A Presa de Ferro | Ato I - A Trilha dos Caçados

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Maggot
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Re: A Presa de Ferro | Ato I - A Trilha dos Caçados

Mensagem por Maggot » 13 Set 2019, 00:25

O crânio do inimigo era destroçado com o impacto, parte de sua cabeça se tornando uma massa disforme de ossos, músculos, sangue e escamas. E ainda assim, sua voz ecoava. Vinda de lugar nenhum e de todos os lugares ao mesmo tempo, ribombou na caverna em sua língua dracônica palavras profanas antes de rosnar:

- [AH... ENTÃO DESCOBRIU? CORRA PEQUENA PRESA, CORRA. LOGO ESTAREI AÍ COM VOCÊ. ]

O corpo atacava aleatoriamente, mas falhava em atingir Jinx ou Magnus. Ainda assim, energia necrótica resvalava sobre Magnus, causando-lhe certo incômodo, mas que ainda assim vinha com a tão estranha sensação de similaridade. Aquela coisa não parecia ter intenção de cair até Theresa lidar com o que quer que fosse aquele altar.

Mas não parecia que seria fácil para ela. Em sua corrida, logo se viu em um dos outros salões anteriores, agora escuro. As tochas haviam sido apagadas. Andando sobre ossos ainda, não conseguiu evitar uma alteração no relevo e caiu. Enquanto se levantava, começou à ouvir barulhos. Pequenas patas. Não cnseguia enxergar o que eram, ou quantos eram, tudo estando tomado por escuridão, mas sabia que havia algo ali com ela. E não estava sozinha.
Magnus recebe 2 de dano
Theresa está sem visibilidade. Com três sucessos em Percepção ou Sobrevivência consegue se guiar até o altar.
Iniciativas:
Jinx
Theresa
Gor-Rok, o Grande Terror Branco
Magnus <----
Lanna

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Theresa Rey | PV: 6/17 - CA: 14 - PM:6 - PA: 3 | Condição: | Magias Preparadas: 1° - Aumentar Pessoa x2, Sono, Raio do Enfraquecimento x2, Toque Chocante x1, Escudo Arcano.
Lanna | PV:10/26 - CA: 24 - PM:6 - PA:3 | Condição: Pele de Árvore | Magias Preparadas: Acalmar Animais, Bênção, Criar Água, Curar Ferimentos Leves x3, Espírito Animal x1.
Jinx | PV: 5/20- CA: 18 - PM:7 - PA: 3 | Condição:
Magnus Hjerteøkse | PV: 21/38 - CA:20- PA: 2 | Condição: Dor de Cabeça
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Kairazen
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Re: A Presa de Ferro | Ato I - A Trilha dos Caçados

Mensagem por Kairazen » 14 Set 2019, 14:37

Theresa estava tensa, o caminho a sua frente estava escuro, e ela sabia que o menor deslize ela acabaria virando comida do que quer que estivesse ali, caminhou com cuidado em direção ao altar, quase caindo na metade do caminho, mas conseguiu manter o equilibrio e chegar lá em segurança, mas agora que vinha a parte mais dificil, desativar aquele altar sem matar ela e seus companheiros no processo:
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Espero que isso de certo.
Começou a mexer na corrente, ela entendia mais ou menos como aquilo funcionava, e sabia o que tinha que fazer para retirar a adaga sem explodir tudo no processo. Após alguns minutos de tensão, suando sem parar e após quase derrubar a adaga, ela conseguiu retirar ela, desativando o mecanismo, e o inimigo deles no processo, mas agora ela tinha uma bomba nas mãos, e precisava se livrar daquilo da melhor maneira possivel, ela voltou caminhando com cuidado para não derrubar a adaga, ao chegar e ver que o monstro estava morto ela vai dizer ao grupo:
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Era isso que dava vida a esse monstro, mas agora preciso me livrar dessa adaga antes que ela mate todos nos, vãos embora daqui, vou dar um jeito nela de um jeito ou de outro.
E seguiu correndo as escadarias, não olhou para tras, não queria que aquilo fosse uma despedida, ela daria um jeito nisso.
OFF: Theresa fez três testes de Percepção para alcançar o altar (9, 25 e 22), um de Atletismo para não cair no caminho (12) e um teste estendido de Conhecimento Arcano para desativar o altar de maneira segura (25, 25, 11, 20) desativando o altar sem perigo.

