O Cristal Imensurável [Finalizada]

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Mælstrøm
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O Cristal Imensurável [Finalizada]

Mensagem por Mælstrøm » 20 Nov 2018, 19:40

O Cristal Imensurável
Capítulo I: O Bracelete de Urielka

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É uma manhã de sol neste dia que marcou o décimo primeiro após os eventos na Favela dos Goblins envolvendo a Sociedade da Noite Eterna e o troglodita Brakk. Um Valag em que as lojas, os armazéns, oficinas e outros estabelecimentos ligados ao comércio, inclusive bancos, estavam fechados para o descanso. Os parques estavam cheios com famílias aproveitando os últimos dias ensolarados antes do inverno para um piquenique.

Neste dia de sol e ventos frios que amenizam o calor, Tyr, Orgo e ChaoFan apareceram no Refúgio da Felicidade, um dos mais ricos bairros de Valkaria, onde casarões são enormes e a praça principal apresenta uma estátua própria da deusa da humanidade no tamanho reduzido (no máximo do tamanho de um ogro). O goblin banqueiro sabia, aquele bairro era considerado extremamente brega para os aristocratas mais tradicionais. Era um bairro de "novos ricos", uma classe que surgiu agora ou há pouco tempo com fortuna, mas não tem tradição e sua árvore genealógica não traça nem um século.

William Davenport recebeu os aventureiros em sua varanda. Buru havia mostrado falta de vontade de ser aventureiro e Ssizzna não dava sinais de aparecer... porém, havia duas novas pessoas ali. Um minotauro metido em uma armadura de cotas de malha revestida por placas de metal. Ao seu lado, encostado na mureta da varanda, um escudo gigantesco. A outra pessoa era estranha. Parecia uma mulher humana à primeira vista, mas tinha focinho curto e pequenos chifres. Poderia ser um minotauro bastante jovem, se não fosse obviamente uma mulher.
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Bem vindos, meus caros. Como estão? O que fizeram nestas pequenas férias da vida de aventureiro?
William parecia animado, cumprimentando todos individualmente e voltando a se sentar em uma cadeira confortável, oferecendo com um gesto singelo, outras cadeiras para todos se sentarem.
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Estes são Kasina e Klimerio Altivus, irmãos de muito tempo atrás. Como Buru declinou de meu convite e Ssizzna partiu em sua missão particular, eu convoquei dois aventureiros capazes.
E assim, William faz uma pausa, esperando que os dois novos aventureiros se apresentem e digam o que fazem, de onde vieram e o que desejam.
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Eu estava dizendo aos dois como Valkaria é uma cidade de inclusão e diversidade. Todas as raças aqui são bem vindas e aceitas, desde que entendam e respeitem as leis e as tradições de nossa cidade. E por causa disso eu os chamei novamente. Mais uma vez, pessoas com agendas nefastas insistem em perturbar a paz de gente de bem.
O homem pegou uma xícara de chá e bebericou enquanto suas palavras afetavam os aventureiros.
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Elias Hordiggard, um importante aristocrata de Ahlen teve sua bolsa subtraída por ladrões. A milícia está procurando por aventureiros para ajudar no caso, pois os malfeitores não são simples bandidos, mas homens de metal. E o senhor Hordiggard não é um nobre qualquer, mas um cliente do Banco de Nilo. Sim, o próprio Garian Tarlov me pediu para chamar o senhor Tyr e seus companheiros, os quais tenho plena confiança. O pagamento que ofereço é de 50 tibares de ouro para cada, mas quem sabe Elias não faça também uma proposta? — pisca o olho.
Antes.

Kasina e Kliomerio chegavam a Valkaria depois de semanas na estrada, após o último saque a um templo esquecido. Kasina, vítima de uma maldição, ainda aprendia a controlar seus poderes divinos quando descobriram, através da busca por informações em tavernas de beira de estrada, que havia um elfo capaz de explicá-los aquele estranho evento.

Nathananiel era um feiticeiro recluso, vivia na Vila Élfica desde a queda de Lenórienn e era devoto fervoroso de Wynna e Glórienn, mas vivia numa casa imunda, um pouco mais que um barracão, em meio a sujeira e lixo a céu aberto. O bairro era estranho: árvores, jardins e prédios de madeira viva muito belos, tratados com milenares técnicas élficas, eram cobertos de pichações e acumulavam lixo, ao lado de casebres e mendigos elfos dormindo nas ruas.
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Você tem a bênção de Wynna, minha querida. A bênção da deusa da magia, você sabe. Agora cabe a você aprender mais sobre seus mistérios e aumentar sua conexão com a deusa... só assim para controlar seus poderes.
Suas palavras não ofereciam conforto, mas um caminho tortuoso para aprender a lidar com aquela "maldição" que, aos olhos do elfo, era uma graça divina.

