Desbravadores de Arton - A Queda de Khalifor

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Antonywillians
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Re: Desbravadores de Arton - A Queda de Khalifor

Mensagem por Antonywillians » 20 Jan 2015, 18:47

ATUALIZAÇÃO II.IX

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*A câmara que devia ter sido um antigo depósito logo foi abandonada, e logo o grupo voltava a ser guiado pelo anão através dos subterrâneos*

*O único caminho que possuíam agora era o estreito espaço escavado na própria terra que haviam encontrado no corredor passado, de maneira que mal conseguia passar uma única pessoa, ainda mais uma do lado da outra. Durakrimm seguiu a frente com Bregor farejando em busca de perigo enquanto o anão tentava reconhecer o melhor caminho. Por vezes os túneis escavados seguiam em mais de uma direção, mas o ranger praticamente "sentia" o caminho para onde ir... De fato, um ranger anão no grupo sempre é uma das melhores idéias para passar por subterrâneos. Em breve sequer eram capazes de contar quantas passagens haviam passado, nem sequer Feänor, Duvain e Midori eram capazes de dizer se estavam andando em círculos ou não, apenas os anões sabiam discernir as pedras e perceber que não se repetiam*

*Os túneis sem dúvidas não foram escavados por humanos ou goblinoides, nem apareceram causadas por desabamento... Algo havia escavado todo ele com garras, e talvez graças a isso toda a estrutura estivesse abalada. As fissuras que haviam, causadas por abalos sísmicos, irrompiam em aranhas e filhotes de escorpiões-de-ruínas*

*Passado algum tempo chegaram em uma grande caverna. Parecia ter nada demais, até que em um canto o grupo pôde encontrar cinco corpos de goblins completamente rasgados, provavelmente pela coisa que estava ali próximo. Uma carcaça de um enorme corpanzil, agora em putrefação tinha a forma de algo parecido com um grande homem-tatu, maior que um minotauro e garras gigantescas, provavelmente usadas para a escavação. De início Durakrimm não entendia, até que percebeu... As escavações fora das ruínas da Antiga Passagem de Khalifor deviam ter sido abaladas pelas garras desse monstro, conhecido como Megadásipo*

*Dr. Davril conhecia um pouco sobre esses seres. Carnívoros e devoradores de insetos gigantes, deviam ter feito daquele local seu ninho... Pelo tamanho da carcaça, devia ser uma fêmea. Durakrimm e Midori conseguiam detectar rastros que indicavam movimentação violenta no ninho e algo grande sendo arrastado para um túnel a frente. Provavelmente algum destacamento da Aliança Negra devia ter invadido os subterrâneos, encontrado o ninho, os enfrentado e após derrotar a fêmea deviam ter capturado o macho ferido e arrastado para fora em direção a algum acampamento... talvez para devorá-lo. Isso explicava a presença de um Escorpião GIgante de Ruínas na área, já que seriam uma caça comum para os Megadásipos (ou Tatuzões, como também são conhecidos)*

*Agora tudo se tornava mais fácil, entretanto. Haviam um rastro os guiando até a saída e não teriam mais tanta dificuldade. Ainda assim o grupo percebia quão profundo eram os túneis, avançando sempre mais e mais sem qualquer sinal de saída. Mesmo pros anões já estava desconfortável, pois o ranger acostumado com grandes e vastas planícies e o anão urbano que era Dravil não se viam além aqueles lugares apertados, escuros e mal feitos*

*Naqueles subterrâneos ninguém sabia mais quanto tempo passara... Teriam sido horas? Uma hora apenas? Um dia? Não havia sinais de nada... Uns sentiam sono, outros apenas cansaço nas pernas pela caminhada forçada... Pararam inclusive por algum tempo antes de prosseguir, onde perceberam que os abalos sísmicos haviam diminuído consideravelmente, quase como uma leve vibração eventual na pedra. Seguiram, até que logo podiam perceber uma elevação, como se os túneis estivessem subindo... Mais algum tempo se passou e quando a claustrofobia já enjoava cada um... LUZ*

