CdEF - A Lenda dos Viajantes

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John Lessard
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CdEF - A Lenda dos Viajantes

Mensagem por John Lessard » 24 Mar 2019, 20:27

Parte 1 | Lendas

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Fenrir

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Talvez não ter comprado comida tenha sido um dos piores erros da vida de Fenrir. Desde que deixara seu reino natal, Zakharov, o arqueiro perambulou muito, meio sem rumo, mas com algum objetivo de vida. Habilidoso com arco e flecha seu intuito era se fortalecer para que um dia pudesse libertar seus amigos e familiares da cidade da tormenta. A sombra do fracasso sempre pairava sobre ele, porém também fazia com que sempre se lembrasse de Thyatis e em como recebera uma segunda chance. O caminho mais óbvio, claro, era a vida mercenária. Isso o manteria vivo pelo pagamento ou o mataria pelos tipos de serviços prestados.

Após lidar com uma gangue ainda em seu reino natal, começou a viajar para o leste. Passou pelo norte de Yuden, ao sul de Namalkah. Atravessou o centro de Sallistick e um pedaço de Nova Ghondrian. Era importunado por monstros e bandoleiros ocasionais, mas nada que suas flechas não dessem conta. Porém, esquecera-se de comprar comida na última cidade em que passou, pouco antes de adentrar nas florestas de Sambúrdia.

Suas habilidades de sobrevivência iriam lhe prover e pensar nisso era um alento. No primeiro dia, entretanto, não encontrou nada para comer. Nem caça, nem frutas, nada. Sentir o estômago roncando só o fez pensar quanto seria mais fácil se tivesse ração. O segundo dia, fora mais proveitoso. Não sentia-se fraco pela falta de comida, apesar de tudo e por isso conseguira flechar dois esquilos e apanhar um pouco de água. Assou os animais e tirou a barriga da miséria.

No terceiro dia, conseguira um coelho e com ele fizera um ensopado. O quarto e quinto dia, por sua vez, se tornaram preocupantes. Não havia animais, não havia frutas… O estômago roncou alto e a fraqueza lhe tomou, não havia como evitar. No sexto dia, encontrou algumas larvas embaixo de uma pedra, as comeu. Fora o suficiente para não desmaiar ali mesmo. A chuva da noite anterior fizera os animais se esconderem em suas tocas.

Pouco depois, encontrou uma pequena estrada de terra batida, por entre as árvores. Caminhando por ela, finalmente encontrou uma pequena cidade, quase aos pés de uma montanha, rodeada por vegetação fechada.

Passou por um arco de madeira, ao seu lado, sob um céu nublado, estava um cercado com alguns porcos. Uma casinha de madeira estava um pouco afastada, soltando fumaça pela chaminé. Um sujeito alto e esguio estava parado ali, vestia roupas simples e surradas, cabeleira branca, desgrenhada. Olhar meio insano.
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Carbou de chegar, hein? Vem de onde, froresta é perigorsa, Lorde das Brumas tá espreitando.
Fenrir está com -2 pontos em Constituição. Conseguirá recuperar 1 ponto por dia, contanto que coma

Ugtuk

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Quando Ugtuk e seus vinte irmãos saíram de Lamnor, eles eram muitos, agora depois de meses de viagem, eram poucos. Tinham uma missão, reunir informações dos reinos ao norte. O motivo? Não importava, era algo importante ao Ayrrak. Porém, os balões era pequeno e eles, eram muitos. Alguns caíram nos primeiros dias, seus corpinhos sumindo por entre copas de árvores e cordilheiras rochosas.

Nas semanas que se seguiram, alguns pularam ou outros foram jogados para fora, pois o peso era excessivo e eles estavam perdendo altitude. Quando finalmente desceram pela primeira vez, deixando o antro de Khalifor para trás, pelo menos um pouco deles foram devorados por lobos. Subiram após o confronto. Uma novo curso do vento os levou para o leste, não sabiam muito bem para onde estavam indo, agora, muito menos. Continuaram para o norte, porém tudo parecia se complicar quando Ugtuk viu o céu escurecer no horizonte. Olhou para os lados e só haviam Ugbak e Ugtak. Todos os outros haviam sumido em algum momento da viagem.

O vento uivou, se intensificou com velocidade, rodopiando ao redor. As gotas gordas de água fria vieram de sopetão. Um relâmpago riscou o céu e acertou em cheio a lona inflada do balão de Ugtak, o fogo se alastrou enquanto o balão caía para a escuridão. Mais clarões, a tempestade se intensificou, o vento forte fez Ugbak ser empurrando e chocar-se contra Ugtuk. O goblin não via mais o veículo do irmão, apenas o mundo girar, enquanto ele próprio tentava manter a altitude de seu balão. Puxou cordas, água para todos os lados quando veio o baque. Batera em algo com força, seus olhos se arregalaram para o rombo no cesto, deslizava para baixo agora, pela encosta de uma montanha.

