Império de Jade - Filhos da Tormenta - Ato 1

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Padre Judas
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ZHANG WEI

Mensagem por Padre Judas » 23 Jan 2019, 07:51

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Wei acha curioso que os goblins usem dinheiro – conhecia pouco sobre os hábitos de tais criaturas. Então escuta o rosnar do ogro à distância e escuta as ponderações dos nakama.
Zhang Wei
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– Não creio que estejamos preparados para um combate desta magnitude, meu ki está exaurido e tenho certeza de que os demais não estão melhores. Vamos recuar para a vila – daremos caça às ameaças depois.
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Dthanatus
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Re: Império de Jade - Filhos da Tormenta - Ato 1

Mensagem por Dthanatus » 24 Jan 2019, 17:28

O corvo dourado crocitpu inquieto enquanto seua olhos arderam ao rugido do ogro. Muwan pareceu preocupada e olhou um tanto incredula as palavras de Sakuya.

Esta serva acredita que lutar agora seria nossa ruina, realmente é melhor nos retirarmos

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Aquila
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Re: Império de Jade - Filhos da Tormenta - Ato 1

Mensagem por Aquila » 26 Jan 2019, 22:19

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Filhos da Tormenta - Ato I: Ame
Província de Nigata - Aldeia de Endo - Verão de 1103

Vocês estão na casa comunal da vila de Endo, descansando depois de deixarem os perigos da floresta para trás.

Velas penduradas em suportes de ferro iluminam a pequena sala, refletindo levemente nas paredes de madeira avermelhada - uma lembrança do passado trágico da ilha - ressaltando a habilidade dos artesão que construíram essa simples morada com um cuidado que vai muito além do dever. Não há forro no teto, o que expõe as vigas de madeira bruta que sustentam o telhado feito no estilo tradicional, cujas peças foram encaixadas com tal habilidade que parecem ter sido esculpidas de uma única árvore colossal, uma árvore cujos ramos se abrem a partir da viga central, cercada por um piso perfeitamente polido.

Esteiras e almofadas foram colocadas no salão para receber os enviados do daimyo, a única mobília no cômodo, ao mesmo tempo em que um banquete é preparado no salão adjacente. Mas o clima receptivo é apenas uma formalidade, pois a vila ainda está em alerta devido a movimentação dos goblins.

A casa comunal é onde vivem Oburo e sua família, que agora os recebe no salão, ainda trajado com as vestes de batalha que usava quando os avistou do alto da torre de vigia.

- É uma honra recebê-los em nossa humilde vila - diz o chefe da aldeia, se prostrando diante de vocês. Uma faixa cobre a testa do velho lenhador, e as mangas de seu kimono ainda estão erguidas, presar por tiras, para facilitar o manuseio do machado e do arco, exibindo os músculos adquiridos durante décadas de trabalho duro.

- Sua chegada é mais do que oportuna, pois os goblins parecem ter superado o medo que tinhama, e agora podem ser vistos rondando cada vez mais perto da vila, espreitando das sombras, e não conseguimos expulsá-los.

- Encontramos um bando deles na floresta, ojiisan - Hina diz. - Estavam profanando o santuário da floresta, mas conseguimos impedi-los.

O lenhador olha para neta com uma expressão cansada, sorrindo;

- Que bom que está bem. Quando soube da batalha que tiveram, temi que... temi que pudesse ter se ferido. Se algo tivesse acontecido, eu não poderia me perdoar...

- Não precisava ter se preocupado, ojjisan - a garota diz, sorrindo, meio encabulada. - Esqueceu das histórias que me contava? O sentai, eles são muito fortes. Sakuya-san, então... Ela me defendeu quando eu, quando eu me assustei. Salvou minha vida. Ela é fantástica. Não fosse por eles, os goblins teriam pegado a Rin.

O velho lenhador olha para a garota do povo da floresta com uma expressão estranha. A presença dela atraiu a atenção dos aldeões tanto quanto a chegada do sentai, pois ela é a primeira de sua raça a visitar a vila, a personificação de todas as histórias contadas pelos lenhadores e caçadores que se arriscavam nas profundezas da floresta.

Ajoelhada ao lado de Hina, de quem não se afastou desde que vocês deixaram a clareira, a koropokuru parece nitidamente desconfortável, mas mantém a postura como algum acostumado a etiqueta.

- Nós viemos ajudá-los a enfrentar o inimigo - ela diz, olhando para o ancião. - Não podíamos deixá-los passar por isso sozinhos.

- Nosso povo vive no interior da floresta, protegido pelo seu poder, um poder que os goblins não ousam desafiar, mas achei que vocês, tamuranianos, não conseguiriam enfrentar os inimigos sozinhos, então decidi... decidimos ajudá-los. Felizmente, estávamos enganados... - Ela olha para vocês. - Como a hina disse, vocês são muito fortes.