*A frente havia uma saída. A luz primeiro toma os olhos do grupo como uma rajada cegante, que aos poucos, ao se acostumarem a dor... Vão distinguindo o que há adiante. A saída da caverna escavada pelos Megadásipos dá para o interior de um pequeno bosque, sem dúvidas bem longe de Khalifor. O ar úmido do local entra pela narina de cada um limpando a poeira e renovando a respiração. Por entre as folhagens podiam ver os altos picos das montanhas de Kanter os ladeando como gigantes titânicos, provavelmente já estavam bem longe da cidade-fortaleza... e dentro do território inimigo*

*A luz do sol, bem branda e alaranjada com o pôr do sol, lhes dava a última luz para visualizar próximo dali uma espécie de trilha mal feita que levava a uma estrada de terra coberta de pedras que impediam lama e que seguiam para além do bosque*


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__________________________________________

Feanor

33 XP

PE: 24/24

Duvain

04 XP
[-5 por postar fora do tempo mínimo]

PE:38/38

Status: Infecção sanada!

Dûrakrimm

33 XP

PE: 35/35

Midori

10 XP
[-4 por postar fora do tempo mínimo]

PE: 08 / 12

Dr Davril

8 XP
[-1 por postar fora do tempo mínimo]

PV 18/18

PC: 36/36


ASS: ANTONYWILLIANS, O MAIOR ESPADACHIM DE ARTON


TÓPICO CENTRAL DOS CONTOS DE ANTONYWILLIANS

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Inoue91
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Re: Desbravadores de Arton - A Queda de Khalifor

Mensagem por Inoue91 » 20 Jan 2015, 21:47

Davril
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Davril seguia pelo estreito caminho junto de seu fiel companheiro t-800, o anão conversava com o seu robô sobre o melhor caneco de cerveja que ele já havia tomado em toda a sua vida, t-800 por sua vez não parecia estar muito interessado naquele tipo de conversa e deixava alguns resmungos em formas de bips sair. Procuro manter-se perto do grupo, pois como ele havia problemas para se localizar caso viesse a se perder, ele teria enormes dificuldades para se reencontrar com seus companheiros.

"Este túnel está totalmente irregular, mesmo um homem ou um goblin não faria um trabalho tão porco como esse, alguma coisa aconteceu aqui"

O engenhoqueiro levava a mão ao nariz ao sentir o cheiro de putrefação, ao olhar para os corpos o doutor imediatamente reconhecia o corpo de uma criatura, que para ele era muito interessante, um corpanzil uma criatura carnívora, possivelmente ela havia feito daquela caverna o seu ninho e lutou até a morte contra os goblinoides que invadiram o seu ninho.

-- Tai uma coisa que não vemos sempre, um corpanzil, melhor tomarmos cuidado, podem haver mais destas criaturas por aqui. Agora me pergunto o que aconteceu com o macho, não vejo sinal algum dele.- Ao ver o rastro de sangue indicado por seus colegas voltava a dizer. -- Acho que está respondida a minha pergunta.

O anão já não aguentava mais ficar dentro daquela caverna, por mais que fosse um anão, ele estava acostumado a viver em uma cidade e não em um lugar apertado, sujo e mal construído, ficava se perguntando quanto tempo ele ainda iria ficar naquele lugar. Ao ver luz, ficou contente e começou a caminhar mais rápido, pois queria sair o mais rápido possível daquela caverna, ao sair levou suas mãos aos olhos, a claridade fazia seus olhos arderem e após se acostumar com a luminosidade do novo ambiente, aproveitava para respirar fundo e encher seus pulmões com o revigorante ar da floresta.


-- Finalmente um ar de qualidade para se respirar.

