Crônicas do Império de Jade - Aventura

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Aldenor
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Re: Crônicas do Império de Jade - Aventura

Mensagem por Aldenor » 14 Jan 2020, 09:30

Akira arregalava os olhos, observando a fumaça negra se deslocar do corpo do javali, deixando-o apenas os ossos. A fumaça esgueirou-se pela floresta sumindo acuada e era possível sentir seu espírito maligno. Akira cerrou os punhos quando voltou a olhar os ossos do javali. Era um pobre animal, usado e consumido até a morte pelo que se revelou ser um oni.
Akira
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Criatura maldita. Eu juro que vou te derrotar.
Seus olhos cerrados encaravam o vazio da floresta por onde o oni escapou. Havia muitas perguntas a serem feitas e Akira não tinha ideia de quais delas a fazer, então deixaria esse trabalho intelectual para o mashin. Akira fez uma reverência para Tezu.
Akira
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Caso precise de alguma ajuda, conte comigo.
Parecia mesmo o mais sensato a se fazer: retornar e pesquisar sobre o oni. Então, a Rainha deu uma leve risadinha, antes de tapar a boca com a mão de um jeito afetado, como se surpreendesse por sua falta de discrição.
Rainha Eterna
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Ajudar ao mashin? Pfffahaha. Oh, descendente...
Akira fez uma careta cômica para ela e decidiu ignorá-la. Já a criança virou-se para Tezu.
Rainha Eterna
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Kiri tisvelk si woari wer krear di wer mashins, si ornla tepoha taken astahi ekess Agadir.
Respondeu na língua dos dragões, que aparentava com o ryuugo. Língua esta que Akira não conhecia e o fez bufa impaciente.
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DiceScarlata
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Re: Crônicas do Império de Jade - Aventura

Mensagem por DiceScarlata » 14 Jan 2020, 19:45

Akabane
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- NANI!! NANDA SONO KO??? (O QUE ? O QUE É ESSA CRIANÇA??)

*Akabane esperava o samurai terminar o serviço, para então arrancar a pele e comer a carne, eis que finalmente percebeu a criança que falava estranho... E TINHA CABELOS DOURADOS*

- KINPATSU ???? YOKAI ??? HAJIMETE DA!! (Loira? Yokai? ´Primeira vez!)

*Estava com as costas coladas contra uma árvore, claramente assustado. Nascido em uma tribo ONI,que por pouco sobreviveu a tormenta e abrigou-se em uma ilha próxima (onijima) , nada conhecia dos artonianos gaijins. Conhecia cabelos de diversas cores: vermelhos, grisalhos e até esverdeados, mas LOIRO era algo assombroso! Um fantasma! Uma divindade!! Estava aterrorizado*

- Ei... Akira... Exorciza isso ai..

*Então o fedor e o som de pele derretendo o aringiu*

- NAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAANIIIIIIIIII??? ORE NO MESHI DAAAAAAAAAAAAAAA!!! IAAAAAAAAAAAAAAAA!!!! (o quê? MINHA COMIDA!! NÃÃÃÃOOOOOOOOOOOO)

*Se ajoelhou a frente dos ossos pútridos, quase em prantos*

- Quem... quem foi o demonio que fez isso?? O FAREI PAGAR!!!!!!!!!!!!!!
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Aquila
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Re: Crônicas do Império de Jade - Aventura

Mensagem por Aquila » 17 Jan 2020, 21:24

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Aventura - A Sombra da Tempestade
Parte 1: O trovão antes da tempestade

Era o primeiro quarto da hora do cachorro quando o grupo finalmente avistou as luzes do vilarejo de Hagure piscando por entre as árvores, depois de horas caminhando pelas trilhas escuras da floresta. Começara a chover havia poucos minutos, as primeiras gotas da chuva que se anunciava desde o início da tarde, mas era apenas questão de tempo até ela começar por completo, e todos queriam estar abrigados quando isso acontecesse.

