Isekai RPG: ON

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Padre Judas
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Isekai RPG: ON

Mensagem por Padre Judas » 03 Nov 2019, 19:13

O Que Eu Fiz Para Merecer Ser Um Cão Do Exército?

Parte I. Invocação

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Enquanto as imagens se desvanecem como se lentamente ficasse cego, ouve as vozes das pessoas ao seu redor diminuírem lentamente de tom – elas parecem alarmadas, mas você não consegue entender direito o que dizem. Por fim vem o silêncio e a escuridão. O que seria isso?

Então abre os olhos, confuso. Está em um amplo salão. Aos seus pés o piso brilha intensamente, mas a luz vai diminuindo. Há várias figuras usando mantos brancos ao seu redor e mais além homens e mulheres vestindo uniformes – parecem militares. Um punhados deles estão armados com o que parecem ser bestas apontadas para o interior do círculo – para você!

A luz no piso se apaga completamente e percebe que é um tipo de símbolo mágico, com um hexagrama dentro de um círculo. Então sente um calor extremo no pescoço, algo queima ao redor dele. Toca o pescoço e afasta os dedos rapidamente ao sentir o calor na ponta deles. É como se fosse fogo. A dor é enorme e você não suporta – desmaia, a inconsciência trazendo alívio.

Abre os olhos. Quanto tempo se passou? Está deitado em uma cama de solteiro macia, nu sob cobertas. Ao olhar ao redor vê outros seis leitos encostados às paredes, dois deles também ocupados. O resto do quarto é desmobiliado, não há janelas. Também dá pra notar que, embora o ambiente esteja iluminado, não há fonte visível de luz.

Uma enorme tapeçaria pende ao lado da única porta. É uma bandeira, ao que parece. Um retângulo dividido em dois campos com um símbolo bastante conhecido.
Imagem
Off:

Começamos. Vocês devem aproveitar esta oportunidade para descrever seus personagens, suas personalidades e aparência, assim como o que faziam antes de tudo mudar. Também podem executar ações livremente. Se quiserem agir me avisem antes no Telegram que já respondo lá mesmo as consequências.

Também podem conversar uns com os outros, pois todos estão no mesmo quarto.

Data da atualização: 06/11, quarta-feira.
BAÚ DO JUDAS
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Kaidre
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Edwin

Mensagem por Kaidre » 03 Nov 2019, 23:09

Acordei de um pesadelo. Um sonho estranho que pareceu bem real. No entanto, o teto acima de minha cabeça não era o do meu quarto, ou de qualquer outro que conseguia me lembrar. Me pus sentado na cama e dei por falta de minhas roupas. Olhei ao redor e vi outras duas pessoas deitadas em camas. Além disso, uma bandeira com símbolo familiar próximo a única porta do recinto. Apesar de haver luz, não encontro sua fonte. Tantas coisas estão erradas que nem ao menos sei por onde começar.

"Calma!"

Sentei-me com os pés para fora da cama tocando o chão. Sinto a temperatura amena do ambiente. Mantive a coberto sobre minha cintura e tentei me acalmar. Inspirei profundamente e expirei devagar. Não sei o que está acontecendo, então o primeiro passo é revisar as informações que tenho. Do que eu me lembro?

"Meu nome é Edwin, 27 anos, solteiro, nascido e criado no Rio de Janeiro. A última coisa de que lembro com clareza era de estar voltado para casa depois de mais um dia de trabalho. Em específico, havia feito horas extras naquele dia e estava relativamente cansado. Troquei de roupa e fui em direção ao metrô. Estava lotado, mas não tanto quando em horários de maior movimento. Durante a viajem aconteceu um imprevisto e ficamos parados entre as estações. Uma queda de energia se seguiu. Depois disso...."

Nada. Coloquei a mão na cabeça tentando buscar alguma informação que pudesse ter escapado. A única coisa que me vem a mente é o sonho. Todas aquelas pessoas, as bestas apontadas, o círculo luminoso sob meus pés. A estranha sensação de desconforto.

"O pescoço!"

Rapidamente levei minhas mãos ao pescoço. Nada. Nem mesmo incômodo. Resolvi fazer uma inspeção corporal completa. Nenhum ferimento, incisão, cicatriz ou anormalidade. Também não há grilhões ou amarras. Considerando o quão confortável é a cama e o cobertor limpo, posso deduzir que não sou prisioneiro. No mínimo estou mais confortável do que a maioria dos que já soube.

