Rebuild of Theothanatos

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Rick
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Re: Rebuild of Theothanatos

Mensagem por Rick » 29 Nov 2018, 12:09

Em sua projeção mental, os olhos de Zlaahael percorriam aquele ambiente estranho, passando pelos rostos de todos aqueles que foram escolhidos, assim como ele. Sua consciência era cada vez preenchida com novas informações. Gaardalok havia sido vencido e, se tudo que descobrira estivesse correto, Tanya havia sido livrada de sua maldição. Então a revelação de que aquela Arton deveria ser apagada. Sente um aperto no peito e sente um pouco de sua fúria aquecer seu âmago. Seu olhar era agressivo ante aos outros.

- Mais tarde. - Diz entre os dentes cerrados, virando-se e concentrando-se de volta ao mundo físico onde existia. Não queria estar na projeção. Precisava ir até Tanyantalaria. Precisava saber o que houve. E então se despedir...

Ao se encontrar novamente no local onde haviam derrotado Thwor, passa pela espada enorme da criatura antes de se abaixar para pegá-la. Devia pelo menos algumas palavras àqueles que estiveram com ele até ali. Ele deixa o ambiente, encontrando-se novamente em sua cidade natal. Não havia mais tempo para se irritar com toda deturpação de seu lar. Enquanto andava, sentia a alma de seu amigo morto se banquetear com o poder de Ironfist. Tomava para si e alma daquele que o matou, aumentando seus poderes e sua influência no corpo do elfo. Então Zlaahael invoca as asas de energia do amigo, disparando na direção da base onde deixara seus aliados e sua amada, carregando a espada daquele que levou sua raça à lama. Queria dar ao menos essa satisfação aos seus semelhantes antes que tudo aquilo deixasse de existir. E queria rever sua princesa.
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Maggot
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Re: Rebuild of Theothanatos

Mensagem por Maggot » 01 Dez 2018, 23:28

O forte estava vazio quando ele chegou. Deviam estar comemorando a vitória, pensou. Mas tão rápido? Ele andou pelos corredores, e viu alguns poucos elfos, ainda trabalhando. A maioria havia ido para Lennórien no fim. E então, ele se aproximou da torre que atualmente servia de prisão para Tanya.

Entrou na construção e lá estava ela. Primeiro, tão imóvel que ele não teve dúvidas, seu coração parando. Ela estava morta. E então, ele reparou a reparação fraca e sentiu-se aliviado. Estava viva. Apenas dormia.

A guerra havia acabado. Tanya estava ali. Diante dele. Dormindo em paz.
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Lord Seph
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Re: Rebuild of Theothanatos

Mensagem por Lord Seph » 02 Dez 2018, 10:37

Não havia honra naquilo. Apenas um vazio completo.

Akira podia executar sua missão é voltar para Maeda, mas nada sentia.

- Não há mais honra nesse mundo. Tudo deve voltar e recomeçar, da mesma forma que se recomeça após uma tempestade.

São as palavras de Akira que apenas espera o fim e o recomeço de tudo.
Melhor queimar do que apagar aos poucos.
-Neil Young.
o lema dos 3D&Tistas
"-seremos o ultimo foco de resistência do sistema"
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Rick
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Re: Rebuild of Theothanatos

Mensagem por Rick » 02 Dez 2018, 13:45

Zlaahael andara pelo forte apreensivo. Ao avistá-la, já na torre, seu coração quase parou. Então se tranquilizou ao vê-la respirando. Deixou a espada do general inimigo encostada na parede com cuidado para não fazer barulho. Adentrou a cela mais uma vez, indo até onde a amada parecia descansar. Antes de tirar suas correntes, a primeira coisa que precisava verificar era aquele maldito anel. Iria tirá-lo, caso ninguém o tivesse feito ainda. Então a livraria das correntes, com o maior cuidado possível. Não queria acordá-la. Então se acomodaria ao seu lado, tentando deixá-la da uma maneira mais confortável, observando seu sono, aliviado. O destino de Arton poderia esperar um pouco, era o momento certo para ser egoísta. Pela primeira vez em muitos anos se sentia em paz.
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Maggot
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Re: Rebuild of Theothanatos

Mensagem por Maggot » 09 Dez 2018, 13:09

Ali estava ela. O elfo se aproximou, e ao seu toque o anel se desfez em pó de prata. As correntes tombaram em seguida sob sua vontade, atingindo o chão com um impacto mudo. Ele se colocou ao lado dela, mas ela ainda dormia, tranquila. Talvez, em todos aqueles anos, o primeiro descanso que tivera em tempos.

- Isso não irá durar, Zlaahael Aranarth.

O mesmo homem se colocava na porta. O mesmo homem de olhos e cabelos negros, aparência tão pouco chamativa, mas tão cativante. O que se apresentara como Nada.

- Eu posso lhe dar esse tempo, mas os outros votam e debatem enquanto você se prende ao mortal. Seu voto se faz necessário. Você pode ter esse tempo porém. Quem sabe quanto irá durar porém?
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Re: Rebuild of Theothanatos

Mensagem por Rick » 09 Dez 2018, 20:41

O elfo se vira para o homem, sua feição irritada. Então respira fundo e volta a acariciar os cabelos de sua amada, voltando a se tranquilizar. Quando se volta novamente para o homem, estava sereno e despreocupado.

- Fui mortal por toda minha existência. Minhas solicitudes mortais trouxeram-me até aqui. Se em meu ato exordial como alguém do efêmero eu hei de não resolver minhas derradeiras pendências mortais em paz, então estamos a danar desde já qualquer arbítrio tomado para o póstero. - Enunciou de maneira calma, com a voz baixa e espaçada. - Meu veredito depende da resolução de minhas questões.

