Guerra Artoniana: Parte 1 - Rastros de Guerra

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John Lessard
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Guerra Artoniana: Parte 1 - Rastros de Guerra

Mensagem por John Lessard » 08 Jan 2020, 21:25

Ato 1: Atentado Mortal em Villent

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Ainda que as atenções sejam voltadas para a capital Valkaria, Deheon possui vários outras grandes cidades. Villent é, com certeza, uma delas. Sob a liderança de um conselho formado apenas por clérigos de Valkaria, o antigo povoado de Villent (nome que recebeu de seu fundador, o paladino Karl Villent) fica a apenas 50 km da fronteira com Yuden.

A cidade cresceu com a intensa mineração de ouro, prata e peles. Hoje o lugar abriga grandes castelos e torres, habitados por alguns dos nobres mais ricos de todo o Reinado. Além de sua prosperidade e riqueza, Villent tem como particularidade o fato de ser habitada por uma grande quantidade de anões - o que não chega a ser uma surpresa, para uma cidade com tantos mineiros e joalheiros que trabalham com ouro e prata.

Por sua proximidade com Yuden, Villent sempre fora um alvo para um possível ataque e por isso, grande parte de seus recursos foram empregados para equipar e treinar soldados, nos últimos anos, entretanto, com a subida de Shivara no poder tudo pareceu se acalmar um pouco, porém mudou de repente com novos eventos no reino bélico vizinho.

Um grupo de heróis pareceu ter se envolvido com algum levante interno, o que devolveu a independência para o reino de Svalas, há muito conquistado por Yuden. Apesar de distante, os problemas trazem um certo desconforto novamente para os habitantes de Villent. Após a luta contra a Tormenta, Arsenal e o minotauros, uma desconfiança incerta paira no ar e aos poucos toma forma de maneira cruel.


Aldred e Ladon

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Aldred e Ladon trotava morosamente pela entrada de Villent, sob um céu chuvoso e cinzento. O humano em seu garanhão de Namalkah, Atrevido, o lefou em seu trobo, carinhosamente chamado de Terceiro. Era a primeira vez que visitavam a cidade e não era difícil se admirar, que mesmo longe de Valkaria ainda no mesmo reino encontrassem castelos tão altos e torres tão exuberantes.

Entretanto, enquanto os cascos de suas montarias batiam contra as pedras encaixadas nas largas ruas, ambos avistaram um dos motivos pelos quais estavam ali. Um amontoado de cinzas e madeira queimada jazia ao lado, onde um dia havia sido uma loja de peles. O fogo não existia mais agora, apenas a amarga lembrança de um atentado.

Desde que tinham terminado a última missão, os Vingadores de Arton haviam se separado. Ash muito mais cedo havia indo embora com uma meio-dríade, Bethanya, e agora seguia um circo, ao menos era essa a última notícia que tinham dele.

Jihad havia ido morar em Valkaria, mas Aldred estava envolvido com outras coisas na época, amorosas e revolucionárias. Quando retornou, se encontrou com o feiticeiro pelo menos umas duas vezes, para beber e jogar conversa fora, mas preferia passar a maior parte do tempo em casa, cansado e deprimido, pelo seu relacionamento com certa aventureira ter dado errado.

Não muito tempo depois não teve mais notícias do qareen, porém se reencontrou com Ladon, que havia vindo para a cidade junto de Jihad, mas que se ocupava com lutas nas arenas de Valkaria. Uma vez juntos acabaram recebendo a uma mensagem do último Vingador de Arton: Fargrimm Deepforge.

Ao que parecia ele estava numa batalha pessoal, tentando conseguir autorização e recursos para erguer um templo de Tenebra autêntico na cidade, porém seu irmão, Gilgrimm Deepforge precisava de ajuda. Havia tido um ataque em massa em Villent, explosões responsáveis por matar vários membros de uma família notável de anões, os Goldenheart.

Neste momento, de acordo com as indicações da carta, viravam uma rua, após passarem por outros pontos cheios de escombros e deixar a ala do comércio para trás. Perto do centro da cidade havia alguns castelos, mas o objetivo dos dois eram as mansões que vinham um pouco antes.

O local era cercado por uma mureta baixa, com um portão de aço no meio, protegida por dois anões de barbas longas e escuras. Do outro lado havia um jardim de pedra e então uma construção comprida de dois andares, feita de pedra lisa.


Lyane e Vladimir

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Lyane estava sentada numa poltrona robusta de estofado bege escuro, enquanto encarava uma mesa de madeira pesada, sobre ela haviam alguns canecos e uma jarra repleta de cerveja. Do outro lado, sentado num assento similar estava Vladimir com a mesma visão. Ao redor existiam janelas com vitrais compridos, que alcançavam o teto.

A única porta da sala, feita de carvalho, abriu-se e entrou um anão. Ele trajava armadura pesada e um tabardo, por cima de seu peitoral trazia a espada e a balança da justiça. Seus cabelos e barba eram negros como a noite e seu rosto era marcado e rústico. A manopla estava repousando num martelo de guerra na cintura. Ele se aproximou, estendendo a mão para Vladimir e depois para Lyane.
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- Senhor Vladimir e senhorita Lyane, fico feliz que tenham vindo.
Lyane estava ali por mais uma missão designada pelo exército e isso a deixava preocupada. Até onde as coisas seriam verídicas e não mais uma armadilha? Por sua vez, Vladimir atendia a um pedido da igreja de Khalmyr.

Ambos sabiam sobre o atentado de alguns dias atrás, explosões nos estabelecimentos da família Goldenheart, responsáveis por inúmeras mortes e ferimentos. Gilgrimm era um paladino de Khalmyr e por isso Vladimir vinha em sua auxílio, quando a igreja solicitou. Lyane precisava averiguar, uma vez que aquilo havia ocorrido em solo de Deheon.

O anão então olhou pela janela e um meio sorriso de satisfação surgiu em seus lábios.
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- Aldred e Ladon chegaram, em breve estaremos todos juntos e poderemos ir direto ao assunto.

Khaled

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As imagens eram borradas na mente de Khaled, lembrava-se de toda sua vida, mas conforme mais se aproximava do fim, elas se distorciam… A lembrança do dragão de escamas negras, Maryanne, John, Zidane e Pelleas lutando contra a fera, então o frio do esquecimento. Sentiu uma sensação de como quando lançava suas magias, porém infinitamente mais forte. Viu um mundo de desertos mágicos, vários sóis e alguém que lhe era familiar.
“Ainda não, Khaled. Eu pagarei o preço”
Tudo então se tornou frio novamente. Demorou horas para se encontrar, entender onde estava. Lembrou-se dos amigos e partiu em sua procura. Não estava mais em Ahlen, logo percebeu que estava em Deheon. Como aquilo era possível? E ainda com seus pertences?

Os nomes John, Maryanne, Zidane e Pelleas não diziam muito, mas tinha mais sorte com Lessard e Maedoc. Passou novamente por Gorendill, onde havia conhecido John, mas teve que continuar. Ainda não tinha ideia de como havia voltado e a confusão e solidão muitas vezes era uma constante.

As informações eram escassas e incertas, até que em dado momento, depois de semanas de viagem, o nome Maedoc se tornou uma certeza. Estava entrando pelas ruas da cidade de Villent, a 50 km das fronteiras de Yuden, a cidade do ouro, prata, castelos e torres. Tinha certeza de Maryanne estava lá e com certeza John, Zidane e Pelleas também.
Notas do Mestre:

Começamos finalmente, sintam-se à vontade para descreverem situações passadas com suas palavras e com mais detalhes, além de darem seus primeiros passos. Ações e possíveis testes podem ser discutidos por Telegram, assim como conversas podem ser agilizadas.

