Ato 2 ~ Aço de Prata ou Prata de Aço?

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Keitarô
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Re: Ato 2 ~ Aço de Prata ou Prata de Aço?

Mensagem por Keitarô » 13 Out 2019, 01:26

Amaretsu, Cecilia e Carlos

— Seus relatos são curiosos, Amaretsu — anotou alguma coisa o diretor-general. — Gostaria de seu relatório completo após o procedimento de Kaguya.

— Admiro sua curiosidade, cavaleiro… negro? — Gracus momentaneamente ficou confuso ao prestar atenção à armadura de Pégaso Negro. — Mas as pesquisas da Academia de Aço são fechadas a externos, mesmo o Santuário. Agora, principalmente.

— Diretor Gracus, fico… mais confortável que sua reação tenha sido pouco impactada com o banimento de Amaretsu do Santuário — comentou Kátia, mais séria. — Mas isso impacta em algumas consequências adicionais. Assim, o protocolo dita que todas as relações entre a Academia de Aço e o Santuário passem a ser administradamente moderadas. Logo, se precisar nos contatar, refira-se apenas a mim. Jamais o faça pessoalmente, nem sem avisar. Não serão considerados inimigos, mas não passarão pela barreira de Cosmo. Pedidos de ajuda também serão moderados, de acordo com a natureza.

— Ah, Kátia — o diretor abanou uma mão como se fizesse pouco caso. — você sabe que nossa relação já é assim. Não tenho interesse em entrar no Santuário, ou de receber ajuda de vocês. E, claro, vocês também não. Na verdade, acho que isso nos dá ainda mais autonomia, já que teremos menos relação ainda… Então, faremos o que tem que ser feito.

— Você não pode quebrar os acordos do que deve ou não fazer, mesmo com relacionamento limitado com o Santuário.

— Claro que não — ele ficou sério. Parecia que responderia algo, mas não o fez, aparentemente mudando o discurso. — Está tudo entendido. Providenciarei as folhas documentando o acontecido em alguns minutos.

— Enquanto isso — disse Kaguya, caminhando até a porta. — Amaretsu, gostaria de fazer um sparring com você. Quero entender por que anda tão… indisciplinada, e violenta. Permissão, diretor?

— Claro, capitã.

— Eu acompanharei, também — disse Hera, levantando-se. Kaguya olhou um tanto surpresa, embora Kátia, não.

— Como queira — completou a capitã. — queiram.

Assim, quando Amaretsu começou a seguir a capitã/mãe, Kaguya deixou a sala.

Tenzi

Após a decisão de Agni de ir junto, os três se separaram. Cinzel correu na direção de Rodório, para avisar a Guarda sobre a empreitada de suporte a Atlas e aos soldados das bordas do Santuário. Tenzi e Agni partiram na direção dos limites da barreira a sudeste. Estava particularmente quente. Mesmo assim, havia um sentimento de urgência no ar. Talvez por isso, ignorando o calor, Agni começou a correr.

— Se eles precisam de ajuda, é melhor irmos logo!

Foi uma questão de poucos minutos. Logo, estavam num caminho pedregoso e quase desértico. Aqui, acolá, colunas de antiga arquitetura grega. Tenzi sentia que a barreira de cosmo tornava-se mais fina, mas ainda assim, presente.

Na direção de onde estavam, a barreira de Cosmo parecia ter "espessura menor", se é que fazia sentido classificar aquela proteção energética por tamanho e dimensão. Mas talvez por isso, Tenzi sentiu que, por vezes, havia uma flutuação de Cosmo naquela parte.

Assim, já distantes do Santuário e de Rodório, mas ainda dentro da barreira, surgiu um Cosmo desconhecido. De cima de uma pequena montanha o Compasso pôde ver um soldado de armaduras de treino do Santuário caído, recostado numa coluna deitada. Agni percebeu depois.

— Ali! Talvez seja um deles!
Próxima atualização, dia 15.10.2019, terça-feira.

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Inoue91
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Re: Ato 2 ~ Aço de Prata ou Prata de Aço?