"No entanto, estou sem meus pertences."

Minha mochila e roupas foram tiradas de mim. Nem ao menos me deixaram um avental para me cobrir. Mais importante, minha carteira e celular. Com o aparelho poderia tentar me comunicar com alguém e o dinheiro é sempre bom ter de reserva. Fora toda a documentação que seria um inferno conseguir nova.

"Ok!"

Sei quem sou e sei como estou. Agora falta descobrir onde estou. Minha melhor pista é a bandeira. A primeira vista ela é bem preocupante, mas algo nela parece errado. A primeira coisa são esses pontos. Não lembro deles na "original". Outro detalhe é o posicionamento. A "original" forma um losango e esse, um quadrado. Ainda sim, tem mais uma coisa estranha. Não tenho certeza, mas o desenho parece estar invertido. A cor também está errada, mas duvido que isso seja importante.

Peguei o cobertor e improvisei uma toga rústica. Não é o ideal, mas pelo menos não fico exposto. Olho em baixo da cama na tentativa de encontrar algo. Nada. No momento só me restam duas escolhas. Cruzar a porta ou chamar pelos outros dois que ainda dormem nas camas próximas. Acredito que o melhor plano de ação é recorrer a dupla. Se escolhesse cruzar a porta estaria sozinho no desconhecido. Por outro lado, existe uma boa chance deles estarem na mesma situação. Talvez até tenham informações adicionais.

- Senhor! - Sussurrei tentando despertar o sujeito.

Segurei seus ombros com ambas as mãos enquanto tentava chama-lo. Um comportamento vicioso do trabalho.

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kaito sensei
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Re: Isekai RPG: ON

Mensagem por kaito sensei » 04 Nov 2019, 11:24

Um pesadelo. Era essa a única explicação lógica para o que havia ocorrido. Eu me lembro de estar cochilando em uma rede, pendurada entre duas árvores que faziam sombra, aproveitando o fim de semana em uma chácara. Apesar do calor escaldante que estava fazendo por esses dias em Londrina, cidade do norte do Paraná, uma brisa deixava tudo mais fresco. Me recordo de ter a sensação de estar caindo da rede, acordando em seguida no círculo em meio aos soldados com bestas. Daí que vinha a ideia de que tudo era um sonho, já que sonhos bizarros sempre foram algo corriqueiro para mim. Então veio a dor. Nunca havia sentido tamanha dor na minha vida. E tudo se apagou de novo. Seriam sonhos tão reais assim? Acordei com alguém chamando "senhor!' segurando os meus ombros. Não sei quanto a vocês, mas acordar Nu, com alguém te chacoalhando pelos ombros pode ser algo no mínimo estranho. Me debati para se desvencilhar do estranho e levantei de sopetão, segurando a coberta para não revelar os meus "dotes"
Kaito
- UUUUAAAAH! O QUE TÁ ACONTECENDO? QUEM É VOCÊ? ONDE QUE EU ESTOU? QUEM SOU EU? Não, pera...
Eu sabia quem eu era: José Carlos Santiago Filho (vulgo, Kaito, o apelido que uso mais do que o nome). Tenho 29 anos. Sou moreno, estatura de 1,77 m, um pouco acima do peso mas lutando na academia para mudar isso. Funcionário público, formado em direito e que tem como hobbies jogos, cozinhar, desenhar e cantar. Agora precisava saber quem era o outro cara e porque eu estava ali naquelas condições.
Kaito
- Tá legal... Que lugar é esse e quem é você?

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DiceScarlata
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Re: Isekai RPG: ON

Mensagem por DiceScarlata » 04 Nov 2019, 16:14

Dimitrius
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*Continuar fingindo que dormia não era mais necessário. Logo o cutucariam e nenhum daqueles armados entrou na sala. Trincou os dentes. O que estava acontecendo? A única coisa que se lembrava era da dor e do símbolo... Aquele simbolo tão familiar com seu mundo. Aquele simbolo odioso*

*Sentou-se na cama*


- Fomos sequestrado, foi o que aconteceu..