A escuridão da trilha era quebrada apenas pela luz tremeluzente das tochas dos caçadores, cujo animo foi renovado quando as primeiras luzes do vilarejo foram avistadas pelos batedores avançados, mas ninguém no grupo diminuiu a vigilância, pois o perigo ainda rondava todos que haviam se aventurado na caça ao Oni Onishishi.

Desde que deixaram a ravina onde o monstro foi derrotado, o grupo passou a ser seguido por bandos de javalis selvagens, que se escondiam em meio as árvores, além do alcance das flecha, urrando desafiadoramente. de vez em quando, um deles tomava coragem e se aproxima da trilha, somente para ser rechaçado pelas flechas dos caçadores e samurai, até que outro surgia para testar a atenção dos vigias. Quando a noite chegou, todos começaram a temer um ataque.

A ameaça diminuiu quando o grupo avistou as luzes do vilarejo onde estão acampado, mas era impossível saber se os javalis haviam desistido ou apenas se afastado, e a possibilidade mantinha todos em alerta.

A tensão só termina quando o grupo finalmente alcança o posto de vigia na entrada do vilarejo. Assim que vocês se aproximam, os guardas saúdam os caçadores, cujos feitos já foram antecipados pelos batedores, enquanto o sargento se aproxima para receber Takaharu.

- Seja bem-vindo, Kumoeda-sama - diz o homem, um guerreiro veterano, equipado com uma armadura completa sob a capa de chuva. - Permita-me ser o primeiro a felicitá-lo por sua vitória, meu senhor. Todos nós ficamos apreensivos quando soubemos de sua batalha contra o Oni Onishishi, mas nossos receios foram dissipados pela notícia de sua vitória.

- Ainda assim - o sargento da guarda continua - é meu dever perturbá-lo com uma notícia urgente. Um de nosso batedores avançados, chegou no início da tarde, trazendo notícias perturbadoras. Na verdade, devemos agradecer a Lin'Wu pelo homem decidir passar por Hagure, pois ele mesmo disse que sua intenção era seguir sem parar até Kumomura, para avisar lorde Kumoeda do perigo.

- Felizmente, graças a Lin'Wu, ele desviou a rota no último instante, e então pudemos avisá-lo de que o senhor é o mestre de Kumo no Tani enquanto lorde Kumoeda está na capital. Desde então ele o aguarda, meu senhor, embora tenha sido difícil convencê-lo a esperar pelo seu retorno, pois o homem parecia disposto a segui-lo na floresta se fosse necessário.
Notas
  • Como filho do senhor do feudo, Takaharu está hospedado na casa do chefe do vilarejo, onde pode descansar e trocar de roupa. Ele tem um dai'zenshi-fuku e um quimono preparados.
  • Tēzū também pode trocar o traje usado na caçada por um quimono. O mashin tem um quarto em uma das casas adjacentes a que Takaharu está hospedado.
  • Akira e Akabane compartilham um pequeno quarto em um dos casebres da vila, e não tem trajes adicionais.
Sentai

ImagemTēzū (Mashin Wu-Jen 1): CA:13; PV: 8/8; PM: 6/14; XP: 300.
ImagemTakaharu (Humano Samurai 1): CA:17; PV: 20/20; PM: 6/6; XP: 300.
ImagemAkira (Humano Monge 1): CA:19; PV: 19/19; PM: 5/7; Especial: Cura Acelerada 2 XP: 300.
ImagemAkabane (Hanyo Bushi 1): CA:18; PV: 27/27; PM: 7/7; XP: 300.
Editado pela última vez por Aquila em 23 Jan 2020, 13:15, em um total de 2 vezes.

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Aldenor
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Re: Crônicas do Império de Jade - Aventura

Mensagem por Aldenor » 19 Jan 2020, 10:16

A comitiva marchou pela ravina, pela floresta em busca do caminho de volta. Akira e a Rainha Eterna seguiam lado a lado em humores muito distintos. Enquanto o jovem artista marcial preocupava-se com os demais com a ameaça dos javalis que os rondava, a Rainha Eterna parecia alheia àquilo tudo, com um olhar indiferente ao que acontecia à sua volta.
Akira
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Queria ter essa paz toda.
Rainha Eterna
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Um dia você a terá, descendente.
Disse, insensível.