Pouco tempo depois do encontro com o elfo, os irmãos acabaram recendo um envelope lacrado com cera, ostentando um símbolo das casas nobres de Valkaria: Os Davenport. E foi assim que numa manhã ensolarada no dia do descanso, eles conheceram outros aventureiros de raças tão improváveis quanto infames...
Nota do Mestre:
Em suas mensagens inaugurais, vocês devem explicar aonde estavam e o que fizeram durante estes 11 dias de uma aventura e outra. Compras de itens/equipamentos/outros devem ser especificados em separado num quote ao final da mensagem. Vocês podem criar NPCs para interagir neste tempo e, até mesmo, criar alguma história curta que não envolva rolagem de dados. Incentivo esse tipo de coisa que gerará Pontos de Ação extras.
Dados dos Personagens: Inventário, XP, Riquezas
Imagem - Tyr de Nilo <> PV: 24 PA: 1 CA: 22 <> Impostor: 4 <> Orgulho: 1 <> Riqueza: não utilizado <> Contatos: não utilizado <> Virotes: 17 <> Condição:
Imagem - Orgo Corta-Rocha <> PV: 45 PA: 1 CA: 18 <> Duro de Ferir: - <> Condição:
Imagem - ChaoFan <> PV: 36 PA: 1 PE: 6 CA: 20 <> Condição:
Imagem - Klimerio “Protectoris” Altivus <> PV: 42 PA: 1 CA: 25 <> Condição:
Imagem - Kasina Altivus <> PV: 26 PA: 1 PM: 12 CA: 17 <> Magia Oculta: CD 15 <> Condição:

Próxima Atualização: 23/11
Editado pela última vez por Mælstrøm em 23 Ago 2019, 09:06, em um total de 2 vezes.

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Lucena
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Re: O Cristal Imensurável

Mensagem por Lucena » 21 Nov 2018, 17:42

Valkaria é uma cidade de coisas novas para Kasina. Não só as absurdas novidades que impressionam a todos que a visitam, mas também sua primeira espada, seu primeiro escudo, sua primeira armadura. Ela nunca havia pensado que um dia usaria esse tipo de coisa. O irmão, obviamente influenciado por suas ideias de como aventureiros se parecem, tentou empurra-la para cima de robes e chapéus, cajados e bolas de cristal. Mas Kasina não é nem nunca seria uma mistica e achava bom aço muito mais confiável que aquela terrível magia.

Então, depois de tempo de menos procurando, veio o tal sábio elfo, naquele estranho e sujo gueto élfico.
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Você tem a bênção de Wynna, minha querida. A bênção da deusa da magia, você sabe. Agora cabe a você aprender mais sobre seus mistérios e aumentar sua conexão com a deusa... só assim para controlar seus poderes.
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- ÓTIMO! Amei que você é tão rápido. Agora me diz, como me livro deles?
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Perdão?
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- É! Se eu preciso aumentar minha conexão com a deusa para controla-los, como eu faço para, tipo assim, cortar a conexão?
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Minha jovem, temo que não me entendeu. A Deusa te abençoou! Ela te deu a magia, mais precioso dos presentes! Não pode desperdiça-lo assim, se não ele pode se tornar perigoso...
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- Pois bem, acho que você que não está entendendo. Eu sei muito bem o quão perigoso esse "presente" já é. E eu não quero ele. Então, tipo, me guie ó sábio da favela élfica.
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Meio-minotauro, mas ainda assim sempre minotauro...
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- Obrigada, então oque de-
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- NADA! Não tem nada que você, ingrata, pode fazer. As decisões dos deuses estão acima de nó meros mortais. Eles não precisam satisfazer nossos desejos egoístas! Eles não precis-
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- SUMO SACERDOTE?
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- Mas oque?
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- Eles não são , tipo, aqueles escolhidos pessoalmente pelos deuses para ser o meio entre eles e Arton, ou coisa assim? Eles não podiam, tipo assim, me excomunicar ou me absolver ou algo assim?
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- Excomungar! E essas pessoas santas não tem tempo para seu sacrilégio, criança.
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- Bom, se vou ser forçada a ser aventureira de todo jeito, o mínimo que posso fazer é fazer com que tenham tempo para mim, né? Então, qual o nome dele? Do seu chefe no culto de Wynna?
O elfo, já a muito irritado com a insolente minaura, pensa em não responder, mas em seu coração estas faíscas de raiva chegam em um rancor mais profundo contra o Império. Então ele resolve falar. Não seria uma mentira, não de verdade.
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- Gwen Haggenfar foi coroada sumo sacerdotisa de Wynna a mais tempo que até alguns elfos conseguem lembrar.
- Mas você só vai acha-la é no raio que a parta. Provável lançado por ela mesma, haha...
E rindo para se mesmo o feiticeiro os expulsa de sua casa. Não teria o peso dela em sua conciéncia, com certeza. Por mais perigosa e louca que fosse a teurgista, não demoraria mais que alguns dias antes da meio-minotaura desvendar sua mentira. Sim, com certeza, não é como se uma mentira rude fosse mata-la, não há problemas...
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- Que cara rude Klimerio. E você? Ele falou tudo aquilo e você nem levantou voz por sua irmãzinha. E você viu como aquela casa era suja? Minha nossa, faz é bem que saiamos rápidos desse bairrinho. Você disse que tinha uma surpresa para mim, não é?
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DragonKing
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Re: O Cristal Imensurável

Mensagem por DragonKing » 22 Nov 2018, 10:22

Ah, a grande Valkaria, berço da civilização humana em Ramnor, a cidade construida sob a sombra de uma estátua gigante de uma humana pelada. Isso, com absoluta certeza, afetava o ego dos escultores de Tapista, como aquele tal de Mikealangelus, que meu pai vivia falando, possuidor de uma certa tara por machos nus.