*Levantou-se, sem se incomodar com a nudez. Apesar da aparência jovial em excesso, ele tinha 28 anos, 1,70, 65 kilos e um corpo equilibrado entre treinos marciais básicos e uma vida preguiçosa de games na cama. Cabelos ruivos e encaracolados, raspado nas laterais, um corte tipico e modinha da atualidade. Olhos castanhos e tal. De pé, testou o corpo, procurando dores. Não. Só preguiça. Foi até a porta e escutou através dela*

- Vocês estão bem? Qual o nome de vocês? O meu é Henrique?

*Depois de enrolar o lençol na cintura, ofereceu a mão em cumprimento*

- Eu me lembro de armas, um circulo, uma suástica que lembrava a nazista e dor na nuca. E vocês?

*Dimi estava acostumado a atuar. Era verdadeiro com amigos e um personagem com desconhecidos. Sabia usar seu carisma e aprendizado social (teatro e estudos relacionados) para criar um camaleão que se adapta a tribos e nichos, mostrando sua personalidade de fato, só para aqueles com quem se sentia a vontade*

- Isso aqui é... Preocupante... E assustador.
Tribo Scarlata


- MUNDO DE ARTON: GRUPO MADEIRA DE TOLLON (on):Angra Cabelos de Fogo
- MUNDO DE ARTON: GRUPO AÇO-RUBI (on): Jihad das Areias Vermelhas
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- JOHNVERSE: PRESA DE FERRO (on): Jinx - Cruzado da Ordem dos cabeças de Dado
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Padre Judas
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Parte I. Invocação

Mensagem por Padre Judas » 04 Nov 2019, 19:45

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Dimitrius nada ouvia do outro lado da porta, que podia reparar ser feita de algum tipo de madeira de lei. Era bem grossa e resistente, a fechadura era prateada e adornada com arabescos. A própria madeira também era delicadamente esculpida com esmero. Era possível notar que estava trancada.

Enquanto conversavam ouvem a porta ser destrancada e abrir rapidamente. Quatro homens entram no quarto. Guardas, é evidente. Altos, cerca de um metro e noventa, vestem armaduras prateadas em escamas sobre túnicas rubras e elmos arredondados levemente pontudos no topo, com um tipo de “crina” saindo da parte de cima. São loiros de olhos profundamente azuis. Além de espadas e facas à cintura e um escudo preso às costas, três deles portam um estranho objeto que parece uma arma: um tipo de bastão com um gatilho, mas ao invés de um cano para a saída do projétil, há um tipo de cristal. Tão parecidos são em altura, porte e equipamento que qualquer poderia acreditar que foram feitos de um mesmo molde. O quarto, que não portava aquele objeto, fala com firmeza:
Guarda
– Afastem-se!
Em seguida uma mulher de traços orientais entra. Baixa, com pouco mais de um metro e meio, parece uma anã em meio aos homens. Vestindo uma túnica branca e uma libré simples, ela carrega algumas roupas dobradas nas mãos. Curva-se profundamente, em um ângulo perfeito de noventa graus, seus olhos voltados para o chão. Após um instante assim, ela rapidamente move-se para por as roupas nas suas camas.
Guarda
– Vós sois convocados a comparecer à presença do Mahasainapati Andrarya Maysaraliputra! Fazei vossas perguntas ao ilustríssimo mahasainapati! Vistam-se e venham conosco, nós os escoltaremos!
A voz potente do soldado os distrai e a mulher rapidamente retorna à saída, curva-se para os guardas e retira-se. Sem alternativas, vocês vestem-se e seguem os guardas. Ladeados por eles, cruzam um longo corredor e saem no que seria um tipo de varanda – um lugar enorme. Podem finalmente vislumbrar a cidade onde estão e percebem claramente que não devem estar mais na Terra.

Do ponto de vista de onde estão, notam várias torres e passarelas. Além uma enorme ponte, tão larga quanto uma rodovia. Além uma vasta cidade com edifícios encimados por cúpulas circulares à moda das arquiteturas árabes e indianas. É possível notar que os bairros são cuidadosamente organizados e enfileirados com ruas em ângulos retos que formam a suástica repetida inúmeras vezes. Cada canto de uma suástica é composta por um bloco com uma cor predominante: um é branco, outro vermelho, um terceiro é amarelo e o último é verde. Este padrão repete-se diversas vezes sem cessar até onde a vista alcança – a cidade é completamente plana, embora cercada por altas montanhas além. Não há muralhas visíveis. É possível notar que algumas partes da cidade parecem estar “faltando”. Há ruínas aqui e ali, prédios enegrecidos. Esta cidade recupera-se de um incêndio de grandes proporções, mas há andaimes e guindastes por todo lado: a cidade está se reconstruindo.

