Tormenta RPG - Tempestade no Mar Negro (ON) FECHADO

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Aquila
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Tormenta RPG - Tempestade no Mar Negro (ON) FECHADO

Mensagem por Aquila » 15 Jan 2018, 13:17

Tempestade no Mar Negro – Prólogo
Costa da Ilha de Zullai – Ilhas dos Piratas
(Fim da Tarde de Jetag 10 sob Cyd, 1410 CE)

Akan Juba Vermelha

- Preste atenção por onde anda, novato.

O pirata o atinge de surpresa, jogando-o sobre a carga empilhada no centro do rêmora, fazendo com que a corda que você segurava se solte momentaneamente, deixando a ponta da vela tremular agitada ao sabor do vento da tarde. Você quase cai, mas consegue se equilibrar, lutando contra o vento forte, até que Velasco surge ao seu lado, fazendo um laço com a ponta solta da corda e prendendo-a em um pino de madeira com um movimento rápido. Com a ajuda do velho marinheiro, você finalmente prende a corda da vela, somente para perceber que precisa mudar a posição da amarração mais uma vez.

- Não deixe que ele o incomode – diz Velasco, sorrindo para o seu rosto frustrado enquanto passa o nó para outro pino com naturalidade. - Todos já fomos novatos, um dia. Onnar cresceu nos rêmoras e sabe como os ventos mudam de surpresa quando nos aproximamos das ilhas. Um descuido e as ondas jogam o barco contra as rochas.

Os marinheiros agem rápido e evitam que o vento leve o pequeno barco de transporte de encontro a Ajur, uma ilha que parece uma rocha imensa, com um forte e um farol no topo, na ponta da Baía de Calena.

Logo atrás, os outros rêmoras seguem em fila na direção das águas calmas da baía, pontilhada por barcos de pesca e pequenos veleiros.

Assim que o barco estabiliza, Velasco lhe passa um odre de água fresca, e você se permite um momento de descanso para olhar para estibordo, onde o Cação Cego desliza em aparente tranquilidade.

“Somente os mais experientes capitães conseguem evitar os corais que se escondem sob as águas turbulentas do estreito”, disse Velasco, assim que o navio de Izzy Tarante chegou na entrada do estreito, no início da manhã, sendo recebido por uma esquadra de barcos de carga. “Apenas os rêmoras conseguem evitar as rochas afiadas e se aproximar da costa das ilhas sem grande perigo”, disse o pirata que se tornou seu tutor e amigo depois que você foi libertado da galé tapistana.

Sobrecarregados com pilhagem ou escravos libertados do império, os grandes navios têm muita dificuldade para atravessar o Estreito de Alrad com segurança, por isso se tornou comum nos últimos anos dividir uma parte da carga com os rêmoras, pequenos barcos de baixo calado, de um ou dois mastros, que seguem para as cidades costeiras evitando as barreiras de corais com mais facilidade.

Quando o Cação ancorou na entrada do estreito, muito antes do sol surgir, coube aos novatos transferir a carga pesada e reforçar a tripulação dos rêmoras, que sempre viajavam com o mínimo necessário para chegar até a costa de Belegar. Embora no início passar para um barco muito menor tenha sido estranho, depois de dias se acostumando com a rotina do cação, logo a viagem ficou tranquila. Com o vento soprando da popa, os barcos avançaram rápido pelas águas, seguindo próximos da costa de Zullai, que os marinheiros chamavam de Ilha dos Macacos. Somente agora, quando o dia entrou na hora final, o vento ficou mais forte, exigindo atenção.

Durante toda a travessia, a luz do sol tingiu as águas cristalinas do Estreito de Alrad de ouro e prata, fazendo com que você esquecesse o perigo que se esconde sob as ondas. No entanto, conforme o astro divino chega no fim de sua jornada diária, as ondas começam a assumir uma cor escura como vinho tinto, revelando instintivamente por que essas águas são conhecidas por todos os piratas das ilhas como Mar de Sangue.

Segundo Velasco, o estreito ganhou esse nome depois da devastadora batalha naval entre os primeiros capitães pelo domínio das ilhas, quase trinta anos atrás, e que culminou com a derrota dos filhos de Alrad, o Rei dos Piratas, e a formação da Irmandade. Os poucos piratas sobreviventes daquela época contam que o estreito ficou vermelho com o sangue de todos que morreram durante a batalha.

Com o sol poente às suas costas, a Ilha de Quelina se tornou uma linha negra contra o horizonte violeta. Apenas a chama de um farol corta a escuridão da costa, indicando a entrada da baia da mais poderosa cidade da região.

- Aquele é o farol do Castelo Negro – diz Velasco, acompanhando seu olhar para a luz dourada na costa de Quelina, enquanto prende a corda que você segurava. - Um dos fortes que defendem a entrada da baia de Quelina contra invasores.

O marinheiro olha para a luz do farol com um olhar distante.

- Houve um tempo em que avistar o farol me deixava mais tranquilo, pois eu sentia que havia chegado em casa… mas agora, depois da traição de Malthus, não consigo parar de pensar que isso não vai durar.

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Uma miríade de estrelas já domina o céu noturno, tingido de violeta, quando os rêmoras finalmente chegam em Calena, a maior cidade de Zullai. Um grupo de marinheiros leais a Izzy Tarante já espera os barcos nos atracadouros, pronto para levar as mercadorias para os depósitos, sob o olhar atento dos guardas da capitã.

O Cação Cego balança suavemente no lado oposto do porto, onde as águas são profundas o suficiente para abrigar os navios carregados de armas dos capitães da irmandade. Apenas o Cação e outros dois veleiros menores estão prontos para partir, mas inúmeros barcos e navios se amontoam nas docas ao longo da costa da baía, sendo reparados ou em diferentes estágios de cosntgrução.

- Finalmente terminou – diz Velasco, jogando um balde de água sobre o corpo suado, para se refrescar, enquanto você carrega o último barril de cerveja para as carroças. – Chega de Trabalho. Mal posso esperar para tomar uma garrafa de rum de verdade, depois de todo esse tempo no mar. Não aguento mais nenhum gole daquele grog aguado do Cação. Venha, Akan, vamos para o Âncoras, para comemorar sua chegada às ilhas. Dessa vez eu pago, mas assim que você ganhar seu primeiro soldo, a noite fica por sua conta.

- Isso se não continuarmos atacando apenas as galés dos minotauros – diz Onnar, jogando um saco de farinha em uma carroça, com irritação. – Malditos sejam os minotauros, mas precisamos de mais do que comida e recrutas. Precisamos atacar um navio mercante, antes que sejamos nós implorando por trabalho nas docas ou nos rêmoras.

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Objetivos
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Dados dos Personagens
Crym • PV 27/27; PA 1/1; CA 20 <> Carga: Normal.
Peter • PV 30/30; PM 8/8; PA 1/1; CA 21 <> Carga: Normal.
Akan • PV 42/42; PA 1/1; CA 19 <> Carga: Normal.
Clara • PV 21/21; PA 9/9; PA 1/1; CA 15 <> Carga: Normal.
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Editado pela última vez por Aquila em 28 Set 2018, 20:15, em um total de 4 vezes.