Mensagem por Inoue91 » 13 Out 2019, 13:51

Carlos

Carlos ficava um pouco desapontado por ter seu pedido negado, mas no fundo ele entendia, afinal estava em uma instalação militar.

— Ah...Me desculpe diretor Gracus, mas acho que não me apresentei direito, me chamo Carlos, Carlos de Pégaso Negro, bom....as pesquisas podem ser fechadas eu entendo afinal eu não pertenço a organização, mas você pode conversar sobre o ciências em seu tempo livre não pode ?

Como Carlos havia perdido em pensamentos, ele não sabia muito bem o que foi dito, mas pela tensão que sentia pelo ar, poderia deduzir que a o acordo entre os cavaleiros de aço e o santuário havia terminado, ao menos por enquanto, ele então se levantava, dava uma leve suspirada e então perguntava.

— Me desculpem, mas onde fica o banheiro ?

Assim, ao lhe indicarem o caminho, Carlos caminhava até o banheiro onde tiraria agua dos joelhos.

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Pontus Maximus
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Re: Ato 2 ~ Aço de Prata ou Prata de Aço?

Mensagem por Pontus Maximus » 13 Out 2019, 14:16

Amaretsu:

Tentar convencer o Santuário a agirem de forma mais humanitária em "tempos de paz" é o mesmo que dar soco em ponta de faca, mas o que mais me estranhou foi o fato de haver inimizade entre a Diretora e o Diretor, por mais inusitado que pareça eu compreendia o ponto de vista de ambos e fico feliz por que o Diretor general aparentemente estava do meu lado, todavia eu me recordei de um trecho bíblico que diz "Um reino dividido não pode subsistir", depois do incidente com os mísseis não me sai da cabeça que a culpa é exclusivamente minha, meu Cosmo é instável e coloquei a vida de todos em risco, não nego que não gosto de Cavaleiros de Prata, mas minha repulsa a eles colocou a Diretora Katia, o Piloto e os demais santos de Bronze (Carlos e Cecília) e isso é quase imperdoável, naquele embate eu queria proteger a todos inclusive Hera com sua filosofia de doutrinação.

Fiz uma saudação militar ao meu superior e depois a minha mãe/capitã:

-Sim Senhor e senhora - olhei para minha mãe lhe pedi para falar -Senhora eu peço permissão para levarmos para a conversa o Cavaleiro de Pégaso Negro e a Amazona de Taça conosco, por mais que eles digam que não tenho culpa no incidente sobre o protótipo do novo Mecha eu devo explicações a todos sobre meu comportamento e não me sai do coração a culpa de que eu fui a responsável por sermos quase alvejados.

Se ela concordar eu peço ao Carlos e a Cecília que me acompanhem, segurando as mãos de ambos para que me sigam, e no local apropriado pela minha capitã eu me sento em uma das cadeiras (acho eu que estaremos no auditório ou outra sala de reunião e planejamento) então chegando ao novo destino eu faço um resumo do porquê de meu comportamento indisciplinado e não fui contra que Hera nos acompanhasse.

Com minha mãe/capitã:
-Senhora, tudo começou naquele dia que ouve o ataque suicida aqui, ver meus amigos mortos foi o que acendeu o "barril de pólvora", depois a chuva tóxica criou clones obscuros de pessoas mais vulneráveis mas por alguma razão ela (a chuva) não criou uma cópia minha e sim da Terra que tentou me matar, mas depois que eu matei a cópia eu me senti horrível como se eu fosse uma assassina, isso despertou uma mudança mais agressiva da minha forma Licantropo, de agora em diante eu não sou mais aquela lupina como em filmes B e seriados antigos, me tornei uma loba como nos filmes de Hollywood e do jeito que todo Caçador de Lobisomens gosta de matar. Sei que meu pai também é um licantropo do tipo 2 em sua forma guerreira e ele deve ter passado por uma "crise" agressiva enquanto se adaptava, hoje creio eu que ele consegue controlar bem sua agressividade ficando mais "manso" entre aspas. Ao chegar no Santuário um rapaz de nome Yuri fez deboche dos Cavaleiros de Aço na minha primeira lua cheia da minha nova condição, então eu tive que ser contida pois minha raiva quase me fez matá-lo de pancada.