Era a primeira vez que Kasi visitava uma.cidade desse porte, bem...a minha também, contudo precisava manter o porte de um aventureiro experiente e não me impressionar demais com tudo o que via, principalmente os grupos de aventureiros que passavam o tempo todo por eles e pensei que seria interessante entrar para um grupo assim.


Por fim, depois de wuase nos perdemos chegavamos em um dos bairros, a tal da vila de elfos, e me decepcionei ao não me deparar com algum tipo de pompa elfica, era tudo muito simples, simples até demais. E lá estava o elfo que haviam nos orientado a procurar. Um ser bastante...simples.
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- Olá meu bom amigo de orelhas pontudas, é um prazer em encontrá-lo, apesar das circunstâncias, me chamo Klimerio Altivus, mas todos me chamam de Protectoris, pois protejo os fracos e oprimidos, como você. Mas isso não vem ao caso,esta é a minha irmã Kasina, estamos a procura de orientação sobre magia...
A conversa durou alguns minutos, explicamos a situação, na verdade Kasi fazia essa parte de explicar, afinal não fazia ideia do que se passava com ela.
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Você tem a bênção de Wynna, minha querida. A bênção da deusa da magia, você sabe. Agora cabe a você aprender mais sobre seus mistérios e aumentar sua conexão com a deusa... só assim para controlar seus poderes.
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- Hummm...Interessante não é Ka....
Sussurrei, parecia algo muito bom, porém Kasi não concordava com isso e ela tinha suas razões e eu não as questionava, apesar de achar que ela seria mais respeitada se usasse um robe ou algo parecido.
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Meio-minotauro, mas ainda assim sempre minotauro...
Franzi a testa tentando ignorar a ofensa velada.
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- Cuidado com as palavras
Murmurei para mim mesmo, mas encarando o elfo com as sobrancelhas erguidas.
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- Eles não são , tipo, aqueles escolhidos pessoalmente pelos deuses para ser o meio entre eles e Arton, ou coisa assim? Eles não podiam, tipo assim, me excomunicar ou me absolver ou algo assim?
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- Excomungar...
Pensei alto ao mesmo tempo que o elfo falava e abri um sorriso para o elfo, ao perceber que havíamos falado ao mesmo tempo, porém retornando ao semblante sério ao olhar para Kasi.

Que continuiu a discussão com o elfo que mostrava estar bastante ofendido ao perceber que Kasi negava a bênção de sua deusa. Bem...ele não podia obrigá-la aceitar, mas ele tinha uns bons argumentos.
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- Que cara rude Klimerio. E você? Ele falou tudo aquilo e você nem levantou voz por sua irmãzinha. E você viu como aquela casa era suja? Minha nossa, faz é bem que saiamos rápidos desse bairrinho. Você disse que tinha uma surpresa para mim, não é?
Funguei alto e levantei um pouco as calças que caiam com o peso do machado.
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- Preciso de um cinto mais forte. Bem...Eu entendo o lado dele assim como entendo o seu, você poderia ter sido um pouco menos direta, elfos são sensíveis e não me meti, pois você parecia estar se saindo muito bem sem mim, você viu o lugar que ele vive, não viu? Voltaremos depois para dar um trato na casa dele, probre homem...digo elfo.
Continuamos andando por alguns metros enquanto eu entregue a uma carta de convocação entregue a mim por um mensageiro muito do estranho.
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- Um nobre daqui está nos convocando para uma missão importante, parece que o nossa fama como aventurieros já atingiu a corte de Valkaria. Um mensageiro me entregou esta carta enquanto você falava com aqueles guardas metidos, já descobri onde fica e se seguirmos aquela via principal que passamos chegaremos lá sem demora.
[***]

Não demorou muito para chegarmos ao local, lá fomos recebidos pelos criados do tal Davenport para logo sermos recebidos pelo próprio, com suas palavras requintadas e porte superior, sempre gentil e cordial e isso era um bom sinal.

Ele adiantava que estava ao aguardo de outros aventureiros antes de revelar do que se tratava o assunto, abri um largo sorriso, finalmente entraria para um grupo de aventureiros e isso me animava como a primeira vez que ajudei uma pessoa desamparada e mudou toda a minha vida.

Aguardamos um pouco e eu repetia para Kasi o quanto estava feliz com a situação. Ajudar as pessoas era algo que me tornava quem eu sou, mas ser um aventureiro me mostrou que uma pessoa poderia fazer a diferença para muita gente. E logo um trio exotico se aproximou, gobliboides acompanhados de um homem-lagarto, o que me deixou curioso e um pouco apreensivo, troquei olhares com Kasi e fechei a cara apenas para ver a reação deles.