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DiceScarlata
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Re: Tormenta RPG - Tempestade no Mar Negro (ON)

Mensagem por DiceScarlata » 17 Jan 2018, 02:06

Akan juba vermelha
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*Sentia suas mãos ainda mais calejadas. Se antes era pela lança, agora pelo atrito das cordas. Estava acostumado a uma vida dura. Sol nas costas, luta todos os dias. A diferença agora, é que conhecia a luxuria. Sim. A luxuria. O prazer de derrotar um inimigo forte e tirar dele suas riquezas. Usá-las para o próprio prazer. Deleitar-se com a vitória. Deitar-se com mulheres livres, cheias de gratidão.*

*Além do prazer ada vingança. As criaturas que o aprisionaram. Minotauros. Ter a chance de cravar-lhes uma lança entre os cornos, alimenta seu desejo dessa vida. "A pirate life".*


- Obrigado, irmão Velasco. Uma bebida será bem recebida. Devolverei este presente, pela a honra da juba do grande leão vermelho. Só espero poder caçar aqueles que me caçaram logo, como diz o irmão Onnar.

* Irmãos. VIver sobre o mar, preso a um pedaço de madeira. Lutar sobre as ondas. Saquear. Cantar. Beber. Aqueles que fazem isso são irmãos na vida e na morte. Era o que acreditava*

- AGORA DEIXA DE PROMESSAS DE MOCINHA RAPAZ!! ME LEVA LOGO PRA ENCHER A BARRIGA TAMBÉM!!!! HAHAHAHAHAAHAH!!!! QUERO BEBER A NOITE TODA! E que sabe, molhar a boca entre as coxas de alguma dama heim?? HAHAHAHAHA!!!!

*Err... Aprendera alguns modos de falar novos também*

Tribo Scarlata


- MUNDO DE ARTON: GRUPO MADEIRA DE TOLLON (on):Angra Cabelos de Fogo
- MUNDO DE ARTON: GRUPO AÇO-RUBI (on): Jihad das Areias Vermelhas
- MUNDO DE ARTON: GRUPO JADE (on):Sr. Fuu
- JOHNVERSE: PRESA DE FERRO (on): Jinx - Cruzado da Ordem dos cabeças de Dado
- JUDASVERSO: CRÔNICAS DA TORMENTA (on): Nagamaki no Gouka!
- FUI REENCARNADO COMO MONSTRO (on): Gizmo
- OUTONO (on): Sandman

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Aquila
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Re: Tormenta RPG - Tempestade no Mar Negro (ON)

Mensagem por Aquila » 20 Jan 2018, 21:08

Tempestade no Mar Negro – Prólogo
Vila de Calena - Ilha de Zullai
(Início da Noite de Jetag 10 sob Cyd, 1410 CE)

Akan Juba Vermelha

A chegada de um grande navio agita o porto pirata como um dia festivo.

Mesmo antes do último rêmora ser descarregado, as docas são tomadas por pessoas da vila, que chegam de todos os lados para receber velhos amigos e amantes, depois de tantas semanas distantes; para cobrar dívidas antigas, que nunca são esquecida, embora muitas sejam perdoada; para fazer negócio com os mercadores carregados de itens exóticas de terras distantes; ou simplesmente para conhecer os recém-chegados, cada um com uma história de vida única.

A festa começa nas docas, com a cerveja e o rum saqueados sendo trocados pelos produtos feitos na vila, pães, queijos, carnes, frutas e legumes preparados em pratos temperados, distribuídos ao custo de algumas poucas moedas de cobre ou uma caneca de bebida, enquanto os pescadores preparam os peixes e frutos do mar coletados no Mar de Sangue em fogueiras a céu aberto.

Braseiros são acesos por todos os lados, iluminando as conversas animadas e encontros privados com uma luz fraca, enquanto instrumentos musicais ressoam em uma harmonia intensa que se espalha pelas ruas estreitas da vila como um convite à diversão.

Diferente de uma vila comum, Calena se estende ao longo da margem da Baía das Sereias ao lado de uma única rua, começando do Porto das Rochas, onde os grandes navios são atracados, próximos do Castillo de Izolda, passando pelas docas dos depósitos e mercados, até a praia de Samarco, onde os estaleiros e botes se amontoam na margem tomada pelas barracas coloridas do povo Nawar, excluídos no continente, mas que encontraram nas ilhas um lugar para viver longe da opressão.

E no meio de tudo estavam os macacos, pequenos micos que sobem em tudo e se movem pelas docas pendurados nos ombros de quem passava. Os menores eram pouco maiores do que um gato, o tamanho que um mico deveria ter, mas os grandes chegavam a ter o tamanho de crianças, “graças ao poder das ilhas”, disse Velasco, explicando-o sobre a força vital da flora e da fauna da região. “Há macacos muitos maiores do que ogres, na floresta.”

Você segue com Velasco pela orla da cidade, na direção da praia, aprendendo os nomes de alguns prédios importantes e pessoas de confiança, mas antes que se distanciem das docas, um homem chama os seus nomes. Cirius, o primeiro imediato de Izzy passa por vocês e joga uma bolsinha de pano para cada um, parte do soldo do trabalho dos últimos dias.

- Apenas um adiantamento – diz o pirata careca, um homem duro e exigente, mas que dizem ser um excelente cozinheiro. – Amanhã vamos começar a dividir o saque e ver quanto cada um receberá de verdade...

A sua bolsa tilinta fracamente com apenas três moedas de ouro e dez moedas de prata; você não chega a ver a bolsa de Velasco, que ele esconde assim que a recebe, chamando-o para uma mesa desocupada.

- A comida e a bebida são por minha conta – diz o velho pirata, lhe passando uma bandeja de legumes cozidos, peixe assado e uma garrafa de rum, - mas não posso ajuda-lo quanto as mulheres. Isso fica por sua conta. Mas devo avisá-lo que escolha bem antes de oferecer dinheiro para qualquer uma delas. Não é assim que as coisas funcionam por aqui...

E logo o aviso de Velasco fica claro, quando as mulheres da vila surgem para receber os piratas.

O Cação Cego possui um número surpreendente de marinheiras em comparação com outros navios pirata, mas a grande maioria dos marinheiros dos barcos são homens, Mas quando as mulheres da vila surgem para recebe-los, não é apenas como mercadorias para serem vendidas, como se poderia imaginar de um lugar assim, mas sim como pessoas com tantos desejos quanto eles.

De uma forma estranha isso faz com que você lembre de sua terra natal, a um ano de distância, onde os guerreiros saem para caçar e pilhar, mas quando retornam são recebidos em uma grande festa pelas mulheres da aldeia. Algumas mulheres da aldeia são comprometidas por votos sagrados a um único homem, mas muitas delas estão apenas ávidas apenas por diversão e companhia masculina, depois de semanas de solidão. As noites quentes da savana, entorpecidas pelos fortes licores selvagens, normalmente terminavam em sexo, mas isso sempre acontecia em nome do prazer, nunca como uma forma de ganhar a vida em um mundo cruel.

Os piratas que encontram suas parceiras logo as tiram para dançar e conversar em segredo, dividindo o dinheiro que ganharam arriscando a vida em meio a abraços e beijos ardentes, mas muitos simplesmente arriscam a sorte com as mulheres solteiras que perambulam por entra as docas, tentando cortejos atrapalhados e fazendo promessas de uma vida como parte de uma disputa.

