Prólogo II — Romaria

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Tiagoriebir
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Prólogo II — Romaria

Mensagem por Tiagoriebir » 11 Ago 2018, 23:55

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Caelynn estava Satisfeita. Sua vida de aventureira lhe trazia as mais diversas missões, mas fazia tempo que não aceitava um trabalho tão distante. Mas pagavam bem, e adiantaram o valor das despesas com a viagem, então não foi realmente um grande problema. Se quisesse gastar um pouco mais, poderia até mesmo ter comprado um pergaminho de teleporte, mas como o serviço não precisava ser realizado antes de algumas semanas, preferiu economizar e fazer o caminho a cavalo. No fundo, a elfa sempre preferia fazer seus trajetos pelos ermos, onde se sentia em seu ambiente e quase nunca tinha que lidar com pessoas indesejadas.

A missão que pegou era um trabalho de escolta. Caelynn deveria ir à cidadela de Pedrassal, no extremo leste de Bielefeld. Lá, ela se encontraria com Mallister, o burgomestre local, que lhe daria maiores detalhes sobre a pessoa que seria protegida e o caminho a seguir.

Quase tudo corria conforme o plano enquanto a elfa atravessava o extenso reino dos cavaleiros rumo à cidadela — nada além de alguns monstros ocasionais, facilmente abatidos com seu arco — pelo menos até o dia em que um encontro incomum aconteceu.

* * *

A clériga do vulcão se ergueu na praia. Ela ainda não sabia, mas aquela orla já foi um dia parte da capital da terra em que se encontrava — Lendilkar, a antiga e imensa cidade costeira de Bielefeld que, em tempos antigos, tentou lançar domínio sobre Khubar, mas foi afundada por Benthos, o Dragão-Rei dos Mares.

Anahera passou muito tempo olhando para as ondas, sentindo o afagar do vento e o cheiro de cinzas. Sua balsa resistiu bravamente à travessia. Ela estava esgotada, mas as descobertas dos últimos dias, a fuga repentina e a culpa não deixavam sua cabeça. Sentia-se suja. Impura. Enganada.

Por muito tempo ela simplesmente existiu ali — jamais seria capaz de precisar os dias e noites que se passaram. Seu corpo sentia fome e sede, mas sua alma despedaçada a impedia de fazer qualquer coisa que não olhar para o mar, na direção da ilha que era todo o seu mundo até então. Na direção do vulcão.

Ela tombou. A consciência escorregava para o escuro. O vulcão enfim tomava para si a aquela alma, que sempre fora dele. Com sorte, o sofrimento e a culpa também acabariam, assim como sua vida.

Mas não foi o que aconteceu. Graças a um encontro incomum.

* * *

Quando Anahera acordou, estava recostada em uma árvore. Não sentia mais a maresia. Seus olhos se abriram e ela viu uma mulher esguia e exageradamente branca, com um par de orelhas pontudas e um arco a tiracolo.

— Este é o local em que os mortos acordam? — Ela perguntou, no sotaque carregado do povo das ilhas.

A elfa fungou.

— Está mais para o lugar de onde os mortos partem para onde quer que vão — a voz era dura, mas de alguma forma acolhedora, em um sotaque que Anahera jamais havia ouvido, diferente até mesmo dos que ouvira das pessoas do continente com que já tivera contato.

— Sou Caelynn. Encontrei você desacordada na beira do mar. Você estava quase morta. Desidratada. Dormiu por quase dois dias. Fiz o que pude para cuidar de você.

A razão voltava à Anahera. Olhou para o próprio corpo e notou o quanto estava magra, subnutrida e cansada, pela dura travessia do oceano. Engoliu em seco e a garganta doeu. Caelynn lhe ofereceu água e ela aceitou. Um pensamento lhe atingiu. Teve medo do que imaginou, mas era preciso tentar. Fechou os olhos e procurou em meio à escuridão. Lutava contra o receio de que seu abandono o fizesse tê-la também abandonado. Ele. O vulcão, que cuidava e consumia. Kurur Lianth.

Seu pensamento se tornou uma invocação. E no escuro surgiu uma chama, que crescia à medida em que Anahera se dava conta de que a divindade ainda estava lá e a preenchia. O calor cresceu de repente e seu corpo foi completamente tomado pelo fogo. A elfa puxou o arco com presteza, imaginando se tratar de um ataque repentino da figura que entrava em combustão espontânea à sua frente. Quando as chamas apaziguaram, Anahera estava de pé mais uma vez. Renovada pelo fogo. Ainda uma sacerdotisa de Kurur-Lianth, o Deus-Vulcão.