Próxima atualização dia 15/01, quarta-feira

Dados dos Personagens

Imagem - Aldred <> PV: 55/55 CA: 21/21 PM: 0/0 PE: 6/6 PA: 1 <> Postura: - <> Condição: Normal
Imagem - Ladon <> PV: 73/73 CA: 20/20 PM: 0/0 PE: 0/0 PA: 1 <> Fúria: 2/2 <> Condição: Normal
Imagem - Lyane <> PV: 48/48 CA: 27/27 PM: 0/0 PE: 0/0 PA: 1 <> Orgulho: 2/2 <> Condição: Normal
Imagem - Vladimir <> PV: 81/81 CA: 26/26 PM: 0/0 PE: 3/3 PA: 1 <> Desafio: 5/5 <> Postura: - <> Condição: Normal
Imagem - Khaled <> PV: 27/27 CA: 15/15 PM: 18/18 PE: 0/0 PA: 1 <> Desejo: 1/1 <> Música de Bardo: 13/13 <> Voo: 1/1 <> Condição: Normal
Personagens em Pbfs:
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Aldenor
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Re: Guerra Artoniana: Parte 1 - Rastros de Guerra

Mensagem por Aldenor » 13 Jan 2020, 15:32

Antes. Virada do ano para 1412.

Aldred respirou fundo, abrindo a porta, sentindo nostálgico o cheiro de seu quarto lembrando da última vez que pisara ali. Lembrou de Fargrimm, todo educado e formal; de Jihad e Ash brincalhões e do sisudo Ladon, quando os Vingadores de Arton conheceram a Morada dos Maedoc. Parecia outra vida.

Sua mochila, cheia de terra e cicatrizes, foi deixada sobre a cadeira de madeira em frente a sua escrivaninha abarrotada de pergaminhos e livros bagunçados. Com um dedo, Aldred constatou pela camada de pó sobre um livro o passar do tempo.
Aldred
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Dois anos... e ninguém limpou isso aqui? Tsc.
Comentou sozinho, com um sorriso sem graça, largando sua surrada jaqueta no chão. Sua camisa vermelha, feita de pano onde o símbolo Yamada estava costurado, agora possuía muitos cortes e remendos, de modo que parecia um trapo. Aldred também a jogou no chão pensando em jogar tudo fora. Sim, passou por sua cabeça descansar os ombros pesados, lavar suas cicatrizes no peito e nos braços em um longo banho e finalmente se acalmar em casa. Aposentar-se. Ele merecia.

Sua espada bateu no armário que dava na porta do seu lavabo, impedindo seu avanço. Hikari-Katto era uma katana especial, presente de seu mestre desaparecido Satoshi Yamada e que agora possuía um encantamento bem-vindo de uma de suas aventuras no Império de Tauron. Aldred havia se despido de suas roupas de aventureiro, mas não de sua espada.
Rainha Eterna
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Ela é o reflexo da sua essência, descendente. Não consegue largá-la, faz parte de você.
A criança agora estava um pouco mais alta, de cabelos dourados longos, soltos e olhar mais sereno. Havia crescido após uma batalha no mar em que quase todos os rebeldes aliados de Aldred morreram nas mãos dos tapistanos. Sua aparição, antes precedente de dor de cabeça, agora era apenas um leve incômodo.
Aldred
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Eu quero descansar.
Disse num longo suspiro. Ele retirou sua espada da cintura e depositou com carinho sobre o suporte em cima da cama. Em poucos momentos, estava mergulhado em sua banheira numa água morna e agradável. Afinal, era verão em Valkaria e estava muito quente. A Rainha Eterna sentava-se num banquinho e apoiava os braços sobre a borda da banheira de cerâmica.
Rainha Eterna
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Seu descanso tem de ser curto.
Sorriu ansiosa, desaparecendo em seguida. Aldred afundou aliviado por ficar sozinho e sem pressão.

***

Primeiros dias de 1412.

Estava na biblioteca, com seu roupão vermelho favorito, sentindo-o um pouco apertado. Aldred desenvolveu músculos e abriu os ombros durante esses dois anos. Seu corpo o colocava numa condição de estranho na velha rotina. Lia um livro qualquer na mesa quando sua irmã apareceu de camisola branca com desenhos infantis bordados. A moleca de sempre. Era noite e Aldred não havia aparecido para o jantar.
Maryanne
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E aí, irmão. Tá tudo bem com você?
Geralmente sua mãe tinha o papel de conversar sobre tudo com os filhos. Era uma encantadora poderosa, estudiosa da mente, então era a mais indicada a aconselhar sobre as agruras da vida. Maryanne nunca se interessou em saber da vida de Aldred e vice versa. Porém, aquela aproximação inédita até então, provocou um efeito curioso. Aldred sentiu a vontade para conversar.

E conversaram. A madrugada inteira. Aldred falou de suas histórias e descobriu que ela havia se tornado uma heroína, uma aventureira. Havia treinado secretamente com Satoshi, aquele velho pilantra, todas as técnicas do estilo Yamada-ryuu de uma vertente diferente. Aprendeu sobre Ahlen, Gorsengred, Prado Verde, Vectora e seus colegas aventureiros, Millyan, Valvadis, Leonhard, Seiber, Nadinah, Pelleas, Zidane e John Lessard, o cavaleiro.
Aldred
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Esse cavaleiro... então, você e ele? Maryanne, não sabia que curtia os tipos certinhos malas.
Maryanne
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Não seja idiota, não aconteceu nada demais... além disso, ele foi embora há um tempo.
E então, ambos olharam para a lareira, onde a criança subitamente estava deitada em frente, com um olhar tranquilo.
Rainha Eterna
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É a sina dos meus dois mais proeminentes descendentes terem azar no amor.
Os irmãos trocaram olhares e confirmaram que viam a mesma menina dos cabelos dourados e olhos cor do céu. A Rainha amaldiçoara a ambos.
Maryanne
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Não é hora de crianças estarem dormindo?
A Rainha suspirou virando o rosto para o lado.
Rainha Eterna
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Não sou uma criança, respeite minha secularidade.
Aldred deu uma risada seca.
Aldred
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Vai ver tu tá certa mesmo. Quando te contei da minha investida contra os tapistanos, não mencionei o mais importante: eu havia conhecido o amor da minha vida.
***

Bem antes, começo de 1411.

Fenyra Hagar era natural de Tollon, o Reino da Madeira. Povo sisudo, trabalhador e obstinado e ela era exatamente assim. Num reino onde mulheres sofriam com a opressão masculina, ela se sobressaiu ao aprender artes marciais com uma amazona da floresta, aprendendo segredos antigos de um clã extinto. Se tornou aventureira e com alguns grupos, enfrentava os minotauros e outras ameaças ao povo comum do oeste de Arton.

Aldred a conhecera em Malpetrim, durante a reunião de heróis da Guilda de Aventureiros de Valkaria, terminada em plena confusão e cadeia. A noite começara com uma dança amigável e terminou na cadeia. Foi assim que ele e os Vingadores de Arton acabaram se esbarrando com Lucien e com uma trama complexa que envolvera até mesmo Nekapeth, o poderoso antigo sumo-sacerdote de Sszzaas.