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Lucena
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Re: O Cristal Imensurável

Mensagem por Lucena » 22 Nov 2018, 17:35

Depois de ouvir que sua surpresa afinal era só uma misera missão Kasina revira os olhos para o irmão. É claro que era uma missão. Então se deixa levar para o local de encontro, sem prestar atenção nas baboseiras heróicas que o irmão falava, já ouvira o suficiente delas na viagem a Valkaria. Eles haviam sido os primeiros a chegar e, com a chegada dos outros três, a minaura se pergunta em que Merio os meteu. Um goblin de roupas chiques, um hobgoblin definitivamente não-chique e um tipo de troglodita. Pelos ancestrais, ela reza para que ele não começasse a feder no meio do encontro.
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Estes são Kasina e Klimerio Altivus, irmãos de muito tempo atrás. Como Buru declinou de meu convite e Ssizzna partiu em sua missão particular, eu convoquei dois aventureiros capazes.
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- Sim, a muito tempo mesmo. Tipo, desde que nasci, né Merio?
Kasina não consegue segurar o sarcasmo. Não depois da insinuação de serem aventureiros capazes. O irmão? Sim, talvez dê pro gasto como mercenário. Mas ela? Um ou dois incidentes no meio da estrada que só serviram para mostrar como sua magia não merecia confiança. Mas pelo jeito, para o anfitrião só nomes não bastavam.
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- Sério? Tá bom. Me chamo Kasina e acho que sei bater em coisas com a espada. Também sei fazer, tipo assim, primeiros socorros, que devem dar pro gasto. Não criam grandes expectativas, tá ok?
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Eu estava dizendo aos dois como Valkaria é uma cidade de inclusão e diversidade. Todas as raças aqui são bem vindas e aceitas, desde que entendam e respeitem as leis e as tradições de nossa cidade. E por causa disso eu os chamei novamente. Mais uma vez, pessoas com agendas nefastas insistem em perturbar a paz de gente de bem.
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Elias Hordiggard, um importante aristocrata de Ahlen teve sua bolsa subtraída por ladrões. A milícia está procurando por aventureiros para ajudar no caso, pois os malfeitores não são simples bandidos, mas homens de metal. E o senhor Hordiggard não é um nobre qualquer, mas um cliente do Banco de Nilo. Sim, o próprio Garian Tarlov me pediu para chamar o senhor Tyr e seus companheiros, os quais tenho plena confiança. O pagamento que ofereço é de 50 tibares de ouro para cada, mas quem sabe Elias não faça também uma proposta? — pisca o olho.
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- Com licença? Volta ai um pouco. Homens de metal? Quer dizer que os ladrões estavam de armadura completa?
Devem ser um grupo assustadoramente esquivo para roubar coisas assim. Kasina via bem o quanto a armadura do irmão o atrapalhava, sua própria não era lá confortável. Como achariam e capturariam pessoas assim tão ágeis?
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DragonKing
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Re: O Cristal Imensurável

Mensagem por DragonKing » 22 Nov 2018, 18:07

Me mantinha observador enquanto o grupo se acomodava, a troca de olhares era inevitável e só então percebi a pausa feita pelo nobre Devenport e não havia notado que era uma deixa para uma apresentação, achei que a palavra dele era suficiente, mas...Kasina se adiantou com seu jeito sarcástico, puxou a nossa mãe, pisquei para ela e gargalhei saindo da minha pose de durão.
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-HA, HA , HA Sim irmã ,até onde sabemos saimos da mesma mater. É um prazer conhecê-los e fazer parte deste exótico grupo de aventureiros em pró do bem estar do outro. Sou Klimerio Altivus, conhecido por Protectoris entre os comuns, sou um guerreiro de formação e protetor por vocação.
Abri um sorriso e dei alguns tapinhas em meu escudo e acenei para Devenport para que continuasse. A medida que ele falava caminhava pelo lugar farejando algo para comer parando ao lado de Kasi.

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- Ahlen heim? Interessante...
Franzi o cenho, o reino da intriga não possuia esse adjetivo em vão, não conhecia o lugar ,mas todos diziam que era o tipo de lugar que você evitava passar.
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- E o que havia nessa bolsa? Ouro?Joias? E qual a procedência? Não é nada ilícito é?
Virou-se para Kasi quando ela falou de homens de armadura completa.
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- Ladrões de armadura? Impossível, eu nem consigo mijar usando essa coisa, imagine fugir sorrateiramente, seria como rato com grizos. HA HA HA HA
Dei um tapinha no ombro de Devenport e cruzei os braços ainda rindo da minha frase.