Um som chama sua atenção. Em um campo mais abaixo, do lado de cá da ponte, um grupo de mulheres de armadura cavalga aceleradamente enquanto disparam com armas semelhantes às que os guardas com vocês carregam. Do cristal na ponta de cada bastão é emitida uma luz intensa que acerta manequins que são perfurados. Com gritos de batalha elas largam os bastões fora e sacam sabres, cortando os manequins com suas lâminas. Em instantes os alvos se recompõe e elas voltam a se posicionar para nova carga.

Mas não é lhes permitido permanecer apreciando a paisagem e devem seguir em frente. No caminho passam por um grupo de quatro pessoas vestidas como a oriental, três mulheres e um homem. O homem e uma das mulheres são completamente negros, seus cabelos totalmente raspados. As outras duas mulheres possuem traços asiáticos, mas uma pele mais escura como os indígenas brasileiros. Todos se encostam à parede e curvam-se em noventa graus diante dos guardas que seguem em frente sem lhes dirigir o menor olhar. É possível notar que eles permanecem curvados mesmo depois do grupo passar.

Vocês passam por outros corredores. Notam outros guardas aqui e ali: todos tão altos quanto os de sua escolta, usando as mesmas roupas, com o mesmo loiro dourado dos cabelos e os olhos azuis e frios como um céu de inverno.

Por fim chegam a uma sala bem decorada. Há uma mesa de escritório com uma cadeira refinada de espaldar alto atrás dela, claramente o lugar onde o dono desta sala deve se sentar. Em um canto há outra mesa, menor e menos vistosa – talvez o lugar de um secretário, embora agora esteja também vazia. E há um espaço com poltronas e uma pequena mesa de centro para reuniões mais informais. Em uma das duas poltronas individuais, a menos vistosa, senta-se um senhor de idade mais avançada, cabelos brancos e vestindo um manto também branco, com o capuz abaixado. Escreve algo em um pergaminho com uma pena molhada em tinta, mas para observá-los por um tempo. A forma como encara é um tanto... perturbadora. Mas ele nada diz.

Outro homem está à janela, observando algo lá fora enquanto mantém os braços atrás das costas. O guarda que falara antes adianta-se e bate os calcanhares enquanto assume posição de sentido, as mãos batendo com firmeza nas cochas. Ergue a mão direita riste em diagonal, a palma aberta como faziam os antigos romanos.
Padika Vysulia
– Hari! Padika Vysulia Padarkaliputra traz os Heróis Lendários à presença do Mahasainapati Andrarya!
Mahasainapati Andrarya
– Hari, padika! Obrigado. Senhores, por favor, sentem-se.
Ao se virar e responder ao subordinado, vocês percebem como o comandante em questão é semelhante fisicamente aos seus guardas: é como se fosse uma versão mais velha e terrível deles, com a mesma altura e porte e os cabelos grisalhos indicando um tom loiro semelhante. Em comparação a estes guerreiros o senhor sentado era tão alto quanto, mas bem mais magro e pálido, claramente alguém que não se exercita ou fica muito tempo exposto ao sol.

Andrarya indica um sofá largo, próprio para comportar três daqueles grandes guerreiros com certa folga. Ele mesmo se senta na poltrona individual mais vistosa de todas – claramente aquela dedicada ao de maior posto em um ambiente.
Mahasainapati Andrarya
– Sou Andrarya Maysaraliputra, mahasainapati... hã, perdão...
Neste momento o velho fala com voz limpa e firme.
Ancião
– “General” seria o termo usado pelos bár... digo, pelo povo dos Heróis.
Mahasainapati Andrarya
– Isto, sou o “general” responsável pela proteção da cidade de Manova, onde estão, capital do grandioso Império de Agarta. É um prazer conhece-los. Sei que possuem perguntas. Antes de começarmos poderiam nos dizer seus nomes e nos contar um pouco sobre vocês?
BAÚ DO JUDAS
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DiceScarlata
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Re: Isekai RPG: ON

Mensagem por DiceScarlata » 05 Nov 2019, 21:20

Dimitrius
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- Boa tarde General. Já que me permitiu falar abertamente, vou me apresentar. Sou Henrique, autor, ator e professor. Nada digno de um heroi...