- Ainda temos alguns bordeis nas ilhas – diz Velasco, vendo um pouco de desgosto no seu rosto, - como o Sereia Lasciva e o Cenote Ardente, mas graças a Izzy Tarante e Danielle de Bruges, a sacerdotisa de Marah, hoje em dia eles são mais parecidas com lugares de encontros casuais do que casas de prazer...

Enquanto Velasco lhe conta sobre os meandros da conquista das mulheres, você sente o olhar intenso de uma dela sobre os seus músculos bronzeados, uma mulher de longos cabelos castanhos e olhos brilhantes, que canta no meio de um grupo de músicos. Alta e de corpo escultural, ela atrai a atenção de todos ao seu redor, cantando uma música envolvente com sua voz suave, mas seus olhos não desgrudam dos seus.

- É isso que estou dizendo – diz Velasco, vendo seus olhos acompanharem as curvas da cantora. – Avistou o que quer, agora basta conquistá-la. Aquela é Rialla, a melhor cantora das ilhas, na minha opinião. Chegou aqui alguns anos atrás, na mesma época dos refugiados, quando foi libertada por Izzy. Sim, ela era uma escrava, assim como você, a escrava particular de um capitão minotauro que a usava para bem mais do que cantar... Eu não navegava com Izzy naquela época, mas os rapazes dizem que a capitã fez aquele sofrer como nenhum outro jamais sofreu...

- Ela deve estar imaginando de onde veio esse bicho selvagem – diz Onnar, atirando uma muda de roupa sobre você. – Vestido assim, você não conseguiria cortejar nem mesmo uma bruxa do mar... Agora veja se essas roupas servem. Foi difícil achar algo do seu tamanho...

As roupas que o pirata lhe força a vestir na verdade servem perfeitamente. A camiseta fica um pouco apertada em seu corpo, mas o restante das roupas, uma calça, um cinto grande com uma fivela enorme com suportes para armas e algibeiras e um par de botas de couro, lhe caem muito bem.

- Agora precisa apenas de uma espada – diz Velasco, depois de um longo gole de bebida, - e será quase um pirata completo...

O som distante de um trovão interrompe Velasco, que anda até o fim da doca com uma seriedade que você nunca viu antes, observando atentamente as águas escuras da baía.

- Que eu seja um macaco pelado se isso não foi um tiro canhão.

- Você é um macaco pelado e isso foi um canhão – diz Onnar, bebendo uma caneca de cerveja com aparente indiferença. -Alguém deve estar atirando nas sereias do cabo, outra vez. Sabe que os combates são proibidos nas águas do estreito, exceto por ordem do conselheiro.

Velasco não parece convencido, mas como apenas alguns poucos piratas observam as águas escuram com igual preocupação, ele parece dar de ombros.

- Espero que esteja certo...
Akan recebe Roupas de Explorador (Versão Pirata), 3 PO e 10 PP.
Crym

- Não vamos chegar a tempo!

O medo toma conta da tripulação quando fica claro para todos que o navio de velas escuras não pretende apenas abordar o pequeno barco, mas sim manda-lo para as profundezas do Mar de Sangue

O estampido do tiro de canhão que devastou o convés superior ainda ecoa pela noite quando os primeiros arpões com ganchos cravam fundo no barco, arrastando-o de encontro ao casco do navio. As velas do barco se incham com o vento forte, retesando as cordas, mas a pequena embarcação não consegue se distanciar.

Os marinheiros cortam as cordas com golpes de espadas e machados, mas uma horda de ganchos as substitui, seguidas por uma saraivada de tiros de mosquete e virotes de besta.

- Vire tudo para estibordo! – grita um dos marinheiros, o homem que tomou a liderança quando o navio negro surgiu na escuridão como um espectro, correndo pelo convés escorregadio de sangue. – Vamos para o Cabo dos Lamentos. É nossa única esperança.

- As rochas vão nos despedaçar!

- Vão despedaçar a ambos... – grita o homem, mas sua voz é silenciada pelo som do tiro de canhão que atravessa o casco do barco.

O barco convulsiona violentamente, jogando-o de um lado para outro do escuro convés inferior, tomado pela água que entra pelo buraco no piso. Sozinho no meio da carga, você se segura nas redes, lembrando como tomou coragem para pedir carona no barco para Zullai, depois de um mês tentando a sorte nas ruas de Quelina.

Cercados por aprendizes tão bons quanto arrogantes, que nnem mesmo pensvam na possibilidade de disputar a atenção dos mestres artesão com um simples goblin, você não conseguiu emprego em nenhuma oficina da cidade, mesmo quando demostrava conhecimento e habilidade. Nem mesmo Gaddali, o mestre ferreiro de Quelina lhe ofereceu emprego, mesmo precisando de toda ajuda disponível para terminar os pedidos de armas da irmandade.

Certo que você não chegou a conversar com o mestre anão, envolvido com problemas nas minas de ferro nas montanhas no centro da ilha, mas depois de tanto tempo Zullai pareceu um lugar muito melhor para alguém tentar a sorte do que a velha cidade pirata, dominada pela política de seus senhores, onde cada estrangeiro era visto com desconfiança.

“Ninguém fica sem emprego em Zullai”, diziam as pessoas de Quelina, que mostravam como as ruas ficaram limpas de mendigos, vadios e prostitutas, depois que os refugiados foram todos enviados para a Ilha dos Macacos, para povoar as novas vilas que surgiam na orla tomada por monstros. “Há trabalho para marceneiros, pedreiros, construtores de barcos, ferreiros”, diziam, incentivando-o a ir imediatamente.

Quando finalmente a taverna não aceitou seu dinheiro, usando uma justificativa qualquer, você não viu motivo para ficar na cidade que tanto ouviu falar, conseguindo carona para Zullai no primeiro barco que encontrou no porto, um veleiro de dois mastros que partiria no fim da tarde. Você sabia que poucos marinheiros ousavam navegar nas águas traiçoeiras do estreito, e menos inda durante a noite, mas o fato de não cobrarem nada e partirem imediatamente pareceu auspicioso.

O homem misterioso que tomou a liderança do barco cai no convés inferior, tragando-o para a realidade de um barco devastado, afundando em águas profundas. O homem cai na água fria que invade o barco, ferido, o sangue se espalhando como se tivesse derramado um barril de vinho tinto. A pistola em suas mãos fumega com o resquício do último tiro, enquanto o convés superior é tomado pelas vozes e gritos de batalha.

O homem se ergue com dificuldade, tateando no escuro com olhos perdidos, até que o avista, escondido no meio da carga. Um brilho de lucidez ilumina os olhos do homem quase morto que lhe ofereceu carona para Zullai.

- Você... Preciso da sua ajuda... – ele diz, caindo costas no meio da água, ofegando. – Eles estão aqui para me matar... para me silenciar... Mas você... eles não o viram. Você precisa levar uma mensagem para Tarante... dizer que há espiões entre os libertos... Os minotauros estão enviando espiões entre os escravos que ela liberta...