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Maggot
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Re: A Presa de Ferro | Ato I - A Trilha dos Caçados

Mensagem por Maggot » 14 Set 2019, 15:06

Não muito depois de Theresa correr, algo ocorreu. Aquela coisa simplesmente parou no lugar aonde estava e caiu, atingindo o chão com um baque similar à uma marionete cujos fios haviam sido cortados. E cerca de dois minutos depois, ali estava Theresa, carregando a estranha adaga que antes se encontrava naquele altar negro. A energia daquela arma era esmagadora. Todos os presentes conseguiam ver e sentir a energia necromântica que aquilo emitia, como se a própria vida ao redor estivesse sendo ameaçada pela mera existência daquele objeto. Para Lanna, aquela adaga era talvez a coisa mais profana que ela já havia visto.

E então, Theresa mandou que se retirassem, começando à descer as escadas sozinha. Era insano. Suicida, quase. Não precisavam pensar muito para ver isso.
E foi na mente de Magnus que a voz se manifestou:
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- Pegue a adaga e morra.
Foram alguns momentos até ele perceber que a voz era a dele mesmo. Seus instintos lutavam contra, mas alguma parte dele lhe dizia para pegar a adaga e abraçar a morte. O que estava acontecendo ali?
600 de XP para todos e sobem para o nível 3.

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John Lessard
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Re: A Presa de Ferro | Ato I - A Trilha dos Caçados

Mensagem por John Lessard » 18 Set 2019, 16:47

Magnus não parava, não recuava... Ele fatiaria todo aquele maldito poliglota se fosse preciso, mas então ele caiu. Tombou para o lado, morto. Thereza havia sumido, sua raiva passava e ele ouviu uma voz em sua cabeça.
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- Nem fodendo...
Permitiu-se cair sentado, estava cansado, procurou em suas coisas a pasta fedorento feita de ervas e começo a usar em seus ferimentos.
Bálsamo Restaurador 7 pvs
Magnus ficará ali até passar a Fadiga
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Kairazen
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Re: A Presa de Ferro | Ato I - A Trilha dos Caçados

Mensagem por Kairazen » 20 Set 2019, 11:47

Theresa começar a se qustionar se sairia viva daquela caverna, viu que ninguem a seguiu, era melhor assim, os refugiados ainda precisariam deles para protege-los e guia-los, ela desceu as escadas e e se deparou com mais um corredor, pelo menos esse estava iluminado, mas mesmo com toda a pressa do mundo, ela notou algo diferente nas paredes, as pinturas ali representavam Ragnar, diferente do andar de cima que parecia revenreciar Tenebra:
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Droga, preferia que fosse Tenebra ainda.
Ela continou correndo para mais fundo, queria levar aquela bomba o mais longe possivel da superficie, chegou a uma nova camara com mais trogloditas, ela respirou fundo, ja preparada para correr deles, não havia como parar e lutar naquela situação, mas ao verem a adaga, eles pareceram assustados, deviam saber que corriam risco de vida tambem, então deixaram ela passar, e andando mais um pouco ela chegou a uma grande camara com mais uma monstruosidade:
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Droga, não tenho tempo para isso - ela sussurrou para si mesma.
O monte de carne e ossos a sua frente era claramente um morto-vivo, mais aterrorizante que aquele que o seu grupo havia enfrentado, e ela não tinha mais tempo para passar por ele, então fez a primeira coisa que passou pela cabeça:
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Ei, coisa feia, engole isso aqui!
E jogou a adaga na criatura, mas seu arremesso foi descuidado, fazendo a adaga cair aos pés da aberração, e seu tempo havia acabado, ela viu a adaga pulsar e lançar uma onda necromantica, tudo o que ela conseguiu pensar antes de desmaiar foi:
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Espero ter ido longe o bastante.
Ela esperava acordar no reino de algum deus, mas ao contrario, quando acordou se viu sendo carregada por trogs, mas não estava mais nas cavernas, mas estava fraca demais para fazer qualquer coisa, de repente ouviu uma voz nova, mas que trazia um senso de autoridade, mas não conseguiu ver quem falara aquilo:
???
Entreguem ao Svarvinious. Ela será nossa oferenda de paz.
Ela não entendia o que era aquilo tudo, e acabou desmaiando de novo antes que pudesse fazer algo.