Tentava ganhar altura novamente, mas era difícil. Uma corda arrebentou, o balão voltou a perder altitude, bateu uma, duas, três vezes contra a rocha e agora deslizava para baixo, pelas rochas farpadas. Os olhos acostumados à escuridão viram as árvores se aproximarem. Jogou qualquer coisa para fora, para poder subir mais. Um sorriso nasceria em seus lábios quando aquilo dera certo, porém ao subir dois metros, um raio azulado e impiedoso descera. Fogo e um rombo na lona do balão. A queda retornou, desta vez mais veloz, tudo girava novamente. E então, as árvores.

Quando Ugtuk caíra por entre as árvores, tudo ficou ainda mais confuso. o cesto batia contra troncos e galhos, outra corda arrebentara. A altura diminuía numa velocidade alarmante. Um galho então terminou de rasgar a lona. O goblin ficou pendurado durante algum tempo, até terminar de ceder e ele despencar num barranco, junto com o que restara de seu balão.

Tudo era breu então.

Ugtuk acordou com o sol brilhando em seu rosto adormecido, levantou-se lentamente, olhou a floresta verdejante em volta e então seu balão. O cesto estava arruinado, com pelo menos três buracos. Três cordas partidas e claro, a lona com um buraco enorme. Precisaria de muitas coisas para consertar aquilo.

Sua atenção então fora atraída para algo além das árvores, virou-se e viu uma amontoado de casas de madeira, ao pé da montanha. Talvez encontrasse algo por lá.


Zero Meia

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Já fazia algumas semanas que Zero Meia estava naquela perseguição. Ficara sabendo da unidade yudeniana ainda nas fronteiras de Yuden. O que atiçou sua curiosidade fora que não era qualquer unidade, era um grupo subordinado a Hainrich Himmer, um oficial de Yuden bastante apegado a lemas puristas e fascinado por artes ocultistas. Claro, era um quase declarado opositor ao governo de Shivara e um dos responsáveis por dar a ordem para a fatídica missão da Brigada Fantasma, da qual Zero Meia fazia parte.

O destino do esquadrão era um mistério, eles apenas avançavam, primeiro entre a fronteira entre a União Púrpura e Sallistick, depois passando por Nova Ghondrian e finalmente atravessando a fronteira de Sambúrdia, em direção às densas florestas. Tinha diminuído o passo agora, principalmente porque deveriam temer que os cavalos tropeçassem em raízes. Zero Meia, entretanto, sentia que se aproximavam de seu objetivo.

Certo dia pela manhã, o assassino se esgueirava por uma pequena clareira, havia sinais de acampamento, os soldados tinham partido fazia pouco tempo. Uma fina fumaça subia de uma fogueira pisada, com a brasa ainda brilhando. Zero Meia se amaldiçoaria muito depois, mas não percebeu o soldado correndo em sua direção, por trás.

Uma pancada bruta o acertou nas costas e ambos os corpos caíram num barranco rochoso, coberto de musgo. Zero Meia bateu o ombro contra o solo pelo menos duas vezes. Rolou vendo o guerreiro fazendo o mesmo. Levantou-se depressa, deixando uma névoa negra irradiar de suas vestes. Não fora o bastante, o homem lhe ouvia e correu em sua direção. A espada passou muito perto, fatiando as bordas de seu capuz. Se não fosse a escuridão teria perdido metade da cabeça.

Puxou sua foice, a lâmina cortou pela lateral, no flanco o homem grunhiu e agitou sua espada a esmo, não sabia mais onde eles estava. Zero Meia o contornou e abriu um talho em suas costas, fazendo-o tombar de bruços. Deixou a escuridão se dissipar lentamente, aquele soldado parecia estar sozinho. Seu ombro doía quando abaixou-se para examinar. Era um yudeniano, equipamento padrão do reino. Não sabia se estava vivo ou morto, mas tinha certeza de que pertencia a unidade que ele perseguia.


Eleanor e Rhaysa

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O caminho da bondade, abnegação e não violência era difícil, mas Eleanor não poderia dizer que não era recompensador. Desde os acontecimentos envolvendo Vina, a sacerdotisa vagara por muitos lugares, sempre tendo a diplomacia como sua maior arma e seus milagres de cura prontos para ajudar os necessitados.

Suas sempre doces e ponderadas palavras já tinham lhe salvado a vida algumas vezes e evitado combates desnecessários. Da última vez evitara uma pequena confusão entre um grupo de aventureiros e um grupo de um circo itinerante. E nas últimas semanas, a moça se viu viajando com aquela trupe inusitada.