-Depois disso fomos até bem recebidos no Santuário mas depois de levarmos as "partes fragmentadas de Atena" ela apareceu em um treino de combate e lutamos e a vencemos, a partir daí eu vi todo o potencial que aquele lugar tem para ajudar as pessoas que perecem mas que só fazem bonito quando Atena está por perto, mas de modo algum eu nunca vou mal dizer os santos de Bronze que nos ajudam em missões como Soldados voluntários ou proteção de missionários das mais diversas crenças religiosas (inclusive a cristã) e de acordo com Hera o Santuário não deve "interferir no mundo das pessoas comuns" e isso me revoltou pois é essa a idéia que paira na cabeça desde o Grão mestre e os escalões mais altos, negando os princípios de paz, amor e justiça, somente os escalões menores nos ajudam e os santos(as) de bronze são os verdadeiros heróis, Atlas o Cavaleiro de Ouro também é um bom homem e tem meu respeito, prestativo e humilde.

-Tudo isso na consciência de um Soldado normal pode ser "tolerado" mas a lua cheia em uma lobisomem evoluído como eu, nas primeiras luas cheias, está difícil de suportar mãe, eu preciso ser forte para não colocar ninguém mais em perigo, mas está difícil, já se foram 5 noites de lua cheia, não sei quantas noites ainda tenho que encarar esse mês, talvez ainda mais 1 ou 4, enfim eu não sei quantas ainda são mas eu não quero dormir sozinha pelo menos essa noite, peço sua bênção e sua autorização para ser a guia dos santos de Bronze aqui presente, que eu possa me redimir e ao mesmo tempo experimentar bons sentimentos, eu preciso voltar a ser uma cristã de verdade novamente, no entanto eu não quero que Hera saia por aí sem uma vigilância devido ao péssimo histórico mais atual dos santos de prata, a prata é um metal sagrado mas essa Divisão militar do Santuário precisa se redimir. Mas quero que tenham um tratamento que apague de suas mentes a má impressão inicial causada pela minha licantropia e do ataque acidental provocados por mim.

Aguardo resposta de minha superior/mãe, e dos meus amigos (caso estejam conosco).

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Galahad
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Re: Ato 2 ~ Aço de Prata ou Prata de Aço?

Mensagem por Galahad » 14 Out 2019, 13:23

Tenzi

— Vamos, não podemos deixar que mais se machuquem!

Tenzi então partiu em direção do local apontado, mas passando pela barreira, uma preocupação passou por sua cabeça ao sentir a variação na Barreira do Santuário.

"Espero que não estejam enfraquecendo a barreira..."

A possibilidade que os inimigos estejam enfraquecendo as proteções do Santuário preocupa o cavaleiro de Compasso, mas no momento teria que se focar em primeiro achar os batedores para depois lidar com os inimigos, mas não antes de ajudar os feridos.

— Tome cuidado, Agni. Inimigos podem estar escondidos por aqui.

Cuidadosamente, Tenzi segue para perto do soldado para verificar a condição do guerreiro.

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Nulo
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Re: Ato 2 ~ Aço de Prata ou Prata de Aço?

Mensagem por Nulo » 14 Out 2019, 23:19

Cecilia

"Já esperava que terminasse desse jeito..."

Cecilia inclinava o rosto para baixo, não tão satisfeita com o desfecho daquilo, mas preferia não comentar. Afinal, era só uma amazona de bronze. Não concordava em partes com o tratamento que eles recebiam, mas talvez a armada de aço tivesse registros próprios? Até pensou em pedir algo para ler, quem sabe digital visto que provavelmente não teriam registro físico em braille, mas desistia. Pelo visto não teria mais excursão para ver o tal mecha que anda por buracos de minhoca, quanto mais passar os registros para alguém do santuário.

"Que assim seja."

E aquela reunião parecia terminar. Hera parecia que iria acompanhar Kaguya e Amaretsu, Carlos se ausentava e a diretora parece que ficaria mais uns momentos com Gracus. Quando Amaretsu se prontificava a chamá-la, Cecilia meneava a cabeça gentilmente em negação, inclinando-a um pouco na direção da amazona de aço.

