O Vale das Sombras

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Aquila
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O Vale das Sombras

Mensagem por Aquila » 30 Abr 2018, 00:48

O Templo da Morte
Prelúdio - Convergência

Marca de Solas – Reino de Fortuna - Verão de 1410

Alexander

O vento frio das montanhas desalinha seus cabelos, enquanto você observa, da janela de seu quarto, na Torre do Templo, o sol poente descer lentamente sobre a majestosa Floresta de Allihanna, um mar de colinas e árvores esmeralda que desaparece no horizonte além do Rio Caerunir. Com os olhos semicerrados por causa da luz do sol da tarde, você se permite um momento de descanso para apreciar a vastidão inóspita do lugar, sentindo o calor aquecer seu corpo cansado da longa viagem.

Aos poucos, conforme o sol desaparece no horizonte, o mundo vai ficando mais escuro, e os primeiros braços de neblina começam a descer dos bosques e colinas que cercam o Vale de Solas, no extremo norte de Fortuna. Logo, as luzes das casas ao redor da aldeia começam a piscar na penumbra crescente, como reflexos em um lago das estrelas que surgem no firmamento, tingido de violeta.

Quando o vento das montanhas começa a soprar mais forte, você fecha a janela e volta para dentro do quarto, para terminar de se lavar e se trocar, antes de descer para a ceia junto dos outros sacerdotes que vivem no templo. A chama tremeluzente da lareira ilumina um quarto simples que lembra muito a cela onde você viveu por tantos anos, antes de ser consagrado. Seus objetos pessoais e sua armadura estão sobre a cama, esperando para serem organizados depois da longa viagem que empreendeu para chegar ao templo. Além da cama, apenas um baú, um criado mudo, uma mesa e uma cadeira completam a mobília do quarto espaçoso, digno de um nobre.

A luz das chamas reflete sobre sua armadura e armas bem cuidados, mas é o tabardo que você recebeu durante a consagração que o leva para o dia em que partiu de Valkaria, para cumprir a vontade da Deusa. Tão logo recebeu o símbolo sagrado, você foi chamado pelos mestres da ordem para cumprir uma missão importante: levar a espada da deusa para dentro do Império. Foi o próprio Hennd Kalamar quem lhe deu a missão do Templo de Solas, onde a palavra da deusa deveria tomar forma entre os poderes. Alguns cavaleiros de renome tentaram questionar a ordem do mestre, pois julgavam que você não estava pronto para assumir tal tarefa, mas ele foi enfático sobre a vontade da deusa.

Assim que tudo ficou pronto, você partiu de Valkaria, seguindo para a sul em uma das muitas caravanas que partem da capital todos os dias. A viagem o levou até Nilo, na costa de Ahlen, onde você embarcou em um navio mercante que seguia para Fortuna. A viagem foi dura, mas, depois de poucos dias, você avistou as praias rochosas de Fortuna, percebendo que estava em um mundo completamente desconhecido.

No desembarque, o navio foi abordado por soldados minotauros, a procura de espiões e rebeldes, mas mesmo eles não ousaram barrar seu caminho, apesar das palavras de escárnio e desafio que ouvia por onde passava – todos os sacerdotes são respeitados dentro do Império, mas os minotauros parecem gostar mais dos campões dos deuses guerreiros, desafiando-os em nome de Tauron. Naquele momento ficou claro que você não era mais um simples acólito, treinando para ser um cavaleiro, mas sim a arma da Deusa sobre o mundo.

A viagem até Solas foi tranquila, graças a segurança das estradas, livres dos bandoleiros e aproveitadores que infestavam o reino, antes da dominação dos minotauros. Enquanto avançava para o norte, você viu que o terreno se tornava mais irregular, com os campos e fazendas da costa dando lugar a colinas rochosas, entrecortadas por rios e ravinas longas, cercadas por bosques de árvores densas e ruínas do povo antigo. A cada dia as Montanhas Uivantes se aproximavam cada vez mais, uma muralha de pedra imensa que parecia dividir o mundo.

Em poucos dias, você alcançou a marca de Solas, uma região de colinas, campos e bosques verdejantes, às margens do Rio Caerunir, na fronteira de Fortuna com as Montanhas Uivantes e Petrynia. À primeira vista, a bela região aos pés das montanhas não parecia em nada com a terra cinzenta que os aldeões lhe descreviam desde que chegou no reino, chamada por eles de Vale das Sombras, uma região de infortúnios considerada amaldiçoada.
Você está no seu quarto, na torre do templo dos deuses da vila de Caermor, descansando depois da longa viagem de Valkaria até Fortuna. Você chegou na vila faz poucas horas e foi direto para o templo.

Inclua um Tabardo (Manual do Devoto p.74) com o símbolo sagrado de Valkaria entre seus itens, um pequeno presente de sua consagração.

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Flamel

As tendas coloridas que se espalham ao redor das ruínas do velho bastião atraem a atenção de quem passa pela estrada de Caermor, não apenas pela expectativa de ver e comprar os itens exóticos, trazidos de reinos distantes, mas principalmente pela natureza dos mercadores.

Muitas pessoas da vila aproveitam o sol da tarde para ir até a clareira do velho bastião, para saudar o povo-gato, cuja chegada é sempre sinal de bons negócios e diversão. As crianças mais jovens, principalmente, que nunca os viram e perto, se animam com a presença dos homens-felino, se escondendo atrás das árvores para espiá-los enquanto trabalham na montagem do acampamento, ou se aproximando cautelosamente para tocar em algum deles, que finge estar distraído quando para um momento para descansar.

Você está em sua tenda, dentro das ruínas do forte, onde os chefes da tribo montaram seu acampamento, preparando suas coisas para passar a noite. Como o dia de viagem foi curto - a caravana chegou em Caermor no início da tarde - você ganhou um tempo livre para separar tudo com cuidado, depois de ajudar a montar a tenda. Como mago herbalista, você goza de certos privilégios dentro da caravana, como uma tenda própria onde pode realizar seus experimentos e estudos sem a interrupção de curiosos companheiros. Normalmente não há tempo para montar seus instrumentos durante a viagem, mas como a caravana pretende ficar na vila por algumas semanas, você sabe que seus conhecimentos podem ser requisitados por Rajana, a líder da caravana.

Enquanto desembrulha seus instrumentos de preparo de ervas e unguentos sobre uma mesa baixa, você recorda como encontrou os mercadores nômades que o acolheram como um deles, apesar de sua natureza. Jogado em um mundo estranho, onde todos pareciam desprezar quem você era, encontrar um grupo de pessoas exatamente como você, com um estilo de vida tão similar, foi um sinal dos deuses.

Na Grande Savana, sua terra natal, os tabash, como o povo-gato chama a si mesmo, se organizam em verdadeiras cidades itinerantes, então é quase natural que aqueles que escolheram viver longe de seu lar optem por viajar em caravanas mercantes, onde podem explorar o mundo atrás de novas experiência. No entanto, diferente de outras raças que preferem viajar sozinhos, os tabash não se importam em aceitar pessoas de outras raças nas caravanas, principalmente humanos, com quem se identificam pela curiosidade.

