Touhou RPG - Sidequests

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Shino
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Re: Touhou RPG - Sidequests

Mensagem por Shino » 11 Ago 2014, 23:38

Para Keiko

Tudo começou quando os caninos perfuraram a pele do rapaz, o sangue escorreu e sua língua saboreou o doce sabor do sangue (doce?), era totalmente diferente do sabor da carne de animais (irracionais), nem mesmo a deliciosa comida feita pela empregada chefa da mansão escarlate, ou o jantar que havia saboreado pouco tempo atrás era igual, aquele sabor, mesmo sendo quente o líquido vermelho refrescava sua garganta, tão quanto uma boa garrafa de sakê.

Sem nem perceber a mandíbula continuou o movimento, fechando sobre o braço dele, os dentes se encontrando ao final. Se o sangue já não era suficiente para inebriar a pequena oni, o gosto da carne humana percorria todo o seu corpo, da língua às partes mais intimas do seu ser.

— Viu? Não é bom? Ele é um dos melhores, essa carne macia, a pele salgada, hummm!!!

Não era mentira, cada palavra dela era real, aquela sensação era tudo que ela dizia, não, era ainda mais. Tão prazeroso quanto os momentos mais libertinos com Layla, mastigou o pedaço, saboreando-o a cada instante e então, engoliu, o prazer descendo pela garganta, delirante, quase febril e então a boca salivou novamente, desejando outro, e outro e outro. Sentiu o abraço da sua outra eu, o corpo macio, quente.

— Finalmente, aceitou quem é, quem somos! Nós somos uma, de novo!

A sua cabeça latejou, sentiu-se perdendo os sentidos, apagou!


Para Reno e Keiko


Não conseguiu suportar mais a dor, não até a mandíbula se fechar, levando um pedaço do seu braço, recuou instintivamente, levando a mão ao braço, logo o corpo já começava a regenerar a parte perdida, mais não deixava de doer, e doía muito. Mas a dor não era o que mais o impressionava, era o que logo se seguia, Keiko se levantava, acordando do transe que estava a pouco, mais não era mais a Keiko que conhecia, nem mesmo a outra Keiko, era uma terceira, a nova Keiko.

O corpo mudara, os cabelos azuis davam lugar aos negros, os fofos chifrinhos perderam a inocência, tornaram-se mais maduros, mais selvagens, mais afiados, manterão a cor roxa, mas agora eram em degrade, a base estava escura, quase negra, a ponta mais clara, como se fosse um vulcão ativo, a lava ao pico. Não havia ganhado altura nenhuma (talvez um centímetro só, por causa do chifre), mais estava bem mais avantajada, uma oppai loli, de uma AAA-CUP (tabua de passar, lisa, no osso) para D-Cup (+ 10,2 cm) em instantes.

— O que foi, nii-chan, ficou “armado” por minha causa?

Cruzou os braços abaixo dos seios, os pressionando para frente, o vestido não resistia a ação, rasgando frente ao corpo, um decote generoso se forma involuntariamente enquanto ela curvava o corpo e seduzia o ruivo violentamente.

— Kono hentai! Gomi, buta! (Seu pervertido! Lixo, porco!)

{OFF: A pequena e inocente Keiko não existe mais, agora só existe a nova Keiko, a não ser que queira usar um PD para Retcon. O ferimento do braço direito se curou por completo, Keiko não possui mais as desvantagens, Maldição: Maneta e Dupla Personalidade, mas ganhou as seguintes:
Insano - Intolerância (humanos): Comida deve ser tratada como comida e nada mais!

Sanguinário: Piedade é para fracos, não há necessidade de manter os inimigos vivos, afinal de contas, um lanchinho sempre cai bem!

Má Fama: Quem trata os outros como nada geralmente não é muito bem vista!

Maldição: Magias de ataque usadas por humanos contra você tem FA dobrada, quando usadas em seu beneficio (como uma cura mágica) terá seu efeito reduzido a metade (arredondado para baixo).

F+2
H,R,A,PdF+1

Devorar: Ao devorar um inimigo ganha 1 PE e PVs igual a metade dos pontos de vida totais do inimigo. Pode realizar um ataque (ação) com FA igual a F+1d6, o dano causado é recuperado em PVs.
Keiko ainda mantem um certo nível de respeito pelas garotas (apenas as fortes como ela, no caso as Symphogears), já os homens... nenhum, são carne apenas, se bem que ela gosta do Michio, mas não sabe definir se é luxuria ou gula... ou os dois :D , qualquer não humano, youkais, elfos (se tivesse algum), até construtos são considerados iguais o problema é só com humanos}


Continuação


Para Kenji


—Claro Kenji-sama! Não tem problema algum, nós vamos subir, qualquer coisa é só nos chamar. (Aika)

— Boa sorte Kenji-sama! (Kiyone)

Não havia impedimento da parte de suas servas, já era um pouco tarde, mas ainda havia pessoas na rua, preferiram andar não muito longe do hotel, seguiram em direção a uma pracinha a pouco mais de 5 minutos de caminhada.

— Sabe Kenji-san, eu estive pensando sobre nossa situação depois das rosas que me deste de presente.

Imagem
Place des Vorges uma das praças mais belas de Paris, mas lembrando que é a noite, por volta das 23:00 horas.

Uma brisa fria percorreu o lugar, muito poucas pessoas estavam na praça naquele momento, duas garotas que trocavam carinhos entre si, alguns homens que bebiam e discutiam assuntos comuns (enquanto assistiam as garotas a se beijarem) um homem e uma garrafa de conhaque deitado em banco não muito longe e mais um grupo de pessoas, três garotas e dois rapazes a passar no lugar no momento.

Vocês distanciaram um pouco dos demais grupos, ficando sozinhos em uma parte da praça, não demorou muito e Remilia se pronunciou:

— Kenji-san, eu realmente gosto de você, e por isso, sinto que isso vai doer muito mais do que imagino!

Antes que tivesse tempo de falar alguma coisa viu a mão de Remilia o parar, ela queria continuar antes que você se pronunciasse.

— Sabe, no inicio eu estava apenas fingindo, te usando *ela evitou seus olhos, estava envergonhada de suas próprias ações*, queria causar ciúmes no Lucian, queria que ele me notasse, que mudasse o jeito dele, que fosse mais corajoso! Mas aos poucos, você foi me cativando, se mostrando o rapaz gentil, carinhoso e prestativo, e com um sorriso lindo... Ainda sim, eu gosto muito dele, e agora ele começou a mudar, esta se tornando mais maduro, e não quero lhe machucar mais do que já estou o fazer, antes que nosso relacionamento se torne mais complicado. Eu sei que pode doer, mas nós podemos no máximo ser apenas amigos, ou melhor, ainda serei sua sensei, mas só sua sensei! (Alguém foi parar na friendzone)


Para o Inoue


Tubumm... tubumm... tubumm... seus ouvidos captavam os barulhos das cotas que se chocavam contra a pia do banheiro do quarto ao lado, devido ao silêncio mortal que fazia logo após a sua conversa, sentiu medo, pavor, nervosismo, ambas se encaravam em silêncio. Pensou em quebrar, o gelo, em acabar com aquela situação, mas não teve coragem, algo emanava delas, como se fosse alguma aura energética, mas mesmo você não conseguia enxergar, mas sentia, e era muito hostil. Aquele milênio de medo perdurou por pouco mais de dois minutos, até que Fiora decidiu falar:

— Desculpas!