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LuxFero
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Re: Desbravadores de Arton - A Queda de Khalifor

Mensagem por LuxFero » 20 Jan 2015, 22:16

*Fëanor seguia atrás de Dûrakrimm e seu tigre pelo estreito caminho que fora aberto na parede. Depois de algum tempo o elfo já não conseguia mais lembrar de virou a esquerda do lado da estalactite ou foi pelo centro na trifurcação com rachaduras estranhas, então decidiu ficar o mais proximo do guia o possivel.*

*Quando chegaram ao "ninho" do animal morto e o cheiro chega em suas narinas o elfo faz uma careta.*

-- Que merda de bicho... Animal... Ser... Seria esse!? Essa coisa é enorme!

-- Bem que podia estar vivo, assim dava pra matar e comer um pouco... Já to começando a ficar com fome... Bem... Eu tava... Até sentir esse cheiro...

*Dito isso ele continua o caminho e após o que pareceram diversas horas, a paciencia do elfo já se esgotara e este começava a murmurinhar reclamações e xingamentos, tanto em elfico quanto na lingua comum, que ninguem conseguia discernir. Começara a batucar incessantemente no cabo de sua espada goblinóide e a ideia de cavar um buraco pra cima a base da porrada começava a lhe parecer bastante razoavel.*

*Quando já começava a pensar se ele precisaria de magica pra abrir caminho na pedra, o elfo via a luz que ele sentia tanta falta. Sando do tunel ele puxa o ar com vontade e satisfação, sentindo o cheiro das arvores no ar.*

-- Bom, muito bom! Mas enfim... Que caminho que devemos tomar agora? Imagino que aqui já seja territorio inimigo. Será que devemos usar o disfarce a partir de agora?*

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Galahad
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Re: Desbravadores de Arton - A Queda de Khalifor

Mensagem por Galahad » 20 Jan 2015, 22:37

*Ainda que se guiar pelos caminhos subterrâneos não fosse sua especializada, Durakrimm ficava contente em ter conservado aquela habilidade de seu povo, especialmente naquele momento, guiando o grupo por aqueles antigos túneis. Mesmo que tivessem sido escavados por anões, ou mesmo por seus conterrâneos, ainda estaria desconfortáveis neles, e ver que eles eram resultados de escavações de alguma deixava as coisas piores, pelo menos seu senso de direção lhe dizia por túneis tinham que seguir para voltarem à superfície.*

*E logo o desconforto de Durakrimm mostrava ter fundamento: cinco goblins mortos e ainda uma Megadásipo fêmea. Fora aquela criatura que escavara os túneis por que passaram, pelo menos antes de morrer, e possivelmente com a ajuda do parceiro dela, que pelas marcas fora levado pelos goblinoides, ainda que o anão não soubesse se era bom ou não a criatura ter sido levada, pelo menos ajudara fornecendo uma trilha para seguirem.*

-- Poderia ser uma boa luta, senhor Fëanor. Mas ela com certeza custaria tempo precioso da nossa missão, assim como recursos.

"Se forem devorar o monstro, que façam a matem de maneira rápida."

*Mesmo que não entendesse ao certo o porque não de levaram o outro corpo, talvez porque seria peso demais, o anão achara melhor deixar aquele pensamento de lado, já que ainda tinham que sair dali para estarem em relativa segurança. Aquele tempo todo debaixo da terra estava deixando Durakrimm um pouco irritado também, possivelmente algo que decepcionaria seus antepassados, mas não podia evitar, sua vida era nas planícies, visita a lugares como aquele eram raras, algo que ele agradecia.*

*Quando finalmente o grupo parava para um descanso, Durakrimm tinha certeza de dedicar um pouco de seu tempo à manutenção de sua arma, queria ter certeza que estaria pronta para acabar com qualquer coisa que ameaçasse o grupo naquele continente sul. E após retomarem o caminho, finalmente encontravam a saída daquela passagem subterrânea, saindo num bosque, e mesmo sendo no território inimigo, era menos incomoda que o lugar de onde saíram.*

-- Talvez seja uma boa hora, se esperamos ver mais sinais de goblinoides pode acabar sendo tarde demais. Apenas espero que durem os três dias.