— Agradeço-lhe o convite, mas prefiro não atrapalhar uma reunião de mãe e filha.

Cecilia respondia com um sorriso. Na verdade, tinha alguns motivos para não ir. A progenitora de Amaretsu não parecia se importar com os outros, pelos comentários anteriores, então não tinha interesse em perturbá-la. Segundo é que, depois da nova animosidade com essa cisão de relações e com Hera e Carlos fora, alguém tinha de ficar com Kátia. Eram escolta, afinais. Então ali ficaria, esperando por Kátia, até segunda ordem.

"Espero que nossa volta seja sem mechas."

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Keitarô
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Re: Ato 2 ~ Aço de Prata ou Prata de Aço?

Mensagem por Keitarô » 15 Out 2019, 08:42

Tenzi

Aproximando-se do soldado, Tenzi percebeu que o cosmo fraco do homem era um sinal de ainda estar vivo. Agni não pareceu perceber nada, mantendo-se atenta e na retaguarda do santo de Compasso.

Já do lado do homem, ele esticou a mão para Tenzi.

— Um… cavaleiro… E-ele voltou! Ele… tinha morrido…

Agni pareceu ficar mais confiante, indo para perto do homem, abaixando-se e colocando uma mão em seu peito.

— Não fale, você está muito fraco!

— Cuidado… ele se… disf…

Ele tossiu sangue para o lado. Suspirou e pareceu adormecer repentinamente, desmaiando.

Carlos, Amaretsu e Cecilia

— Claro, Carlos de Pégaso Negro. Meu banheiro é nesta porta à direita.

O diretor apontou para uma portinha dentro da própria sala.

Ao abrir, um banheiro grande e confortável mostrava-se, do tamanho do quarto de Carlos. A pia, de mármore escuro, possuía comandos digitais do lado direito. Estavam meio apagados, em stand-by. A quantidade de "botões" e possibilidades era muito fora do padrão. Além disso, o banheiro tinha um sanitário e um boxe reservado para banho. No teto, iluminação que parecia natural, com uma claraboia disfarçada.

Nos cantos do banheiro, pequenas cúpulas curiosas. Uma delas soltou o que pareceu ser bom ar, quando Carlos entrou.

Neste meio tempo, Kaguya, Hera e Amaretsu saíram.

Amaretsu

— Vamos a uma luta treino agora, Amaretsu — disse Kaguya. — Preciso avaliar o estado da sua energia… seu cosmo, e como você reage no campo de batalha, com essa mudança. Há alguns anos isso aconteceu com seu pai. Está muito parecido.

— Capitã Kaguya — disse Hera, caminhando quase ao lado da asiática. — Vim me assegurar de que tudo ocorrerá bem, caso Amaretsu saia de controle, como aconteceu no Santuário. É evidente que ela precisa de suporte psicológico, pela condição genética e mental.

— … agradeço a preocupação, Hera de Sextante. Entendo o que quer dizer, mas não se preocupe. Não é a primeira vez. Está tudo sob controle, conforme os procedimentos da Academia.

Dobraram no corredor e desceram escadas, chegando a um novo lance de corredor. Neste novo, uma janela lateral extensa mostrava o centro de treinamento, onde Amaretsu havia treinado com sua mãe algum tempo atrás, numa condição bem diferente. Havia se tornado muito mais forte.

— Dessa vez, Amaretsu, quero que use sua armadura. Vou usar a minha. Será necessário.

Cecilia

Estando apenas Terra, Kátia e Cecilia na sala, Gracus continuou.

— Kátia, eu lamento novamente. Amaretsu é nossa soldado mais aguerrida, mas a condição lupina, ao longo dos anos, trouxe um padrão radical às suas ações. Mais de uma vez pensamos que ela morreria em missão… mas sua essência é forte, e gosta de jogar contra as possibilidades. Seu pai também é assim — ele pegou uma xícara e encheu parcialmente de café, de uma garrafa térmica que já estava lá.

