Encruzilhadas [Concluída]

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Mælstrøm
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Encruzilhadas [Concluída]

Mensagem por Mælstrøm » 02 Fev 2018, 15:05

Encruzilhadas: Introdução

Parte 1: O Conselho de Gorendill

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Outrora pequena e pacata, Gorendill havia experimentado um rápido crescimento comercial em dez anos. Novos empreendimentos, como o Conservatório Twilight do bardo Mordred, amigo pessoal de Luigi, o Sortudo; a famosa Taverna do Minotauro, gerenciada por Biggorn, um minotauro pacífico que não aderiu à dominação táurica; a Joalheria de Doherimm, onde o anão Orkimm dilapidava gemas exóticas, o Porto da Liberdade, onde muitas mercadorias de Ahlen e do Mar Negro circulam com baixos impostos. Hoje Gorendill é uma cidade de grande porte e desenvolvida.

Tudo isso se deu graças ao prefeito Guss Nossin, um homem já velho, mas com olhares brilhantes e ambiciosos. Após anos governando a cidade com mãos de ferro sem um conselho - prática comum no Reinado - o velho prefeito agora sente a pressão em seu entorno. Famílias burguesas queriam participação nas decisões da cidade, bem como algumas famílias nobres empobrecidas de outras regiões têm chegado ali para exigir espaço, usando a força de seus títulos.

Desse modo, um pacto foi feito. Nobres sem recursos, mas com títulos que podiam fazer uma pressão maior ao prefeito e burgueses ricos, mas sem a legitimidade do Reinado para tomar decisões políticas. O próprio Guss Nossin não era um aristocrata, alguém que ascendeu ao poder em manobras políticas em um espaço que não havia nenhum nobre para impor sua força. Um lugar esquecido por todos, mas que ele colocou no mapa de Deheon.

Agora, Guss não consegue mais impedir as investidas dos nobres e burgueses da região e foi obrigado a convocar um novo conselho. Haveria, então, um evento festivo que daria força de autoridade aos novos conselheiros, todos de famílias nobres sem muita importância de Ahlen, de Deheon e Tyrondir. Mas todos sabiam, eles estavam financiados pelos burgueses. Estavam casados com filhas e filhos das ricas famílias empreendedoras e tinham agora pequenos contingentes de soldados contratados pelo dinheiro e não apenas pela força da lei da vassalagem.

O evento ocorrerá no antigo prédio do Conselho, que estava abandonado às traças, onde mendigos moravam há anos. Agora ele fora limpo e reformado para o encontro dos novos conselheiros que fariam uma festa e uma apresentação oficial ao povo - que faria sua própria festa do lado de fora, nos arredores do prédio.

Sir John Lessard
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John cavalgava sobre "Sortuda" pela estrada de Deheon em um campo aberto com algumas colinas longínquas no horizonte, fazendo sobra a uma massa florestal. Ali, sabia, eram as Montanhas Teldiskan, uma cordilheira das Montanhas Uivantes que adentravam no reino de Deheon. O céu estava límpido, mas Azgher era clemente com um calor abençoado. As noites estavam começando a ficar mais longas e mais frias, anuncio do outono.

Após se envolver em uma querela militar em uma região ao norte de Valkaria, John Lessard partiu para continuar suas viagens busca de alguma injustiça para ser corrigida. Queria emprestar sua espada a quem não podia se defender, ser um bastião de luz para aqueles que perderam há muito a esperança de uma vida melhor e derrotar vilões, tiranos e monstros que insistiam em espalhar o mal, espreitando as sombras.

