O Pecado de Um [T20]: ON

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Tiagoriebir
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Re: O Pecado de Um [T20]: ON

Mensagem por Tiagoriebir » 06 Abr 2020, 16:32

Encontrar o lugar em que os irmãos Uryah estavam não foi uma tarefa difícil. Acessar o lugar, tampouco. Os rastros do grupo de aventureiros contratado também estavam visíveis e recentes. Apesar do truque da corda, tudo acontecia de forma muito fácil. O que só indicava a Flecha de que o perigo estava cada vez mais iminente. Pensava sobre isso quando encontrou um grupo distinto, certamente os aventureiros. Entre eles, Cássia.

E um cadáver de minotauro.

Cássia Uryah
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– Flecha? O que faz aqui?
Flecha
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— Vim assim que soube do desaparecimento de Altrius. Crassus quem me avisou. Bom saber que está bem, Cássia.
Hadrianus
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Bem-vinda, "Flecha". Eu sou Hadrianus, o Imperador. É uma das contratadas? Chegou um pouco tarde...
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- Eu sou o Doutor Nólege, de Terápolis, clérigo de Tanna-Toh.
Flecha perscrutou, com seu único olho bom, aquele grupo singular de aventureiros. Não conhecia nenhum deles. Cumprimentou-os com um meneio de cabeça, apresentando-se.
Flecha
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— Flecha.
A fala do minotauro indicava o que Flecha mais temia. Respondeu a ele, enquanto se aproximava.
Flecha
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— Então este é mesmo Altrius? Como ele morreu?
Quando pode ver de fato o cadáver, não reconheceu nele o seu amigo. Era muito mais velho. Apresentava sinais de enforcamento. Nada daquilo fazia sentido. Mas Cássia tinha nas mãos o medalhão que Altrius sempre carregava, e distribuía ao grupo os itens do falecido. Flecha deixou pender os braços quando se convenceu de que estava diante do corpo de seu mais antigo contratante. Suspirou, triste, antes de retomar sua postura, tentando entender o que estava acontecendo.
Flecha
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— O que aconteceu a ele? Algum efeito mágico dos gnomos?
Ante a menção do grupo, de enterrar o cadáver e explorar os arredores, a arqueira entendeu que o grupo estava buscando entender o que quer que seja que tenha causado aquilo a Altrius.

O pensamento de apenas voltar com o corpo do falecido amigo e por fim àquilo tudo era tentador, mas entender o que diabos causou a desgraça no minotauro era mais instigante. Contudo, faria o que Cássia decidisse, de modo que aguardou o posicionamento de sua amiga.
Tentando usar a parte colorida da massa cinzenta.
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Lord Seph
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Re: O Pecado de Um [T20]: ON

Mensagem por Lord Seph » 06 Abr 2020, 18:16

Mais uma pessoa aparece e parecia ser um conhecido da humana.
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Maya, membro da guilda de Aventureiros de Malpetrim.
Maya se apresenta e fica em silêncio, não ligando muito para espólios.

Então se inicia os ritos fúnebres.
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Ok, vamos fazer isso.
Maya responde aguardando os demais.

No fim Maya finalmente deixa as coisas claras.
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Bem, já sabemos que caímos em uma armadilha, e antes de corremos por aí acredito que deveríamos prover o mínimo para continuarmos vivos até acharmos uma saída daqui.
Maya sugere após pensar na situação.
Melhor queimar do que apagar aos poucos.
-Neil Young.
o lema dos 3D&Tistas
"-seremos o ultimo foco de resistência do sistema"
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John Lessard
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Re: O Pecado de Um [T20]: ON