Por fim, nada de ruim realmente aconteceu até a chegada à vila. Akira pôde relaxar os ombros, mas um puxão em suas vestes pela criança o colocou em alerta novamente. Um homem se aproximou do samurai, lorde da região, e começou a falar. Akira se sentia que deveria participar disso.

Akira se aproximou do cavalo que Takaharu estava montado quando o homem em armadura completa terminava de falar com ele. A Rainha Eterna o seguiu logo atrás, como se tivesse receio do homem armadurado.
Akira
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Com licença, senhores. Eu queria também ouvir o que este batedor tem a dizer.
Disse tentando ser respeitoso, mas por algum motivo, sabia que seria repreendido.
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Padre Judas
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Takaharu Kumoeda

Mensagem por Padre Judas » 19 Jan 2020, 19:37

Matsui pede desculpas.
Takaharu Kumoeda
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– Não há problemas, Matsui-kun. Em uma batalha todos nos arriscamos.
Takaharu observa com atenção o espírito que acompanha o rapaz. Ele não se deixa afetar, os espíritos fazem parte do mundo natural.
Takaharu Kumoeda
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<– Prazer em conhece-la, augusta Rainha Eterna.>
Ele responde em varukaru, vendo que o espírito parecia preferir o idioma continental. Enquanto isso Matsui termina o serviço e mata o javali. Um oni emerge do monstro e os encara. Takaharu encara de volta. Um dos outros caçadores faz uma cena desproporcional diante da perda da “caça”, mas o samurai apenas ignora.
Takaharu Kumoeda
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– Lidaremos com esse demônio depois. Vamos embora!
Então eles retornam à vila e Takaharu escuta a notícia. O rapaz pede para ouvir as notícias. O samurai pensa um instante e concorda.
Takaharu Kumoeda
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– Depois. Primeiro devo me limpar e creio que todos devemos comer algo. Avise ao mensageiro que o verei dentro de duas horas.
Assim ele dispensa os demais e retorna à mansão.
BAÚ DO JUDAS
JUDASVERSO

Alexander: Witch Slayer [Kaito_Sensei]
Dahllila: Relíquias de Brachian [John Lessard, TRPG]
Jonz: Tormenta do Rei da Tempestade [John Lessard, D&D5E]
Syrion: Playtest T20 [Aquila]
Takaharu Kumoeda: Crônicas do IdJ [Aquila]
Yellow: Defensores de Mega City [John Lessard]

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DragonKing
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Re: Crônicas do Império de Jade - Aventura

Mensagem por DragonKing » 21 Jan 2020, 13:54

Tēzū observava a carcaça da criatura enquanto sua mente buscava resposta sobre o que acabará de presenciar. Sabia que o perigo não havia se extinguido e um animal inocente havia sido morto pela índole desprezível de um Oni qualquer, e era necessário buscar respostas para suas perguntas o mais rápido possível. Sua divagação foi interrompida pela voz de Akira e logo em seguida da Rainha Eterna.

O mashin acena com a cabeça, agradecendo a Akira por oferecer ajuda e se aproxima da rainha eterna, curvando-se em cumprimento.
Imagem— Teria sido uma honra servir a vossa majestade.
E afastou-se para ponderar sobre que tipo de Oni seria aquele, todos esses conhecimentos seriam úteis em sua pesquisa e objetivo. Ao perceber que todos estavam prontos para retornar seguiu para o lado de Takaharu, analisando se ele possuía algum ferimento grave, mas o jovem herdeiro parecia estar bem, mas teria sido por pouco uma fatalidade se não tivesse agido rápido.



O retorno ternou-se tenso, javalis selvagens seguiam o grupo na tentativa de intimidar ou atacar em retaliação a morte do macho alfa provavelmente. Eram criaturas irracionais então compreendam que seu líder havia sido corrompido por uma criatura maligna para fazer o mal. Tentava aconselhar aos caçadores para não matarem os animais, apenas os afugentassem.