Curvou a cabeça, foi a primeira a se desculpar, era mais nova que sua irmã (já que a mesma é uma youkai como você), mas era mais madura e estava mais habituada as adversidades.

— Me desculpe também!

Logo foi a vez de Hina, talvez ainda estivesse chateada, mas não transpareceu, olhou fundo nos olhos de Fiora e depois de falar também se curvou desculpando-se por sua má atitude. Por hora os ânimos estavam calmos, ou assim pareceu, a curiosidade de Fiora foi mais alto e ela não se importou em perguntar:

— Então, Hina-san, são apenas vocês dois, ou tens mais irmãos?

— Somos doze ao todo, seis homens e seis mulheres.

— Nossa, seus pais são bem ativos, então, você é a caçula?

— Não, é a Yoshiko, eu sou a segunda mais nova!

— E o Inoue-san, ele é o mais velho?

— Não, o niii é o terceiro dos homens, o nosso irmão mais velho é o Musashi!

E assim um momento de paz foi instaurado, elas aparentavam se acalmar e começaram a dialogar sobre sua família, pais e até alguns gostos pessoais, se o sono não o tivesse vencido, você teria passado boa parte da tarde ouvindo a conversa das duas, mas agora estava na cama do hotel, e nada mais. Quando acordou já era noite, estava sozinho no quarto, nem sinal de ambas as mulheres!!!

Para Reno e Michio

(OFF: Talvez não tenha deixado claro, mas nesta versão da Terra, Touhou não é tão famoso como na nossa:
— Não conhece... bem, nem todos conhecem, é um jogo para poucos, mas se gostou das musicas, já pode se considerar fã.
No wikia de touhou não encontrou nada de novo, na verdade, estava BEM desatualizado, tanto que você mesmo atualizou algumas coisas lá!)

— Claro men, esteja na estação as 07:00, nosso Circle pegou um espaço na Comiket bem perto do estande do ZUN, vamos vender uns Garage Kits que fizemos, e as meninas vão fazer cosplay, vai ser bem legal, tem também uns doujins que o Igawa fez e quer vender! Mas tipo... sem querer entrar na sua "semana", eu vi um vídeo no youtube, tinha um cara cantando no show da Kazanari Tsubasa que era a sua cara!
♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ CAMPANHA TOUHOU RPG ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ CAMPANHA CAVALEIROS DO ZODÍACO ALPHA ♦ ♦
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Inoue91
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Re: Touhou RPG - Sidequests

Mensagem por Inoue91 » 15 Ago 2014, 15:43

Inoue

*Após dar uma bronca nas duas, o silencio tomou conta do quarto de tal maneira que era possível escutar alguma coisa se chocando no quarto ao lado. Inoue não saberia dizer se ambas escutaram aquele barulho ou não, mas isso era irrelevante para o momento, as duas continuavam a se encarar, Inoue tentou quebrar o gelo, ele abriu a boca para falar, mas as palavras não saiam, ele estava com medo não sabia o que poderia acontecer sem contar que ambas as garotas estavam emitindo uma aura muito forte.

*O silencio permaneceu por pouco mais de dois minutos, Fiora foi a primeira a se desculpar e logo em seguinda Hina também se desculpava, neste momento Inoue respirava aliviado, e limpava um pouco do suor que estava escorrendo sem sua testa com as costas de sua mão.

-- Viram, não foi tão difícil assim foi ?

“Ainda bem que as duas se entenderam, agora quem sabe eu posso dormir um pouco”

*Sem se preocupar muito, Inoue deitava na cama e fechava os olhos, as duas agora estavam calmas e então começaram a dialogar. Fiora fazia perguntas sobre a família de Inoue, e naquele momento ele havia se tocado que não havia contado nada para ela a respeito, ele tentou se levantar mas o cansaço era maior, a medida que o tempo passava as vozes foram ficando cada vez mais baixas, até que Inoue caiu no sono e parou de escutar a conversa, sobre o que mais elas conversaram Inoue nunca iria saber, ao menos é claro que uma das duas o contasse.

*Ao acordar Inoue percebia que estava escuro, ele olhava para os lados e percebia que tanto Fiora e Hina não estavam no quarto, ele sentava na cama e então se espreguiçava.

“Droga, dormi o dia inteiro, e onde que aquelas duas se meteram?”

*Ia até o banheiro e jogava uma agua no rosto, voltava para o quarto e então trocava de roupa, após se aprontar, pegava o colar que havia comprado para Fiora, ele então iria sair do quarto, mas acabou lembrando de uma habilidade que ele possuia, e que quase nunca a usava, parou por um momento, e foi até a cama que antes de dormir estava sentando com Fiora e Hina, ele então a olhava fixamente por um momento e entao começava a falar.

--Vejamos..... eu não sei como posso dizer isso, mas eu consigo te entender e você consegue me entender, mas enfim, no periodo da manha, estive aqui junto com duas garotas, Fiora a que vestia lingeries e Hina uma que parecia uma garotinha, tivemos uma conversa, e pouco tempo depois cai no sono, poderia me dizer sobre o que elas conversaram ? se falaram que iriam sair para algum lugar e coisas do tipo ?

*Se a cama não cooperasse falaria com outros objetos no quartos, aproveitara tambem para perguntar para parede de onde veio o barulho que havia vindo antes, do que se tratava aqueles barulhos, assim com tudo esclarecido, saia do quarto e ia em busca de Fiora.
Editado pela última vez por Inoue91 em 17 Ago 2014, 20:10, em um total de 1 vez.

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Tsunayoshi
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Re: Touhou RPG - Sidequests

Mensagem por Tsunayoshi » 16 Ago 2014, 14:13

4º DIA

Noite


— Ah, nã- não foi o que quis dizer! — disse gesticulando veementemente, envergonhado. — Não quis dizer que somos normais e youkais estranhos ou errados. É apenas o ponto de vista de um ser humano que nasceu e viveu a maior parte da vida sem contato com magia e coisas assim, quer dizer, o que seria normal para a realidade dessas pessoas... Afinal, talvez a definição de normal... Nem exista, não é verdade...

