Crônica I - A Morte da Inocência

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John Lessard
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Crônica I - A Morte da Inocência

Mensagem por John Lessard » 29 Mai 2015, 13:06

Crônica I - A Morte da Inocência

Prólogo

Caía uma chuva fina, e os pés de Kaleb afundavam na lama. Ele seguia por uma estrada que tinha Os Bosques de Allihanana ao lado. O céu estava nublado e a caminhada parecia não ter fim. Ele trajava um colete de couro curtido sob uma capa vermelha surrada, com uma espada na cintura e botas velhas nos pés. Ao seu lado mais homens vestidos como ele, à maioria, mais velho.

Kaleb era um recruta, e esta era sua primeira missão, e tinha muita importância. Ao todo, eram vinte, protegendo uma carruagem que seguia lentamente. A proteção não era para o veículo propriamente, mas sim para quem estava dentro dele. Alicia era filha de um nobre importante de Altrim, e agora voltava de uma visita há algum parente qualquer. A garota de cabelos loiros e pele branca gostava de viajar e por isso o pai enviava tantos guardas para protegê-la. Talvez assim ele se sentisse mais seguro em deixar a filha sair assim.

Eles eram liderados por Sir Alderic Maximus III, um homem robusto, cinza e de meia armadura. Seguia montado em seu cavalo negro, com espada na cintura e uma barba cerrada e grisalha.

O passo continuou e outro homem olhou para o recruta e lançou um sorriso amigável. Ele tinha os cabelos negros escorridos e uma barba por fazer. Aquele sinal fez Kaleb se sentir bem vindo e ter mais ânimo para continuar, e aquele sorriso ficou gravado em sua memória, como uma memória amarga. O tempo passou a correr lentamente e todo o som em volta sumiu, enquanto aquela flecha percorria o ar e atravessava o pescoço do soldado à frente. O sorriso lentamente se transformou em uma distorção bizarra de dor e agonia, ao mesmo tempo em que o corpo caía no chão e as mãos tentavam parar o inevitável. Uma machadinha girou pelo ar e se cravou nas costas de mais um, quando finalmente o tempo voltou ao normal e alguém gritou:

- ATAQUE!

Os inimigos saíram dos meios das árvores, brandindo machados e porretes, trajando peles e armaduras amassadas. Muitos deles tinham a pele queimada ou marcada com tatuagens tribais.

Kaleb contou cinco, depois dez e quinze quando finalmente resolveu parar e sacar sua espada. Sua mão tremia, nunca antes estivera em uma batalha real. Nunca havia tirado uma vida.

Consegui bloquear um ataque de porrete e o homem riu. Ele era magro e tinha os dentes negros. Dessa vez Kaleb recebeu um golpe no joelho e caiu de dor. Sua espada havia sumido, quando sentiu uma pancada contra suas costas. O ar lhe faltou, e quando finalmente conseguiu vislumbrar o que estava acontecendo, só teve tempo rolar e evitar um ataque contra sua cabeça. Tateou a lama e encontrou sua arma, e num movimento desesperador girou sobre os joelhos em um semi circulo. Quando abriu seus olhos, viu seu inimigo catatônico sem o membro direito que carregava seu porrete, no lugar apenas um toco vermelho mucoso com o meio branco, de onde esguichava sangue. O homem caiu gritando, enquanto Kaleb se levantou com dificuldade e pode finalmente olhar em volta.

Quatro homens tentavam abrir caminho com seus machados até a carruagem, aos seus pés três guardas mortos e diante deles quatro que ainda resistiam. O rapaz tentou andar, mas percebeu que mancava. Uma flecha assoviou pelo ar e o atingiu de raspão na têmpora. Caiu pesado na lama, enquanto tudo girava ao seu redor. O rubro tomou conta de sua visão, ele pode sentir inimigos se aproximando, porém alguém se postou diante de si. Levantou seu rosto e finalmente reconheceu Sir Aldred Maximus III firme diante dele. Sangue pingava de seu braço esquerdo, vindo de dentro da armadura.