Mensagem por John Lessard » 07 Abr 2020, 14:52

Marvelous saltitou de trás de Hadrianus com a chegada da nova figura, esvoaçando seu sobre tudo rubro. Fez uma mesura.
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- Meu nome é Marrrrrvvveeeeelouuuss Magus, o mestre das artes arcanas. A seu dispor!
Mas a mulher estava preocupada com Cássia e com o seu irmão, que por sinal parecia ser um velho conhecido dela. O hynne acabou por ficar de lado, fazendo uma careta quando o minotauro falou que ele comia muito. Ora, aquele touro bípede deveria comer muito mais... De qualquer forma ele se aproximou do golem, do qual ficou puxando suas vestes, chamando sua atenção para baixo.
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- Senhor Doutor, Senhor Doutor... Eu não tenho função, qual a minha função? Por que não disse minha função?
Personagens em Pbfs:
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Mælstrøm
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Re: O Pecado de Um [T20]: ON

Mensagem por Mælstrøm » 07 Abr 2020, 18:12

O golem abaixou a cabeça lentamente. Marvelous podia ouvir as engrenagens movendo-se com algum rangido.
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- Pode me chamar apenas de Doutor Nólege, senhor Marvelous Magus. Não tive sugestão para sua função no momento, pois não detenho o conhecimento preciso de suas áreas arcanas. Não sei o que pode fazer para cobrir esta situação. Nem a senhora Flecha. Entretanto, em nome de poupar energia como os seres vivos gastam, surgirão novas situações nas quais poderei sugerir alguma função para você e poupar outros. Cada situação e tarefa exigirão esforços individuais, dependendo de análise.
Sua voz metálica fazia-se ouvir para todos, sem demonstrar flexões no tom. Depois, o doutor viu-se obrigado a comentar com Flecha sua pergunta.
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- Não tenho conhecimento aprofundado do suposto modo de vida dos gnomos ou de seus engenhos. Senhorita Cássia Uryah detém maiores informações. Porém, eu tendo a desacreditar que eles tiveram um papel direto na morte de Altrius. Acredito que ele tenha sido envolto em um problema psicológico, típico para os seres viventes, criado por uma ameaça que desponta da Casa do Lago. O fenômeno da passagem do tempo acelerada e desconexa com o que vivemos em Arton sugere uma ruptura dimensional nesta caverna, e, portanto, tem o envolvimento dos gnomos. Esta seria a principal contribuição para o estado de Altrius, mas não causado diretamente sua morte.
Ponderou apoiando-se em seu cajado.

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DiceScarlata
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Re: O Pecado de Um [T20]: ON

Mensagem por DiceScarlata » 08 Abr 2020, 01:25

Flaurian
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- Outra???

*Ao ver surgir outra pessoa surgindo - e estranhamento todos tratando aquilo sem alarde e com a mais abosluta normalidade - imediatamente ja imaginou o racionamento de comida, o aumento do perigo e o sentimento ruim por ela estar em tal situação desesperadora. Mas seguidamente pensou que uma pessoa a mais, significava mais uma cabeça a pensar (é o que se espera) mais habilidades e mais força unida. Tinha que ver o lado positivo *

- Bem vinda Flecha. Sou Flaurian de la Roux, espadachin. Eis a situação...

*Completou tudo que não fora dito para a recém chegada, teorias dadas e os dizeres tanto do mago, quanto do padre. Apresentou a carta também para que lesse e explanou sua própria teoria sobre a passagem do tempo, dita anteriormente. Uma vez que tudo tenha sido esclarecido, virou-se para cumprir os pedidos de Dr. Nólege*

- Não gostaria de tocar no corpo, mas não temos escolha. Com licença senhorita, vou mover... Seu irmão...

*Ajudou no que fora possível. Pensou também que não houve reação a sensação de inspiração que providenciou a todos (exceto Flecha) pela tensão do momento também e deu apenas de ombros*

- Acredito que devemos fazer como Maya nos disse. Nos mover com cautela. Mas aconselho que comecemos logo...
Tribo Scarlata