Porém, enquanto ainda viajava pela estrada de Deheon, viu ao longe uma comitiva se aproximar. Eram quatro cavaleiros ostentando as cores e o símbolo dos Lessard de Karst. Estreitando os olhos, John reconheceu seu irmão Aaron. Os cavaleiros que o circulavam eram todos juramentados aos Lessard e sustentavam olhares sérios. Aaron, entretanto, estava sorridente. O sorriso daqueles de quem pediriam um favor.
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Meu irmão, folgo em alegria ao vê-lo bem e forte.
Começou seu irmão, explicando que não fora difícil encontrar seu paradeiro depois de seus feitos em outro condado. Sem rodeios, Aaon contou a que veio. Gorendill voltaria a ter um conselho formado por famílias nobres e a Casa Lessard tinha grande interesse em estender suas relações com aquelas terras, pois era um dos maiores portos do Rio do Panteão, uma das cidades mais influentes do reino. Atualmente, entretanto, os Lessard não tinham como fixar um conselheiro em Gorendill, mas podia entender como funciona a política da região, quem eram os nobres, quem estava por trás deles e, principalmente, criar relações amigáveis. Aaron gostaria de enviar o próprio John mesmo para entrar em contato com sir Edward Russen, um cavaleiro juramentado de um dos conselheiros, Yohan Paladir. Entendendo que o irmão queria ser um aventureiro, Aaron não pediu que juramentasse sua espada, mas apenas criar laços e entender a região.

Perguntado sobre porque o próprio Aaron ir ao seu encontro, se arriscar em uma longa viagem para passar o recado, a resposta foi simples.
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Precisava vê-lo com meus próprios olhos, confirmar que estava bem e vivo. Além do mais, acredito que uma ordem de importância deva ser dada mirando os olhos.

  • ***


Apella Moore
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O céu espalhava-se rosa no horizonte, onde fezes no formado de nuvens tentavam esconder o sol - que possuía um rosto de um bebê no centro. Mas era apenas um dos sonhos de Apella. Na verdade, o cheiro de sujeira vinha do lugar onde estava, um quarto enorme, digno de nobres. As paredes eram de um papel de parede rosa com detalhes em verde e dourado. A cama tinha quatro pilares que sustentavam uma tela. Mas o que chamava atenção era o berço. Uma criança estava ali, de pé, brincando com um chocalho barulhento. No chão havia um tapete ricamente adornado e as janelas eram enormes, de vidro e estavam abertas.

Espalhados pelo chão, havia uma dezena de corpos nus, de homens e mulheres. Mortos, com sangue, urina e fezes espalhados nas paredes e no teto. Apella estava na cama entre dois homens bonitos com cabelos e barba impecavelmente cortados e aparados. Tinham cortes profundos em suas gargantas e foi quando a jovem sacerdotisa do caos notou: estava manchada de sangue dos pés à cabeça, pois o colchão de penas de ganso estava encharcado.

Nenhuma memória sobre aquilo vinha a mente. Exceto, talvez, de como as coisas começaram a acontecer.

Apella chegara a Gorendill, uma grande cidade portuária no extremo oeste de Deheon. Um lugar frio devido à proximidade com as Montanhas Uivantes e cheio de lojas, templos, tavernas e espaços onde bardos faziam suas apresentações. Uma "mini-Valkaria", se podia ser tão ousada. Mas o que lhe chamou atenção foi a movimentação na praça principal. Um homem altivo, com cabelo bem cortado e barba delimitada, em roupas militares condecoradas clamava o retorno da lei a Gorendill. O retorno do Conselho da Cidade. Não precisou de muito para Apella entender a situação da cidade: O prefeito havia dissolvido o conselho há 10 anos e resolveu retornar com ele após a pressão de algumas famílias de nobres sem terras.

Os olhares do homem em roupas militares e os de Apella se cruzaram e não demorou muito para estarem juntos. Ela recebera o convite para uma festa em sua casa e logo descobriu que havia uma parte "íntima" da festa, só para os chegados. A beleza da jovem sacerdotisa foi seu convite de entrada e após isso, uma orgia cheia de simbologia caótica, entorpecentes, bebidas e luxúria. Apella percebeu que ali estavam cultuando Nimb sem mesmo saber.

O militar - seu nome era Tom Galahad - que abraçava o outro homem, Yohan Paladir que era um nobre a presidir o novo Conselho da Cidade.
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Acordou, flor de lis?
Disse Tom, abrindo os olhos lentamente. O sangue sumira completamente. Todo sangue e a sujeira desaparecera do quarto, restando os corpos nus de uma noite de devassidão.
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Oh, céus, dormi demais... tenho um compromisso agora pela manhã com meu cavaleiro.
Disse Yohan levantando-se rapidamente. Seu corpo esbelto parecia uma escultura. Ele logo pegou suas roupas e saiu dali apressado. Tom tocou sua campainha sobre o criado-mudo e uma mulher de vestido longo e avental, com um chapelão branco para não permitir que visse muitos detalhes apareceu com uma bandeja cheia de frutas.
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Não preciso nem dizer que é melhor não contar a ninguém o que viu aqui, não é, minha flor de lis?
Ele se referia, obviamente, à relação com Yohan. Aparentemente, ele estava pretendido a casar com a irmã de Tom, lady Elisa Galahad. Enquanto comia uma banana, Tom convidou Apella para a Festa do Conselho, um momento solene onde o prefeito Guss Nossin oficializaria a criação do Novo Conselho.


