Crônica II - Heróis

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John Lessard
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Crônica II - Heróis

Mensagem por John Lessard » 05 Fev 2016, 21:06

Capítulo 1
Tempo de Paz


O grupo estava diante dos legionários, quando o minotauro negro encara o pedido de Kain.

- Lamento humano, mas terá que esperar até chegar na cidade, não há curandeiros entre nós.

Kaleb, o guarda que sobreviveu ao ataque indica o caminho. Vocês passam pela floresta e sem seguida começam a avançar pela estrada, não há outro meio de transporte, por isso é necessário caminhar. A barriga de todos ronca, e suor começa a escorrer conforme o sol passa a surgir. Alicia não larga do braço de Aldred, fazendo questão de caminhar ao seu lado.

Quando finalmente o dia nasce, a capital é vista no horizonte. Uma cidade circular, com muitas torres apontados, marrons e circulares. O portão está aberto a está altura do dia, onde dois guardas humanos fazem companhia a dois legionários, que por sua vez cumprimentam os recém chegados. O minotauro negro vira-se.

- Rapaz, acredito que agora seja capaz de leva-los até a propriedade dos Lancaster, preciso colocar esta moça em custódia.

Kaleb concorda e pede que o sigam.

Todos passam por uma avenida larga, com comércios variados desde taverna até armazéns. Quando chegam em uma praça percebem que o fluxo de pessoas diminui e agora estão diante de uma enorme mansão com um belo jardim. No portão de metal alguns homens estão reunidos. Um deles avista o grupo e parece não acreditar.

- Olhem! É lady Alicia - era um homem robusto e careca.

Os guardas cercam vocês.

- Pelos deuses, estávamos indo atrás de vocês! O que aconteceu? - pergunta um.

Kaleb pede calma para todos.

- Fomos atacados, Alicia foi levada, mas graças a esses heróis ela foi resgatada.

- Ora, ora, ora... - a voz veio do meio dos homens, em instantes um sujeito esguio, de cabelos bem aparados e negros surge, ele traja uma armadura superior ao que qualquer ali poderia comprar e leva uma espada longa na cintura - que sorte a nossa então, que esse bravos aventureiros puderam ajudar.

- Sir Aldric Guilthunder - fala Alicia para Aldred - é um cavaleiro e nobre menor, e é o líder da guarda de meu pai.

- Bom, lady Alicia deve ter passado por horrores indescritíveis, então dois de meus homens irão escolta-la para dentro - ele olha com desdém para vocês - Vocês merecem um banho e cuidados eu imagino, à noite tenho certeza que meu senhor gostaria de conhece-los.

Todos então são escoltados para dentro do lugar.

***

Tudo acontece muito rápido e em instantes estão dentro de uma piscina de água quente. Suas coisas no chão. Vocês são servidos com vinho, água, pães e uvas. Um clérigo chamado Clay entra, veste túnica marrom e é gordo. Ele examina Hendrid e Kain.

- Bom, não posso restaurar esse osso - diz para o arcanista - está além de minhas capacidades, o que eu sugiro é mante-lo imobilizado e esperar.

Ele faz uma careta ao olhar para Hendrid.

- E você então, nem em meus sonhos posso fazer crescer outro braço ai. Será difícil achar alguém que consiga fazer isso, sem contar que não será barato. Posso sugerir uma prótese, mas teria mais sorte em Valkaria ou Vectoria.

A porta da sala de banhos se abre, é Kaleb.

- Está na hora, Hernan Lancaster irá vê-los.
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Aldenor
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Re: Crônica II - Heróis

Mensagem por Aldenor » 08 Fev 2016, 21:38

A viagem ao lado de lady Alicia fora até que agradável. Aldred imaginava que ela fosse bem chata e tivesse assuntos desagradáveis, mas a experiência horripilante que ela teve a tornara mais interessante. Entre conversas triviais, Aldred não conseguiu suprimir seu hábito e acabou dando em cima da jovem nobre, ignorando o que ele pensava sobre nobres em geral.
Dependendo da reação dela, Aldred pode até gostar mais da garota e isso pode influenciar suas futuras ações. Se não rolar nada, ele ficará distante e frio.
Chegar em Altrim, entretanto, foi um baque. Ver tapistanos transitando pela cidade como guardas, seguranças, soldados fez seu estômago revirar. Ou seria a fome? Deixando isso de lado, ele também se preocupava com Hendrid e era pessimista quanto à sua condição. Duvidava que alguém tivesse capacidade de fazer outro braço crescer. Kain, Sabbah e Alice pareciam bem, de todo caso (exceto pelo bardo, que parecia ter algum tipo de desconforto no braço).