A bem da verdade, era um circo decadente, mas todos mantinham uma aura familiar e recusavam-se em silêncio a desfazerem-se do espetáculo. Acima de tudo, porém, eram boas pessoas. O grupo era liderado por Barnabé Poucas Trancas, um halfling que não escondia seu passado como ladrão, mas que agora levava sua vida de uma outra maneira. A bela dançarina Judith, uma jovem calada que a samaritana não tinha muita certeza de qual seria sua idade. Manoel Stronghold, um fazendeiro que perdeu a família para uma doença e agora era o “Homem Forte” do circo, e claro, o brincalhão Eliah, um qareen cuspidor de fogo…

Tinham acabado de adentrar no reino de Sambúrdia e uma tempestade se aproximava.
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Há muitas árvores por aqui, tens certeza ei de estarmos no caminho certo? - perguntou Barnabé.
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É o que diz o mapa, xará - retrucou Eliah.
Nada mais foi dito a respeito, afinal, uma terrível tempestade havia caído durante a noite, impossibilitando de avançarem, os forçando a ficarem dentro das carruagens cobertas. A manhã trouxe o sol, porém também trouxe o grito de dor de Judith. Ao se aproximarem, a encontraram caída, rolando pelo chão, segurando o tornozelo.
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Uma cobra… - conseguiu dizer.
A sacerdotisa nada poderia fazer sobre veneno, não com suas magias, pelo menos. Poderia administrar uma erva no ferimento, entretanto, com seus conhecimentos mais mundanos. Nenhum deles ali saberia encontrar a erva, fosse porque não a conheciam, fosse porque não sabiam se guiar na floresta. Bem, ela também não sabia, mas conhecia o que precisava encontrar, por isso saíra atrás da erva. Para sua alegria, a avistara, não muito tempo depois de começar a busca. Apanhou o necessário e retornou… Porém, nenhum de seus companheiros estavam presentes, o acampamento estava deserto, exceto por uma moça de aparência dura e cabelos curtos. Tinha porte de algum tipo de guerreiro e claro, estava ferida.

***

Rhaysa não se lembrava ao certo há estava naquela jornada ingrata. A busca por vingança era um processo lento e as informações sobre irmã, uma busca difícil. Enfrentou as intempéries do mundo, chuva e frio até o calor escaldante de alguns dias. Atravessou reinos, até mesmo passo por uma parte de Yuden. Lidou com monstros e homens (alguns piores que monstros) e conseguiu uma pista.

Roanna estava envolvida em alguma coisa. O que? Não saberia dizer, mas depois de pressionar algumas pessoas e quase morrer no processo, conseguira uma nome, Hainrich Himmer. Tudo que sabia sobre ele, entretanto, era que era um oficial de Yuden e que, claro, havia enviado unidade de soldados para Sambúrdia, ao norte, onde não havia absolutamente nada de especial… Ou era ao menos o que os mapas diziam.

Adentrou nas florestas de Sambúrdia com a única pista que tinha, encontrar uma unidade de soldados yudenianos. Com certeza eles se destacavam na paisagem. Pisou em algumas poças d’água, afinal houvera uma tempestade na noite anterior, que ela evitara ao encontrar uma caverna a tempo.

Rhaysa não era boa em seguir rastros, muito menos depois da chuva, então tudo que via era mato e lama… Virou-se depressa quando percebeu o aproximar das criaturas. Três lobos negros saltaram dos arbustos. Uma bocarra se fechou em seu braço, outra em sua perna. A cavaleira arcana materializou uma arma, cortou dois deles, mas errou o terceiro. Viu mais dez se aproximarem, não teria chance, correu pela floresta.

Seu porte físico lhe garantiu uma boa fuga, apesar dos seus perseguidores, que não conseguiram lhe ferir mais. Seu pé escorregou entretanto num barranco e seu corpo rolou para frente. Bateu o ombro e ralou a mão, porém conseguiu efetuar uma cambalhota e se colocar de pé a tempo, antes de maiores danos. Olhou para cima, a matilha não iria mais lhe perseguir.

Mancou por entre as árvores, havia uma clareira ali perto, um acampamento… Algumas carroças cobertas, porém totalmente deserto. A fogueira tinha uma panela, esquentando um ensopado, então deveria haver pessoas por perto. Virou-se depressa quando percebeu a aproximação, era uma moça, de hábitos de clérigo e sandálias, segurando uma erva azul.
Rhaysa sofreu 14 pontos de dano; Eleonor obteve uma erva azul. A erva pode ser administrada (Cura, CD 15) a alguém envenenado, ela dá o direito de um novo teste de resistência com bônus de +4
Notas do Mestre:

As atualizações (com exceção desta) serão todas as Terças e Quintas, com combates tendo prazos de 24 horas. Poderá haver atualizações em finais de semana, em combates ou caso todos tenham postado e eu tenha tempo livre. Quando não houver posts, o personagem em questão irá se tornar um NPC. Adotaremos o uso de Pontos de Frequência (solicite seu pdf no grupo) para controlar postagens e dar vantagens para aqueles que se manterem presentes e ativos. Claro, ninguém nunca será punido e estamos sempre abertos a conversas.

***

Podem postar, sempre estarei no Telegram para eventuais dúvidas. Quem estiver em interação com NPC's, iremos resolver pelo Telegram e o jogador poderá incluir a resolução em seu post.

