Eä - Aventura

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Dornelles
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Re: Eä - Aventura

Mensagem por Dornelles » 19 Nov 2014, 22:06

Liorav conversou pouco com o tenente, prestando atenção nos arredores. Adquiriu no caminho algumas ervas medicinais variadas frescas, mais potentes do que as ervas secas que trazia consigo, bem como um compêndio de doenças. Consumiria a maior parte do dinheiro dado por Hynna, mas era por uma causa digna. Ao ser apresentado ao capitão Ferwick, via que a preocupação o consumia há algum tempo. O homem não deveria ter um descanso há muito. E o quarto da enferma foi uma surpresa, realmente sir Ferwick tinha lastro nos bancos.

-John, vou começar minha análise. Mas antes, tenho um pedido. Pegue isto aqui-disse, estendendo um punhado de ervas em um saquinho para o capitão-, faça um chá e beba. Em seguida, deite em um local calmo e durma por pelo menos meia hora. É algo que vai fortalecer o seu organismo contra o contágio. E antes que conteste, não custa prevenir. É melhor um grama de prevenção que um quilo de cura. Não adianta de nada você pegar o mesmo que ela, ainda que eu a cure. Farei o que puder, prometo. Soleil está ao meu lado, e a fé é o que nos protege a todos.

Dera a John apenas um punhado de ervas para fazer chá de camomila com algumas ervas fortificantes. O homem precisava de um sono reparador, e era sempre melhor trabalhar em paz a ter um parente preocupado espiando por cima do seu ombro o tempo todo. Apenas poderia imaginas a infinita paciência dos lapidadores que o aturavam quando pequeno, querendo mexer em tudo e aprender tudo o que podia sobre pedras preciosas.

Uma vez pronto, faria algumas perguntas sobre os sintomas e a dificuldade de acordar a jovem senhora aos guardas de vigia. Se ela havia comido algo incomum, quando havia começado, e pediria que ajudasse no exame. Anotaria tudo mentalmente, faria um exame físico testando reflexos, resistência à dor com uma pena nos pés de Sophia, e tudo o que pudesse usar. Mas acima de tudo, tentaria escutar o que ela dizia enquanto dormia.

Pedindo a bênção de Soleil, ele começou sua tarefa.

Off: considere que compre um kit de primeiros socorros obra-prima pra dar bônus no teste de Cura +10 e que eu vou escolher 10 no teste, azul. Também pedir a um dos guardas pra Prestar Auxílio enquanto eu examino, pra mais um bônus de +2 no total. Escolher 20 demoraria demais. Também usar Detectar Venenos nela e no quarto, prece de nível 0. Também lanço uma Bênção no quarto, em nome do roleplay e pra caso seja necessário.
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blue
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Re: Eä - Aventura

Mensagem por blue » 20 Nov 2014, 11:23

Aliviada e mas agitada pela adrenalina que percorria-lhe o sangue, Irys sentou-se no chão de terra e suspirou. Ficou algum tempo estática, absorvendo a cena que havia acabado de presenciar. Checou se ela e Gulk estavam bem e ajudou o grandalhão a se limpar. Depois os dois dormiram, sabendo que, pelo menos naquela noite, não iriam mais ter problemas. No dia seguinte, levantaram, arrumaram suas coisas e seguiram viagem.


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Ela sorriu quando Arvoui perguntou sobre o motivo que fizera ela vir até Eä'Singen, desviando o olhar para suas mãos que repousava no livro em seu colo.

--- Os meus motivos não são nem de longe tão nobre quanto os seus. Eu apenas queria fugir... --- ela se demora, escolhendo as palavras para continuar a frase. --- Nos últimos meses minha cidade foi invadida e milhares pereceram sob as lâminas dos mortos. Inclusive meus pais e irmãos... eu fui a única que sobrevivi. A única que fugi...

Quando perguntada sobre a Cidade da Origem, Miya aponta para o interior da floresta e responde:

--- Não há como se perder, é só adentrar na floresta. Ela te guiará até o início de sua jornada.