Aldred e Alicia pareciam se dar bem, mas ao encontrar sir Aldric Guilthunder, o jovem lutador lembrou um dos motivos por detestar a nobreza. Nariz empinado, olhares de desdém.

- É um prazer em conhecê-lo, sir. Ainda bem mesmo que nós fizemos o trabalho de proteger milady Alicia. - Aldred sorriu com sarcamos.

Apesar disso, o banho e a comida foram bem vindas. Ele não comia fazia quase dois dias e já estava ficando fraco. Assim, ele se empanturrou, sem se preocupar com educação (ainda que evitasse beber o vinho). Apesar de sua criação de riqueza em Valkaria, ele fazia questão de ignorar os hábitos dos mais ricos.

Kaleb informa que todos veriam o lorde da casa. Aldred suspirou sem paciência.

- Beleza. Vamos terminar logo com isso.
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JPFP
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Re: Crônica II - Heróis

Mensagem por JPFP » 08 Fev 2016, 22:11

Hendrid não se sente bem dentro da mansão. Como alguém podia gastar com tantas coisas desnecessárias, tendo tantas pessoas na cidade que mal têm o que comer? Ele recusa educadamente as uvas e o vinho, servindo-se apenas de pão e água. Eram o suficiente para encher o seu estômago.
Clay faz uma careta ao olhar para Hendrid.

- E você então, nem em meus sonhos posso fazer crescer outro braço ai. Será difícil achar alguém que consiga fazer isso, sem contar que não será barato. Posso sugerir uma prótese, mas teria mais sorte em Valkaria ou Vectoria.

Hendrid não queria nem pensar em usar uma prótese. Precisaria de reparos de tempos em tempos, e ele não gostava da idéia de ter de perder tempo com um mecânico, quando deveria estar ajudando as pessoas.

-Obrigado pela dica, mas você não sabe de ninguém mesmo na cidade que possa restaurar meu braço?

Antes que Clay pudesse responder, um rapaz chega e os chama para irem falar com o pai da garota. Quem sabe o tal senhor pudesse ajudá-lo de forma melhor que o clérigo.

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Lord Seph
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Re: Crônica II - Heróis

Mensagem por Lord Seph » 09 Fev 2016, 07:12

Kain ficou em silêncio após a negativa do legionário. Por sorte ele não pediu para verificar os dois pacotes onde estavam a cabeça do líder e do sacerdote.

A viagem fora chata e sem maiores problemas, mas Kain notou um certo desconforto por parte de Aldred quando finalmente chegamos a capital e piorou ainda mais quando ficamos cara a cara com Guilthunder. Se fosse nos velhos tempos Kain teria enfiado um soco na cara do idiota e colocaria o peso da família Magnus sobre ele. Mas o tempo havia passado e não havia mais tal família.

A fala de Aldred fora bem melhor que o soco, mas agora o nobre teria um alvo e pelo temperamento de Aldred uma briga aqui seria um suicídio.

- Aceitaremos vossa hospitalidade, Sir. Vamos, pessoal, precisamos tirar a sujeira de lá fora de nossas costas.

Kain se pós como líder apenas para evitar uma luta sem propósito, mas nada tirava da cabeça que talvez o nobre Gilthunder não tivesse algo a ver com isso.

O banho tinha sido agradável e apesar da recusa de seu amigo Hendrid, aquele antepasto fora como nos velhos tempos. Então quando estavam todos a sós por um momento Kain fala.

- Gostaria de avisar para manterem suas ideias dentro de suas cabeças, esse é um ambiente hostil até mesmo para nobres da mais alta corte. Não confiem no que veem e muito menos nas doces palavras vinda daqueles que almejam o topo.