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Maggot
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Re: A Presa de Ferro | Ato I - A Trilha dos Caçados

Mensagem por Maggot » 26 Set 2019, 10:02

Theresa acordou sem enxergar seus arredores. Tentou mover os braços, e eles estavam presos por correntes. Tentou mover as pernas e viu que estavam como os braços. Uma coleira no pescoço completava a última corrente, garantindo que ela não podia escapar de onde quer que estivesse. Estava despida, nenhum de seus equipamentos ainda consigo. Mas não havia muito tempo para pensar naquilo. Não muito longe dela - imaginava por audição - duas vozes pareciam discutir em Goblinoide. Uma delas, mais grossa, claramente ameaçava a outra, sua voz mais alta. Após algum tempo, passos. Um dos dois que discutiam parecia ir embora. Apenas aqueles passos eram ouvidos por ela. Repentinamente, uma mão massiva segurava sua cabeça. A mão tinha garras. Pelo tamanho, Bugbear.
- Os trogloditas dizem não se lembrar, então você terá de dizer. Aonde estão os outros sobreviventes? Eu posso te torturar ou você pode me dar a resposta, ser marcada e enviada para o campo de trabalho de Urkkthrahr
.

Ele falava em valkar, surpreendentemente claro e bom. A voz não transparecia emoção nenhuma. Se vendo sozinha, a maga começou à falar:

- O que vocês querem com eles? Já tomaram sua cidade, deixem eles em paz.

- A General não quer a cidade. Ela quer mais. E nós precisaremos de trabalhadores para isso. E há um procurado entre vocês. Um homem grande. Um guerreiro. Ele deve ser capturado
.

Suspiro.
- Eu sempre começo pelos olhos. Olhos são os mais fáceis. Vocês dependem demais de visão. Os meus compatriotas também. Sem olhos, ficam perdidos. O rapaz que capturamos aguentou muito antes de falar de seu acampamento.
Rosnou algo em Goblinoide, e passos pequenos foram ouvidos por Theresa. Eles voltaram e entregaram algo para o Bugbear pelo barulho. Ela sentiu o ferro quente se aproximando de seu rosto. De seu olho esquerdo.
- Perguntarei novamente. Aonde eles estão?
A descrição que o bugbear dizia batia com Magnus. Ele nunca havia dito que estava em fuga, mas agora Theresa temia por sua vida. Sobrava para a maga tentar ganhar tempo.

- Não sei onde estão, passamos muito tempo longe dos sobreviventes, nem mesmo sei a quanto tempo permaneci desacordada.

Ela esperava que aquilo fosse suficiente.
- Você acha que está aqui a quanto tempo?
Ele murmurou, mas ainda parecia um trovão.
- Isso pode ser mais fácil. Me dê a localização. Me dê o nome do procurado. Eu sei que ele esteve com você. Eu te marcarei como minha escrava pessoal e estará livre da maior parte do sofrimento no campo de trabalho. Depois de alguns anos, pode até mesmo se tornar duyshidakk, quando pagar sua dívida de raça para com meu povo.
Ela não sabia o que responder. Desde a caverna sua mente havia sido apenas um constante blecaute.

- Desde a explosão daquela maldita adaga não me lembro de nada. Pensei que tivesse morrido na caverna dos trogs, não sei nem mesmo se meus amigos saíram vivos.

Ela não queria dizer o nome de Magnus, mas precisava perguntar o que buscavam com ele. Qualquer informação era útil.

- O que Magnus fez a vocês pra se tornar procurado?
- Ahh... Mag'nus. Esse é o nome. Do homem requisitado pelos clérigos do Ayrrak.