  • ***


Khaled
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Grandes salões de baile, cortes refinadas, tavernas agitadas e metrópoles lotadas são o domínio dos bardos. Sem contato com seu pai, um gênio caridoso e gentil, mas muito ausente, Khaled encontrou nas baladas dos bardos o seu lugar. Precisava, então, sair de sua espaçosa casa no meio do nada em Petrynia para conhecer o mundo. Sua mãe fizera o básico: lhe ensinara como as coisas funcionavam, contou muitas lendas e mitos sobre grandes heróis, aventureiros, vilões, tesouros perdidos. Seus amigos e os criados também, com suas crendices, superstições, adoração aos deuses. Além disso, aprendeu a se virar também no combate com Adib, um velho e leal fiel servo de seu pai.

Mas a maioridade havia chegado, o prazo havia acabado e Khaled se viu no meio de uma estrada suja e fria. Uma das primeiras coisas que aprendeu em sua curta carreira de aventureiro era que as histórias e as baladas geralmente davam conta de falar de maravilhas, mágica e mistério. A realidade, entretanto, tinha outros detalhes, notas de rodapé de uma história épica. Havia dor de barriga, fome, minotauros escravistas e ladrões de beira de estrada. Além de escaramuças entre kobolds e goblins ao longo da costa oeste de Arton, que agora se chamava Império de Tauron.

Em um dia, depois de muitos meses de necessidade, Khaled ouviu falar de um Conservatório de bardos, um colégio famoso nas regiões centrais de Arton onde o bardo Mordred lecionava a arte da música. Versado no alaúde e na flauta, o jovem qareen não perdeu tempo e conseguiu se juntar a uma caravana até Gorendill, uma grande cidade portuária do reino de Deheon, o mais importante reino do Reinado. Seria bom deixar as dificuldades e os mau encarados minotauros para trás...

Gorendill despontou sob um céu aberto com um Azgher gentil derramando calor ameno. A chegada do outono fazia as ruas tingirem-se do marrom e amarelo das folhas. O Conservatório Twitight era um prédio largo, embora de pouca altura. Havia um enorme pátio dentro de suas dependências, espaço para dormitório e espaço para as aulas. Ali, Khaled se viu em casa. Aprendeu mais histórias, refinou suas técnicas musicais, afinou seus acordes, reformou sua flauta.

Até que, meses depois, o próprio Mordred o chamou para uma conversa nos corredores do Conservatório.
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Você é um dos nossos proeminentes alunos, Khaled. E por isso, vou te colocar na banda que tocará na Festa do Conselho. Você sabe, os nobres que vão se tornar os novos conselheiros da cidade. Eu mesmo estarei lá fazendo minha parte política, bajulando os novos conselheiros... sabe como é, com Guss era mais fácil dialogar, mas não conheço esses novos conselheiros. Vá, faça sua parte, toque bem, toque bonito e faça o nome de nosso Conservatório.
Nota do Mestre:
Esta é uma pequena introdução aos personagens na nova trama. Em seus posts, escrevam sobre de onde vieram, como avaliam as informações passadas e uma ação final - que pode ser simples - para dar sequência à essa pequena introdução.

A ideia de "Encruzilhadas" não é oferecer uma aventura plena, mas servir de ponte para a próxima aventura Briga em Família.
Dados dos Personagens
Apella Moore <> PV: 30/30; PA: 1; CA: 16; PM: 10/0; Balas: 10 <> Canalizar Energia Positiva: 6/6 <> Magias Preparadas: arma mágica, criar água, curar ferimentos leves, curar ferimentos leves, espírito animal I, objeto aleatório, passos longos, passos longos, imbuir cura acelerada <> Condição: Normal

Sir John Lessard <> PV: 39/39; PA 1; CA: 21; PE: 3/3 <> Orgulho: 4/4 <> Condição: Normal

Khaled <> PV: 18/18; PA 1; CA: 13; PM: 11/11; Virotes: 30 <> Música de Bardo: 9/9 <> Voo: 1/1 Condição: Normal
Editado pela última vez por Mælstrøm em 30 Mar 2018, 17:34, em um total de 1 vez.