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Os próximos dias de viagem foram tranquilos. Irys e Gulk ainda se mantinham longe das estradas e seguiam para o norte, aproximando-se da fronteira de Durkein, Überfall e Omnus. Irys ainda visitava uma ou outra vila durante a jornada, comprando mantimentos e certificando-se de, além de esconder os cabelos rubros, ouvir as histórias que os taverneiros lhe contavam.

Já algumas semanas depois do encontro com os soldados que perseguiam os dois, em uma de suas passagens por um vilarejo próximo da fronteira, Irys notou uma movimentação estranha. Sem mesmo entrar no local, Irys avistou uma grande quantidade de homens e tendas, como um acampamento militar. Seus olhos élficos logo perceberam o brasão de Ehlif, o mago que a havia contratado para capturar Gulk, uma chama azulada sobre o fundo vermelho.

Entretanto, desta vez as coisas eram diferentes. As tendas eram mais pomposas, os soldados mais bem equipados e em maior número. Irys logo deduziu que o próprio Ehlif estaria ali e se perguntou o porquê disso tudo. Por que Gulk era tão importante para o mago?

A ranger élfica se afastou o máximo que pode do vilarejo, rumando para leste em direção a Überfall por não mais do que um dia. Na manhã do segundo dia, avistou no horizonte que aquele grupo estava em seu encalço. Tentaram manter a marcha, percorrendo caminhos que provavelmente um grande número de homens se demoraria a cruzar, mas mesmo assim via que a distância entre eles apenas reduzia. O mago deveria estar ajudando os soldados a sobrepujar os obstáculos. No quarto dia, Irys percebeu que não teria o que fazer. Os soldados estavam a pouco menos de meio dia de marcha. No final do dia eles haviam encontrado-a.

Os soldados a cercaram com lanças apontadas para a elfa e prenderam Gulk com correntes. O homem-crocodilo lutou e esbravejou, enchendo-se de sua fúria animalesca, machucando alguns soldados. Entretanto, a diferença numérica era bastante e, não apenas isso, eles contavam com alguns magos que logo incapacitaram Gulk. O homem-fera caiu em um sono pesado e os soldados o prenderam.

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O próprio Ehlif surgiu do meio dos soldados, rindo e batendo palmas. Altivo e magricelo, o homem possuía expressões quase esqueléticas, um olhar frio com seu único olho esbranquiçado e um tapa-olho de couro cobria-lhe quase metade da face. Os cabelos negros eram curtos e bagunçados, a pele era pálida como um cadáver e os lábios um misto de roxo e vermelho. Sua voz era firme e trazia uma malícia esperada de alguém que não pouparia mortes e traições para ascender. Carregava consigo um cajado curto, que ia do chão até um pouco acima da cintura, com uma gema azulada incrustada na extremidade, que utilizava para auxiliar o seu caminhar. Mancava como um aleijado e Irys não saberia dizer se possuía a perna ainda ou se era uma prótese. Utilizava roupas de viagens pomposas e cheias de adereços. Penas e joias de cores diversas estavam espalhadas pelo corpo, fazendo-lhe lembrar um pavão.

Um rato, na roupa de um pavão.

--- Ohh, Irys, Irys, Irys... --- ele disse, aproximando-se da elfa amarrada a uma árvore. --- ... Você quase escapou... quase escapou! Tsc Tsc Tsc.

Ele balançava o indicador de um lado para o outro, rindo da situação. Ele se abaixou, ficando face a face com a ranger.

--- Vamos relembrar a nossa conversa, quando te contratei, ok? Eu me lembro de dizer, "Irys, minha cara, quero que você capture a fera que mora em um pântano na Latvéria".

--- "... capture a fera que mora em um pântano na Latvéria".

--- "... capture a fera ..."

--- "... caputure..."

--- Mas o que eu vejo aqui não é bem uma captura, não é? ---
ele segura o queixo de Irys --- Por um momento, eu achei que você queria salvar esse monstro. E eu pensei comigo. É claro que ela não faria isso! Ela é a porra de uma elfa. Suas orelhas já são grandes o suficiente, ela não tem problemas de audição! Mas então me ajude a resolver esse meu equívoco, senhorita Irys. Capturar e salvar... capturar e salvar... capturar e salvar....