Ele pareceu satisfeito por um segundo. Falava mais consigo mesmo do que com ela. Então voltou à focar na maga, o espeto de ferro incandescente voltando à se aproximar.
- E claramente se lembra da caverna. Aonde é a caverna? Me dê a localização.
- Olha, nem mesmo se quisesse eu poderia te ajudar. Eu não sou desse reino, nem mesmo sou de Arton. Mas espera, se não foi você quem me tirou da caverna como eu cheguei aqui?

Um tapa da gigantesca mão respondeu Theresa. Lábios se incharam enquanto ela cuspia sangue e sentia dois dentes se soltarem.
- Não é se quisesse. Você quer me ajudar. Para seu próprio bem. E se chegou até lá, sabe a localização aproximada. Me diga como era a região ao redor. Características geográficas. De que direção partiram de seu acampamento?
Por fim, mais uma pergunta.
- E... Não é de Arton? De onde é então? Cuidado com sua resposta. Na próxima que não me der algo útil, lhe farei escolher entre partes do corpo para perder. Posso te jogar aos soldados e deixar que se divirtam com você. Preciso apenas da sua língua para que fale. E você vai falar.
A disciplina em sua voz não traía emoções. Parecia mais um Hobgoblin do que um Bugbear daquele jeito. Theresa então ouviu um pequeno gemido ao seu lado, ao que o Bugbear finalmente rosnou:
- Quieta Gretta! Estou quase terminando.
O tapa a pegou de surpresa. A conversa corria de forma tão normal que ela havia esquecido até mesmo que era uma prisioneira. Aquilo havia à lembrado de sua posição:

- Não me lembro de muito. De onde venho não temos tantas florestas, era tudo muito igual, mas próximo da caverna haviam os corpos de nossos batedores coberto de cogumelos e achamos a mensagem de um tal Azaersi, é tudo o que me lembro do caminho.

Ela cuspiu um pouco de sangue, viu um dente saindo de sua boca e continuou:

- Eu venho de Skerry, planeta distante de Arton. Meus pais vieram daqui. Queria conhecer o mundo Natal deles.

Enquanto falava ela tentava ver quem era a tal de Gretta.
- Como eram as árvores? Seguiram à Norte, Noroeste ou Oeste do acampamento? E... Skerry... A General Azaersi gostará dessa informação.
A visão de Theresa pouco a pouco se acostumava com a escuridão, mas nada acima de silhuetas eram visíveis. Porém, a pequena silhueta ao lado de seu torturador parecia ser a tal Gretta. Pela forma, uma goblin, provavelmente idosa.
- Responda o que quero ouvir. Ou sofra as consequências. Será melhor vindo de você do que se os trogloditas recuperarem as memórias.
- Era mata fechada, as árvores cobriam o sol, e depois passamos por uma clareira onde achamos a mensagem. A direção exata não posso afirmar, estava tão fascinada com tudo aquilo que apenas segui a nossa guia.

O Bugbear suspirou.
- Enviarei mais batedores. Eu voltarei depois. Não serei tão piedoso. Se não tiver respostas concretas, irá se despedir de um olho. Fui claro? Gretta, por favor, limpe a sujeira. Não deixe nada, se puder.
Com passos largos, mas sem fazer barulho, ele foi embora. A goblin, Gretta, se aproximou da mulher com um pano, limpando primeiro o chão sujo de sangue e então o rosto da maga.

- Perdoe ele. - ela começou em sua voz esganiçada e idosa. Acendeu uma pequena lâmpada, e Theresa finalmente viu o local. Era o que parecia uma prisão improvisada, claramente dentro de uma barraca de comando. Ela estava dentro de uma jaula, nua e acorrentada. Haviam mais um prisioneiro em outra jaula. Um homem de pele clara tomada de marcas roxas e cortes. Um de seus olhos havia sido arrancado com violência, e ele parecia desmaiado. Havia uma cama do outro lado da barraca, assim como vários potes com produtos de cheiro estranho, provavelmente para limpeza.

- Perdoe Scarvinious. Ele não queria ter de fazer isso. Só dê a informação. Poupe vocês dois. - Ela dizia enquanto limpava os ferimentos de Theresa.

Theresa ficou aliviada quando o bugbear saiu da frente dela. Ela esperava que o resto do grupo tivesse levado os sobreviventes para outro lugar, mas agora precisava achar uma maneira de sair dali. Gretta pelo menos era mais simpática a primeira vista:

- É difícil pensar em perdão depois de tudo o que vi acontecendo em Phaendar.