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Saitoshiba
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Re: Desbravadores de Arton - A Queda de Khalifor

Mensagem por Saitoshiba » 27 Jan 2015, 00:03

* Apesar de Midori estar acostumada a ficar em lugares pequenos, aquele túnel apertado estava a deixando meio nervosa. Eram tantas voltas que ela duvidava que o ranger sabia exatamente pra onde estava indo. Mas resolveu afugentar esse pensamento, pois ele não traria nada de bom para ela *

" Melhor acreditar nas habilidades do anão e rezar para Tenebra "

* Com isso em mente, ela continuou a seguir o anão. Após um tempo, eles chegaram em uma caverna e um cheiro horrível entrou pelas suas narinas e por reflexo, fez uma careta de nojo e um leve grunhido como se tivesse recebido um soco no estômago. Quando estava se perguntando de onde vinha o cheiro, se surpreendeu com o tamanho da carcaça que estava perto dos goblins *

" Matar os goblins não deve ter sido tão difícil para um monstro desse tamanho, mas o que me intriga é o que matou ele.......Espera ai, é uma fêmea...Hmm....Esses rastros....Provavelmente o macho foi arrastado para fora do ninho. Espero que não tenhamos que enfrentar seja la o que matou ela "

* Se olhassem para a ladina, podiam notar que ela estava voando nos seus pensamentos, porém se deixando levar pela emoção do mesmo, fazendo um rosto pensativo enquanto analisa tanto os corpos como os rastros.
Após mais um longo caminho pelo túnel, ela já estava ficando com as pernas doloridas e entediada, apesar de estar acostumada com a falta de fazer algo, já que ficar escondida por horas esperando o momento certo era uma de suas especialidades, mas ali não havia nada para observar e quanto mais eles avançavam mais parecia difícil de acreditar que estavam chegando na saída daquele lugar, até que uma luz a faz ficar cega por alguns segundos *


" Sabia que estava esquecendo de algo. Sabia que eu ia ficar cega quando saísse desse lugar "

* Após ficar alguns segundos com os olhos fechados e as vezes semiabertos, seus olhos de acostumaram e ela pôde também sentir o cheiro de mato entrando pelo seu nariz. Era um cheiro agradável. Na verdade, era muito melhor que o do subterrâneo *

" É uma ótima mudança em troca daquele cheiro de mofo, corpo podre e umidade que aquela caverna tinha "

* A ladina ficou um tempo apreciando o cheiro do lado de fora enquanto olhava para cima com os olhos fechado, até que ouviu o elfo dizendo sobre o disfarce e tinha quase esquecido que teria que virar um goblin. Fez uma leve careta para esse fato e concordou com o elfo e o ranger *

-- Acho que é uma boa ideia usarmos o disfarce agora. Mas também espero que dure enquanto a gente estiver la.

* Realmente ela teria que usar o disfarce antes de chegar, mas se tivesse sozinha, com certeza, usaria assim que fosse necessário, pois chegaria no acampamento sem que ninguém a notasse. Mas com um grupo barulhento desse, seria quase impossível chegar no acampamento sem que ninguém percebesse.
Ela esperou o grupo todo concordar em usar os disfarce para poder estar segura de que seria mesmo necessário usá-lo agora *

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Antonywillians
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Re: Desbravadores de Arton - A Queda de Khalifor

Mensagem por Antonywillians » 29 Jan 2015, 02:45

ATUALIZAÇÃO III.I



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CAPÍTULO III
INCURSÃO AO TERRITÓRIO INIMIGO


*Finalmente o grupo encontrara o ar puro do bosque, mas tinham pouco tempo para descansar... Cada segundo era precioso e podia custar a vitória a Khalifor, a última barreira do Reinado, isso sem contar que Feänor e Duvain foram capazes de facilmente discernir em meio às folhagens, o som de passos, como botas, praticamente marchando ali próximo, e conversas em idioma rústico similar a grunhidos e rugidos... Goblinóides estavam pelas proximidades*