- Você precisa ir garoto!

Kaleb engoliu a saliva.

- Não vou deixar ninguém para trás!

- Cale a boca! Corra e diga o que houve aqui! Peça ajuda...

- Mas e a carruagem?

- Não há mais tempo!

A espada do velho cavaleiro se afundou no peito de um adversário.

Kaleb recuou devagar, ainda incerto do que fazer. Finalmente virou-se, e partiu mancando, enquanto o cavaleiro segurava os inimigos.


***

Capítulo 1
Noite de Taverna


A Revoada, era uma construção de dois andares e toda feita de madeira no reino de Malpetirm, na beira da estrada, perto dos Bosques de Allihanna. No térreo havia o salão comunal, com uma lareira circular no centro, onde um porco suculento era assado. As mesas eram distribuídas aleatoriamente em torno, enquanto nos fundos, do lado oposto da porta dupla de carvalho que servia de entrada e saída, ficava o balcão, a escada para o segundo andar e um mini palco.

Duas garotas de por volta quinze anos rodeavam as mesas, equilibrando bandejas em suas mãos, nelas pães, ensopados, carne assada e cerveja. O cheiro do porco assado inundava o ar, misturado ao aroma de pimenta e cravos. A gordura pingava no fogo mais abaixo, no embalo de uma triste canção sobre amores perdidos, que uma halfling tocava com seu bandolim.

As paredes eram adornadas com escudos de madeira usados e espadas com lâminas cegas, simbolizando troféus de aventureiros aposentados (ou mortos). O dono do lugar era um homem robusto com camisa branca, com cabelos e um cavanhaque grisalho, que ficava quase que exclusivamente atrás do balcão. Em suas costas garrafas de cerveja e água ardente, assim como barris de hidromel e vinho.

O local estava semi lotado neste começo de noite e era bem quente e aconchegante, ainda com a chuva fina que caía e o frio do lado de fora. As conversas eram moderadas, até muito baixas, sem sinal de possíveis confusões.

A barda terminou sua canção e agradeceu para um público que não prestava muita atenção nela, em seguida pergunta se existe algum pedido.

A porta do lugar abre com violência, dela entra um rapaz mancando e com o rosto coberto por sangue. Ele veste ao que parecem roupas de alguma espécie de guarda ou milícia. Caí de joelhos ofegante.

- Ajuda... Fomos atacados...

Rapidamente as pessoas o cercam, com o dono da estalagem o segurando pela cabeça.

- O que houve filho?

- Fomos atacados, enquanto íamos para Altrim pela estrada... Eram muitos... Pelos deuses, a garota...

- Que garota? – pergunta um homem alto com roupas surradas, parecia ser um mercador.

- Fazíamos a escolta da Filha de Hernan Lancaster.

- Maldição! – resmunga o taverneiro – Ele precisa de cuidados e aqueles legionários só passarão aqui de novo pela manhã.

- Alguém deveria fazer alguma coisa? – pergunta a halfling.

- Eu devo... Se alguém puder me ajudar... – diz o rapaz se pondo em pé, porém ele cambaleia e tomba no chão desacordado.

O taverneiro o levanta e parece que irá leva-lo para algum quarto.

O quanto daquilo seria verdade? O rapaz realmente estava ferido. E se uma garota estivesse em perigo, e se...
Editado pela última vez por John Lessard em 21 Dez 2015, 07:55, em um total de 1 vez.
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JPFP
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Re: Crônica I - A Morte da Inocência

Mensagem por JPFP » 19 Dez 2015, 15:59

Hendrid

Pedindo licença, Hendrid abre caminho entre as pessoas que estavam ao redor do rapaz. Está preocupado com ele, mas ajudar a garota era mais urgente. Por isso, diz em alto tom, dirigindo-se a todos:

—Devem ter sido bárbaros que atacaram a garota. Vamos então pegar essa estrada, encontrá-los e libertá-la.