Fichas & Status

Eleanor Enly <> PV's 26/26;CA 16/16; PM's 12/12; PE 0/0; PA 1; PF 1 <> Condições:
Magias Preparadas:
Rhaysa Maedocl <> PV's 16/30; CA 14/14; PM's 10/10; PE 3/3; PA 1; PF 1 <> Condições:
Langenmesser 06 <> PV's 27/27; CA 16/16; PM's 0/0; PE 0/0; PA 1; PF 1 <> Condições:
Fenrir <> PV's 36/36; CA 16/16/17; PM's 0/0; PE 0/0; PA 1; PF 1 <> Condições: -2 em Constituição.
Ugtuk <> PV's 31/31; CA 17/17; PM's 11/11 ; PE 0/0; PA 1 ; PF 1 <> Condições:
Magias Preparadas:
Personagens em Pbfs:
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Aldenor
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Re: CdEF - A Lenda dos Viajantes

Mensagem por Aldenor » 27 Mar 2019, 18:26

Viajar pelo Reinado era complicado. Era fácil se enganar ao achar que o Império de Tauron era pior com o assédio dos minotauros em busca de escravos. O território deles era geralmente bem pavimentado e suas tropas nem tão frequentes assim para cobrir todo o território. O Reinado era pior, muito pior.

Rhaysa sentia a cabeça girar, os olhos doíam à luminosidade vinda da porta escancarada da taverna. Seu rosto estava inchado, com um olho roxo, o sangue seco grudado no nariz e na boca. Ela passou a língua na boca e sorriu ao perceber que não perdera nenhum dente pelo menos.

Se levantar era doloroso para seu corpo todo moído, então se arrastou até a porta. O chão de madeira da taverna estava úmido, grudento. Rhaysa desviou dos restos de madeira de uma cadeira e de um corpo estendido. Ao achar sua mochila jogada num canto, encontrou também sua corda e seu odre jogado próximo. Então, ela percebeu que era hora de levantar. Apoiando-se numa mesa virada, se colocou sobre as pernas. Respirou fundo e sorriu de novo ao perceber que nenhum osso quebrara.

"Dia de sorte, garota" pensou antes de mancar para fora da taverna. Antes, deu uma boa olhada para o ambiente, vendo pelo menos uma dúzia de homens desmaiados, cadeiras e mesas quebradas. O taverneiro havia sumido na noite anterior.
Rhaysa
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Eu sei que está atrás do balcão, seu verme imundo. Sei que foi você quem chamou esses canalhas. A destruição da sua taverna é culpa só sua.
Um homenzinho brotou atrás do balcão, revelando apenas os olhos e o topo da cabeça careca. Rhaysa rosnou e ele voltou a se esconder como um rato. A guerreira riu alto e saiu dali conferindo os seus pertences. As granadas estavam ali, bem como os elixires.

O Reinado tinha muitos bandidos soltos, muitas estradas descuidadas sob a responsabilidade de lordes preguiçosos ou mesquinhos. Não havia minotauros escravizadores, mas havia yudenianos. Um povo que não escravizava humanos, mas era hostil com qualquer outro tipo de gente. Eles eram, na opinião de Rhaysa, pior que os minotauros.

E havia, claro, sua mãe.
Rhaysa
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Ei, você. Para que lado fica o leste?
Um garoto de cabelos raspados, olhos azuis e expressão feroz rosnou algo para ela. Rhaysa devolveu o rosnado ainda mais ameaçador e conseguiu finalmente uma direção. Roubou um cavalo e partiu daquele lixo imundo yudeniano.

***

Rhaysa viajava soturna. Havia arriscado sua vida, mas conseguira o que queria, pelo menos. Um nome.
Rhaysa
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Hainrich Himmer.
Ela repetia o nome pelo menos umas dez vezes ao dia para conseguir gravar em sua memória. Era o nome mais importante de sua vida no momento. Aquele nome que poderia levá-la à sua mãe. "Lady" Roanna Ackermann não perdia por esperar.

Quando rodeou uma montanha rochosa cheia de declives, percebeu que deveria abandonar o cavalo. Contornar ali faria com que perdesse dias e sua comida acabaria rapidamente. Sem saber caçar muito bem, ela preferiu não arriscar. Então, o cavalo roubado foi deixado pra trás e ela mergulhou no horizonte rochoso.

Em algum ponto avistou um templo de Keenn no alto de um cume e percebeu que ainda estava em Yuden. Suspirou tentando buscar uma alternativa e torceu para não ser vista. O templo, entretanto, lembrou-a de sua irmã Sheyla. A irmã que nunca conhecera por causa de sua mãe. A irmã que hoje era uma sacerdotisa guerreira de Keenn e, provavelmente, uma pessoa horrível e cruel. Por causa de sua mãe.

Rhaysa tentava manter a vingança contra sua mãe fresca na mente, mas não se permitia consumir-se por ela. "A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena" já diria um famoso ladino com problemas de dívidas. A vingança era um bom combustível, mas se deixasse levar pelo ódio que tinha por sua mãe, não conseguiria viver. Rhaysa queria viver, acima de tudo, mas precisava punir Lady Roanna. Afinal, como disse um marujo há algum tempo, "a vingança é um prato melhor servido frio."