- Nós, nós não somos guerreiros, mas possuímos dons que a floresta nos dá, dons que usamos para expulsar as criaturas sórdidas que ousam invadir os santuários da floresta, dons que até agora nunca falharam. Mas o problema é que o poder do inimigo está ficando mais forte a cada dia, e é apenas uma questão de tempo até que sua atenção se volte para a floresta.

- Sua chega... sentai... é mais do que oportuna, é uma resposta do deuses, eu diria, um sinal de que temos uma chance de derrotar o inimigo antes que ele se fortaleça.
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  • Fou (Hanyô Wu-Jen 1): CA:13; PV: 10/10; PM: 7/13; XP: 700.
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Padre Judas
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ZHANG WEI

Mensagem por Padre Judas » 28 Jan 2019, 10:05

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Wei assente positivamente.
Zhang Wei
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– Faremos o que pudermos para ajuda-los. No momento necessitamos recuperar nossas forças.

– Alguém conseguiu contato com os goblins? O que eles querem?

– Precisamos de mais informações para podermos lidar com esta ameaça apropriadamente. Saber quantos são, onde se escondem e vivem. Então poderemos formular um plano.
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Aldenor
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Re: Império de Jade - Filhos da Tormenta - Ato 1

Mensagem por Aldenor » 01 Fev 2019, 08:42

Kazuto olhava de relance para a criaturinha e fazia caretas. Achava uma pena que ela também seguisse os lances de etiqueta da sociedade tamuraniana, pois sentia-se desconfortável. Era isso que servia as regras de Lin-Wu, para deixar as pessoas constrangidas e desconfortáveis, para manter o povo debaixo dos chinelos dos nobres.

Retornaram à vila e as pessoas se obrigavam a serem hospitaleiras.
Kazuto
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Imagino se alguém é verdadeiro.
Soltou a frase no ar, enigmática. Mas Kazuto pensava que as obrigações e o dever alienavam a espontaneidade e os sentimentos. Olhou de relance para Sakuya.

Chegaram à casa do velho Oburo e Hin começou a falar o que sabia. Kazuto recostou em algum lugar perto e cruzou os braços. De perfil, parecia não dar muita bola ao que era contado, mas sua mente trabalhava em maquinações. Aparentemente havia um povo da floresta que queria proteger os tamuranianos. Os subestimaram.
Kazuto
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Fizeram bem em vir ao nosso socorro. Este sentai poderia não estar preparado. Agradecemos.
Disse de olhos fechados.

Wei logo tomou a dianteira e inquiriu Hin sobre as coisas que deveriam ser inquiridas mesmo. Kazuto abriu um olho e perguntou num jeito leve e descontraído.
Kazuto
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Seria interessante saber também por quê os goblins estão mais ousados. Por que antes não faziam nada e agora, fazem tudo? Hin-sama, acaso sabe algo sobre isso?
"Sama". Kazuto gostava de brincar com os honoríficos, mas sua pergunta era carregada de seriedade.
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Lord Seph
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Re: Império de Jade - Filhos da Tormenta - Ato 1

Mensagem por Lord Seph » 02 Fev 2019, 15:07

Fou nada fala, queria apenas descansar e recuperar suas energias. Eles iriam lutar novamente e era melhor estar completo.

- Então como iremos organizar essa expedição para resolver esse problema?

Fou fala tentando afastar o cansaço mental no momento.
Melhor queimar do que apagar aos poucos.
-Neil Young.
o lema dos 3D&Tistas
"-seremos o ultimo foco de resistência do sistema"
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Aquila
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Re: Império de Jade - Filhos da Tormenta - Ato 1

Mensagem por Aquila » 04 Fev 2019, 13:07

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Filhos da Tormenta - Ato I: Ame
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Wei disse:
Faremos o que pudermos para ajuda-los. No momento necessitamos recuperar nossas forças.
- Não ouso imaginar o quanto estão cansados depois das atribulações dessa noite, meu senhor - Oburo diz, respondendo ao comentário de Wei, - mas este servo pede que aguardem mais um momento, antes de se retirarem. Pedi para prepararem seus quartos assim que cheguei a vila, mas ainda não estão prontos.

Ele faz uma leve reverência, os olhos voltados para o piso de madeira, antes de se voltar para a korobokuru.

- Pedi para prepararem um quarto para a senhorita - o lenhador diz. - Será uma honra hospedá-la em nossa humilde casa.

A garota da floresta responde com um leve aceno de cabeça, parecendo um pouco desconfortável, mas antes que ela possa responder, Hina a interrompe.