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Toyoda
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Re: Encruzilhadas

Mensagem por Toyoda » 03 Fev 2018, 05:06

Definitivamente a vida de aventureiro não era o que Khaled esperava. Era muito distante do que havia ouvido durante sua vida, e olha que foram muitas Historias!
Daquilo que vira desde que sairá de seu lar, pouco dava vontade de cantar ate aquele momento. Apenas um pouco de frustração com a realidade. Mas não deixava de ser sonhador, e imaginar um futuro cheio de aventuras como dos grandes contos épicos.
O que não impedia de cantar alegremente sempre que a situação colaborava! Mesmo um pouco desafinado, conseguia animar os plebeus e viajantes!

Assim vagou meio sem rumo durante algum tempo. Era avoado e pouco objetivo, até que ficou sabendo de um certo conservatório Twilight. Maravilha! Seria aquele seu destino! Twilight!!
E assim, se pôs a caminho de Gorendill! Oras, mas claro! Todo o grande herói tem um começo, e por que esse não poderia ser o dele? Afinal, teria muito a aprender ainda, pois tinha ciência que lhe faltava técnica e conhecimento.
Com isso, seu animo foi revigorado! Apesar que mesmo antes, era difícil vé-lo cabisbaixo ou de cara fechada, normalmente ficava vagando em pensamentos e cantarolando suavemente. Isso claro, quando não estava falando com alguém, ou mesmo com Bida, seu trobo, no qual ele batizou com o nome ao contrario de seu tutor, Adib, já que ambos quase não o respondiam. (Talvez seu trobo respondesse mais que aquele velho serviçal mágico).



O Conservatório o encantou completamente, Khaled quase pulava de alegria, não hesitou em voar a volta para olhar tudo nos mínimos detalhes! Iria sem duvida criar um soneto, ou uma balada sobre aquele lugar.
Seus olhos brilhavam a cada aula, cada nova nota, cada tom que aprendia a reconhecer com seus afiados ouvidos.
Sua voz melhorou, aprendeu a encher o pulmão e respirar direito, ter postura e não machucar suas cordas vocais. Assim, poderia cantar até o fim de seus 600 anos, ou mais!
Sim, tinha certeza que ali seria seu começo, dali sairiam suas primeiras baladas, talvez uma valsa, quem sabe!
Sua flauta, que seria um dos presentes de seu pai, finalmente fora restaurada. Ela estava quebrada desde que se recorda como pessoa, mas nunca tirava-a do pescoço, presa por um cordão. Isso deixou-o muito alegre, ficou dias tocando ela nos tempos vagos.
E de dedicou arduamente durante meses. E toda essa dedicação foi recompensada quando o próprio Mordred o chamou para conversar. O coração de Khaled palpitava. O que seria? A ansiedade juvenil tentava lhe tomar a face, mas ele se conteve, não era elegante transparecer frente ao fundador da escola.
Mordred
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Você é um dos nossos proeminentes alunos, Khaled. E por isso, vou te colocar na banda que tocará na Festa do Conselho. Você sabe, os nobres que vão se tornar os novos conselheiros da cidade. Eu mesmo estarei lá fazendo minha parte política, bajulando os novos conselheiros... sabe como é, com Guss era mais fácil dialogar, mas não conheço esses novos conselheiros. Vá, faça sua parte, toque bem, toque bonito e faça o nome de nosso Conservatório.
O sorriso era comum em sua face, mas conforme o prosseguimento da conversa, este se expandia cada vez mais, chegando quase a juntar ambas as orelhas!
Khaled
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Com certeza senhor Mordred! Pode ter certeza que darei o melhor de mim! No que depender da minha vontade, o conservatório Twinlight será cantado por todos os bardos de Arton e além!
Dizia fazendo uma reverencia. Era certo que passaria todo o seu tempo livre treinando as musicas, ou pelo menos imaginando como seria o tal dia, a festa, se algum grande herói estaria ali presente ou coisa do gênero.
Naquela noite, certamente subiu no telhado para olhar as estrelas, e conversar um pouco...
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Astirax
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Re: Encruzilhadas

