PRÓLOGO-A MALDIÇÃO DA MORTE(FECHADO)

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DragonKing
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PRÓLOGO-A MALDIÇÃO DA MORTE(FECHADO)

Mensagem por DragonKing » 27 Abr 2018, 19:42

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A MALDIÇÃO DA MORTE
Parte 1- A morte de uma amiga.

Pelo Caminho da Costa, algumas milhas rio a cima ao longo do rio Chionthar da Costa da Espada, surge imponente a maior cidade da costa: Baldur’s Gate. Conhecida também apenas por Gate, é o lar de dezenas de milhares, a cidade portuária possui solo pobre para o cultivo, mas possui uma baia protegida, perfeita para evitar a fúria das marés que atingem a costa fazendo dela uma localização ideal para o comércio ao oeste da Costa da Espada, através do rio e subindo e descendo a costa. Baldur’s Gate é um lugar de comercio e a cidade se alegra do grande sucesso em transformar as moedas de outros poderes em suas próprias moedas.

A cidade era famosa por varias razões e a maioria delas não eram gloriosas. Baldur's Gate foi cenário de uma das mais assustadores eventos de Faerûn, a ressurreição de Bhaal, mas para vocês a cidade possuía algo de especial, na verdade alguém. Em um bairro simples, em uma casa simples com uma pequena chaminé que sempre estava expelindo fuligem no ar, morava Dagna Lutgerr uma anã de cabelos avermelhados característicos de sua linhagem dos anões das montanhas. Outrora Dagna era uma famosa aventureira local e lutava a favor do povo humilde desafiando tiranos e corruptos que os maltratavam, mesmo jovem para os padrões da sua raça Dagna possuía a fama de muitos heróis que já pisaram na cidade.

Dagna não era um ser imortal de lendas antigas ou abençoada pelo deuses, o destino escolheu por um fim na historia da anã querida pelo povo. Uma estranha doença a acometeu reduzindo suas forças rapidamente, temente de que seu tempo naquele plano estava cada vez mais próximo do fim, ela tinha um último desejo, rever seus antigos amigos que a trouxeram de volta a vida tempos atrás e dar o último adeus, assim se fez. Vocês receberam a mensagem com assombro e pesar, não mediram forças para rever a tão querida amiga, seus corações de aventureiros ainda possuíam a esperança de que Dagna pudesse ser ressuscitada novamente e abrisse os olhos depois de um longo descanso, porém nenhum clérigo ou paladino conseguiu conter a doença, nenhum curandeiro de hoje ou de tempos passados seria capaz de trazê-la a vida, os clérigos sabiam, ela havia sido amaldiçoada por um poder além das suas capacidades.
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Era um dia quente em Baldur’s Gate quando vocês colocaram Dagna para descansar, a morte veio rápido, um dia ela estava ali no outro simplesmente foi embora. Uma multidão esperava do lado de fora da casa a fatídica notícia, todos caiam em prantos e os mais fortes consolavam aqueles que sucumbiam a dor. O cortejo fúnebre seguiu para um pequeno santuário , o clérigo recitava os cânticos e proferia palavras sagradas pedindo que a alma da anã permanecesse segura. Dagna estava deitada, serena e coberta por um pano de renda branca, a sua volta varias rochas de cores variadas, flores e presentes singelos daqueles que a admiravam e repousando em seu peito a Ironsmasher, seu martelo.

-Lathander já segue para o seu descanso, este deve ser o momento de homenagear Dagna pelos seus feitos, ela queria que estivessem aqui e vocês são as pessoas que a conheciam melhor que qualquer um de nós. -O clérigo se dirigia a vocês em um tom calmo, pacifico e preenchido por condolência.-A melhor forma de elogia-la é compartilhando uma memória que representa o espírito que nossa querida heroina possuía.

O povo estava em volta, um silêncio quebrado apenas pelo choro, eles os encaram aguardando suas palavra , era o momento de falar para o povo, mas não apenas para eles vocês sabiam que aquele momento era o verdadeiro adeus, as últimas palavras. Memorias, agora, eram as únicas coisas que mantinha Dagna presente no coração de vocês, seriam palavras que falariam não só por vocês mesmo, mas também por todos que estavam ali presentes.