Suspirou, rezando por seus aliados, e então falou:

- Gretta, você viu quando eu cheguei? Por quanto tempo fiquei desacordada?

- Humanos sempre fizeram pior com nosso povo sob a desculpa de aventuras antes da ascensão do Ayrrak. E Scarvinious sofreu mais do que você ou os outros humanos capturados.

Ela continuou limpando a mulher, e Theresa podia ver lágrimas nos olhos da goblin.

- Se ele encontrar seus amigos logo, será melhor para todos. Ou talvez um deles o liberte disso. Contanto que este Mag'nus seja capturado, tudo ficará bem. Você foi arrastada até aqui dois dias atrás. Esteve desacordada desde então. Parecia morta.

Theresa não sabia o que responder. Realmente, eram comuns as histórias de grupos de aventureiros que lutavam contra goblinoides como suas primeiras empreitadas. Eram histórias heróicas para eles. Ela nunca havia se perguntado como o outro lado era, e agora estava tendo a prova ao vivo. Vendo que Gretta parecia ser mais aberta a conversar, continuou:

- Quem é este Ayrrak que ouço tanto falar? Ele que ascendeu no lugar da morte no panteão?

Novamente o nome de Magnus surgiu na conversa. Ela precisava saber o porquê dele ser tão importante:

- Por que ele quer tanto o Magnus, o que ele fez com vocês?

- Eu... Eu não sei o que querem com seu amigo, mas foi o próprio Khorr'benn quem emitiu a grande busca por ele. Não é uma busca da Presa de Ferro, é uma busca de todos os Duyshidakk. O Ayrrak é o grande senhor. Nosso libertador e pai. Nosso protetor. Vocês o conhecem por Thwor, mas para nós, Duyshidakk, ele sempre será algo maior. E agora, ele o é para todos. Um dos grandes deuses.

Ela ia começar à dizer mais uma coisa, mas um grito a interrompeu:

- SE AFASTE DA HUMANA VERME! OU IREI ENFORCÁ-LA COM SUAS PRÓPRIAS TRIPAS QUANDO ME LIBERTAR!

Era do homem na outra jaula. Ao ouvi-lo gritar, Gretta deu um salto, pegou suas coisas e saiu dali, levando consigo a única luz e colocando Theresa novamente na escuridão.

- Você está bem? - o homem na outra jaula começou. - Eles não te mutilaram ainda não é? Não se preocupe, logo meu comandante irá chegar. Eles não vão nos abandonar. Ele está vindo. Qual seu nome amiga?

Quase não parecia o homem que segundos atrás vociferava de ódio.

____________

Haviam conseguido as cavernas, mas haviam perdido Theresa. Quando desceram para o andar de baixo, encontraram salões esculpidos, quartos, móveis rudimentares. Era melhor do que podiam pedir. E estava completamente vazio. Sem sinal dos trogloditas. E sem sinal de Theresa.

Não demoraram muito para se estabelecer ali, e não muito tempo depois o resto dos refugiados foram chegando e se estabelecendo em seus novos lares. Com a falta de Theresa, a liderança parecia passar para Lanna, que se mostrava como a mais equilibrada entre os presentes. Não havia espaço mais destacado porém que o grande salão com portas duplas gigantescas esculpidas na pedra. Um símbolo híbrido entre o de Ragnar e Tenebra estava entalhado na mesma, mas não parecia haver forma de abrir a mesma. Havia um grande quarto, antes pertencente ao líder religioso de Ragnar daquela comunidade, agora tornado centro de comando.

Por dois dias, descansaram. Foi Aubrin, a patrulheira que antes servia de braço direito à Theresa, quem os interrompeu:

- Nossos batedores estão descobrindo aumento de movimento ao redor da área. Talvez tenhamos algumas semanas até que nos achem de fato apenas procurando. Mas nós conseguimos algo. - Ela puxou um mapa, o colocando sobre uma mesa de pedra que antes servia de altar. - Nós achamos o acampamento deles na floresta. É assim que estão nos buscando. Se neutralizarmos esse acampamento, eles perdem o avanço dentro da floresta e ficamos seguros por um bom tempo. Os prisioneiros capturados devem estar lá. Talvez... Talvez até mesmo Theresa.