--- Essas palavras parecem iguais pra você? Em que caralho de mundo você vive que você confunde "capturar" com "salvar"?! Hum... me diga, me diga!
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Galahad
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Re: Eä - Aventura

Mensagem por Galahad » 20 Nov 2014, 21:05

O elfo escutava atento as palavras da jovem, ficando um pouco triste ao escutar Miya falando sobre a razão dela ter ido ao Reino dos Bardos. Ele menos nunca perdera um familiar para a guerra, pelo menos que sabia, mas perdera alguém importante para ele...

--- Me desculpe a indelicadeza, e por fazer você lembrar disso...eu não sei o que é perde a família para a guerra, mas sei o que é perder alguém importante. Minha mentora foi convocada para guerra, e perdeu sua vida lá, e sua morte foi um dos motivos que me levou a entender como a nossa guerra era sem sentido...

Logo depois, Miya falava sobre a cidade da Origem, e como o elfo poderia chegar até lá. Arvoui olhava naquela direção, e então voltava-se para ela.

--- Você já passou por esta cidade? Se não, acho que poderíamos seguir numa jornada juntos, o que acha? Talvez possamos atingir nosso objetivos juntos, ou pelo menos nos ajudamos por um tempo.

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Re: Eä - Aventura

Mensagem por jirayajonny » 21 Nov 2014, 20:12

OFF: Não vou agir com o Gulk, pq ele ta dormindo mesmo... entao do de boa aqui ^^
Editado pela última vez por jirayajonny em 21 Nov 2014, 20:17, em um total de 1 vez.

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DonaKei
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Re: Eä - Aventura

Mensagem por DonaKei » 21 Nov 2014, 20:15

Ehlif, quanto tempo! Eu já estava sentindo sua falta, mas com você falando assim comigo eu até me ofendo — disse Irys com ironia, fazendo um biquinho de reprovação — Realmente sinto muito e peço desculpas, eu jurei que Vossa Senhoria havia dito "salvar". Mas que diferença faz entre "salvar" e "capturar" se você ainda não me pagou porra nenhuma? Aliás, o couro da fera não vai combinar com seu tom de pele. Eu, como mulher, recomendaria pele de raposa, ficaria perfeito em você. — a elfa sorria e piscava rapidamente os olhos dotados de cílios longos e curvados, como se conversasse com amigos em uma situação completamente normal.
Irys preocupava-se com Gulk.

OFF: Se rolar, faço um teste de Blefar junto (tenho carisma baixo mas não custa tentar kkkkkk)
ESSE TIO TÁ DE ZOA CA MINHA CARA :evil:

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blue
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Re: Eä - Aventura

Mensagem por blue » 22 Nov 2014, 23:11

--- Hahahahaha! Irys, Irys, minha querida! Me lembro agora porque te contratei... você tem mais senso de humor do que metade desses imbecis --- o mago gargalha, largando o rosto da elfa e indo na direção de um Gulk desmaiado.

Ele agacha e toca o rosto do homem-crocodilo. Gulk respira fundo, grunhindo enquanto o mago examina sua face.

--- Sabe... alguns me chamam de louco. --- Ehlif remexe os bolsos de seu casaco até encontrar um pequeno frasco, do tamanho da palma de sua mão. --- Em minha vida fiz coisas que poucos ousariam. Eliminei homens de influência para chegar onde cheguei. Metaforicamente, é claro. Eu não gosto de sujar as minhas mãos...

--- Mas sabe o que é engraçado? Eu nunca fui confrontado pelos meus atos. Claro... já fui ameaçado e diversas vezes tentaram me assassinar. Mas... quem nunca, não é? Nós vivemos em um mundo perigoso, mas onde as pessoas fazem vista grossa se não forem elas as afetadas pelas injustiças. Pessoas egoístas que só olham para o próprio umbigo.

--- Eu matava um nobre importante e o restante da nobreza mal se importava. Todos viravam seus rostos para o outro lado, contanto que não fossem eles os afetados. Até aquele momento ninguém havia me chamado de louco... imoral... monstruoso...