A noite porém foi tensa, Tēzū não precisava dormir então se ofereceu para ficar de vigia, mas tentava meditar para poder recuperar seu poder mágicos. Os elementais da tempestade dentro de si exigiam repouso absoluto para haver recuperação total.



Finalmente chegaram a vila, infelizmente ela não possuía uma biblioteca e teria que esperar chegar até a residência dos Kumoeda para poder focar em seus estudos sobre o Oni. Até precisava procurar por alguém que lhe indicasse um caminho pelo menos e tudo pareceu conspirar a seu favor. Agradeceu aos deuses pela oportunidade, deixou suas coisas em seus aposentos e aproveitou o tempo dado por Takaharu para caminhar pela vila em busca de algum sábio local ou mesmo um shugenja que compartilhasse de sua crença.
Imagem— Avise a Kukoeda-dono que estarei de volta antes da reunião, ha algo que preciso fazer .
Pediu a Matsui antes de partir e deixou o local, pedindo informações pelo caminho.

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Aquila
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Re: Crônicas do Império de Jade - Aventura

Mensagem por Aquila » 22 Jan 2020, 17:53

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Aventura - A Sombra da Tempestade
Parte 1: O trovão antes da tempestade

Tēzū

A chuva havia ficado um pouco ais forte quando Tēzū deixou as luzes da casa principal, onde Takaharu estava hospedado, e começou a descer a rua, na direção da praça do mercado, onde ficava a maioria das casas da vila. A escuridão ao redor devia ser intensa, entretanto, para o mashin, o mundo parecia uma pintura cinzenta, com a trilha brilhando clara sob a luz fraca da noite tempestuosa, em contraste com a escuridão da mata densa, nos limites da aldeia

Uma vez ou outra, uma luz piscava na penumbra, ao longe, denunciando uma patrulha da guarda em sua ronda, mas logo o brilho desaparecia em meio a névoa da chuva.

Ao chegar na praça do mercado, uma área ampla, cercada por árvores imensas de troncos nodosos, onde os aldeões trocam as mercadorias criadas na vila e recebem os viajantes, Tēzū não viu ninguém. Era o segundo quarto da Hora do Cão*, então, naquele momento, a maioria dos aldeões já devia estar descansando, após de um longo dia de trabalho.

O único lugar que parece ter movimento é a izakaya da vila, um estabelecimento pequeno em comparação com tantos outros semelhantes encontrados em outras vilas e cidades, mas que não deixa nada a desejar em termos de conforto e hospitalidade. O saque de Hagure, pelo que Tēzū ouviu falar, é excelente, e quase todos os guardas que vieram com a comitiva traziam agora uma pequena tokkuri com a bebida a tiracolo, para aquecer o corpo durante as horas frias de vigília.

* Por volta das 9 da noite.

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Re: Crônicas do Império de Jade - Aventura

Mensagem por DiceScarlata » 23 Jan 2020, 02:18

Akabane
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*Foram preciso quatro homens para segurar Akabane*

- KENKA SURU KA??????????? (QUEREM BRIGAR?)

*Toda vez que um javali olhava torto para o bushi, ele vociferava de volta e queria se lançar a briga. Estava irritado. Irritado, fulo da vida, pelo ocorrido com sua janta. A cada cinco passos e meio, bicudava uma árvore. Depois xingava a mãe dela por machucar seu dedão*

*Num ciclo cármico interminável desse mesmo erro*

*Mais tarde naquele dia, finalmente estava calmo. Teria um quarto, direito a banho e comida. Só ligava para o último. Ouviu que um batedor retornara com noticias perturbadoras. Como estava afim de ação uniu-se a Akira para ouvir*


- Nani sore?
Editado pela última vez por DiceScarlata em 25 Jan 2020, 21:31, em um total de 1 vez.
Tribo Scarlata


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Re: Crônicas do Império de Jade - Aventura

Mensagem por Aquila » 23 Jan 2020, 16:46

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Aventura - A Sombra da Tempestade
Parte 1: O trovão antes da tempestade

Vocês estão reunidos na sala de recepção da casa principal do vilarejo, onde Takaharu está hospedado, aguardando pela chegada do patrulheiro que o chefe da guarda havia mencionado. O fogo na lareira aquele o ambiente com um calor agradável, fazendo com que a lembrança do frio do lado de fora, onde a chuva continua intensa, seja rapidamente esquecida.