Quando chegou em Arton, você ficou um pouco perdido por causa da cultura humana, tão diferente da que conhecia, mas quando parecia que a única opção seria o isolamento, você encontrou a caravana de Rajana seguindo para Fortuna. Sua natureza ficou evidente para os chefes da tribo, mas isso não os impediu de tratá-lo como um parente distante. Assim que sua habilidade com a magia ficou evidente, você recebeu uma posição de destaque dentro do grupo, atuando como curandeiro enquanto suas habilidade são desenvolvidas.
Você está em sua tenda, no acampamento tabash, nas ruínas de um pequeno forte ao sul da vila de Caermor. A decoração é simples em comparação a de qualquer outro membro da caravana, tapetes e cortinas coloridas, uma grande almofada como cama e algumas mesas baixas, mais fáceis de serem transportadas pelos animais de carga.


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Will

A pelagem dos lagartos de carga havia se tornado mais espessa e quente, à medida que a caravana tabash se aproximava cada vez mais das Montanhas Uivantes, muito diferente das escamas que apresentavam quando os mercadores passaram por Luvian, a cerca de um mês atrás.

- Eu disse que eles mudavam de pele... - diz, Braje, equilibrado no dorso do animal, lhe alcançando uma caixa pesada com pequenas garrafas com um líquido branco. - Os khubarianos também mudam, mas como eles vivem sempre no mesmo ambiente, ninguém nota.

Braje já havia lhe dito que os lagartos gigantes, chamados thurmakan pelos khubarianos, eram muito mais úteis do que se imaginava, graças a uma magia inata remanescente de sua criação hibrida. De fato, os animais pareciam lagartos, mas possuíam as presas e o tamanho de um elefante. Praticamente toda a carga da caravana era transportada pelos animais, seja atada no lombo ou puxada por carroças, quando os mercadores queriam montar – como se ir sentado nas costas das criaturas, sacolejando, fosse montar.

Não demora muito, você e Braje terminam de descarregar o thurmakan, mas enquanto homens e tabash levam as mercadorias para as tendas ou para o forte – os tabash eram os líderes da caravana, mas havia muitos humanos junto com eles, e alguns quase-humanos, seja como parte da guarda ou apenas mercadores que aproveitaram o carreto.

Assim que o trabalho termina, Braje, um garoto tabash com a pelagem negra como carvão, salta do alto do thurmakan, caindo com suavidade felina sobre a grama do bosque. O trabalho ao redor continua, com homens e tabash dividindo a tarefa de descarga e montagem de tendas, mas o rapaz certamente tem outros planos.

- O que acha de sairmos para explorar os arredores?

Desde que saiu de Luvian e se juntou a caravana, vocês e Braje se tornaram amigos, dividindo as tarefas e os momentos de descanso, passando horas conversando sobre histórias de riqueza e aventura, ou então explorando as regiões por onde passam, desafiando as habilidades um do outro. Desde que descobriu o quanto os nativos são supersticiosos, o rapaz-gato não perde a chance de atravessar o caminho dos aldeões de surpresa, fazendo-os correr assustados do grande gato preto.

O trabalho está quase no fim, e a tarde está agradável para um passei pelos arredores da cidade, mas você sabe que não pode sair para explorar a região, pois a própria chefe Rajana lhe incumbiu de auxiliar Flamel, o alquimista.

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Turok

Uma fumaça tênue, com um cheiro suave de pinho, erva de fumo e floresta selvagem, permeia o salão comunal do Forte de Elebor, onde os patrulheiros de Solas se reúnem para discutir e planejar suas ações. A chama dourada na lareira crepita quando o tronco que a alimenta sucumbe no carvão em brasa, iluminando um punhado de rostos austeros, castigados pelo tempo, todas atentos as palavras do Jowan, o Urso, o mestre da ordem.

- O conselho foi claro quanto a isso, o problema com os gigantes é uma questão diplomática. Vamos continuar vigiando os movimentos deles, mas não é nossa atribuição proteger as ovelhas...

- Se fosse apenas algumas ovelhas, não seria um problema - diz um rastreador barbudo, no outro lado da sala, soltando uma baforada de fumaça, - mas agora eles também estão pegando bois e assaltando os celeiros...

- Seja como for, não nos cabe defender os animais e as colheitas - continua o mestre. - Um destacamento da guarda já foi enviado para as montanhas, para reforçar a fronteira e manter vigilância sobre eles. E se as coisas piorarem, há os minotauros... Mas nossa prioridade agora não são os gigantes, são os Homens Queimados. Mais uma pessoa desapareceu, e o conselho quer respostas...

Um burburinho surge entre os patrulheiros.

- Dizem que os Homens Queimados são mortos-vivos a serviço do lich... - diz um jovem de cabelos negros, recostado na cadeira, bebendo uma caneca de vinho. - Se for assim, não temos melhor chance de lidar com eles do que com os espectros...

- O lich é apenas um boato - diz uma mulher de cabelos loiros, trançados. - Nem sabemos se ele realmente existe.

-Por isso vamos agir em conjunto com os sacerdotes, nesse caso - diz o mestre. - Eles estão lidando com os espectros, pois sabem lidar com esse problema. Nosso tarefa será ajudá-los a capturar um dos Homens Queimados, para descobrir sua real natureza.

Você está sentado no outro extremo da sala, onde a luz trêmula da chama não ousa alcançar, descansando depois de ter viajado o dia todo retornando de Maltas, onde foi enviado para ajudar a lidar com um bando de goblins. Ao seu redor, os patrulheiros discutem sobre os problemas de todo tipo que assolam o feudo, criando hipóteses sobre a ligação do lich com os mortos-vivos e espectros que assolam o feudo.

A ideia de que os Homens Queimados sejam um tipo de morto-vivo começou depois da primeira batalha entre os patrulheiros e um grupo desses guerreiros misteriosos, cuja carne parece ter sido toda substituída por carvão (daí o nome que receberam), o que lhes garante resistência contra os ataques de qualquer arma. Como se não bastasse, assim que a criatura morre, ela pouco depois começa a se desfazer em cinzas.

No início, não ficou claro quais eram suas intenções, os primeiros Homens Queimados eram encontrados nas regiões ermas, vagando a esmo, mas depois de um tempo começaram a surgir relatos de ataques e sequestros causados por essas criaturas, um comportamento que demonstra se não uma racionalidade própria, uma vontade por trás de suas ações.

Logo a reunião termina e o mestre se retira, mas você fica no salão um pouco mais, bebendo uma caneca de vinho.
Você está no salão comunal do Forte de Elebor, onde os patrulheiros de Caermor têm sua base. Como patrulheiro do feudo, você tem um quarto no forte, onde passa poucos dias, pois o trabalho o faz viajar muito. A reunião terminou, mas o mestre ainda não definiu como será feita a tarefa, deixando essa resposta para o dia seguinte.

