Uma Pequena História de Tormenta

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Re: Uma Pequena História de Tormenta

Mensagem por Pyromancer » 31 Jan 2017, 02:13

2003 - A(s) Verdadeira(s) Terceira(s) Edição(ões)
2003 pode ser considerado o ano em que a verdadeira terceira edição de Tormenta foi publicada. Ou melhor, as verdadeiras. Desde a decepção com o Tormenta - 3ª Edição da Daemon, o cenário estava sem um módulo básico atualizado. Nesse meio-tempo, adotou o 3D&T como seu sistema oficial, mas ainda dava suporte para outros sistemas (GURPS, Daemon, AD&D e depois D&D 3E) em suas revistas. Isso, entretanto, estava para mudar: aos poucos o cenário foi abandonando os demais sistemas e se focando apenas em 3D&T (o sistema simples, da casa) e D&D 3ª edição, que possuía uma interessantíssima licença aberta para uso de suas regras, a Licença D20. Assim, o cenário foi dividido em duas linhas independentes, que ganhariam em 2003 cada uma seu novo módulo básico.

A começar por 3D&T, saiu finalmente o terceiro volume de O Reinado. Foi lançado então o novo manual básico do sistema, o Manual 3D&T - Revisado, Ampliado e Turbinado. Para completá-lo, foram lançados o Manual do Aventureiro Turbinado (atualização do antigo Manual do Aventureiro para as novas regras) e o Manual dos Monstros (um novo bestiário, exclusivo para 3D&T). Para o sistema D20, foram lançados o Tormenta D20 (novo módulo básico do cenário, levando em conta todas as atualizações dos últimos anos e com muito material novo), O Reinado D20 (compilação e atualização dos três volumes de O Reinado para as regras de D20) e Holy Avenger D20 (adaptação de toda a série em quadrinhos para o sistema D20). Enquanto isso, a Daemon lançou outro material semi-oficial: o Guia de Classes de Prestígio (para D20 e Daemon). Ele e o Manual do Aventureiro eram originalmente o mesmo livro, mas quando Marcelo Cassaro decidiu lançá-lo exclusivamente para 3D&T, o pessoal da Daemon ainda queria aproveitar o material descritivo para publicá-lo para Daemon e D20. Apesar de não ser um livro oficial de Tormenta, muitas referências ao cenário ainda acabaram permanecendo nele.

Na Dragão Brasil (que foi da edição #91à #101), Tormenta continuou um pouco de lado. Nas primeiras edições do ano, o máximo que havia eram as publicações esporádicas de Dado Selvagem, série em quadrinhos cujo roteiro foi assumido por Petra Leão e Fran Briggs a partir do quarto capítulo (na DB #95), mas que acabou sendo cancelada após o capítulo 6 (DB #100). Esse panorama começou a mudar mais para o fim do ano, quando saíram algumas matérias novas na DB #98 (Swashbucklers; era genérica, mas continha algumas informações para Tormenta), DB #99 (Deuses e Semideuses), DB #101 (Pterodracos) e DB #100 (edição especial comemorativa, trazia uma lista com os 100 personagens mais legais de Tormenta e a aventura o Desafio dos Quatro, apresentada originalmente na Dragão Fest). O único pôster publicado na revista nesse período foi o da DB #101, com Victory e Holy Avenger.

A Revista Tormenta conseguiu garantir uma periodicidade quase bimestral. Suas matérias nas cinco edições deste período incluem Gorendill (a Torre dos Três Magos, a Arena Secreta, o prefeito Guss Nossin e o Incógnito), Black Skull (atual Crânio Negro), Sumo-Sacerdotes para D20, Vilões Menores, Monstros Infernais (Diabos x Demônios), Cavaleiros das Ordens da Luz e de Khalmyr, Ferren Asloth, a descrição de Lenórienn após sua queda, a Praga Coral de Lomatubar, Talentos Nativos para 3D&T, o Bárbaro e o Cavaleiro, o Povo-Dragão e outros monstros complementares ao Manual dos Monstros 3D&T e uma prévia do Holy Avenger D20. Além disso, reapareceu o quadrinho de Holy Avenger em versão comics, foram publicados três novos capítulos do quadrinho Arton Eterna (O Caminho das Pedras; Visitas Inesperadas; Estranhos Encontros, Velhos Amigos) e dois novos contos: A Balada do Triste Fim; e Ressurreição (que marca a volta do Grupo do Mal e a estreia de Leonel Caldela no cenário).

Nos quadrinhos, Holy Avenger chegou ao seu fim no capítulo #40. A série teve ainda um epílogo (os capítulos #41 e #42) com roteiro de Fran Briggs, além de três novos especiais (as histórias solo de Tork e Petra, e o livro de bastidores A Arte de Holy Avenger) e dois novos encadernados que compilavam todos os capítulos restantes da série. O sucesso da série, entretanto, foi tão grande, que não tardou para que ela começasse a ser republicada no fim de 2003. Essa republicação era uma versão remasterizada, chamada Holy Avenger VR, com uma nova arte final e algumas pequenas mudanças estéticas, e que trazia dois capítulos da série por edição. O sucesso da Holy fez com que outras editoras procurassem Marcelo Cassaro para ter seus próprios quadrinhos. Entre essas editoras estava a Mythos, em cuja parceria Marcelo Cassaro iria lançar (com desenhos de Daniel HDR) a mini-série em quatro edições Dungeon Crawlers, que narra a história de um grupo de aventureiros que tenta se infiltrar em Lenórienn por motivos diversos.