Os dois acabaram se reencontrando em Malpetrim novamente, muitos meses depois, por obra do acaso, em uma briga de taverna. Um halfling provocara um grupo de minotauros que tentaram tirar satisfação usando de intimidação... mas encontraram um sono tranquilo nos punhos de Aldred e Fenyra.
Fenyra
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Não precisava de ajuda.
Aldred
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Eu ajudei o rapazinho...
E a partir deste contato, os dois acabaram formando um grupo com outros indivíduos e partiram para auxiliar grupos rebeldes por todo o território do Império de Tauron. Faziam ataques a carregamento de armas em Petrynia para distribui-las aos rebeldes, escoltaram uma caravana de adoradores de Nimb que pregariam contra Tauron em Fortuna, combateram orcs e postos corruptos de minotauros em Lomatubar, atacaram leilões de escravos e ajudaram em suas fugas em Tollon. Fizeram parte de reuniões secretas incitando a liberdade em porões de cidades, em clareiras nas florestas e junto a piratas do Mar Negro.

O amor entre eles surgiu naturalmente, pela comunhão dos interesses e da visão de mundo. Aldred e Fenyra se tornaram unha e carne, sempre juntos em todos os lugares, se ajudando, se completando até mesmo na luta. Um tempo depois, não se aventuravam mais com outras pessoas que queriam sair da rotina de rebeldia e serem aventureiros heroicos de masmorras. Fenyra e Aldred continuaram sozinhos em suas atividades. A luta contra o Império de Tauron era mais importante que o heroísmo egoísta dos rastejantes de masmorras.

Até que Aldred um dia demonstrou desejo também de descansar. Fenyra não queria parar nunca. O gênio difícil da artista marcial, sua maneira metódica de ver a vida contrastava com a leveza e desleixo do lutador. Brigas começavam a se tornar constantes, tendo a personalidade diferente de ambos como pano de fundo. Isso tudo, aliado ao fato dos dois perceberem não estarem conquistando muitas vitórias contra os minotauros, piorou bastante a relação dos dois.
Aldred
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Não adianta essa merda toda. A gente tá há meses nessa e nada muda. Nada vai mudar e você sabe o por quê. Nós somos apenas dois, eles são um império! Nossas vitórias são vazias, duram alguns dias, quiçá uma semana e eles retomam tudo. Não vamos mudar nada com nossos punhos, sem mudar a estrutura de poder de Tapista.
Fenyra
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Você quer apenas desistir. Eu notei que você se acomodou muito, faz tudo no automático. E agora está usando isso de desculpa, de muleta para voltar pra Valkaria e voltar à sua vida de diletante.
Aldred
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Talvez eu queira mesmo, pois vejo que sou inútil aqui. Não fazemos diferença.
Uma ventania abriu as janelas quebrando a madeira, derrubando a cadeira e afastando o pesado baú da cama. Era uma manifestação dos poderes de Fenyra, que controlava o ar.
Fenyra
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Pode ser! Mas salvamos vidas diariamente e pra essas pessoas, faz diferença. Eu quero ficar e continuar meu trabalho, mesmo que não consiga fazer meu nome ser gravado nos anais da história como você sempre quis. Isso não me interessa. Eu quero é ajudar o povo a lutar contra os minotauros.
Disse rubra.

E nada mais foi dito. Aldred só não partiu imediatamente porque havia pago a estalagem e eles precisavam ficar uns dias afastados para evitarem chamar atenção demais dos legionários que ocupavam aquela vila.

***

Volta, primeiros dias de 1412.
Rainha Eterna
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Foi uma lástima. Fenyra era uma boa candidata.
Aldred revirou os olhos sem paciência para as palavras sem sentido da criança. Maryanne ponderou com o dedo nos lábios.
Maryanne
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Então, vai parar também?
A Rainha esboçou uma expressão de ultraje, como se estivesse sendo ofendida.
Aldred
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Talvez. Eu tenho já vinte e cinco anos, faço vinte e seis no meio do ano. Se eu parar por muito tempo, daqui a pouco tenho trinta e aí já viu.
Maryanne assentiu. Ela havia "pendurado a chuan", sua arma tamuraniana, fazia dois anos. Estava feliz tocando e cantando em pequenas apresentações na Baixa Vila de Lena. Sua decisão de parar de se aventurar trouxe profunda tristeza à Rainha Eterna, que necessitava dos esforços combinados dos irmãos para recuperar seus poderes até sua plena forma. Como Aldred estava se pondo a prova praticamente todos os dias por dois anos, acabou suprindo a necessidade de Maryanne desenvolver seus poderes.
Aldred
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E Satoshi? Onde está aquele velho?
Era estranho para Aldred perguntar à sua irmã sobre seu mestre. Tinha que se acostumar à ideia de que ele fora mestre dela também. Maryanne deu de ombros.
Maryanne
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Eu o procurei por um tempo, mas havia sumido. Um dia invadi sua casa e descobri pistas... acho que retornou para Tamu-ra. Ou não.
E sorriu. Não era verdadeiramente preocupante que sumisse, pois apesar de ter bastante idade, Satoshi era um aventureiro tão poderoso quanto seus pais. A Rainha Eterna chamou atenção dos dois para si, batendo o pé descalço no chão com força.
Rainha Eterna
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Você não pode parar, descendente. Ela, tudo bem parar, pois já cumpriu o que me prometeu. Mas você não, você prometeu me trazer de volta à minha antiga forma.
Maryanne ergueu a sobrancelha. Não gostou de ser tão facilmente descartada, mas nada disse. Sua relação com a criança nunca foi tão boa quanto aparentava ser com Aldred.
Aldred
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Eu não vou parar. Mas vou descansar por um ano, ou dois. Relaxa que antes dos meus trinta anos tu volta ao normal, pirralha.
Aldred bagunçou os cabelos da menina, já se acostumando com aquela nova altura de quem aparentava ter doze anos. Era estanho pensar que há dois anos ela era uma mulher mais alta que ele, exuberante e poderosa.

***

Começo de 1412.

Houve o aniversário de Aldred II, o ginete. Um bolo de chocolate, alguns convidados famosos como Arkam Braço Metálico e outros antigos companheiros de aventura do namalkahniano, como o eremita João e a espiã Jun. Therese, sua esposa, fez um de seus discursos emocionados sobre como Aldred era um homem completo e importante para o mundo. Seu filho, Aldred III, sentiu-se tocado.

Ser um herói aventureiro era mais do que uma vocação ou um simples divertimento. Era praticamente um dever para com o povo artoniano. Por em uso suas habilidades para ajudar e proteger as pessoas comuns. Decidiu que não ficaria para trás por muito tempo, que não penduraria sua katana, e procuraria logo alguma taverna atrás de quem precisasse de ajuda.

Porém, demorou ainda algumas semanas para Aldred definitivamente sair de casa. Estava ainda deprimido pelo término com Fenyra e até mesmo evitou contato com Jihad que morava em Valkaria. Ladon era fácil evitar, pois sempre foi alguém distante e discreto. Saiu apenas uma ou duas vezes com o feiticeiro para falar bobagens, nunca lhe contando sobre Fenyra, pois sabia como o qareen podia ser expansivo.

***

Segundo mês de 1412.