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Lyra

O templo é menos do que uma ruína, apenas o que restou de um piso de pedra, cercado por sugestões de colunas e árvores mais antigas do que o reino, mas o símbolo do fogo*, gravado em relevo na rocha central, quase apagado pelas eras, deixa claro qual era a real natureza do lugar. Os aldeões dizem que o templo foi erguido pelos bárbaros que habitavam o vale, muito antes da chegada dos humanos, que era um lugar de adoração ao Deus-Sol, mas você sabe o que realmente significa.

O templo era um santuário dedicado ao Portador do Luz, em uma época em que o mundo das fadas e o mundo mortal se dobravam um sobre o outro como reflexos em um espelho. Quando a conexão enfraqueceu e as fadas abandonaram o mundo para o domínio dos anões, as antigas construções desvaneceram, dando lugar aos castelos e fortalezas dos Senhores da Pedra. Com o tempo, os anões também partiram para o exílio na escuridão, deixando o mundo para os homens e seus medos. Quando os homens chegaram no vale, o templo era apenas uma lembrança do reino que havia existido nas primeiras brumas.

O símbolo do fogo era a última pista que faltava para revelar a localização da tumba de Lúcifer, O Portador da Luz, O Rei Vermelho, mas você sabe que o verdadeiro desafio começa agora.

Em pé sobre uma rocha no topo da colina, com o vento açoitando seu manto pesado e desalinhando seus cabelos negros, você olha para o vale de Solas, um sem fim de colinas e bosques entrecortados por ravinas, imaginando onde estaria a entrada da tumba da divindade. No vale diante de seus pés, as luzes das casas começam a piscar como se quisessem atrair a sua atenção para a escuridão que cobre o mundo.

Você está nas cercanias de Caermor, a cidade para onde suas pesquisas sobre o Portador da Luz a levaram, o centro da região onde o Rei Vermelho ascendeu. Nada restou de seu reino além de ruínas espalhadas pelos bosques, mas você sabe que elas são apenas indícios do que se esconde sob o mundo, pois era costume dos primeiros povos das fadas viverem em salões subterrâneos.

Muito antes de chegar em Maltas, você ouviu história sobre as ruínas de Solas, cheias de riquezas antigas e perigos indescritíveis. Uma grande parte delas já foi saqueada por aventureiros e bandidos, mas, ocasionalmente, novos segredos são revelados pelos imigrantes e refugiados que adotar o lugar como lar, depois da tomada do reino pelos minotauros. Os fortunianos nativos não gostam muito do lugar, mesmo aqueles que criaram raízes em suas terras rochosas, pois acreditam que Solas é amaldiçoado por um mal ancestral, aprisionado muito antes da chegada dos primeiros homens. A natureza do que estaria preso nas profundezas de Solas varia de pessoa para pessoa, ora dizem que é um rei-lich, ora um lorde vampiro, mas todos concordam que é uma criatura nefasta, responsável pela destruição de reinos inteiros.

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Rhaysa

A estalagem da Donzela lembra vagamente a taverna onde você trabalhou durante anos, em Malpetrim, servindo os tipos mais distintos de marinheiros e piratas, embora não possua nem uma fração do ar de aventura e perigo necessários para ser memorável. No entanto, você nunca sentiu que estivesse tão próxima de uma aventura quanto está agora.

Em Malpetrim, nenhuma das histórias de aventura que ouvia dos aventureiros e marinheiros que passavam pela taverna pareciam tocá-la de verdade, como se todas não passassem de mais um conto entre tantos outros que escutava todos os dias, perambulando por entre as mesas desgastada, mas agora, até mesmo um boato parece um mistério pronto para ser revelado - gigantes ameaçavam a paz do feudo, espectros perambulam pelos bosques, atacando quem se aproxima da escuridão, bandos de goblins atacam os depósitos das fazendas, feras selvagens descem das montanhas para caçar pessoas - para qualquer lugar que vá, parece que existe uma história para ser contada.

Sentada em uma mesa distante do centro da taverna, envolta peças sombras das velas e lareiras, você escuta as conversas dos aldeões e viajantes, tentando descobrir mais um conto do mundo que se revelou quando deixou tudo para trás.

- Estão oferecem quatrocentas moedas de ouro para quem aceitar o trabalho - diz um homem em uma mesa próxima, debruçado sobre a mesa, bebendo uma caneca de cerveja.

- Dá para começar alguma coisa com esse dinheiro - diz um outro, revezando goles de cerveja com pedaços de queijo, azeitonas e salame defumado. - Isso ou sair daqui e comprar um canto em alguma cidade do sul, como Nimbarann ou Asidon. Soube que estão contratando gente para construção, agora que tomaram o forte daqueles caras do Elmo...

- Se acha que ser escravo é uma boa...

- Não tem nada a ver com ser escravo, tem a ver com segurança. Aqui era seguro, mas agora, com todos esses espectros e mortos-vivos andando por ai, ninguém sabe o que vai acontecer...

- Pode ser, mas parece que agora vão tomar uma atitude, por isso estão procurando voluntários, para ir atrás dos Homens Queimados...

- Eu devia saber que esse dinheiro não era para caçar goblins e lobos...

- E tu queria dinheiro fácil? Tô te falando isso por que tu disse que precisava de dinheiro topava qualquer trabalho. Além do mais, agora os sacerdotes e os caçadores vão junto... Se tiver interesse, passa lá no templo ou no forte...

O diálogo é interrompido pela chegada de alguns conhecidos dos homens, que se espalham pela taverna conversando sobre diversos assuntos, deixando-a sozinha com sua amargura...
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Dados dos Personagens
Rhaysa <> PVs: 19/19; PAs: 1/1; CA: 19 <> Condição:.
Will <> PVs: 13/13; PAs: 1/1; CA: 17 <> Condição:.
Lyra <> PVs: 8/8; PMs: 5/5; PAs: 2/2; CA: 14 <> Condição:.
Alexander <> PVs: 22/22; PAs: 1/1; CA: 18 <> Condição:.
Turok <> PVs: 17/17; PAs: 1/1; CA: 15 <> Condição:.
Flamel <> PVs: 10/10; PMs: 7/7; PAs: 1/1; CA: 16 <> Condição:.
Editado pela última vez por Aquila em 28 Set 2019, 13:41, em um total de 1 vez.

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John Lessard
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Re: O Vale das Sombras

Mensagem por John Lessard » 30 Abr 2018, 08:12

Um mundo novo, repleto de aventuras e perigos está reservado mim, pensava Alexander durante todo o tempo de viagem. O peso da responsabilidade pesava em suas costas, o dever importo pelo próprio Hend Kalamar, o sumo-sacerdote de Valkaria e mal visto pelos cavaleiros mais experientes, mas o jovem, recém consagrado campeão da deusa não decepcionaria, afinal, Alexander Lionheart deveria ser um bastião da justiça, um pilar da pureza e bondade...

- Escute, eu quase deitei aqueles minotauros na porrada lá no porto - dizia a um clérigo que o conduzia pela torre sagrada - veja bem, seria apenas uma surra para eles deixarem aquele jeito arrogante de lado, porém o capitão Garibaldo não deixou, disse que iria manchar minha honra...

O paladino fez uma careta, talvez manchasse mesmo.

- Este é o meu quarto? Muito bonito, obrigado.