Mensagem por Astirax » 03 Fev 2018, 10:56

O céu espalhava-se rosa no horizonte, onde fezes no formado de nuvens tentavam esconder o sol - que possuía um rosto de um bebê no centro.
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Mas era apenas um dos sonhos de Apella. Na verdade, o cheiro de sujeira vinha do lugar onde estava, um quarto enorme, digno de nobres. As paredes eram de um papel de parede rosa com detalhes em verde e dourado. A cama tinha quatro pilares que sustentavam uma tela. Mas o que chamava atenção era o berço. Uma criança estava ali, de pé, brincando com um chocalho barulhento. No chão havia um tapete ricamente adornado e as janelas eram enormes, de vidro e estavam abertas.

Espalhados pelo chão, havia uma dezena de corpos nus, de homens e mulheres. Mortos, com sangue, urina e fezes espalhados nas paredes e no teto. Apella estava na cama entre dois homens bonitos com cabelos e barba impecavelmente cortados e aparados. Tinham cortes profundos em suas gargantas e foi quando a jovem sacerdotisa do caos notou: estava manchada de sangue dos pés à cabeça, pois o colchão de penas de ganso estava encharcado.
Apella Moore
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- Isso aconteceu mesmo ou é você denovo Mi?
Mi
-Não é uma linda cena apepê?
As outras vozes acompanharam
Sol
-Nada disto é real pella, apenas a Mi sendo ruim como É!!!

-Não devemos causar problemas a nossa anfitriã, vivemos na mente dela, tudo bem garotas?
La
-Eu também não concordo com matar pessoas tão deliciosas, quando há tantas coisas melhores a se fazer.
Si
-Ge..Ge.. ente, va..mos ficar, em silencio....um pouco,.... ou a senhorita Moore não vai conseguir ouvir o senhor da casa.
Nenhuma memória sobre aquilo vinha a mente. Exceto, talvez, de como as coisas começaram a acontecer.

Passara semanas ou meses viajando, não sabia precisar, porque era uma aventureira, suas sete vozes lhe faziam companhia, de modo que nunca se sentia sozinha, e elas tinham muita sabedoria, auxiliando quando preciso, com sábios conselhos, afinal de contas, se Apella moresse, elas também morriam.

Apella chegara a Gorendill, uma grande cidade portuária no extremo oeste de Deheon. Suas amigas estavam sempre ali, ajudando-a sobreviver, apesar do pouco equipamento nesse lugar frio devido à proximidade com as Montanhas Uivantes.

A cidade parecia uma "mini-Valkaria", se podia ser tão ousada. Mas o que lhe chamou atenção foi a movimentação na praça principal. Um homem altivo, com cabelo bem cortado e barba delimitada, em roupas militares condecoradas clamava o retorno da lei a Gorendill. O retorno do Conselho da Cidade. Não precisou de muito para Apella entender a situação da cidade: O prefeito havia dissolvido o conselho há 10 anos e resolveu retornar com ele após a pressão de algumas famílias de nobres sem terras.
La
- muita politicagem, mas são esses tipos que se entregam mais fácil ao prazer
Sol
- O Conselho restaurado trará justiça, e com isso prosperidade a todos
Os olhares do homem em roupas militares e os de Apella se cruzaram e não demorou muito para estarem juntos. Ela recebera o convite para uma festa em sua casa e logo descobriu que havia uma parte "íntima" da festa, só para os chegados. A beleza da jovem sacerdotisa foi seu convite de entrada e após isso, uma orgia cheia de simbologia caótica, entorpecentes, bebidas e luxúria. Apella percebeu que ali estavam cultuando Nimb sem mesmo saber.