Semanas depois, acolchoado em seu quarto e com seus livros, Aldred quase se entregou à comodidade do conforto de seu lar. Foi quando sua irmã apareceu na porta de seu quarto jogando um pergaminho enrolado para ele.
Maryanne
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Tem a marca dos Deepforge. Se não me engano, pode ser do seu amigo Fargrimm.
Aldred deu um salto da cama. O anão não mandaria uma carta para uma "reunião de amigos". Provavelmente era algo sério. Aldred leu voraz. Na verdade, tentou, pois o anão conseguia ser tão chato e burocrático escrevendo quanto falando. Impressionante. Aldred sorriu abertamente.
Aldred
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Caralho, vamos reunir os Vingadores. Putaquepariu, é isso. Eu vou voltar à ativa. É HOJE, porra.
Estava tão eufórico que amassou a carta. Maryanne o olhava com um meio sorriso, abraçada em si mesma, recostada na porta.
Aldred
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Hã... quer vir comigo? Queria ver como está sua técnica e...
Maryanne
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Não, eu tô bem.
Aldred
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Sério mesmo? Vai ser legal. Eu acho que não teremos o Ash, Ladon é um cara meio feio, Fargrimm é um anão e Jihad é casado, mas...
Ela deu uma risada e um soco no ombro de Aldred.
Maryanne
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Não tô precisando não viu. Saiba que eu tenho contato com o Protetorado do Reino. Allieny veio até mim ontem a noite, sabia? Queria que eu participasse de uma missão para a coroa.
Aldred arregalou os olhos. Aquilo era impressionante mesmo.
Maryanne
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Mas recusei. Ainda não tô pronta.
Seu semblante logo ficou entristecido. Aldred entendia. Ela vivenciou coisas bem traumáticas. A abraçou.
Aldred
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Vai passar. E quando acontecer, me procure. Os Maedoc tem que ficar juntos.
Lhe deu um beijo na testa. Ela o abraço mais forte, enterrando o rosto em seu peito.

No mesmo, sorridente, o jovem Aldred tirou a katana do suporte, sentindo o peso da arma. Foram semanas sem sequer tocar em sua arma, a qual praticamente se tornara parte de seu braço. Colocou outra camisa com o emblema dos Yamada, vestiu sua jaqueta e pôs um óculos escuros, presente de seu pai.
Aldred
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É hora de ir, Atrevido.
O cavalo relinchou como se entendesse e eles partiram para casa de Jihad...

... para não encontrá-lo.
Aldred
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Que caralho. Putaquepariu, Jihad, seu corno. Como se atreve...
Ash havia desistido de ser um herói, mas os Vingadores de Arton sobreviveria sem ele. Aldred sempre o achou mole demais para a vida de agruras da estrada. Era melhor e mais seguro que se aposentasse mesmo. Mas ficar sem Jihad significava que os Vingadores não poderiam existir. Não com esse nome. Restava Ladon e esse era fácil de encontrar.

No mesmo dia, já estava na Arena Imperial e não foi difícil achá-lo. Ladon estava um pouco diferente, com algumas marcas a mais. Mesmo já o conhecendo e viajando junto por tanto tempo, era impossível ignorar o sentimento de estranheza aberrante que emanava dele. Aldred o viu, titubeou, mas o abraçou com força, o homem um palmo maior que ele.
Aldred
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Quanto tempo, Ladão, seu malandrão. Como anda essa força aí, cara. Tu parece bem, anda malhando? Hahaha.
E assim, ambos partiram para Villent.

***

Villent, segundo mês de 1412.

A dupla do que restou dos Vingadores de Arton chegou à grande cidade. Aldred se impressionou um pouco, mas não tanto. Ele era um amante da cidade de Valkaria, quase um bairrista. Então, se aproximaram da região das mansões, um pouco antes dos castelos erguidos em uma região mais elevada. Aldred estava tentando não ficar de mau humor pela chuva que havia tornado sua jaqueta ensopada e o fez ter que guardar os óculos na mochila, com risco de quebrá-lo.
Aldred
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Como falei com você nesses últimos dias, Vingadores de Arton já era. Ficou na história, então, para um novo nome... que tal "Liga da Justiça Artoniana"? Precisamos de um mágico e um cantor que saiba lutar. E de repente um druida para ajudar o Fargrimm, né, coitado. Cura não é bem com ele. Além disso, um druida pode cuidar dos cavalos.
Aldred desmontou de Atrevido e fez um afago nele antes de se aproximar dos anões de barbas negras, em frente ao portão da mansão que os dois deviam ir.
Aldred
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Boa tarde, meus camaradas anões. Eu sou Aldred Castell Maedoc, o Terceiro de meu nome e este é Ladon Brimstone. Recebemos esta carta do mestre Fargrimm Deepforge e queremos atender seu chamado para ajudar os Goldenheart.
Disse fazendo uma mesura respeitosa aos guardas. Eram meros guardas, mas anões, sabia bem Aldred, eram muito polidos e davam muito valor à educação formal.

A aventura, enfim, começava.
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DragonKing
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Re: Guerra Artoniana: Parte 1 - Rastros de Guerra

Mensagem por DragonKing » 13 Jan 2020, 18:57

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Lyane se encontrava no ginásio particular em sua mansão na capital. Já não era mais a mlher que havia saido de Mehnat dois anos atrás, ela acreditava de forma ingena que as coisas mudaraima uqando retornasse com o triunfo de derrubar uma tirania, mas o mundo não era como nos livros infantis, ele era preto e branco, no caso de Arton ele possuia toques de vermelho.

Ela socava um saco de areia feito de pele. Ela sempre usava se tempod e folga apra se amnter em forma já que precisava dividir se tempo e sua mente entre as obrigaçoes militares e os deveres com os negocios da familia. A vantagem era que os Sylvanna fornecaim aprte dos equipamentos para o exercito do reinado. Nada como unir a tempere dos anoes e a delicadeza dos alfos ao forjar armas e armaduras, Guerra era um negocio lucrativo, até mesmo quando não havia nenhuma, afinal o mundo ainda era um lugar cheio de problemas.

A mulher de fisico invejado por muitos, socava o saco de pele e areia sem parar, combate desarmado não ere a sua especialidade, mas ajudava a manter a forma e o condicionamento físico além de descarrregar toda a frustrração e odio que sentia no peito para apaziguar sua mente tempestuosa. Estava tão focada que não percebeu a presença na entrada do local, o homem já de idade estava parado em uma pose militar tipica, mesmo seus ossos e musculos claramente tentavam lutar contra a gravidade.

O homem era Bradwen Lança Dourada, comandante do exército e uma figura paterna que substituiu seu pai durante muito anos, ele era a pessoa por trás da permanencia de Lyane no exército e ele que já havia tirado a oficial de muitas enrascadas durante todos esses anos de serviço, foi o comandante que havia sugerido um periodo como aventureira e esse tempo lhe ensinou o valro de muitas coisas.
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- Não me parece uma luta justa.
Lyane segura o saco de areia que balançada devido a força dos seus golpes, ela estava ofegante e encara o homem com a cicartriz no rosto. Lyane já não possia mais os cabelos longos, estava curto ela achava melhor assim, afinal muitos inimigos se aporveitavam disso e usavam como vantagem tática em combate, seu corpo não mudou muita coisa muito menos seu olhar, porém os anos de trino intensivo amenizaram os danos colaterias do atentado que sofrera permitindo seus reflexos melhorarem consideravelmente, mas sua visão ainda estav aum pouco afetada, impedindo-a de mirar bem.