Este é o momento de vocês. Em suas ações compartilhem uma memória do tempo em que vocês tiveram junto a Dagna. Essa memória pode ser triste, alegre, heróica ou cômica. A escolha é exclusivamente de vocês. Ela também pode ser longa ou curta não faz diferença . As memórias mais criativas e bem desenvolvidas receberão 1 ponto de inspiração. Então caprichem.
Editado pela última vez por DragonKing em 07 Jul 2018, 19:41, em um total de 2 vezes.

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Lord Seph
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Re: PRÓLOGO-A MALDIÇÃO DA MORTE

Mensagem por Lord Seph » 27 Abr 2018, 22:18

Yevon não se chocou com o fim da única pessoa que sabia mais sobre ele. A sua morte não foi natural, não foi algo que sua Dama esperava, mas não era o momento. Deixaria suas dúvidas e receios para depois. Agora tinha que se despedir de Dagna.

Yevon se mostrou diante de todos sem se importar com os olhares e palavras.

- Eu conheci Dagna quando estava em uma compania mercenária, apesar de na época ser posto como chefe de batedores, obviamente ninguém levava muita fé, exceto Dagna. Ela realmente acreditava em mim apesar de tudo e por isso nunca deixei de ajudá-la.

Yevon suspira, ele estava acostumado com o fim, mas o fim de pessoas próximas era ainda mais difícil.

- Meu pequeno grupo adorava Dagna e eu a via como uma irmã amorosa, e eu agradeço a ela por ter me salvado quando meu grupo pereceu em um combate.

"E eu morri". Pensou Yevon.

- Eu quero lembrar dela não com a tristeza por sua morte, mas com a alegria de ver seu sorriso ao ver meus antigos companheiros gratos por sua presensa. Pelo seu sorriso ao me ver ainda vivo apesar de todos os demais terem perecido. Por isso peço que se lembrem de seu sorriso que trazia vida a todos ao nosso redor, e vejam sua morte não como um fim, mas um novo começo no pós vida onde serão todos agraciados com sua presença.

Yevon se recolhe depois de falar, sentia seu corpo pesado, e desejava ouvir a voz de sua amada o consolando naquele momento.

"A morte não é o fim, e eu trarei a morte ao responsável por isso".

Yevon falou para si mesmo em pensamentos.
Melhor queimar do que apagar aos poucos.
-Neil Young.
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Aldenor
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Re: PRÓLOGO-A MALDIÇÃO DA MORTE

Mensagem por Aldenor » 28 Abr 2018, 02:31

Um corvo geralmente trazia notícias de mau agouro.

Alandyr amassou o pequeno papiro e o atirou no fogo da lareira. Os homens do comboio olhavam curiosos, dentro de seus pesados casacos. As palavras de Dagna ecoavam em sua mente remontando memórias de muito tempo atrás, quando ele tinha aquela idade indefinida entre criança e adulto. Ela era uma anã que não se furtava da boa bebida e gostava de contar vantagens sobre as competições de resistência que vencera quando mais moça. Era ruiva como ele e talvez por isso o rapaz havia gostado dela à primeira vista. Ou talvez pelo fato de enfrentar guardas corruptos da Cidade Baixa.

Alandyr jogou suas moedas na mesa e partiu sem dizer uma palavra. Não se sentia membro daquela associação de viajantes, um grupo disposto a vender sua espada para escoltar mercadores a curtas e médias distâncias. Alandyr queria mais, queria partir para cada vez mais longe. Conhecer Águas Profundas, visitar as florestas místicas da Terra dos Vales ou mesmo conhecer o reino dos Cavaleiros do Dragão Púrpura de Cormyr. Navegar pelo Mar Prateado também não estava fora de seus planos.