- MUNDO DE ARTON: GRUPO MADEIRA DE TOLLON (on):Angra Cabelos de Fogo
- MUNDO DE ARTON: GRUPO AÇO-RUBI (on): Jihad das Areias Vermelhas
- MUNDO DE ARTON: GRUPO JADE (on):Sr. Fuu
- JOHNVERSE: PRESA DE FERRO (on): Jinx - Cruzado da Ordem dos cabeças de Dado
- JUDASVERSO: CRÔNICAS DA TORMENTA (on): Nagamaki no Gouka!
- FUI REENCARNADO COMO MONSTRO (on): Gizmo
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Aldenor
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Re: O Pecado de Um [T20]: ON

Mensagem por Aldenor » 08 Abr 2020, 11:06

Após providenciar uma cova e os ritos fúnebres serem atendidos, Hadrianus ficou triste. Sentia uma energia e empolgação anterior, mas agora a tristeza o assolava. Morria um minotauro, mas o que o afetava mais era ver Cássia sofrendo. Era triste ver mulheres sofrendo.
Hadrianus
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Bem... como o doutor disse, acho que podemos sair fuçando em tudo antes de ir direto pra casa do lago. Maya falou pra achar mantimentos. Deixe-me ver esse mapinha de novo... eu sou bom com isso. Minotauros, sabe. Hmmm vamos pra rua do comércio. Vocês vão entrando nas casas e procurando alguma comida útil. Vamos dobrar na rua da taverna e fazer o mesmo. E então, procurar essa maldita taverna. Aí viramos na rua do lago, ignoramos o lago e seguimos para rua da cidadela. E então, entramos pelo cultivo... de repente tem alguma raiz que dê pra comer. E então vamos pro lado de fora, no tal lago... e que Tauron nos ajude.
Hadrianus tinha o espírito renovado novamente, empolgado e decidido. Olhou para Flaurian e desejou sorrir, mas sem saber ainda o porquê.
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Padre Judas
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Capítulo 2: A cidade no fundo do poço

Mensagem por Padre Judas » 08 Abr 2020, 15:59

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A inspiração de Flaurian pouco fizera para mudar o estado de Cássia, que ainda se sentia pesadamente abatida pela morte – após grande sofrimento – do irmão.
Cássia Uryah
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– Obrigado pelo esforço, bardo. É que eu... acho que é minha culpa. Deixei que meu irmão viesse sozinho, se ele tivesse alguém com ele... minotauros se sentem mais fortes quando precisam proteger alguém. Né, Hadrianus? Pelo menos ele não teria morrido sozinho...
Havia sessões para jardins e mais à frente até uma área para cultivo – todos lugares apropriados para enterrar alguém. Cássia assistiu enquanto cavavam uma cova rasa e depositavam o corpo do irmão. Chorou em silêncio.

Então seguiram em frente. Na própria praça e parte da Rua do Comércio havia uma mercearia havia uma pequena mercearia onde eram vendidos produtos da terra, pães e doces – todos podres e cobertos por bolor, ratos, larvas e baratas. Era tudo MUITO velho. Encontraram alguns tibares em uma caixa – moedas de cobre, basicamente, quinze delas, e três moedas de prata.

Também encontraram uma loja que poderia ter pertencido a um ferreiro. Não havia nenhuma arma ou armadura, somente ferramentas diversas: talheres, facões, enxadas, foices. Mais tibares, vinte pequenas moedas de cobre.

Outra loja era para artesanatos diversos: cerâmica, vassouras, objetos decorativos ou funcionais. No interior uma de estátua de ouro retratava um meio-elfo erguendo a face para a cabeça dourada sobre a porta (todas as lojas e casas tinham aquela cabeça onipresente) e postando as mãos em súplica. Até suas lágrimas destacavam-se como pequenas gotas douradas escorrendo por sua face. Alguns dos objetos eram de bom gosto, mas a maioria era rústica e mal-acabada. Encontraram um pequeno cofre aberto contendo duas moedas de ouro.

A casa seguinte continha uma estátua de ouro que retratava um minotauro gravemente ferido, com ataduras, deitado em seu leito. Um braço estava na tipoia e uma das pernas havia sido engessada. Um dos chifres havia sido partido e estava ausente. Ele estava de olhos fechados como se dormisse. Destacava-se por sua armadura, uma loriga tapistana requintada com o símbolo do touro em chamas na couraça peitoral. Sobre uma mesa havia um escudo e um gládio – armas normais aos olhos de Nólege.