Catou o antigo brinco de sua mãe do bolso e comaçou a brincar com o objeto, rolando-o por cima da mesa com o indicador. Quantas pessoas considerariam normal ter uma mãe que trabalha como uma espécie de policial do mundo espiritual? Ou receber visitas de kemonos raposas trazendo tarefas nada comuns também? Seres humanos amam encontrar um lugar ao qual sentem pertencer, aonde se sintam acolhidos ou seguros. Onde gostem de estar. Talvez seja daí que tenha surgido a definição de normal. Qualquer influência muito distante desse estilo de vida acabada tachada de estranha... Alienígena. Mas os humanos também são adaptáveis, talvez mais do que qualquer outra raça. Se tentarem são capazes de, mesmo sem compreender ou concordar com o outro, aceitá-lo, seja quem for. E, quem sabe, ele mesmo não esteja disposto a abraçar esse lado... sobrenatural da vida. Nunca havia imaginado fazer parte disso, mas parando pra pensar agora, quando a hora chegar, vai querer mesmo deixar tudo isso pra trás e viver como se nada além do normal existisse?

Guardou o brinco no bolso novamente, quase ao mesmo tempo em que arregala os olhos de surpresa, devido a um comentário de Reno.

— R-Reno-san e... até Kenji-san, são gensokyanos?! — não se surpreenderia descobrindo que Keiko e Lucian são de lá, mas o fato de Reno e Kenji serem humanos afastou a possibilidade deles também serem de sua cabeça. Realmente, como disse o ruivo, humanos são absurdamente numerosos e podem facilmente (?) existir em Gensokyo também. Além disso, humanos tem o costume, muitas vezes nada saudável, de dividir e conquistar... Talvez possam mesmo habitar qualquer lugar. Isso também deve ser o motivo de Reno conseguir romper essas barreiras culturais, e enxergar a unidade que conecta todos os seres vivos. Seria legal poder pensar assim também, se fosse tão fácil... — Entendi... Parece ser um lugar bonito. Você deve ter mesmo muitas saudades, não é. Legal saber que existem influências daqui da Terra em Gensokyo... Talvez tudo esteja mesmo conectado... Espero que eu possa visitar um dia. Aí você me mostra seu lar! Eu quero saber como você vivia lá.

Recostado na cadeira, sorria com interesse genuíno. Mas não pôde deixar de sentir uma pontada de ciúmes do rapaz. Aprendeu a tocar todos os instrumentos? Despertou os poderes? Simplesmente despertou?!?! Michio guarda lembranças nada agradáveis de treinos espirituais para despertar e manipular a aura, sempre acompanhados de uma Umeko desdenhosa e muito pouco prestativa. Demoraram várias semanas até que obtivesse algum controle sobre a própria energia. Segundo a raposa, ele não tinha talento nenhum pro negócio... Será que conseguiria acertar um Leigun nela na próxima e dizer que foi sem querer...?

— Hum? Touhou? — debruçando-se novamente sobre a mesa enquanto recebia o CD de Reno. — Tou... hou... Ah, sim... Então você conhece Touhou? Quer dizer, não que eu tenha jogado muito. É simples, mas exige muita habilidade, mesmo nos níveis mais fáceis. E como eu ando meio sem tempo, por causa do cursinho e outras coisas, tive de deixar encostado. Se bobear, ainda tenho os arquivos no PC... É tipo um danmaku com SNK Boss Syndrome do começo ao fim! — riu para Reno, mas então se lembrou de que talvez o ruivo não estivesse familiarizado com essas expressões, portanto a piadinha não teria graça. Franziu o cenho e voltou a atenção ao CD novamente, analisando capa e contracapa do produto. — O que te interessou nesse jogo, Reno-san? Segue aquela premissa de dois mundos separados, a Terra e o dos seres místicos. Engraçado como esse clichê sempre pega. Ah, se eles soubessem... Não me lembro mais de diálogos e história, se é que eu li, provavelmente escolhi o primeiro personagem que o jogo oferece e pulei todas as falas e introduções. Joguei com uma sacerdotisazinha de vermelho, acho. Re... Ri... Riko? Não... era diferente. Re... Reiko? Não... Re... Rei- Ah, Reimu! Reimu Haku-alguma coisa! Acho que era isso...

Reimu... Reimu... Estranho, não lembrava de ao menos ter se importado de ler o nome do personagem. Talvez tenha visto de relance na tela. Afinal, geralmente aparecem em letras garrafais no menu de seleção! Não é um nome comum... Mas essa sensação de já ter ouvido antes...

— Você jogou? Bom, se quiser experimentar, acho que podemos conseguir um note emprestado. Quem sabe Genjurou-san não tenha um meio encostado pra ceder pra gente... O que te chamou atenção nesse jogo?

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Galahad
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Re: Touhou RPG - Sidequests

Mensagem por Galahad » 16 Ago 2014, 17:40

Kenji

Ao seguir junto de Remilia, Kenji não conseguia evitar de sentir um certo nervosismo, talvez até maior que sentira ao enfrentar aquele monstro sobre o vulcão, ou mesmo nas batalhas contra os inimigos no LHC, devido à seriedade nas palavras da jovem vampira, se perguntava o que ela queria falar com ele, embora ele mesmo queria conversar com ela sobre a situação deles, e para a surpresa de Kenji, era exatamente sobre isso que ela falava!

Kenji apenas olhava rapidamente as pessoas que ali estavam, sem mostrar interesse por elas, afinal, apenas a vampira lhe interessava naquele momento, e quando ia começar a falar algo, Remilia gesticulava para que não o fizesse, e ele assim o fazia, ele mesmo gostaria de falar tudo sem ser interrompido, era justo fazer o mesmo por ela.

"O que será que poderia doer?"

Escutava atendo à cada palavra de Remilia, ouvia a vampira falando sobre o porque ela dera aquela atenção especial à ele após alguns treinos, assumindo que fizera isso não porque sentia o mesmo que ele, mas porque queria causar ciumes em Lucian, que agora estava mudando seu jeito, e por isso ela decidira abrir o jogo com o arqueiro. Coincidência ou não, destino ou não, era algo que Kenji também ali estava para fazer: pôr a limpo o que havia entre eles.

"Então é assim que ela se sente? Hummm, não é o que eu esperava."

— HaaHaahaa..*Kenji começava a rir um pouco da situação! Achava que ele tinha conquistado um pouco o coração da vampira, e que agora estaria para revelar que seu próprio coração estava divido entre outras mulheres, mas coisas não estavam indo como ele esperava.* ahHhaha, peço perdão, Remilia-sama, não pense que essa situação é séria para mim, ou que eu ache graça, mas acontece que essa situação é inacreditável. Sabe, quando eu mandei aquelas flores, minha intenção era ter um tempo a sós com você e contar que mesmo a senhorita tendo um lugar especial em meu coração, não é a única nele, mas acho talvez a senhorita já desconfiava disto, não é?

Kenji fastava-se um pouco, ficando de costas para Remilia, respirava fundo, tanto para deixar Remilia processar um pouco aquilo tudo, quanto para ele mesmo reunir forças para continuar, mas não dava tempo para ela o interromper.