Terminara sua frase ainda com os olhos em sua amada. Por ele, este momento jamais acabaria. Queria se redimir e dar a ela a paz definitiva antes de que algo acontecesse com o mundo. Sentia que essa era sua obrigação. Só assim poderia pensar na questão sem qualquer peso mortal. Precisava da tranquilidade.
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Re: Rebuild of Theothanatos

Mensagem por Maggot » 24 Jan 2019, 21:09



Arton duraria. Entre os novos deuses, a decisão fora tomada por voto. Pelo voto de Akira, haviam empatado. E pelo voto de Zlaahael, havia sido decidido que aquele mundo continuaria. O Vazio desapareceu, e deixou o mundo para os seus novos senhores.

Arton continuava.

~

Os anos se passaram. Lamnor foi retomada, o Deus-Rei Zlaahael, senhor da Guerra e dos Elfos governando o sul para os elfos ao lado de sua amada.

Tamu-Ra foi refeita, sob a proteção de uma nova deusa para o povo tamuraniano. Uma Imperatriz de Jade foi eleita, colocada no trono como a representante terrena de Akira, deusa da Honra, do Dever e dos Juramentos, sua história sendo narrada por poetas por todo o mundo, frotas e mais frotas indo para Tamu-Ra repovoar aquela terra com espírito renovado. A nova Imperatriz de Jade era também a sumo sacerdotisa da Deusa. E ao se sentar no Trono de Jade, elas recebiam um novo nome. Midori.

Arton Norte conheceu novos valores. A própria guerra foi alterada. Foram descartadas as fileiras, as formações de lança. Sob a sombra de Jaeger, deus do Fogo e da Pólvora, Arton Norte conheceu trincheiras e rifles. Bombas e chamas percorriam os campos de combate, criando marcas maiores que as dos Vestígios. Logo, campos de combate no Norte eram as Terras de Ninguém, aonde apenas os mais corajosos em cargas de cavalaria armada avançavam. Mas isso não significava que era menos pessoal.

Com a ascensão do Combate e Duelos ao posto de deus maior sob Lucius, também deus da Renovação, todo o combate tomou um novo aspecto na alma artoniana. Generais se encontravam em campo para duelos singulares para decidirem combates inteiros. Cidades inteiras eram poupadas das explosões de suas muralhas pelas novas armas de cerco trazidas por Jaeger por reis duelistas. A Nova Ordem Mundial ditava o poder do combate singular.

Os céus se tornaram terreno dos novos senhores dos dragões. Astragrearkt, Deusa dos Céus e dos Dragões dominava os céus, seus Azuis sendo os mais poderosos dragões, derrubando os milênios de domínio dos vermelhos. Tempestades se tornaram o aviso da chegada dos senhores celestes, e os elfos do céu formaram um império voador que rivalizava com os maiores dos terrestres.

Os mares se tornaram domínios de piratas, sob seu padroeiro Ankhor Vela-Negra, deus dos Mares e da Pirataria. Arton conheceu uma nova era de expansão e navegação. Todos os reinos empregavam corsários e uma forte marinha se tornou o símbolo de poder. Um dia um reino pequeno, Colleen se tornou o maior dos reinos do Norte, seu domínio naval incontestado, com apenas os piratas hobgoblins da Grande Aliança tendo esperança de contestá-los em seu terreno.


Gilliard, Deus das Tempestades apenas observava o mundo com seus olhos azuis, o mais distante de todos os deuses. Suas tempestades cobriam os dragões de Astragrearkt, que muitos diziam ser sua consorte no Panteão. A Tempestade Viva, parecia não se incomodar com tais boatos, e sua Igreja possuía boas relações com os dragões, sendo a segunda maior no Império voador dos elfos-do-céu.

Os perigos representados pelos abissais e demônios não haviam ido embora. Ahriman, Deus da Magia havia moldado o inferno e o abismo em seu próprio mundo divino, e toda a magia de Arton tornou-se negra e diabólica. Feiticeiros de linhagens abissais e infernais proliferaram nesse período, e os seres malignos se viram unidos sob a liderança de um ser par quem a Ordem e o Caos eram apenas peças em seu grande estudo.

Gatrius e Hansen formavam o casal celestial, protetores da humanidade e dos bastardos, aqueles que salvavam os que não podiam. Paladinos de Gatrius eram os maiores atiradores do mundo, rivalizando com os seguidores de Jaeger. Era dito que um vilão sob a mira de um Paladino de Gatrius nunca saberia o que atingiu até ser tarde demais. Os Paladinos de Hansen eram mestres em captura e métodos não-letais, seguindo os preceitos de sua deusa, a senhora das Correntes. Arton conheceu seus maiores heróis sob a benção dos dois.

E a deusa da Ciência, Faust, apenas observava e experimentava. Arton foi introduzida à medicina e à experimentos. Cura e doença, aberrações e salvações. Tudo vinha à mesma medida. Assim ditavam os experimentos de Faust.

E no fundo da terra, oculto, dormindo, um Rei Caído esperava.

~

Séculos de paz se passaram. O deus Zlaahael Aranarth observava seu Império de Lennórien. Os elfos proliferavam novamente. A arte e beleza haviam sido trazidas de volta àquela terra morta. Ele respirou, sorriu, e soube que seu trabalho fora válido. Fora bom. O mundo estava salvo, tudo estava como era antigamente. Aquilo era o Mundo como Devia Ser.

Os avisos do Vazio foram esquecidos pelos deuses. Até aquele dia. Naquele dia, os tempos antigos foram lembrados.


Pois uma nuvem vermelha surgiu sobre Lennórien.

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THEOTHANATOS: RÉQUIEM PARA OS DEUSES

FIM

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