Capitulo 1 - Vingança

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Aldenor
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Re: Capitulo 1 - Vingança

Mensagem por Aldenor » 23 Nov 2017, 10:52

Rhaysa tinha os olhos arregalados e as sobrancelhas arqueadas como uma lunática. Seus dentes rilhados continham um volume de ira dentro de seu corpo. A lefou sentiu um vacilo naquele agarrão em seu pulso e puxou o braço com força para se soltar. Deu um passo para trás e ergueu a ponta de sua lâmina curvada em direção ao homem-raposa.

Ele vinha com um discurso de paz, conciliador. O verme não tinha se tocado no que acabara de fazer. Para ele era tudo normal e Rhaysa era a insana da situação que reagira desproporcionalmente. A jovem apertou firme o cabo de sua espada quando Lomri tentava lhe passar alguma lição.
Rhaysa
Imagem
CALE A BOCA, DESGRAÇADO!
Ela queria matá-lo ali mesmo. Ouvia em sua mente uma voz muito familiar, embora muito, muito distante.

"Mate."

"Mate, Rhaysa"

"Mate esse agressor"


Rhaysa olhou para sua espada e olhou para Lomri. Seus olhos injetados de um desejo assassino.

O velho Nobuaki apareceu para se intrometer falando mais coisas sem sentidos. Ninguém ali conseguia entendê-la, mas não poderiam, pois não a conheciam.

"Mate..."

Rhaysa sentiu vontade de recolher a cabeça de Lomri, mas isso significaria não ajudar aquelas pessoas. E daí? Ela se importava?

A espada baixou lentamente.
Rhaysa
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Se qualquer um de vocês me tocar novamente, eu não vou me conter.
E se virou para caminhar em direção ao cemitério, sem olhar pra trás.
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Andrew Kaninchen
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Re: Capitulo 1 - Vingança

Mensagem por Andrew Kaninchen » 23 Nov 2017, 14:53

Lianna podia sentir em Lomri a intenção de insistir, ele parecia ser incapaz de não fazê-lo.
Lianna
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Deixe ela. Venha comigo.
Se ficassem juntos os dois mais atrapalhariam do que ajudariam. Seria melhor que se separassem. Assim, Lianna vira na direção oposta e ruma para sua carruagem, trazendo consigo o paladino.

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Toyoda
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Re: Capitulo 1 - Vingança

Mensagem por Toyoda » 23 Nov 2017, 15:21

Rhaysa
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Se qualquer um de vocês me tocar novamente, eu não vou me conter.
E se virou para caminhar em direção ao cemitério, sem olhar pra trás.

Lomri ainda não havia compreendido a gravidade do que fizera, ou melhor, não conhecia o que aquelas pessoas haviam passado...Se alguém estava errado ali, seria ele.

Antes que abrisse a boca para falar mais algo, Lianna o interpela:
Lianna
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Deixe ela. Venha comigo.
Lomri
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My Lady, onde desejas ir? Não seria mais sabio irmos junto a Nobuaki em busca de respostas?
Alem disso Lianna, sabe que estou a alguns dias por aqui, Thantys me guiou passo a passo, e tenho certeza que vi algo estranho por lá. Você não quer que a jovem morra sozinha em uma armadinha por sua causa, quer?
Sei que ela precisa de um tempo, e juro que não a incomodarei. Ela já esta a frente, é só mantermos uma distância segura...
Olhando aos olhos de Nobuaki
Lomri
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O que acha de acompanhar-nos ao cemitério? Assim poderia nos dar respostas que nos não teriamos como saber...
Caso todos concordem, caminha junto a eles para o cemitério, sempre respeitando o espaço da Rhaysa e fazendo pequenas preces no caminho.