- Eu já fui como eles, então estejam certo do que digo. Creio que Alice saberá se comportar entre eles, mas vocês três. Por um momento Kain olha diretamente para Aldred - Devem ter em mente que podem até mesmo nos acusar de sermos cúmplices dessa trama. Vocês não acharam estranho toda essa pompa e as palavras de Gilthunder?

Antes de vir a resposta o sacerdote chega e Kain apenas olha os demais como se se apenas ficassem em silêncio.

E pelo visto as palavras de Aldred surtil um efeito bem negativo, pois em vez de mandarem alguém capaz, mandam alguém tão verde quanto ele.

- Obrigado, Santo Padre, e farei isso.

Kain ouve as palavras de Hendrid. Mas antes de falar alguma coisa eles são interrompidos para finalmente a parte mais perigosa da missão. Encarar a nobreza de Altrym.

- Bem, então vamos e levem em consideração o que eu disse.
Melhor queimar do que apagar aos poucos.
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Maggot
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Re: Crônica II - Heróis

Mensagem por Maggot » 10 Fev 2016, 13:04

Sabbah se manteve quieto toda a viagem. Parava apenas para trocar algumas palavras sobre amenidades com os outros, como clima e trilhas. Mantinha seus olhos, porém, nos minotauros. Vira que Aldred não ficara muito feliz com a presença deles ali, e isso o divertia. Esperou que durante toda a viagem ele fosse fazer algo e dar à Sabbah a desculpa para matá-los também, mas, infelizmente, ele não o fizera.

Quando chegaram à mansão, o tal Guilthunder o olhara de uma maneira que não agradara Sabbah. Em resposta, o rapaz apenas sorrira. "Só espere... Só espere. Com calma." Manteve aquele sorriso até Kain lhes dizer, nas piscinas, para manterem suas ideias em suas cabeças.

- Eu estou surpreso que ele não simplesmente cortaram nossas gargantas e nos jogaram aos porcos como cúmplices para roubarem a glória de terem salvo a garota sacrifício. - Riu. - Sabe, se isso acontecesse, eu iria morrer torcendo para que tivéssemos matado a pessoa errada e a garota estivesse possuída pelo o que quer que tenhamos impedido de ser invocado lá naquela caverna.- E olharia para Aldred, rindo mais. - Brincadeira.

Seus olhos vermelhos então repousariam até a chegada do sacerdote. Sabbah quis bater no próprio rosto ao ver aquilo, e teve de rir. Haviam mandado um gordo que pela aparência, não tinha muita experiência. "Aposto que até eu tenho mais experiência que este imbecil com assuntos divinos" pensou para si mesmo. E então lhes avisaram que teriam de falar com o pai da garota.

Aquele dia só ficava pior, não era? Quando tivesse a chance, antes de irem até lá, cutucaria Kain ou Alice (ou ambos) e falaria, baixo, em um tom calmo:

- Se precisarmos agir, estão prontos para matar todos aqui para sobrevivermos? Não vejo Aldred ou Hendrid fazendo isso... Mesmo que sejam nobres. E mais uma coisa, se chegar a isso... Eu quero Gilthunder.
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John Lessard
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Re: Crônica II - Heróis

Mensagem por John Lessard » 12 Fev 2016, 20:10

Capítulo 1
Tempo de Paz


Todos reagiram de maneiras diferentes a situação, embora parecessem mais um grupo agora. Alice se manteve calada todo esse tempo, observando, mas obviamente sabia como funcionava a maioria das coisas na nobreza. Os servos e os guardas para lá e para cá... Talvez agora fosse hora de começar a agir.

Era chegada a hora, Hernan Lancaster os chamavam e uma vez ali, o que mais fazer? Depois de vestidos e em posse de todos seus pertences, Kaleb os guia pelos corredores largos, adornados com tapeçaria e quadro á óleo. Finalmente param em frente a uma passagem grande em arco e são conduzidos até um salão de jantar, com uma comprida mesa de madeira. Nela há pães, vinho, água e leite com mel, além de cordeiro assado, batatas, ensopado de ervilha e maçãs carameladas.

- Vejam! São eles! Os heróis que salvaram minha filha - Hernan é um homem alto e robusto, de rosto vermelho. Seus cabelos são negros com fios grisalhos, veste uma túnica simples azul com dourado e tem um sorriso genuíno no rosto - Venham, venham, sente-se e comam!