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DiceScarlata
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Re: O Cristal Imensurável

Mensagem por DiceScarlata » 22 Nov 2018, 21:34

A VOLTA AO DOJO - PRIMEIRA NOITE

*O enorme portão de madeira se abriu como se não pesasse feito uma tonelada, conforme Orgo o empurrava. Costume de anos de seu treinamento, que envolvia fazê-lo enquanto carregava sacos enormes de arroz. Caminhou por uma pequena trilha, enfeitada com flores de lótus muito bem tratadas. Deixou seus chinelos, subiu um degrau de madeira e correu a porta de papel papel para a direita, encarando humano de quimono que já o encatava*
Orgo Corta-rocha
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- Estou aqui... Velho Idiota...
Yagami Kenzou
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- Por que voltou, Ganryuu???? É cedo para sua peregrinação terminar, filho idiota!!!
Orgo Corta-rocha
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-CALA BOCA, VELHO GAGÁ!! EU AGORA SOU UM YOJIMBO TA LIGADO!! UM SAMURAI COM UM SENHOR!!! E EU ESTIVE NUMA VERDADEIRA BATALHA! E OUTRA COISA MALUCO....
*Agarrou uma espada de madeira e correu em direção ao pai, lançando um golpe frontal com todo o peso*
Orgo Corta-rocha
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-NÃO SOU GANRYUU!! SOU ORGO!!!!.
*Mas o samurai humano nada fez, a não ser manter os braços cruzados. Recebeu o impacto com seu corpo, que fez sangrar as mãos de Orgo. O hobgoblin arregalou os olhos. Acreditou que depois de dividir anões e lobos ao meio com um golpe, havia encontrado alguma coisa... achado sua verdadeira força... Mas seu pai era simplesmente uma montanha que era incapaz de cortar*

Yagami Kenzou
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- Tolo!!! FALTA CEM ANOS PARA ME ALCANÇAR!!!
*E assim, Yagami Kenzou sacou sua própria espada de madeira e com um brandir da espada, atirou Orgo de cara ao chão. Apesar do jovem hobgoblin ter conseguido absorver o impacto, evitando danos. Mas a noite estava apenas começando*

*No dia seguinte, Orgo encontrou Tyr e trabalhou como seu Yojimbo normalmente, mas com o corpo cheio de feridas e escoriações de uma noite inteira de treinos.*


NOITE DOIS A CINCO

Yagami Kenzou
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- JÁ FALEI PARA NÃO VOLTAR, BAKA MUSUKO!! ANTA WA MADA YOWAI, GANRYUU!!
Orgo Corta-rocha
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-GANRYUU JANAI!! ORUGO DA!!!!!
*Orgo tentou todas as técnicas que usou em sua missão como aventureiro. O corte das uivantes. O corte das sanguinárias. O corte de Arton. Nenhum deles sequer arranhou seu pai, que mal precisou usar qualquer técnica para contê-lo, além de sua força bruta*

*Por cinco noites seguidas Orgo tentou derrotar seu tutor e protetor todas as noites, após seu trabalho com Tyr. E sempre retornava cada vez mais machucado para o lado de seu empregador. Quando questionado, apenas contava a verdade*

*Mas o abismo entre eles não havia mudado nada*


NOITE CINCO A DEZ


Yagami Kenzou
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- NASE? NAZE MODOTTA NO?
Orgo Corta-rocha
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-FALA VALKAR CARALHO!!! VC NÃO TA NA PORRA DE TAMU-RA!!! E EU VOLTEI PRA ACABAR COM ESSA TUA CARA, VELHO!!!!!
*E lutaram. Orgo foi derrubado todas as vezes. Era diferente de lutar contra os duros anões da noite ou gigante lobo da caverna. Era uma batalha para resistir e sobreviver, não vencer! Os golpes eram pesados como avalanches e o corpo era duro como adamante!! Ele conseguia ler todas as suas estratégias. Mas Orgo continuou tentando. Pois... Queria aprender. Caira em batalha e devia ser aquele a proteger seu chefe. No fim ele quem deu o golpe final no alvo. Teve de ser curado dezenas de vezes e continuou caindo. Precisava se superar. Aprender a não cair mais. Ser mais forte. Não apenas para desafiar o pai, mas para cuidar de seus novos companheiros*

*No último dia, enquanto partia, olhou para o pai por cima do ombro e disse*

Orgo Corta-rocha
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-Se cuida, Oyaji. Vê se não pega uma gripe. Tu já tá um velho decrépito.
Yagami Kenzou
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- Humpf! Eu ainda estou na flor da idade, filho idiota. Leve isto.
*Atirou um obentou para ele, com onigiris e saquê*

Yagami Kenzou
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- Dá proxima vez, retorne forte, Orgo.
*O maxilar do Hobgoblin travou. E ele conteve o sorriso, saindo resmungando.

PRESENTE

- E ae brother, blz?

*Orgo cumprimentou William também de muito bom humor. Estava escoriado, mas energético como nunca. Ficou ao lado de Chao e atrás de Tyr, pareciam dois seguranças particulares do goblin*

- É nois de novo heim Tyr??? Ai sim.

*Sorriu de canto de rosto. Gostava mesmo da parceria com o homem lagarto. Olhou para seu chefe e acenou com a cabeça Era hora de uma nova aventura*

*Era hora de ficar mais forte*
Tribo Scarlata


- MUNDO DE ARTON: GRUPO MADEIRA DE TOLLON (on):Angra Cabelos de Fogo
- MUNDO DE ARTON: GRUPO AÇO-RUBI (on): Jihad das Areias Vermelhas
- MUNDO DE ARTON: GRUPO JADE (on):Sr. Fuu
- JOHNVERSE: PRESA DE FERRO (on): Jinx - Cruzado da Ordem dos cabeças de Dado
- JUDASVERSO: CRÔNICAS DA TORMENTA (on): Nagamaki no Gouka!
- FUI REENCARNADO COMO MONSTRO (on): Gizmo
- OUTONO (on): Sandman

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Toyoda
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Re: O Cristal Imensurável

Mensagem por Toyoda » 23 Nov 2018, 08:17

Dez dias haviam se passado desde a ultima vez que vira Devenport. Havia gostado bastante do trabalho que havia tido por poder treinar mais, e por ter recebido uma boa quantia – que foi quase toda gasta em bebidas e utilitários – o que era de se esperar de ChaoFan...

