Livro I - Aço Negro

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Lord Seph
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Re: Livro I - Aço Negro

Mensagem por Lord Seph » 16 Nov 2016, 20:33

Terry paralisa ao ver Fenyra cair e vê Bror ir até ela, mas ela não age por emoção naquele momento. Proteger Lilith era fundamental e ela vai de encontro a criança.
Melhor queimar do que apagar aos poucos.
-Neil Young.
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John Lessard
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Re: Livro I - Aço Negro

Mensagem por John Lessard » 18 Nov 2016, 12:43

Capítulo 6
A Batalha de Cosamhir


Peter encarou um Bror desesperado, pedindo que devolvesse a vida a amiga. Ele quisera dizer que ele não podia, e que apenas Thyatis devolvia verdadeiramente a vida á alguém, mas achou que não era momento para sermões religiosos. Os soldados do portão se aproximaram, um deles, com um corte no braço e bigode castanho cambaleou para perto.

- Peter, se puder, faça... Essa mulher lutou ao nosso lado e nos encorajou a continuar lutando e defendendo nossos lares, ela merece.

O paladino olhou o cadáver uma última vez.

***

Fenyra estava nua, no escuro, no frio e na umidade. Mas o fato era que não existia chão, nem vento e nem água, apenas a sensação. Não havia começo ou fim, baixou ou cima e aparentemente nem formas de andar.

- ELA MORREU LUTANDO, DEVE VIR PARA WERRA! - trovejou um voz imponente.

- A garota nunca conheceu o amor verdadeiro... - disse uma voz calma e melodiosa.

- CALE A BOCA, MARAH! - retrucou a voz com escarnio.

- SILÊNCIO! - ordenou outra poderosa voz, essa mais forte e menos agressiva.

- Ela não é um soldado Keen, é uma aventureira, uma aventureira que morreu lutando, tem que vir para Odisseia!

- Por que tanto interessssse na garota? Ssserá porque ela sabe muito? - disse alguém quase num sussurro, porém audível.

- Ela matou goblinóides, meus filhos! Deve sofrer em meu reino - essa era rouca e cruel.

- MATOU GOBLINÓIDES PORQUE ELA OS ENCONTROU NO CAMPO DE BATALHA! NÓS SABEMOS PORQUE À QUER RAGNAR! - rosnou Keen.

- Ela não sabe muito, porém mais que qualquer outro - a voz era antiga e gentil.

- Infelizmente, nenhum de vocês a terá hoje - o som era distante, agudo e foi se aproximando - hoje, Fenyra Hagar, lhe dou uma segunda chance.

As chamas sagradas da ave flamejante iluminaram a escuridão infindável, aquecendo o corpo de Fenyra uma vez mais antes de acordar.

***

Fenyra acordou sob os olhares de Searinox, Bror e Grunt, sendo aparada por um rapaz em armadura completa e cabelos castanhos bem aparados. Seu rosto era amigável e sorria de leve.

- Bem vinda de volta, Thyatis me guiou para que eu pudesse lhe devolver a vida. Talvez se sinta mais fraca, e isso é absolutamente normal, mas com o tempo irá recuperar sua força total.

Ele a ajuda a ficar de pé, e a lutadora recebe tapas nas costas dos soldados, junto de palavras de força e encorajamento. Se tateasse seu corpo, perceberia que todos seus ferimentos estava fechados e curados.

- Agora - voltou a falar o paladino - precisam se dirigir a Gregor, rapidamente.

***

Terry correu por entre as ruas da cidade, agora deserta. Ela estava sendo prática, Fenyra estava morta, Lilith até onde sabia, não. O peito queimava pelo esforço ao avistar o quartel. Se arrastando para longe dos portões dezenas de feridos, com cortes, hematomas e flechas cravadas. Ao que parecia, a batalha ali estava bem pior. A moça entrou rapidamente no prédio e encontrou a elfa escondida num canto, assustada.

- Irmã... - correu até ela.

***

O grupo se aproximava dos horrores da guerra. Homens mutilados e cortados, caídos aqui e ali. Por ora, os soldados pareciam aguentar no portão e nas muralhas. Terry estava na entrada do quartel com Lilith, e Gregor se aproximava, banhado em sangue negro, porém sem ferimentos aparentes. Trevor vinha ao seu lado, com o escudo quebrado e um corte na perna. O Capitão indica que todos se reúnam afastados.