O homem morre ao mesmo tempo que a batalha no convés, enquanto passos ecoam pelo casco destruído, se aproximando da entrada do convés de carga.
Observações sobre o barco onde Crym está:
● O barco é um pequeno veleiro de dois mastros, usado para transportar passageiros e carga entre as ilhas. Não é equipado com armas pesadas.
● O barco foi atingido por dois tiros de canhão precisos, e agora está afundando. Crym é pequeno o suficiente para passar pelos buracos no casco. Um deles leva para baixo do navio, enquanto o outro leva para estibordo, onde alguns pedaços do casco flutuam ao sabor das ondas.
Crym tem apenas um momento para decidir o que fará.
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Objetivos
● O Preço da Liberdade (Crym):: Escape do navio arruinado. (150 XP).
Dados dos Personagens
Crym ● PV 27/27; PA 1/1; CA 20 <> Carga: Normal.
Peter ● PV 30/30; PM 8/8; PA 1/1; CA 21 <> Carga: Normal.
Akan ● PV 42/42; PA 1/1; CA 19 <> Carga: Normal.
Clara ● PV 21/21; PA 9/9; PA 1/1; CA 15 <> Carga: Normal.

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Re: Tormenta RPG - Tempestade no Mar Negro (ON)

Mensagem por Lord Seph » 21 Jan 2018, 09:47

A vida não estava fácil para Crym, talvez Valkaria tivesse sido uma melhor escolha, ou quem sabe em algum reino da Liga.

As acomodações eram horríveis e a comida não era das melhores, mas pelo menos ninguém lhe incomodava. Então tudo começou a afundar, literal e figurativamente.

Um humano aparece diante de Crym morrendo e citando um nome e sobre conspiração. Mas antes de responder o homem morre e passos ecoam acima, em breve a embarcação afundaria e Crym não estava muito a fim de ir junto.

*- Bem, vamos sair desse lugar.

Crym fala enquanto pega suas coisas e corre para uma rota de fulga. Crym procura algo no local que sirva como boia e escapa por estibordo entre os escombros, mas se mantém furtivo. Com suas coisas em mãos ele se lança ao mar e se segura na boia e tenta achar um meio de chegar em terra.
Como não especificou nada eu tratei de procurar uma boia para poder escapar nadando. Não estou de armadura, então fiz um teste de Furtividade dando 20 nele.

O * indica que falei em goblinoide. Fui em direção a estibordo, pois ir para o fundo não creio que arranjaria uma rota de fulga, mas se eu ao menos andei pela embarcação queria saber o que teria pela outra rota.
Melhor queimar do que apagar aos poucos.
-Neil Young.
o lema dos 3D&Tistas
"-seremos o ultimo foco de resistência do sistema"
Warrior 25/ Dark Knight 10/ Demi-God.

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Aquila
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Re: Tormenta RPG - Tempestade no Mar Negro (ON)

Mensagem por Aquila » 28 Jan 2018, 15:25

Tempestade no Mar Negro – Prólogo

Crym
Baía das Sereias - Ilha de Zullai
(Início da Noite de Jetag 10 sob Cyd, 1410 CE)

Você pula nas águas borbulhantes que inundam o convés inferior, tentando alcançar o buraco no fundo do casco, mas quando suas mãos tocam as bordas destruídas, o navio sacode violentamente, jogando-o para o fundo do convés. Por um instante você gira no meio do turbilhão sem saber onde está, até bater com as costas na parede no fundo do convés. O impacto o atordoa, mas você consegue se levantar e respirar, antes da luz de uma tocha surgir na escada do convés.

Você mergulha um instante antes de três homens invadirem o convés inferior com armas em punho, pistolas e espadas cobertas de sangue.

- Ali está ele! – grita um dos homens, a voz abafada pelas águas, disparando na sua direção.

O tiro atinge as costas do homem morto, que está boiando sobre você com o rosto mergulhado nas águas, os olhos abertos encarando-o em desespero.

- Idiota! – diz outro homem, jogando o primeiro no meio da água, com um soco. – Eu disse para captura-lo vivo. Maldição! Tragam-no aqui antes que o barco afunde...

Dois dos homens começam a avançar na sua direção, lutando para retirar as caixas e barris que bloqueiam o caminho. O corpo do homem e a água turva de sangue o esconderam dos olhos dos invasores, mas agora eles se aproximam cada vez mais. O buraco no casco está a apenas alguns metros a sua direita, sob a água, e você sabe que pode passar por ele com apenas algumas braçadas, mas também sabe não conseguirá avançar muito sem recuperar o fôlego, o que revelaria sua presença aos homens.

Seus pulmões imploram por ar quando os homens se aproximam e seguram os pés do homem, para puxá-lo para as escadas. O homem morto parece olhá-lo uma última vez, enquanto é arrastado pelas águas vermelhas, olhando para o que parece ser um pergaminho dentro de sua túnica manchada de sangue.
Crym está submerso no fundo do convés inundado, quase sem fôlego. Ele conseguiu respirar por um instante antes dos homens entrarem no convés, mas agora tem apenas alguns turnos de ar.

Ele pode tentar alcançar o buraco no casco para sair do navio, mas para fazer isso pode tentar por recuperar o fôlego, o que pode revelar sua presença aos homens que massacraram a tripulação (role um Teste de Furtividade), ou então continuar submerso, tentando avançar sem recuperar o fôlego (nesse caso, role um Teste de Constituição (CD 15).

Além disso, ele pode tentar ficar escondido no fundo do navio até os homens irem embora. Nesse caso, role um Teste de Constituição (CD 20).
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Peter Silverstone
Porto de Villena - Ilha de Zullai
(Meio-dia de Jetag 10 sob Cyd, 1410 CE)

A vida no mar acabou se mostrando muito diferente da aventura que você imaginava, quando deixou tudo para trás, em busca de seu próprio caminho. Já no primeiro dia no mar foi preciso abandonar o orgulho adquirido através de anos de treinamento para se juntar a tripulação do navio, pois assim que a costa turbulenta do mundo desapareceu com o sol da tarde, você entrou em uma região onde apenas a força e o valor determinam quem sobrevive.

Enquanto seu cavalo suportava a viagem no convés inferior, junto com as demais montarias enviadas para as ilhas, você trabalhava no navio, aprendendo tudo que podia sobre os segredos do mar, um conhecimento que se mostrou importante quando uma tempestade desafiou o navio para um combate mortal, no meio de lugar nenhum. Por uma noite inteira, toda a tripulação lutou contra as ondas gigantes que atacavam o navio, uma disputa que custou a vida de vários marinheiros, mas quando finalmente o sol surgiu no horizonte, você não era mais o mesmo homem que havia partido.

Os dias que se seguiram foram duros, mas as conversas com os marinheiros permitiram que você descobrisse muito sobre as ilhas, antes que elas surgissem, dias depois, na meio neblina que dominava o horizonte.

Para sua surpresa, a imagem da terra de liberdade e luxúria, cantada pelos bardos em todos os portos, foi substituída por uma região à beira de uma guerra pelo poder, onde a Irmandade Pirata lutava contra a ascensão dos nobres que se refugiaram nas ilhas, depois de fugirem da invasão dos minotauros. Fragilizada pela traição de Malthus e pela quantidade de pessoas que haviam chegado, cujos propósitos eram incontroláveis, a Irmandade não conseguiu sufocar o crescimento dos nobres, que começaram a formar vilas e fortes próprios, controlados com mão de ferro.

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É meio-dia quando O Saqueador finalmente atraca em Villena, depois de quase duas semanas navegando pelas águas agitadas do Mar Negro.