Alicia chama Aldred para perto com um sorriso no rosto. Mais ao fundo está Sir Aldric Gilthunder, com um olhar frio. Agora vocês podem ver que sua armadura é adornada com nuvens e raios na cor prata.

- Como está Aldred? - pergunta Alicia num sussurro para o lutador.

- É uma honra estar aqui com vocês - diz Hernan entre goles em sua taça de vinho - Vocês salvaram a vida de meu maior tesouro. Merecem uma recompensa, sim! Gilthunder amanhã providencie moedas de ouro para esses heróis.

- Com quiser, senhor! - responde secamente.

- Me contem sobre vocês - diz o nobre por fim.

No decorrer da noite, fica claro que Hernan aprecia muito vinho, e depois de tanta comida e bebidas, e servos indo de um lado para o outro pai e filha vão se deitar, mas não antes do anfitrião oferecer sua casa como moradia até todos estarem totalmente recuperados.

Gilthunder por fim designa dois guardas para leva-los até os quartos, quando já é noite e há poucos movimentos na mansão. A medida que avança pelos corredores, chegam a um pátio, onde provavelmente os guardas treinavam durante o dia. estranhamente os guardas apertam o passo e somem em uma virada, deixando vocês para trás no local, sob o ar fresco da noite.

De repente das sombras um vulto avança na direção de Aldred, que mesmo sem perceber de imediato bloqueia um golpe de adaga com seu braço direito. Outro vulto avança, e o lutador empurra o primeiro e desvia de outro corte. Do telhado salto mais um em direção á Hendrid, armado com uma machadinha e o pega desprevenido, abrindo um corte em seu peito na horizontal. Da saída mais a frente surge mais um e armado com um arco curto que dispara contra o guerreiro sem um braço, afundando a seta em sua coxa esquerda.

Os inimigos recuam, fechando as únicas saídas. Eles se vestem de preto e possuem os rostos cobertos por tecidos grossos. Vocês estão encurralados e obviamente eles são mais perigosos que os bandoleiros que foram derrotados na caverna.

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1° Sabbah 28

2° Assassino 1 (G10) 26

3° Aldred 26

4° Assassino 2 (F10) 25

5° Assassino (F2) 3 17

6° Assassino (G2) 4

7° Alice 12

8° Hendrid 9

9° Kain 9
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Aldenor
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Re: Crônica II - Heróis

Mensagem por Aldenor » 13 Fev 2016, 09:14

À primeira vista, Aldred achou Hernan Lancaster enfadonho. Grande, vermelho, beberrão e espalhafatoso demais, feliz demais. Não dava para culpar o pobre diabo, pois até poucas horas ele não tinha certeza se veria sua filha novamente. Mas a empatia de Aldred se limitava a isso: um pai feliz pelo resgate sem danos da filha. Fora isso, Aldred via o lorde Lancaster como um inimigo em potencial. Ele visava pegar o dinheiro logo da recompensa e partir dali. Kain, Sabbah, Hendrid e Alice estavam em seus planos.

Aldred ainda estava satisfeito da rodada de comida antes do banho, por isso, dessa vez, resolveu apenas beber uma taça de vinho. Um luxo, uma riqueza que poucos tinham oportunidade. "Se não fosse você, todo mundo teria acesso a essas maravilhas" pensou Aldred observando o entusiasmo pelo vinho de Hernan Lancaster.

Alicia chama Aldred que sai de seus pensamentos rancorosos e seu coração palpita mais forte ao ver o belo sorriso da garota.
"O que há de errado comigo?"

Ele senta-se ao lado dela e põe-se a conversar.
- Estou bem, milady Alicia. Fico feliz de vê-la contente também.

Aldred já fora um galanteador incorrigível em Valkaria quando mais jovem, mas havia pensado que a vida de aventuras lhe daria menos oportunidades para romances, principalmente com nobres. Seu coração estava acelerado, o que não era uma boa notícia para ele. Ele pensou em afastá-la com alguma desculpa qualquer e sentar próximo aos companheiros. Mas o olhar frio de sir Aldric Gilthunder provocou um sorriso de canto de boca.