- Não esquenta com isso não, ojiisan - ela descontraidamente. - Rin pode ficar no meu quarto sem nenhum problema. Vamos colocar a cama dela ao lado da minha, assim podemos ficar conversando sem incomodar ninguém. Não se preocupe com outro quarto.

- Se ela aceitar...

- Para mim está ótimo - a korobokuru sorrindo, sorrindo para a garota.

Com a questão do quarto resolvida, a discussão volta novamente ao problema dos goblins.
Wei disse:
Alguém conseguiu contato com os goblins? O que eles querem?
- A que... a que tipo de contato se refere, Wei-dono? - Oburo pergunta, parecendo confuso.

- Acho que Wei-sama pensa que podemos falar com os goblins, ojiisan - Hina diz, sorrindo. - Deve achar que esses goblins são como aqueles "civilizados" que infestam os reinos gaijin. Não, não há nada de bom nesses goblins, Wei-sama, pode ter certeza. Eles são criaturas cruéis e traiçoeiras, que se divertem apenas com o sofrimento e a destruição de tudo aquilo criado pelos deuses...

- Hina!

- O quê? Disse algo errado? Sabe que não podemos falar com eles, ojiisan, não como falamos com outras pessoas. Eles não são capazes de ignorar sua natureza nem para fingir, como os outros fazem.

Oburo olha para a neta com uma expressão severa, mas ela apenas dá de ombros.

- Peço perdão, Wei-dono - ele diz, se voltando para vocês, - mas o que minha neta quer dizer é que não conseguimos falar com os goblins. Sabemos onde eles se escondem, mas não o que querem.
Kazuto disse:
- Seria interessante saber também por quê os goblins estão mais ousados. Por que antes não faziam nada e agora, fazem tudo? Hin-sama, acaso sabe algo sobre isso?
- Sacrifícios - a korobokuru responde, olhando para baixo com uma expressão triste. - Eles estão atrás de sacrifícios para os seus rituais profanos. As pessoas capturadas, elas já estão... elas... Elas serviram para invocar o Oni, mas, agora, ele está atrás de novas vítimas, para aumentar seu poder.

- Esse Oni, sabe algo sobre ele, Rin? - Hina pergunta para a garota, depois de um momento, os olhos brilhando.

- O nome dele é Gorgon - a korobokuru diz, arranhando a pronuncia do nome yaminogo. - Nosso povo já o encontrou antes, há muitos séculos, quando unimos forças com os tamuranianos pela última vez, para expulsá-lo de volta para o Makai, de onde achávamos que ele nunca mais sairia.

- Mas agora que as barreiras entre os reinos estão fracas, mesmo espíritos poderosos estão conseguindo voltar para o mundo dos vivos, para atormentar aqueles que os desafiaram. Felizmente, a maioria deles volta apenas com uma parte de seu antigo poder, e essa pode ser a chave para derrotá-lo.
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Re: Império de Jade - Filhos da Tormenta - Ato 1

Mensagem por Aquila » 14 Fev 2019, 16:09

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Filhos da Tormenta - Ato I: Ame
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- Precisamos aproveitar que o oni ainda não recuperou todas as suas forças, para derrotá-lo - Wei diz, depois de um longo momento de silêncio, a voz soando distante. - Não podemos deixar que ele cause mais sofrimento... Oburo-san, disse que sabe de onde os goblins estão vindo?

- Sabemos que eles vem das montanhas, meu senhor, mas não exatamente de onde - o lenhador responde. - Quando os ataques começaram, ordenei que ninguém além dos caçadores mais experientes se aproximasse das montanhas, e, mesmo assim, nenhum deles devia seguir as criaturas...

- Agiu bem, mas agora até mesmo os caçadores devem evitar a floresta, está claro? Se o oni está realmente procurando sacrifícios, todos devem evitar a floresta até que tudo termine. Ainda assim, precisamos saber onde exatamente o demônio está escondido...

- Eles estão escondido nas ruína de um antigo forte - Rin diz, chamando a atenção de todos. - Eu... não sei onde fica, mas conheço alguém que já esteve lá, um caçador de uma vila do vale das montanhas. Tenho certeza que ele pode nos ajudar...
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Re: Império de Jade - Filhos da Tormenta - Ato 1

Mensagem por Aquila » 01 Mar 2019, 22:57

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Filhos da Tormenta - Ato I: Ame
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Vocês estão na Floresta das Sombras, em uma trilha que leva para as Montanhas Vermelhas.

O sol da manhã brilha intensamente sobre os vales de Nigata, anunciando um dia agradável de verão sobre toda a província, mas apenas alguns poucos raios de sol conseguem romper as copas densas das árvores da floresta, e chegar até a trilha que leva para as montanhas, um caminho irregular que segue serpenteando ao redor de árvores e rochas, seguindo marcos de pedra obscurecidos pela neblina do amanhecer.