Porém, a companhia era modesta e pouco ambiciosa. Ironicamente, a morte de sua amiga dos tempos de rebeldia o fizeram largar sua associação e retornar para casa. O que o cavaleiro estava pensando?

Sir Charles Blanc ergueu uma sobrancelha e isso foi o máximo que conseguiu arrancar de emoção do velho cavaleiro. Alandyr o abraçou e quis chorar, mas já era um homem adulto, um aventureiro e deveria saber se cuidar, portanto não quis mostrar aquele traço de vulnerabilidade. O enterro, como era de se esperar, ocorreu rodeado de muitas pessoas, todas elas ajudadas por Dagna durante os sombrios tempos do ataque da guarda corrupta mancomunada com a famigerada Guilda. Alandyr lembrava como se fosse ontem quando pegou em uma espada e quando matou um homem pela primeira vez. Não foi seu tutor quem lhe dedicou palavras de consolo, mas Dagna que ao vê-lo atordoado com o sangue das mãos, ofereceu sua sabedoria.

Alandyr viera a matar novamente, mas cada vez mais sentia menos remorsos e foi Dagna quem o alertou para não tornar sua alma insensível ao sofrimento dos outros, mesmo das mais cruéis criaturas.

O clérigo chamou algumas pessoas para falar por Dagna e havia muito a ser dito. Primeiro, a criatura tiefling que dedicou algumas palavras. Alandyr sentiu-se compelido a falar, embora não fosse bom com despedidas longas.
Alandyr
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Eu sou o Alandyr...
Interrompeu-se rapidamente. Alandyr as vezes esquecia. Recomeçou em seguida.
Alandyr
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... Eu conheci Dagna quando era um menino, há alguns anos... naquela época em que todos aqui da Cidade Baixa podem lembrar bem, quando sofremos com a opressão dos guardas. Eu fui um dos muitos que ergueram a voz para enfrentá-los e a pegar em armas, mas foi Dagna quem conseguiu com mais eficiência unir os focos de resistência espalhados por nossa cidade. Foi Dagna quem me incentivou a continuar a lutar pelo que acreditava e combater os corruptos com minhas mãos. Se nós hoje somos livres aqui é por causa dela. Que agora ela encontre seu descanso eterno ao lado dos deuses... e que continua servindo de inspiração a nós que ficamos.
Havia tanto a ser dito, mas Alandyr não se sentia com vontade de fazer firula ao povo. Fora objetivo no que considerava mais importante a ser lembrado em Dagna: a luta pela liberdade contra a opressão.
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Toyoda
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Re: PRÓLOGO-A MALDIÇÃO DA MORTE

Mensagem por Toyoda » 28 Abr 2018, 10:24

Ali estava. Um funeral.

Muita gente importante a Callamarys morrera durante sua vida. Ela muitas vezes até se considerava amaldiçoado por isso.
Mas poucas dessas pessoas tiveram a chance oficial de um funeral.
Vários tiveram o tumulo de sal como destino, que estejam com Umberlee. Outros dependurados como exemplos em cidades, ou simplesmente jogados em valas comunitárias.

Kelemvor era dito como justo. Callamarys não conseguia concordar com isso. Por que seria justo levar os pais de uma criança recém-nascida? Ou Levar a vida da sua cuidadora que mal podia se lembrar do rosto nesses tempos? Talvez Thoradin merecesse, mas nesse caso ele próprio também o merecia. Ele não acreditava que aquilo pudesse ser algo justo.

A cada morte se lembrava de Thoradin. E um misto de tristeza e raiva tomava-o todas as vezes.

Viu que Yevon e Alandyr já se prontificaram a falar.

Pois bem, se todos os cinco falariam, por que adiar?

Callamarys
-Dagna, tão jovem, não vivera nem um terço de sua longa vida anã. Que Kelemvor leve sua alma a um bom circulo, o que certamente acontecerá, pois era uma pessoa de tão bom coração como não vi igual. Foi capaz de mostrar a mim, e acredito que muitos outros, como poderíamos lutar por justiça e pelo bem comum, fazendo o certo mesmo quando o “poder da justiça” não é o certo. Trouxe luz a muitos de nos, e certamente é de seu desejo que permaneçamos à luz...