No fundo, Lomri estava tão curioso quanto Rhaysa sobre o que poderiam achar no cemitério.
usa detectar o mal de quando em quando no caminho, em busca de algo suspeito
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Andrew Kaninchen
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Re: Capitulo 1 - Vingança

Mensagem por Andrew Kaninchen » 23 Nov 2017, 15:48

Lianna se aproxima do homem-raposo, pegando suas mãos enquanto fala e balançando-as de cima a baixo, de lado a lado, como que numa brincadeira.
Lianna
Imagem
Blá, blá, blá... Você fala demais, já te disseram isso?
Nós podemos fazer o que você quiser no cemitério depois... Exumar corpos, exorcisar espíritos, enterrar...
Sua espinha gela, por um segundo, seu olhar ficando morto enquanto suas mãos param de baçançar e ela se lembra da cena de meros momentos atrás.
Lianna
Imagem
...mas, então, podemos fazer isso tudo. Depois.
Ela fecha as mãos com mais força, puxando-o de costas em direção à estalagem. Ela precisava fazer algumas coisas ali.

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Toyoda
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Re: Capitulo 1 - Vingança

Mensagem por Toyoda » 23 Nov 2017, 16:36

Lianna
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Blá, blá, blá... Você fala demais, já te disseram isso?
Nós podemos fazer o que você quiser no cemitério depois... Exumar corpos, exorcisar espíritos, enterrar...
Fala enquanto se entrete com a brincadeira de não da moça
Lomri
Imagem
Olha, na verdade já, te contei uma vez que o Sacerdote me deu uma bronca que eu tava falan....
Então percebe que Lianna fica mais seria e volta a falar:
Lianna
Imagem
...mas, então, podemos fazer isso tudo. Depois.
Enquanto ela tenta puxa-lo:
Lomri
Imagem
O que te aflinge dama? Não tenha medo! Venha comigo! Vamos conferir o cemitério enquanto ainda há luz, de noite podemos fazer o que você quiser. .. Thantys esta comigo, e lhe protegerei do que for preciso!
Fala enquanto apoia sua outra mão sobre as mãos de Lianna.
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Andrew Kaninchen
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Re: Capitulo 1 - Vingança

Mensagem por Andrew Kaninchen » 23 Nov 2017, 16:52

Lianna
Imagem
Urgh. Fine.
Ela joga as mãos para baixo.
Lianna
Imagem
Se você quer tanto irritar a garota enfezada, irrite-a. Boa sorte. Você vai precisar.
E Lianna se vira, indo sozinha para dentro da estalagem.
Lianna
Imagem
E que Thyântis esteja com você! Pra quando aquela espada lá decidir terminar o que começou.

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Fala.[/quote]

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Re: Capitulo 1 - Vingança

Mensagem por Toyoda » 23 Nov 2017, 17:00

Uma gota surge na cabeca de Lomri, e sua cara tranparece a falta de compreensão que ele nutria pelas mulheres.
Lomri
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Lianna... Eh... bom, aqui você estará segura! Vou investigar o cemitério e garantir a segurança da jovem de mechas. Vamos Nobuaki?
Faz uma reverência a Lianna e chama com um gesto o velho para acomapnha-lo.
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RoenMidnight
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Re: Capitulo 1 - Vingança

Mensagem por RoenMidnight » 24 Nov 2017, 08:37

Menina
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El pájaro se ha huido por completo, pero ¿va a volver aunque se demore, no?

¡Hazme caso!
Esteban estreitava os olhos, parecia entender alguma coisa do que a menina falava, apesar daquela língua parecer com o Valkar, o sotaque e a velocidade com que a menina falava fazia com que fosse complicado de acompanhar.
Esteban
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Acredito que ele voltará... não sei te dizer, mas provavelmente ele deve estar observando tudo o que acontece.
E então falando Des...pa...ci...to... enquanto fazia gestos com a mão tentando ajudar a passar a mensagem que ele desejava.
Esteban
Imagem
Temos... que... arrumar... alguém... para... nos... ajudar... a... se... comunicar. Conheço... alguém....
Menina
Imagem
No entiendo nada ni nadie.
A garota não parecia entender nada o que ele dizia e ele próprio também não entendia nada que ela falava. Complicado. O pescador passou a mão no cabelo e balançou a cabeça, respirou fundo e fez um sinal com o dedão de por cima do ombro. Como quem diz "Vamos" em seguida ofereceu a mão para a menina. A menina pegou e ambos começaram a voltar para o centro da cidade.

. . .