Pensar em Sheyla lhe trouxe a Hainrich Himmer. Ele era um oficial de uma unidade yudeniana invadindo Sambúrdia. Só esse fato não era coisa boa em si, mas Rhaysa não ligava. Estava mergulhada nisso por motivos pessoais. Ele tinha ligações com sua mãe, por isso talvez soubesse o paradeiro de sua irmã. Mas, ao ver o templo de Keenn naquela montanha, ficou receosa. Será que queria mesmo encontrar sua irmã? O que faria se a encontrasse?
Rhaysa
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Convidaria para uma cerveja.
Disse sozinha, imaginando o sabor da bebida e um encontro familiar agradável em alguma taverna de luxo em Valkaria ou Villent. Rhaysa havia alcançado o outro lado das montanhas e via a massa florestal que, daqui algumas semanas, se tornaria Sambúrdia.

***

O Celeiro de Arton a recebeu com mosquitos, umidade e lobos sedentos por sangue. Logo uma matilha ameaçava sua vida e ela teve que fugir. Correu e escorregou numa arribanceira. Se levantou com a cabeça girando e demorou algum tempo para recuperar o equilíbrio antes de se levantar. Viu carroças cobertas em um acampamento. Vazio. Havia uma panela no fogo.

Então, um galho se partiu e Rhaysa se virou repentinamente, apontando sua espada de lâmina negra, feita de obsidiana. Era uma mulher em hábitos sacerdotais, portando uma erva azulada na mão. Dificilmente era uma ameaça. Relaxou os ombros e baixou a arma.
Rhaysa
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Moça, você faz parte deste acampamento? Onde estão as pessoas?
Seu tom de voz era duro, mas não agressivo. Rhaysa vestia uma couraça de aço que protegia o peitoral e braceletes também de aço. Tinha uma saia simples sob um saiote de malha de anéis metálicos. Nas mãos, a espada de lâmina longa e reta, mas de metal negro, quase como vidro.
Zaubers em uso:
Básicos: Couraça e presa da serpente (ambas obra-prima).

Zauberes preparados:
1º - Presa da serpente +1 (1 PM), camisão de cota de malha +1 x2 (2 PM), arco composto +1 (1 PM); 2º - Presa da serpente afiada +1 x3 (6 PM)
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RoenMidnight
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Registrado em: 28 Jan 2014, 12:39

Re: CdEF - A Lenda dos Viajantes

Mensagem por RoenMidnight » 27 Mar 2019, 21:49

A principio pensou que a viagem até o reinado seria fácil. Na verdade, estava bem otimista, estava acompanhado de seus irmãos e achou que todos voltariam logo. Infelizmente isso se mostrou inverdade antes de se quer passarem pelo ístmo. Ugbok, Ugrok, Ugsok, Ugbik, Ugbing, Ugdig, Ugsook, Ugbrook, Ugjoog, Ugjooj, Ugtek e Pidoro caíram antes mesmo de alcançarem metade do caminho. Esperava que tivessem sobrevivido e logo continuassem a missão.

A cada queda um pedaço do coração de Ugtuk se partira, mas o pior estava para acontecer quando chegaram a asquerosa cidade de Khalifor. Ugugtuk, Ugdug e Ugblook foram comidos por lobos antes que pudessem adentrar a cidade. Se sentia mal por Ugtok que havia tido usa cabeça comida por uma criatura louva-deus em Khalifor, e Ugtik que tinha sido deixado levar pelas promessas de amor de um halfling. Odiava Khalifor antes de ter passado por lá, e agora odiava ainda mais.

Sobravam apenas Ugbak e Ugtak. Infelizmente o que aconteceu em seguida foi o golpe final. Foram pegos em uma tempestade. Viu o balão de Ugtak ser atingido por um relampago e o balão de Ugbak foi soprado em direção ao seu. A ultima coisa que se lembrava era de estar rolando e a escuridão.

Acordou com um pardal bicando o seu nariz. Afastou o pássaro com a mão. Se levantou com a dor se alastrando pelo o seu corpo, respirou fundo, se sentiu sortudo por não ter partido o pescoço na queda...

O balão se encontrava em uma árvore. Soltou um suspiro. Destruído. Teria que juntar recursos e principalmente, saber onde estava. Não esperava ser bem recebido em qualquer lugar.

Ouviu um barulho.

Havia algo entre as árvores.

Estreitou os olhos e viu um conjunto de casas. Aparentemente um vilarejo.

Olhou novamente para o balão, sua mente funcionou rápido. Sabia o que precisava para novamente voltar aos céus.

Puxou o ar uma vez. Puxou o ar duas vezes. Puxou o ar três vezes.

Se misturou em meio as folhagens e começou a correr na direção do vilarejo. Procurava observar tudo a distância, os costumes das pessoas, seus horários. Precisava de recursos para o seu balão. Apenas o suficiente concertar os buracos no cesto e as cordas.