O militar - seu nome era Tom Galahad - que abraçava o outro homem, Yohan Paladir que era um nobre a presidir o novo Conselho da Cidade.
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Acordou, flor de lis?
Re
-Remova todo o sangue e sujeira AGORA MI
Disse Tom, abrindo os olhos lentamente. O sangue sumira completamente. Todo sangue e a sujeira desaparecera do quarto, restando os corpos nus de uma noite de devassidão.
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Oh, céus, dormi demais... tenho um compromisso agora pela manhã com meu cavaleiro.
Disse Yohan levantando-se rapidamente. Seu corpo esbelto parecia uma escultura. Ele logo pegou suas roupas e saiu dali apressado. Tom tocou sua campainha sobre o criado-mudo e uma mulher de vestido longo e avental, com um chapelão branco para não permitir que visse muitos detalhes apareceu com uma bandeja cheia de frutas.
Imagem
Não preciso nem dizer que é melhor não contar a ninguém o que viu aqui, não é, minha flor de lis?
Ele se referia, obviamente, à relação com Yohan. Aparentemente, ele estava pretendido a casar com a irmã de Tom, lady Elisa Galahad. Enquanto comia uma banana, Tom convidou Apella para a Festa do Conselho, um momento solene onde o prefeito Guss Nossin oficializaria a criação do Novo Conselho.
Apella Moore
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- Meu querido pente de genitália, seu pedido foi anotado , apesar de não ver o problema em dois homens demonstrarem afeto e intimidade um pelo outro.
Do
-A sociedade que vivemos não aceita uniões diferentes de homem-mulher, além disso ...
Rapidamente outra voz cortou a Do
Fa
-Isso é uma traição dupla, a família e a sociedade
Mi
-Que pode gerar uma linda matança, imaginem quando a irmã descobrir, ahauhauauaaaaauahuahuaha
Apella Moore
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- Mas agora compreendo, manterei segredo. Aceito ir a essa festa, sempre busco coisas excitantes para fazer.
La
- E mais gente para fornicar
Off:
Apella usava Impostora para simular testes de Sobrevivência, recebendo conselhos sobre o que fazer de suas Sete Amigas. Dorothi, Renata, Milca, Fatima, Solange, Larissa, Siomara, assim conseguindo ações do tipo Sustento e Buscar Abrigo, restando ainda 3 usos diários.
Ela não tem uma missão ativa a se dedicar, ainda.

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John Lessard
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Re: Encruzilhadas

Mensagem por John Lessard » 04 Fev 2018, 11:21

Algum tempo havia se passado desde que John enfrentara os problemas no norte, liderando um grupo de aventureiros e um bando de gnolls. Lembrou-se dos companheiros que partiram em seus caminhos, e até de Jinx, o Cruzado da Ordem dos Cabeças de Dados, que partira para o reino dos deuses. Sua alabarda, agora era sua lápide, em seu túmulo de pedras.

O vento começava a soprar mais frio, e o cavaleiro podia sentira em seu rosto descoberto. A armadura o protegia do restante, isso e os trajes de linho e lã por baixo. As luvas de couro grosso e as botas de cavalgar. Era uma boa época, pensava.

John conduzia Sortuda pela estrada sinuosa de algum ponto de Deheon. Seu objetivo era Valkaria, afinal nunca havia conhecido a capital do mundo e era um bom ponto para começara, mas não poderia dizer que havia um desejo de agora final deixar o reino e procurar novos desafios para além das fronteiras de seu reino natal. Foi neste momento que avistou no horizonte o grupo de homens a cavalo se aproximando, porém antes que levasse sua mão a sua espada, reconheceu as cores dos Lessard de Karst.
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- Aaron Lessard, achei que nunca fosse sair do Condado de Karst.
John sorriu e o outro também.
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- É bom vê-lo irmão pleno também, o que o traz aqui?
John fez Sortuda dar duas voltas em volta do próprio eixo, devagar, enquanto escutava o que o irmão tinha a dizer. Finalmente parou de frente, novamente.
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- Hm, eu esperava poder conhecer Valkaria, você já a visitou com nosso pai em certa ocasião... Mas, compreendo, haverão outras oportunidades, não é mesmo? Gorendill então! Diga a nossos pais que passo bem. Algum conselho antes que nos separemos?
Personagens em Pbfs:
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Mælstrøm
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Re: Encruzilhadas

Mensagem por Mælstrøm » 04 Fev 2018, 15:00

Encruzilhadas: Introdução

Parte 1: O Conselho de Gorendill

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O prédio do antigo conselho agora estava reformado. Era uma construção antiga, mas era possível ver o trabalho na restauração para afastar os musgos e a sujeira. As paredes agora estavam brancas e varias pilastras ostentavam a entrada aberta do lugar até um grande portão de ferro guardado por quatro guardas com uniformes diferentes dos milicianos tradicionais da cidade. Era uma guarda própria para proteger o Conselho, a representação da divisão do poder em Gorendill, onde não mais o "tirano" Guss Nossin mandaria sozinho.