Dessa vez, Aldred cedeu aos seus desejos e galanteou a noite toda com Alicia, contando sobre as maravilhas de Valkaria, sobre como se tornou um aventureiro e, principalmente, perguntando bastante sobre ela e sua vida cotidiana.
Não sei se há um teste pra isso, Aldred não irá enganá-la nem nada, mas vai demonstrar interesse romântico. Talvez segurando suas mãos, falando próximo ao ouvido dela etc. E às vezes olhará para Aldric Gilthunder com um sorriso malicioso.
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Depois de sair com o grupo, sendo escoltados por dois guardas do cavaleiro ciumento, Aldred pensava em Alicia.

Porém, o súbito ataque dos homens encapuzados o deixou em alerta. Graças ao seu rigoroso treinamento com Satoshi Yamada, Aldred logrou exito em se defender de ataques surpresas. Depois, observou a movimentação dos inimigos fechando as saídas.

- Que bela cortesia, sir Aldric Gilthunder. Vamos ver do que estes bostas são capazes... - Disse olhando seus colegas. Sua fala de confiança era para auxiliar a moral de todos, principalmente quando Hendrid já estava ferido e havia uma criança entre eles para se proteger.
Aldred prepara ação. Se os assassinos F10 e G10 avançarem para atacar, ele vai interromper o movimento deles dando um passo à frente. Assim, Aldred ficará no F8 e encontrará os inimigos no F9 e G9. (dessa forma Alice e Kain ficam fora do corpo-a-corpo). Assim, com Pata do Leopardo, Aldred vai dar um Ataque em Arco com sua espada. Ataque +6, dano 1d8+3, crítico 17-20/x2 nos dois inimigos, gastando 2 PE.

Caso eles peguem armas à distância (a exemplo dos inimigos da outra ponta), Aldred vai deixá-los sacar as armas, mas impedirá a ação padrão deles, avançando em Investida com Pata do Leopardo, usando Ataque Poderoso com sua espada: ataque +6 dano 1d8+7, crítico 17-20, gastando 2 PE.
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Senimaru
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Re: Crônica II - Heróis

Mensagem por Senimaru » 13 Fev 2016, 15:27

John Lessard escreveu:Todos reagiram de maneiras diferentes a situação, embora parecessem mais um grupo agora. Alice se manteve calada todo esse tempo, observando, mas obviamente sabia como funcionava a maioria das coisas na nobreza. Os servos e os guardas para lá e para cá... Talvez agora fosse hora de começar a agir.
Enquanto Alice se banhava ela pensava refletia sobre o que aconteceu até agora.

"Hum... fim do prologo... Dou uma nota 7, saíram vivos mas bem feridos... não colocaram a doce garotinha em perigo mas não me levar foi uma idiotice...mas no meu atual papel era o esperado..."

John Lessard escreveu:Era chegada a hora, Hernan Lancaster os chamavam e uma vez ali, o que mais fazer? Depois de vestidos e em posse de todos seus pertences, Kaleb os guia pelos corredores largos, adornados com tapeçaria e quadro á óleo.


No meio dos corredores Alice ouve sussurrando em seus ouvidos a voz que reconhece ser de Sabbah.
Sabbah escreveu:- Se precisarmos agir, estão prontos para matar todos aqui para sobrevivermos? Não vejo Aldred ou Hendrid fazendo isso... Mesmo que sejam nobres. E mais uma coisa, se chegar a isso... Eu quero Gilthunder.
Talvez o único perceber foi Sabbah que estava falando diretamente com ela mas sua mascara de menina dócil e meiga sumiu completamente e apenas virando um pouco a cabeça ela após uma pequena pausa ela o respondeu em um tom frio, sarcástico e tão baixo quando o dele.

"Tsc, parece que fui descoberta.... talvez seja para melhor, pois se houver outro ato igual o da caverna eles não vão viver muito..."

- Acho que você esqueceu meu sobrenome, ou realmente não sabe o seu peso ou significado... Pobre camponês, mas não se preocupe que andando comigo você saberá em breve... Ou saberá que eu sou uma serpente.