Se acomodou como pôde, se permitindo olhar pela janela alguns instantes antes de retornar, para poder se lavar adequadamente e, finalmente descer para comer algo. Seu estômago roncava, e em seu âmago desejava com bastante força pães, carne assada e uma boa caneca de cerveja. Desceu logo depois disso, para enfim comer e após satisfazer sua fome, havia uma única outra coisa que desejava e que tratou perguntar para o primeiro sacerdote que conseguiu se aproximar.

- Ei, e esse Vale das Sombras, o que poderia me dizer sobre? Estou pensando em visitá-lo amanhã.
Personagens em Pbfs:
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Astirax
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Re: O Vale das Sombras

Mensagem por Astirax » 30 Abr 2018, 09:06

De pé sobre o antigo símbolo do fogo, a jovem Tamuraniana aparentemente falava sozinha para quem a visse agora, porém essa não era a natureza da fé? - falar com uma entidade distante, inexistente. Mas a diferença é que sua Divindade estava ao seu lado, por mais que ninguém conseguisse vê-la, Lyra conversava com Lúcifer.
Lyra
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Os aldeões ajudaram muito, esse é o local porém há muitas histórias assustadoras na região, e culpam um mal ancestral por isso. Sinto que se for atrás de sua tumba antes disso ser resolvido, vão confundi-lo com essa entidade maligna.
Se há um mal que o povo teme nesses terras devemos enfrenta-lo minha criança.
Olhe, uma cidade abaixo, voce precisa descansar e se informar melhor, além de precisar de ajuda.

Lyra
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Já faz tempo que não durmo sobre uma cama de verdade, a cidade é bem vinda, mas não esconderei sua presença como da última vez.
Não, até que saiba ser seguro, deve evitar falar comigo na presença de outros, mas estarei sempre ouvindo e a aconselhando, estamos nas terras agora pertencentes ao assim chamado Império de Tauron. Um povo que pratica a escravidão com naturalidade deve ser observado com prudência.

Lyra assente com a cabeça, e procura algo para usar no chão, um velho pedaço de madeira e comprido é o suficiente, ou bordão como é o termo popular. Canalizando sua Magia concede a madeira a capacidade de brilhar com uma luz tão forte quanto uma tocha, mas sem calor.

Chegou a cidade durante a noite, procurando a primeira estalagem aberta, pagando o pernoite, estaria muito mais disposta na manhã seguinte. Logo que esta chegou tratou de observar melhor a vila que estava agora com clareza.
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Lyra observa a movimentação da manhã, precisava de alguém bem especifico, uma pessoa que andasse armada e com equipamentos de viajem como os dela, esta seria alguém como ela, uma pessoa aventureira, ou partindo a serviço de alguém.

Preste atenção se carregam símbolos sagrados, a fé é uma poderosa motivação para todos.

Quando encontrou a primeira pessoa, com as características descritas, iniciou um dialogo.
Lyra
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Com licença bom dia, meu nome é Lyra e acabei de chegar a cidade, estou procurando informações sobre a região e como vi que esta armado, acredito que deva haver perigos que esteja ciente.
Off:
Lyra obtém um Bordão de custo 0 da natureza e conjura Luz a cada hora sobre ele.
Paga o pernoite de estalagem, Recursos atuais 40 TO
Condicional: se receber 8 ou mais de dano usará um Ponto de Ação, para recuperar Pontos de Vida.
Editado pela última vez por Astirax em 30 Abr 2018, 11:03, em um total de 1 vez.

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Aldenor
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Re: O Vale das Sombras

Mensagem por Aldenor » 30 Abr 2018, 09:30

Bebia em um copo de cerâmica com olhos semiabertos, esperando o efeito do álcool bagunçarem a mente, afastar os pensamentos distantes. Rhaysa olhava a cada curto período para sua mochila no chão e para sua espada na cintura, sem únicos bens materiais que importavam. Ela estava decidida em abandonar tudo em prol de um único alvo, um único objetivo final.

Mas era difícil, às vezes, manter o fogo queimando dentro de si. Ouvia vozes eventualmente, era vista com desconfiança à primeira vista e desde pequena aprendeu a lidar com isso se afastando de qualquer pessoa, ou relacionando-se através de contatos violentos. Ela precisava do fogo porque lhe dera motivo e razão em sua vida. Seu pai dera um nome a tudo: lefou.

Rhaysa agora terminava o conteúdo quente que abriu as narinas ao beber em um só gole, queimando a garganta. Será que afetava os artonianos puros da mesma forma que a afetava, uma semi-aberração?
Rhaysa
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...
As conversas à sua volta começavam a se embaralhar, o que significava o sinal. Um bom sinal de sua mente em busca do desligamento, da dormência do corpo e da alma.

O álcool também era o combustível de seu fogo. Com um breve sorriso de quem achava graça em desgraças, Rhaysa apertou levemente o corpo que se espatifou em suas mãos.

Os camponeses de Fortuna tinham muitas peculiaridades, cheios de manias e simpatias inúteis. Uma delas era o copo de cerâmica. Quem diabos usava copos tão frágeis? A lefou se levantou em seguida e, de cabeça baixa, saia do ambiente mal iluminado da taverna.

A passos largos, movia-se em direção do templo. O forte podia também ser seu destino, mas sacerdotes costumavam ser mais gentis e ela não estava a fim de ter que se provar para um bando de homens semianalfabetos com problemas de ego. Com as mãos dentro de sua jaqueta, Rhaysa pisava com suas botas sobre o chão enlameado com passos firmes e decididos. Queria buscar trabalho, que rendesse algum dinheiro para pagar a próxima bebida e a próxima noite de sono, mas não mais que isso. Não tinha nenhum interesse material no mundo dos artonianos. Mas precisava de ação, precisava exercitar seu corpo lefou e crescer seus poderes — seja para o lado dos artonianos, seja para o lado da tempestade. Ela precisava manter seu fogo aquecido.
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DragonKing
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Re: O Vale das Sombras

Mensagem por DragonKing » 30 Abr 2018, 14:47

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Will podia sentir os ventos frios lhe atingir a pele do rosto, o vento não trazia um frio cortante e conseguia se manter aquecido apenas com suas vestes. Não possuía os pelos dos seus amigos felinos por isso precisava se manter aquecido o quanto fosse necessário. De fato não sabia se iriam lhe conseguir pele para suporta as Uivantes caso se dirigissem para lá , mas sabia que , apesar de rígida, Rajana não possuía um coração ruim, ou assim Will desejaria.

-Você é o especialista em lagartos elefantes trocapeles, não eu.Abriu um sorriso .meio ao esforço físico para tentar suportar o peso das caixas, não tinha os músculos necessários para aquele tipo de serviço , mas o fazia apenas para não ter que se justificar depois.-Odeio esse tipo de tarefa, olha para mim eu pareço alguém que faz trabalho braçal? Não, claro que não, olha para aquele cara ele poderia carregar duas dessas , uma em cada braço...Eu deveria estar fazendo algo mais produtivo

Will colocou a ultima caixa no chão e se esticou todo ouvindo seus ossos das costas estalarem. Seus braços doíam e latejavam , sempre sofria com os comentários que tinha braço de menina por não conseguir erguer nem seu próprio peso, mas sempre optou por se manter longe de confusão e ignorava tudo isso. Porém Rajana parecia saber das limitações do garoto e o colocava para ajudar o alquimista da caravana.