Fez uma reverencia e cedeu a vez ao próximo. Callamarys já não gostava muito de falar a grandes públicos. Nunca gostou, e ainda sempre sobrava algum receio de ser reconhecido como pirata ou gatuno. Nem se deu ao trabalho de se apresentar ao presentes, apenas falara em reconhecimento a Dagna.

Seu discurso era incompleto, no entanto verdadeiro, provavelmente seria do desejo de Dagna que todos se mantivessem a luz, porém, para Callamarys, apenas aumentava a vontade de entregar as trevas novamente. Assim como Yevon, achar o culpado por aquilo estava em sua lista. Apesar de querer achar vários culpados por diversas mortes, ali tinha 4 pessoas que provavelmente ajudariam-no de corpo e alma. Pois sabia que todos eles eram próximos de Dagna

Pois a grande questão era: Quem seria tão poderoso que clérigo algum pudesse ajudar? Qual ser era esse que Dagna atraiu a atenção? E por que gente de bom coração morria desta forma, e outros ainda seguiam de pé, mesmo não valendo uma peça de cobre furada?
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Maggot
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Re: PRÓLOGO-A MALDIÇÃO DA MORTE

Mensagem por Maggot » 28 Abr 2018, 14:03

O elfo rosnou e atingiu a árvore com um soco. A notícia o atingiu como um jorro de água fria no inverno, uma sensação que ele não sentia desde antes de seu resgate. Ainda vivia isolado, se escondendo em matas longe dos grandes focos de cidades. As muitas vozes dos grandes centros urbanos o davam dores de cabeça e as presenças dos humanos lhe traziam memórias desconfortáveis. Ele se lembrava e se lembraria para sempre sobre como a anã havia salvo sua vida. Os dois tinham aproximadamente a mesma idade, mas não podiam ser mais opostos. Dagna sempre havia conhecido a liberdade, enquanto ele fora criado em cativeiro. Dagna era uma figura alegre, inspiradora. Ele era sombrio e mórbido. Ela era o sol. E Mordred nunca iria se convencer de que ele não pertencia à noite. Se lembrava da primeira morte de Dagna, quando haviam conseguido trazê-la de volta. Ele e alguns outros, com os quais Mordred nunca mais trocara uma palavra sequer. Durante todos aqueles anos, a presença de Dagna era a única coisa que abafava o chamado da distante entidade que o chamava. Fria, longínqua.

Sem ela, tudo o que ele ouvia era o chamado.

Agora, estava no funeral de Dagna. Impotente. Frustrado. Não havia pacto para trazê-la de volta. Contatos ocultos para chamá-la de volta ao mundo dos vivos. Nada. Mordred estava sozinho. Dagna não podia salvá-lo. E ele não podia salvá-la para que ela o salvasse. Pediram para que ele compartilhasse uma memória. Rosnou. Não gostava de interagir com outros. Não gostava de multidões. Seu rosto rasgado e marcado, a banda vermelha dada por ela cobrindo metade do mesmo, impedindo a visão de sua mutilação.

- Eu...- A voz rouca arranhando sua garganta. - sempre conheci Dagna. Ela me salvou. Como a muitos de vocês. Não tenho nada de especial pra contar, imagino ter sido apenas mais um dos salvos por ela. Ela me encontrou caído e cuidou de mim até que minha saúde estivesse intacta novamente. Ela irá fazer falta.

Não sabia se expressar. Era horrível com isso. Não dividiu sua memória. Não queria arrastar mais pessoas para aquilo. A voz em sua cabeça trazia uma sensação gelada à sua nuca.
Ele havia fugido.