Terminando com um pequeno riso deixando no ar as coisas que falou, Alice volta usar sua mascara de jovem dócil.
John Lessard escreveu: Finalmente param em frente a uma passagem grande em arco e são conduzidos até um salão de jantar, com uma comprida mesa de madeira. Nela há pães, vinho, água e leite com mel, além de cordeiro assado, batatas, ensopado de ervilha e maçãs carameladas.
- Vejam! São eles! Os heróis que salvaram minha filha - Hernan é um homem alto e robusto, de rosto vermelho. Seus cabelos são negros com fios grisalhos, veste uma túnica simples azul com dourado e tem um sorriso genuíno no rosto - Venham, venham, sente-se e comam!
Depois que Hernan fala Alice se põe a frente fazendo um reverencia básica a ele. (se o grau de nobreza da família de Alice for maior a reverencia será sutil, caso seja igual uma normal e caso seja maior ela será mais abrangente.)

- Permita-me que me apresente sou Alice, da Família Santis de Samburdia, meu lorde.

Alguns poderiam notar que o anel que Alice usava em seu pescoço como um cordão agora está em seu dedo, aqueles que viajaram com ela podiam ver uma diferença enorme entra aquela garotinha timida na tarverna para a mulher cheia de confiança em sua presença.
John Lessard escreveu:Alicia chama Aldred para perto com um sorriso no rosto. Mais ao fundo está Sir Aldric Gilthunder, com um olhar frio. Agora vocês podem ver que sua armadura é adornada com nuvens e raios na cor prata.

- Como está Aldred? - pergunta Alicia num sussurro para o lutador.

- É uma honra estar aqui com vocês - diz Hernan entre goles em sua taça de vinho - Vocês salvaram a vida de meu maior tesouro. Merecem uma recompensa, sim! Gilthunder amanhã providencie moedas de ouro para esses heróis.

- Com quiser, senhor! - responde secamente.

- Me contem sobre vocês - diz o nobre por fim.

No decorrer da noite, fica claro que Hernan aprecia muito vinho, e depois de tanta comida e bebidas, e servos indo de um lado para o outro pai e filha vão se deitar, mas não antes do anfitrião oferecer sua casa como moradia até todos estarem totalmente recuperados.
Alice não come nada antes de usar Detectar Venenos, no inicio da comilança ela se oferece para fazer uma prece agradecendo aos deuses pela comida usando o Detectar Venenos em todo o banquete.
Caso detecte algo avisara para seus companheiros mas pedi-rá para não agirem agora pois isso iria ferrar tudo.
Antes de se retirar Alice acaricia o o ego de seu anfitrião.

- Agradeço vossa hospitalidade e certificarei que não apenas minha família mas todos os nobres em Samburdia fiquem sabendo de sua grande generosidade.
John Lessard escreveu:Gilthunder por fim designa dois guardas para leva-los até os quartos, quando já é noite e há poucos movimentos na mansão. A medida que avança pelos corredores, chegam a um pátio, onde provavelmente os guardas treinavam durante o dia. estranhamente os guardas apertam o passo e somem em uma virada, deixando vocês para trás no local, sob o ar fresco da noite.
"Então é assim que começa... o segundo ato...."

-Parece que alguém precisa de uma lição... de quem mexe com a serpente acaba sendo picado.

Falou ela baixo em direção Sabbah, sem se importar muito se alguém ouviria ou não.
John Lessard escreveu:De repente das sombras um vulto avança na direção de Aldred, que mesmo sem perceber de imediato bloqueia um golpe de adaga com seu braço direito. Outro vulto avança, e o lutador empurra o primeiro e desvia de outro corte. Do telhado salto mais um em direção á Hendrid, armado com uma machadinha e o pega desprevenido, abrindo um corte em seu peito na horizontal. Da saída mais a frente surge mais um e armado com um arco curto que dispara contra o guerreiro sem um braço, afundando a seta em sua coxa esquerda.

Os inimigos recuam, fechando as únicas saídas. Eles se vestem de preto e possuem os rostos cobertos por tecidos grossos. Vocês estão encurralados e obviamente eles são mais perigosos que os bandoleiros que foram derrotados na caverna.
No turno da Alice ela avalia a condição de Hendrid e Kain que são os mais feridos, e irar usar no mais ferido Curar ferimentos leves, caso seja necessário irar usar um ponto de ação para usar novamente Curar ferimentos leves em outro.
Caso ninguém esteja muito avariado usará Benção para ajudar os seus companheiros.