-Dessa vez eu não posso, vai ter que ficar para a próxima ,bola de pelo. Vou ter que auxiliar o Flamel novamente, por sinal já estou atrasado, vê se não inventa de sair por ai sozinho ou você pode ser comido por um lobo atroz.

Will da de língua para Braje e corre para sua próxima tarefa. Will sempre foi um jovem ágil, foi treinados pelos melhores entre os melhores . Seu corpo magro e flexibilidade permitiam que ele conseguisse proezas atléticas dignas de povos ágeis como elfos e os próprio tabashs. Enquanto se movia rápido esquivando das pessoas, passando por baixo de caixas sendo carregadas , saltando sobre as costas de pessoas agachadas , Will rouba uma maçã de uma caixa cheia delas, vermelhas e brilhante, morde a fruta como se fosse sua última refeição e atravessa a porta que dava para o laboratório de Flamel.

-Cheguei! Cravou os dentes novamente na maçã e continuou a falar com a boca cheia enquanto olhava o laboratório do chão a parede e mexia em algumas ferramentas sobre a mesa. -Então, iremos explodir alguma coisa hoje?

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DiceScarlata
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Re: O Vale das Sombras

Mensagem por DiceScarlata » 01 Mai 2018, 01:39

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- Oh!! Will!! Venha cá, venha!!!! VENHA VER!!!!

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*Sobre a mesa, os já conhecidos artefatos alquímicos de Flamel. Tubos de ensaio imbuído de fluídos multicoloridos, incensos detentores de variados aromas, do fétido ao perfumados e desenhos talhados contendo ideogramas e fórmulas misticas. Variações de peças de metálicas jaziam ali também. Flamel chamava seu companheiro com empolgação, olhando quase hipnotizado para o liquido inspido, incolor e inodora.*

*Em resumo, agua*


- Não é incrível! Hoje parei para vislumbrar a agua!! Mas não apenas a água, mas os estados dela! Veja bem Will, sobre a influência da temperatura, água se torna vapor ou gelo. Mas continua sendo água! Aquilo que compôe o corpo da maioria dos mortais. O maior dissolvente do mundo. Capaz de causar dor e relaxamento. A milagrosa agua! Mas será que só sob a temperatura ela muda?? Que outros estados devem existir, quando exposta a outra influências? Eu quero saber! Tal qual o carbono fica frágil como carvão ou duro como diamante, eu quero entender as transmutações da vida! Pois todos mudamos! Desde o jovem aventureiro que se torna um deus! Ou a deusa perfeita que se torna escrava!!! Aaah!!

*Percebendo que falou demais e sua garganta ficou seca, ingeriu o liquido dentro de seu tubo de ensaio. Então percebeu que bebera seu objeto de estudo*

- Oh... Droga.

*Deu de ombros*

- Você sempre aqui para me ajudar... Se não fosse sua agilidade, acho que eu demoraria muito mais para colher minhas amostras e materiais!! Prometo que hoje eu pago nossa refeição.

Mesmo falando isso, o alquimista ainda continuava completamente focado em seus livros e materiais. Se alguém o surpreendesse pelas costas, provavelmente seria morto, tamanha era sua distração*

- E por falar nisso, vamos em busca de alguns materiais?
Tribo Scarlata


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Lord Seph
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Re: O Vale das Sombras

Mensagem por Lord Seph » 01 Mai 2018, 08:50

O dia acabava e os caçadores se recolhiam, perdendo a melhor horário para uma caçada.

"Presas foram feitas para serem caçadas".

Pensou Turok não satisfeito em ter que voltar para aquele forte. Para piorar não tinham leite quente, obrigando Turok a consumir vinho.

Turok não gostava daquilo, bebidas e drogas nublavam sua percepção, e para alguém como ele era algo terrível. Mas ele precisava se aquecer.

As presas discutiam sobre gigantes e cadáveres, não tinham força o bastante para destruir os gigantes, e oa cadáveres estavam recheados de crendices.

O pai de Turok era um druida que o recolheu após a morte de sua mãe, e o ensinou a face mais selvagem da natureza. Megalokk não era só o deus dos monstros, mas como o maior predador e seus servos faziam parte de seu bando.

Justin desejava que Turok fizesse parte desse bando, até treinou ele a caçar aqueles ditos civilizados.

Turok fugiu, deixando seu pai para trás e levando seu arco.

"Fiz certo, mãe?"

Turok se perguntava enquanto terminava o vinho, e o chefe se recolhe.

- Então nenhuma resolução para amanhã, senhores.

Turok fala sem realmente ligar por uma resposta. Ele havia ouvido tudo, seu treinamento tornou ele bem acima de pessoas comuns.

- Vou caminhar um pouco antes de me recolher, se eu ver algo eu dou um aviso.

Turok conseguia ver tão bem quanto um elfo na escuridão. Mas a verdade é que ele desejava caçar, sentir o prazer de capturar e matar uma doce presa dos deuses.

- Se os senhores querem resolver essa questão do Lich deviam contratar mercenários, melhor que esperar pelo povo de Tauron.

Turok fala enquanto sai daquele salão cheio de gente e cansado de suas vozes. O frio era bom e o silêncio trazido por Tenebra era agradável.
Vou apenas dar uma caminhada antes de voltar para o quarto. Mas ficarei alerta a qualquer detalhe das ruas
Melhor queimar do que apagar aos poucos.
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Aquila
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Re: O Vale das Sombras

Mensagem por Aquila » 06 Mai 2018, 18:04

O Vale das Sombras
Prelúdio - Convergência

Reino de Fortuna - Marca de Solas – Noite de Jeta 18 Sob Altossol - 1410

Templo dos Deuses
(Alexander)


O cheiro agradável da comida parece guiar seus passos enquanto você desce as escadas da torre, na direção do refeitório da fortaleza. Archotes com chamas encantadas brilham nos suportes de ferro, iluminando as paredes dos corredores estreitos com uma luz espectral, parecendo animar as gravuras dos feitos heroicos e lendas antigas pintadas nas paredes, esmaecidas pelo tempo.

Construído a mais de trezentos anos, como parte da defesa do reino contra os bárbaros das montanhas, o Castelo de Bennar foi palco de inúmeras histórias ao longo de sua existência, desde os cercos que marcaram os primeiros anos da expansão, quando os últimos reis bárbaros se ergueram contra os invasores, passando pelas disputas de magos que marcaram uma geração de senhores, pelo ataque de um dragão, que quase destruiu a torre oeste (onde está o seu quarto), até finalmente deixar de ser a casa do marquesado para se tornar o baluarte espiritual de Caermor. Tantos infortúnios deram ao forte a fama de ser amaldiçoado, mas o fato é que suas grossas muralhas e paredes de pedra nunca falharam em seu propósito, mantendo a força e a imponência de sua criação enquanto a vila e o feudo cresciam ao seu redor.