— As elementais que me acompanham em batalha são todas pessoas, humanas e youkais, que já conhecia de Gensokyô, e por quem eu já tinha fortes sentimentos antes, isso mesmo antes da invasão dos servos de Lúcifer, e isso também inclui a Aika que reside em sua mansão. Ter encontrado com a Okuu do futuro me fez perceber que eu deveria valorizar mais as pessoas especiais para mim, e pelo que passamos, devido ao futuro sombrio que pode vir à acontecer, especialmente pela remota possibilidade de eu as perder. Mas não apenas isso, me fez ver que eu devo aproveitar o presente, enquanto me preparo para o futuro.

O jovem arqueiro voltava para perto de Remilia, levando uma mão à face da vampira, enquanto continuava a falar, usando seu tom gentil de sempre, misturado à uma seriedade, mas sem nenhuma tristeza.

— Acho que é isso em geral que eu tinha a dizer. Meu coração não pertence à unica pessoa, eu amo as elementais que me acompanham - que um dia eu conseguirei fazer com que voltem a serem o que eram antes - assim como amo a Aika que está em Gensokyô, e Suika também, quem, de certa forma, me colocou este caminho. Você amar o Lucian não muda o sinto, não escolhemos quem amamos, ou quem nos ama, não é? Não pense que isso vai me devastar, eu sou forte o suficiente para encarar esta verdade, e desejo que vocês dois sejam felizes, e desejo isso com seu aprendiz, e como alguém que tem um grande carinho e respeito por você, sem me importar se você um dia sentira o mesmo ou não.

Kenji levava sua outra mão também à face de Remilia, e dando um beijo em sua testa.

— E Remilia, por mais que você seja uma vampira de grande poder, ainda assim é apenas uma pessoa, como qualquer outra, você não me usou, ou o que sinto teria sido algo que você teria forçado à mim, e este não foi o caso, eu escolhi cultivar este sentimento, o que fiz até agora não foi por causa de seus desejos. Me desculpe, mas mesmo com todo seu poder você não pode me controlar.*Sorriso orgulhoso, pois tinha sido verdadeiro consigo e com a vampira*

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Keitarô
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Re: Touhou RPG - Sidequests

Mensagem por Keitarô » 16 Ago 2014, 21:49

Reno

Para Keiko

Segurou o braço que sangrava, aos poucos as fibras iam se juntando novamente e o líquido ferroso cessava de escorrer. A dor ainda estava lá, viva, mas aos poucos foi sumindo na distância. Reno ainda não sabia que estava se regenerando, provavelmente esqueceria da mordida nos próximos minutos; ele só tomaria noção de tal capacidade no dia seguinte, na hora de meditação anterior aos seus feitos em Israel.

Sério, observou os atos de Keiko. A mulher oni que ali agia não era a Keiko que conhecia, a mudança era muito brusca. O primeiro pensamento foi muito claro e rápido: algo ali havia despertado uma face desconhecida da jovem, provavelmente desconhecida até de si mesma. Não era a Keiko que aparecera na luta do grupo, mas uma nova, uma mescla da conhecida e da desconhecida. Como ficaria a sua personalidade? Chamá-lo de "lixo" não pareceu ser um bom indício, muito menos falar tão abertamente sobre algo que a antiga Keiko era bem mais cautelosa em fazer.

— Meus instintos não me definem, Keiko-chan — sorriu sutilmente, colocando as mãos nos bolsos. A mente já esquecera do braço, a tensão da situação sobreescrevendo a dor que sentia. —, eu ficar ou não armado por sua transformação não vem ao caso. É um busto bonito o que você me mostra agora, mas eu sempre preferi quadris mais avantajados que bustos.

Sabendo que de alguma forma corria perigo, ainda assim o homem escolheu por se aproximar da jovem oni. Sentia um ar estranho de discórdia ali, não sabia ao certo dizer o que era. Sua intenção em aproximar-se de Keiko parecia tê-la deixado mais longe não só de si mesmo, como de muitos do grupo. Aquela mudança era permanente? Como lidariam com isso? Resolveu, por fim, dialogar.

— Você quer conversar, Keiko-chan? Afinal, eu te trouxe aqui para você descobrir mais sobre si mesma, e vejo que descobriu, realmente. Importa-se de me explicar o que está acontecendo? — sentou-se de pernas cruzadas em lótus como antes, e sinalizou para a oni sentar-se pertinho ao seu lado, um sorriso sincero e os olhos de ressaca de sempre. — Eu gostaria de continuar ajudando no que puder, porque ainda que não pareça, você é importante pra mim por algum motivo que não sei definir muito bem.

Para Michio

Após contar sua história e ouvir as respostas de Michio, o ruivo sorriu, pensando em como ser um adolescente era algo instigante; tanta coisa pra conhecer, tantas pessoas para ver. Reno então comentou que Michio muito em breve visitaria Gensokyô com o grupo, e que portanto sua curiosidade logo logo seria saciada, então não havia pelo quê se preocupar.

— Eu não joguei, mas cheguei a ver alguns vídeos na internet há pouco tempo. Há também uma enciclopédia online que vocês chamam de wikia, a respeito, mas algumas coisas estão desatualizadas. Tive de fazer alguns consertos.

Imagem
(Wikia acessada ao fim das férias. Faltava adicionar sua teoria sobre o nome de Yukari representar violeta, e tal relação com o espectro de cor visível.)

— A questão, Michio-kun, é que Touhou, ao que parece, é um jogo para falar de algo que vocês da Terra consideram ficção mas que na verdade não o é. Touhou é sobre Gensokyô, e pelo que pesquisei, seus personagens são pessoas verdadeiras. Eu encontrei com Reimu Hakurei ontem mesmo, se quer saber.

Aquilo era um baque para o rapaz? Ele não era tão fã quanto as pessoas que conhecera recentemente no Japão, mas isso ainda deveria causar a ele algum tipo de surpresa. À medida que conhecesse mais ainda os personagens do jogo, poderia compará-los com suas versões verdadeiras. Isso era muito interessante na visão do ruivo, mas e de Michio? Absurdo demais?

— No Japão em alguns minutos vai começar um evento chamado Comiket, você já deve ter ouvido falar. Está interessado em visitar? Devido o fuso horário, lá já é quase de manhã, então temos que nos apressar. O criador de Touhou vai estar lá, e eu vou falar com ele a respeito disso tudo de qualquer forma. Preciso descobrir o porquê ele sabe tanto sobre nosso mundo, inclusive sobre as pessoas que lá habitam. Quem sabe não viramos personagens dos próximos jogos, hein?

Riu divertido, a ideia era engraçada na sua visão.

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Nulo
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Re: Touhou RPG - Sidequests

Mensagem por Nulo » 17 Ago 2014, 08:43

Keiko

— Hahaha...instinto, sobejo?