--- Vivemos em um mundo calejado, Irys. Mortes se tornaram banalizadas. Você sabe quando alguém passa a se importar? Quando elas passam a prestar atenção em seus atos?


Sem mesmo permitir que Irys respondesse, ele continua a falar. O mago retira a rolha do frasco e a elfa vê que fincada a ela, na parte que fica no interior do frasco, havia espécie de agulha.

--- Apenas quando se ataca o coletivo. Sozinhas, as pessoas não são nada. Juntas... bem... elas são um incômodo.

Ehlif espetou a agulha no pescoço de Gulk com força e o couro esverdeado rompeu-se. Um sangue escuro escorreu-lhe a pele e o mago encheu o frasco em sua mão até pouco mais da metade. Ele virou-se para um soldado próximo e disse:

--- Ei, você! Venha cá, aperte aqui. Deixe ele morrer e você será o próximo! --- o homem apertou a ferida por onde o sangue de Gulk escorria, até estancar o sangramento.

--- Quando eu comecei a fazer pequenas experiências com alguns de meus familiares, todos surtaram. O primeiro, um primo retardado, eu injetei a essência de um elemental de fogo em seu sangue. Foi trágico... cômico, mas trágico. O sangue do coitadinho ferveu e ele entrou em combustão, no meio dos salões do castelo de seu pai. Os outros não foram muito melhores. Tios, os seus filhos, os meus pais e a minha irmã caçula. Todos morreram... alguns se tornaram monstros e mataram alguns outros nobres. Isso foi a mais de dez anos atrás.

--- Todas as minhas experiências deram errado... --- ele aproximou-se novamente de Irys, agachando até que os dois se encarassem frente a frente. --- Todas, menos uma. E foi por isso que eu pedi que o capturasse. Era tão difícil, Irys? Demorou quase duas semanas para te encontrar...

--- Sabe o que você foi para mim, Iryszinha? --- ele ergueu-se, virando-se de costas e caminhando em direção ao grupo de soldados que os rodeavam. --- Um incômodo. E, por acaso, sabe o que eu faço com incômodos?

Ele fez um sinal para os soldados e se retirou para sua tenda, brincando com frasco com o sangue de Gulk em suas mãos. As palavras ainda ecoaram na mente da elfa quando um soldado a desacordou com uma pancada na têmpora.

--- Eu os elimino...


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--- Eu agradeço o convite, Arvoui, mas a minha jornada já está chegando ao fim --- ela se levanta, se aproxima de Arvoui e retira um pequeno colar do pescoço, mostrando para o elfo. A corrente metálica era fina, mas bem trabalhada em elos pequenos que se entrelaçavam até uma espécie de flor de prata. --- Essa é uma folha de uma Sakura, uma cerejeira bastante comum de onde eu venho e também o símbolo de minha família. Para o meu povo, uma folha de uma sakura é um sinal de boa sorte, e também representa a efemeridade das coisas.

Ela separa a minúscula presilha que unia as duas pontes da corrente e passa pelo pescoço de Arvoui, fechando-o atrás de sua cabeça.

--- Aqui em Eä'Singen é comum darmos um presente sempre que um forasteiro chega pela primeira vez. Eu ganhei este livro na primeira vez que coloquei meus pés aqui e, da mesma forma, estou te dando o seu presente de boas-vindas. Você será sempre bem recebido em Kamigawa quando estiver por lá. Apenas mostre o colar para algum habitante de lá e eles reconhecerão que é o símbolo da minha família.

Miya abraça Arvoui e se despede:

--- Vá em paz, meu amigo. Que a sua jornada seja tão proveitosa quanto foi a minha. A Cidade da Origem é logo a frente, Eä'Singen te guiará até ela.


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John aceita a sugestão de Liorav e se retira do cômodo, pedindo que o clérigo o acordasse assim que descobrisse algo. Liorav faz uma prece a Soleil e inicia seu diagnóstico, relembrando das aulas no seminário. Suas preces não apontam nenhum veneno no corpo da garota e todos os testes que realiza com a garota apontam para uma pessoa saudável. O sacerdote se recorda de um inseto que causava uma espécie de sonolência e fraqueza ao picar um indivíduo, mas descartou a ideia uma vez que ele não era frequente naquela parte do continente.