O sucesso de Victory no Brasil fez com que a Image Comics, gigantesca empresa de quadrinhos estadunidense, decidisse publicar a mini-série nos Estados Unidos também. Para esta publicação, a mini-série foi refeita, adicionando algumas coisas e mudando algumas outras, e foi então publicada em quatro edições (cada uma com duas ou três capas distintas) - conseguindo se manter no top 300 dos quadrinhos mais vendidos dos Estados Unidos nessa época. O sucesso fez com que Cassaro decidisse republicar a mini-série no Brasil, na versão repaginada, sob o título de Victory Contra-Ataca. Os dois primeiros capítulos saíram em 2003.

O site de Holy Avenger se encerrou com o fim da série em quadrinhos. As biografias de personagens e resumos de capítulos foram todas publicadas, mas então o site foi descontinuado. Outra página que continha material de Tormenta neste ano foi o site da Dragão Fest, que trazia os históricos de todos os personagens que participariam do Torneio de Valkaria. A Dragão Fest foi um evento organizado pela equipe da DB para comemorar as 100 edições da revista. No evento ocorreram dois acontecimentos importantes para Tormenta - O Desafio dos Quatro (uma aventura exclusiva, mais tarde publicada na DB #100) e o Torneio de Valkaria (um torneio de luta entre vários personagens, cujas informações se perderam ao longo do tempo). Outras mídias interessantes que surgiram neste ano foram o primeiro audiodrama de Tormenta, Ouvindo Holy Avenger (que se tratava de um teste de dublagem para o futuro anime de Holy Avenger), e a primeira estatueta do cenário, Shivara Sharpblade, que teve produzida uma única unidade de 15cm para ser sorteada na Dragão Fest.

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Re: Uma Pequena História de Tormenta

Mensagem por Pyromancer » 31 Jan 2017, 02:17

2004 - O Início do Fim
O ano de 2004 marca o início de uma grave crise entre o Trio Tormenta e a editora Talismã, sua primeira e mais importante casa até então. Essa crise, que se iniciou com a mudança na diretoria da editora, começou a dificultar os lançamentos para o cenário até que culminaria em um corte de relações entre autores e editora no ano seguinte (veja adiante). O ano começou com o lançamento da primeira edição da Revista Tormenta (#17), que acabou cancelada logo em seguida. Esta edição trazia matérias para Gorendill (o Bosque das Donzelas Perdidas), Rodleck Leverik (o novo sumo-sacerdote de Hyninn), A Busca por Kalamar (uma aventura-prelúdio de A Libertação de Valkaria) e Buracos no Reinado.

O cancelamento da Revista Tormenta fez com que o cenário ganhasse espaço novamente na Dragão Brasil. Várias matérias foram publicadas neste período, que vai do número #102 ao #110: Samurais (DB #102), a aventura A Mansão dos Espelhos e o quadrinho Por Masmorras Nunca Antes Rastejadas (de Merc$; DB #103), Trolls (DB #105), Deuses Menores (DB #106) e Praga Verde (DB #107). A partir de sua edição #108, a DB abandonou o formato americano e voltou ao seu formato grande original. Algumas mudanças aconteceram no miolo da revista também, que passou a ter agora novas seções (como Gorendill, vinda da RT; e NPC do Mês). As edições finais deste ano trouxeram vários materiais para o cenário: a DB #108 trouxe uma matéria sobre os bastidores do anime de Holy Avenger, a classe Samaritano e as Docas de Gorendill; a DB #109 trouxe a aventura Pequenas Mãos de Ferro e a Guilda dos Batedores de Gorendill; e a DB #110 trouxe regras para Sacrifícios, Savanna, a Masmorra do Rio de Gorendill e uma prévia de O Inimigo do Mundo - o primeiro romance de Tormenta, escrito por Leonel Caldela. Estas edições da DB vieram também com vários pôsteres-duplos, que apareceram nas edições #102, #103, #104 e #106.

De suplementos de RPG, algumas coisas foram publicadas. O Manual 3D&T Turbo ganhou uma nova versão fastplay, que desta vez foi vendida independentemente. Foi finalmente lançado o Tormenta 3D&T, a terceira edição do módulo básico do cenário para 3D&T que também marcava o ato de que o antigo colaborador da DB, Flávio Ribeiro, passou a assumir a edição da linha; e foi lançado também o Holy Avenger 3D&T, versão deste sistema do livro Holy Avenger D20. O lançamento mais importante do ano provavelmente foi o livro A Libertação de Valkaria (para D20, escrito em conjunto com o fã Maury "Shi Dark" Abreu), a primeira mega-aventura do cenário que tinha consequências de proporção cósmica: a libertação de uma deusa maior de seu cativeiro. Por fim, saiu ainda o segundo volume de Dicas de Mestre, com mais artigos coletados da revista Dragão Brasil. Estes foram os últimos títulos originais lançados pelo Trio na editora Talismã.