Lomri, não parecia se entender com Lianna e Rhaysa. Sua personalidade extrovertida e deveras expansiva causava rusgas chegando ao ponto de acabar ocorrendo um pequeno embate entre eles, o carisma inerente de Lianna parecia fazer com que o paladino de Thyântis cooperasse com ela. Felizmente ou infelizmente a rua estava vazia quando aquilo aconteceu deixando de testemunha apenas Nobuaki.
Rhaysa
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Se qualquer um de vocês me tocar novamente, eu não vou me conter.
Disse Rhaysa baixando um ultimato e dando costas indo direto ao seu objetivo, investigar o cemitério, deixando Lomri e Lianna para trás. Lianna pretendia seguir para sua carroça enquanto o homem-raposa queria ir junto de Rhaysa.
Lianna
Imagem
Deixe ela. Venha comigo.
Apesar dos encantos de Lianna, Lomri continuava prolixo como sempre.
Lomri
Imagem
My Lady, onde desejas ir? Não seria mais sabio irmos junto a Nobuaki em busca de respostas?
Alem disso Lianna, sabe que estou a alguns dias por aqui, Thantys me guiou passo a passo, e tenho certeza que vi algo estranho por lá. Você não quer que a jovem morra sozinha em uma armadinha por sua causa, quer?
Sei que ela precisa de um tempo, e juro que não a incomodarei. Ela já esta a frente, é só mantermos uma distância segura...
Se virou então para o velho bonzo que aquele ponto apenas acompanhava sem sentir necessidade de se intrometer.
Lomri
Imagem
O que acha de acompanhar-nos ao cemitério? Assim poderia nos dar respostas que nos não teriamos como saber...
Nobuaki tinha outras ideias com relação aquilo, o velho tinha uma óbvia expressão de desânimo e um com uma grande pontada de tristeza. Não era difícil de ver que aquela situação havia tirado uma parcela da esperança do homem.
Nobuaki
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Acho melhor eu não os acompanhar. Acredito que apenas irei atrapalhar a investigação, ao menos por enquanto… minha forma de ajudar agora vai ser buscar qualquer registro no templo que possa nos dar alguma luz.
Lianna se aproximou de Lomri. Sentia que seu poder de persuasão funcionava de forma estranha no raposo. Pegou nas mãos dele e fez enquanto dizia.
Lianna
Imagem
Blá, blá, blá... Você fala demais, já te disseram isso?
Nós podemos fazer o que você quiser no cemitério depois... Exumar corpos, exorcisar espíritos, enterrar...
Sua espinha gela, por um segundo, seu olhar ficando morto enquanto suas mãos param de baçançar e ela se lembra da cena de meros momentos atrás. A imagem de uma flor azul vem a sua mente e pode sentir perder o fôlego por um curto momento.
Lianna
Imagem
...mas, então, podemos fazer isso tudo. Depois.
Ela fecha as mãos com mais força, puxando-o de costas em direção à estalagem. Ela precisava fazer algumas coisas ali. Ao tentar puxar o Paladino ele a indaga.

Lomri
Imagem
O que te aflinge dama? Não tenha medo! Venha comigo! Vamos conferir o cemitério enquanto ainda há luz, de noite podemos fazer o que você quiser. .. Thantys esta comigo, e lhe protegerei do que for preciso!
Lianna já havia perdido a paciência com ele. Estranho, ele deveria estar sendo mais solícito com ela, seria algum truque que os deuses lhe pregavam? Um flash veio em sua mente e se lembrou de um homem que vestia um tabardo com a imagem de um dragão segurando uma tocha, e um gosto amargo tomou conta de sua boca.
Lianna
Imagem
Urgh. Fine.

Se você quer tanto irritar a garota enfezada, irrite-a. Boa sorte. Você vai precisar.

E que Thyântis esteja com você! Pra quando aquela espada lá decidir terminar o que começou.
Dizendo isto Lianna seguiu para a estalagem deixando o paladino para trás. Este se sentia encabulado aparentemente pelo o que havia acabado de acontecer, mas ainda estava resoluto com o seu objetivo de ir ao cemitério.
Lomri
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Lianna... Eh... bom, aqui você estará segura! Vou investigar o cemitério e garantir a segurança da jovem de mechas.
Seguiu em direção ao cemitério enquanto Nobuaki deixava a praça central, neste exato momento Esteban e Laura voltavam ao local. Vinham juntos de mãos dadas e o pescador parrudo parecia certo de onde deveria ir.