- Serpent Benedition - Nidhoog Drool. ( Curar ferimentos leves)
- Serpent Benedition - Nidhoog jubilation. (Benção)

Nidhogg tem ligação direta com Sszzass mas o conhecimento sobre isso é muito antigo e obscuro, eu suponho que um teste de Conhecimento (religião) 25 seria o suficiente para reconhecer o nome mas o mestre pode mudar para CD que quiser.
Editado pela última vez por Senimaru em 13 Fev 2016, 19:52, em um total de 1 vez.
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Me? Mad? Haha... quite likely!

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Re: Crônica II - Heróis

Mensagem por JPFP » 13 Fev 2016, 19:33

O dia passou num piscar de olhos para Hendrid. Ele esteve o tempo todo muito aéreo, pensando em como aqueles luxos eram desnecessários. Estava imaginando quantas pessoas no mundo veriam aquela como a maior refeição de suas vidas, enquanto para os Lancaster era apenas mais uma refeição qualquer. De repente, dois homens caíram sobre eles, do meio das sombras. Dois não, quatro.

Rangeu os dentes de dor ao ter seu peito cortado, e, quando olhou para a perna, havia uma flecha cravada nela, mas nem doía. A adrenalina já corria em seu sangue.

Como reflexo, moveu a mão esquerda para o cabo da espada, mas logo se deu conta de que seria muito difícil empunhá-la com um braço só.

No tempo em que perdeu pensando em como agir, os dois homens que o atacaram recuaram e bloquearam a passagem para o corredor.

Ele olha ao seu redor e se lembra que Kain tinha um florete.

-Kain, me alcança tua arma!
Vou atrasar minha ação pra depois do Kain
Vou atacar o inimigo mais próximo, de preferência o que ta com arco
Florete +1 (1d6+4 18-20)
Só explicando a jogada de ataque: +3 For +1 bônus mágico da arma +1 BBA -4 mão inábil =1
Editado pela última vez por JPFP em 16 Fev 2016, 16:03, em um total de 1 vez.

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Re: Crônica II - Heróis

Mensagem por Lord Seph » 15 Fev 2016, 14:45

A reunião de gala fora interessante.

Aldred pelo visto preferiu manter a mão no vespeiro, e isso não passou despercebido pelo Gilthunder. O homem só faltava ordenar executar Aldred diante do Lorde Herman.

Hendridd por outro lado estava completamente fora do lugar. O garoto pelo visto era de origem mais simples que se imaginava.

Alice por outro lado era uma perfeita nobre de altas cortes. Ele ainda gostaria de saber mais sobre a família Santis.

Sabbah por outro lado sumiu. O garoto era problema, não havia duvida alguma sobre isso. Mas mesmo assim Kain se preocupava com ele.

Mas agora não era mais hora para isso, Kain precisava atuar e descobrir mais sobre os acontecimentos e saber em que está se metendo.
Durante a festa usarei Atuação, Enganação, Diplomacia 8 (6 já que estou entre nobres) para saber mais sobre Gilthunder e a nobreza, e usarei Conhecimento Nobreza 6 para reforçar meus testes, se puder quero escolher 20 ou 10.
A festa acaba, Kain acaba associando Lorde Herman com seu pai e irmãos antes de toda a desgraça e repentinamente tudo fica caótico e se acalma novamente e Kain se vê cercado junto dos outros.

- Valeu, Nimb. Reze para eu não achar nenhum servo seu.

Aquilo era esperado, mas Kain esperava que ao menos fizessem uma tentativa de assassinato fora do castelo e de preferência depois de estar devidamente descansado e curado. Não havia quase nada para fazer e ao ouvir Hendridd Kain pondera por uns segundo e termina por concordar, Sangria seria mais útil em mãos mais hábeis.

- Segura Hendridd!

Kain passa sua arma e observa a ação dos assassinos.
Usarei minha ação padrão para entregar minha espada, depois disso irei observar o pessoal agir
.
Melhor queimar do que apagar aos poucos.
-Neil Young.
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