O cais fervilha com o movimento dos trabalhadores dos rêmoras, descarregando as mercadorias dos navios de contrabando que se amontoam no mar, produtos caros roubados do continente para satisfazer os desejos caros dos nobres que tomaram a ilha depois de fugirem da guerra.

Apenas os animais permaneceram no navio, depois que a carga pesada foi transportada para os barcos menores, deixando-o muito mais leve e seguro para seguir ao longo da costa, na direção do Cabo da Caveira, onde a cidade foi erguida.

Cansado, mas, principalmente, irritado, depois de dias confinado, Bagual resiste quando você o puxa pela ponte de madeira, na direção do cais. Ele está um pouco magro e abatido, mas as pessoas abrem espaço quando você passa, admirando com medo e fascínio a força bruta e beleza do animal. No entanto, quando você se dirige para os estábulos, um grupo de homens uniformizados se coloca no seu caminho, pegando as rédeas do cavalo.

Demora um momento para você perceber que os homens são guardas da vila, trajando librés de cor carmim e amarelo sobre armaduras leves de couro ou tecido.

- É um garanhão magnífico – diz um dos homens, trajando uma meia armadura de aço. – Está um pouco mal nutrido, mas nós cuidaremos bem dele, a partir de agora. Levem-no para o castelo...

Bagual se agita quando um dos homens tenta segura as rédeas, derrubando vários dos guardas e destruindo algumas barracas antes que você consiga contê-lo.

- O demônio ainda tem espírito – diz o sargento, se levantando do amontoado de caixas onde caiu, sorrindo com um corte no lábio. – Muito bom. Será uma ótima montaria para lorde Aldemor... Você. Sim, você, marinheiro. Leve o cavalo para o castelo.
No momento, Peter não está trajando sua armadura. Ele está carregando seus equipamentos, suas armas e armaduras, mas eles estão soltos nos fardos que soltou quando precisou segurar Bagual.
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Clara Riley
Castillo de Izolda - Vila de Calena - Ilha de Zullai
(Início da Noite de Jetag 10 sob Cyd, 1410 CE)

- Você está linda.

Os olhos de Casmir brilham quando ele a vê surgir na porta da torre do observatório, vestida para a festa de recepção da senhora do castelo. O mago se aproxima para ajudá-la a descer os poucos degraus que separam a entrada da torre do pátio interno, um gesto gentil que poderia ser entendido como parte de um flerte casual, mas que na verdade faz parte da natureza do jovem.

Ele pega a sua mão e a puxa para perto de si, assim que você toca as pedras do pátio. Seus corpos quase se tocam, como se ele quisesse começar a dançar ali mesmo. O aroma doce de vinho revela o elixir da ousadia do jovem, que olha para seu rosto com um desejo que nunca conseguiu esconder. Por um segundo, você sente que ele finalmente vai ignorar a educação e toma-la nos braços, para beijá-la, mas então você se afasta dele com um passo de dança elegante, girando ainda de mãos dadas, fazendo seu vestido azul-turquesa rodopiar.

Casmir a corteja desde que você chegou na ilha, a quase meio ano, mas nunca ficou tão surpreso com suas recusas como agora. Ele a olha sem entender o que fez de errado. O mago é um homem bonito, seus intensos olhos azul-escuros fazem as moças suspirarem sempre que passa, mas ele tem metade da sua idade.

- Venha – ele oferece o braço para que você o acompanhe, como se esquecesse a recusa. – Vamos para a festa.

O som de música e conversas joviais preenche o pátio do castelo, que lembra, por um breve momento, uma festa da alta sociedade artoniana, se as regras de etiqueta fossem ignoradas em favor da diversão.

Os homens e mulheres mais influentes de Zullai, e suas famílias, estão reunidos no castelo, para dar as boas-vindas a Izolda Tarante, membro do conselho da Irmandade e principal opositora dos nobres proscritos que se espalham pelas ilhas. O som de riso e vozes entusiasmadas toma os grupos espalhados pelo pátio, formados por capitães de navio, contrabandistas, assassinos e espiões que raramente têm a oportunidade de se reunir e conversar.

Para alguém desinformado, a festa poderia ser entendida como uma forma de segregação dos chefes contra os marinheiros que estão na praia, uma reunião de elite de um grupo que deveria prezar justamente pela integração em favor da liberdade, mas você já está na ilha a tempo suficiente para saber que isso é uma medida necessária para a proteção de todos. Os homens e mulheres que estão no castelo comandam juntos uma força militar que poderia tomar um reino menor, se conseguirem se manter vivos.

Muitos homens - e algumas mulheres – se viram para observa-la, quando você entra na festa, acompanhada de Casmir, fazendo-a lembrar por um instante da época em que morava com seu pai, em Wynlla. Perdida nas memórias, que parecem fazer parte de uma outra vida, você se deixa levar pelo mago, cumprimentando rapidamente todos que encontra.

Não demora muito e você está envolvida nas conversas dos grupos, onde as formalidades são ignoradas em favor da praticidade, como se todos fossem velhos amigos.

- Casmir está certo, ficou muito bem em você. Está muito bonita.

A voz grave de Mallak em seu ouvido a surpreende pela proximidade, mas quando você se vira o mago está a alguns passos de você, observando-a no vestido novo com seu olhar quase indecifrável. Diferente do filho, ele nunca revelou seus sentimentos por você, mas você aprendeu a ver o desejo em seus olhos escuros, característicos dos povos da savana.

Mallak é um pouco mais velho do que você, mas parece ter pouco mais de trinta anos, seguindo o mistério dos magos. Ele foi aventureiro e pirata, quando jovem, até se tornar um dos primeiros magos da Irmandade, um trabalho para o qual ele treina o filho... e você. Ele nunca revelou seu desejo de que você assumisse um lugar na Irmandade, mas desde o dia em que você foi encontrada na praia por um grupo de pescadores, sem memória de como chegou na ilha, ele se tornou seu mentor nas artes arcanas, ajudando-a a entender o que aconteceu.
Desnecessário dizer que os equipamentos de Clara estão em seu quarto.
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Objetivos
Dados dos Personagens
Crym • PV 27/27; PA 1/1; CA 20 <> Carga: Normal.
Peter • PV 30/30; PM 8/8; PA 1/1; CA 21 <> Carga: Normal.
Akan • PV 42/42; PA 1/1; CA 19 <> Carga: Normal.
Clara • PV 21/21; PA 9/9; PA 1/1; CA 15 <> Carga: Normal.
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Lord Seph
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LordSeph rolled: (20) + 12 = 32

Mensagem por Lord Seph » 28 Jan 2018, 16:07

Maldito navio afundando e malditos humanos bárbaros e sem modos. Crym adoraria dar um tiro na cabeça desses malditos, mas preferiu deixar para lá e nada para sua rota de fulga. Afinal, homens mortos não contam histórias e ele queria contar essa história.