Então repararam que TODOS os edifícios continham em um canto uma escada em espiral que descia ao nível inferior (abaixo da rua) e levavam a uma porta dourada trancada. Em todos os casos a fechadura era de excelente qualidade e Maya percebeu abri-las seria um feito formidável.

A taverna demandou um pouco mais de tempo. O salão era amplo e havia um tablado mais elevado com uma mesa maior e cadeiras mais imponentes – parecia um salão de um nobre com um espaço para a família e o resto para os servos. Ali havia DUAS das enormes estátuas douradas, vigilantes sobre o lugar. Não havia quartos ali – não era uma estalagem, somente um lugar para as pessoas poderem comer, beber e interagir. As cervejas estavam chocas, os vinhos viraram vinagre. Havia muitas moedas de cobre, mais de cem, em uma caixa atrás do balcão, guardadas em pacotinhos de dez.

Encontraram uma casa que, pelas ferramentas, era do ferreiro. Era claramente um homem muito limpo e asseado, todas as coisas estavam cuidadosamente guardadas. Claro, os anos haviam cobrado seu preço e tudo estava coberto de pó e teias de aranha. Uma armadura azul e branca trazia um brasão costurado no peito: dois campos de cores alternadas (azul e branco) com muitas estrelas azuis do lado branco e duas estrelas brancas do lado azul. Havia até uma penteadeira em um canto, com um pequeno espelho e um pente (coberto de pó e teias de aranha). Em um gaveta havia um objeto em forma de falo.
Cássia Uryah
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– Ó!
Cássia corou e deu uma risadinha quando viu o curioso item.

Encontraram mais tibares. Em um casa quase em frente ao do ferreiro encontraram mais armas e outra armadura colorida igual à da casa do ferreiro. Mas a única coisa interessante de fato foi quando chegaram ao fim da rua da taverna, onde esta encontrava a rua do lago: uma grande porta dourada encravada na rocha. Não havia sido indicada no mapa, mas estava bloqueada por tábuas de madeira grossa que os anos haviam deixado podres – um pouco de força poderiam facilmente arrancá-las. Uma placa havia sido afixada sobre elas:
AVISO

Esta área não é segura. Entre por seu próprio risco.

Governador Metellus.
Cássia Uryah
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– Metellus novamente. Parece que ele conseguiu sobreviver à descida e até virou manda-chuva daqui. Primeira vez que vejo alguém subir descendo. Huahuahua sacaram? “Subir descendo” porque ele desceu o poço pra virar governador e... bom, entenderam.
Flecha pode perceber que a amiga parecia estar voltando à sua personalidade normal, esquecendo momentaneamente a terrível perda que sofrera para se concentrar no presente.
Cássia Uryah
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– Podemos tentar entrar aqui... a despeito do aviso que é bem “foda-se, faça como quiser, não disse que não avisei”. Não é comum pra um governador tapistano. Mas também tem aquelas portas que Maya encontrou. Acha que consegue abrir? O que fazemos? E também tem aquele prédio, a “Cidadela”, além do “Palácio” que também não verificamos.
Ambos eram bem visíveis dali. A cidadela era um edifício de cerca de três andares que ficava no paredão por onde eles mesmos haviam entrado, enquanto o palácio era visível acima da cidadela, entrando na rocha e destacando-se com seus dois enormes balcões.
Off:

Encontraram TO 4, TP 5 e TC 157 (total de T$ 60,7). Podem dividir como quiserem.

Abrir uma das portas douradas nos porões requer um teste de Ladinagem, CD 25. Arrancar as tábuas que bloqueiam a última porta requer um teste de Força, CD 5.