As frases que a garota murmurava eram variadas. Ela, entretanto, parecia assustada, como se tivesse tendo pesadelos. Algumas vezes dizia para uma criatura ou pessoa se afastar. Outras vezes dizia que não queria morrer. Outras vezes que não queria que algo fizesse mal a alguém. Uma palavra, entretanto, chamou a atenção do jovem clérigo. Era algo que ele não reconhecia, mas cujo som se repetia com certa frequência. Algo como ehthellenaril.

Ao fazer perguntas para os guardas e as amas sobre os últimos dias de Sophia, se ela havia comido algo diferente ou se algo havia acontecido recentemente. Os guardas negaram. Disseram que fazem a guarda da garota todos os dias e que servos são responsáveis por provar a sua comida, antes que ela comesse.

Liorav foi até a varanda e observou, pensativo, a paisagem do quarto. Dali conseguia avistar o porto e o movimento das ruas daquela parte da cidade. Ao voltar para o quarto, entretanto, notou algo que chamou-lhe a atenção. A porta de madeira do quarto, apesar de antiga e com alguns sinais de deterioração, tinha as maçanetas e tranca novas. Como se tivesse sido trocada a pouco tempo.


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Uhtred e Galdrus caminhavam em direção à Recanto dos Heróis, estalagem que o tenente Ghord havia recomendado, quando uma agitação veio de encontro aos dois. Um grupo grande de pessoas corriam pela rua, falando alto e rindo entusiasmadas. Vocês escutam as palavras de um garoto, pouco mais de 15 anos, falando com um conhecido na rua:

"Vamos logo!!! A arena vai receber o tal monstro que anunciavam desde o mês passado! Dizem que ele tem mais de 4 metros de altura! Vão colocar cinco gladiadores para lutar com ele!"






OFF: Dornelles, um Kit de Medicamentos Obra-Prima custa 100 TO (50 TO pelo kit + 50 por ser obra-prima) e você não tem esse dinheiro. Não apenas isso, como você não tem um kit de cura e recebe um redutor de -4 nos testes de cura. Escolhendo 10 você fica com 16 no teste de cura. Guarda não pode prestar auxílio pois ele não tem Cura. Mesmo assim não precisou muito...

Você ainda mandou um 17 no teste de percepção >.<

JJ e DonaKei, aguardem um pouco que logo vocês voltam!

Ramongtx e Tolshi, estou aguardando vocês postarem

Galahad, deixei apenas mais uma última interação antes de você seguir viagem!
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Re: Eä - Aventura

Mensagem por Galahad » 24 Nov 2014, 13:30

Arvoui escutava com atenção as palavras de Miya, e quando a jovem falava sobre não poder ir, pois a jornada dela já estava no fim, o elfo sentia uma certa vontade de perguntar sobre o que passara por aquele reino, qual fora a resposta achada por ela, mas achara melhor não o fazer, aquilo era uma pergunta bem pessoal, era algo talvez não devesse ser divido com outras pessoas.

"Será que minha jornada irá durar meses?"

O elfo então era pego de surpresa, não apenas por receber um presente como aquele, como também pelo abraço que recebera da Miya, afinal, se conheceram ainda a pouco, e ainda de maneira superficial, escondia o melhor possível o fato que não estava acostumado com contato pessoal. Segurava a delicada folha de prata de forma cuidadosa, enquanto olhava para a jovem.

--- Eu agradeço esse presente, senhorita Miya. Eu gostaria de ter algo para lhe oferecer em troca, mas única coisa que tenho é minha amizade, mas eu prometo que irei continuar esse geste, e quando conhecer algum outro forasteiro, irei fazer o mesmo por ele, e prometo fazer de tudo para visitar seu reino um dia. E que o fim de sua jornada seja a melhor possível.

Após se despedir de Miya, Arvoui seguia na direção apontada por ela, a fim de iniciar sua jornada naquele misterioso reino que era Eä'Singen.