Ali já estavam dois taurinos, um macho e uma fêmea. Se perguntava por que era tão raro se ver fêmeas por ai. Sera que era um povo que não tinha o costume de deixar suas fêmeas saírem de suas terras? Não saberia naquele instante, mas se Devenport os chamou, deveriam ser competentes.
Orgo Corta-rocha
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- E ae brother, blz?
Dizia Orgo com seu jeito descolado a ChaoFan que abriu um sorriso amistoso:
ChaoFan炒饭
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Tudo certo?
Respondia lembrando do dia em que levou Orgo a arena.
A Arena
A Arena não era simplesmente a forma que ChaoFan usava para se sustentar, mas sim um meio de vida, uma diversão, um treinamento e aperfeiçoamento técnico.

Diferente do Coliseu, a arena era ilegal, e muitas vezes ocorriam lutas até a morte. ChaoFan preferia evitar, mas muitas vezes chegou perto de morrer ou matar, pois as lutas deveriam ser levadas a sério.


Alguns dias a tras:

ChaoFan estava bêbado sentado em um banco de uma praça que nem ele mesmo sabe onde ficava, e avistou Orgo cruzando a mesma.
Se levantou em um salto e foi ao encontro do mesmo
ChaoFan炒饭
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Hey! Orgo! *hip* -dizia enquanto oferecia um gole de sua cabaça cheia de Aguardente- hey! Haha, como anda?
Tomou mais um gole depois de Orgo e fez um convite:
ChaoFan炒饭
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Éh.. Po, aparece la na arena para conhecer, ai lutamos e dividimos o premio das apostas hahaha. Não importa quem ganhe *hic* que tal?

Enquanto esperava a resposta de Orgo, lembrava-se do dia anterior a aquele:
Torandin
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Oras seu!
Dizia o anão ao se erguer e golpear o braço de ChaoFan que estava segurando-o até então.
ChaoFan炒饭
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Você não tem chance Tora, sabe que se lutarmos 10 vezes, vai perder 10 vezes.
O que era verdade, essa já era a terceira luta dos dois, e as outras duas foram vencidas por ChaoFan
ChaoFan炒饭
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Agora veja a garça branca ergue a pedra e a queda d’água de 100 metros!
Diz enquanto agarrava o anão com o outro braço, puxava-o e erguia a perna trazendo a perna de base do anão junto a dele, levando-o ao chão para rapidamente golpea-lo com um soco diretamente em sua face fazendo o nariz estourar em sangue.
Torandin
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Argh!! Maldito!
ChaoFan炒饭
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E sinta o “virar o peixe na frigideira” e o “Chute gancho direto”!
Puxa o baço do anão e alavanca-o em seu joelho para que ele ficasse de barriga para baixo e chuta sua face fazendo-o desmaiar.
ChaoFan炒饭
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Isso ai!
Dizia dando dois chutes voadores em comemoração e depois erguendo os braços;


Passaria o resto do dia bebendo, até encontrar Orgo na praça. E beberia todos os dias, como de costume.


Residência Devenport.
Quando recebeu o novo convite do Rico mandante, já foi a uma loja próxima de onde morava

Vendedora
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Bom dia! Em que posso ajudar hoje Chao?
ChaoFan炒饭
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Bom dia... Me ve 3 daquela bebida que me deixa mais forte e 2 daquele que me proteje
Vendedora
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Mas é claro! Aqui esta querido! 250 tibares!
ChaoFan炒饭
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Certo...
Diz ChaoFan pegando o dinheiro, deixando na mesa e saindo enquanto acomoda as novas poções em seu coldre.

Comprado:
2x armadura arcana
3x Auxilio Divino

Gastando 250TO
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Padre Judas
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Localização: Belo Horizonte - MG

TYR DE NILO

Mensagem por Padre Judas » 23 Nov 2018, 11:16

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Nos dias seguintes à missão Tyr decidiu aproveitar os momentos de folga para ir mais vezes à Favela – frequentemente acompanhado de Orgo. A aventura na região lhe mostrara que estava perdendo conexões importantes com o lugar e precisava melhorá-las. Entretanto, não se furtou a visitar as tavernas. E em uma delas, quando estava sozinho (pois o hobgoblin havia ido visitar o pai – e voltar cheio de ferimentos, como era o costume) teve um encontro que sentiu que mudaria sua vida.