Keiko (?) flexionava um dos braços para cima, checando a mão por alguns segundos antes de passá-la no rosto e limpar o sangue dali. Os dedos manchados de vermelhos eram levados à boca e limpados com gosto: polegar, indicador, dedo médio...

— Oho...? Deleitável! — Os olhos da oni se arregalavam, satisfeita com aquele gosto. Seu paladar estava satisfeito, mas poderia melhorar. Esticava a mão para cima de um jeito súbito e murmurava algo rapidamente, uma magia para melhorar o seu olfato. — AHAHAHA! Esse aroma!

A garota aspirava, tentando reconhecer o ambiente do jeito que um animal o faria; com o cheiro. Esticava os braços para os lados e girava o corpo uma vez, olhos fechados e narinas captando todos os cheiros dali; o cheiro de sangue que emanava de sua boca e do braço do rapaz, o aroma daquele local, resíduos dos outros que passaram ali. Os animais reconhecem os outros pelo cheiro e ela conseguia entender claramente com o ruivo ali perto: sentia seu odor corporal, fragâncias que ele usava, suor; estaria assustado? Incrédulo? Desconfiado?

— Conversar...? — Seus olhos escarlates acompanhavam os movimentos do ruivo e os braços abaixavam. Um dos punhos cerrava instintivamente ao ouvir o "chan". — Tens razão em um ponto, onii-chan. — Realçava o sufixo de tratamento com um sorriso desdenhoso, colocando as mãos atrás do corpo. — Aproveitar esse ensejo e esclarecer alguns fatos.

Realmente, ela fora amparada pelo ruivo e a magia de teleporte que vira antes poderia ser bem útil. Poderia responder algumas perguntas. Entrelaçava os dedos atrás de suas costas e se afastava do ruivo em passos largos e de uma maneira bastante infantil, o cabelo agora negro como o ébano esvoaçando. Não pretendiar sentar próxima ao ruivo.

— Eu sou importante...? — Parava no meio do caminho, as costas viradas para o rapaz. Olhava para baixo por alguns segundos, notando o vestido rasgado que não continha mais seus seios agora mais fartos. Perdera tempo comprando roupas mais cedo com Michio...

"Michio..." Sentia um desejo crescer dentro de si ao recitar o nome em sua mente e com um sorriso, virava-se para encarar Reno.

— Como mencionaste, realmente encontrei-me. Ainda indago o porquê de ter demorado tanto. Ingenuidade de 'minha' parte, talvez? — Uma das mãos escorria pelos cabelos negros e trazia uma mecha para perto do nariz, cheirando-a. — O que você vê é o resultado de nossa aceitação. Desentendimentos eram comuns, mas a coexistência mostrou-se mais...eficaz. — Cruzava os braços abaixo dos seios, inclinando o tronco para baixo. — Somos uma só entidade, agora!

Ria um pouco e começava a olhar o ambiente, checando por uma saída. Estava com o vestido rasgado e precisava de um novo. De preferência, de alguma humana pelas redondezas. Uma humana...

— Humanos, huh? — Corrigia a postura e caminhava lentamente na direção do ruivo, um pouco de raiva em seu rosto, continuando seu monólogo — Passei 14 anos de minha vida sob o 'tratamento' de sua espécie e tive minha mãe arrancada de mim pelas mãos de... — Parava logo à frente de Reno, inclinando-se para ficar com seu rosto no mesmo nível do dele. — ...humanos. Sim. — Recuava alguns passos e cerrava os olhos, bastante pensativa e então deixava o corpo encontrar o chão, sentando com as pernas cruzadas debaixo dela.

Mantinha os olhos fechados e refletia. Se não fosse por esses humanos, não teria passado 14 anos de sua vida sob aflição constante. Se não fosse por esses humanos, sua mãe ainda estaria viva. Se não fosse por esses humanos...

"O mundo seria um lugar bem melhor."

Algo dentro de si pulsava, doía e suas mãos encontravam o peito em reflexo. Não era mais a garota estúpida, covarde, fraca e ingênua que deixou sua genetriz morrer. A garota de outrora agora tem o poder, poder este para fazer esses humanos pagarem.

— Vocês... — Os olhos abriam, cólera pura em seu rosto. —...COMO VÃO PAGAR PELO QUE FIZERAM?!?— Esbravejava, levantando-se rapidamente, os olhos marejados. Fitava o local onde mordera o ruivo mais cedo e encontrava o braço regenerado. Respirava fundo, contemplando atacá-lo ali e agora, mas lembrava-se de Layla; será que ela a aceitaria se atacasse um companheiro de grupo? Será que ela a aceitaria do jeito que está agora?

Os dentes trincavam e ela arfava, pensando em como proceder ali. Bem...não precisava ser o Reno...e a idéia de "pegar" um vestido novo com uma humana parecia mais convidativa...

(OFF: Usei Sentidos especiais: Faro aguçado. Vou esperar o reply do Reno e já adianto o quarto dia e termino com este terceiro dia. o7)

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Keitarô
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Re: Touhou RPG - Sidequests

Mensagem por Keitarô » 17 Ago 2014, 13:41

Reno

Para Keiko, última parte

Acompanhou o discurso da nova Keiko calado, e ao perceber que ela não sentaria a seu lado, apoiou o cotovelo direito na coxa direita e deitou o rosto sobre a mão, observando a cena seriamente. Afinal, o que Keiko proferia aquele momento era muito sério, eram coisas que causariam indignação nos mais diversos tipos de seres da existência.

Mas para Reno, o mais indignante talvez fosse observar a "involução" da oni. Porque, segundo sua observação e meditação, a lei era bem clara. Nascer, morrer, renascer ainda, se necessário, mas progredir sempre: tal era a lei. Qualquer coisa fora de um progresso, que trouxesse ódio e sangue, seria um desvio não desejado. Lamentava, portanto, o paradoxo que existia dentro da pequena oni.

— Como vamos pagar? Vamos pagar da mesma forma que você pagará por tudo o que fez e fizer daqui até o final de sua vida, Keiko. Quantas famílias você destruiu? Já cogitou que o que fizeram com você pode ter sido uma reação a algo pior? A justiça só é justiça se for igual para todos. Maior ou menor poder não significa nada diante disso. Você não vai mudar nada, a não ser que faça diferente, que acabe com o ciclo de destruição.

Então ele se levantou, e deu um sorriso, uma voz ecoando na sua mente. "As pessoas importantes, os amigos e familiares, merecem nossos bons sentimentos. Os que nos odeiam, nossos inimigos, precisam deles." Suspirou, porque o que dissera também servia para si mesmo: não seria capaz de mudar nada.