*Rapidamente o grupo ativava os brincos. Um leve toque com a intenção e logo podiam sentir a reação do item mágico. Ele parecia forçar ainda mais a orelha, como a furando e liberando uma vibração sobre o corpo de cada um. Primeiro o mundo girava, Midori e Duvain chegaram a cair no chão em agonia enquanto Feänor resistia em pé... Era como se seus órgãos fossem moldados, se remodelando pelo interior... Vomitaram o pouco que tinham em seus estômagos. Os membros se remodelavam, a pele parecia esticar, rasgar e se remontar... Os cabelos caíam se desfazendo em pleno ar. Os anões sentiam a mesma coisa, mas se mantinham mais rígidos. Seu corpo naturalmente infértil à magia resistia às investidas da mana contra sua essência, mas aos poucos cedia e seu corpo se alterava mais lentamente, como que teimando contra o efeito*

*Minutos pareciam dias, diante da agonia da transformação... Mas ao fim todos se sentiam diferentes... Respiravam diferente... O ar envolta parecia limpo demais, assim como o odor do orvalho parecia causar coceiras em suas narinas. O paladar deixava um gosto estranho na boca, e a pele estava mais enrugada, cinza-esverdeada e estranha. Os elfos se sentiam como que sujos e amaldiçoados... Suas audições não funcionavam mais, e os olhos estavam limitados, como uma visão humana fosca, devido aos goblinóides enxergar no escuro*

*Duvain assumira a forma de um Hobgoblin meio sinistro, sua tatuagem não se mantera intocada com a transformação... Estava borrada, mal feita e assustadoramente exagerada sobre o rosto. Encobriu-se com o manto mágico para se fazer parecer com os tais estudantes de arcanismo élfico, a voz de Vladislav lhe era bem clara* [/]

"Para a senhorita Duvain, soube que anda com um manto mágico então forjei com a gema que lhe transformará em Hobgoblin... Temos informações que alguns desses, que foram capturados pela cidade, e andaram tentando aprender as magias élficas de Lenórienn sem muito sucesso, mas ainda assim portam o manto! Apenas peço que evite de rogar poderes arcanos na frente deles, pois abriria a suspeitas!"

*Feänor também assumira a forma de um hobgoblin, seu porte era mais robusto e rústico na forma nova. Seus caninos inferiores saltavam-lhe o lábio de uma forma incômoda, mas retirando isso... Ainda sentia o sangue quente correndo em suas veias levando todo poder arcano que herdara*


"Para o senhor Feänor, fiz o mesmo tipo de brinco! Talvez com ele possa conseguir se passar por um soldado ou capitão das guardas, apenas aviso que esta raça goblinóide tem uma tendência forte a ser a mais organizada, logo no acampamento pode levantar suspeitas se não lhe reconhecerem... E eles também não usam floretes comumente, no máximo sabres!"

*Midori, Durakrimm e Dravil haviam assumido uma forma bem repulsiva... Inclusive parecia que a sujeira envolta parecia lhes grudar na pele cinza-esverdeada. Como goblins eram baixos, raquíticos, feiosos, mas sentiam a resistência goblin lhes correr pelo corpo*

*Bregor fora o último. Quando seu dono lhe colocou a coleira o pêlo eriçou e era capaz de sentir a mesma dor e incômodo que o resto teve ao ocorrer a alteração. A resposta à dor veio na forma de um poderoso rugido... Sem dúvida os goblinóides escutariam. Em pouco tempo o tigre havia crescido o dobro do tamanho, assim como sua presa e garras, seus dentes estavam mais afiados e os pêlos pareciam sempre eriçados com os olhos avermelhados, como um grande Warg de combate. Ao fim olhou para seu irmão das planícies com olhar de desculpas pelo rugido e demonstrando estar bem*


"Aos senhor Davril, e senhorita Midori, fiz com as gemas de goblin! Vossas engenhocas e técnicas passarão despercebidas frente aos olhos de alguns goblins engenhoqueiros que eles possuem, já senhorita Midori poderá usar mais facilmente sua arte furtiva por meio desta raça!