Ela falava, com pouca esperança sobre o destino da maga.
Aqueles que estão nas cavernas, descrevam o que fizeram nos dois dias. Quem quiser procurar por pertences, armas e itens dos trogloditas pode fazer um teste de Percepção. Quem quiser ajudar na busca por passagens alternativas para as cavernas, para selar as mesmas ou conhecer rotas de fuga, pode fazer um teste de Percepção ou Sobrevivência. Quanto maior o resultado, melhores os achados de suas buscas. Próximo post Domingo, ou quando todos tiverem postado.
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Re: A Presa de Ferro | Ato I - A Trilha dos Caçados

Mensagem por Lord Seph » 26 Set 2019, 12:55

Haviam vencido, mas Lanna não sabia o que tinha que fazer.

Thereza havia desaparecido, e Lanna não sabia como liderar pessoas.
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Vamos fazer buscas por armas e rotas de fuga por enquanto.

Vocês dois farão alguma coisa?
Lanna indaga enquanto treinava e se recuperava das lutas, o mesmo para Fenrir seguindo sua mestra.

Após uns dias haviam novidades.
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Iremos destruir esse grupo, mas também devemos procurar uma rota de fuga o quanto antes.

Não conheço a região, mas todo conhecimento será bem vinda.
Lanna resume suas falas, ela não tinha ideia do que dizer.

Teste para encontrar equipamentos Trogs 26.

Teste para rotas de fuga 16.

Conjuro Pele de Árvore aumentado minha CA em +4 antes de entrar na caverna.


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Melhor queimar do que apagar aos poucos.
-Neil Young.
o lema dos 3D&Tistas
"-seremos o ultimo foco de resistência do sistema"
Warrior 25/ Dark Knight 10/ Demi-God.

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John Lessard
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Re: A Presa de Ferro | Ato I - A Trilha dos Caçados

Mensagem por John Lessard » 11 Out 2019, 07:58

Nada daquilo interessava Magnus, a caverna era monótona e para ele, Theresa estava morta há muito tempo. Tirou seu tempo para descansar e comer. Quando finalmente algo diferente surgiu, o animou, mas ele sabia a verdade.
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- Saibam que é uma armadilha, mas é melhor do que ficar se escondendo aqui.
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Maggot
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Re: A Presa de Ferro | Ato I - A Trilha dos Caçados

Mensagem por Maggot » 22 Out 2019, 10:39

Foram mais alguns dias de interrogação para Theresa. Ou talvez tivessem sido horas. Tempo se perdia ali dentro. Todos os dias, Scarvinious voltava à barraca e à torturava por longos períodos de tempo. Mas em momento algum ela cedeu. O homem da jaula ao lado foi amordaçado, e era deixado ali, sem alimento ou espaço para fazer suas necessidades. Amarrado à uma estaca, definhando.

- Três dias. Você está aqui faz três dias. Scarvinious não consegue dormir desde que chegou. Torturar não está na natureza dele. - Gretta comentou um dia, enquanto limpava os ferimentos da maga. - Isso é coisa de Scabvistin. Queria que os filhos fossem como hobgoblins. Os mais velhos se encaixaram perfeitamente nisso. Disciplinados. Cruéis. Mas morreram em sua maioria na marcha ao norte. Scarvinious queria ser inventor. Como goblins. Desde criança vinha à minha família para aprender. Scabvistin não gostou disso. Matou a maior parte de minha família para ensinar uma lição. E então torturou o próprio filho. Arrancou os olhos de Scarvinious ele mesmo, uma punição por não ser um monstro. Por não ser um hobgoblin perfeito. Ele não vai parar agora. Scabvistin quer vocês mortos, e ele terá. Se sair viva daqui por algum milagre, apenas corra.

E com aquele aviso, ela foi embora. Algumas horas à mais se passaram, e outra voz interrompeu os pensamentos de Theresa. O homem da jaula ao lado.