— Eu só posso dizer que lamento tê-la perdido — virou os olhos para cima, imaginando, lembrando. — A Keiko que eu conhecia era uma garota astuta, corajosa, forte e determinada. Ela era, inclusive, sensual. Nunca imaginei que fosse escorregar em uma ferida que tantos possuem e estão lutando para continuar, sem reclamar. O universo não gira em torno do nosso próprio nariz, garota. Mas se quiser um pagamento...

Voltou a olhar para a oni, medindo as palavras. Olhou para o lado e para baixo, e cochichou alguma coisa suspirante, esforçando-se para manter-se esperançoso e fechou os olhos; seu braço direito tornou-se vermelho escarlate e quente, e Reno esticou os dedos como se testasse o poder. Então, com uma única estocada rápida, enfiou a própria mão no meio do peito, rasgando roupas, pele, carne e ossos. Com um puxão rápido mostrava seu órgão principal, seu coração, ainda batendo, as veias e artérias ligadas ao buraco estragado que criara. Refluxo de sangue o fez tossir sangue para o lado, mas logo ele voltou a olhar para frente com um sorriso, o sangue escorrendo pelos lábios.

— Aqui, coma-o. Meu coração é seu neste momento. Mas por favor, pare pra pensar primeiro se o que você deseja vale à pena. Não há oni ou humanos, Keiko. Não há youkai, ou anjos, ou deuses. Há seres. Somos todos iguais. O ciclo de mortes não muda nada. Nunca terminará assim.

Aproximou-se e colocou o coração na mão direita da oni, abaixando-se para ficar na mesma altura dela.

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Nulo
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Re: Touhou RPG - Sidequests

Mensagem por Nulo » 18 Ago 2014, 00:00

Keiko

Para Reno, última parte.

— Louvável a sua atitude, infelizmente não é assim que o mundo funciona. — Respirava fundo, tentando conter a sua ira. — Era minha mãe humana...eu a amava tanto... — O auto-controle voltava aos poucos e por um momento se sentia confusa. Era o resultado da união de duas "Keikos"...teria ela dois pais? Duas mães? Dois aniversários? Duas casas?

— Sim, sou indesejável... — Ria com o comentário de Reno, esperando uma afirmação daquelas. — Não escorreguei em ferida alguma, apenas aceitei às verdadeiras naturezas dentro de mim. Se tens que conviver com uma outra pessoa pelo resto da vida, seria melhor aceitá-la, não? ESSE é o resultado.

Ela pretendia continuar o argumento, mas a cena que via a fazia desistir. O ruivo arrancara o seu próprio coração e o entregava para ela. Sua mão direita, agora reparada, sentia o coração pulsando em sua mão. Ela fitava a cena com um pouco de incredulidade e depois para o buraco no humano que parecia se regenerar. Estaria brincando com ela?

— Está me subestimando...? - Os dedos sentiam o miocárdio pulsando em suas mãos e a raiva voltava aos poucos. Ela levava o órgão a boca e deixava a língua deslizar pelo mesmo um pouco, gravando aquele sabor, aquele cheiro, mas... — O que é isto? Compaixão? Pena? — Aproximava-se um pouco mais do ruivo, levando o coração de volta ao buraco e o colocando de um jeito brusco, empurrando o rapaz no processo. — Quando você se regenera tão rápido assim, esse presente perde o valor, sabia? — Andava na direção do rapaz e aproximava a mão esquerda no ferimento, emanando uma aura congelante dali como se tentasse amenizar a dor e estancar o fluxo sanguíneo. — Quando isso tudo acabar e voltarmos à Gensokyo, iremos à minha vila natal e você verá o que aconteceu com os próprios olhos. Veremos se a "justiça é igual para todos". Isso é...se eu sobreviver até lá.

E com um sorriso estranho, levantava-se e dirigia-se a um dos corredores adjacentes, tentando esconder o transtorno em seu rosto.

Reno sabia como ser cruel.

Madrugada do quarto dia...

— Layla-san... — Keiko andava sem rumo pelos corredores do LHC, perplexa. Era como o ruivo realçara, ela não era mais a Keiko de outrora. Era indesejada. Já esperava em não ser reconhecida pelos outros, mas só em pensar em não ser reconhecida pela Layla apertava o seu coração. Colocava os dedos no pescoço, removendo a gargantilha dali e checando-a. A outra parte estava com a fada e quando combinadas, formavam um coração, sinalizando a ligação das duas, mas...essa ligação existiria agora? Lembrava-se dos comentários de Reno mais cedo e a sua mente confusa não a ajudava.

"A Keiko de outrora não existe mais..."
"Eu preferia a Keiko antiga..."
"Você só irá machucá-la..."
"Você não a merece."

— DROGA! — Seu punho encontrava a parede com um estrondo e por um momento o monstro chorava. Sentimentos conflitantes, medo de rejeição, receio, amor. Queria abraçar a fada mas provavelmente não seria aceita. E caso o fosse, só estaria trazendo a mesma para sua nova vida de angústia e morte.

"Vou terminar com isso...é o mínimo que posso fazer por ela."

Pensara em fugir, desaparecer sem dar uma palavra, mas não seria justo com a fada; era a hora de abraçar seu caminho de destruição. Recitava as palavras mágicas da magia de teleporte que aprendera com Reno e olhava para o portal que abria à sua frente. Suspirava fundo e entrava nele...

***

"Layla-san..."

Surgia no quarto que compartilhava com a fada no hotel, tensa. Ela provavelmente estaria dormindo agora e este seria o momento certo para o fim de sua "humanidade".

— Acorde, Layla-san... — Cutucaria a mesma por algum tempo e quando ela mostrasse reação, afastaria-se para não assustá-la tanto e quando ela ficasse mais calma, contaria sobre suas circunstâncias. Sobre a antiga Keiko e a Alter, sobre como elas se conheceram e acabaram se unindo, sobre seu novo "eu" e a raiva crônica de humanos, sua verdadeira identidade e sobre o futuro delas...

— Entendo se você não me aceitar, mas a existência mútua foi o melhor caminho. Não posso negar quem eu sou. — Abaixava o rosto, os olhos bastante marejados e se afastava mais ainda. — Posso acabar-lhe machucando e não me perdoarei caso isso aconteça, então é melhor... — Retirava a gargantilha de dentro de seu bolso e a entregava para a fada, chorando. — ...eu desaparecer.

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Lucian Y.
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Re: Touhou RPG - Sidequests

Mensagem por Lucian Y. » 18 Ago 2014, 21:15

Realmente Dainn estava surpreso, algo que ele jugava ser impossível a essa altura. 'Um milagre', arqueava uma sobrancelha, um pouco do cabelo branco caia ao lado do rosto. E a mente tentava raciocinar em vão, tentando negar a possibilidade de ser um 'milagre'.

Dainn: "C-como é possível?"