E você, ranger, acredito que se dará bem com outra gema de goblin! Parece que eles possuem arqueiros e besteros exímios entre os hobgoblins, mas esta raça cavalga lobos atrozes, os Wargs! Se puder se comunicar com eles pode ser uma boa saída... A engenhoca de Dr. Davril não será problema, um goblin engenhoqueiro poderia ter construído este constructo... Quanto a seu tigre, esta coleira tem o mesmo efeito do anel, metamorfoseando o mesmo em um Warg... inclusive o som de seu rugido e rosnado será equivalente!"


*A partir daquele momento, em meio ao entardecer, o grupo teria aproximadamente 72 horas de efeito da transmutação. Caso removessem ou desativassem o brinco voltariam imediatamente ao normal e o efeito estaria permanentemente perdido. Através do brinco poderiam compreender qualquer idioma e pressionando a gema no mesmo, poderiam se comunicar até a distância de 2 quilômetros... Agora a missão de fato havia começado*

*Abruptamente arbustos próximos se abriram e três vultos surgiram próximos ao grupo. Eram hobgoblins, dois em armaduras de combate apontando bestas preparadas para o grupo, e um de manto puído com um amuleto em seu pescoço no símbolo de um circulo negro encobrindo um branco (Duvain e Feänor poderiam reconhecer aquilo em qualquer lugar, um pelo conhecimento de bardo e o outro através de seus enfrentamentos com goblinóides: era o símbolo sagrado de Ragnar, o Deus da Morte dos Goblinóides). O aparente clérigo pareceu rugir algo, de início o brinco ainda transmitia os rosnados e grunhidos da língua goblinoide, mas aos poucos se ajustava aos ouvidos de cada um até se tornar compreensível*


--Alto gharr! Arrh, sãor batedores dos capitãers, do Grande Acampamento!? A besta que virvia nesses túneis jar foi lervada para as minas... Vernham para or arcampamento! Querermos todos reunidos para estarmos partindo para Teer Challack ao amanhecer...

*O Clérigo de Ragnar parecia apressado, e parecia comandar os hobgoblins soldados que logo abaixaram as bestas e aguardavam seguí-los junto ao clérigo até um acampamento nas redondezas, não muito grande. Assim que se aproximassem veriam apenas um acampamento de proporções modestas, com vários hobgoblins rangers batedores da região, com alguns clérigos circulando. As tendas sempre feitas de couro curtido de animais, com mobílias saqueadas de cidades próximas a Khalifor. Tudo bem organizado e limpo, inclusive é possível ver hobgoblins circulando entre as tendas fiscalizando possibilidade de sujeiras ou desordens*

*Como o grupo fará para obter maiores informações?*


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__________________________________________

MAPA DO ACAMPAMENTO PRÓXIMO

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1 - Trilha de Chegada

2 - Grande Tenda do Comandante Hobgoblin das Expedições a Kanter, Ghaldhar

3 - Tenda Circular de Culto a Ragnar do Alto-Clérigo Bugbar Rooghozz

4 - Tendas dos Hobgoblins Rangers responsáveis por patrulhas e vasculhar área

5 - Tenda dos Domadores de Wargs Goblins

6 - Jaulas de Wargs

7 - Tendas dos Batedores Oficiais Superiores

8 - Tendas dos Apóstolos de Ragnar

9 - Trilha para o sul das Cordilheiras Kanter

Feanor (Guarda Hobgoblin)

4 XP

Duvain (Hobgoblin mago)

-2 XP

PE:36/38

Dûrakrimm (Goblin domador de feras)

4 XP

Midori (Goblin Batedor)

2 XP

Dr Davril

4 XP

PC: 36/36
Editado pela última vez por Antonywillians em 03 Abr 2015, 17:38, em um total de 3 vezes.