Nos quadrinhos, pouca coisa de fato nova. A Mythos publicou uma edição encadernada de Dungeon Crawlers. Nos Estados Unidos, a Image Comics começou a publicar Victory - Series 2, lançando as duas primeiras edições neste ano (cada uma com duas ou três capas alternativas). No Brasil, a Talismã encerrou a publicação de Victory Contra-Ataca com os dois capítulos faltantes, e lançou as edições de #03 a #07 de Holy Avenger VR. Os problemas internos fizeram com que a republicação fosse cancelada, e então foram lançados dois encadernados reunindo o material já republicado (HA VR #08 e #09). Nesse período também foi lançada a primeira edição de Mercenário$, que deveria ser uma mini-série em quadrinhos em três edições com roteiro de Petra Leão e Fran Briggs e arte de Denise Akemi. Mas a publicação também acabou cancelada logo após a primeira edição. Nas outras mídias, com o fim do site de Holy Avenger as tirinhas de humor Little Avengers passaram a ser publicadas no site da Lista Tormenta. Além disso, um anime de Holy Avenger entrou em produção. Havia a pretensão de se lançar um longa-metragem e uma série animada em três temporadas de 13 episódios, mas o máximo que chegou a público foram os protótipos de duas animações breves: a abertura da série e a transformação de Lisandra.

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Re: Uma Pequena História de Tormenta

Mensagem por Pyromancer » 31 Jan 2017, 02:20

2005 - Um Novo Começo
A crise entre a editora Talismã e o Trio Tormenta se agravou muito fortemente desde o fim de 2004, envolvendo principalmente o não pagamento dos contribuidores e mesmo dos próprios autores principais da editora. Esta crise fez com que um último material fosse publicado pelo Trio antes do rompimento definitivo com a editora: a Dragão Brasil #111, que era acompanhada de um mapa de Arton e trazia várias matérias ligadas ao cenário -- a aventura A Cripta Assombrada, o Grêmio dos Médicos Monstros, os Finntroll, a Escola Rongalt de Aventureiros (Gorendill) e a ficha de Vallen Allond. Apesar da saída, a editora continuou a se aproveitar dos materiais de Tormenta para garantir algum dinheiro, lançando por conta própria a edição encadernada de Victory Contra-Ataca, a Revista Tormenta Especial #1 (que trazia as RTs #13, #16 e #17), a Dragão Brasil Encadernada #1 (encadernado com as DBs #105, #106 e #107), O Reinado Especial (encadernado com O Reinado - Volumes 1 e 2), Só Aventuras Especial (encadernado com os dois volumes do suplemento Só Aventuras), Holy Avenger e Tormenta (encadernado com os livros Tormenta 3D&T e Holy Avenger 3D&T) e Dicas de Mestre - Volume Único (reunindo os dois volumes de Dicas de Mestre). Além disso, a produção da Dragão Brasil foi entregue a uma outra equipe de colaboradores que tentaram continuar sua tradição.

A saída turbulenta fez com que diversos materiais que estavam prontos (como A Libertação de Valkaria 3D&T e O Inimigo do Mundo) ou semi-prontos (como O Panteão D20) tivessem sua publicação adiada, cancelada ou completamente perdida (como foi o caso do Guia de Cidades de Arton). Enquanto nos Estados Unidos a Image Comics encerrava a publicação de Victory - Series 2, publicando os dois capítulos finais, no Brasil o Trio Tormenta buscava uma nova casa para publicar Tormenta e seus produtos. Em meio a esta espera, A Libertação de Valkaria 3D&T foi disponibilizada gratuitamente na internet na forma de netbook. Pelo menos cinco editoras tiveram ganhos nesse processo de busca por nova casa: a JBC, a Daemon, a Mythos, a Mantícora e, principalmente, a Jambô Editora. A JBC ficou com a publicação do Manual 4D&T, a nova edição de Defensores de Tóquio para D20. E a Daemon, apesar de não ser de fato a nova casa de Tormenta, pode publicar um novo módulo básico do cenário para seu próprio sistema de regras - o Tormenta - Módulo Básico 3.5. Esse módulo era basicamente o Tormenta - 3ª Edição sem regras para 3D&T e sem os elementos adicionados sem a supervisão do Trio. Era um avanço, mas ainda deixava muito a desejar considerando que ele ignorava toda a atualização do cenário nos anos desde aquele lançamento.

No fim, ficou decidido que Tormenta seria inicialmente dividido entre três editoras: a Jambô publicaria os livros de sua linha Tormenta D20, a Mantícora publicaria o jogo Primeira Aventura e a nova revista de D20 do Trio, e a Mythos publicaria os quadrinhos e a nova revista de 3D&T de Marcelo Cassaro. E assim foi, inicialmente. A Mythos começou a republicar a versão remasterizada de Holy Avenger sob o título de Holy Avenger Reloaded, que seguia o mesmo estilo da HA VR de publicar dois capítulos por edição. A nova revista especializada em 3D&T publicada por Marcelo Cassaro na editora se chamava RPG Master. Ela teve duas edições, que tentaram introduzir aos leitores as regras do sistema e trouxeram alguns materiais de Tormenta. Havia também planos para lançar um segundo arco de Dungeon Crawlers pela editora, com traço de Roberta Pares, que chegou inclusive a ficar pronto na época. No entanto, a parceria entre a Mythos e Cassaro acabou no fim de 2005, cancelando a Holy Avenger Reloaded após sua décima edição, a RPG Master após sua segunda edição e cancelando o lançamento do segundo arco de Dungeon Crawlers.