E, com um sorriso no rosto, completa:

—Quem vem comigo?

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Lord Seph
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Re: Crônica I - A Morte da Inocência

Mensagem por Lord Seph » 19 Dez 2015, 17:02

Kain

Era certo que seria uma noite linga, mas Kain esperava pelo menos terminar de comer. Antes que pudesse falar, um jovem se pronuncio para o resgate. Isso era bom, podia ao menos evitar de interagir e convencer outros.

- Não me importo de lhe acompanhar, rapaz. Mas antes de saírmos eu gostaria de mais informações. Pelo que o homem disse, não creio que tenha sido obra de alguns bárbaros.

Kain prefere ir até o homem, mas em vem de tentar ministrar algum tratamento médico, Kain faz um pequeno ferimento fazendo sangue rubro brotar da palma da mão, mas o mais surpreendente é que agora sua mão brilha em uma cor escarlate igual as suas roupas.

Kain encosta a mão no peito moribundo e o brilho rubro passa por todo o corpo, curando seus ferimentos.

- Espero que isso faça ele acordar, em todo caso mais alguém está disposto a ajudar?
Usei Curar Ferimentos Leves para tentar pegar maia informações antes de sair
.
Melhor queimar do que apagar aos poucos.
-Neil Young.
o lema dos 3D&Tistas
"-seremos o ultimo foco de resistência do sistema"
Warrior 25/ Dark Knight 10/ Demi-God.

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Senimaru
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Alice

Mensagem por Senimaru » 19 Dez 2015, 23:30

Alice tinha começado a viajar sozinha a pouco tempo, sempre pelas regiões mais seguras junto com grandes caravanas mas essa estrategia não estava dando resultados. Quando estava passando pela a Revoada, resolveu se separar do grupo e descansar um pouco para depois reformular uma nova abordagem. Aliada com sua boa aparência e vestes após algumas palavras (que provavelmente eram mentira) com o taverneiro, Alice conseguiu um bom quarto e uma mesa separada dos demais. Sentada naquele começo de noite numa mesa longe da lareira mas o suficientemente perto para aproveitar de seu calor, Alice sorvia uma caneca de leite quente adoçado com mel e uma casca de canela enquanto acariciava sua pequena pelúcia de forma serpentina e pensava em seu próximo passo, acabando por pensar que a opção com a maior possibilidade de dar certo é encontrar um grupo de aventureiros e ingressar nele, mas onde será que ela irar encontrar um? E enquanto observava a chuva que caia pela janela ao lado, Alice pensava como resolver o dilema de seu plano.

A porta do lugar abre com violência, dela entra um rapaz mancando e com o rosto coberto por sangue. Ele veste ao que parecem roupas de alguma espécie de guarda ou milícia. Caí de joelhos ofegante.

- Ajuda... Fomos atacados...
Alice olha aquilo sem dar importância, afinal coisas assim acontecem o tempo todo e resolvendo retirar para seu quarto para não misturar aquela bagunça, ela escuta.
Hendrid escreveu:
—Devem ter sido bárbaros que atacaram a garota. Vamos então pegar essa estrada, encontrá-los e libertá-la.

E, com um sorriso no rosto, completa:

—Quem vem comigo?
Alice olhou para quem disse aquelas palavras e viu um rapaz jovem mas de bom porte físico mas de vestes simples. Ela deu um pequeno sorriso ao ver aquela possibilidade se abrir tão cedo ali mas antes de completar o pensamento um outro rapaz, dessa vez vestindo uma chamativa roupa vermelha adentra o enredo.
Kain escreveu: - Não me importo de lhe acompanhar, rapaz. Mas antes de sairmos eu gostaria de mais informações. Pelo que o homem disse, não creio que tenha sido obra de alguns bárbaros.

Kain faz um pequeno ferimento fazendo sangue rubro brotar da palma da mão, mas o mais surpreendente é que agora sua mão brilha em uma cor escarlate igual as suas roupas.