Quando Lianna adentrou a taberna notou que Kazumi e Takeshi estavam sentados em uma mesa, ambos haviam recuperado parte de sua saúde apesar de estarem com claros sinais de ainda estarem abalados com o que aconteceu a pouco menos de meia hora atrás. Uma moça que trabalhava ali os prestava ajuda, trazendo um copo d’água e tentando dar apoio emocional.

Kazumi olhou para Lianna e a jovem pode notar uma pontada de tristeza. No chão perto da porta ainda se encontrava a ossada de Shinobu, ninguém aparentemente havia feito qualquer menção de se aproximar ou limpar aquilo por enquanto. Sentiu uma presença atrás de si e ao se virar notou que era o pescador de peito cabeludo que voltava com a menina.
Esteban
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Perdão, poderia me dar licença? Eu preciso falar com o senhor Takeshi um momentinho.
Passando por Lianna, Esteban foi até a mesa onde estava Takeshi, Kazumi e a funcionária do local. Se aproximou devagar, era notável a expressão no rosto dos dois mais velhos.
Esteban
Imagem
Me desculpe, Senhora Kazumi e Senhor Takeshi.

Eu sei que o que aconteceu foi marcante, mas eu preciso ter um dedinho de prosa com o Senhor Takeshi. Acho que descobri o porque da menina não falar antes.
Kazumi de imediato levou uma das mãos a boca, mas Laura pode notar que aquela notícia havia dado um pouco mais de cor ao rosto da senhora. Takeshi ao observar a expressão de sua esposa se forçou a abrir um sorriso fraco e acenar que sim com a cabeça.

Se sentaram na mesa e então Esteban continuou.
Esteban
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Ela parece falar aquela mesma língua daqueles comerciantes que te trazem aquela pimenta mais ardida. Será que você poderia nos ajudar a se comunicar?
Takeshi fez uma expressão de curiosidade e levou uma mão ao queixo, coçando a própria barba. Olho para Laura e perguntou.
Takeshi
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Hola, ¿puedes entenderme?
Todos olhavam para a menina. Lá fora a chuva começava a engrossar e as gotas começaram a escorrer pela a janela.

. . .

Rhaysa não demorou muito tempo para achar o cemitério, as informações do velho estavam corretas. Ao chegar se deparou com um local tranquilo e mesmo com a chuva caindo em suas costas não parecia morbido, parecia mais um lugar de plena tranquilidade e reflexão. O lugar parecia cuidado com esmero possuindo alguns jardins floridos e lápides bem polida que se enfileiram desenhando linhas no chão, a grama verde cobria todo o lugar sendo esta salpicada por ocasionais flores amarelas e lilases.

No meio da área Rhaysa pode ver uma praça pavimentada com grandes pedras, e ela não pode deixar de lembrar das histórias de pessoas que faziam oferendas aos seus deuses em locais como aquele. De onde estava podia ver alguns vasos e tigelas com um pouco de comida.

Não haviam cercas ou portões que impedissem o acesso ao cemitério e ao observar tudo aquilo um pouco de sossego tomou conta do coração da mulher. Neste momento ouviu uma voz feminina atrás de si.
Mulher
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Posso te ajudar com algo?
Era uma mulher de meia idade. Usava um avental com alguns utensílios de jardinagem, mas o que causava estranheza a Rhaysa era o fato dela carregar uma pá maior do que o necessário para apenas cuidar de flores.
Editado pela última vez por RoenMidnight em 24 Nov 2017, 21:33, em um total de 1 vez.
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Aldenor
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Re: Capitulo 1 - Vingança

Mensagem por Aldenor » 24 Nov 2017, 16:24

Rhaysa se afastou pisando firme na relva. Seus olhos serviam para guiá-la ao local, mas não captavam mais nada, nem pessoas, nem o ambiente em volta. Rhaysa estava cega de ira naquele momento. A imagem da mão do homem-raposa segurando seu pulso como se pudesse impor sua vontade sobre a dela ia e vinha, impedindo a raiva sumir.