Assumi que o grupo se dividiu em alguns momentos, na medida em que ficava mais confiante de que nenhuma ameaça maior surgiria para pegá-los – a vila está vazia, pelo menos nesta parte, e só há mesmo pequenos ratos e baratas. Vou dar um tempo para vocês escolherem tentar a porta nos porões, a porta solitária na esquina da lago com taverna ou seguir em frente com o plano e ir à seção de cultivo.

CONDIÇÕES
  • Nólege está com Visão Mística (visão no escuro, enxergar invisível) ativa. 1 cena.
  • Todos estão com bônus de +1 em perícias por Inspiração. 1 cena.
PERSONAGENS
Nólege. PV(30) 30, PM(18) 15. T$ 5,9. Carga 35,3 kg. XP 4.500.
Flaurian. PV(20) 20, PM(17) 17. T$ 61. Carga 5,5 kg. XP 4.500.
Flecha. PV(30) 30, PM(12) 12. T$ 47. Carga 46,3 kg. XP 4.500.
Hadriannus. PV(36) 36, PM(09) 09. T$ 02. Carga 33 kg. XP 4.500.
Magus. PV(24) 24, PM(25) 25. T$ 435, TC 9. Carga 11,55 kg. XP 4.500.
Maya. PV(24) 24, PM(12) 12. T$ 00. Carga 30 kg. XP 4.500.
BAÚ DO JUDAS
JUDASVERSO

Alexander: Witch Slayer [Kaito_Sensei]
Dahllila: Relíquias de Brachian [John Lessard, TRPG]
Jonz: Tormenta do Rei da Tempestade [John Lessard, D&D5E]
Syrion: Playtest T20 [Aquila]
Takaharu Kumoeda: Crônicas do IdJ [Aquila]
Yellow: Defensores de Mega City [John Lessard]

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Mælstrøm
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Re: O Pecado de Um [T20]: ON

Mensagem por Mælstrøm » 08 Abr 2020, 20:49

Após o corpo ter sido carregado e devidamente coberto de terra na cova rasa, Doutor Nólege percebeu, pelo silêncio de todos, que era sua vez de atuar. Posicionou-se em frente ao túmulo rudimentar e analisou cada um dos defeitos: o buraco cavado irregularmente, a postura do morto sem esmero e a cobertura de terra e pedras completamente sem sentido. Respiraria fundo, se pudesse, mas soltou um esgar aprendido por seu criador quando via algo que o contrariasse.
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- Altrius Uryah era um mortal de grande importância para Arton. Vestia o manto de Tanna-Toh e levava sua palavra, seu conhecimento a todos. Era uma luz no breu da ignorância neste mundo. Lutou bravamente contra sua fobia racial, contra sua mente e contra as privações neste ambiente hostil em nome da fé.

Chegou a hora de guardar o livro na estante, pendurar a pena e começar uma nova jornada nos Mundos dos Deuses. Que Tanna-Toh reconheça seus esforços e busque sua alma para sentar-se ao seu lado no Tablado do Magistério e ensine novas almas com o seu saber artoniano.
Apoiado em seu cajado, doutor Nólege fez um gesto com a mão, típico dos devotos de sua deusa.

***
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- Lembrem-se. Não toquem em nenhum objeto que tenha valor econômico. Moedas, principalmente.
Doutor Nólege falou após um longo tempo em silêncio decorrente do fim do ritual fúnebre. Estavam vasculhando o lugar em busca de pistas e de alimentos utilizáveis. Como imaginara, não havia nada que não fosse podre e indisponível ao consumo. O golem ponderou sobre as pessoas tornadas em ouro e como isso poderia ser revertido? Olhou algumas vezes para a esfera brilhante no centro da caverna e para as cabeças de ouro que vigiavam cada construção.

Encontraram um minotauro caído, feito ouro e gravemente ferido. Doutor Nólege virou-se para Hadrianus com celeridade.
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- São armas normais, não seria inteligente tocar nelas por enquanto.
Tentou antever seu aliado, julgando-o impulsivo demais para se deixar afetar pelo orgulho de seu país e sua raça.