Distraído pelas imagens do passado, você percebe que chegou ao refeitório apenas quando um dos servos do forte abre a porta de madeira entalhada e todos os olhares se voltam para você. O refeitório é comprido como um pequeno salão real, com um teto alto que se perde na escuridão das chamas dos archotes e candelabros, espalhados ao longo das paredes, cercados por colunas arqueadas. Três mesas ocupam o lugar, duas compridas ladeando o corredor central, ocupadas pelos noviços, e uma menor, no patamar elevado, no lado oposto ao da entrada, ocupada pelos mestres.

- Que bom que se juntou a nós, mestre Alexander - diz Zaheer, o sacerdote que o recebeu quando você chegou no templo, atravessando o corredor para recebê-lo. - Estávamos justamente falando sobre a sua chegada. Venha, vou apresentá-lo aos outros...

Zaheer é o principal responsável pelo templo, um sacerdote do Panteão, de pele negra como ébano, careca, vestido com o manto cinzento que representa sua integridade e neutralidade.

O sacerdote o leva até o patamar, onde o apresenta ao grupo de forma geral, antes de levá-lo para a mesa elevada. Enquanto cruza o corredor, na direção do patamar, você nota os olhares dos noviços sobre vocês, todos jovens, com não mais do que quinze anos, alguns encarando-o com o respeito desafiador que se espera dos futuros campeões de suas ordens, enquanto outros conversam entre si aos sussurros. Enquanto passa, você nota que alguns jovens vestem o cinza da neutralidade, a cor do Panteão, mas a maioria enverga os símbolos de suas divindades patronas: Lena, Khalmyr, Leen, Tanna-Toh e Keenn.

A mesa do patamar é comprida, com dez cadeiras de espaldar alto voltadas para o salão, mas apenas quatro delas estão ocupadas, uma por Zaheer e as outras por três mulheres que o olham curiosas, cada uma envergando um tabardo ricamente bordado com o símbolo de suas divindades. Nenhuma deles deve ter mais do que vinte anos.

- Senhoras, este é Alexander, o cavaleiro de Valkaria.

- Eu sou Felipa - diz a sacerdotisa de Lena, uma jovem de cabelos louro-arruivados e olhos verdes, vestida com um manto tão branco que quase o ofusca, cumprimentando-o com um sorriso. - É um prazer conhecê-lo, senhor.

- Berenice - diz a sacerdotisa de Leen ao lado dela, uma garota séria, de cabelos e olhos castanhos, vestindo um manto negro, pesado. - Seja bem-vindo a Caermor, cavaleiro. Se por acaso matar alguém... O que estou dizendo, é claro que vai matar alguém... eu sou sua mulher. Não sua mulher, se entende o que quero dizer, mas a mulher que deve procurar para despachar o corpo do infeliz. Despachar de maneira correta. Chega de fantasmas perambulando por aí com assuntos inacabados...

- E eu sou Zianne - diz a sacerdotisa da Mãe da Palavra, uma mulher negra, com um olhar carregado de curiosidade. - Se precisar de ajuda em qualquer coisa, informação, pesquisa, então eu sou sua mulher.

Enquanto você conversa com os sacerdotes, um servo do templo se aproxima para encher sua taça com cerveja ou vinho e servi-lo com pedaços de carne, deixando também porções de pão, queixo, azeitonas, ovos cozidos, frutas e legumes à sua disposição.

Logo você fica sabendo que outros sacerdotes também vivem no templo, cada um responsável por uma atribuição na Marca, mas eles normalmente não ficam muito.

- Leander, nosso paladino de Khalmyr, foi para as montanhas com os homens do marquês, para lidar com o problema dos gigantes antes que o magistrado resolva agir. - diz Zianne, a responsável pela biblioteca e pela escola do templo. - Leander sempre tenta resolver qualquer impasse com a palavra, antes da espada. - Aparentemente o Marquês de Solas, Beric de Grimaldi, ainda mantinha sua posição na região, embora o poder real pertencesse ao governador, Gaius Cassius, Magistrado do Norte.

- Mallius é o sacerdote de Tauron, nosso destemido líder. - Como os demais têm outra atribuições, Zaheer, o sacerdote do Panteão, é o responsável pelo funcionamento e manutenção do templo, mas o líder real é Mallius, sacerdote de Tauron e filho do magistrado.

- Por fim, temos Ares, o sacerdote de Keenn. Não se preocupe, ele não é do tipo fanático, embora não fale em outra coisa a não ser em guerras e batalhas.

Você já havia encontrado o sacerdote de Keenn, antes, quando chegou no templo, um sujeito alto e musculoso, de cabelos negros, mas não teve a chance de conversar com ele, pois o outro estava ocupado recebendo um grupo de patrulheiros. Enquanto Zaheen administra o templo, os sacerdotes lhe explicaram, o Cavaleiro da Guerra tomou para si a tarefa de formar um grupo de soldados para servir o forte, se agarrando a qualquer oportunidade de luta que encontrava.

Depois das apresentações, Zianne responde a sua pergunta.

- Depende do que quer dizer com Vale das Sombras - ela diz, servindo uma taça de vinho. - Antigamente, o nome se referia apenas a depressão que cerca o Rio Umber, próximo de sua nascente, nas montanhas, mas hoje o termo expressa todo o Vale de Solas. Umber é o rio que abastece Caermor, mas no passado ele era chamado de Umbra -

- Pelo que sei, existe uma ruína no fundo do Vale das Sombras - diz Zaheen, completando a informação da irmã. - Uma fortaleza construída para barrar a passagem dos bárbaros que usavam as cavernas das montanhas para se esconder.

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Portão do Templo dos Deuses
(Rhaysa)


Nuvens rubras ainda deslizavam pelo céu noturno quando você saiu da taverna, como ondas sobre um mar negro, espelhado, desaparecendo aos poucos conforme a escuridão da noite cobria o mundo, transformando o calor do sol em uma mera lembrança.

O vento da noite a cerca assim que você sai pela porta da taverna, como se estivesse esperando de tocaia para atacá-la, deslizando por entre suas roupas e arrepiando sua pele carmesim. A sensação é boa, depois do calor abafado do interior da taverna, mas logo o vento começa a incomodar, enquanto você sobe a rua principal na direção da praça do mercado.

Enquanto segue pela rua, você nota como as correntes do império se espalharam até mesmo por essa terra esquecida. Não são muitos, em comparação com outros lugares por onde você passou, mas você reconhece os escravos quando os vê, mesmo quando as tatuagens e os braceletes de ferro não são evidentes, homens, mulheres e algumas crianças, subindo e descendo a rua para cumprir as ordens dos mestres da fortaleza da colina.

Solas foi uma das poucas regiões do reino que esboçou uma defesa contra as forças do império, mas quando os exércitos surgiram no horizonte, o marquês Beric de Grimaldi e seus Cavaleiros de Ebon pouco puderam fazer para evitar a dominação. No fim, depois de uma breve resistência, os cavaleiros foram dispersos e o marquês capturado e declarado vassalo do magistrado (o que no fim era o mesmo que escravidão), mantendo um poder de fachada para facilitar a transição. Não demorou muito e as horda de vassalos que cercam o magistrado tomaram a Marca, mudando tudo de acordo com sua cultura.