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- Se o senhor está aqui e não um mensageiro, significa que minha folga acabou.
O homem se aporxima enquanto Lyane senta-se em um dos bancos de madeira proximos, ela pega um cantil e bebe toda a água que sobrava no conteúdo. Ela se enxuga com um pano e fita o pergaminho com o selo militar nas mãos do comandante, ela o encara novamente e respira fundo.
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- Qual a missão?
Bradwen se aproxima e senta-se ao lado de Lyane.
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- Não vim apenas para convocá-la, mas para saber como está. Eu entendo que esperava um julgamento mais justo...
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- Não quero falar sobre isso.
Bradwen acente com a cabeça e entrega o pergaminho para Lyane.
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- De todos que conheço acredito que você é a escolha perfeita para essa missão, você possui uma boa relação com anões e fala a lingua deles.
Enquanto Bradwen falava, Lyane lia o conteúdo do pergaminho.
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- Querem que você investigue os ataques contra os Goldenheart de Villent, sei que você está pensando que se trata de um assunto anão, porém os ataques ocorreram dentro do território de Deheon e confio plenamente em você.
Lyane se levanta, vai até uma mochila encontada em um canto, coloca o pergaminho preso em uma tira e a joga nas costas. Estava claramente icomodada, mais uma vez estavama fastando-a da capital apra poderem mover os pauzinhos enquanto ela está ausente.
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- Na verdade me parece só mais uma peça do tabuleiro sendo movida para longe.
Estava séria, mas sorriu mesmo que ligeiramente. Estava falando como Sabbah o estranho lefou de Mehnat. Ele vivia discursando sobre o sistema e como aroda se movia. Era leal ao reino, leal ao batalhão e fez um juramento não só para a coroa, mas para seus pais mortos. Não iria lutar contra o sistema e deruba-lo iria molda-lo para fazer o que deveria fazer, garantir segurança e beme star para todos.
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- Partirei pela manhã. Só espero que não seja mais uma armadilha, comandante, ou vou começar a achar que quem está movendo as peças do tabuleiro é o senhor.
E deixou o ginasio sob o olhar avaliador do comandante.

...

Lyane dispensou esculta, viajara sozinha e seu companheiro Cavalo. Não gostava de ter aniamis de estimação apesar de haver cães de guarda em sua mansão. Como militar ela sabia que vidas eram perdidas o tempo todo inclusive de animais e dar uma nome para qualquer um deles criaria um vínculo que poderia colocar em risco seu julgamento durante uma situação importante ou crítica.

Parou cerca de um quilometro de Villent, observou de longe alaniasnado cada pedaço da cidade antes de adentrá-la. O cavalo já demonstrava cansaço e fome, precisaria parar loge e meter a criatra em um combate desnecessario seria cruel demais. Ao perceber que não parecia haver riscos seguiu cidade adentro, rumando direto para o ponto de encontro citado no pergaminho. Paro o cavalo em frente a bela casa e ordenou ao serviçal que alimentasse bem e trocasse as ferraduras do animal.
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- É um cavalo de batalha do exército Deheon. Seja cuidadoso e se algum dos meus pertences desaparecer eu mesma serei a juiza em seu julgamento.
Intimou encarando o jovem com seu típico olhar de dragão e adentrou o local. No meio do caminho retirava as luvas. Usava a armadura da sua mãe contendo o brasão da sua familia. No eu eombro e peitos as insignias de condecoração. Balaçando na bainha enquanto andava estava a Praeceptor a espada de seu pai reforjada pelos anões ferreiros que trabalham com ela.

Foi guiada para uma sala, adentrou o comodo, não estava sozinha havia um homem sentado. Aparentava ter modos e ser um guerreiro habilidoso. Um anão pede para que aguardasse e sentou-se um uma das poltronas. Olhou para as canecas de cerveja, mas ignorou. Admirou os vitrais por um tempo e sentou-se encarando o homem, tentando descobrir de onde o reconhecia.

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- Você é Sir Vladimir Minsk, estou certa? De Kor Kovith... Sou Lyane Sylvanna, oficial do exercito do reino. Sua presença me deixa muito mais confiante em lucidar o que está acontecendo aqui. A benção de Khalmyr sempre será bem vinda.
Sabia um pouco sobre os Minsk, mas o passado não merecia ter a atenção no momento. Ele era um devoto de Khalmyr e apenas isso importava no momento. Sentia-se mais a vontade em saber que haveria alguém que pensasse exatamente como ela e as habilidades concedidas aos que escolhem o caminho de fé do deus da justiça eram extremamente uteis tanto em combate quanto fora dele.

Entõa a porta se abre, um anão entra, Lyanne se levanta para apertar a mão dele, ela o sauda na linga anã e volta a sentar-se. Ele cita dois outros nomes que Lyanne não conseguia lembrar quem poderima ser, levanto em consideração que haviam dois devotos da justiça e uma oficial do exercio deveiam ser ordeiros e leais e isso a animava, mesmo que não demonstrasse.
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- Ótimo, nesse tipo de situação tempo é uma constante valiosa e não pode ser desperdiçada.
Editado pela última vez por DragonKing em 14 Jan 2020, 09:21, em um total de 1 vez.

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Toyoda
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Re: Guerra Artoniana: Parte 1 - Rastros de Guerra

Mensagem por Toyoda » 14 Jan 2020, 03:22

Khaled ainda não havia colocado todas as ideias no lugar. Será que havia ido ao reino dos deuses? Será que alguém o transportara pelo tempo e espaço? será que a imagem de diversos sois era um delírio ou um sonho?

Ainda não tinha sua resposta. Sua passagem por Gorendrill não lhe trouxe nenhuma resposta, apenas mais duvidas.

Continuou suas andanças até ouvir sobre o nome Maedoc, certamente era a Mary!!

Deveria ir conferir, e assim foi para Villent!

Entrou encantado com as construções locais, era realmente uma linda cidade
Khaled
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Uau! O que será que Mary esta fazendo por aqui?
Estava emocionado, muito tempo se passou depois da ultima vez que tinha visto ela, o passado era muito claro, lembrava das guerras de travesseiros e cantorias, porem, o passado recente era nebuloso. Tinha um dragão, lembra de flashes da batalha, mas sempre que se forçava, sentia um frio na espinha, e nada fazia mais sentido.
Khaled
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Hump... –baixou a cabeça moroso- Mas vamos, tenho que seguir em frente! –disse mostrando novamente os dentes brancos em seu sorriso maroto
Adentrou na cidade, e a primeira taverna que avistou entrou.

Havia muitos anões mal-encarados pela cidade, e essa taverna era tocada por um:

Taverneiro
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Boa tarde jovem. O que deseja?
O bardo olhou o troncudo anão e sorridente foi logo ao assunto sem muitos rodeios:
Khaled
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Boa tarde senhor! – respondeu-lhe com uma reverencia.
Aceito uma caneca de cerveja, e estou em busca de alguns companheiros, talvez tenha ouvido em falar no nome Maedoc, busco por ele!
Disse sentando-se ao balcão.
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Lord Seph
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Re: Guerra Artoniana: Parte 1 - Rastros de Guerra

Mensagem por Lord Seph » 14 Jan 2020, 10:52

Para Ladon o tempo era algo estranho. Mesmo junto dos seus companheiros só sentia parte dele, muitas vezes se sentia distante e deslocado.
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Eu ainda estou vivo?
Ladon fala ao acordar em Malpetrim. Fellana e a Liga de Valkaria haviam sumido do mapa, mesmo a loja de Crym havia literalmente desaparecido.

Ladon se levanta e vai até a casa do sogro de Jihad, eles estariam de partida para Valkaria.

Ladon já havia descoberto que suas irmãs haviam se mudado para lá também.
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Então serei sua escolta, não que Jihad das Areias Vermelha precise disso.
Ladon comenta em um tom humorado, quase falso. O Lefou estava preocupado com Fellana.

