outro detalhe é que alguém com o treinamento certo consegue esconder o seu cosmo, mas como estou sentindo ele de vez em quando não sei dizer se é ele falhando em esconder o cosmo ou eu que não o treinamento adequado para sentir sua presença. Talvez se dermos a mão um para outro e concentrarmos para unirmos nosso cosmo, poderemos potencializa-lo o que poderá facilitar em nossa busca.

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Keitarô
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Keitarô » 27 Dez 2015, 23:31

Tenzi

— Ela ficará, com certeza. O cosmo dela é crescente e necessita de orientação. Um despertado em mãos erradas torna-se um inimigo, e não queremos isso. Normalmente, nem mesmo eles, ainda que não saibam.

O Mestre caminhou circulando Tenzi, como se quisesse observá-lo em detalhes. De alguma forma Tenzi sabia que o Mestre sorria por debaixo da máscara, e sentiu certa empatia pelo Cavaleiro de Ouro. Sabia, de alguma maneira, que ele talvez fosse rígido ou pouco social com outrem, mas essa fachada parecia não existir totalmente com o Cavaleiro de Bronze, talvez por serem protegidos pelo mesmo signo zodiacal.

— Atena já está nesta Terra, Tenzi de Compasso. É nosso dever protegê-la, e tu deverás ir o quanto antes para esta missão sagrada. Soldados, uma Amazona e um Cavaleiro de Bronze foram enviados antes para tanto, mas sem sucesso. Estão desaparecidos. Tal mistério terá de começar a ser resolvido por ti. No caminho, descobrirá irmãos de armadura, amigos. Pedirei a Atlas que acomode tuas coisas e as coisas de Agni num dormitório específico para os guerreiros. Após conhecer o local, partirás. Está certo assim?

A Roda do Destino começava a girar. Tenzi, agora Cavaleiro de Compasso oficializado, recebia sua primeira missão.

— Teu destino se encontra na Universidade de Atenas. O Santuário fica numa região elevada afastada da cidade e oculta por uma barreira de cosmo posta e mantida pela presença distante de Atena desde épocas mitológicas, e a Universidade é um dos primeiros locais urbanos a se encontrar seguindo do Santuário para o perímetro urbano. Por favor, chegue antes da noite. Tenho um mal pressentimento, e eles não costumam falhar…

Cecilia

Enquanto Cecilia esperava por Safira, pôde checar, sem aparecer abertamente para quem treinava do lado da academia, o desempenho de Derik. O rapaz continuava socando e chutando o saco de pancadas a toda força, embora o cansaço já se fizesse presente e ele já não tivesse mais a mesma explosão e velocidade de antes. O rapaz ainda golpeou algumas vezes até parar e colocar as mãos sobre os joelhos, ofegante. Algo curioso então aconteceu: ao fazer menção de voltar a golpear, Derik levantou a coluna e prostrou-se em guarda. Pareceu concentrar-se em um direto, e Cecilia pôde ver uma aura ao redor do rapaz, mais forte ao redor do braço de ataque. Houve certa tensão, e então a energia pareceu se desfazer, com Derik golpeando o saco com bem menos potência que antes. Ele terminou rindo, abraçando o saco, satisfeito.

— Acho que por hoje é só… deu pra cansar bastante. Instrutora, deixei minhas coisas no vestiário, então vou direto pra lá, ok?

Uma rápida checada ao redor dava a Cecilia a noção de que não poderia fugir do encontro com Derik, a não ser que seguisse no corredor que continha o salão de instrutores e lá entrasse. Havia mais portas no corredor, incluindo duas no final, que eram os vestiários feminino e masculino. O tempo de pensamento foi o suficiente para Derik avistá-la. Ele se surpreendeu com a presença da alemã ali, aparentemente, mas sorriu e acenou quando passou.

— Oi, Cecilia, tudo certo? Veio conhecer o clube? As aulas de arquitetura foram suspensas por um tempo, então eu estou vindo treinar todas as manhãs. Vou tomar um banho e mais tarde a gente conversa, tá certo?

E assim ele passou, assobiando baixo. Safira chegou logo depois. Observou o rapaz entrando no vestiário pouco depois que saiu da sala onde Isaac estava, mas preferiu não comentar nada aparentemente.

— Então… tudo bem se eu ficar por aqui? É que quero conhecer os instrutores para me decidir. Estou em dúvida entre boxe e muay thai, talvez MMA. Eu te alcanço depois!

Assim, Cecilia seguiu procurando a enfermaria. Embora usasse a bengala, podia enxergar com relativa facilidade os locais por onde passava, com o bar do objeto no chão e o ruído de fundo do ambiente. Não foi difícil encontrar o caminho da enfermaria partindo daquele prédio. Tão cedo, Cecilia percebeu que a maior parte dos funcionários ainda estava tomando café da manhã ou preparando prontuários e coisas do tipo, então ela conseguiu acesso ao quarto de Sara com uma autorização oral apenas do vigia ("Ouvi dizer que ela está bem melhor, pode ir lá, não tem problema"). Ao entrar na sala, Sara estava sentada, acordada, olhando para a porta. Os olhos estavam distantes. Ela sorriu.