Na Mantícora, somando-se a equipe já existente da editora (Marcelo e Ricardo Wendel, Fábio Fugikawa e Gisele Seiz), o Trio deu início a uma nova revista de RPG para concorrer com a Dragão Brasil: a DragonSlayer. Esta revista, no entanto, seria especializada no sistema D20 e não traria matérias para outros jogos. A DS marcou também o surgimento de um novo cenário embutido no mundo de Arton (os Reinos de Moreania) e de um novo quadrinho com roteiro de Marcelo Cassaro e arte de Erica Awano passado neste novo cenário (Dragon's Bride), que seria publicado capítulo por capítulo em cada nova edição da revista. As três edições desta primeira fase da revista (que também trouxeram dois conjuntos de miniaturas de papel com os personagens de Holy Avenger) trouxeram diversas matérias sobre Moreania (uma introdução do cenário, seus deuses, a ilha do leitor DeepGate, Santira, Legião Escarlate e artes marciais moreau), Primeira Aventura (druidas e rangers, Heróis da Estrela e raças semi-humanas) e Tormenta (medusas, minauros e Vassaghus). No entanto, a revista acabou entrando em um hiato após esta primeira fase.

Também pela Mantícora foi lançado o jogo Primeira Aventura, que deveria ser uma versão para iniciantes do sistema D20 e um par para o cenário de Moreania. O conjunto básico incluía o Guia do Jogador, o Guia do Mestre e miniaturas de papel de alguns heróis clássicos de Moreania. Primeira Aventura ia só até os cinco primeiros níveis de D&D, mas era muito barato -- e a ideia era lançar novos módulos (Aventura Heroica, Aventura e Aventura Épica) para atualizar o sistema mais tarde, mas eles acabaram nunca saindo. Neste primeiro ano foi lançada também a aventura O Forte do Leão, a primeira do que deveria ser uma série de cinco aventuras chamada Relíquias de Brachian, passando-se em Moreania. Apesar de que a segunda aventura, O Labirinto do Macaco, chegou a começar a ser escrita, o restante da série nunca foi publicado, e a linha de livros de Primeira Aventura foi descontinuada após 2005.

Por fim, pela Jambô Editora começaram a ser publicados os novos livros da linha Tormenta D20. Como havia a necessidade de resgatar o módulo básico, aproveitou-se a oportunidade para atualizá-lo para as novas regras de D&D 3.5 e então lançá-lo na forma de dois livros separados - o Guia do Jogador 3.5 e o Guia do Mestre 3.5. Com a casa arrumada, o terreno estava pronto para a publicação de material novo. Mais no fim do ano foi publicado o primeiro suplemento inédito da Jambô, Academia Arcana, primeiro de uma série de dois suplementos sobre as invenções dos dois maiores arquimagos de Arton. Além dos livros físicos, a Jambô, entrando na era da internet, também passou a publicar previews e web-enhancements de livros em seu site, incluindo nesse primeiro ano o preview do Academia Arcana (com a raça dos meio-gênios), o we O Calendário Artoniano (de Álvaro "Jamil" Freitas), o we Trog! (sobre a Holy Avenger Especial #4) e o we sobre Professores Seniores (do Academia Arcana).

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Re: Uma Pequena História de Tormenta

Mensagem por Pyromancer » 31 Jan 2017, 02:23

2006 - A Origem da Tormenta
Se 2005 foi um ano de muitas indefinições e mudanças, 2006 foi um ano de estabilização. Com o fim da parceria com a Mythos, decidiu-se encerrar de vez o trabalho com 3D&T e, considerando a pouca popularidade do Tormenta Daemon, o Trio passou a trabalhar somente com o sistema D20. Todos os esforços da linha Tormenta agora estavam concentrados na Jambô Editora, sendo a única exceção a revista DragonSlayer. Após um hiato desde a publicação de sua terceira edição pela Mantícora, a DS voltou, agora publicada pela editora Escala. A equipe de desenvolvimento, no entanto, continuou a mesma: o Trio Tormenta junto do estúdio da Mantícora. A revista tinha uma periodicidade quase mensal, e trouxe várias contribuições para o cenário ao longo do ano (que foi de sua edição #04 à #10). A principal novidade para os fãs de Tormenta era a seção Gazeta do Reinado, que trazia a cada edição novos ganchos e atualizações para Tormenta. Junto de DeepGate (a ilha do leitor de Moreania) e do quadrinho Dragon's Bride era garantia de material novo do cenário todos os meses.

Neste ano, o quadrinho Dragon's Bride avançou até seu sétimo capítulo nas páginas da DS. Houveram várias matérias para Moreania (como os Hipossauros, Sahuagin, Dragões, Quellons, Talentos Ambientais, as descrições de Lancaster, Brando, Laughton e Tamagrah, e a aventura Herança de Família), DeepGate (o Terror dos Mares, o Porto Modugno, a Taverna do Gato e Bar do Rato, a Companhia dos Mercenários Silenciosos e a Associação Cartográfica), novas classes (como Amazona, Campeão do Vácuo e Guerreiro Mágico), previews de lançamentos e outras (como a ficha de Gregor Vahn, arquétipos de personagens e a aventura A Queda do Feiticeiro Vermelho, que supostamente colocava um fim ao Culto Vermelho de Lomatubar). Entre as notícias mais relevantes da Gazeta estiveram o surgimento da área de Tormenta de Zakharov, um prelúdio das Guerras Táuricas (o início do conflito do Barão Fheller Rautin com os minotauros em Hershey) e o ressurgimento das masmorras do Labirinto de Valkaria em Arton. No fim do ano, ainda houve o lançamento da DragonSlayer Extra, um encadernado com as edições #04, #05 e #06.