A viagem não fora livre de ameaças, mas com Jihad dando cobertura era fácil derrotar os inimigos.

Então estavam em Valkaria, apesar das insistência de Jihad Ladon preferiu seguir seu próprio caminho, mas não antes de um briga de bar com o Qareen sendo o provocador.

Uma noite na solitária e uma proposta, Luta de Gladiadores.

Ladon aceitou, e logo era visto com um misto de espanto e admiração dentro da arena.

Era diferente do que imaginava, as lutas não eram até a morte e as armas eram só encenação.

Mesmo assim havia o risco de morrer, mas Ladon não se importava. Tanto que continuou sua filosofia de lutar apenas quando fosse realmente necessário.

Havia perdido parte de seu propósito, não tinha mais desejo de vingança como antes, o que era irônico levando-se em conta o nome de seu grupo.

Não foi surpresa Celine Glanford lhe procurar com uma proposta para acabar com a Arena Imperial. Mas Ladon sentiu que o desejo da ex Sumo-Sacerdotisa estavam longe de desejar a paz.
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Vingança nunca é plena, mata a alma e envenena.
Ladon falou, Celine claramente estava em fúria com aquelas palavras, mas apenas saiu sem dizer nada.

E o tempo seguiu sem grandes mudanças, Jihad havia desaparecido e Aldred desejou refazer o grupo pelo visto.
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Uma luta por vez, Aldred.
Ladon se resumiu quando voltaram a se encontrar.

Ladon antes de partir encontrou suas irmãs, bem e já com filhos. 2 anos já haviam passado e Ladon não havia percebido.
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Se precisarem não exitem de me chamar.
O Lefou falou de forma tenra para suas irmãs e sobrinhos.

Então partiu com Aldred.
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Já tem uma Liga de Valkaria em Valkaria, apesar de estarem sumidos, em todo caso antes de um nome vamos procurar nossos companheiros.
Ladon falou com Aldred acompanhando suas deliberações. Ladon então notou que não falava com aquele ser estranho que rondava sua mente fazia um bom tempo.

Também sentia que a fúria havia sido lentamente dominada.

Então chegaram ao ponto de partida da nova viagem. Desceu do Terceiro
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Boa tarde, senhores.
Ladon se resumiu ao se dirigir aos anões, deixando Aldred cuidar de tudo.

Mesmo em Valkaria sua aparência criava certos problemas mesmo em um Reino como Deheon.
Melhor queimar do que apagar aos poucos.
-Neil Young.
o lema dos 3D&Tistas
"-seremos o ultimo foco de resistência do sistema"
Warrior 25/ Dark Knight 10/ Demi-God.

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Padre Judas
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Vladimir Minsk XI

Mensagem por Padre Judas » 14 Jan 2020, 16:00

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A mulher virou-se na cama e observou o homem vestir-se.
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– Hm... você já está indo?
Vladimir Minsk XI
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– Hã? Oh, bom dia. Sim. Recebi um recado de casa. Parece que chegou um pedido da Igreja. Minha irmã está lá. Provavelmente ficarei longe por um tempo, Agui.
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– Nada de novo no front. Boa sorte e vá com os deuses. Vou dormir mais um pouco.
Virou-se e adormeceu. O homem riu de leve e terminou de se aprontar, saindo em seguida. Desceu as escadas da estalagem e acenou para o balconista antes de sair. O homem educadamente ainda lhe perguntou se queria tomar o café-da-manhã, mas Vladimir recusou. Já estava atrasado.

Cavalgou rua acima, subindo a cidade. A estalagem já ficava no Distrito da Colina, área dos grandes mercadores, de modo que não era tão longe. Em dez minutos ele finalmente chegou aos portões do Vigia do Poente, o lar ancestral de seu clã. Era um conjunto de edifícios imponentes de aparência sólida, projetado e erguido por mestres anões séculos atrás. Naqueles tempos, antes dos bárbaros invadirem Kor Kovith, os Minsk haviam cultivado fortes laços com a nobreza de Doherimm e o povo de lá havia deixado sua marca na cultura local.

Por fim entrou nos aposentos da família, onde esta preferia se reunir para fazer suas refeições íntimas. Encontrou seus pais e sua irmã perto da lareira, degustando da refeição matutina.
Vladimir Minsk XI
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– Bom dia a todos! A benção meu pai! Benção, mãe!
Lady Olivia Minsk
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– Que Khalmyr te abençõe, filho! Você demorou, já estamos terminando.
Lorde Klaus Minsk III
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– Deixe o rapaz, Olivia. Com certeza a jovem era muito mais interessante do que um casal de velhos como nós!
Vladimir Minsk XI
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– Pai! Oi, Caty!
Beijou a irmã no rosto e abraçou forte.
Catarina Minsk
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– Oi, Vlad!
Sentou-se ao lado de Catarina e pegou um pedaço de bolo. Percebeu então como estava faminto.
Vladimir Minsk XI
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– Então? Qual a pressa? O mensageiro me disse que havia uma mensagem urgente...
Lady Olivia Minsk
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– É sobre o seu casamento...
Vlad quase cuspiu o pedaço de bolo da boca.
Vladimir Minsk XI
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– O QUÊ?
Lorde Klaus caiu na gargalhada, seguido pelas duas.
Catarina Minsk
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– MÃE! Você não deve mentir, nem por brincadeira! Khalmyr não gosta!
Mas ela ria bastante.
Lady Olivia Minsk
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– Ah, mas foi tão engraçado. Olha a cara dele...
Vladimir não sabia como reagir, exceto tentar rir também. Sua mãe ficou um pouco mais séria.
Lady Olivia Minsk
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– Mas você já tem vinte anos. Nesta idade seu pai e eu já estávamos casados e você já havia nascido. Precisamos mesmo encontrar uma noiva.
Vladimir Minsk XI
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– Mãe, eu...
Lady Olivia Minsk
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– Não, eu já disse. A senhorita Cordovero é uma boa moça, filha de importantes comerciais, mas ainda é uma plebeia. E eles nem são de Kor Kovith, o avô de Mestre Cordovero era de Nova Ghondriann.
Lorde Klaus Minsk III
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– Sua mãe tem razão, filho. Pode mantê-la como amante, mas precisa de uma esposa kovithiana, alguém das famílias antigas. Eu conheço pelo menos umas quatro ou cinco moças que seriam perfeitas pra você.
Vladimir não gostava do rumo daquela conversa e olhou para a irmã, como que pedindo ajuda. Felizmente ela entendeu.
Catarina Minsk
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– Bom, podemos tratar disso outra hora. Chegou uma carta da Igreja de Khalmyr em Villent. Alguns comerciantes de joias foram atacados e a Igreja de lá se comprometeu a investigar, mas eles estão com pouco pessoal. O paladino Sir Gilgrimm Deepforge solicita reforços.
Foi a vez de Lorde Klaus falar com sobriedade.
Lorde Klaus Minsk III
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– Os Deepforge são uma das famílias nobres de Doherimm com os quais mantivemos relações por séculos desde os tempos de Lady Minsk. Mesmo agora, nestes tempos sombrios em que vivemos, esta amizade perdura. Por isso Sir Gilgrimm pediu nossa ajuda e é claro que não faltaremos.
Vladimir assentiu, firme.
Vladimir Minsk XI
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– Partirei imediatamente.
Lorde Klaus Minsk III
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– Hm. Já preparei um navio. Ele está no porto, com mantimentos e o que mais for necessário. Vai subir o rio e te levar até Villent.
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E assim chegou em Villent. Não era longe – o Iörvaen fazia uma longa curva para o leste e depois volta para o oeste, seguindo então praticamente na mesma direção de sua cidade natal. O transporte fluvial era muito mais eficaz e seguro do que o terrestre e nenhum pirata se atreveria a atacar uma belonave que ostentava o castelo com as espadas cruzadas que era o símbolo da Casa Minsk. Os membros daquela embarcação não eram reles marujos mercantes, mas sim soldados bem treinados, bem armados e implacáveis ao lidar com os facínoras fluviais.