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Ela era alta, pelo menos uns dois metros. Tyr realmente precisava olhar para cima para vê-la. Mas era linda. Forte e linda. Sentou-se ao seu lado no balcão da taverna e pediu algo pra beber.
Tyr de Nilo
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– Vou querer o mesmo, obrigado. Olá.
Ela olhou pra ele de cima para baixo – era inevitável – e sorriu, exibindo os caninos afiados.
Uhuth
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– Hunf. “Olá”, baixinho. O que quer?
Tyr de Nilo
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– Nada, só... estava cumprimentando. Prazer em conhece-la, sou Tyr de Nilo, funcionário do Banco de Nilo e aventureiro.
Uhuth
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– Ó, é mesmo? Que bom pra você.
Parecia que ela não falaria mais nada, mas deu um gole na bebida e respondeu.
Uhuth
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– Sou Uhuth.
Eles ficaram ali, bebendo em silêncio por alguns minutos.

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Agora estavam ali, novamente na mansão dos Davenport. Havia decidido não gastar o dinheiro da recompensa – seu plano era reservar para investimentos futuros. Era preciso fazer o dinheiro trabalhar e gerar mais dinheiro.

Surpreendeu-se um pouco ao ver a minaura – eram incomuns no Reinado, a maioria deles vivia em Tapista.
Tyr de Nilo
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– Bom dia. Sou Tyr de Nilo e este é meu guarda-costas, Orgo.
Ouviu o comentário sobre os “homens de metal” e as especulações.
Tyr de Nilo
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– “Homens de metal”? Não são golens, pois se fossem Mestre Davenport usaria esta palavra. Imagino que seriam os engenhos mecânicos que já vi na Favela, não é? São autômatos, máquinas criadas para moverem-se e agirem como seres vivos. Seu funcionamento não é mágico, mas pautado por tecnologia aplicada. Muito interessante.
Off:
Uso Impostor para saber sobre Homens de Metal, Enganação +14+1 chapéu, rolado 11, total 26. Sucesso.
BAÚ DO JUDAS
JUDASVERSO

Alexander: Witch Slayer [Kaito_Sensei]
Dahllila: Relíquias de Brachian [John Lessard, TRPG]
Jonz: Tormenta do Rei da Tempestade [John Lessard, D&D5E]
Syrion: Playtest T20 [Aquila]
Takaharu Kumoeda: Crônicas do IdJ [Aquila]
Yellow: Defensores de Mega City [John Lessard]

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Mælstrøm
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Re: O Cristal Imensurável

Mensagem por Mælstrøm » 23 Nov 2018, 17:00

Capítulo I: O Bracelete de Urielka

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Após as apresentações silenciosas, mas respeitosas de Orgo e ChaoFan, Kasina e Klimerio elucubraram sobre quem seriam os homens de metal. Tyr, ponderou um pouco e finalmente comentou o que achava: um invento de goblin.

William Davenport sorriu divertindo-se.
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Hahaha, não eram homens em armaduras completas, é como Tyr disse: são criaturas artificiais e os rumores comentam ser invenção goblin, embora eu não tenha essa certeza. A bolsa do senhor Elias Hordiggard continha seus pertences pessoais, alguns documentos, moedas... não tenho certeza do que mais, mas imagino que havia algo mais valioso ou insubstituível.
O aristocrata junta as mãos atrás das costas, sorridente, olhando para cada um deles.
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Vocês podem se dirigir à estalagem O Perfeito Cavalheiro, onde o senhor Elias Hordiggard está hospedado e perguntar a ele mesmo para maiores informações. Levem isto e não terão problemas se algum miliciano em um dia ruim decidir implicar com vocês.
Um dos pergaminhos sobre a mesinha da varanda era na verdade um contrato de serviço pontual, identificando todos os presentes como "funcionários" de William Davenport, autenticado por um cartório do Refúgio da Felicidade e marcado por um símbolo dos Davenport, uma águia de asas abertas.

De posse do pergaminho, os aventureiros, então, se dirigiram à estalagem na Baixa Vila de Lena, andando por ruelas e avenidas, passando por uma ponte até encontrar um lugarejo de transição do centro para os bairros residenciais até chegar finalmente ao mais boêmio bairro da cidade. Com poucas indicações, o grupo finalmente chegou após uma boa uma hora e meia de caminhada.

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O Perfeito Cavalheiro apresentava uma porta dupla bastante alta e janelas de vidro — algo de requinte em Valkaria — na construção principal, ladeado por outras duas construções menores sem janelas no primeiro andar. A estalagem erguia-se ainda por mais cinco andares, todas com janelas de madeira, fechadas por vidro e cobertas por cortinas. Nos arredores, havia uma praça de pedras colocadas e algumas tavernas pequenas que vendiam cerveja, rum e espetinhos de carne.

Muita gente andava por aquela hora da tarde, entre algumas árvores que enfeitavam as três ruas dos arredores, mas também as sujavam com suas folhas secas espalhadas. O outono já estava alto, os dias estavam mais curtos, então os aventureiros alcançaram a estalagem no entardecer. Havia dois milicianos à frente da estalagem que encararam aquele grupo de notáveis com desconfiança. Um jovem que bebia sua cerveja numa das cadeiras ao ar livre, de uma das pequenas tavernas, dirigiu-se aos irmãos minotauro e minaura.
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Voltem pra Tapista, invasores!
Outras pessoas tinham mais medo da dupla de não-humanos conhecida por sua selvageria e brutalidade: Orgo e ChaoFan. Eram tantas atrações que o pequeno Tyr passou despercebido. Goblins eram mal vistos, é verdade, mas quando não havia alguém maior para se temer.