Kain encosta a mão no peito moribundo e o brilho rubro passa por todo o corpo, curando seus ferimentos.

- Espero que isso faça ele acordar, em todo caso mais alguém está disposto a ajudar?
Alice ri por dentro e seu sorriso se alastra por toda sua face fazendo que pareça uma cobra prestes a engolir sua presa. Se a atenção do local não estivesse no jovem que acabou de chegar o pessoal em volta podia ter se assutado com a aparência sinistra da jovem. Percebendo que estava mostrando mais do que devia Alice volta seu para semblante de uma menina doce e inocente resolvendo ir até a possibilidade que veio a ela antes que a mesma se feche.

"Bem, vamos começar o primeiro ato."

- Err, com licença..

Alice falava fingindo timidez abrindo espaço entre os curiosos.

-Se eu não for atrapalhar, gostaria de ajudar...

Ela dava grandes pausas entre suas falas para dar o entender que era tímida.

- Pode não parecer mas fui tocada pelos deuses e posso exercer alguns pequenos milagres.....
Caso alguém veja Alice sorrindo sinistramente e comente com ela, tentará negar com um teste de enganação(+8)
Caso alguém desconfie da atuação dela ao se dirigir a todos rolará também enganação (+8)
Caso duvidem de seus poderes ela ira pedir um pouco de comida estragada e usará PURIFICAR ALIMENTOS ( magia de 0º circulo ) para provar.
Editado pela última vez por Senimaru em 21 Dez 2015, 00:07, em um total de 1 vez.
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Me? Mad? Haha... quite likely!

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Maggot
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Re: Crônica I - A Morte da Inocência

Mensagem por Maggot » 20 Dez 2015, 00:37

Sabbah estava em missão. A mais importante de todas. Infiltrar-se em um grupo de mercenários exploradores, ou "aventureiros", e através de suas campanhas, assumir a postura de recrutador para sua ordem.
E por isso, era curioso que ele estivesse, naquele momento, desafiando pessoas em uma taverna para um jogo de dardos. Ele sorria, enquanto esperava alguem responder ao seu desafio, rodando duas moedas de ouro em seus dedos. O garoto era uma visão curiosa. Aparência infantil e de cabelos loiros. E olhos vermelhos penetrantes e que expressavam algo que entrava em total contraste com sua aparência geral. Mas foi interrompido quando o homem ferido chegou à taverna. Uma pequena comoção depois e algumas pessoas se pronunciavam. Um homem, mais velho, de roupas chamativas, curou o rapaz ferido. Um rapaz mais jovem, mais velho do que Sabbah, mas ainda jovem, se pronunciou e se ofereceu para ajudar, oferecendo formar um grupo para ir atrás dos atacantes. E uma garota, que não devia ser mais do que dois anos mais nova do que o garoto, que se dizia tocada pelos deuses. A melhor parte? Ele podia jurar que apenas dois segundos atrás ela demonstrava um semblante diferente, mais similar ao dele do que ao dos outros. Hilário. Mantendo os olhos rubros no grupo, Sabbah sorria.
Iria se esgueirar, aproveitando o estado semi lotado do bar, em direção ao grupo, para aparecer, como se vindo do nada, próximo à saída. A melhor maneira para ingressar naqueles grupos era mostrar suas capacidades, não era? Pelo menos era o que ele havia lido em livros. Pessoas não eram seu forte.

- Estamos prontos então?- Diria, sorrindo levemente.

Caso não conseguisse se esgueirar, iria em direção à garota. Porque? Uma lógica simples. "Quem diabos iria negar duas crianças?".