Desembarcou no porto. O capitão lhe informou que a nau ficaria ali pelo tempo que ele precisasse, conforme as ordens do Senhor. Estavam à sua disposição. O paladino agradeceu e seguiu até o ponto de encontro.

Não teve dificuldades em encontrar a mansão indicada na carta: a cidade tinha um desenho muito semelhante à Minsk, provavelmente por ambas terem forte influência anã. Um serviçal o acompanhou até o interior e logo depois uma mulher também foi trazida. Vladimir levantou-se e a cumprimentou curvando-se, como era apropriado.
Vladimir Minsk XI
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– Saudações, senhora. Sim, sou Vladimir Minsk. Prazer em conhecê-la. Sim, Khalmyr nos ajudará a encontrar Justiça.
Então veio outro anão.
Vladimir Minsk XI
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– Sir Gilgrimm, eu presumo. Fico feliz por nos conhecermos, embora preferisse que fosse em melhores circunstâncias.
O paladino seguiu o olhar do outro e assentiu.
BAÚ DO JUDAS
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Re: Guerra Artoniana: Parte 1 - Rastros de Guerra

Mensagem por John Lessard » 15 Jan 2020, 13:49

Ato 1: Atentado Mortal em Villent

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Aldred, Ladon, Lyane e Vladimir

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Os anões em frente à residência eram sisudos, metidos em armaduras mais pesadas que de guardas humanos comuns. Levavam um machado na cintura cada um.
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"Sejam bem-vindos, senhor Maedoc e senhor Brimstone, Gilgrimm Deepforge os espera."
Os portões então foram abertos e a dupla pôde entrar, guiados por um dos anões. O outro fecha e permanece no portão, em guarda. O cavalo e o trobo são entregues a um rapaz magro e baixo, um cavalariço humano. É impossível não notar uma certa tensão no ar enquanto atravessam os corredores forrados com tapeçaria cara e esculturas em pedra.

Após passarem por uma escada larga que levava ao andar superior, uma porta dupla de carvalho abre-se para uma sala maior, com uma mesa de madeira rústica. Sentados ali estão três figuras. Uma mulher em uma armadura ornamentada e de aparência cara, de cabelos curtos e negros. Um homem também trajando uma armadura pesada, de cabelos e barba castanhos. O último era um anão armadurado, com cabelos e barba negros, que terminava de cumprimentar o humano. Este último a dupla conhecia ou já imaginava quem seria, Gilgrimm Deepforge, o irmão de Fargrimm.
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"Aldred, Ladon, que bom que vieram e a mensagem de meu irmão chegou bem até vocês. Venham, sentem-se. Este é Vladimir Minsk, guerreiro sagrado da justiça e esta é a oficial Lyane Sylvana, do exército de Deheon. Peço desculpas se não estou usando os tratamentos corretos, ainda me confundo com alguns costumes da nobreza da superfície. Gostariam de comer alguma coisa?”
Ele então espera todos se acomodarem e pede comida, caso alguém solicitasse. Em seguida ele pediu licença e se ausentou por alguns minutos e retornando acompanhado de dois outros anões. Ambos estavam metidos em cotas de malha de grande qualidade, porém um dele era ainda menor que os demais, andava curvado, era calvo e cultivava uma barba castanha, com um imponente bigode. O outro usava um meio elmo e um manto luxuoso, além de trazer um medalhão com uma pedra preciosa pendurado no pescoço.
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“Meus amigos, estes são Helloram e Gyaranimm, clérigos de Valkaria, fazem parte do Conselho.”
Ambos manearam as cabeças em direção aos quatro.
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“Como alguns de vocês sabem, há alguns dias atrás Villent sofreu com um atentado terrível, focado exclusivamente nos estabelecimentos dos irmãos Goldenheart. Explosões terríveis foram responsáveis pela morte de muitos anões, assim como ferimentos terríveis. Eu logo me prontifiquei em ajudar meus irmãos, assim como o Conselho da Cidade buscou aventureiros para descobrirem os reais culpados por isto tudo, porém… - e ele então olhou para a dupla de clérigo.”
Um deles pigarreou.
Helloram
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“Porém, em nossas investigações nos locais dos atentados, recuperamos os corpos dos Goldenheart assassinados, exceto de um, Nundro Goldenheart. O corpo de Nundro não foi encontrado em nenhum dos locais dos atentados, muito menos onde deveria estar na ocasião, no prédio em que trabalhava.”
Gyaranimm
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“Também não está entre os feridos. Por este motivo acreditamos que Nundro não está morto, mas desaparecido e pior, em perigo.”
Helloram
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“O que nos dizem, podemos contar com a ajuda de vocês para descobrir o que aconteceu com Nundro Goldenheart?”

Khaled

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Khaled não podia deixar de ficar curioso com o que Maryanne estaria fazendo em Villent, uma cidade cheia de anões, um cenário bastante diferente da cidade em Ahlen. O que daria lugar a nobres sem escrúpulos, encantadores poderosos e dragões?

Se primeiro instinto, é claro, foi procurar numa taverna. Era um lugar modesto, embora ainda um tanto vazio e com os clientes cabisbaixos. Seria sorte se o grupo estivesse ali, mas o que buscava era algum tipo de pista.

O taberneiro anão o encarou, terminou de limpar o balcão e servir a cerveja.
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"Maedoc? Sim, ouvi falar. Está em uma das propriedades dos Goldenheart, parece que irá ajudar na investigação dos atentados."

Dados dos Personagens

Imagem - Aldred <> PV: 55/55 CA: 21/21 PM: 0/0 PE: 6/6 PA: 1 <> Postura: - <> Condição: Normal
Imagem - Ladon <> PV: 73/73 CA: 20/20 PM: 0/0 PE: 0/0 PA: 1 <> Fúria: 2/2 <> Condição: Normal
Imagem - Lyane <> PV: 48/48 CA: 27/27 PM: 0/0 PE: 0/0 PA: 1 <> Orgulho: 2/2 <> Condição: Normal
Imagem - Vladimir <> PV: 81/81 CA: 26/26 PM: 0/0 PE: 3/3 PA: 1 <> Desafio: 5/5 <> Postura: - <> Condição: Normal
Imagem - Khaled <> PV: 27/27 CA: 15/15 PM: 18/18 PE: 0/0 PA: 1 <> Desejo: 1/1 <> Música de Bardo: 13/13 <> Voo: 1/1 <> Condição: Normal
Personagens em Pbfs:
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Aldenor
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Re: Guerra Artoniana: Parte 1 - Rastros de Guerra

Mensagem por Aldenor » 15 Jan 2020, 14:49

Os anões eram sisudos e educados, como o esperado. Nem mesmo a presença inquietante do lefou Ladon provocou algum desconforto naquelas estátuas de metal. Logo, os dois foram levados adentro da propriedade dos Goldenheart, enquanto um cavalariço humano levou o trobo e Atrevido para o estábulo. Aldred tocou-lhe no ombro impedido-o que se virasse para ir cumprir seus afazeres.
Aldred
Imagem
Este é Atrevido, um garanhão de Namalkah. Trate-o como uma pessoa e tudo ficará bem.
Disse com seriedade, mas terminou dando uma piscada de olho amigável.