Escalou uma árvore e ficou a uma certa distância prestando a atenção nas pessoas.
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DragonKing
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Re: CdEF - A Lenda dos Viajantes

Mensagem por DragonKing » 28 Mar 2019, 08:56

Fugir! Fugir dos que lhe querem mal, fugir de um lugar ruim, fugir da realidade, esta parte da minha vida resumia apenas em fugir, porém por mais que a fuga estivesse presente eu não permitiria que ela afetasse a parte principal da minha vida simples, ajudar aqueles que precisam, dessa responsabilidade eu nunca irei fugir.

Depois de passar quase que a vida toda sob a proteção do templo, enfrentar o mundo e seus perigos era um desafio amedrontador, contudo eu ppssuia a proteção de Lena que me mantém longe daqueles que pretendem me machucar. Haviam monstros demais nos ermos porém também haviam monstros nas civilizações e não podíamos desviar nossa atenção destes.

Por todos os lugares que passava enfrentava a dura realidade dos conflitos e como as pessoas tinham facilidade em iniciá-los por motivos torpes que poderiam ser resolvidos com uma conversa amigável e nisso eu era boa, apesar de nem sempre ter sucesso. Eu não me permitia lutar, para mim no momento que uma arma era desembainhada já se fazia a derrota pois assim era sabido que a verdadeira vitória era aquela vencida sem batalha.

De todos oa conflitos que passei aquele foi o que me garantiu não só segurança na minha peregrinação, mas como também amizades que eu lembraria enquanto Lena permitisse minha existência no mundo.

Eu havia observado o grupo circense intinerante antes de tudo se iniciar como uma faisca na palha seca. De fato eu não lembro exatamente como aquela briga começou, mas não podia ver aquilo sem fazer nada e intervi de forma que, mesmo nenhum dos ladoa ganhando a discussão, foi suficiente para evitar prisões e , no pior, sangue nas ruas.

Em gratidão eles me convidaram a acomonhá-los e assim o fiz por semanas, era um grupo de pessoas muito diferentes umas das outras, com passados complicados assim como o meu, mas que o amor que tinham a arte se mantinham unidos mesmo sabendo que o mundo estava mudando e nem todos apreciavam mais aquele tipo de arte. O amor superava tudo e os mantinha unidos e fortes.

Acordei cedo naquele dia após a tempestade, os raios de sol ainda eram tímidos quando me ajoelhei e rezei a dama da lua pedindo sua graça e proteção. Recebi seus milagres com gratidão e amor e deixei a pequena tenda de lona e contemplar o ar das primeiras horas da manhã e pelo visto eu não tinha sido a única, havia um cheiro bom de comida e Barnabé e Manoel determinavam, meio que sem chegarem a um consenso, se estavam no caminho certo.

Mas a calmaria da manhã foi interrompida por um grito de pavor vindo de onde Judith se encontrava, ela estava no chão, se debatendo com as mãos no joelho, ela havia sido picada por uma cobra e imediatamente me coloquei a ajudá-la.
Imagem— Barnabé me dê um cinto e procure pela cobra, Manoel me traga minha bolsa e água quente.
Eu não possuia milagres para tratar venenos e aquilo me fazia me sentir um tanto quanto impotente, contudo eu possuía meus conhecimentos e sabia como proceder naquele momento. Com o cinto eu faço um torniquete para impedir que o veveno se espalhe, mas não havia antídotos, teria que encontrar algo que pudesse pelo menos retardar o envenenamento.
Imagem— Fiquem aqui com ela! Eu irei até a floresta buscar algumas ervas medicinais.
De imediato segui para a mata ao redor, não demorou muito para que eu avistasse a coloração azulada em ao verde, agradeci Lena por mais essa bênção e coletei o máximo que pude me desculpando com a natureza por lhe retirar parte de sua vida. Ao retornar, porém, notei algo estranho não ouvia mais os gritos de Judith e o acampamento parecia abandonado.
Imagem— Que estranho...
Então ouviu jma voz, dei um passo para trás quase perdendo o equilíbrio. Era uma mulher de face sisuda e voz firme, ela apontava sua arma em minha direção e eu apenas me mantive parada enquanto ela a abaixava mostrando não querer conflito, o que me deixou aliviada. Ela era uma guerreira, aparentemente, uma viajante ou aventureira e estava ferida.
Imagem— De fato sou...Há outras pessoas no acampamento...Ou haviam... Você está sangrando...Deixe-me amenizar seu sofrimento.
Me aproximei sem medo da mulher, ainda atenta ao acampamento segurei meu símbolo sagrado com uma mão e com a outra toquei gentilmente o local onde a mulher havia se ferido.
Imagem— Mãe da vida, com amor te peço, cure os ferimentos desta mulher e amenize seu sofrimento
Uma luz esverdeada e dourada emana da minha mão, amava sentir aquele calor emanando, era como se sentisse o abraço da propria deusa e sempre fazia aquilo com um sorriso no rosto.
Imagem— Pronto, acredito que isso deva ajudar. Me chamo Eleanor, adoraria conversar agora, mas há uma pessoa necessitando de cuidados imediatos...Pode me acompanhar se quiser, somos pessoas boas.
Caminhei na frente e segui apressada para o local onde Judith estava ainda me questionando a razão de tudo estar tão quieto.
Magias Preparadas: 4 Curar Ferimentos Leves, 1 Emanação de Paz, 2 Curar Ferimentos Moderados, 2 Restauração Menor.
Eleanor usou Curar Ferimentos Leves em Rayssa. Resultado: 16pvs