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Re: Eä - Aventura

Mensagem por Dornelles » 24 Nov 2014, 17:06

Liorav viera mal preparado para a missão, e estava anotando que nunca mais cometeria esse erro. Tentaria mais algumas coisas, ainda tinha cartas na manga. Perguntaria dos guardas se havia na casa ou próximo a ela alguém que falasse élfico ou um dicionário. Se não houvesse, usaria a bênção de Soleil para tentar decifrar o que significaria a palavra repetida. Talvez fosse um nome próprio, mas duvidava. E também perguntaria a algum dos guardas ou governantas sobre a porta, sobre a troca das dobradiças e maçanetas.

-Ainda não estou derrotado, vou descobrir o que está se passando aqui. -disse a si mesmo.
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Re: Eä - Aventura

Mensagem por ramongtx » 24 Nov 2014, 19:56

Uhtred ficou imediatamente atento ao ouvir as crianças discutindo a arena. Um monstro de 4 metros de altura na arena? Nunca tinha tido a chance de lutar contra nada tão grande. Geralmente ele mesmo era a aberração!
O centauro pediu para que seu guia se apressasse em o dirigir a estalagem jã com os planos de que, chegando ao lugar, alugaria um quarto, compraria qualquer carne que estivessem servindo, pagaria uma cerveja (copo incluso) convidaria o anão a segui-lo e trotaria de volta pelo caminho que veio em direção à arena.

No caminho de volta, Uhtred pensava que talvez devesse aproveitar sua liberdade e apostar em si mesmo na arena, contra a tal criatura (supondo que os cinco gladiadores não dessem um jeito nela). Poderia ser um bom jeito de conseguir seu sustento: lutar independentemente em arenas como aquela, enquanto viajava.

Chegando à arena, ele busca a entrada dos lutadores. Não queria ter que subir na arquibancada lotada de uma cidade empesteada e acreditava que sua relativa fama na cidade fosse conseguir com que entrasse.

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Re: Eä - Aventura

Mensagem por blue » 25 Nov 2014, 22:26

Arvoui se despede da jovem oriental e segue pela floresta, a neve ainda caindo calmamente sobre sua cabeça. Após alguns minutos de caminhada, entretanto, a temperatura aumentou de repente e os flocos congelados que antes flutuavam no ar, deram lugar a uma garoa fina e refrescante que durou apenas outros poucos minutos. Arvoui já andava a quase meia hora e sentia que estava começando a se perder, quando ouviu o som de um rio. Pensou em ladeá-lo, na esperança de chegar a tal Cidade da Origem.

A floresta ao seu redor era alta e as copas das árvores se entrelaçavam em um teto esverdeado que bloqueava o sol e impedia que a umidade saísse daquele ambiente. O elfo cruzou por plantas desconhecidas, frutos coloridos e suculentos que nunca havia visto antes e até uma ou outra espécie de animal diferente. Podia sentir a magia naquele lugar, fosse no clima, na terra ou nos seres vivos que lá habitavam.

Ao chegar às margens, a visão de uma enorme árvore cerca de 5 ou 6 vezes maior do que o carvalho onde havia encontrado Miya lendo deixou Arvoui sem fôlego. O elfo manteve-se por um momento parado, estático, apenas observando toda a majestosidade daquela planta. Por um momento pensou que poderiam ser duas ou três árvores juntas, cujos troncos se aproximaram tanto com o passar do tempo que davam a impressão de um único. Suas raízes pareciam se espalhar por toda a floresta, formando pontes por cima e por dentro do rio e conectando toda a flora em um raio de centenas de metros. Animais e insetos faziam daquela espécime sua morada, passeando pelos troncos, raízes e galhos aos montes, formando por si só um ecossistema próprio em meio a floresta. O vento passeava pela folhagem que parecia recebê-lo e até se movimentar de forma sincronizada. Arvoui fazia um desenho em seu caderno, quando ouviu a voz grossa preencher-lhe os ouvidos, ecoando por toda a floresta, em um élfico antigo:

--- Hey... vede, Leafdrop, Strongroot, há um pequenino logo ali! --- o tronco da árvore se remexeu, rodopiando em seu próprio eixo alguns graus. Um vento forte atingiu Arvoui fazendo-o com que quase perdesse o equilíbrio. Ao lado dele, dois outros troncos também se mexeram e, em meio ao movimento, Arvoui pode ver construções presas ao redor da madeira. Casas, prédios e até algumas pessoas. Uma segunda voz, grossa e devagar continuou.