*O encarou olho a olho*

- Mas é assim que você nos chamou. Por que nos invocou de nosso mundo. E pelo que o compatriota disse ali, o "povo dos heróis" o chama de general. Os bárbaros.

*Franze o queixo e os lábios*

- Mas não quero soar arrogante, meu general. Temos informação. Em nosso mundo conhecemos histórias sobre pessoas sendo tiradas de seus mundos e virando herois em outros. Temos fatos de historicos de um império exatamente como o de vocês sendo derrubado por ser justamente, arrogante (e também como impedir isso). Além de conhecimento, creio que se nos invocou somos uma força util ao senhor.

*Então entrecruzou os dedos e se recostou na cadeira*

- Vamos direto ao ponto. Nos topamos. Estamos a seu serviço. Mas sem mentiras, torturas ou domesticação. Use-nos como quiser, mas nos jogue o merecido osso. Soldados obedecem e depois festejam, não é ?

*Olhou para os outros dois e apostou em uma carta, acreditando que os outros dois teriam acesso a isso,*

- Play along guys... We can discuss all this thing after.

*Sorriso*
Tribo Scarlata


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Padre Judas
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Parte I. Invocação

Mensagem por Padre Judas » 05 Nov 2019, 22:36

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Quando Dimitrius se apresenta como “Henrique” o ancião faz um sinal quase imperceptível para o general. Quando o rapaz termina de falar o general o encara com um olhar duro.
Mahasainapati Andrarya
– Muito bem dito. Então deveria começar dizendo seu nome completo, não é mesmo? E entendo que a confiança na verdade pode soar como arrogância, jovem. Mas acabou de chegar e obviamente não conhece a grandeza de Agarta. Irá conhecer, eu garanto.

– Foi profetizado que Heróis seriam invocados novamente, como ocorreu mil anos atrás, para salvar o Império e o mundo de um terrível evento. E aqui estão vocês. Foram escolhidos pelos Deuses e seus deveres anteriores nada significam diante de uma missão divina. Vocês serão treinados e preparados para cumprir sua tarefa, não se preocupem.

– E sobre “discutir” depois... claro que vocês podem discutir entre si à vontade como servirão ao Império. Fiquem à vontade.
Editado pela última vez por Padre Judas em 08 Nov 2019, 20:13, em um total de 1 vez.
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Re: Isekai RPG: ON

Mensagem por kaito sensei » 06 Nov 2019, 09:45

Agora estavam diante de um general, que os chamava de heróis e inquiria sobre seus nomes. A similaridade da situação com um anime isekai era notória. Kaito achava que isso era algum tipo de punição divina, por tanto falar que estava enjoado de isekais... Henrique se apresentou primeiro, falando em inglês que depois discutiriam sobre o resto. Só que tal qual as revelações bombásticas dos programas sensacionalistas, o general revelou que Henrique estava usando um nome falso (o que já o fez ficar desconfiado com relação a ele) e que além disso tinha conhecimento da língua inglesa. Acabou pensando alto e deixando escapar a frase.
Kaito
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Eita... O maluco é brabo...
Para tentar disfarçar, deu uma tossida e começou a falar.
Kaito
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Bom, então não podemos mentir aqui, o que é muito bom, pois saberão que o que digo é verdade: Meu nome é José Carlos, mas podem me chamar de Kaito. Eu sou só um cara normal, sem nenhum poder ou habilidade digna de um herói, diria até que sou um tanto abaixo da média. Apenas fui herói nos jogos de videogame que joguei em meu mundo. E sinceramente não senti nenhuma diferença desde que cheguei aqui. Então... Nobre general, acho que o máximo que posso me tornar com treinamento e preparo, seria um soldado raso e olha lá... Tem certeza que não erraram na invocação não?

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Padre Judas
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Parte I. Invocação

Mensagem por Padre Judas » 08 Nov 2019, 21:02

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O general sorriu diante da frase de Kaito.
Mahasainapati Andrarya
– Não se preocupe, José Carlos. De fato, nós não invocaríamos soldados, pois temos os melhores de Kishar, ou seja, deste mundo. Mas os Heróis possuem um potencial na alma que fará toda a diferença e nos permitirá fazer frente às aberrações que nossos inimigos preparam contra nós.