ASS: ANTONYWILLIANS, O MAIOR ESPADACHIM DE ARTON


TÓPICO CENTRAL DOS CONTOS DE ANTONYWILLIANS

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LuxFero
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Re: Desbravadores de Arton - A Queda de Khalifor

Mensagem por LuxFero » 29 Jan 2015, 18:20

*Fëanor sente os efeitos do brinco quando os ativa, mas mantem-se de pé, trinca os dentes e os suporta. Quando os soldados apareceram e começaram a grunir o elfo se preparava, por reflexo, pra atacar, mas parou sua mão, antes que levantassem suspeitas.*

*Depois que o clerigo de Ragnar falou com o grupo, o elfo simplesmente gruniu em concordancia e os seguiu.

*Dado alguns passos, Fëanor pergunta pra um dos soldados algo que parecia um grunido, mas que conseguia entender como palavras.*

-- Ae, sô novo aki, ondi eu tenhu ke me arpresentá? Esses cara num sabe me falá nadi... Nirguem farlou nada da invarzão a cidade hurmana tambem...

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Galahad
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Re: Desbravadores de Arton - A Queda de Khalifor

Mensagem por Galahad » 29 Jan 2015, 21:41

*Durakrimm esperava que aquela fosse a primeira e última vez que tivesse que passar por tal transformação,o processo já não era agradável, e virar um goblin era pior ainda, e via que aquilo não era fácil para Bregor também, pois o irmão felino soltava um rugido durante a transformação, algo que preocupava o ranger, mas o felino - agora Warg- estava bem, e isso era o que importava para Durakrimm, que passava a mão em em suas costas, demonstrando que não estava bravo com ele por ter rugido, pois entendia o que ele sentia.*

"Eu que tinha que me desculpar por fazer ele passar por isso..."

*Quandos os goblinoides surgiam, Durakrimm ficava quieto, apenas escutava o que eles falavam, concordando a cabeça quando necessário, não era muito bom em enganação, por isso achava melhor falar pouco, apenas o necessário se possível, e para tentar descobrir algumas informações, embora não tivesse certeza do que perguntaria.Se possível, Durakrimm seguia para o local onde outros goblins que montassem wargs estavam, e perguntaria para eles.*

-- Estar chegando dos túneis próximos, como acampamento está?

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LordAbdon
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Re: Desbravadores de Arton - A Queda de Khalifor

Mensagem por LordAbdon » 31 Jan 2015, 18:21

*Duvain sentia a transformação em seu ser, se deixava cair no chão e fechara os olhos numa espécie de agonia arrogante por permitir que lhe acontecesse isso, por um lado a barda insana ja se acostumara a alterações mágicas ao próprio corpo, tornar-se gás, alterar os orgãos, todas eram coisas normais, mas aquilo lhe passava uma sensação de profanação, como se dessa vez a brincadeira houvesse passado dos limites*

*A barda se levanta, um zumbido horrendo em seus ouvidos se esvaindo mas ainda assim não lhe volta a sensação de voltar a escutar, não por completo, sentia como se algo houvesse explodido em seus ouvidos e a deixado surda, para piorar ao abrir os olhos tinha a sensação de que o mundo a sua volta se acinzentara e mesmo a luz que tanto lhe incomodava lhe parecia turva e desprovida de seu irritante brilho*

"Por Tenebra... Fiquei cega agora? É assim que esses vermes enxergam?! Que desgraça! Que humilhação! Parece que fui desconectada do resto do mundo.... vou demorar a me acostumar a isso, mas o espetáculo precisa continuar... E a plateia começa a encher o salão"

*A barda expira o ar podre de seus pulmões novos se acostumando a nova sensação de ser que os brincos lhe providenciavam, percebia os goblinóides se aproximando com sua fala arrastada em grunhidos e a barda torcia sua cabeça uma vez para a esquerda e depois uma para a direita estalando os ossos do pescoço, sua face parecia ameaçadora e animalesca*

*A barda, chegando ao acampamento, olha em volta de maneira metódica, até agora se mantendo em silêncio, observa a atitude dos hobgoblins durante a fiscalização das tendas, a barda se mostra de certa forma surpresa com a organização dos hobgoblins tentando manter sua atuação de acordo, Duvain se dirige a tenda onde aparentam estar os rangers responsáveis pelas patrulhas e tenta falar com um dos rangers que estiver por ali*

-- Ei você. Nosso grupo só chegou agora no acampamento, qual a situação das patrulhas por aqui?