Seguiram pelos corredores forrados de tapeçaria, o que mostrava a riqueza daquela família. O ar, entretanto, estava pesado. Aldred sentia que as mortes provocadas pelo atentado mudariam para sempre a vida daquela família. Com o clima ruim, Aldred se agitava na direção contrária do azedume.
Aldred
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Lembra daquela briga sinistra lá em Malpetrim? A da taverna da Guilda de Aventureiros? Foi ali que conhecemos o irmão do Fargrimm. Tu lembra se Gilgrimm era chato como o irmão? Ah, vamos falar a verdade, sem elefante na sala: Fargrimm era mesmo um mala.
Falar aquilo arrancou um sorriso de Aldred, talvez até um princípio de risada para aliviar a tensão do ambiente. Porém, lembrar disso também o lembro de Fenyra. Pois foi ali que a conheceu a primeira vez, antes de reencontrá-la novamente em Tollon. Aldred, então suspirou afastando a memória.

Chegaram finalmente a um salão, após subir uma escadaria gigante e abrir uma porta dupla de madeira maciça. Realmente, era uma mansão impressionante. No salão, Aldred encarou todo mundo armadurado. O guarda anão, os dois humanos e o próprio Gilgrimm. Mesmo Ladon tinha sua armadura de partes desencontradas, coisas de gladiador.

Gilgrimm foi receptivo, apresentando aos demais.
Aldred
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É um prazer conhecê-los. Eu sou Aldred Castell Maedoc, o terceiro de meu nome, último mestre do estilo Yamada-ryuu, aventureiro e sangue de dragão. Este é Ladon Brimstone, de Zakharov, portador de Carnage, a espada mágica de sua família, aventureiro e sangue da Tormenta.
Aldred achava apropriado mostrar suas credenciais a figuras tão importantes como o paladino de Khalmyr Vladimir Minsk e a oficial do exército de Deheon, Lyane Sylvana. Em seguida, após uma reverência desajeitada, ele sorri puxando uma cadeira pra sentar.
Aldred
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Não me avisaram que o traje de hoje seria armadura pesada. Hahahaha.
Disse divertindo-se com sua piadinha, pondo sua katana embainhada ao lado de sua cadeira.

Aldred tinha fome, então não se fez de rogado ao aceitar a comida de Gilgrimm e não se arrependeu. Quando ele saiu, a comida chegou e Aldred comeu com modos requintados, como se fosse alguém de estirpe.
Aldred
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Bem, Ladon e eu fizemos parte de um grupo de aventureiros, os Vingadores de Arton. Atuamos no Império de Tauron, Deheon, Bielefeld, União Púrpura, Sambúrdia e Trebuck. Infelizmente, após nossa última missão, há um ano, nos separamos. Quando recebi o chamado de Fargrimm Deepforge, o irmão de Gilgrimm e ex-membro de nosso grupo, viemos o mais rápido que pudemos. Realmente lamentável o que esses terroristas fizeram.
Disse. Pouco depois, Gilgrimm retornou com outros dois anões. Aldred se levantou e fez uma reverência para a chegada de ambos. E se sentiu esperto ao fazer isso, pois eram dois anões importantes, do conselho de Villent. Voltou a se sentar em seguida.

Aparentemente um dos anões atacados pelos terroristas estava vivo e desaparecido. Aldred coçou a barba.
Aldred
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Deve ser porque ele sabe de algo que os terroristas querem... bem, é claro que aceitamos ajudar na busca de Nundro Goldenheart.
Disse com brilho no olhar.
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DragonKing
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Re: Guerra Artoniana: Parte 1 - Rastros de Guerra

Mensagem por DragonKing » 15 Jan 2020, 18:45

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Vladimir confirmava a sua identidade e Gilgrimm adiantava a etiqueta de um anfitrião oferecendo comida e bebida logo quando dois indivíduos adentraram o local. O Landon chamava mais a atenção pelo seu corpazil e pela sua arma, usava armadura de Gladiador pelo visto era um combatente eficaz ou só mais um ator da arena. Um deles era mais faladeiro e iniciou uma apresentação como se tivesse ensaiado aquilo dura todo o caminho até a cidade.

Logo que o nome Maedoc surgiu na apresentação a memória de Lyane logo tentou buscar informações, pois era um nome familiar e de certo renome. Logo veio Tollon e Trebuck a mente. Membros do Protetorado do Reino, era uma família de renome, pelo menos em Deheon. Lyane opta por ficar calada, não por grosseria, mas pelo Maedoc não parar de falar, a oportunidade veio apenas quando Gilgrimm deixou a sala por alguns minutos.
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- Um Maedoc hã? O espírito aventureiro deve estar mesmo no sangue da família. Não vamos ser precipitados Maedoc, não sabemos se são terroristas.
Não riu da piada sobre as armaduras, apenas olhou para Vladimir. Lyane já tinha lidado com aventureiros, por mais que fossem habilidosos tinham uma tendências impulsivas ou até mesmo suicidas em pró de algum tipo de glória pessoal.

Gilgrimm retornou em seguida e com ele mais dois anões, Lyane os saúda em sua língua materna e se mantém atenta ao que tinham a dizer. Lyane passava a criar teorias em sua cabeça e tentava buscar alguma informação sobre os Goldenheart. Eles não eram nobres, apesar de possuírem certo renome e quando um prego se destaca, certamente recebe martelada.
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- Ou o responsável pelo ataque...
Comentou sobre o comentário de Aldred. Sabia que isso poderia irritar os anões, mas não era do tipo que se importava com o que os outros pensa em sobre ela. Não mais.
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- Se a intenção do ataque era matar os Goldenheart, um sobrevivente milagroso soa no mínimo suspeito e não podemos descartar nenhuma linha de investigação.
Lyane apoia os ombros na mesa e encara os anões antes de retomar o raciocínio.
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- A milícia já deve ter iniciado uma investigação correto? A essa altura devem ter mexido na cena do crime.
Lyane levanta-se, estar parada a incomodava, lhe causava ansiedade e queria logo começar o trabalho. Seja ele qual fosse.
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- Não sou detetive, mas cumprirei as ordens que me foram dadas, neste caso, levar os culpados a justiça. Para isso precisaremos de toda a colaboração possível além de , é claro, informações. Vou precisar de tudo que vocês souberem sobre os Goldenheart, principalmente sobre Nundro, amigos, inimigos, amantes. Também gostaria de acesso aos arquivos da milícia, se é que há algum, uma lista de quem estava no local antes, durante e depois do ataque. Por favor!
Era hora de saber se os anões estavam fazendo a parte deles ou se deixariam tudo nas costas do grupo que ali se formava.

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Vladimir Minsk XI

Mensagem por Padre Judas » 15 Jan 2020, 20:18

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Vladimir Minsk XI
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– Prazer em conhece-los. Sou Vladimir Minsk, o Décimo Primeiro. Minha família governa a Marca de Minsk em Kor Kovith. Yuden.
Ele diz Yuden após uma pequena pausa, quase como se cuspisse a palavra. Ele sorri levemente com a brincadeira do outro. Logo depois eles escutam mais sobre o ocorrido de autoridades locais.
Vladimir Minsk XI
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– Já aceitei a missão, senhores, e farei o meu melhor para cumpri-la. E todos vocês podem contar com qualquer ajuda que eu puder oferecer.
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