— Bom-dia… Taça — ela olhou para um criado-mudo próximo com uma jarra de água e uma taça ao lado. —, não consigo me mexer direito. Sei que você não tem total controle da visão, mas poderia tentar me dar uma taça d'água, Cecilia? Estou com sede…

Carlos

— Acho que faz sentido. Vamos tentar então? Depois de investigar um pouco nós comunicamos a Kátia.

Ela foi e fechou a porta da sala de aula. Então voltou e deu as duas mãos para Carlos, sem pensar muito a respeito. Fechou os olhos e suspirou, mas percebeu que não sabia o que fazer e observou o jovem para tentar imitar o que ele fazia. Logo os dois estavam se concentrando na sensação, Carlos tentando aumentar o alcance de seu cosmo utilizando-se da energia de Saja para potencializar a leitura intuitiva que fazia. Não obteve muito sucesso, mas a sensação tornou-se mais presente.

— Também estou sentindo. E se tentarmos fazer isso de vários lugares?

Saja então começou a correr puxando a mão de Carlos para rapidamente procurarem por outras regiões. A primeira escolhida, a dois minutos de caminhada dali, foi o pequeno corredor da biblioteca, ainda fechada àquela hora. A Universidade estava um tanto quanto vazia, pelos alunos e funcionários adoentados, então a cena não precisaria ser explicada a muitos caso fossem vistos. O procedimento, meio que guiado por Saja (que tinha também curiosidade em saber mais sobre aquele dom ou poder) foi repetido inúmeras vezes, por mais de duas horas. Cada meditação era agradável e parecia dar mais pistas a respeito, o cosmo dos dois mais entrelaçados e cada vez maiores. Foi perto do coliseu que pareceu vir a maior pista, pois ao realizar a concentração conjunta escondidos no lado oculto do monumento, a sensação de cosmo tornou-se constante e talvez suplicante.

Vinha de baixo. Algo embaixo do coliseu, debaixo da terra, parecia querer chamar atenção.

— Agora sim eu concordo com você. Talvez seja bom falar com Kátia. Droga, estou com fome — ela sacou o celular para ligar para a diretora, mas não teve sucesso. — Ela não atende… quer comer algo antes?

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Galahad
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Galahad » 28 Dez 2015, 21:50

Tenzi

Tenzi ficava feliz em ouvir as palavras do Mestre, pois agora sabia que Agni poderia ficar no Santuário, ter um lugar para se encontrar, só esperava que a amiga pudesse se adaptar ao local, assim como que ela quisesse ficar ali o tempo necessário para o treinamento, visto que ficar no mesmo local por muito tempo poderia ser ruim para alguém acostumada a fazer longas jornadas.

Ao chegar e encontrar o Santo de Virgem a sensação que Tenzi sentia era um pouco desconfortável com ansiedade, mas isso passava ao sentir, de alguma forma, que o Mestre sorria, e que este não era totalmente formal com ele, embora o Santo de Compasso fizesse questão de ser o mais educado possível, visto o quão baixo estava na hierarquia comparado ao Cavaleiro de Ouro. Mas ainda era um conforto está com o representante do seu signo zodiacal, alguém que tinha algo em comum com ele, embora o outro Santo fosse alguém que representasse o que Tenzi deveria ser.

Tenzi então escutava do Santo de Virgem sobre Atenas já está na Terra, assim sobre como servos do Santuário foram enviados para encontrar com Atenas, mas eles acabaram desaparecendo, um caso que ele teria que resolver, felizmente teria ajuda de outros Cavaleiros nessa missão. Escutava também sobre suas acomodações e de Agni no local, que conheceria antes de partir.

— Eu agradeço vossa gentileza, Mestre. Eu irei conhecer o local para partir logo em seguida, visto a importância desta missão, e farei de tudo para a cumprir.

Em seguida escutava do Mestre que deveria seguir para um local chamado Universidade, um local urbano, o tipo de lugar que Tenzi não estava acostumado, mas que não poderia evitar para sempre, visto seus deveres com o Santuário e Atenas.

— Assim eu farei, Mestre, eu só preciso de instruções para chegar no local, pois a única cidade que conhece é Jamiel, será um pouco complicado eu chegar lá sem saber o caminho mais adequado.

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Pontus Maximus
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Pontus Maximus » 30 Dez 2015, 17:11

Amaretsu:

Me apoderei mais uma vez daquele artefato, ou parte dele pelo menos, dois desejos me tomavam o tempo todo, um era o de estar sempre com Nike para conseguir mais conhecimento, e outro desejo era o de me afastar cada vez mais pra longe daquela peça.