Takaharu está ajoelhado em um estrado elevado, de frente para a porta, aguardando a entrada do mensageiro. Tēzū está ao seu lado, juntamente com Matsui, que segue Takaharu com um yojimbo. Abaixo do estrado, estão Akira e Akabane.

Apesar de sua indiscrição, Takaharu havia permitido que o jovem lutador ouvisse o que o batedor tinha a relatar, uma cortesia que foi estendida a Akabane, outro guerreiro que havia se destacado durante a luta contra o javali monstruoso. A misteriosa garota espírito que acompanhava Akira também estava presente, mas ela parecia totalmente desinteressada na conversa, preferindo ficar perto da lareira, vendo as chamas devorarem as toras de pinho.

Não demora muito, e o chefe da guarda retorna, anunciando a chegada do patrulheiro, um gaijin por volta dos vinte anos de idade. Quando entra na sala, ele cumprimenta Takaharu de modo formal, embora sem grande refinamento, como a maioria dos gaijin.

- Meu nome é Arlan, meu senhor - ele diz, em ningo, depois das formalidades. - Sou patrulheiro no vilarejo de Mito.

Mito, Takaharu e Tēzū sabem, é o vilarejo mais ao norte do feudo, distando cerca de cem quilômetros de Hagure. Apenas uma pequena estrada e algumas trilhas recém-abertas ligam Mito ao restante da província, pois o vilarejo foi fundado a menos de uma ano, para servir como base de expansão. Curiosamente, ao contrário das demais vilas e cidades do reino, a maior parte da população de Mito é formada por gaijin.

- Trago notícias urgentes das patrulhas avançados, meu senhor - ele continua, as palavras carregadas com o forte sotaque gaijin. A questão, meu senhor, é que, há cerca de três dias, um grupo de batedores que patrulhava perto do golfo, ao norte, relatou ter avistado um navio se aproximar da costa, um navio de bandeira negra.

- Quando eles se aproximaram para investigar, viram que o navio havia naufragado na costa, danificado demais para navegar, pois seu mastro havia se quebrado, possivelmente pela tempestade que havia assolado o golfo, nos dias anteriores. A tripulação do navio, no entanto, parecia não ter sofrido perdas, pois eles ficaram bem agitados quando perceberam, ninguém sabe como, que estavam sendo espionados.

- Os batedores foram forçados a fugir, meu senhor, quase perdendo a vida, mas ainda assim foram capazes de ver outro navio pirata navegar na direção do primeiro, antes de precisarem deixar a região.

- A chefe da vila, Sugaru, me enviou para pedir reforços a lorde Kumoeda. Ela quer atacar os pirata, que estão acampados na costa, antes que eles reparem o navio. Porém, nossas forças são pequenas, meu senhor, e, com o surgimento dos bakemono, não há como diminuir o contingente...
Sentai

ImagemTēzū (Mashin Wu-Jen 1): CA:13; PV: 8/8; PM: 6/14; XP: 300.
ImagemTakaharu (Humano Samurai 1): CA:17; PV: 20/20; PM: 6/6; XP: 300.
ImagemAkira (Humano Monge 1): CA:19; PV: 19/19; PM: 5/7; Especial: Cura Acelerada 2 XP: 300.
ImagemAkabane (Hanyo Bushi 1): CA:18; PV: 27/27; PM: 7/7; XP: 300.
Editado pela última vez por Aquila em 28 Jan 2020, 11:30, em um total de 1 vez.