--- Deveras, Windmaker. Vê, Leafdrop! Um forasteiro! --- a voz parecia entusiasmada. Grossos galhos de um dos troncos se chocaram com a terceira árvore, como se estivesse chamando-lhe a atenção. Diversas folhas caíram desta última, preenchendo ainda mais o tapete esverdeado aos seus pés.

--- Pois ora... mas que surpresa agradável! --- a terceira árvore pareceu se afastas das outras duas e Arvoui pode perceber que sua base se encontrava algumas dezenas de metros longe das outras duas. --- Eu sou Leafdrop, e estes são meus irmãos gêmeos, Strongroot e Windmaker --- Seu élfico era antigo e relembravam os anciãos do vilarejo onde Arvoui nascera. --- Nós somos os Trigêmeos e guardamos uma das Cidades da Origem.

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--- Diga-nos a quem dirigimos a palavra, orelhas pontudas. Qual é a tua alcunha? --- uma das duas árvores próximas perguntou e uma brisa leve lambeu o rosto do mago.

Arvoui já havia escutado e lido história sobre ents, em especial dois ents cujas histórias se misturaram com a história de Galahandriel, o Deus dos Elfos. Eram eles Wiseleaf, um dos mentores do deus em sua juventude, e Lifewatcher, o ent que até hoje protegia o Templo Maior de Vitta e que fora plantado por Galahan e Soleil. Criaturas como aquelas eram raríssimas e, apesar do deus élfico ter tido um papel importante na tentativa de multiplicar os números daqueles seres, ainda assim eram poucos os lugares onde se poderia ver ou conversar com um deles. Em Galenbar, Arvoui se lembrava da Floresta Sagrada no interior do reino, onde Galahandriel plantara mais de 100 ents e fizera lá sua morada por alguns anos antes de partir para seu Plano. Apesar de ter ser natural do Reino dos Elfos, estes três eram os primeiros ents que o mago via em sua vida.



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Quando perguntados sobre alguém que falasse élfico, os guardas e as amas dizem que seria muito difícil encontrar alguém, mas que iriam comunicar Sir Ferwick e ele se encarregaria de encontrar pelo menos algum intérprete ou tradutor. Sobre a porta, os guardas dizem que há algumas semanas houve uma invasão à Casa da Guarda. O ladrão entrou pelo quarto de Lady Sophia arrombando a porta, entretanto pareceu não levar nenhum objeto de valor. Por segurança, eles trocaram as trancas por versões um pouco mais reforçadas. A guarda ainda investigava o caso, mas até o momento não haviam encontrado o responsável pelo ato.


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Uhtred e Galdrus se apressam até a estalagem recomendada. O centauro deixa suas coisas, após uma leve discussão com o dono do lugar que insistia que não havia lugar para um cavalo com Galdrus tendo que apartar a briga, consegue um pouco de comida e cerveja e parte para a Arena, curioso com a tal fera que as crianças falavam. O anão, entretanto, fica na estalagem, dizendo que iria resolver alguns assuntos na cidade e que depois encontraria com o centauro.

Percorrendo as ruas abarrotadas do bairro que abrigava a Arena, o gladiador centauro sentia os olhares impressionados e os comentários que as algumas pessoas lhe dirigiam. Em parte estava impressionado com a fama que tinha, mesmo em outra cidade. As ruas daquela parte da cidade eram estreitas e tortuosas e o movimento parecia seguir para a Arena. Indagando para um ou outro guarda, Uhtred descobriu onde era a entrada dos lutadores, uma humilde porta que levava para o subterrâneo do coliseu na parte detrás da Arena. Dois guardas bloqueavam a entrada, permitindo apenas gladiadores conhecidos.
Editado pela última vez por blue em 25 Dez 2014, 22:05, em um total de 1 vez.
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