- Você protegeram o portão, obrigado por isso - ele faz uma pausa e olha para Trevor - Nós... Nós não vamos conseguir, não vamos, eles vão entrar na próxima investida... Pelos deuses, farei tudo que puder para impedir isso e matarei tantos quantos forem possível se entrarem, mas... Isso é inevitável. Eles são muitos, bem armados e organizados, isso sem falar nas armas de cerco. Existe uma saída subterrânea da cidade, inviável para um evacuação, muito estreita e perigosa, ainda mais para uma fuga as pressas, mas um pequeno grupo de aventureiros como vocês, pode ser capaz de escapar e levar o que está acontecendo aqui até Valkaria. Se todos nós morrermos aqui, a Aliança Negra ganha mais tempo e terreno, sem que uma defesa apropriada seja montada. Preciso que vocês façam isso - ele pega algo - aqui está um pergaminho oficializado pelo Rei, para que tenham livre acesso ao alto comando. Trevor irá com vocês!

- O que?! - retrucou o outro.

- Você conhece o caminho, nosso pai nos mostrou.

- Não vou lhe deixar Gregor!

- É preciso, por favor...

Ele balança a cabeça.

- Isso...

Não disse mais nada, mas pareceu concordar.

Gregor, por fim, os olha, esperando uma resposta.
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Aldenor
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Re: Livro I - Aço Negro

Mensagem por Aldenor » 18 Nov 2016, 13:11

Fenyra recebia o último golpe e o seu corpo já estava dormente quando chegou ao chão. A dor desaparecera, restando apenas o frio. A visão embaçou... "Vou descansar um pouco agora..." fechou os olhos lentamente para, enfim, acolher o abraço da morte.

Fenyra agora ouvia vozes em discussão. Foi identificando cada uma delas. "Os deuses... subitamente minha alma se tornou valiosa..." pensou com desgosto. Percebeu com um susto que estava morta. Antes que pudesse falar, sentiu um puxão no estômago. Sensação de giro, desorientação e...

Abriu os olhos, dando de cara com seus companheiros e um homem diferente. Pelas vestes, pelo símbolo e pelo que acabara de acontecer, Fenyra sabia.
Fenyra
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T-Thyatis...
Sibilou enquanto era ajudada a ficar de pé. Soldados a cumprimentavam, davam tapas nas costas e elogiaram sua bravura. Fenyra fechou o cenho. Parecia braba, mas estava apenas tímida, não sabia receber elogios. Seu rosto ruborizou e ela nada disse.

Foram guiados até Gregor, o rapaz bonito com quem se aproveitou na noite anterior. E, pelas palavras dele, era a última vez que viveria. Fenyra nada disse, fechada em si, refletindo sobre o que acabara de acontecer. E sobre o que poderia ainda acontecer. A garota segurou seu braço e abaixou a cabeça, mirando o chão.
Editado pela última vez por Aldenor em 18 Nov 2016, 18:32, em um total de 1 vez.
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Lord Seph
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Re: Livro I - Aço Negro

Mensagem por Lord Seph » 18 Nov 2016, 15:39

Terry finalmente encontra Lilith.

- Finalmente te achei, sei que tudo isso foi assustador, mas temos que seguir em frente. Vamos, precisamos encontrar o Gregor de acordo com o que gritavam.

Terry ignora aquele lugar, ela não tinha tanto poder para curar e ainda tinha que ajudar o grupo. Depois de um tempo caminhando com Lilith ela se encontra com o grupo e vê Fenyra viva. A felicidade em ver a amiga novamente de volta é cortada com as novidades e ela apenas acena afirmativamente.