Nunca havia conhecido outra vida que não o culto. Todos os dias, tortura. A sangria era santa, pois seu sangue era exaltado, eles diziam. Desde bebê, oferecido por sua mãe ao culto. Eles diziam que seu nascimento era abençoado. Os servos de Acamar. Ele havia nascido diretamente sob o senhor deles. E por isso, ele os pertencia. Sua mãe era um deles, e esperava assim como todos os outros o consumo do mundo por seu senhor. Todos os dias, Mordred tinha de sofrer, em uma tentativa do secreto e insano culto de trazer a atenção de seu deus para o mundo. Nunca haviam recebido milagres. Nunca haviam conseguido nada. Mas Mordred ouvia os sussurros.

Um dia, eles chegaram. Heróis aventureiros. Mercenários sanguinários. Não importava. Eles haviam salvo Mordred, lhe dado a abertura que precisava para fugir. Enfrentaram os membros do culto com espadas, magias e milagres verdadeiros de deuses presentes. No caminho de Mordred, uma única pessoa. Sua mãe. Aquele foi o primeiro assassinato que o elfo cometera. Ele nunca se esqueceria da sensação de vingança quando ergueu a lâmina e atravessou o peito da mulher, vendo a vida deixar os olhos dela enquanto a mesma rasgava seu rosto desesperadamente com garras e selvageria que não podiam pertencer à uma elfa. Ele sentiu seu rosto quente pelo sague como tantas outras vezes, e a visão de seu olho direito se obscurecendo para sempre. E então ele fugiu, e nos ermos, desmaiou.

Acordou em uma casa aconchegante, o som do fogo da lareira estalando perto de si. Umacompressa e sua testa, curativos em seu rosto. O cheiro de um ensopado de carne próximo ao nariz, talvez a primeira coisa que tenha comido cujo gosto não era neutro ou repugnante. E então, havia Dagna. Pouco mais velha que ele. Meras duas década. Nenhum dos dois tinha mais que um século de vida naquela época. Ela o encontrara desmaiado, dizia, e havia o salvo. Ele se arrependia, mas seu primeiro ato foi pega ruma das facas próximas e ameaçá-la. O medo e a raiva ainda eram parte dele, confiar nos outros não era uma realidade. Ela apenas havia sorrido e segurado a mão dele. Algo quente desceu pelo rosto do elfo, e daquela vez não era sangue.

Por alguns meses, viveu com a anã, cuidando de alguns afazeres domésticos enquanto ela se envolvia em suas causas, aprendendo à ler e caçando alimentos. Se descobriu com um talento natural para caçar nos ermos. Sabia se aproximar de animais sem ser visto, matá-los sem causar dor. Era melhor ainda com pessoas, como havia feito com alguns bandidos que predavam em inocentes. Não que Dagna precisasse saber. A vida com Dagna era tranquila, quase um sonho. Ele podia ser apenas uma pessoa, aprender coisas normais e fazendo companhia à ela quando ela voltava. Um dia ela conseguira convencê-lo a beber, e haviam passado toda a noite rindo e aproveitando o tempo um com o outro consumidos pelo prazer que alterava percepções que apenas o álcool trazia. El havia comentado sobre o sorriso de Fen, como ela o chamava, sobre como ela raramente o via. Ele escondera o rosto, enrubescido, estranho para quem tinha tanta intimidade. Aquele foi o melhor período da vida de Mordred.

Mas tinha de acabar.

Uma noite qualquer, estava em sua cama. Olhou ao redor, e Dagna não estava lá. Apenas o sussurro. Ele sentiu seu sangue gelar. Chamou por Dagna, mas estava sozinho. E então, não tão sozinho. A figura estava ali. Humanoide, mas não humana. Apenas vestia um formato humanoide, mas era a escuridão do universo infinito, as estrelas brilhando solitárias em seu interior. A própria luz era absorvida ao seu redor, e aquilo exalava maldade.

Acordou novamente com Dagna por cima dele, tentando controlar os espasmos que tinha.

Voltou aos ermos naquele dia, e foi a última vez que vira Dagna até sua primeira morte.
Encarava todos ao redor. Não podia aceitar que era apenas uma doença. Havia algo a mais naquilo. Ele iria investigar. Tinha que conseguir algo. Precisava.

A ideia de que havia perdido Dagna para um acaso era intolerável demais.