Wei vai à frente do grupo, seguindo pensativo os marcos de pedra indicados pela korobokuru, que caminha um pouco a sua frente, desaparecendo vez ou outra na névoa da manhã. Hina segue logo depois dos dois, a jovialidade silenciada pela cautela que tomou o grupo desde que saíram da aldeia, os sentidos atentos a qualquer som ou movimento.

Mas apesar do clima apreensivo, vocês não veem sinal dos goblins em nenhum momento, conseguindo avançar por metade de um dia, antes de chegarem no limite da floresta.

- Vamos descansar um pouco - Wei diz, levando o grupo por uma escada natural até a base de um penhasco, onde um pequeno santuário foi esculpido na pedra, um dos inúmeros traços da estranha conjunção que renovou a ilha.

Assim que alcançam o santuário, vocês constatam que estiveram subindo durante toda a manhã, e por entre as árvores da clareira conseguem vislumbram o vale de cima, uma imensidão esmeralda que se estende além do horizonte.

- Falta muito? - Hina pergunta para Rin, depois de um momento, sentada em uma pedra, bebendo um pouco de água e comendo um pêssego.

- Estamos perto do limite da floresta - a korobokuru responde, observando a paisagem, ao redor. - Mais uma hora, talvez, e chegamos na Cabeça de Pedra.

- Só uma? Podíamos ter continuado...

- O terreno fica mais difícil, a partir de agora, com ravinas e riachos atravessando a floresta em vários pontos, formando um labirinto, e não há trilhas além desse ponto. Um descuido e podemos nos desviar do nosso caminho, ou pior, cair em uma armadilha...

- Dos goblins?

- Os goblins não são as únicas criaturas que vivem nessa região. Há também ninhos de tsuchugumo e mukade, espalhados pelas cavernas, e bandos de suiko começaram a aparecer nos lagos e rios, e todos eles vão responder ao oni, se ele recuperar seu poder.

- E quanto aos habitantes do vale, o povo de Choei? - Wei diz, se referindo ao guia que a korobokuru planeja encontrar. -Eles não são humanos, não é mesmo? Nenhuma vila humana foi fundada no interior da ilha desde que o flagelo foi expurgado, pelo menos não nessa região...

- Eles são como vocês - a garota responde, insinuando que as pessoas do vale são altas como um humano, - mas vieram quando a ilha mudou, assim como o meu povo, então não, eles não são humanos, não desse mundo, pelo menos... Mas não se preocupem, pois eles odeiam as criaturas sombrias tanto quanto nós.

- É o suficiente para mim - o ryuujin responde. - Descansem um pouco - ele diz, fazendo uma marca no chão da clareira, no ponto onde a sombra da uma árvore toca a terra. - Vamos partir quando a sombra alcançar esse ponto...

Algum tempo depois...

Assim que vocês deixam a clareira, fica claro que a korobokuru falava a verdade sobre o terreno difícil. O chão de folhas úmidas da floresta logo começa a dividir espaço com os rochedos e riachos que afloram da montanha, tornando difícil achar uma passagem direta, exceto por aquelas que a garota insiste em serem armadilhas. Felizmente, não parecia a primeira vez que ela passava por ali, embora algumas vezes parasse por um momento para refletir sobre a melhor rota a seguir.

De vez em quando, uma ruína surge no meio das rochas e das árvores, lembranças de antigas fortalezas cujos nomes foram perdidos pelo tempo, ecos da conjunção habitados apenas por memórias esquecidas.

- E fantasmas - Rin lhes disse, evitando algumas das ruínas.

Apesar disso, a caminhada segue sem nenhum surpresa, até que o barulho de rosnados interrompe o sussurro do vento das montanhas, carregado de flocos de neve, seguido por um grito de guerra.

- Alguém está em perigo - Hina diz, os olhos arregalados diante da expectativa de uma batalha, seguindo aos tropeços atrás de vocês.

Logo os sons da batalha se tornam nítidos, e antes mesmos de alcançar a clareira, vocês já distinguem o rosnado feroz dos lobos, e os gritos de combate do guerreiro por eles acuado.

- É Choei! - Rin grita, quando vocês alcançam a clareira da Cabeça de Pedra - tudo que restou da estátua gigantesca de algum herói do passado - apontando para um guerreiro usando um tengai, no meio da alcateia, lutando para evitar seus ataques.

Combate - Turno 1
Ordem de Iniciativa
  1. Kazuto
  2. Fou
  3. Hina, Rin e o Guerreiro Misterioso
  4. Sakuya
  5. Lobos
  6. Muwan
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Sentai

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