Na Jambô, os lançamentos começaram a avançar. Vectora - cidade nas nuvens completou a dupla de lançamentos envolvendo os dois maiores arquimagos de Arton. Agora era a vez de tirar os projetos antigos da gaveta, aqueles que já estavam prontos (ou quase isso) antes do rompimento com a antiga editora. E estes projetos tinham um objetivo muito claro: finalmente revelar a origem da Tormenta! Assim, foi publicado o bombástico O Inimigo do Mundo, primeiro romance de Tormenta (escrito por Leonel Caldela) e que finalmente revelava como a Tormenta chegou a Arton, além de marcar o que muitos fãs consideraram como uma fase mais madura do cenário. Ainda nesse ano, foi lançado também o aguardadíssimo O Panteão que, dentre muitas outras coisas, finalmente revelava a identidade do Terceiro Deus e trazia fichas completas para os avatares de todos os deuses do Panteão (e ensinava a construir as fichas para os próprios deuses em si).

Em conjunto com o material impresso, a Jambô também começava a dar um peso maior ao material online do cenário. Apesar de uma certa diminuição de atividade da Lista Tormenta, os fãs estavam cada vez mais na internet. Ao mesmo tempo que postava diversos previews de livros, web-enhancements e mesmo contos antigos no site da editora, a Jambô lançou o site de Tormenta, que deveria trazer atualizações online para o cenário. Além de várias informações básicas sobre o cenário, o site foi sendo bastante alimentado ao longo de 2006 com materiais diversos (como atualizações dos Elfos Negros, Linha do Tempo, Mestre Arsenal, Talentos Regionais e do Protetorado do Reino, além de informações novas sobre o Exército de Yuden). Outra questão importante é que os próprios autores do cenário começaram a ter uma participação ainda mais ativa na internet, seja através do Fórum da Jambô ou através de páginas pessoais (como o Laboratório do Dr. Careca, de J.M. Trevisan).

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Re: Uma Pequena História de Tormenta

Mensagem por Pyromancer » 31 Jan 2017, 02:27

2007 - A Tormenta Tomará a Tudo e a Todos
Enquanto 2006 foi muito dedicado a tirar os projetos parados da gaveta, 2007 era o momento de trazer material totalmente novo. Foi a vez de publicar dois livros que marcavam de vez a entrada de Guilherme Dei Svaldi na equipe do cenário: o Piratas & Pistoleiros, um suplemento diferente sobre um tipo específico de personagem, que trazia de volta os Piratas do Mar Negro e apresentava pela primeira vez a cidade dos pistoleiros de Smokestone; e o Área de Tormenta, um suplemento que finalmente detalhava todos os aspectos da tempestade aberrante, revelava seus Lordes (e finalmente trazia suas fichas de jogo), novas criaturas, sociedade, anatomia, ciclo vital e muito mais. Foi também nesse ano o lançamento de O Crânio e o Corvo, segundo romance da Trilogia Tormenta e que, diferente do primeiro, não se detinha em explicar o passado do cenário, mas trazia mudanças consideráveis para seu presente. O Crânio e o Corvo conseguiu a façanha de ser um sucesso ainda maior que seu antecessor, um romance ainda mais maduro e intrincado.

A DragonSlayer conseguiu manter mais ou menos a mesma periodicidade mensal do ano anterior, indo do número #11 ao #17. Apesar de que Rogério Saladino e J.M. Trevisan se afastaram da produção direta da revista, ainda continuou saindo bastante material para o cenário nela, em especial para os Reinos de Moreania (apesar da descontinuação da seção DeepGate). Finalmente foram descritas as últimas regiões de Moreania (as Montanhas de Marfim e o Reino das Torres), além de outros elementos importantes do cenário (como os licantropos, feras de guerra e Dorovan Boa Morte). Saíram algumas coisas específicas de Tormenta, como Mestre Arsenal, Gaphyaloth e as Dragoas-Caçadoras, além de diversos previews. O material mais importante da Gazeta nesse período foi a morte do Barão Fheller Rautin em Hershey, encerrando o prelúdio das Guerras Táuricas (que iriam estourar anos mais tarde). Tentou-se também retomar a publicação da série Relíquias de Brachian no interior da DS, mas no fim só O Forte do Leão acabou republicado e as aventuras seguintes nunca apareceram. Dragon's Bride seguiu firme e no fim do ano havia chegado a seu capítulo #14.

Na internet, a DragonSlayer ganhou um site que incluía algumas poucas atualizações novas para Tormenta, sendo as principais uma matéria sobre gênios e outra sobre humor em Moreania. O site de Tormenta recebeu mais algumas poucas atualizações (inclusive um artigo com algumas músicas do cenário) mas começou a cair em desuso. No próprio site da Jambô a quantidade de materiais novos também quase cessou, sendo a única exceção o preview de O Crânio e o Corvo. Entretanto, J.M. Trevisan continuou postando coisas relacionadas ao cenário no Laboratório do Dr. Careca, e lançou inclusive, em comemoração ao lançamento do segundo romance, as duas edições do Tormenta Podcast, em que ele e Leonel Caldela comentavam os bastidores da produção de cada um dos romances.