- Alguém vai morrer por isso.- Rosnou para Yevon. Ambos era figuras exóticas, exiladas. - Está comigo?
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- Six shots...
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Lord Seph
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Re: PRÓLOGO-A MALDIÇÃO DA MORTE

Mensagem por Lord Seph » 28 Abr 2018, 14:25

Alandyr e Callamarys fazem suas declarações, mas é Mordred que o espanta.

Ele havia feito de tudo por Dagna e claramente não estava satisfeito e suas palavras deixavam aquilo claro.

- Sim, mas não aqui. Aguerdemos.

Foram as palavras de Yevon, frias e amorais, mas seus olhos tinham uma chama viva, e sua Dama sorria de ansiedade.
Editado pela última vez por Lord Seph em 30 Abr 2018, 09:45, em um total de 1 vez.
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John Lessard
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Re: PRÓLOGO-A MALDIÇÃO DA MORTE

Mensagem por John Lessard » 28 Abr 2018, 18:12

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Ruffnor estava sentado sobre um tronco, limpando sua lâmina. Era suave o canto dos pássaros, o farfalhar das copas da árvores. Sempre retornava a floresta élfica para ver Riardon e os demais, mas nunca retornava para a propriedade de sua família. O homem gostava dali, afinal, era ali que tivera os melhores momentos de sua vida, no outro local, tudo parecia falso, irreal e simulado. Colocou a espada de lado quando Yrinna se aproximou com um pequeno papiro em mãos. O homem, leu e releu duas ou três vezes, com semblante impassível o amassou entre os dedos, engolindo em seco.

- Devo partir... - foram suas palavras ao levantar-se lentamente.

Isso fazia semanas, mas a sensação ainda se fazia presente, agora... Mais forte. De volta a Baldur's Gate Ruffnor era invadindo por uma nostalgia amarga, que digladiava-se com seu senso de fazer o bem e levar alegria sem limites a todos. Agora, entretanto, a oportunidade de falar, cantar e beber havia sido tirada da velha amiga Dagna. Ele, assim como aqueles outros que ali estavam, não poderiam mais trazê-la de volta, aquilo era doloroso e trazia uma sensação de impotência. Suspirou, enquanto os outros falavam, ele mesmo deu um passo em frente quando percebeu que era sua vez de falar. Um homem grande, de cabelos negros e barba farta.

- Eu me lembro de quando conheci Dagna, eu estava armado com uma espada e corri para salvá-la quando bandoleiros pararam sua carroça no meio da estrada. Eu viajava por dias, ávido em ajudar pessoas e também a procura de alguma boa briga, típico de um jovem armado com uma lâmina afiada. O problema aqui, meus caros, era que Dagna não precisava ser salva. Ela apanhou aquele seu martelo e o girou no ar, acertando em cheio o queixo de um daqueles meliantes - ele parou alguns instantes, sorriu olhando para o vazio - eu parei e olhei incrédulo, abaixei minha espada e ela me disse, mirando-me com aqueles olhos que queimavam como a mais feroz das chamas "Irá ficar parado aí, paspalho? Venha e me ajude". Quando acabamos, bebemos juntos numa taverna na beira da estrada, com nossos corpos doloridos e cheios de poeira. Por isto, escutem bem todos aqui presentes, eu dedico essas palavras a minha boa amiga Dagna, que nunca mais poderá cantar, rir, beber e lutar e também diante de vocês juro encontrar o ser vil que tirou isto dela e garantir que ele não possa fazer isto com mais ninguém.

Ruffnor então deu um passo para trás, olhando para o sacerdote e dizendo que ele poderia prosseguir.
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DragonKing
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Re: PRÓLOGO-A MALDIÇÃO DA MORTE

Mensagem por DragonKing » 28 Abr 2018, 21:37

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A MALDIÇÃO DA MORTE
Parte 1- A morte de uma amiga.