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Aldenor
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Re: Crônica I - A Morte da Inocência

Mensagem por Aldenor » 20 Dez 2015, 11:08

Aldred havia começado sua jornada nos últimos dias. Ele sabia que deveria se distanciar o mais rápido possível de Malpetrim para conseguir escapar da influência de seus pais. Ali, dificilmente alguém não saberia que ele era o filho dos lendários heróis Aldred e Thereze, hoje membros do Conselho Regente de Malpetrim. E, dessa forma, nenhum grupo de aventureiros ou mercenários ou contratante iria querer arriscar a vida de alguém com pais tão importantes.

Viajando pelas estradas e trilhas do reino de Petrynia e, principalmente, desviando de patrulhas tapistanas, Aldred encontrou a Revoada, uma estalagem de beira de estrada conhecida por seu porco assado de grande qualidade. Seu pai, grande entendedor de carnes em geral (uma característica dos nativos de Namalkah) havia falado muito bem dessa estalagem.

Entretanto, ele viu um jovem cambaleante adentrar o local. Ele tinha sangue em suas roupas e parecia ser membro de uma guarda uniformizada. Sentindo cheiro de problemas (e oportunidade!) ele apressou o passo para encontrá-lo. Não conseguindo chegar a tempo, o viu ser rodeado pelos frequentadores da Revoada. Aldred observou as pessoas em volta antes que tomasse uma decisão.

Ouviu um jovem que não tinha nem 20 anos se oferecer primeiro a ajudar. Ele tinha uma espada grande, vestia roupas de couro com rebites de metal (similares à sua própria vestimenta) e tinha curiosos dois olhos de cores díspares, um vermelho e outro azul.

"Colleniano. Um candidato a herói inocente" Pensou Aldred ao vê-lo.

O rapaz vestido em escarlate com um chapéu enorme lançou alguma magia sobre o morimbundo guarda e se dispôs a ajudar. Ele tinha um florete na cintura e vestia couro endurecido.

"Usuário de magia. Pode ser útil".

Em seguida, duas crianças se aproximaram. Uma menina doce e meiga, com seu bichinho de pelúcia (o que sugeria recursos, afinal, o acabamento parecia ser obra de mãos habilidosas - e caras). Ela dizia ser abençoada pelos deuses, capaz de milagres. Mas era muito nova para uma clériga o que deixou Aldred intrigado. Provavelmente, ela estava querendo apenas chamar atenção. Logo seus pais apareceriam. A outra criança de cabelos loiros e dardos na mão apenas falou como se já conhecesse a todos. Seus olhos vermelhos eram estranhos e havia algo a mais de esquisito nele, embora Aldred não conseguisse identificar o que era.

- Não sem antes me incluir. Eu sou Aldred e estou disposto a ajudar. De graça, é claro.

Aldred tem estatura mediana (1,74m) e músculos bem distribuídos (74 kg) numa composição atlética e magra (ombros lagros, braços definidos, mas não tão grandes). Seus cabelos eram castanhos claros, volumosos e tinha olhos castanhos escuros. Uma barba por fazer terminava de compor seu rosto. Trajava um couro endurecido com rebites de metal, tingidos de laranja com um símbolo tamuraniano circulado na altura do coração. Sobre a armadura, vestia uma jaqueta de couro preta sem gola. Na cintura, carregava uma espada embainhada, de lâmina fina e curvada. Parecia ser uma katana - espada tamuraniana. Apesar das características do reino de Tamu-ra, Aldred não era tamuraniano, tinha a pele branca e feições típicas do Reinado.

- Mas acredito que ajudar o rapaz implicará em perigo. Suspeito que os pais de ambos - ele diz olhando para o jovem de cabelos loiros e olhos vermelhos e para a mocinha com seu bichinho de pelúcia - não vão ficar satisfeitos. Deixe para os adultos lidarem com isso. - Aldred disse a última parte olhando para o homem de roupas e chapéu escarlate e para o jovem com sua enorme espada.
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Maggot
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Re: Crônica I - A Morte da Inocência

Mensagem por Maggot » 20 Dez 2015, 13:22

O olhar de Sabbah mudou. Ele encarava o rapaz agora com uma expressão diferente. Raiva? Não. Era desafio.