Assim que chega na praça, você quase esbarra com um grupo de guardas minotauros e seus escudeiros (a forma como as pessoas da vila se referem aos soldados humanos que seguem os imperiais), mas eles não parecem lhe dar atenção, embora você sinta o peso de seus olhares desconfiados acompanhando-a, depois que passa. Como pessoa livre, você não precisa ostentar as tatuagens ou os braceletes e colares de ferro que a marcam os escravos, mas também não goza dos direitos dos verdadeiros cidadãos, o que a coloca em uma posição muito instável.

Ainda há muito movimento na praça central de Caermor, que fica ao lado da estrada do castelo, embora metade das barracas já tenha sido desmontada. Ao redor da praça, você vê os andaimes das obras que começam a transformar a vila, com alguns prédios de pedra tomando o lugar das velhas casas de madeira do estilo enxaimel.

Uma grande pira arde diante do templo – na verdade um pequeno forte - iluminando a escadaria que leva para o portão de entrada, ladeado por figuras em alto relevo de diversas divindades. Sobre os relevos, meia dúzia de estandartes se agitam ao vento, mantidos fixos por cordas amarradas a suportes de ferro: Lena, Leen, Khalmyr, Tanna-Toh, Keenn, e, sacudindo mais do que os outros, Tauron. No momento em que você chega no templo, sua entrada é barrada por uma multidão saindo, os fiéis que assistia a missa da tarde.

Você não tem outra escolha a não ser recuar, enquanto espera os fiéis saírem, mas isso permite que você note uma entrada que não havia visto da praça, uma passagem na muralha norte do templo, levando para um pátio interno, onde um grupo de guerreiros se reúne sob um toldo preto.

Algumas tochas se agitam ao redor do pátio interno do templo, lançando faíscas para todos os lados, e na meia-luz você percebe que a figura no centro do grupo de guerreiros é um sacerdote de Keenn...

- <Ei você.> - O chamado no idioma do império faz você se virar para ver o grupo de guardas minotauros que você viu anteriormente atravessando a praça a passos largos, fazendo sinal para você. - <Você mesmo. Venha aqui, agora. Queremos falar com você.>
Você está na metade do caminho dentre os minotauros e o pátio do templo.

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Forte dos Patrulheiros
(Turok)


Apenas o murmúrio do vento quebra o silêncio do bosque de carvalhos que cerca o forte dos patrulheiros, um labirinto escuro de árvores cujos contornos se confunde com o céu noturno. Trilhas cinzentas serpenteia por entre os troncos milenares, o início dos caminhos que levam para todas as partes do reino.

Uma lua fina como um arco desponta sobre o horizonte, iluminando a torre escura que se projeta do centro da mata. Visto durante o dia, o forte parece apenas uma ruína cinzenta abandonada pelo tempo, mas, durante a noite, algumas luzes podem ser vistas piscando nas janelas estreitas da torre principal, construída em uma base em forma de cruz, com os braços voltados para os pontos cardeais, interrompidas ocasionalmente por alguma figura soturna que percorre os corredores silenciosos.

O fato é que apenas algumas salas ocupam a torre central, pois a maior parte do forte foi construída do interior da colina, usando antigas cavernas. As escadas da torre continuam descendo até atingir um amplo salão, onde se dividem da mesma forma que a torre; no fim de cada uma delas, às margens do bosque, o forte ganha contornos de fortaleza, com estábulos, canis, viveiros de falcões e campos de treinamento.

Enquanto segue pelas trilhas quase invisíveis da mata, seus pensamentos parecem mergulhar nas brumas da memória, levando-o de volta ao início de tudo, para quando escolheu seu caminho. Isso, no entanto, não afeta seus sentidos. Basta um leve restolhar de folhas para você perceber que não está sozinho...
Teste de Percepção 31.
.
Os movimentos da garota são mais silenciosos do que os de um tabash, mas você consegue perceber sua presença um instante antes dela saltar da escuridão, como uma pantera.

- Como...? Não tem como ter escutado meus passos...! - Ela salta sobre você e o abraça, beijando-o com voracidade. O beijo dura apenas um instante, mas deixa ambos sem fôlego. - Um dia ainda consigo surpreendê-lo - ela diz, arfando, deslizando as mãos ásperas pelo seu rosto e pescoço. - Senti saudades.

Os cabelos de Ellyn brilham dourados mesmo sob a luz da lua crescente, ressaltando os traços delicados de seu rosto; por praticidade, ela mantém os cabelos presos em tranças, mas agora estão amarrados apenas com uma fita. Ela o beija novamente, mas percebe que há algo diferente.

- Está tudo bem, Tur? - Ela aproxima o rosto do seu, para olhar seus olhos. - Aconteceu alguma coisa enquanto estava no sul? - Sem esperar resposta, ela pega a sua mão e o puxa para as trilhas escuras que cortam o bosque. - Papai quer falar com você, agora. Ele quer falar sobre a missão com os sacerdotes...
Notas
Ellyn é filha de Jowan, o Mestre dos Patrulheiros, uma garota de dezenove anos, cabelos louros, olhos castanho-claros, e uma beleza que se equipara a sua sede incauta por aventura e perigo. Desde que chegou na vila, você mantém um romance secreto e inconstante com a garota, que não esconde a ansiedade de ir além.

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Acampamento Tabash
(Flamel e Will)


O burburinho indistinto do acampamento parece acompanhar a vento frio que entra na tenda do alquimista, quando Rajani surge por entre as abas do tecido colorido, deslizando para o interior com a graça cativante e perigosa de uma fera selvagem.

- A água pode mudar de forma, sim - diz a bela felina, de pelagem cinzenta, com sua voz rouca, - pode se tornar forte como pedra ou suave como a bruma da manhã, pode saciar a sede de viajante perdido no deserto ou sufocar o incauto que desafia a inconstância do mar, mas, no fim, isso não muda sua essência, ela continua a ser água.

- Perdoe minha interrupção, mestre - diz a chefe tabash, fazendo uma leve reverência assim que entra, - mas não pude deixar de escutar o que falava sobre a água. Estudar seus segredos pode revelar poderes impressionantes, sem dúvida, mas também muito perigosos...

A visita de Rajani não surpreende Flamel, pois ele sabe o que ela significa antes mesmo da mercadora anunciar que o momento de se separem havia chegado. Desde que você encontrou a caravana de Rajani, ela o ajudou na sua busca pelos melhores alquimistas do mundo, os únicos que podem ajudá-lo a descobrir a verdade do que aconteceu no dia em que foi exilado*.

- Ainda está decidido a seguir esse caminho...? - ela diz, embora saiba a resposta. O olhar enigmático de Rajani é quase impossível de ser sondado, uma grande vantagem para alguém na sua profissão, mas nesse momento você percebe algo mais por trás de um brilho fugaz. - Eu... entendo que precise descobrir o que aconteceu, mas sabe que tem um lugar entre nós...