Suas palavras ecoavam pelo pequeno santuário, tão pequeno que não conseguia comportar a quantidade de pessoas que ali estavam amontoadas querendo uma chance se ver e se despedir de Dagna. O clérigo prossegue com a cerimonia logo após outras pessoas pedirem para relatar tudo o que a anã fez por eles e tudo o que ela sacrificou para que o povo humilde e carente tivesse uma chance em um sistema tão opressor com os menos afortunados. Porém, as palavras de Mordred incitaram uma salva de revolta e clamor por justiça, todos queriam a cabeça do responsável por matar a sua heroína ,mas a presença imponente de Ruffnor e suas palavras acabaram acalmando os ânimos.

O clérigo finalizava as ultimas palavras , dali Dagna seria preparada para a cremação, as pessoas começavam a sair lentamente do santuário rumo a seus lares para assim sentirem seu luto sozinhas ou com suas famílias, vocês permaneceram ali, parados e contemplativos, talvez esperançosos para que ele se levantasse. O clérigo sente o pesar e está prestes a pedir para que partam quando vocês ouvem passos se aproximarem vindos de trás de vocês. Ao se virarem duas figuras saem da escuridão e são iluminadas pelas tochas.

-Que cerimônia linda, as suas palavras me comoveram, posso ver como sua amiga significava muito para vocês-A voz veio de uma elfa do sol, com cabelos dourados e pele levemente amorenada uma alfa de aparência mais velha para os padrões elficos porem ainda mostrava ser agil e ativa, ela usa trajes nobres de tecido finos típico do povo nortenho o segundo indivíduo , contudo, era mais misterioso vestindo trajes negros que preenchia todo o seu corpo e em seu rosto uma máscara de prata que se pronuncia logo depois que a elfa termina sua frase, porem sua voz é rouca e ríspida, sendo abafada pela máscara.-Sua amiga foi acometida por uma doença mágica, uma doença muito antiga que acreditava-se perdida porem retornou , ela é chamada de Maldição da Morte e acomete qualquer indivíduo que tenha sido ressuscitado. A Maldição não adoece o corpo ,mas a alma. Sua amiga não foi a única e ainda da tempo de salvar a alma adoecida dela e de tantos outros. Se vocês agirem rápido poderemos trazer sua amiga de volta a vida e de impedir que outros sejam acometidos pela maldição

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Remallia Haventree

As informações acabam vindo rápido e confusas. Vocês olham para aquela mulher porém não lembram de terem visto elas antes, nem ali presentes durante o funeral ou durante o cortejo. Elas falavam com convicção e sabedoria porem ainda assim tudo aquilo era confuso demais para a mente de vocês ainda atordoadas pela perda de Dagna. Percebendo que vocês haviam sido atingidos de surpresa a elfa toma a frente usando um tom calmo porém firme de uma nobre, o nome soava familiar para vocês porém Yevon era o único que tinha certeza, aquela elfa era uma harpista, o tiefling não sabia ao certo o quão importante ela era dentro da facção, mas sabia que seu nome estava diretamente ligado a derrocada do Culto dos Dragões anos atrás.

-Me perdoem, devido a circunstâncias acabei não nos apresentando, eu me chamo Remallia Haventree e esta é Syndra Silvane.Eu estou liderando um grupo de harpistas com o objetivo de identificar a causa da Maldição da Morte.-A elfa se aproxima do altar onde o corpo de Dagna permanecia ainda repousando e desliza os dedos sobre as pedras e flores--Acreditamos que a Maldição da Morte tenha alguma ligação com a forma de magia que liches usam para devorar a alma dos vivos depositando em seu filactério, por esta razão acreditamos que um lich seja capaz de conhecer a origem do poder por trás da Maldição da Morte.

Syndra permanece parada onde está e não pronúncia mais nenhuma palavra o clérigo ao ouvir aquelas palavras apenas comenta sobre o perigo de se enfrentar esse tipo de magia e obviamente de se envolver com forças nefastas como os liches. Remallia para em frente a vocês do lado oposto de onde o corpo de Dagna repousa ela continua sua explicação enquanto acaricia o rosto da anã , mas seus olhos amendoados os encara e ela retoma sua altivez e serenidade, a presença da mulher lhes causava um misto de intimidação e admiração.