Havia outras descobertas na casa do ferreiro e o doutor não comentou nada sobre não levar os pertences dos mortos. Então, Cássia Uryah comentou algo de obviedade comprovada e riu. Doutor Nólege não entendeu sua motivação, mas a risada era um indício de felicidade, portanto, ela deixaria de estar abatida pela morte do irmão. Dando segmento ao que ela disse, o golem se pronunciou.
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- ... Fascinante.

Ele tentou governar este lugar e parece que tudo funcionou por um período. Até não funcionar mais. Suspeito que o efeito misterioso da casa do lago provocou a decadência dessa vila.

Então, antes de nos embrenharmos nas engrenagens deste portão, podemos avaliar a possibilidade de abrir as portas de ouro que levariam para o andar abaixo. Depois, verificar o prédio marcado como "cidadela" no mapa.

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Aldenor
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Re: O Pecado de Um [T20]: ON

Mensagem por Aldenor » 08 Abr 2020, 21:00

No cerimonial do doutor, Hadrianus esteve ao lado de Cássia e ofereceu conforto de um abraço, se quisesse chorar suas lágrimas em seu peito. O minotauro a via como uma pessoa vulnerável e frágil, sentindo necessidade urgente de protegê-la de todas as formas. Sentia o peito queimar em determinação, inspirado e buscar a saída para aquela situação e ainda vingar o irmão da mulher.

Seguiram após o rito e o doutor começou a falar sobre as moedas. Hadrianus havia esquecido e já tinha a mão preparada para catar as moedas que vira. Parou na hora certa e saiu suspirando de alívio. Quando viu o corpo do minotauro com um chifre decepado, entretanto, ficou furioso.
Hadrianus
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Que tipo de besta hedionda faria algo assim? Animais! Selvagens! Vou lhes dar um fim bruto e cruel!
Disse com aflição, rangindo os dentes, cerrando o punho com força. Ignorou totalmente o que o clérigo falou sobre o gládio e escudo. Não o interessava de qualquer jeito.

Passado o momento de raiva, Hadrianus seguiu à frente de todos (talvez ao lado de Flaurian) como se os liderasse. Afinal, ele era o forte, devia proteger Maya, Magus e as mulheres. Até que encontraram o ferreiro. As armaduras eram bonitas, mas não despertaram o desejo de pilhar no minotauro. Cássia achou um objeto fálico e ficou corada. Hadrianus abriu um largo sorriso.
Hadrianus
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O ferreiro se satisfazia com pouco, que engraçado. He he he he.
Saiu dali, garboso.

Então, o grupo se viu com outras opções. Cássia era muito útil em lembrá-los falando de maneira simples e direta, bem diferente dos monólogos do doutor Nólege.
Hadrianus
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Vamos para cidadela. Os plantios de cultivo devem estar todos podres como a comida. De repente a gente encontra chaves para as portas de ouro lá dos porões. Aliás, que negócio esquisito... pra que tanta escada, tanto nível, minha gente.
Balançou a cabeça e apontou para Cássia para ficar perto de si, caso já não estivesse.
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Lord Seph
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Re: O Pecado de Um [T20]: ON

Mensagem por Lord Seph » 09 Abr 2020, 09:08

Maya termina de dar seu esforço nos ritos fúnebres e segue os demais, mas só a sobrevivência importava para a Goblin naquele momento.
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Acham que o lago pode prover peixes ainda?
Maya fala enquanto observa o local, achando novos espólios e portas trancadas.
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Doc Nólege, teríamos algum problema para abrir esses cadeados?
Maya fala ao ver portas trancadas, não estaria roubando nada, mas armadilhas não pensavam assim.

Seguiam com respostas comentários jocosos, ou uma tentativa, de Cássia e dos demais ou nem tanto até um novo caminho se abrir.
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Vamos pescar e ver se pegamos alguma coisa antes de tentar as portas trancadas ou o caminho ameaçador.

Alguém sabe fazer sopa de peixe?
Aguardaria os demais ali.
Melhor queimar do que apagar aos poucos.
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