Ela resmungou um pouco, mas alguns minutos depois, quando começava a se aproximar do cemitério, conseguiu respirar sem fúria. Olhou novamente seu pulso e a cena veio à sua mente sem provocar a ira. Alguns questionamentos começaram a surgir em sua mente, talvez não devesse ter criado um corte no braço do devoto de Thyatis...

... devia ter cortado sua garganta.

O pensamento veio como um raio, causando-lhe surpresa. Era como se não partisse dela mesma. Rhaysa olhou a ponta de sua cimitarra ainda manchada pelo sangue de Lomri. Quando adentrou o cemitério, entretanto, a lefou achou por bem embainhá-la.

O lugar era bonito, até. Bem tratado, com jardins, lápides bem limpas e algumas até pomposas. Rhaysa nunca entendeu direito o porquê das pessoas criarem grandes obras para os mortos. O corpo logo seria comida para vermes e a alma estaria em outros mundos, então, pra que aquilo? Talvez para lembrar os vivos das histórias daqueles que já morreram... enfim, convenções que as pessoas arrumavam para justificar a formação de aldeias, vilas, ajuntamentos...

Seus pensamentos foram interrompidos quando uma senhora jardineira apareceu. Na verdade, Rhaysa achou que fosse uma menina, mas ao ouvir sua voz e sua expressão madura, percebeu se tratar de alguém antiga. Rhaysa se virou para ela e tentou sorrir, mas saiu algo forçado. Foi então que percebeu a enorme pá, muito maior do que seria necessário para cuidar do jardim.
Rhaysa
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Eu sou a Rhaysa, senhora. Você está ciente do que anda acontecendo na sua vila? Aqui parece tão tranquilo se comparado ao que ocorreu há pouco tempo lá na taverna...
Rhaysa não tinha muito jeito com as palavras ou em buscar respostas da maneira investigativa per se. Pelo contrário, Rhaysa era uma mulher das batalhas. Após ouvir o que ela tinha a dizer sobre isso, Rhaysa logo emendou outra pegunta:
Rhaysa
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... essa pá. Ela é para cavar buraco pros defuntos?
Aquilo realmente a incomodou. Uma senhora dessas iria fazer o que com uma pá daquele tamanho?
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Khrjstjano
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Re: Capitulo 1 - Vingança

Mensagem por Khrjstjano » 25 Nov 2017, 18:47

De volta à hospedaria.

A menina apenas seguia Esteban, que parecia começar a entendê-la. Um pouco. O que havia dito há pouco, ao menos. Ela,por sua vez, não entendia nada. Aquela era uma língua difícil para ela; a pronúncia e o ritmo com que as pessoas falavam era diferente, não só as palavras. Mas ela confiava no que via e sentia e... Ele lhe dava comida!

Uma pessoa não resiste a comida assim simplesmente.

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Ao entrar, Esteban a levou ao casal que cuidava daquele lugar, isto ela sabia. Não entendeu o que ele queria com isso, no entanto, mas parecia disposta a ver no que ia dar.
Esteban
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Ela blablablá blablá aquela mesma blablá daqueles blablaantes que blá blazem aquela piblablá mais blablida. Blalá que blablá blade nos blablar a se comuniblá?
Menina
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(¡Así qué lo entiendo todo! Pfft...)
Pensou a garota enquanto observava seu amigo e protetor falando com o velho homem da hospedaria. Ela não entendia bulhufas, mas ao que parecia o senhor se interessou.

Coçou o queixo, olhando para ela...
Menina
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(Y ahora tú, ¿lo qué miras?)
Takeshi
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Hola, ¿puedes entenderme?
!!!
Menina
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Sí, sí! Al fin y al cabo esto es como habla la gente, ¿no?

Dime, ¿que hay con esa lengua tan rara de ustedes?
Dada a situação, a garota esqueceu completamente o que se passava no vilarejo. Estava feliz por conseguir finalmente entender alguém. Além disto, por mais estranhas que as coisas fossem para aquelas pessoas, nada ali era tão impactante para alguém que daquela idade que havia passado por tudo que passou.

Pela primeira vez realmente sorria.
Menina
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...

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