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Re: Crônicas do Império de Jade - Aventura

Mensagem por Aldenor » 23 Jan 2020, 18:05

Akira queria ver o batedor o quanto antes. Estava com o corpo quente da caminhada e da batalha contra o javali endemoniado anteriormente e seguiria lutando até o anoitecer se pudesse. Porém, quando o jovem samurai Takaharu anunciou que tomaria banho, o jovem monge quase revirou os olhos. Foi interrompido por sua própria noção de que as vezes era melhor ter cautela e preparo.

Caminhando pelas ruelas estreitas da pequena vila, Akira e a Rainha Eterna também viam o gigante Akabane por perto. Com aquela máscara estranha e aquele jeito todo espalhafatoso. O espírito criança não prestava atenção nele, mas comentou mais de uma vez sobre Tezu, o mashin feiticeiro.
Rainha Eterna
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"Wu-Jen", meu descendente. Uma forma diferente de manipular as energias místicas que este povo chama de jutsu.
Disse trivialmente olhando para o vazio.
Akira
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O tamuraniano aqui sou eu, eu sei bem o que é um wu-jen. Aliás, você gostaria que eu fosse um?
Os olhos da criança mudaram de tom, agora transparecendo curiosidade naquela pergunta. Akira já se arrependia.
Rainha Eterna
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Não... talvez. Sim? Mas eu sei que sua jornada é parecida com de outros descendentes meus. Infelizmente, poucos enveredaram o caminho da magia. Não se preocupe, você será digno um dia. Quando acertar aquela esfera de energia...
Era metida e dava um sorrisinho sacana.

Akira já sentia o cansaço cobrar o seu preço e imaginou que se estivesse agora numa estrada caçando outros inimigos estaria enrascado. Assim que viu uma izakaya, virou seu corpo imediatamente para adentrar seu pequeno interior. A Rainha revirou os olhos incomodada. O bushi estava junto e o monge fez questão de pagar a primeira rodada de saquê. Gostoso, quente e relaxante. A Rainha sentava-se à mesa como uma criança qualquer, atraindo olhares por seus longos cabelos dourados que faziam os mais atentos perceberem uma leve aura mística desfocada.
Akira
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Seja o que for dito, espero que continuemos lutando juntos, Akabane. Você tem valor.
Comentou com as maçãs do rosto levemente rosadas.
Rainha Eterna
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Você tem compromisso agora, vamos.
Akira nem havia sentido o tempo passar. Logo, se dirigiram ao local onde o batedor falaria com os interessados sobre a mensagem "urgente".

Sentado no estrado com as pernas cruzadas, Akira sentia um pouco de sono provocado pelo saquê e pela noite vindoura, mas conseguia prestar atenção em tudo. O batedor era um homem do continente, um "gaijin", que o lembrava também de suas origens. Afinal, Akira era filho de um gaijin e uma tamuraniana.

Ouviu atentamente, as vezes olhando para a Rainha Eterna, prostrada ao chão com a barriga pra baixo, mãos segurando a cabeça, pés balançantes. Observava o fogo como uma vidente em busca de respostas no crepitar das chamas. Então, as chamas tomaram um formato estranho, uma cor negra ocupou seu interior formando aos poucos a silhueta de um crânio humano. Akira suava. Em um relance, a Rainha Eterna não estava mais ali. O que estava acontecendo? Suor, coração palpitando.
Rainha Eterna
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Estou falando com você.
O batedor contava sobre navios, piratas e requisito por ajuda. Akira ouvira tudo e, naquele instante, era como se nada tivesse acontecido. As chamas queimavam normalmente e a criança queria sentar-se no seu colo e aninhar em seu ombro. Ela era apenas um espírito, mas parecia muito presente, com o corpo aquecido pela proximidade da lareira. Akira tinha o rosto enrubescido.
Akira
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V-vão achar que é minha filha.
Sussurrou.
Rainha Eterna
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Ou outra coisa.
Akira coçou os olhos. O batedor havia falado. Era hora de ouvir o que o samurai Takaharu diria.
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