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Re: Uma Pequena História de Tormenta

Mensagem por Pyromancer » 31 Jan 2017, 02:27

2008 - O Fim de uma Era
Enquanto Leonel Caldela e Guilherme Dei Svaldi se firmavam como autores fixos do cenário, o distanciamento de Rogério Saladino e J.M. Trevisan fez com que ainda outros autores fossem buscados para trabalhar com Tormenta. Em 2007, uma parceria fora fechada com o estúdio mineiro conhecido como O Círculo para o desenvolvimento de dois livros. O primeiro, publicado em 2008, foi Galrasia - Mundo Perdido, do qual participaram (além de Marcelo Cassaro) Aguirre Chaves, Marcelo Faria e Rafael Rocha. O suplemento finalmente revelava todo o mistério no qual era envolta a ilha pré-histórica, sua origem, seus segredos e perigos. O segundo deveria ser a mega-aventura Contra Arsenal, mas O Círculo acabou deixando sua produção no meio do desenvolvimento, atrasando a publicação.

Ao mesmo tempo, findava uma era do RPG internacional: a Wizards of the Coast anunciava a descontinuação de D&D 3.5 e o lançamento da 4ª edição do sistema. Isso significava que a linha Tormenta D20 ficaria sem seus livros básicos de regras, e precisaria buscar uma alternativa - fosse migrar para um sistema novo, fosse elaborar seu próprio livro de sistema (que no fim foi a opção adotada). Paralelamente, um antigo pedido dos leitores se concretizava: o retorno de 3D&T. Após infindáveis pedidos, a Jambô e Marcelo Cassaro decidiram lançar o Manual 3D&T Alpha, novo manual básico do sistema -- e que também trazia embutidos vários elementos de Arton. Mesmo sendo disponibilizado gratuitamente online, as vendas do manual físico foram um grande sucesso, o que fez com que o sistema ganhasse novo fôlego. Além de tudo isso, era lançado o terceiro volume e conclusão da Trilogia Tormenta, o romance O Terceiro Deus. Denso e volumoso, ele abalou todas as estruturas do cenário, mexendo simultaneamente com muitas questões fundamentais de Tormenta.

Na DragonSlayer, também ocorreram algumas mudanças. Com o distanciamento dos integrantes da Mantícora da produção da revista, ela acabou por ficar cada vez mais nas costas de Marcelo Cassaro. Isso acarretou em uma diminuição na periodicidade da revista, que teve só cinco edições em 2008 (#18 à #22), e numa grande redução na quantidade de matérias para Moreania (uma vez que o cenário era tocado principalmente por Cassaro e pelos irmãos Wendel). Ainda assim, várias matérias foram publicadas, como as Ilhas de Moreania, os Herdeiros Moreau, os Bárbaros Moreau e a Magia Moreau. Pequenas matérias de Tormenta também foram publicadas, como os Irmãos Reny, Factóides, Pacificador ou a Expedição Arcana, mas os destaques foram as aventuras Canção das Estrelas (prelúdio para Contra Arsenal) e A Defesa de Norm (que se passava durante O Crânio e o Corvo), além da polêmica Triunphus Reloaded (uma revisão da cidade clássica, que inclusive alterava sua localização geográfica). O destaque das Gazetas do Reinado foi a revelação da traição das nagahs, o até então honrado povo-serpente. Dragon's Bride chegou ao fim em seu capítulo 18, publicado na DS #21, concluindo a história de Koi e da vila de Aqvarivm.

Outro ponto importante foi um novo aumento na participação dos fãs na revista, proporcionado principalmente pelo Fórum da Jambô. Os destaques foram o artigo sobre as Sete Maravilhas de Arton na Gazeta do Reinado (DB #20) e a matéria sobre o Projeto Aliança Negra (DB #22). Na internet, o principal destaque era o Laboratório do Dr. Careca, que fez uma série de artigos acompanhando o desenvolvimento do último volume da Trilogia Tormenta, dentre outras matérias (como os primeiros capítulos das Aventuras e Desventuras de Rykaard Ackhenbury). No site da Jambô foi lançado um novo suplemento virtual, o Guia do Viajante, um netbook com mais de 40 páginas descrevendo o básico do cenário de Tormenta; além do preview de O Terceiro Deus. Foi nesse período também lançado o concurso Um Momento de Tormenta, que permitiria a um fã ter um personagem publicado oficialmente no próximo livro básico do cenário. O resultado do concurso, porém, nunca foi divulgado.

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Re: Uma Pequena História de Tormenta

Mensagem por Pyromancer » 31 Jan 2017, 02:29

2009 - Interlúdio
2009 marcou um momento de transição para Tormenta. Órfão de um sistema de regras desde o fim do D&D 3.5, os autores passaram a se empenhar em aprontar um novo livro básico que incluísse todas as regras do antigo sistema para compensar esta ausência. Essa necessidade fez com que todos os demais lançamentos do cenário ficassem em segundo plano, aguardando o novo livro para utilizar suas regras. Houveram duas únicas exceções: a segunda edição de O Inimigo do Mundo, que estava esgotado há algum tempo e agora retornava com extras e uma capa diferente; e a aventura Contra Arsenal, que após a saída do Círculo foi desenvolvido por Cassaro, Caldela e Svaldi. Contra Arsenal foi a segunda mega-aventura de Tormenta, com impacto global sobre todo o cenário, e marcou o fim de um dos vilões mais icônicos da história do cenário e de toda uma era de publicação -- abrindo caminho para uma nova edição.