*Um sorriso estranho, forçado enquanto agora o olhar caia para a mão, olhando cabisbaixo. Após um tempo virou seu rosto a olhar por cima do ombro para a própria sombra, onde via a imagem de uma garota de longos cabelos castanhos escorridos, a sorrir. Seu olhar se tornou passivo, e pareceu se acalmar, logo voltando a atenção para Adelaide*

O Gato olhava pasmo, sempre encima do ombro da Youkai mestra(Hahaha!) em camuflagem. Bem, talvez ainda não o fosse, mas quem sabe um dia? O gato estava em pé nos ombros dela. E ela estava com as mão a apoiar-se no chão, o que permitia o gato ficar em pé nas costas dela sem problema... Embora o pilantrinha tivesse diminutas asas. Os lábios da pequena estavam afastados, permitindo ver os dentes. Os olhos olhavam com atenção o que se sucedera. Era Algo praticamente... Único. Será que alguém já viu isso ocorrer no passado?

Nero: -- I-Incrível... Elas são... –

Emily: -- Hn?! –

De relance Emily olhou para o gato, para logo perder o interesse vendo que ele mesmo não continuaria a frase. Então voltou sua atenção para os eventos que se sucediam.

Já na terra: Um jovem trazia as escuras, a tona seu amargor... Ódio, tristeza... Rancor. Desejo por vingança. Nem mesmo pode se despedir. Se desculpar. As memórias que ele tinha de ambas ficavam a latejar em sua mente... O ultimo hanami que não fora. A ultima vez que estivera com Nirvana.

Rin: -- Vamos... Vamos! Será a minha primeira vez também! -- *dizia a Nekomata sorridente*

Nirvana: *Observava tudo com um sorriso sereno, e ao mesmo tempo meigo, carinhoso, com um sentimento de tranquilidade.


Na mente do jovem, a imagem de ambas se distanciava, enquanto o coração começava a doer e a respiração a dificultar.

Imagem

~ A outra parte ~

Lucian observava, via-se curioso sobre esse equivoco, talvez tivesse habilitações para ser o mediador verdadeiro deles. Pois muitas guerras ocorrem devido a um pequeno desentendimento. Coisas comuns, que ocorrem por seres humanos, e vários outros, não serem capazes de enxergar a verdadeira natureza das coisas. Mas a verdade, é que talvez bem no âmbito de seu ser, Lucian gostasse de ver o circo pegar fogo, ao menos um pouco, e isto não seria o mais humano?

Já nas Ruinas, dava em primeiro lugar um olhar de relance para o Lugar as ruinas... E Logo voltava seu olhar para Chris, embora o olhar focado nela, a visão periférica ainda retirava informações visuais... isso até ouvir as próximas palavras dela. O Rosto corou, de inicio levemente, depois engoliu em seco as palavras dela, ficando um pouco mais corado...
Mas as seguintes ações dela... O fizeram realmente vermelho ficar, e se já não bastasse as palavras, ainda seu estomago roncará...

-- T-tudo bem... --

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Shino
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Re: Touhou RPG - Sidequests

Mensagem por Shino » 20 Ago 2014, 09:09

Para Keiko


A fada ouvia o discurso da Oni sem fazer nenhum comentário, ajoelhada sobre a cama, séria, silenciosa. Então, quando Keiko levou a mão ao bolso, retirou a gargantilha e esticou a mão para entregar-lhe a jóia, ela também o fez, mas não colocou sua mão abaixo da outra garota, pelo contrario ela ergueu o braço. Talvez Keiko tenha pensado:

“Layla-chan, por que você levantou a mão?”

Talvez, porque o que sucedeu em seguida, não lhe deu muito tempo para pensar, um tapa, não, um tabefe, um belo tabefe, tão forte que Keiko foi arremessada para fora da cama e só terminou o vôo por colidir contra a parede, e seria necessário uma compensação para consertar os danos da parede. A mão morena pegou o pingente no ar, e antes da pequena se recuperar do primeiro golpe, ela sentiu novamente o colar voltar ao seu pescoço, mas agora ele a estrangulava. Reforçado com magia o fino fio de ouro era como um cabo de aço, por ser fino, facilmente cortaria a garganta de uma pessoa comum, até mesmo poderia ser usado para decapitar alguém, mas o corpo da pequena não era comum, era forte, resistente, mas faltava ar nos pulmões e isso a fez perder o controle do resto do corpo. Layla arrastou Keiko novamente até a cama e a jogou sobre o móvel, em seguida terminou de fechar a jóia que voltou a repousar no pescoço da Oni, não doía mais, pois a fada parou de machucá-la, preferiu usar o novo corpo da Oni como travesseiro, e tinha dois grandes para se aconchegar.

As lágrimas ainda escorriam dos seus olhos (mais pela dor do que pela tristeza) quando ela se pronunciou.

— Acha mesmo que gosto de humanos?

Ainda estava meio tonta quando as palavras lhe chegaram aos ouvidos, por isso não conseguiu replicar, assim ela continuou a falar:

— Sabe Keiko-chan, lembra quando nos conhecemos? Você me contou uma historia sobre cordas, já eu lhe falei de correntes e ganchos!

— Eu nasci filha de uma humana e um Ent, nunca soube o que é amor de mãe ou pai, pois meu pai foi assassinado por humanos antes de eu nascer, minha mãe, acusada de bruxaria, foi morta na fogueira logo após meu nascimento. Cresci numa sala que não era metade desse quarto, todo dia era testada, usada como rato de laboratório, drogas experimentais, diversos tipos de armas, aproveitaram-se do meu fator regenerativo para me usar como alvo, para testar a eficiência das suas lâminas, de suas bombas, de suas balas. Quantas vezes orei para que aquelas armas fossem fortes o suficiente para me matar, mas a cada dia que passava eu ficava mais forte e também, mais bela. Deixaram de me usar como cobaia e preferiram me usar como escrava para seus desejos carnais.

A dor do pescoço foi substituída pela dor da tristeza, a historia da fada era, em certo nível, igual a sua. Foi lhe negado família, amigos, um lar, foi usada, abusada e violentada.

— Já tive meus braços arrancados, já fui serrada ao meio, ganchos atravessaram meus ombros, pernas, até onde me “beijou” e do outro lado. Se achas que os perdôo, esta enganada, odeio muito eles. Mas não a todos, minha mãe era humana, e mesmo entre eles, existem alguns que ainda vale à pena!

Na mente de Layla surgia o rosto de algumas garotas, Eleonora, Claire, e muitas outras, membros da Ordem de Magdalena.

Na mente de Keiko surgia também o rosto de algumas garotas, Hibiki, Miku, Tsubasa, Chris, Fiora e Charlotte.

— Eu sei o que você esta sentindo, quando fui salva, odiava todos a minha frente, só enxergava Eleonora como minha igual, e ela é humana. Se me permitir, serei sua guia, como a Onee-sama foi a minha, lhe mostrarei o caminho, conseguira andar ao lado deles e sorrir, poderá conviver com eles, falar com eles, mas para isso, eu preciso que você fique ao meu lado, que esteja sempre comigo.