Crym pega fôlego de forma furtiva, sem chamar a atenção e aproxima de sua rota de fulga nadando para fora daquele inferno flutuante.
Não falaste a CD, mas tirei LordSeph rolled: (20) + 12 = 32 no teste. Se desse para pegar esse papel do bolso do cara eu arriscava :lol:. Em todo caso vou sair logo dessa armadilha flutuante, lembrando que ainda enxergo na escuridão apesar da escuridão das águas.
Melhor queimar do que apagar aos poucos.
-Neil Young.
o lema dos 3D&Tistas
"-seremos o ultimo foco de resistência do sistema"
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Aldenor
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Re: Tormenta RPG - Tempestade no Mar Negro (ON)

Mensagem por Aldenor » 28 Jan 2018, 23:04

O Mar Negro sempre fascinou muita gente. Influenciou a vida de muita gente ao longo dos séculos com seu comércio marítimo, mas principalmente pelas histórias de heroísmo de capa e espada. Fanfarrões piratas enriquecendo às custas de saques, mortes, belas mulheres e promessa de tesouros. Peter nunca foi muito interessado na vida no mar, mas desde que decidiu sair de sua zona de conforto, o Mar Negro despontou como um dos lugares mais expressivos para seu objetivo. O poder.

Não imaginava o que viria à frente. Sempre atento, sempre obediente à hierarquia, Peter conseguiu se enturmar com os demais marinheiros, embora não se visse exatamente como eles. Era um homem educado, taciturno e apegado aos livros. Mais de uma vez decidiu diminuir suas horas de sono para a leitura. Com sorte perdera poucos livros durante a difícil travessia até as Ilhas Piratas, parando em uma cidadezinha chamada Villena.

Com um pouco de conversa, Peter acabou se inteirando com a situação política das Ilhas. Aparentemente, a Irmandade Pirata controlou por décadas o ambiente piratesco até a chegada dos nobres fugidos das Guerras Táuricas. A balança do poder se desequilibrou e com isso, problemas vieram. A disputa pelo controle das Ilhas interessavam bastante ao sacerdote guerreiro e por isso precisava se aproximar de algum destes grupos. Queria, sobretudo, abrir uma igreja de Kallyadranoch, embora soubesse que precisaria dos favores de algum lorde, seja ele da Irmandade ou da nobreza do continente.

A tradição pendia para a Irmandade, já estruturada e organizada há décadas. Mas os nobres do continente podiam ser mais familiares a ele - também acostumado à vida no continente - de modo que não havia, naquele momento, uma escolha certa. Precisava conhecer mais gente, mais grupos e se mostrar poderoso, atraente o suficiente para receber propostas de um dos lados...

Quando saiu com seu irmão-cavalo, Peter imaginou que seu sofrimento acabaria. Bagual estava desnutrido, magro e cansado. Demonstrava uma irritação típica e Peter sabia que teria que pedir desculpas por muitos dias. Caminhando pelas areias fofas do porto, Peter fazia caretas. Não gostou daquela areia fina que entrava por todos os buracos de suas botas, empesteava suas roupas e cabelo. Além disso, o sol e a água salgada deixavam sua pele endurecida e quebradiça. Vermelho como um camarão, Peter viu homens pegando as rédeas de Bagual. Eram guardas da vila e o confundiram por um mero marinheiro levando a montaria de seu lorde, um tal de Aldemor.

Bagual não gostava de ser tratado por ninguém além do próprio Peter e ficou irritadiço, provocando a aparição do sargento cheio de sorrisos.

- O demônio ainda tem espírito... Muito bom. Será uma ótima montaria para lorde Aldemor... Você. Sim, você, marinheiro. Leve o cavalo para o castelo.

Peter ergueu uma sobrancelha e retirou o amuleto de dentro de suas roupas leves que grudavam em sua pele. Sua armadura estava desmontada, guardada, pois era humanamente impossível andar com tamanho equipamento de metal em um navio por tanto tempo.
Peter
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Sargento, eu não sou nenhum marinheiro. Este é Bagual, meu irmão-cavalo e não algum tipo de mercadoria de seu lorde.
Disse severamente franzindo a testa. Mas depois, pensando que poderia ser menos rude e conseguir algum tipo de conhecimento, continuou.
Peter
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Me chamo Peter Silversong e sou um clérigo de Kallyadranoch, o deus dos dragões. Leve-me ao lorde Aldemor para que possa conversar sobre a religião em suas terras.
Disse, com cortesia, mas de maneira imperativa. Não perderia tempo falando com algum soldado qualquer que o tratou como um mero servo. Peter não servia a ninguém, somente ao deus do poder.
Magias Preparadas
Arma mágica (1 PM), bênção (1 PM), curar ferimentos leves x3 (3 PM), compreender idiomas (1 PM), força do touro (2 PM).
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Mælstrøm
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Re: Tormenta RPG - Tempestade no Mar Negro (ON)

Mensagem por Mælstrøm » 28 Jan 2018, 23:45

Ter o sangue élfico era uma vantagem no mundo dos humanos. Clara aprendeu isso quando passou a conviver com eles em Wynlla, o Reino da Magia e decidiu usar isso a seu favor. Enquanto todos os humanos viviam intensamente em busca de suas conquistas, a jovem maga queria apenas aprender mais sobre a magia arcana, seu único e verdadeiro amor.

A vida na estrada em aventuras a levou tomar caminhos que não podiam ter outra explicação a não ser a vontade dos deuses. Hoje, conjuradora de magia arcana através da exótica e raríssima pistola arcana, Clara vive em Zullai, uma cidade pró-Irmandade sob a tutela de Mallak, seu novo mestre arcano. Apesar de sentir-se lisonjeada pelos flertes e investidas de seu filho Casmir, ela começava a se cansar do rapaz. Era sempre gentil, é verdade, mas sua insistência e incapacidade de entender os sinais de suas recusas cotidianas a tiravam do sério.

Pior que isso, agora ela desconfiava que o próprio Mallak estava interessado de alguma maneira que não apenas em seu intelecto. Os humanos eram, realmente, criaturas muito pequenas.

Clara dançava conforme a música. Sempre o fez para se encaixar no mundo dos outros, mas estava também cansando daquilo. Apesar de ser grata à Mallak e sua ajuda a tentar entender sua recente perda de memória, Clara já estava ficando enfadada com aquilo. E via a disputa da Irmandade e dos nobres proscritos uma janela, uma oportunidade que pudesse buscar por si só seus meios. Ela mesma não era boa em manter as aparências.
Clara
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Obrigada, senhor.
Disse singelamente e de maneira pouco elegante, pois não se interessava e nem queria aprender as etiquetas aristocráticas.

O que mais interessava aquele ambiente no momento, aquilo que a fez vestir aquelas roupas de palhaça, era a chegada de Izolda Tarante. Uma mulher importante na Irmandade Pirata.
Clara
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Senhor, Izolda é bastante conhecida no Mar Negro, não é? Conte-me mais sobre ela, por favor?
Apesar de ter uma relação próxima com Mallak, Clara jamais deixou de chamá-lo de senhor. Um lembrete da diferença de ambos e da impossibilidade de ambos os mundos se tornarem o mesmo.
Fiz um teste de Conhecimento (história) e rolei 16:
Maelstrom_d rolled:
(6) + 10 =
16
Quero saber o que Clara sabe sobre Izolda e tentar somar com o que Mallak irá me contar sobre ela.