- Qual seu nome camarada? Se estamos sofrendo juntos, o mínimo que podemos compartilhar são nossos nomes. Eu sou Micah. Um caçador de goblinoides. Fazia parte de uma ordem. Faço, ainda. Nosso líder foi derrotado, nossa ordem traída. Mas enquanto eu estiver vivo, ela ainda estará viva em alma. - Quase ardor religioso. - Mas eu sei algo que eles não sabem. Nosso líder nunca morreu. A Ordem do Último Escudo será refeita.

Ele riu, tossiu no meio.

- E nosso líder está vindo. Esses goblinoides imundos podem ter tirado meus olhos, mas agora eu vejo com maior clareza. Avran está vindo nesse momento nos resgatar. Eles nem saberão o que os atingiu.

__________

Após algum tempo de preparação, os três partiram. Magnus, Jinx e Lanna agora buscavam Theresa e o tal acampamento inimigo. O pé da Legião naquela floresta. Avançaram como se eles e a floresta fossem um, sob a liderança hábil de Lanna. Evitaram animais e patrulhas inimigas e em poucas horas, já estavam olhando o acampamento inimigo de uma pequena elevação. Árvores haviam sido derrubadas criando uma clareira artificial. Haviam construído um muro de madeira ao redor de todo o acampamento rapidamente, e cerca de quinze ou vinte hobgoblins pareciam descansar ou fazer patrulha pelo perímetro. Uma grande barraca ao centro parecia indicar aonde o líder ficava. E uma forte possibilidade de seus prisioneiros também, pela falta de jaulas do lado de fora. Agora cabia à eles decidir como abordar aquilo. Mas era claro que retirando aquele acampamento de jogo cedo, teriam um bom tempo de segurança em sua nova comunidade.

Era hora de agir.


Theresa Rey | PV: 23/23 - CA: 14 - PM:7 - PA: 3 | Condição: | Magias Preparadas: 1° - Aumentar Pessoa x2, Sono, Raio do Enfraquecimento x2, Toque Chocante x1, Escudo Arcano.
Lanna | PV:33/33- CA: 21 - PM:12 - PA:3 | Condição: | Magias Preparadas: Acalmar Animais, Bênção, Criar Água, Curar Ferimentos Leves x3, Espírito Animal x1.
Jinx | PV: 26/26- CA: 18 - PM:11 - PA: 3 | Condição:
Magnus Hjerteøkse | PV: 48/48 - CA:20- PA: 2 | Condição:
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Re: A Presa de Ferro | Ato I - A Trilha dos Caçados

Mensagem por DiceScarlata » 23 Out 2019, 20:26

JINX, CRUZADO DA ORDEM DOS CABEÇAS DE DADO
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- E ai galera, faz tempo que não falo nada não é? Grumpy Jinx se foi a dias ... Hoje, eu sou MONSTRO JINX!

*Exibe seus músculos de força 26. Depois passa o braço ao redor de Magnus*

- Desculpe a tensão pós nimb, mas agora eu estou legal. Veja! Diante de nós! Um acampamento de felpudos, para fazermos nossas armas dançarem!!! AH ! MAL POSSO ESPERAR!

*Jinx bateu o punho no chão e uma energia vermelha o envolveu por completo, ele orava em voz baixa e uma lingua desconhecida. Quanto mais falava e mais jogava dados com a outra mão, mais seu músculos cresciam, rasgando os tecidos da roupa e o transformando num verdadeiro ogro*

- Grrr....

*Músculos de força 30.*
Ação: conjurar força do Touro.
Movimento, esperar... esse turno. Melhor agirem galera.
Tribo Scarlata


- MUNDO DE ARTON: GRUPO MADEIRA DE TOLLON (on):Angra Cabelos de Fogo
- MUNDO DE ARTON: GRUPO AÇO-RUBI (on): Jihad das Areias Vermelhas
- MUNDO DE ARTON: GRUPO JADE (on):Sr. Fuu
- JOHNVERSE: PRESA DE FERRO (on): Jinx - Cruzado da Ordem dos cabeças de Dado
- JUDASVERSO: CRÔNICAS DA TORMENTA (on): Nagamaki no Gouka!
- FUI REENCARNADO COMO MONSTRO (on): Gizmo
- OUTONO (on): Sandman

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