- Então vamos logo com isso.
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Padre Judas
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Re: Livro I - Aço Negro

Mensagem por Padre Judas » 18 Nov 2016, 19:06

Bror observa enquanto o paladino ora próximo ao corpo de Fenyra. Em alguns instantes seus ferimentos se fecham e ela se ergue.
Bror Hildson
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- Ó, você voltou!
Sem pensar muito, ele abraça a conterrânea. Então percebe o que fez e afasta-se cauteloso.
Bror Hildson
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- Desculpe. Eu... acho que fiquei excessivamente emotivo. Mas fico feliz por você estar de volta.
Ele se afasta e segue na direção de Gregor, sem olhar para trás.
Ele escuta o discurso fatalista de Gregor e percebe que aquele é o fim da cidade. Aquelas pessoas vão morrer – as que tiverem sorte, pelo menos. Aperta os punhos, impotente.

Mal o oficial termina de discutir com o irmão e Terry apenas incita-os a partir logo. Por trás de sua máscara, Bror franze o cenho, irritado com a atitude da menina, que não parece se importar com o destino do soldado e de todas aquelas pessoas, mas acena afirmativamente para Gregor.
Bror Hildson
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- Muito bem. Acredito que todos concordamos em partir para Valkaria. Eu lamento Gregor.
Ele se aproxima e estende a mão ao soldado.
Bror Hildson
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- Mas é melhor morrer lutando contra aquelas... bestas... do que terminar nas mãos delas como uma vítima indefesa. Tenho confiança que os deuses os receberão bem!
Ele apoia a mão no ombro de Trevor.
Bror Hildson
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- Vamos, sargento. Temos que ir.
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Aldenor
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Re: Livro I - Aço Negro

Mensagem por Aldenor » 18 Nov 2016, 19:34

Abraçada, no susto, Fenyra apenas arregala os olhos, aliviando um pouco sua expressão de braba. Ela retribui o abraço, mas quando ele se desvencilha pedindo desculpas e explicando suas emoções, ela nada diz e segue dando-lhe as costas.

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Bror se despede de Gregor e parece que aquilo trouxe a reflexão par Fenyra. Aquilo realmente estava acontecendo. Ela morreu. Ela voltou. A cidade agora morreria. Ela também poderia morrer de novo. Ela começou a se agitar, ansiosa. Havia um clima de despedida ali. Mesmo que ela conseguisse escapar, as pessoas da cidade morreriam. Estava tudo perdido. Onde estavam os magos poderosos capazes de rasgar o chão e abrir os céus?

Ela olhou novamente para Gregor e puxou sua mão com rudeza, para virá-lo em sua direção.
Fenyra
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Que Valkaria guie suas armas.
Resumiu-se a dizer. Decepcionou-se consigo mesma com suas palavras. Queria dizer mais, queria dizer outras coisas. Mas o que diria? Não sentia nada de especial para com ele, mas admirava sua coragem de se entregar em sacrifício. Estava inconformada como as coisas chegaram naquele ponto. Lembrou que o povo comum iria ser escravizado - uma escravidão mais cruel que dos minotauros - e quem iria sofrer mais que todos, como sempre, seriam as mulheres tyrondianas.

Fenyra viu Lilith de soslaio e lembrou-se das vozes em sua cabeça naquele estranho sonho que teve antes de acordar para sua segunda vida. Rapidamente ela vira-se para Bror e Searinox e diz discretamente.
Fenyra
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O tempo urge e eu preciso lhes falar o que sei sobre Lilith. Vamos.
Cenho fechado, rosto ruborizado, Fenyra agora partiria sem olhar para trás, esperando seguir com Trevor.
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Senimaru
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Re: Livro I - Aço Negro