*Duvain tentou se manter objetiva e direta, tentando falar de forma similar aos hobgoblins do acampamento quando se dirigia aos mesmos*


[OFF: Duvain se mantem durante toda a duração da magia feita pelos brincos usando Atuação: Dramaturgia para fazer o papel de um oficial hobgoblin e tenta utilizar obter informação com um dos hobgoblins rangers]

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Saitoshiba
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Re: Desbravadores de Arton - A Queda de Khalifor

Mensagem por Saitoshiba » 03 Fev 2015, 23:29

* Assim que o grupo consentiu em usar o brinco, ativou com medo do que aconteceria logo após. A sensação foi tão ruim que ela chegou a cair no chão e esqueceu quase que totalmente do resto do grupo e apenas focou em fazer aquela sensação acabar. Chegou a ter ânsias de vômito e talvez tenha vomitado um pouco, mas não notou se vomitou mesmo ou não. Midori estava tentando resistir, ficando com as mãos apoiadas no chão para tentar levantar, mas só conseguiu quando a transformação tinha acabado*

* Quando a transformação tinha acabado, se sentia mais baixa e o ar estava com um aspecto de limpo demais. Deu uma longa tragada no mesmo, mas acabou tossindo um pouco *

" Engraçado, nunca notei nisso "

* O arbusto se abriu revelando três criaturas e quase que de reflexo Midori pensou em se esconder, mas logo sem seguida lembrou que estava fazendo o papel de um deles, então ficou quieta. Foi quando os hobgoblins começaram a falar que seu estômago caiu nas pernas. Por alguns segundos, ela pensou que o brinco estava falhando e que ela não entenderia nada do que eles estavam falando, mas depois os grunhidos ficaram cada vez mais parecendo palavras, e depois frases e, por fim, conseguiu entender o que ele queria dizer. Bom, se era para eles irem para o acampamento, então era melhor seguir eles. Lá, ela pensaria no que fazer *

* A ladina tentou encontrar os goblins que eram parecidos com ela para obter informações *

" Bom, acredito que estou baixa, ridiculamente feia, com uma sujeira que parece que nasci com ela e exalando um cheiro nada agradável, acho que vou na tenda dos batedores "

* Entrando lá, procurou se misturar com eles e chamar o mínimo de atenção possível. Procurou um canto e se concentrou ao máximo em ouvir o que os outros goblins falavam, como reflexo tentou colocar o gorro de sua capa, mas lembrou que não estava com ela. Um pouco desanimada, prestou atenção no que o goblins faziam e o que eles falavam. Observava o que eles faziam e como eles faziam para poder fazer igual futuramente e não parecer estrangeira, e ouvia tudo que era possível. Deu um pequeno sorriso quando lembrou que seu mestre ladino a tinha ensinada exatamente isso.[Para obter informação, basta manter os olhos e ouvidos abertos] Após alguns momentos parada no canto, resolveu se mover e fingir estar fazendo algo, qualquer coisa que eles estivessem fazendo e observar as tendas dos batedores para ouvir informações de diferentes goblins*[Sempre pareça que está fazendo algo, assim você não levanta suspeitas. Pode ser carregando madeira, levando água de um lugar para outro. Qualquer coisa]

" Sinto que meu corpo está mais resistente, mas será que ele também escuta bem? Vamos ver "
Editado pela última vez por Saitoshiba em 05 Fev 2015, 17:22, em um total de 1 vez.

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