— Obrigada pelo que fez por mim, Caelynn. Mas agora consigo andar com meus próprios pés.

— Sei que não é da minha conta, mas para onde você vai?

Silêncio. Anahera ainda não havia pensado naquilo.

— Um bardo me disse certa vez que para quem não sabe onde ir, qualquer caminho serve — prosseguiu a elfa. — Você parece perdida. Se quiser, pode me acompanhar, até se encontrar.

E foi assim que um encontro muito improvável, porém fortuito, se deu. Há acontecimentos tão casuais sob os céus de Arton, que talvez nem mesmo os deuses saibam explicar.

OFF
John e Marlon, este é o reboot do Romaria. Como conversamos por Telegram, com a saída de Magnus, achei melhor recomeçarmos este prólogo, substituindo o cavaleiro pela elfa. Vou encerrar este post aqui, para que vocês possam fazer alguma interação, antes de chegarem em Pedrassal.

O encontro relatado acima aconteceu alguns dias depois da chegada de Anahera ao continente. Ela ficou desacordada por esse tempo, até ser encontrada por Caelynn.

Se acharem melhor, a interação de vocês pode ser a partir de alguns dias depois deste encontro — aí vocês já sabem um pouco mais uma sobre a outra.

O que vocês fazem?
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Armageddon
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Re: Prólogo II — Romaria

Mensagem por Armageddon » 13 Ago 2018, 19:26

Anahera observou aquele lugar estranho com uma mistura de medo e curiosidade. Deixou tudo o que tinha para trás, exceto sua fé e, com ela, sua ligação íntima e única com Kurur Lianth. Podia sentir o calor do vulcão queimando à suas costas, como se ainda estivesse à beira da garganta incandescente do deus-vulcão.

Doía demais lembrar de tudo o que fizera, e de quão cega foi para a verdade desse mundo. Segurou com força o pedaço de rocha que, para ela, era o que tinha de mais sagrado, e olhou mais uma vez para a mulher-de-orelhas-de-fada. Ela a havia ajudado, apesar de todo o mal que conspurcava sua existência. Precisaria de quantas vidas para conseguir pagar por tudo o que fez?

- Para ser sincera, há sim um lugar para onde quero ir - respondeu ela após um longo suspiro - Um dia. Por agora, não posso. Preciso purificar minha carne, e talvez não haja nenhum lugar aqui com uma chama forte o suficiente para isso.
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John Lessard
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Re: Prólogo II — Romaria

Mensagem por John Lessard » 15 Ago 2018, 07:52

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Caelynn atiçava a fogueira quando a mulher acordou. O trabalho que havia surgido em Bielefeld se mostrava promissor e a viagem a calma na medida do possível. A paisagem no reino dos cavaleiros era relaxante, ainda mais pela ausência de pessoas indesejadas ao longo de onde o caminho. Tudo mudou quando a elfa cortou caminho pela praia e encontrou o corpo da mulher caído. Depois de uma rápida verificação, descobriu que estava viva. Ela falava de uma maneira... Sábia? Caelynn abaixou o arco quando as chamas de seu corpo apaziguaram e puderem trocar mais algumas palavras, o que fez a elfa arquear uma sobrancelha.

- Certo... Se lá o que queira fazer, primeiro sente-se, coma e descanse mais... Não irá fazer muita coisa com esse corpinho fraco.
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Armageddon
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Re: Prólogo II — Romaria

Mensagem por Armageddon » 15 Ago 2018, 23:44

Anahera iria deixar passar a ofensa. Não estava disposta a discutir por causa de palavras ou gestos agora. Não após precisar abandonar sua gente e fugir daquela maneira. Precisava lembrar que, ali, a estrangeira era ela.Teria que aprender a lidar com os costumes do continente.

Tivera sorte. A primeira pessoa que encontrou fora de Khubar era alguém capaz de compaixão. Caelynn era alguém disposta a preparar uma refeição para uma desconhecida no caminho. Porém, ainda não estava confortável para lhe dizer seu próprio nome.