A DragonSlayer também passou por mudanças. Após a edição #23 (que continha a aventura e o quadrinho da Expedição ao Templo do Inseto-Rei), Marcelo Cassaro deixou a equipe da revista, que foi assumida pelos autores da Jambô -- Guilherme Dei Svaldi, Leonel Caldela e Gustavo Brauner. Neste ano a revista foi até a edição #27, e teve como principal destaque o mega-evento das Guerras Táuricas. Conduzido principalmente por Gustavo Brauner ao longo das Gazetas do Reinado, este evento concretizou a invasão de todo o oeste do Reinado pelos minotauros de Tapista, e apareceu em todas as edições deste ano a partir de quando a Jambô assumiu a revista. Outras matérias importantes do período foram a da Arena Imperial de Valkaria, as fichas do Esquadrão do Inferno, um sidequest de Contra Arsenal, o Samurai Executor e a Máfia de Valkaria.

Na internet, as mídias oficiais do cenário estiveram pouco movimentadas. Entretanto, muitas informações sobre o desenvolvimento do novo módulo básico de Tormenta eram publicadas constantemente pelos autores -- por Gustavo Brauner no blog O Desafio do Dragão, por J.M. Trevisan no Laboratório do Dr. Careca e por Marcelo Cassaro no .20. Trevisan também continuou a publicar as Aventuras e Desventuras de Rykaard Ackhenbury, além de outras curiosidades de Tormenta. Por fim, outro evento curioso foi o momento em que Marcelo Cassaro liberou no Fórum da Jambô o roteiro dos quatro primeiros capítulos de Wild Space -- uma série em quadrinhos que misturava Tormenta e Espada da Galáxia, seu cenário de ficção científica. Nenhuma outra informação sobre o quadrinho foi revelada desde então.

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Re: Uma Pequena História de Tormenta

Mensagem por Pyromancer » 31 Jan 2017, 02:30

2010 - Tormenta RPG
Um novo momento para Tormenta: o fim da era D20, o início da era Tormenta RPG. 2010 marca o lançamento de Tormenta RPG, o novo módulo básico do cenário que trouxe todo o material de regras de D&D 3.5 e o atualizou e adaptou para Tormenta. O novo módulo básico (que também marca a entrada definitiva de Gustavo Brauner para a equipe fixa de autores) trazia todas as atualizações dos últimos materiais do cenário e algumas coisas novas, como a Liga Independente - uma nova cisão no Reinado. Pouco tempo após seu lançamento, TRPG já ganhou seu primeiro suplemento: Guerras Táuricas, finalmente descrevendo em mais detalhes (de cenário e de regras) o mega evento que fez estremecer o mundo de Arton. Ainda neste ano saíram o suplemento Valkaria - Cidade Sob a Deusa, com uma descrição da cidade de Valkaria e regras para aventuras urbanas em TRPG; e o Manual do Aventureiro Alpha, primeiro suplemento para a nova versão de 3D&T, adaptando o famoso suplemento antigo para as novas regras.

A DragonSlayer agora passou a ser trimestral, e teve quatro edições publicadas no ano (da #28 à #31). Os destaques ficam para a conclusão das Guerras Táuricas (e suas consequências: Shivara Sharpblade como nova Rainha-Imperatriz do Reinado, a criação do Império de Tauron e a ascensão de Tauron à liderança do Panteão). O fim do mega evento abriu espaço para novos plots surgirem, e os mais importantes nesse momento se tratam da Reunião Élfica e da Cisão em Doherimm, que começaram a ser minimamente abordados nas Gazetas do Reinado. Outras matérias apareceram na revista, como o general Abelardus, a Elite de Valkaria, o Manual de Criação de Monstros, listas de Top10 e um preview do Tormenta RPG, mas o outro destaque se deu por conta da HQ Batismo de Gelo, com roteiro de Leonel Caldela e arte de Daniel HDR, um prelúdio para O Inimigo do Mundo que contava como Andilla Dente-de-Ferro entrou para o Esquadrão do Inferno. Seu primeiro capítulo saiu na DB #28 e o segundo foi publicado na DB #30, mas o restante da história nunca foi publicado.

Na internet, o ritmo diminuiu nas páginas pessoais dos autores, mas voltou a aumentar no site da Jambô. Enquanto os posts sobre o desenvolvimento do Tormenta RPG cessaram com seu lançamento, Gustavo Brauner falou um pouco sobre as Guerras Táuricas no Desafio do Dragão e Trevisan postou o sexto capítulo d'As Aventuras e Desventuras de Rykaard Ackhenbury (que nunca foram concluídas) no Laboratório do Dr. Careca. Marcelo Cassaro liberou no twitter o preview de um projeto secreto, que mais tarde se revelou ser uma versão de Tormenta para 3D&T Alpha. No site da Jambô, finalmente voltou-se a publicar novos materiais, sendo os principais a Lista de Magias do TRPG, o Manual de Classes de Prestígio e o Manual de Criação de Monstros.