Os milicianos logo os abordaram, dentro de suas armaduras de metal e elmos fechados.
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Alto, o que desejam?
A típica rispidez da lei. Ao apresentar o pergaminho, os elmos se miraram após lerem o conteúdo. Abriram espaço em seguida deixando os aventureiros entrarem sem maiores questionamentos. Tyr, entretanto, conseguiu ouvir algum resmungo sussurrado pelos milicianos.
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... tsc, esse merda do Davenport...
O ambiente interior da estalagem era de requinte. O odor era agradável e ameno, diferente dos lugares onde o cheiro de ensopado infestava o salão. As pessoas vestiam trajes caros, de seda e gibões de veludo. Muitos humanos, um ou outro halfling e uma família de anões estava presente quando os aventureiros entraram, apreciando as refeições em suas mesas. Aliás, ninguém ali se parecia com um herói, ninguém portava mochilas, armaduras ou armas. Eram viajantes ou diletantes em busca de um descanso confortável.

Antes que os aventureiros se dirigissem ao estalajadeiro, um halfling solitário saiu de sua mesa isolada no canto do salão, perto de uma lareira quente e se aproximou.

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Boa tarde, meus consagrados! Eu sou Barry Cascagrossa, enviado pelo banco de Tibar para recuperar o tesouro do cliente Elias Hordiggard. Vocês devem ser os mercenários contratados pelo banco de Nilo, não é mesmo? Suponho que o senhor seja Tyr de Nilo, não é mesmo?
Suas roupas chamativas e seu jeito extravagante lhe conferiam certa áurea de fanfarronice. Com isso, não se deu conta do engano ao tomar Klimerio por Tyr...
Dados dos Personagens: Inventário, XP, Riquezas
Imagem - Tyr de Nilo <> PV: 24 PA: 1 CA: 22 <> Impostor: 4 <> Orgulho: 1 <> Riqueza: não utilizado <> Contatos: não utilizado <> Virotes: 17 <> Condição:
Imagem - Orgo Corta-Rocha <> PV: 45 PA: 1 CA: 18 <> Duro de Ferir: - <> Condição:
Imagem - ChaoFan <> PV: 36 PA: 1 PE: 6 CA: 20 <> Condição:
Imagem - Klimerio “Protectoris” Altivus <> PV: 42 PA: 1 CA: 25 <> Condição:
Imagem - Kasina Altivus <> PV: 26 PA: 1 PM: 12 CA: 17 <> Magia Oculta: CD 15 <> Condição:

Próxima Atualização: 27/11

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DragonKing
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Re: O Cristal Imensurável

Mensagem por DragonKing » 24 Nov 2018, 15:58

Estava me sentindo um pouco desconfortável naquela situação, talvez eles já fossem um grupo antigo e novos membros assim sem muita introdução geraria desconfiança, era necessário um pouco mais de cordialidade e conversa, eles pertenciam a raças odiadas e temidas, mas naquele momento eu era a criatura mais odiada presente desde a invasão de Tapista.

No começo era mais difícil tolerar as piadas e indiretas, agora vejo apenas como pessoas ignorantes tentando desabafar sua frustração e ódio, eu no lugar deles provavelmente estaria fazendo o mesmo, guerras sempre são ruins não importa a razão. O caminho até a taverna foi um pouco silencioso demais,parecia que havia uma certa dificuldade de quem seria o primeiro a puxar conversa, mas me mantive na minha, talvez algumas canecas de cerveja permitiria que todos ficassem mais a vontade.
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Voltem pra Tapista, invasores!
Encarei o homem por alguns segundos e balancei a cabeça negativamente, segurei o ombro de Kasi para que ela não tentasse nada estupido demais.
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-Ele está bêbado, ignore...Não vamos dar razão ao que ele diz.,
Olhei por cima o ombro, de fato a carta de Devenport deu passagem segura para o grupo, não podia evitar os olhares de todos. Adentramos o estabelecimento e respirei fundo sentidos todos os odores e invadirem minhas narinas, e que odores. Logo meu estômago roncou e minha boca se encher e saliva.
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Boa tarde, meus consagrados! Eu sou Barry Cascagrossa, enviado pelo banco de Tibar para recuperar o tesouro do cliente Elias Hordiggard. Vocês devem ser os mercenários contratados pelo banco de Nilo, não é mesmo? Suponho que o senhor seja Tyr de Nilo, não é mesmo?
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- HA HA HA! Cascagrossa?Isso é uma alcunha ou o seu sobrenome? Houve um engano eu sou Klimeiro Altivus e de banco eu entendo apenas o que vou sentar e degustar uma boa caneca de cerveja, você deve estar falando daquele pequenino, em trajes de nobre, alí.
Apontei para Tyr e abri um sorriso indo em direção ao, balcão e me apoiando os cotovelos sobre eles.
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- Uma jarra de cerveja por favor! Então quem me acompanha?
Me dirigi ao hobgoblim e ao lagartão.

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