- Obrigada - respondeu apenas, servindo-se de um pouco de comida. Tentou cheirar o alimento, desconfiada. Estava habituada a comer peixe e ervas, não fazia ideia do que podia ser aquilo, mas agradeceu novamente e bebeu do caldo.
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Re: Prólogo II — Romaria

Mensagem por John Lessard » 17 Ago 2018, 07:28

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Caelynn sentou-se logo em seguida da mulher, mesmo ela não dizendo seu nome, a elfa não se importou muito. Respeitava esse tipo de decisão nas pessoas. Deu mais uma verificada na carne e estava quase boa.

- E então... De onde você é? - perguntou, sem tirar os olhos da comida.

Apesar dos pesares, a elfa tinha que saber de alguma coisa, estar desacordada em uma praia não a fazia necessariamente uma boa pessoa e Caellyn estava preparada para puxar seu arco e disparar uma flecha, se preciso fosse.
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Re: Prólogo II — Romaria

Mensagem por Armageddon » 20 Ago 2018, 17:52

- De Hurtka - respondeu Anahera provando do caldo. Estava realmente muito bom, o tempero era diferente de qualquer coisa que já havia provado. Ou, talvez, fosse apenas a fome. Não lembrava de nenhum outro momento em sua vida que tivesse ficado tão faminta. Sorveu mais um pouco e se serviu de pão, comendo-o misturado na sopa.

- É uma das ilhas de Khubar - explicou depois, pensando que talvez a mulher-fada não conhecesse aquele lugar. E, com certo orgulho: - É a ilha que Kurur Lianth ergueu das profundezas para nós vivermos ao seu lado.

Aquelas últimas palavras fizeram o semblante de Anahera mudar. Havia tristeza em seus olhos. Após comer mais um pouco em silêncio, comentou:

- Nunca vi uma mulher-fada antes.
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Re: Prólogo II — Romaria

Mensagem por Tiagoriebir » 22 Set 2018, 15:28

No fim, Anahera realmente não tinha para onde ir no momento. Caelynn também não poderia perder tempo demais e reforçou que a garota de Khubar poderia acompanhá-la, se quisesse. A curandeira acabou aceitando e a improvável dupla seguiu caminho.

No início, as conversas eram desencontradas. Ambas eram mulheres ríspidas, que não falavam mais que o necessário ou baixavam a cabeça. Mas isso acabou se tornando algo que as fortaleceu: à medida em que encontravam desafios pelo caminho, iam vencendo-os com suas habilidades. Caelynn descobriu que o fogo que Anahera conjurava destruía, mas também curava e protegia. A sacerdotisa descobriu que a elfa era rápida e veloz com seu arco. No fim, acabaram constatando que juntas formavam uma boa dupla e, quase duas semanas depois, já confiavam uma na outra.

Caelynn acabou contando a Anahera sobre sua missão, a convidando para participar, se quisesse, dividindo o pagamento. A clériga aceitou, mas abriu mão do dinheiro, desde que tivesse o suficiente para se manter. Ela estava mais interessada em conhecer um pouco mais daquela terra estrangeira. E assim foi acordado.

Mais alguns dias se passaram, até que a dupla chegasse a seu destino. Para Anahera, tudo aquilo era muito exótico: as casas eram estruturas de madeira completamente diferentes; e haviam tantas… as pessoas também se vestiam de modo incomum, cobertas de panos e metal. Não pisavam diretamente ao chão, protegendo os pés com sapatos — e mesmo boa parte do chão era revestido com ladrilhos ordenados… Aquele povo parecia buscar a desconexão de sua ligação com os deuses da natureza. Era tudo muito estranho.

Caelynn concordava em parte com a visão de sua companheira. Os humanos esforçavam-se para disfarçar sua própria natureza, ela já havia aprendido. E não era diferente em Pedrassal, uma populosa cidade de médio porte, que havia ganhado esse nome por conta de seu maior produto: o sal extraído deste lugar abastecia quase toda a porção norte do reino de Bielefeld.

— Ambas estamos cansadas. Além disso, já está quase anoitecendo. Mas vamos procurar o contratante, um tal de burgomestre Mallister, ao menos para nos apresentarmos ao serviço.

— Tudo bem. — Respondeu a sacerdotisa do vulcão, tentando evitar mostrar sinais de cansaço.

Não foi difícil encontrarem o prédio do burgomestre, que também era um comerciante de sal. Ainda tiveram que aguardar algum tempo antes que ele terminasse uma reunião, mas enfim ficou disponível. Ele as recebeu de trás de sua mesa, cumprimentando-as de pé, sem mostrar sinais de estranhamento em suas vestes ou trejeitos. Caelynn soube então que era um homem acostumado a lidar com aventureiros. Havia duas cadeiras estofadas para que se sentassem.