- Zianne era apenas uma aprendiz quando eu passei pela última vez por Caermor, mas soube que assumiu como sacerdotisa de Tanna-Toh, no Templo dos Deuses. Ela é jovem, mas é muito talentosa. Tenho certeza que vai ajudá-lo a descobrir o que aconteceu...

- Quero que fique com os instrumento - ela diz, fazendo um sinal para os equipamento disposto sobre a mesa. - Um presente de despedida...

Rajani então se vira e sai da tenda.
Notas
As palavras de Rajani fazem sentido para Flamel, mas o destino de Will ainda não foi definido. Embora o mago precise abandonar a caravana, Rajani não assumiu que Will vai acompanhá-lo. Agora, como ela já saiu da tenda, a vontade do jovem deve ser manifestada em um conversa privada.
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Dados dos Personagens

Rhaysa <> PVs: 19/19; PAs: 1/1; CA: 19 <> Condição:.
Will <> PVs: 13/13; PAs: 1/1; CA: 17 <> Condição:.
Lyra <> PVs: 8/8; PMs: 5/5; PAs: 2/2; CA: 14 <> Condição:.
Alexander <> PVs: 22/22; PAs: 1/1; CA: 18 <> Condição:.
Turok <> PVs: 17/17; PAs: 1/1; CA: 15 <> Condição:.
Flamel <> PVs: 10/10; PMs: 7/7; PAs: 1/1; CA: 16 <> Condição:.

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Editado pela última vez por Aquila em 15 Mai 2018, 10:50, em um total de 1 vez.

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Re: O Vale das Sombras

Mensagem por Aldenor » 08 Mai 2018, 16:07

Rhaysa caminhava segurando o cachecol da fria brisa. Cobria parcialmente seu rosto e seus olhos miravam sempre a frente e os lados. Moviam-se rapidamente, pois estava acostumada a ser hostilizada em paragens diferentes e em ajuntamentos pouco civilizados. Rhaysa não sabia ao certo o que pensar da cidade de Solas. Um lugarejo que tentou se levantar contra o Império e sucumbiu como todos os outros lugares.

Exceto Malpetrim, sua terra. A terra em que seu pai a criara. A terra onde aprendeu tudo sozinha e, ao mesmo tempo, sentia que não sabia de nada.

Não se importando com os minotauros e seus "escudeiros", mas também não se fazendo indiferente, Rhaysa seguiu até o templo a tempo de vê-lo esvaziar da multidão de crentes. Ou melhor, será que eram crentes mesmo ou obrigados a participar dos ritos daqueles deuses? Algo que Rhaysa sempre ouvira dos relatos dos viajantes que aportavam em Malpetrim eram as obrigações e a série de leis que tinham que cumprir. Leis que obrigavam a fazer coisas. Algo absurdo, na opinião de Rhaysa.

Se afastando do estouro da manada, Rhaysa tentava reparar nas expressões dos rostos daquelas pessoas. Não pareciam muito felizes, nem especialmente tristes também. Conformismo. Aquilo parecia mais uma doença do que estado de espírito. Uma doença contagiosa que se espalhava ao vento. Ela não podia culpá-los, pois sabia que tinham suas limitações... eram pessoas normais, pessoas que queriam viver em paz. O cabresto obediente podia oferecer paz. Uma paz tão cara que aos poucos os fariam apagar da existência. Primeiro, as estruturas, como ela vira na praça. Aos poucos a cidade se tornava como as cidades tapistanas deveriam ser, depois as suas supertições desapareceriam pouco a pouco... em seguida, ninguém mais falará em valkar e em algumas gerações só existirá Tauron e uma única forma de pensar.

Enquanto ponderava sobre isso, Rhaysa acabou vendo uma nova entrada para o templo levando a um pátio interno onde havia guerreiros reunidos em um toldo preto. Ela chegou a dar um passo naquela direção, mas ouviu algo em táurico, uma língua que não dominava. Virou o rosto por desencargo de consciência, pois acreditava não ser direcionado a ela quando... notou que era. Os minotauros faziam sinal para ela, mas continuavam em falar naquele idioma como se ela fosse obrigada a entender.
Rhaysa
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Eu não entendo o que dizem.
Disse um tanto sem paciência, mas desconfiada. Ficou parada aonde estava ignorando o sinal dos guardas. Se notasse qualquer tensão, se colocaria a correr para dentro do templo ou se misturaria entre a multidão a sair da missa.
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Re: O Vale das Sombras

Mensagem por John Lessard » 09 Mai 2018, 09:03

Alexander prostrou-se diante daqueles mestres sacerdotes. Estava animado, curioso e ávido por novas descobertas. Pouco a pouco, ele percebeu que se tratava de um templo misto, além de haverem homens e mulheres, haviam devotos de vários deuses, que viviam em harmonia. Sentiu-se um tolo, poxa, eu achei que era um templo de Valkaria... Que imbecil eu sou.

Com Zaheer ao seu lado, o a primeira a se apresentar ao paladino fora Felipa, moça bonita, Alexander se animou, mas logo lembrou-se que quem apreciava os prazeres amorosos eram clérigas de Marah e não de Lena.

- O prazer é meu, minha cara.

A seguinte fora Berenice, clériga de Leen, que confundiu o rapaz logo de inicio, dizendo que seria sua mulher se ele matasse alguém.

- Mas, hein? - ele sorriu um tanto debochado - Ah, sim, por um momento achei que fosse uma clériga de Keenn. Mas sim, me lembrarei disso, se matar, trago para sua pessoa.

Por fim, seu olhar repousou sobre Zianne, devota do conhecimento.

- Prazer Zianne, sabe, conhecimento é um grande aliado para pessoas como eu, ávidas por desbravar o mundo e se aventurar.

O paladino se juntou a eles, comendo de tudo na mesa, exceto azeitonas, que recusou polidamente ao acólito que os servia.

- Oh, não, não... Não gosto de azeitonas. Dizem que é porque tenho paladar de criança, vê se pode uma coisa dessas - disse com um sorriso no rosto.

Bebeu e comeu mais um pouco, ouvindo as respostas a cerca de sua pergunta. Neste instante uma chama se acendeu em seu peito e disse, com um sorriso desafiador no rosto.

- Ruínas você disse! Pois saibam que está é uma das palavras que atiçam nós, devotos de Valkaria - ele olhou ao redor, encorajador - existe algum acólito de Valkaria aqui que deseja rumar comigo rumo ao desconhecido? Seria uma ótima oportunidade de quem sabe, finalmente ser agraciado pela deusa. Claro que outros que desejem embarcar nesta empreitada audaciosa também são bem vindos... A força de um devoto de Tauron, ou o conhecimento de um devoto de Tanna-Toh!

Alexander virou o caneco de cerveja que estava em sua frente.

- Peço que perdoem minha impulsividade e pressa, mas como devem saber, eu não ficarei por muito dias na companhia de vocês, um mês no máximo... Como devem saber, diva Val preza que nós sempre estejamos em movimento, sempre numa jornada em busca de novos desafios.
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