Mensagem por Senimaru » 20 Nov 2016, 02:20

Era ele ou os hobgoblins, ele ou os hobgoblins, ele ou os hobgoblins..... Era tudo que se passava na cabeça de Searinox, tomba-los antes que tombem ele mas no fim foi diferente, Fenyra que caiu e no fim eles repeliram os ataques mas a um preço caro. Ele estava sem palavras apenas parado do lado sem vida de Fenyra, morte era parte da vida de aventureiro e ele sabia mas quando era do seu lado, quando era com uma pessoa que aprendeu a conviver era difícil deixar passar, o fato lembrou um pouco da sua infância ao pensar como iria explicar para Lilith que Fenyra não estava mais nesse mundo, pensou que deveria ter conversado mais com ela ainda mais depois de sua ultima pergunta.
Foi tirado de seus pensamentos quando um tal paladino de Thyathis apareceu, justo depois que tudo acabou, conveniente como sempre quando "tudo" já acabou aparece o galante de armadura dourada com palavras vazias, Bror pedia desesperado por um milagre dele e só cedeu quando um outro soldado veio pedir a ele a mesma coisa, suspirou pois se ele viesse com algum sermão, Fenyra teria companhia no outro mundo, ele olhava o corpo de Fenyra enquanto esperava pelo milagre do paladino, pensava que a muito tempo não se ligava a outros tirando seu irmão e mãe, que por muito tempo não se preocupava com outros, não se enfurecia por outros, ponderou se a mudança era para melhor ou pior.
Foi tirado de seus pensamento de novo, parecia ter virado uma rotina aquilo, Fenyra abria os olhos e recebia ovações, tapinhas nas costas e abraços, Searinox ficou em frente a ela sem saber como reagir, não sabia se deveria oferecer ajuda, se deveria dar uns tapas nas costas, abraça-la como Bror fez ou gritar com ela, no fundo ele se sentia um pouco furioso, deveria ter sido ele a cair não ela, se ela não tivesse agora ela teve sorte de um paladino de Thyathis estar por perto mas e na próxima vez? Ele se sentia impotente por não ter aquele "poder" para ajudar aquele que... que se importava.
Ficou em silencio o tempo todo antes de irem até Gregor foi até o corpo dos goblinoides e teve vontade de terminar de esquartejar seu corpos mas respirou fundo e os revistou pegando qualquer coisa útil que tivessem, quando chegaram no Gregor e ele viu Lilith a sua adrenalina abaixou e sua mente se acalmou, seu corpo começou a doer, ele começou a arfar e caiu de joelhos, seu corpo começava a sentir tudo e seu mundo era dor, no finalmente falou algo.

-Eu... preciso de um momento - *arf* *arf* - e de atenção medica.

Ele caiu deitado de costas enquanto Lilith corria até ele com um cara de preocupação, ela começava o tatear manchando suas mãozinhas de sangue, se virou e viu Fenyra cheia de sangue também, corria até ela e fazia o mesmo, depois de volta ao cruzado, repetindo e repetindo, ela parecia tentar tapar os machucados para que não sangrassem mais, mesmo que os ferimentos de Fenyra tivessem sumido então ela parou no meio dos dois sem saber o que fazer e uma lagrima escorreu, vendo aquilo Searinox se levanta mesmo que aquilo fosse extremamente difícil no momento e vai até ela.

- Ei, esta chorando porque? Viu? Já estou em pé... Eu, Nós.. -Apontou para ele e Fenyra- não vamos a nenhum lugar.... -Ele engoliu um pouco de saliva, o que estava falando não era de seu feitio, ele culpava a perda de sangue- não iremos de abandonar.

Ela o abraçou e a dor veio ele fez um careta e aguentou aquilo.

- Agora desgrude de mim ou vai ficar encharcada em sangue... e bom trabalho.

Ela sorriu e foi até Fenyra lhe dando um abraço também e quando ela se afastou foi até Terry e falou baixo.

- Eu não estou bem, requisito de sua cura .... de preferencia antes que ela se vire por favor....

Não deu nem um minuto Gregor chega com seu irmão e começa explicar a situação, e era exatamente como tinha falado na noite passada, eles não tinha chance de vitoria. Viu a reação dos outros e apenas acenou concordando com o plano.

- Precisaremos de mantimento, tudo que puder nos dar vai ser um aumento em nossas chances de chegar em Valkaria.

Viu a atitude fria de Terry, o lamento de Bror e a despedida de Fenyra, quando todos disseram suas ultimas palavras a Gregor, Searinox foi até ele.

- Não vou me desculpar pelas palavras que disse da ultima vez.... mas parece que nosso "duelo" mais ter que esperar.... vejo você do outro lado e é melhor levar um bom numero deles com você. Tome, vai precisar.