Ela se levanta do par de "travesseiros" macios que conseguira e voltou à face morena a sua, a franja escondendo os olhos.

— Por isso, fique comigo, não quero perder quem tanto amo! Fique comigo, e ensinarei como conviver com eles...

O rosto moreno se volta ainda mais a você, agora podia encarar os olhos verdes, eram assustadores, lindos, mas dava calafrios só de olhar, calafrios que ainda sim, eram doces!

— Mas os que nos atrapalharem, os que tentarem nos machucar, não se preocupe, ficarei feliz em ti ajudar a “se livrar” deles!

Ela é uma Ent, um tipo de fada e também, um youkai como você!


Para Inoue


Youkais são uma espécie de natureza singular, podem surgir de praticamente qualquer coisa, lendas são o mais comum, quanto mais se acredita nelas, mais forte elas se tornam até o ponto de derrubarem a barreira da realidade e vir ao mundo, algo também comum as deuses, por isso são vistos como youkais também. Animais que vivam muito mais que o normal também são uma irregularidade na realidade que cedo ou tarde se tornam youkais, um gato normal deveria viver no máximo 20 anos, mas existe uns que caminham na terra a mais de 1000 anos sem ninguém perceber. O mais curioso talvez sejam os que são chamados Tsukumogamis, objetos conscientes, vivos. Dizem que 100 anos é o tempo mínimo para que um objeto comum adquira vida, mas não há um tempo certo, existem aqueles que a mudança aconteceu minutos após a construção, outros que nunca se ergueram e já existem a mais de um milênio. Ainda sim, ainda que eles não possam se mexer, eles já podem ouvir tudo a sua volta, ver tudo ao seu redor, e são poucos aqueles que podem ouvir suas vozes.

— Nobre senhor, não é de minha natureza fofocar sobre a vida alheia, entretanto, como vejo que o senhor está demasiado preocupado com o bem estar de vossa senhora e caríssima irmã, relato que as duas perduraram uma conversa por mais de duas horas enquanto repousava sobre mim e após isso elas saíram do recinto. Antes do sol partir e a luz da lua tocar meus pés elas retornaram foram em direção ao banheiro juntas e ali permaneceram por volta de 15 minutos, saindo de lá apenas de toalhas e por fim trocaram de roupa, foi quando uma jovem de cabelos de tom laranja, chamada por ambas de Hibiki bateu na minha amiga, a porta, elas a atenderam e depois saíram em direção ao estúdio de gravação, que aparenta ficar dentro do senhor caminhão, como as mesma disseram.

A conversa com a parede foi bem mais simples, ela era de “poucas palavras” e resumiu sua historia ao mínimo, estava ciente do problema da torneira e após isso partiu em direção ao estacionamento onde estavam os caminhões da banda. Foi fácil notar qual deles era, a necessidade de energia forçava elas a manterem o caminhão ligado, e de todos apenas um estava com o motor em funcionamento.

A porta não estava trancada, assim não foi problema entrar no mesmo, seu interior era espaçoso, quase um pequeno prédio, tinha corredor longo e três outras portas, uma delas lhe chamou atenção, por ter uma lâmpada vermelha a piscar. Antes de chegar a porta, a segunda mostrou pelo vidro, Hibiki, Miku e Tsubasa, elas estavam dialogando sobre algo que não conseguiu ouvir, o local tinha uma excelente isolação acústica. Na porta onde piscava a lâmpada, existia um letreiro em led, onde se via as palavras, ON AIR que estavam acesas. E pelo vidro viu Fiora e Hina, elas aparentavam estar... cantando!


Para Kenji


— Entendo!

Sorriu encarando seu olhos.

— Fico feliz que não esteja magoado, não que não acredita-se na sua força, pelo contrario, sei bem o quanto é forte, mas os sentimentos são os que nos tornam imprevisíveis, os que nos faz fazer coisas que juramos de pé junto que nunca o faríamos.

Ela flutuou baixo para se aproximar do seu rosto, onde carimbou sua bochecha com um gentil beijo.

— E fico feliz também por saber o quanto apreço tem por mim, e mesmo que eu não seja uma das vossas esposas, não que eu critique esse seu lado mulherengo, na verdade, acho bonito que tantas garotas aceitem te dividir entre elas. Eu particularmente prefiro não dividir o que é meu.

Separou-se do rapaz, encarando com apenas um olho aberto, seu rosto era alegre, peralta, com a ponta da língua para fora ;p

— Mas isso não muda o fato, de sermos mestra e aluno, e então, como está indo seu treinamento, eu sei que progrediu, posso ver em seus olhos.

Por mais algum tempo vocês permaneceram conversando, e quando julgaram suficiente, retornaram ao hotel e voltaram aos seus quartos. Remilia foi dormir, já Kenji, bem, talvez ele não tenha dormido essa noite :D .


Extra

Na suíte de um hotel luxuoso, duas mulheres estavam se preparando para dormir. A primeira era mais velha, loira, com longos cabelos cacheados que lhe alcançavam as nádegas facilmente. Usava um babydoll roxo transparente, podia se notar que ela não usava nada além de uma calcinha por baixo do mesmo o que deixava os fartos aos olhos de todos, isso não parecia incomodar sua acompanhante. Do outro lado do recinto estava uma jovem junto a uma parede de vidro que servia como uma janela gigante, se comparadas elas seriam mãe e filha, mas talvez pelos cabelos azuis poderiam ser vistas com outros olhos. Ela também vestia um babydoll, só que rosa, e aberto no meio o que deixava a barriga perfeita aos olhos de quem tivesse a sorte de ver, também usava apenas a parte de baixo das roupas intimas. Admirava a lua que já estava partindo, logo o sol nasceria.

A loira finalizou a taça de vinho e chamou a garota, tapas dados na cama, indicando o local onde deveria estar.

— Não se esqueça de fechar as cortinas.

A jovem não falou nada, assentindo a ordem da outra mulher deixando o local na mais pura escuridão, logo seguiu a outra e se deitou junta a mesma, uma de frente a outra, a mais velha abraçou a jovem, um abraço maternal, por fim a garota mais nova disse:

— Sabe, cada uma de nós tem direito as próprias escolhas, não precisamos ser iguais a ninguém!

Assim a dona dos cabelos azuis começou a repousar, caindo facilmente no sono, a loira permaneceu acordada por mais alguns minutos, uma lágrima escapou do canto do seu olho.

— Sim, temos direito as nossas próprias escolhas!


Fim do Extra

(OFF: Gente, bem, sei que estou muito atrasado, de novo :cry: , mas tenham calma, ao longo do dia vou postando a parte dos outros, essa aqui eu fiz ontem)
♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ CAMPANHA TOUHOU RPG ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ CAMPANHA CAVALEIROS DO ZODÍACO ALPHA ♦ ♦
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♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ PERSONAGEM: TENRU DE LINCE ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦

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