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Re: Uma Pequena História de Tormenta

Mensagem por Pyromancer » 31 Jan 2017, 02:32

2011 - O Nascimento de Ledd
2011 foi o ano de dar estabilidade e completar os produtos básicos do novo sistema. O principal lançamento de RPG do ano foi o Bestiário de Arton (que saiu em versão capa mole e capa dura), o livro dos monstros de Tormenta RPG, que marcou a estreia de João Paulo Francisconi como autor de livros do cenário. Completando as ferramentas básicas de regras foi lançado também o Escudo do Mestre de Tormenta RPG, que veio acompanhado do encarte Covil do Terceiro, uma aventura para apresentar algumas das mudanças que o mundo de Arton vem passando com o retorno de Kallyadranoch ao Panteão. Para RPG, foram lançados também o Expedição à Aliança Negra, livro que resgata e atualiza diversos materiais antigos relacionados à Aliança Negra; e o Manual 3D&T Alpha - Edição Revisada, que supre a ausência do esgotado manual básico do sistema.

Mas mais do que a solidificação do sistema novo, 2011 marca uma volta de Tormenta para outras mídias. Foi lançado o livro Crônicas de Tormenta, com contos de diversos autores clássicos e novos (desde autores fixos do cenário a fãs e outros autores consagrados), também com contos novos e contos antigos repaginados. O retorno ao mundo dos quadrinhos se deu com o lançamento da edição encadernada de Dragon's Bride, reunindo toda a história publicada nas páginas da DragonSlayer. Mas a principal surpresa mesmo foi o lançamento de Ledd, a nova história em quadrinhos do cenário roteirizada por J.M. Trevisan e desenhada por Lobo Borges. Ledd foi lançada inicialmente de modo gratuito em formato digital, em um site próprio. Inicialmente seria uma série mensal, mas sua periodicidade foi decaindo. Neste primeiro ano foram lançados quatro capítulos, que em seguida foram compilados no primeiro volume impresso. Para acompanhar o lançamento da série, Trevisan criou também uma wikia de Ledd, que no entanto nunca foi atualizada. As mídias digitais oficiais que envolviam Tormenta também decaíram bastante neste ano, com raríssimas atualizações, com uma ou outra coisinha no Laboratório do Dr. Careca.

A DragonSlayer manteve sua periodicidade trimestral, indo do número #32 ao #35. O principal destaque desse período foi a trama da Reunião Élfica, que evoluiu para Vingança Élfica com a publicação da primeira aventura a envolvendo -- O Teste, na DS #33. Ela continuou a ser tratada nas Gazetas do Reinado também, assim como as tramas da Cisão em Doherimm, do casamento do regente de Collen e novos incidentes envolvendo o rei Balek III de Tyrondir, a Liga Independente e anões renegados de Doherimm. Outras matérias interessantes desse período envolvem novas classes, Ledd, técnicas de luta, Sam Hall, Tex Scorpion Mako e um preview do Guia da Trilogia.

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Re: Uma Pequena História de Tormenta

Mensagem por Pyromancer » 31 Jan 2017, 02:33

2012 - O Dia de Tormenta
Em 2012, os principais lançamentos de RPG de Tormenta foram o Guia da Trilogia, um calhamaço de quase 400 páginas adaptando todos os elementos da Trilogia da Tormenta para o sistema de Tormenta RPG (e que veio acompanhado em sua pré-venda pelo primeiro marca-páginas especial de Tormenta, de Orion Drake); e o Manual do Arcano, o primeiro de uma série de manuais para personagens jogadores que cobre as classes conjuradoras arcanas (Mago e Feiticeiro, em especial) e marca a estreia de Lucas Borne como autor do cenário. Nos quadrinhos, foram lançados Holy Avenger Edição Definitiva - Volume 1, o primeiro volume da nova republicação de Holy Avenger, em altíssima qualidade; e Ledd - Volume 2, compilando os capítulos 5, 6, 7 e 8 que foram publicados originalmente online.

Da mídia online, o mais importante veio do site de Ledd. Neste ano foram publicados os capítulos de 5 a 9 (primeira parte) de Ledd, assim como muitos detalhes sobre os bastidores da produção do quadrinho. As informações que inicialmente iam constar na wikia de Ledd foram transformadas em uma seção de enciclopédia no site, mas que infelizmente também foi pouco atualizada. O leitor Davide Di Benedetto também ganhou um espaço no site para analisar e comentar o lançamento de cada episódio. Ao longo do ano, o site também deixou de ser independente e se incorporou ao portal Genkidama, ganhando ainda mais visibilidade. Curiosidade: um forte movimento dos leitores fez com que Trevisan aceitasse incluir na história um elemento que foi criado originalmente como uma piada de primeiro de abril, mas acabou caindo nas graças do público: os guaxininjas.

Na DragonSlayer, mais quatro novas edições neste ano: da #36 à #39. Os principais destaques foram as continuações dos plots já estabelecidos no ano anterior (como a Cisão em Doherimm, os problemas de Balek III, o casamento do regente de Collen…), em especial a Vingança Élfica, que ganhou sua segunda aventura -- a Invasão de Lamnor, que marcou também o retorno dos Dungeon Crawlers por uma colaboração do fã Vitor Joenk. Outros destaques foram a volta de Lisandra como sumo-sacerdotisa de Allihanna, os Colossos de Aço e a nova HQ de Marcelo Cassaro e Erica Awano, chamada 20 Deuses, que teve quatro capítulos publicados neste ano. Para além do material impresso, outro passo importante ocorrido neste ano foi o lançamento do primeiro Dia de Tormenta, um evento do cenário a nível nacional que objetivava reunir o público em todo o Brasil para jogar Tormenta. Para este dia foi publicada uma aventura exclusiva que culminava em um evento trágico para um NPC importante do cenário.

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