— O Santuário não se ofende com este fato, Gracus. Só viemos comunicar a medida. Mas é estranho que você, sabendo disso, tenha escolhido justamente ela para fazer interface conosco. O que me assusta mais é seu teste nuclear. Precisamos rever esse tipo de protocolo.

— Sim, podemos rever. Quanto à Amaretsu, eu sabia dos riscos. Mas ela é um dos únicos soldados a controlar o próprio cosmo. Há outros, mas nenhum com tamanho desenvolvimento. Ela me parece estar no nível dos seus cavaleiros de bronze! Esperei que ela aprendesse com o Santuário. Mas há algo que não entendi, e que espero que ela me conte melhor, depois…

Ele olhou para Cecilia. A santa imediatamente sentiu o interesse do diretor.

— Ela disse que lutou contra Atena e a mordeu, ingerindo sangue. O que foi isso?

Kátia olhou séria para Cecilia, também esperando sua resposta. Terra manteve-se quieta todo este tempo.
Próxima atualização, 18.10.2019, sexta-feira.

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Pontus Maximus
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Re: Ato 2 ~ Aço de Prata ou Prata de Aço?

Mensagem por Pontus Maximus » 15 Out 2019, 18:17

Amaretsu.

O que eu falei com minha mãe, todo o desabafo e frustração ao me deparar com a omissão do Santuário não parecem ter prioridade nesse momento, pelo menos para ela naquele momento ela escolheu me avaliar antes de continuarmos o assunto, em silencio eu ia quase o tempo todo, mas infelizmente a Hera tinha que abrir a boca então eu logo tratei de lhe dar uma resposta altura.

Com Hera.
-Quanta "nobreza" a sua e a do Grão Mestre, já parou para pensar Sextante que mesmo eu, em um acesso de fúria e descontrole, o meu alvo ao invés de ser minhã Capitã seria você Amazona de Prata? Mesmo com uma mente de uma fera assassina eu sei diferenciar "minha matilha".

Caso minha mãe me mande ficar de boca fechada com relação a Hera então prontamente eu a obedeço e permaneço em silêncio até o local de treinamento, mas dessa vez mesmo sabendo que se trata de quem me alimentou e me educou a vida inteira eu não pretendo perder dessa vez, contudo por mais que eu não queira admitir, caso eu extrapole meus limites, vou precisar da Prata que Hera carrega consigo, se a mensageira do Santuário souber um pouco sobre a história da minha "espécie", então saberá que a Prata pode me ferir mais do que em qualquer outra pessoa assim como a meu pai também, mas eu não vou dizer isso na frente de Hera.

Minha mãe falou para me equipar com minha Armadura para uma avaliação mais minuciosa, temo que ela se machuque, mas eu não quero perder dessa vez.

-Sim Senhora, usarei a Donzela de Ferro.

Já eu estava com minha Armadura desde o princípio, não a removi desde que chegamos então eu espero minha mãe e superior militar usar sua Armadura, mas dessa vez eu tenho um diferencial nesse combate, já que estamos entre mulheres apenas então me sinto mais a vontade para retirar minha máscara e coloca-la em um dos meus cintos e o véu sobre meu rosto eu o guardo em um dos bolsos. Minha mãe é muito esguia e difícil de se acertar, mas eu não vou ceder, mas confesso que me estou meio apreensiva, não sei quais táticas ela utilizará, mas eu também não vou pegar em nenhuma arma de inicio.

Minhã mãe a Capitã Kaguiya pode ver que minha aparência mudou também, voltei com o "magnetismo animal" mais apurado (um dom que alguns lobisomens possuem para atrair o sexo oposto) e estou mais bonita, mas isso em nada ajudará no confronto, então depois de esperar minha mãe se equipar com sua Armadura eu a olho com uma certa ferocidade, meus olhos brilham uma luz esverdeada, meus dentes estão mais afiados e caninos crescidos, de minha boca saia fumaça como de um dia frio mas eram minhas chamas que ardiam no peito, ergo uma das mãos ao alto e um redemoinho cria uma aura ao meu redor com um misto de fogo e eletricidade, fecho meu punho e crio em torno de minha uma silhueta de eletricidade, um recurso que nunca tive oportunidade de usar, toda minha armadura nesse momento reage, cada fio e engrenagem se saltava como veias do corpo quando estão visíveis na pele, então assumo uma postura de ataque e defesa ao mesmo tempo de Hapkido, uma arte marcial das que eu mais gosto.