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Aldenor
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Re: CdEF - A Lenda dos Viajantes

Mensagem por Aldenor » 28 Mar 2019, 15:30

A mulher parecia perdida, coitada. Aproximou-se com seu medalhão com o símbolo de Lena para curá-la voluntariamente. E nem a conhecia direito. Rhaysa deixou-se tocar e deu um sorriso matreiro.
Rhaysa
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Ora, Eleanor, você sempre fornece seus milagres divinos a qualquer estranho?
Sua espada de lâmina negra ergueu-se rápida até o pescoço da donzela.
Rhaysa
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Se eu quisesse, sua vida seria minha aqui e agora. Felizmente, você teve sorte hoje.
Sua espada se recolheu de novo, mas ainda em sua mão.

A tal Eleanor saiu em busca dos amigos desaparecidos. Rhaysa andou logo atrás, mas atenta aos arredores.
Rhaysa
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Não fique tão exposta, sacerdotisa.
Disse a mulher que não se apresentara ainda.
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Maggot
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Re: CdEF - A Lenda dos Viajantes

Mensagem por Maggot » 29 Mar 2019, 16:10

- Acorde desgraçado. - 06 rosnou. Se aproximou do rosto do inimigo, o algemando e impedindo que movesse as mãos. - Não acabei com você ainda.

O yudeniano pegou um pouco de seu cantil e jogou água sobre o rosto do inimigo. Ele precisava de respostas. Estava perseguindo aquele grupo, e havia caído em um ataque deles. Que nem uma criança. Mas fora bom, pois agora tinha um refém. A máscara cobria seu rosto, então ele podia encarar o outro de perto. Se ele não acordasse imediatamente, iria despir o homem. Sem armas. Completamente nu. Algemado. Ele iria falar.


Eles sempre falavam.
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- Six shots...
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Gwyn
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Re: CdEF - A Lenda dos Viajantes

Mensagem por Gwyn » 01 Abr 2019, 10:11

Fenrir estava com muita fome. Seu arco reforçado, corda preservada para não se romper, usava botas e capa para viagem mas...

- Maldição! Como pude esquecer de comprar comida?! - o arqueiro reclamava consigo mesmo.

Por vários dias o arqueiro vagou perdido, fugindo de monstros e bandidos. Comendo animais pequenos e magros quando os conseguia caçar.chegando finalmente onde tinha civilização foi recebido por um senhor que falou sobre o lorde das brumas.

- Eu não sei quem é o lorde das Brumas, quem é ele? - RONC! o estômago de Fenrir protestava mais que um terremoto - o senhor teria alguma comida para me vender? Estou faminto!

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John Lessard
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Re: CdEF - A Lenda dos Viajantes

Mensagem por John Lessard » 02 Abr 2019, 07:17

Parte 1 | Lendas

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Eleanor e Rhaysa

A afiada cavaleira arcana via suas feridas serem fechadas por completo com os milagres de Eleanor, porém indagava a outra sobre distribuir magias de cura assim, para qualquer um, sem perguntar muito sobre. A mulher ainda encostou sua lâmina na garganta da boa samaritana, para provar seu ponto. A outra então saiu, procurando pelos demais.

Mas não havia mais ninguém ali.

Ambas, entretanto, perceberam alguns detalhes ao redor. Uma caneca de latão caída, derramando o leite que continha. Mais perto de onde Judith estava, três singelas gotas de um líquido rubro. Com certeza sangue.


Zero Meia

Apesar dos tapas, da água no rosto, Zero Meia começava a acreditar que deveria ter matado aquele soldado. Não conseguia achar seu pulso, o que reforçava sua convicção para tal. O homem usava uma cota de malha, espada longa e escudo de metal, e trazia uma mochila com itens comuns de campanha. Era inútil agora.

Olhou em volta, para o ambiente no qual fora obrigado a chegar. Havia uma montanha que crescia acima das árvore. Em sua frente, um novo barranco. Lá embaixo pôde distinguir uma espécie de pequena horta, uma cerca e o pedaço do que poderia ser uma casinha de madeira.


Ugtuk

Ugtuk olhou ao redor e viu uma árvore bastante atrativa. Apanhou seu arpéu, amarrou a ponta de uma corda e o lançou, conseguindo escalar sem problemas. Se empoleirou num galho e semicerrou os olhos para observar.