Sem aceno ou aperto de mãos ele se vira indo com o grupo para onde deveria ir, no caminho foi chamado discretamente por Fenyra, ela tinha informações sobre Lilith, acenou a cabeça apenas confirmando que ela podia seguir falando, ainda não sabia o que deveria falara para ela.
Como descrito eu pilho os hobs tudo que for útil e eu puder carregar, irei deixar algo com Gregor e PLZ alguem me curaaaaaaaaaaaaaaaaa! Tem nenhum medico por lá? è meio que o centro de comando alguém para me curar ou fazer um testezin de cura deve ter! :lol: :lol: :lol:
ESIT: Dei um escudo pesado a ele.
Editado pela última vez por Senimaru em 25 Nov 2016, 21:25, em um total de 1 vez.
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Me? Mad? Haha... quite likely!

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Lord Seph
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Re: Livro I - Aço Negro

Mensagem por Lord Seph » 20 Nov 2016, 06:51

Terry ouve o pedido do cruzado e sem pestenejar coloca a mão sobre o peito dele e começa a usar seu poder.

- Não devia ser tão descuidado.

Diz Terry ao fim.
Curar Ferimentos Leves umas duas vezes
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Re: Livro I - Aço Negro

Mensagem por John Lessard » 22 Nov 2016, 10:03

Capítulo 6
A Batalha de Cosamhir


O grupo correu rapidamente de volta para o quartel para apanhar algumas provisões. Alguns ainda, com o peso da despedida nas gargantas. Palavras não ditas, promessas de reencontros em outros planos. Como aquilo era patético. As chances de morrer e acabar no plano de Ragnar e sofrer pela eternidade eram palpáveis.

Trevor começou a pegar sacos de couro, amarrados com cordas, e entregar um para cada um.

- Aqui, cada um contém porções de ração para sete dias, ou catorze, se for racionado, mas deve ser o suficiente para atravessar a passagem.

Dito isso saíram.

Avançaram por ruas vazias, permeadas por um silêncio angustiante, com o som de batalha longe, como se não pertencesse aquele lugar, vindo de um mundo distante e violento, onde a morte e o terror eram soberanos. Trevor os guiou por ruas mais estreitas, dando tempo de todos apanharem suas coisas nas estalagens e continuarem, até um ponto mais isolado da cidade, num pátio aberto. Ali, havia uma escadaria que descia até uma espécie de entrada para os esgotos, com um arco de pedras colocadas. Passando por um caminho onde a água subia pouco nos pés, o sargento indicava que todos passassem por uma grade.

- O trajeto todo deve demorar uns oito dias e por sorte é apenas uma linha reta, ou quase isso, a questão é que não há desvios...

O que ele dizia foi interrompido pelo clangor de metal alto. Quando todos se viraram, sua mochila estava no chão e ele trancava o portão, ficando para o outro lado.

- Desculpe, não posso deixar meu irmão sozinho, não de novo... Essa missão é de vocês, então por favor, protejam a garota e sigam em frente. Na minha mochila existe provisões para mais sete dias, usem para Lilith. Como eu dizia, o caminho segue num único rumo, embora faça curvas, desça e suba, continuem em frente, não ligando para buracos ou pequenas caverna... Sei que conseguirão.

Ele vira-se de costas.

- E Fenyra... Eu... Se cuide - jogou o escudo quebrado no chão partindo em sua missão e os deixando com a de vocês.
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Padre Judas
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Re: Livro I - Aço Negro

Mensagem por Padre Judas » 22 Nov 2016, 11:45

O arqueiro apressou com os demais até os alojamentos e pegou tudo que podia. Lembrou-se de Dalila e sua garganta apertou. Por um instante não sabia o que fazer. Embora houvesse terminado com ela, não queria que ficasse ali.

Ele afastou-se dos outros e foi atrás da mulher, procurando por ela e chamando-a de modo discreto. A levaria consigo, mesmo que não pudesse salvar mais ninguém.

Tudo era muito rápido, as coisas aconteciam sem tempo para pensar. Ele seguiu o fluxo e logo estavam do lado de fora. Trevor ficou para trás.
Bror Hildson
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- Isso...é idiota.
Mas o sargento parte, despedindo-se de Fenyra.
Bror Hildson
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“Senhora Tenebra, que ele receba a misericórdia da morte antes da dor.”
Ele põe a mão no ombro de Fenyra.
Bror Hildson
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- Vamos. Temos que ir.
Ele olha para os que o acompanham e dá o primeiro passo para longe do Inferno.
BAÚ DO JUDAS
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