-Minha equipe está planejando atacar o covil de uma lich chamada Zendara Cordress, conhecida como Duquesa de Rot e a força do mal capaz de nos informar, o que ou quem , está causando esta maldição. O covil da lich fica situado próximo a Cloakwood, cerca de 50 milhas de Baldur's Gate, eu acredito que a chave para que Zendara coopere conosco é o seu filactério. Nossos magos descobriram que a lich usa seu antigo grimório de magias como filactério, um tomo feito com pele humana que ela guarda dentro de um baú em seu esconderijo. E esta é a razão de eu estar aqui. Vocês possuem o espirito aventureiro e a motivação necessária para desafiar o perigo para trazer sua amiga de volta, eu preciso de uma pequena e ágil forca tarefa de aventureiros para adentrar o covil de Zendara e roubar seu filactério enquanto a manteremos ocupada, caso aceitem, eu cederei uma poção de cura a cada um de vocês e mais 500 po ao completarem a missão, preciso da resposta agora pois estamos partindo para Cloakwood esta noite
A pressa em Remallia dar tanta informação sem dar tempo de vocês questionarem acaba se justificando quando ela lhes oferecem a missão. Os harpistas estão para partir está noite e aparentemente ela não quer perder tempo com uma com uma conversa muito longa. Mas fiquem a vontade para interpretar suas reações e fazer qualquer pergunta pertinente. Pelos posta das memorias vocês recebem 1 de inspiração, usem com sabedoria.

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John Lessard
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Re: PRÓLOGO-A MALDIÇÃO DA MORTE

Mensagem por John Lessard » 30 Abr 2018, 07:31

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Era isso que restava no fim, a resignação e a impotência. As pessoas iam embora e até mesmo Ruffnor, treinado na esgrima élfica, portador do desejo da justiça e liberdade, não podia fazer muito, na dolorosa realidade, nada. Ou talvez não. Passos ecoaram logo atrás dos últimos indivíduos ainda ali presentes, um altivae elfa se aproximou acompanhada. Ela falava depressa, o que para a raça era incomum e tinha urgência na voz. Ruffnor não demorou a entender, afinal era um combatente de ação e por isso via diante dele uma oportunidade de ajudar Dagna e também outras, sem contar que diante dele, lhe oferecendo uma missão estavam membros dos Harpistas.

- Aiya, Remallia - cumprimentou em élfico - sou Ruffnor Hornraven, e poderá contar com minha espada para esta contenda.

Você é muito impulsivo, diria Irynna e é melhor ter mais cuidado com a velocidade que aceita estes tipos de missões, diria Riardon, porém Ruffnor não se importava, era o que era e seria assim até o dia de sua morte.
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Lord Seph
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Re: PRÓLOGO-A MALDIÇÃO DA MORTE

Mensagem por Lord Seph » 30 Abr 2018, 08:45

Tudo estava correndo de forma muito coniviente, o destino era engraçado.

- Então vamos nos reunir novamente?

Yevon fala com um sorriso. Mordred era fácil de compreender, eram semelhantes em certos pontos. Ruffnor tinha uma muralha de honra que podia atrapalhar.

Mas não importava, todos se juntaram uma vez por Dagna e Yevon deseja pelo menos estar junto de pessoas conhecidas por ela.

- Bem, minha senhora. Reconheço seu poder e renome e fico feliz com sua ajuda, então se possível peço um mapa da região.

Yevon fala de forma educada e formal, mantendo o respeito pela posição da elfa. Yevon detestava essas formalidades, foi Dagna que o ensinou a necessidade daquilo.

- Então, estamos juntos novamente? Mordred, Ruffnor, Alandyr e Callamarys?
Editado pela última vez por Lord Seph em 30 Abr 2018, 09:42, em um total de 1 vez.
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o lema dos 3D&Tistas
"-seremos o ultimo foco de resistência do sistema"
Warrior 25/ Dark Knight 10/ Demi-God.

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