Haviam humanos, claro. Um número considerável deles, andando de um lado para outro. Pareciam pessoas simples, não conseguia ver nenhum armado ou com algo do tipo. Muitas casas de madeira (?), não saberia dizer ao certo. Uma construção que parecia uma daquelas casas, porém mais comprida e uma mais alta, dois andares, de pedra e madeira.

Do outro lado do lugarejo, seu olhar recaiu num sujeito meio abatido, esse sim estava armado, trazia flechas numa aljava e carregava um arco. Conversava com um velho.


Fenrir

O velho olhou profundamente para o arqueiro.
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- Lorde das Brumas é um mar antigo que agora retornou para roubar nossas alma, estar desaparecendo com as pessoa porco a porco, as levando para seu covil na floresta. - num instante ele ficou menos sombrio - Não tenho comida para vender, mas pode achar no armazém do Rupert ou na Estalagem da Lança Querbrada.
Ele falava e apontava. O armazém era uma espécie de casa como as demais, feita de madeira, porém mais comprida, e com uma carroça repleta de barris estacionado bem em frente. A estalagem era uma construção maior, no centro da vila, feita de madeira, porém com sua base construída por pedras encaixadas.
Notas do Mestre:

Todos recebem +2 PF's.

***

Próxima atualização 04/04.

Fichas & Status

Eleanor Enly <> PV's 26/26;CA 16/16; PM's 0/12; PE 0/0; PA 1; PF 3 <> Condições:
Magias Preparadas: curar ferimentos leves x3, emanação de paz, curar ferimentos moderados x2, Restauração Menor x2.
Rhaysa Maedocl <> PV's 30/30; CA 14/14; PM's 0/10; PE 3/3; PA 1; PF 3 <> Condições:
Zauberes Preparados: 1º - Presa da serpente +1 (1 PM), camisão de cota de malha +1 x2 (2 PM), arco composto +1 (1 PM); 2º - Presa da serpente afiada +1 x3 (6 PM).
Langenmesser 06 <> PV's 27/27; CA 16/16; PM's 0/0; PE 0/0; PA 1; PF 3 <> Condições:
Fenrir <> PV's 36/36; CA 16/16/17; PM's 0/0; PE 0/0; PA 1; PF 3 <> Condições: -2 em Constituição.
Ugtuk <> PV's 31/31; CA 17/17; PM's 11/11 ; PE 0/0; PA 1 ; PF 3 <> Condições:
Magias Preparadas:
Personagens em Pbfs:
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Aldenor
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Re: CdEF - A Lenda dos Viajantes

Mensagem por Aldenor » 02 Abr 2019, 20:56

Rhaysa olhava para a caneca e três gotas de sangue em um canto.
Rhaysa
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Não sou nenhuma detetive de Tanna-Toh, mas parece que seu bando foi atacado com rapidez e silêncio...
Rhaysa olhou para cima procurando alguma pista nos galhos mais altos das árvores. Não custava nada tentar.

Depois passou a observar a caneca com mais atenção. Desenluvando a mão, colocou o mindinho para saber se ainda estava quente. Morno. Ela suspirou.
Rhaysa
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Olha, já que você me curou com tamanha bondade e subserviência, eu vou te ajudar. Mesmo que você não queira. E será de graça. Mas eu sou uma guerreira e sei alguns truques mágicos. Não sei rastrear. Por acaso sua deusa pode ajudar nisso?
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RoenMidnight
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Re: CdEF - A Lenda dos Viajantes

Mensagem por RoenMidnight » 03 Abr 2019, 12:05

Ugtuk observava os preguiçosos ug'atz em suas vidas lentas. Não entendia como podiam ser tão passíveis em suas casas paradas, tinha tanto a ser constrúido, tanto a ser feito. Olhou para trás para onde seu balão havia caído e saltou da árvore deixando as mãos frearem a queda enquanto segurava na corda que o havia içado até ali.
Sentou no chão e começou a tirar potes, e pergaminhos enrolados em peles de animais. Se encostou na árvore procurando uma posição que ninguém pudesse o ver e começou a revirar os pergaminhos e organiza-los em sua frente. Começava a escolher os truques que precisaria fazer para driblar os humanos, sabia que eram selvagens que guardavam coisas úteis e as
davam apenas em troca de metal e que sua presença ali provavelmente criaria terror. Tinha que ser safo.

Respirou fundo. Se lembrou de Ugbak e Ugtak e de todos os seus outros irmãos... esperava que alguns tivessem ficado vivos.

Começou a ler ao mesmo tempo dois, três, quatro, cinco ou o suficiente para que um goblim pudesse ter magias para despistar a vista de um ug'atz preguiçoso.
Prepara magias: 2x Leque Cromático, 1x Recuo Acelerado, 1x Armadura Arcana, 1x Cerrar Portas;
Me pague um café pelo o PicPay: @RoenMidnight
Grimório TRPG
=====Homebrew=====
Paladino Rework
Sectário do Crepúsculo

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PBF - Sangue e Desonra: Tsuru[TRPG]

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