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— Ah, a aventureira que requisitamos! Ótimo! Entrem, sejam bem-vindas. Bom que chegaram bem. Vejo que trouxe uma companheira, isso é bom para a natureza da missão de escolta que vocês farão! Mas Enfim, acomodem-se nas cadeiras, e vamos tratar dos detalhes — o homem se sentou e aguardou que as duas fizessem o mesmo.
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Re: Prólogo II — Romaria

Mensagem por Armageddon » 27 Set 2018, 21:51

Anahera buscou sair do caminho das negociações e sentou-se na cadeira mais distante. Seguir ao lado de Caelynn e aprender ao máximo sobre aquela terra estranha já lhe era suficiente. Descobriu também que nestas andanças, as oportunidades de servir e ser útil eram constantes. Havia muita gente doente em Arton. Tanto física quanto espiritualmente.

Gente que precisava de um pouco de calor para aprender a apreciar o dom da vida. Esperou que a mulher-fada ditasse os rumos e termos do contrato.
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Re: Prólogo II — Romaria

Mensagem por John Lessard » 28 Set 2018, 15:42

A companhia de Anahera se tornou algo estranho no inicio, porém confortável e útil a logo prazo. A mulher se mostrou uma companheira valorosa e do tipo de pessoa que a elfa respeitava, logo o restante do caminho se mostrou mais "fácil" com sua parceria, então puderam se dirigir diretamente ao contratante quando finalmente alcançaram a cidade em questão. A curadeira das chamas sentou-se mais distante e deixou Caelynn frente a frente com o burgomestre... Um homem inicialmente razoável.

- Hm... E de que escolta estamos falando?
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Re: Prólogo II — Romaria

Mensagem por Tiagoriebir » 01 Out 2018, 20:14

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— Perfeitamente, senhorita... — Ele puxou alguns pergaminhos de uma de suas gavetas — Caelynn de Lenórienn, correto?

Enquanto o homem terminava de desenrolar os pergaminhos, Caelynn notou que era uma cópia do anúncio da missão. Junto, havia um contrato com termos em aberto. A elfa viu aquilo com bons olhos. Significava que o contratante ainda estava disposto a negociar o preço, se ela quisesse. O homem também pegou um mapa, gravado em couro tratado, que mostrava Bielefeld e mais alguns reinos.

— Antes de mais nada, peço perdão por não revelar muitos detalhes no anúncio que fizemos, mas foi um pedido do nosso templo local. Sabem, aqui em Pedrassal, assim como em toda Bielefeld, somos fiéis à justiça de Khalmyr, mas nosso templo acolhe todos os bons deuses. Nosso pároco é um clérigo do Sagrado Panteão, e foi ele quem me solicitou que requisitasse aventureiros. Isso porque há uma sacerdotisa muito especial entre nós. Vocês provavelmente já ouviram falar dela. Trata-se de irmã Anelise, a peregrina.

O homem se deteve por alguns instantes com um sorriso no rosto, aguardando o impacto de suas últimas palavras. Mas Caelynn jamais havia ouvido falar nessa pessoa. Anahera muito menos. O homem notou a indiferença das duas, mas manteve o sorriso.

— Percebo que não conhecem irmã Anelise. Eu compreendo, afinal, vocês não são da região. Ela é uma clériga dos Bons Deuses que abdicou de um templo fixo, e professa sua fé peregrinando por Arton, principalmente pelos reinos do leste. Ela está em nossa cidade há algumas semanas, fazendo o seu trabalho de fé, mas nos revelou que precisa seguir seu caminho em sua missão de misericórdia. Desta vez, ela deve seguir para Pé-do-Monte, em Hongari. Uma cidadezinha que, como o nome entrega, se localiza aos pés da Colina dos Bons Halflings.

O homem mostrou o mapa de couro às aventureiras, indicando o ponto em que estavam e o ponto em que deveriam chegar.

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— O trabalho é simples, mas muito importante — ele prossegue. — Vocês precisam escoltar a irmã Anelise em sua romaria e mantê-la a salvo até que chegue a seu destino. Como pagamento, oferecemos o valor que anunciamos. Nada menos que dois mil tibares. O que me dizem, senhoritas?
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