Minhas magias preparadas:
Armadura arcana, escudo arcano, mísseis mágicos x2, leque cromático, lâmina invisível menor x2

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Re: Tormenta RPG - Tempestade no Mar Negro (ON)

Mensagem por Aquila » 02 Fev 2018, 15:26

Tempestade no Mar Negro – Parte I : Ossos Cruzados

Crym
Baía das Sereias - Ilha de Zullai
(Início da Noite de Jetag 10 sob Cyd, 1410 CE)

O barco começa a virar quando a água inunda a convés inferior, transformando a popa em um turbilhão de sombras rubras. A água o joga para o fundo do barco, mas, com agilidade, você aproveita o turbilhão para recuperar o fôlego, agarrando-se a uma viga, antes de mergulhar na direção do buraco no casco.

- Viu aquilo...? – grita um dos homens, assustado, antes deles alcançarem o pé da escada, onde o terceiro, fora de sua visão, aguarda para pegar o corpo com mãos firmes. Os dois homens sacam as espadas quase ao mesmo tempo, olhando para a penumbra onde você estava a menos de um segundo. – Maldição! Acho que vi alguma coisa...

- O que era, maldito? Um marinheiro...?

- Não sei...

- Não importa – diz o terceiro, ignorando os outros, enquanto pega o pergaminho selado, manchado de sangue, das vestes do morto. – Vamos sair daqui antes que o barco afunde...

A penumbra cinzenta do mar noturno o envolve quando você passa pelo buraco no casco do barco, lutando para se afastar do navio, antes que ele o leve para as profundezas escuras. Por um instante, tudo que você ouve é o ranger agonizante do navio destruído descendo lentamente na direção de uma fenda escura, mas quando finalmente consegue alcançar a superfície, o som de vozes ásperas chama a sua atenção para o navio escuro, quase invisível contra o céu noturno, se afastando para o norte, passando sobre os destroços do barco.

Assim que alcança a superfície, você é jogado para o lado palas ondas do navio, subitamente nervoso por se lembrar dos marinheiros nas tavernas falavam sobre os tubarões do Mar de Sangue, embora não lembre exatamente o que diziam, e totalmente consciente de que está a quilômetros da costa...

O navio se afasta como se emergisse na noite, deixando-o no meio do nada, mas então o balanço das ondas revela duas formas na água: uma das cordas de abordagem do navio, ainda presa ao casco da embarcação, e, no lado oposto, um barril.

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Peter Silverstone
Porto de Villena - Ilha de Zullai
(Meio-Dia de Jetag 10 sob Cyd, 1410 CE)

Uma nuvem escura encobre o sol do meio-dia quando você revela seu amuleto abençoado e diz o nome Kallyadranoch.

Apesar de poucos anos terem passado desde o retorno da divindade, os rumores sobre os feitos de seus servos se tornaram cada vez comuns entre as pessoas das vilas e cidades, fatos e boatos que se misturam de forma indistinta, sussurrados entre nobres e plebeus, restaurando a presença da divindade sobre o mundo como um pesadelo que se torna real.

Os guardas se aproximam de você com raiva e hostilidade, pela vergonha de terem se assustado do garanhão e por terem se ferido, as armas em punho, mas param subitamente de avançar quando o nome da divindade é proferido. Alguns dos guardas param onde estão, olhando para o medalhão em seu peito, confusos, enquanto outros recuam um passo, as armas prontas para negar as suas palavras.

- Baixem as armas – diz o sargento, surgindo do meio dos guardas, empurrando-os para os lados. – Baixem as armas!

Os guardas olham para o chefe, sem entender, mas ele os ignora.

- Peço perdão pela confusão, senhor – ele diz, se aproximando, o rosto sério. – O tomamos por um marinheiro comum... Certamente Lorde Aldemor vai querer recebê-lo imediatamente. Por favor, me acompanhe.

O sargento dá ordens aos guardas que permanecem no porto, para fiscalizar a descarga das mercadorias e controlar a revolta dos comerciantes que tiveram as barracas arruinadas durante a confusão, pedindo depois pelo seu próprio cavalo, para leva-lo pessoalmente até o castelo.

O sol parece queimar com mais intensidade do que antes, quando a nuvem escura avança na direção das montanhas, para o centro da ilha. A maioria das pessoas parece estar em casa, a essa hora do dia, mas aqueles que não podem se reúnem ao redor das árvores cercadas de tendas coloridas, para, acompanhados dos macacos, observar os guardas passarem.

Um punhado de guardas, montados em cavalos magrelos, o segue pela orla da vila, construída ao redor do cabo rochoso onde desponta a fortaleza do governo, erguida sobre as ruínas de uma outra, muito mais antiga. As ruínas de muros de pedra surgem assim que vocês chegam na trilha que leva para o castelo, sobre as rochas, contornando os estaleiros abarrotados de navios em reparos e em construção.

Vários guardas circulam pelo lugar, vestidos com armaduras leves sob as túnicas carmim e amarelo escuro da vila, vigiando, enquanto os trabalhadores se amontoam nas sombras dos barcos ou das árvores, descansando. Em pleno meio-dia, você vê poucas pessoas andando pelos barcos do cais, sobretudo sobre os navios de guerra que estão sendo armados com os canhões que saem das forjas.

Poucos minutos depois, você chega na muralha externa do castelo, cercada por uma imensidão de andaimes e pedras empilhadas. Você não sabe a quanto tempo os trabalhadores estão reconstruindo o castelo, mas consegue ver por experiência que as obras avançaram bastante, levando em conta que os proscritos chegaram a menos de quatro anos nas ilhas. Levará anos para que o lugar recupere a força que deveria ter no passado, mas os muros altos, cercados por guardas armados com armas de fogo e escorpiões, poderiam resistir a um batalhão de minotauros.

Assim que cruza o portão externo, você parece entrar em outro mundo. Andaimes e guindastes de obras podem ser vistos ao redor, mas o lugar parece o centro de uma vila do reinado, com casas de pedra espalhadas pelo campo plano do cabo, terminando na muralha interna que protege o castelo. Exceto pelos canhões que protegem o mar, dos dois lados do cabo, você poderia facilmente imaginar que está em uma cidade rica do litoral, e não em uma vila no meio das ilhas dos piratas.

Você observa rapidamente as pessoas ao redor, vestidas com o saque dos piratas e mercadorias contrabandeadas, antes de seguir para os estábulos, erguidos logo depois da muralha externa. Vários cavalos magrelos e algumas vacas dividem o espaço amplo, aumentado para receber as montarias que chegaram.

- Os cavalariços cuidarão de sua montaria – diz o sargento, chamando alguns garotos assustados para cuidar do garanhão, que não parece disposto a ser abandonado novamente. – Tenho certeza que ele não ficará aqui, mas sim no castelo, mas antes precisamos anunciar a sua chegada aos lordes.

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Clara Riley
Castillo de Izolda - Vila de Calena - Ilha de Zullai
(Início da Noite de Jetag 10 sob Cyd, 1410 CE)

Mesmo antes de chegar nas ilhas, você já ouvia as histórias sobre os feitos de Izzy Tarante, a capitã da Irmandade Pirata, enaltecida por rebeldes e aventureiros por toda a costa do Mar Negro.

Nascida em Nimbarann, capital do reino de Fortuna, Izzy se tornou pirata muito cedo, quando embarcou por engano no Cação Cego, o navio de um dos piratas mais violentos de todos os tempos, Sig Olho Negro, uma decisão que mudou sua vida para sempre.