- Quando achar o túmulo deles me avise!- Riria. Então, cutucaria a garota ao seu lado com o cotovelo. "Hey, olhe bem isso."- Quer fazer um jogo então? Um jogo de arremesso de facas! Se eu vencer, eu e a garota vamos. Se eu perder, eu fico quieto aqui. Aceita a proposta? - O sorriso no rosto de Sabbah tinha uma inocência pura estranha nele, apesar da proposta. E então, os olhos vermelhos dele se desviaram para a lâmina que o outro carregava. E algo gritou dentro dele com ganância. - Melhor ainda, vamos aumentar o preço. Se eu vencer... eu quero essa espada. Se eu perder... Você fica com todo meu equipamento. O que diz?- Sabbah sabia que devia se controlar. Mas ele não conseguia. Orgulho e ganância gritavam alto demais.
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Aldenor
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Re: Crônica I - A Morte da Inocência

Mensagem por Aldenor » 20 Dez 2015, 16:27

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Aldred continuava a olhar os outros três aparentemente adultos e, quando o jovem (aparentemente uma criança) de cabelos loiros começava a falar em tom de desafio, ele lhe dirigia um mero olhar para ser educado. Entretanto, ele não prestava muita atenção, era óbvio que subestimava o garoto.

Quando falou sobre sua espada, Aldred voltou a sentir a estranheza inexplicável que o garoto emanava. Achou por bem prestar mais atenção em não considerá-lo uma reles criança.

- Tô de boa. Você é livre pra fazer o que quiser. Ainda mais se tem noção dos prováveis perigos que virão. E se a mocinha é sua companheira, o mesmo vale para ela.

Aldred achou por bem incluir a garotinha com o seu bichinho de pelúcia devido a familiaridade com a qual o garoto a tratava.

- Além do mais - esboçou um sorriso - se eu fosse entrar num jogo, seria um que eu pudesse ganhar. - Assim, ele moveu sua mão ao punho da espada, sugerindo o tipo de jogo. Ele normalmente não tomaria esse tipo de atitude frente a um garoto, mas algo perturbador emanava dele e exigia um pouco de cautela.
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Maggot
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Re: Crônica I - A Morte da Inocência

Mensagem por Maggot » 20 Dez 2015, 19:29

- Isso soa bem para mim. Vamos colocar uma regra... Primeiro sangue soa bem para você?- Ele sorriria, infantil. - Afinal, se nós nos ferirmos seriamente, não seremos de utilidade alguma, correto?- O sorriso contínuo de Sabbah traía sua intenções, mas ele já estava afundado naquilo.- E a garota? Nunca vi na vida. Só gostei da cobra de pelúcia. Eles dizem que cobras são parentes de dragões, compreende?
Acertadas as regras, ele pediria para que abrissem espaço. Apontaria para o ferido que entrara no bar e diria, ainda sorrindo:- Não se preocupe, ambos iremos te ajudar.

Caso sua proposta fosse recusada pelo outro, ele teria de se conformar. Por hora.
"Quem sabe na próxima então... hehe"
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Aldenor
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Re: Crônica I - A Morte da Inocência

Mensagem por Aldenor » 20 Dez 2015, 20:53

Aldred riu.

- Não tenho intenção nenhuma de machucar ninguém por conta de um jogo imbecil sobre egos. Ainda mais apostando duas coisas desiguais. Minha espada é mais valiosa que sua participação ou não dessa contenda.

Ele riu de novo, mas dessa vez aproximando-se do garoto. Parecia uma aproximação rápida. O punho da espada se movendo com seus quadris, suas mãos se movendo com punhos cerrados e o sorriso... o sorriso bem largo e com olhos bem abertos e ameaçadores.

Tudo durou menos de um segundo.

Aldred passou a mão sobre ombro do garoto.

- Vamos juntos ajudar o guarda. Qual seu nome? - e seu sorriso era simpático e genuinamente harmonioso.
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