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Inoue91
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Re: Ato 2 ~ Aço de Prata ou Prata de Aço?

Mensagem por Inoue91 » 15 Out 2019, 20:25

Carlos

"Um banheiro bem ao lado de onde estão fazendo a reunião....Se eu demorar muito vão pensar que estou passando mal"

Ao entrar no banheiro, Carlos ficava impressionado, afinal o lugar tinha o tamanho de seu quarto, apesar de estar impressionado, ele achava tudo aquilo um desperdiço de espaço, ele ficava um breve momento analisando todos aqueles botões e se continha em não apartar nenhum, caminhava até o box, dava um jeito de remover a sua armadura, fazia o que tinha que fazer dando a descarga logo em seguida, lavava as mãos e então vestia novamente a armadura, após terminar ele saia do banheiro e voltava a sentar-se em seu lugar.

— Desculpem o imprevisto, perdi alguma coisa ?

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Galahad
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Re: Ato 2 ~ Aço de Prata ou Prata de Aço?

Mensagem por Galahad » 16 Out 2019, 18:45

Tenzi

A mensagem do homem ferido deixa Tenzi confuso, não só por ela parte sobre um cavaleiro morto voltar, quanto pela parte que não conseguira escutar totalmente. Se sentia culpado de não ter vindo mais rápido nessa missão, talvez poderia ter ajudado o batedor em combate, ou pelo o encontrar menos ferido.

— Agni, vamos levar ele de volta, pelo menos para algum colega soldado. Embora mensagem dele de um cavaleiro morto ter voltado tenha me preocupado..... O que mais ele estaria tentando dizer?

Caso Agni não sugerisse algum outro curso de ação ou algo impedisse, tentaria voltar e achar alguém para socorrer o homem ferido,

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Nulo
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Re: Ato 2 ~ Aço de Prata ou Prata de Aço?

Mensagem por Nulo » 17 Out 2019, 22:59

Cecilia

Com todos os companheiros de luta fora, restava a Cecilia lá acompanhar Kátia por ora. Ao ser adereçada, esperava alguns segundos em silêncio antes de abrir os olhos em aparente surpresa e questionar. Tinha de manter a aparência.

— Eu? — Apontava para si, curiosa e preparava-se ao receber uma confirmação. — Pois bem.

A alemã juntava as mãos, colocando-as no colo e pensando rapidamente no que falar. Kátia estava ali, parecia séria e esperando algo, mas o que? Teria autorização de falar muito ou teria de ocultar algo? Amaretsu já tinha falado bastante sobre lutar contra Atena, afinal. Se fosse para amenizar...

— Sob orientação do Grão-mestre, fomos instruídos com um treinamento. Ao chegarmos na casa de gêmeos, o treinamento começou. De início, a residência de gêmeos estava vazia, mas uma influência se mostrou presente e fomos tragados em lutas contra nossos próprios medos. Uma guerra interior.

Levava o indicador ao queixo, pensativa.

— Ao fim do treinamento, reencontramo-nos diante do que parecia ser Atena, ou uma projeção dela. Ela sugeriu um treino como nos tempos mitológicos, puro combate entre homens e deuses. De fato, durante o combate a senhorita Amaretsu mordeu Atena, mas temo que tudo que enfrentamos não passava de uma projeção realista. Uma distorção da realidade. Estávamos lá e não estávamos ao mesmo tempo. Uma experiência difícil de explicar, porém uma experiência válida.

Assentia com a cabeça para si mesma, sorrindo de uma maneira gentil.

— A senhorita Amaretsu não está errada, apenas não está certa. Provavelmente ninguém está. Infelizmente não tenho mais como observar para confirmar a mudança na cor do cabelo dela nem tenho como confirmar alguma mudança em seu sangue, então deixo essa confirmação convosco.

E com isso terminava seu breve relato. Esperava que fosse o suficiente.

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