Descoberta pela tripulação quando o navio estava em alto mar, Izzy se viu forçada a se tornar amante do inescrupuloso capitão, um destino cruel para uma jovem donzela, criada para ser uma dama, mas melhor do que a alternativa. No início, contasse que não havia nenhum tipo de sentimento entre os dois, o capitão, que sem entender por que, havia se negado o preço de uma bela virgem no mercado de Calacala, e a jovem que apenas se resignava em satisfazer os desejos de seu captor. Mas, conforme os anos foram passando, uma relação forte surgiu entre os dois, que se tornaram mais do que amantes.

Com o tempo, Izzy se viu cada vez mais próxima de Sig, que, apesar da imagem que demonstrava a todos que o conheciam, a de um homem duro e sem sentimento, realmente amava a jovem. Essa proximidade permitiu que a jovem aprendesse tudo sobre o mar, garantindo a ela não apenas um lugar entre os piratas, mas principalmente ganhando o seu respeito.

Quando Sig Olho Negro morreu, vítima de sua própria ambição, Izzy assumiu o comando do Cação Cego com naturalidade, não apenas para honrar a tradição, mas por que não conseguia mais se afastar do mar, que havia se tornado uma de suas paixões. Mas a morte de Sig permitiu que pela primeira vez em anos a jovem fosse vista como era, não como a amante do pirata, mas sim como uma mulher que não hesitaria em lutar pelo que acreditava.

Os bardos também contam que foi graças a influência de Izzy que Sig Olho Negro abandou seu negócio mais lucrativo: o comércio de escravos com os minotauros. Enquanto Sig os supria com jovens e donzelas capturados nas vilas costeiras, os minotauros ignoravam os ataques do pirata contra os navios do Reinado, mas quando ele decidiu encerrar a parceria, sua proteção terminou. Quando Izzy assumiu o comando do Cação Cego, ela decidiu fazer algo mais do que apenas ignorar a escravidão: decidiu lutar contra ela.

Foi nessa época que Izzy se aliou a Irmandade.

Sig Olho Negro era um pirata da Irmandade em uma época em que Quelina era tudo que existia nas ilhas, mas graças aos seus negócios particulares, nunca foi realmente aceito como parte do grupo. Suas raras visitas a Quelina aconteciam apenas quando era convocado para os conselhos ou quando queria desaparecer por um tempo.

Quando Sig morreu, Izzy sabia que precisava chegar a Quelina, não apenas para garantir o seu próprio lugar na Irmandade, mas principalmente para obter o apoio que necessitaria assim que desafiasse um inimigo tão poderoso. Depois de dias de viagem e muitas provações, a jovem conseguiu alcançar o refúgio, sendo envolvida imediatamente na luta pelo poder que já existia entre os piratas.

O passado e a juventude de Izzy deixava dúvidas sobre suas capacidades, mas o entusiasmo da jovem capitã acabou convencendo três dos piratas mais poderosos da Irmandade: Jade, Zabel e Orontes. Com o apoio dos três piratas, Izzy teve acesso a uma rede de informantes, intermediários e aliados que nunca imaginou existir quando navegava com Sig Olho Negro.

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- Eu conheci Izolda muito tempo depois - diz Mallak, enchendo uma taça de vinho ahleniano de um dos barris espalhados pelo pátio. - Pouco antes da traição de Malthus.

- Naquele tempo, a rede de contatos e aliados de Izolda já não dependia mais do conselho, que raramente se aventurava além das ilhas. Dos membros do conselho, apenas James ainda atacava os poucos navios que se aventuravam pela costa, carregados com produtos baratos e algumas poucas moedas. Depois de duas décadas sofrendo perdas irreparáveis de mercadorias e vidas, os comerciantes dos reinos haviam se unido para criar uma rota comercial estável no continente, evitando a qualquer custo transportar suas mercadorias pelo mar.

- A situação estava tão difícil que muitos piratas decidiram abandonar a segurança das ilhas para se voltar ao contrabando e saques de vilas costeiras, e alguns até mesmo para o comércio de escravos, mais lucrativos e menos perigosos do que os ataques aos navios mercantes, mas, para Izolda, isso mostrava apenas que estavam desistindo de tudo. Se a situação continuasse, a vida dos piratas nas ilhas estava ameaçada.

- Foi quando ela decidiu usar todos os recursos que tinha para fortalecer novamente o comércio pelo mar.

- Izolda já tinha conquistado muitos aliados entre os escravos libertados dos minotauros, criando uma rede de agentes leais por toda a costa. A partir desses agentes, ela começou a patrocinar grupos de bandoleiros pelos reinos, deixando as rotas por terra tão perigosas que o comércio marítimo se tornaria novamente uma opção viável. Infelizmente, a invasão dos minotauros quase arruinou o plano.

- Sob a segurança dos estandartes minotauros, as rotas comerciais por terra voltaram a ficar seguras. Os grupos de bandoleiros que atacavam as rotas comerciais não tinham força para desafiar as legiões, que se tornavam mais fortes com o tempo. A solução de Izolda foi arregimentar os rebeldes que lutavam nas frentes de batalha perdidas pelos bandoleiros e também grupos de corsários que trabalhavam para os reinos, mas que na verdade apenas davam cabo dos piratas traidores.

- Eu conheci Izolda quando servia ao príncipe Sander Allim, herdeiro de Fortuna, durante a breve disputa pelo trono contra os membros renegados do conselho, Garan de Alkas e Noralim de Kamur. A disputa acabou graças a invasão dos minotauros, mas o príncipe herdeiro acabou preso pelos invasores. Infelizmente, percebemos tarde demais a traição de Avlin, que obteve sucesso em para trazer os nobres renegados para as ilhas...

Mallak toma um longo gole de vinho, os olhos sombrios perdidos em pensamentos, como sempre acontece quando cita Avlin, o mago real de Fortuna, que foi seu amigo durante a época em que serviam a coroa do reino, mas que agora trabalha com os nobres exilados.

- O golpe foi duro, mas poderia ter sido evitado se não fosse a traição de Malthus. Izolda tentou alertar o conselho sobre Malthus diversas vezes, mas a lealdade do minotauro parecia inquestionável para todos. Quando ele se revelou um agente de Tapista, era tarde demais para impedir a chegada dos proscritos... Malthus foi expulso, mas o custo foi alto para a Irmandade, principalmente para Orontes, que perdeu a esposa para o maldito.

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Crym • PV 27/27; PA 1/1; CA 20 <> Carga: Normal.
Peter • PV 30/30; PM 8/8; PA 1/1; CA 21 <> Carga: Normal.
Akan • PV 42/42; PA 1/1; CA 19 <> Carga: Normal.
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Lord Seph
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Re: Tormenta RPG - Tempestade no Mar Negro (ON)

Mensagem por Lord Seph » 02 Fev 2018, 18:16

Crym estava tendo uma péssima noite e a escuridão não trazia aquela quietude que tanto amava. Estava no meio do nada rodeado por água e ele desejava algo para se apoiar e nadar para fora daquele inferno aquático.

- Sério, devia ter esfolado aquele Halfling e feito uma boia, aposto que aquela bola de sebo flutuaria.

Crym resmunga em seu idioma racial. Então ele vê um barril e nada até ele na esperança de usar aquilo como apoio. Também vê uma corda amarrada a um casco e vê se não vai afundar com o resto e tenta descobrir como usar aquilo para se orientar naquelas águas.
Preciso de algum teste para usar aqueles restos e para voltar a terra firme?
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