– Agora, permita que lhes apresente. Este é o Guru Sydaka, o sábio que recebeu de nosso soberano, Manu Sarata, a missão de levar adiante a invocação.
O velho acena em cumprimento.
Guru Sydaka
– Hari. Vossa Potência o Manu recebeu de Mavrit a mensagem de que poderia invocar Heróis de outro mundo com o dever de salvar nossa nação.

– Vejam, Mavrit, o Ancião dos Dias, é nosso principal Deus e sua sabedoria é infinita como seu poder. Ele viu a ameaça que nosso povo enfrenta e para nos salvar nos trouxe os meios para salvar o mundo através das Pedras Sagradas. Elas caíram do céu e são reservadas para aqueles com o potencial adequado. Infelizmente elas não funcionam com nativos de Kishar e por isso os Deuses trouxeram pessoas de fora.
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Edwin

Mensagem por Kaidre » 09 Nov 2019, 22:44

O homem despertou com um susto e se afastou. Uma reação perfeitamente normal, embora a resposta tenha sido exagerada. Talvez fruto da confusão em que nos encontrávamos. Mas não tive tempo de lhe responder, pois o outro sujeito da cama ao lado levantou-se e começou a falar. Aparentemente estava a par de toda a situação, o que me levou a crer que já estava acordado a mais tempo, ou que talvez estivesse junto do "inimigo". Embora essa última opção parecesse extremamente improvável.

Antes que pudesse dizer qualquer coisa, um grupo de guardas entrou no recinto. Eles eram altos e aparentemente tinham um físico bem trabalhado. Com meus 1,75 m e 53 kg não conseguiria enfrentá-los de frente. Além disso, não consegui bolar uma estratégia junto aos outros dois e seria esperar muito que seguissem qualquer deixa quando nem ao menos conhecemos os nomes uns dos outros (salvo uma exceção). Enquanto nós precisamos improvisar, esses guardas treinaram juntos por muito tempo. Mesmo que não, possuem a mesma formação marcial e podem sincronizar seus movimentos. Nossa derrota é uma certeza nessas condições. Melhor fazer o que dizem.

Não tenho muito o que comentar sobre a mulher. A primeira vista parece ser uma serviçal normal. Por hora, apenas vesti as roupas e acompanhei os quatro soldados. Pelo caminho sinto que confirmei uma suspeita que não queria acreditar. Não estou mais na Terra.

Tentei obter e decifrar qualquer informação que pudesse surgir pelo caminho. As construções podiam dar alguma pista, mas nada como o comportamento cultural. Começo a notar um pequeno padrão do que pude observar, mas ainda não é hora de tirar conclusões.

Finalmente fomos levados diante de um general e um ancião. No entanto, a forma como eles falam me deixou "desconfortável". Apesar de estar acostumado a lidar com pessoas arrogantes e egocêntricas, alguma coisa neles me incomoda. Vou precisar pensar bem em qual o "jeitinho" certo de lidar com eles. Para minha sorte, o tal de Henrique começou uma conversa com o general.

Do que pude perceber, Henrique tinha argumentos válidos, mas errou na escolha de palavras. Aquele não parecia ser o "jeitinho" certo de se lidar com o general. No entanto, pela resposta que obteve, diria que foi bem próximo. Ou talvez estejam dispostos a tolerar algumas "malcriações" em nome de seus objetivos. Ainda é difícil dizer como eles nos vêem. Até aqui, o maior ganho da conversa foi descobrir que eles compreendem o inglês também. Não sei se quero arriscar japonês, francês e espanhol, mas sinto que não devo.

Quando José Carlos começou a se apresentar, minha mente foi invadida pela lembrança idiota de um trecho de canção, "José Carlos Araújo!" Me sinto culpado por permitir que meus pensamentos vaguem enquanto estamos em uma situação tão importante. Mas no mínimo conseguimos mais algumas informações. Eles pretendem nos treinar para cumprirmos o objetivo e as tais pedras sagradas só funcionam conosco. Ou melhor, não funcionam com eles.

Me inclinei para frente apoiando os braços nas pernas e o queixo sobre as mãos cruzadas.

- E a que ameça estaria se referindo exatamente?

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