Cumprimentei Terra sem dizer nenhuma palavra, não queria muita conversa naquele momento pois a visita ao necrotério me fez mal, porém eu precisava vê-los mais uma vez ainda que esteja-se todos mortos. Mesmo com Nike encoberta e protegida as vezes eu olhava de canto de olho para ela, sempre com os dois desejos, porém meditei melhor e decidi que quanto mais longe eu ficasse daquela peça antiga, melhor seria para mim, as visões e memórias em minha mente por causa dela me deram uma nova perspectiva de combate, lutar sem dó do inimigo, o mau não respeita limites e a única linguagem que eles entendem é como se diz "a linguagem da bala".

Uma viagem tranquila, algo que eu não esperava muito, mas quando pousamos em terra firme parece que alguém já nos espera, alguém que não sei se é amigo ou inimigo.

-Terra, você esta sentindo o mesmo que eu? Me empreste o Binóculos e mantenha sua Sniper a mão, qualquer sinal de algum batedor me alerte pois eu não vou deixar que escape, qualquer coisa partimos para o Plano B, eu detenho o inimigo mas se ele for mais forte você completa a missão e leve Nike enquanto eu seguro a ameaça, mas isso em último caso ok?

Não tenho autoridade para ditar ordens a Terra, mas eu disse o que disse em forma de conselho, não fui ríspida como um sargentão ou algo do tipo.

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Nulo
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Nulo » 01 Jan 2016, 15:32

Cecilia

— Tudo certo. Vocês estão sem aula, também? Entendo...até mais tarde, então.

Cecilia inclinava levemente o tronco em reverência, acompanhando o garoto tomar distância com o seu radar. A aura que o envolvera mais cedo quando focou em um golpe, seria o cosmo, também? No mais, a alemã ficava feliz por Derik parecer mais calmo. Inclinava o rosto para um lado ao notar a aproximação de Safira, sorrindo ao sentir a dúvida que a brasileira tinha sobre qual esporte escolher.

— Sem pressa. Até mais.

Despedia-se então da brasileira com um aceno, expandindo sua bengala e caminhando calmamente na direção da enfermaria, o que já servia de treinamento para suas novas habilidades ou o que quer que fosse aquilo. Não tardava e logo encontrava o seu destino após conseguir a autorização de um guarda.

— Bom-dia, Sara. Tudo bem, um momento...

Por um momento a alemã estranhava o fato de ser chamado de "taça", mas logo descobria que ela estava se referindo a uma taça no criado-mudo. Batia levemente com sua bengala no chão para fazer uma varredura do local com o seu radar e então caminhava para o criado-mudo, deixando a bengala de lado e vertendo o conteúdo da água na taça.

— Aqui... — Cecilia se aproximava da ruiva com a taça em mãos e, caso ela não conseguisse se movimentar a ponto de beber a água da taça, a ajudaria com a tal tarefa. — Como estas?

Fazendo isso, afastava-se e procurava uma cadeira para sentar-se, arrastando-a para mais perto da cama.

— Grande parte das aulas estão suspensas devido a esse surto estranho de virose, então não se preocupe com aulas perdidas.

Tentava puxar assunto, com um pouco de receio de mencionar o clube de artes marciais visto a situação em que ela se encontrava.

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Inoue91
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Re: Ato 0 ~ Prefácio

Mensagem por Inoue91 » 03 Jan 2016, 00:34

Carlos

Carlos concordava com a cabeça e em seguida pegava as duas mãos de Saja, fechou os olhos e respirou fundo tentando se concentrar ao máximo e em pouco tempo sentia seu cosmo conectar com o cosmo de Saja, era uma sensação reconfortante a qual ele queria aproveitar mais, mas o objetivo ali era outro. Com a ajuda do cosmo de Saja, Carlos conseguiu potencializar sua leitura intuitiva, a leitura ainda estava fraca mas ela tornou-se mais presente.

— Pode dar certo, por onde quer começar ?

Sem enrolar muito Saja o puxava pela mão e o levava até um pequeno corredor perto da biblioteca onde o mesmo processo era repetido, o processo foi repetido inúmeras vezes em diversos locais e a cada meditação mais pistas eram encontradas, até que por fim quando a meditação foi realizada perto do coliseu o cosmo tornou-se mais constante ele vinha de baixo da terra e algo ali não estava certo, o que aquilo poderia significar ?

— Estou com um mal pressentimento quanto a isso, a uma altura dessas Katia ja deve ter sentido essa presença, talvez isso seja o motivo daquela tal reunião que ela comentou comigo hoje cedo. — Ao ver que Saja nao havia conseguido falar com Katia, Carlos completava. — Ela ja deve estar trabalhando nisso, podemos ir comer alguma coisa, conheçe algum bom restaurante aqui na região ?

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