A noite estrelada trazia uma lua em escudo e um vento muito frio das Uivantes, deflagrando o outono em Arton. Várias carruagens despontavam pela rua principal do prédio do conselho e nas ruas ramificadas. Quatro quarteirões ao redor do lugar era seguro por milicianos da cidade, fazendo patrulha e identificando os convidados para a festa. O povo comum começava seus arranjos com seus próprios festivos nos arredores.

John Lessard chegou em sua égua no dia anterior e se alojou em uma estalagem calma e perto do centro. Longe do cheiro das docas e longe da balburdia dos mercados centrais. Seu irmão havia lhe dado um pergaminho escrito por cavaleiro Edward Russen, que seria seu convite para dentro da festa. Depois de se certificar que "Sortuda" estava bem alimentada no estábulo da estalagem, John se dirigiu à festa lembrando do conselho dado por Aaron: "Precisamos de aliados, mas nem todos os nobres são justos ou têm os desejos corretos e à altura dos valores de nossa família. Converse com eles buscando saber seus objetivos e, principalmente, quem os financia. Siga o rastro das moedas."

Ao mostrar o pergaminho com o brasão de armas dos Russen, vassalos dos Paladir, John conseguiu sua entrada. Sozinho, pôde perceber que suas roupas não deviam nada aos outros. Vestiam tecidos com ornamentos finos, cores que variavam do vermelho, roxo. Havia vestidos elegantes, perucas, sapatos de salto alto, maquiagem profissional e leque. Porém, quase ninguém usava armas, exceto pelos guardas que trajavam couro com rebites de metal e uma túnica vermelha com o símbolo do Novo Conselho. Havia uma mesa central cumprida onde era servida a comida. Desde porcos inteiros assados com uma maçã na boca até frango, costela de boi, alface, tomate, cogumelos e vinho. Muito vinho disponível. Vários barris podiam ser vistos na longa mesa decorada com velas e revestida de um tecido branco límpido.

Apella teve uma tarde inteira de preparação em um quarto oferecido por Tom Galahad. Devoto de Nimb, o galante militar tinha negócios com bebidas, recebendo mercadorias do Rio do Panteão, ou por caravanas na estrada, tendo comércio difundido com Ahlen e Tollon. Após algumas horas em uma banheira com água magicamente aquecida, Apella fora convidada por Tom para celebrar uma pequena cerimônia religiosa e foi ali que conheceu Emily Galahad, a irmã de Tom, noiva de Yohan. Ela era uma jovem e doce menina de não mais de dezesseis verões. Bastou poucos minutos de conversa para entender que era inocente, não sabia da relação mais íntima do irmão com o noivo.

Já a noite, Apella chegou na carruagem dos Galahad de mãos dada a Tom. Ele havia lustrado seu bigode e usava um cordão dourado com um dado de medalhão, demonstrando sua crença.
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O álcool é capaz de romper as barreiras morais que a sociedade hipócrita criou, nos dando a liberdade plena para fazer o que quisermos, tal como Nimb nos inspira.
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Achei que seu deus não ordenasse nada a seus devotos, que todos fossem uns loucos varridos.
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Não disse que Nimb nos ordena. Nimb nos inspira. É diferente. Mas aqui, minha dama de companhia, lady Apella Moore de Valkaria é uma sacerdotisa e pode lhe explicar melhor, meu caro Vincent.
Um tempo depois a música começou. Khaled foi chamado para se apresentar com a banda, formada pelos humanos Gir, Rachelle e Ilsa. O jovem qareen chegou ao prédio reformado do conselho ainda no começo da noite juntamente com seus colegas e por Mordred. O bardo os ajudou a ensaiar algumas novas e depois pediu para Khaled fazer um solo com sua flauta no final da apresentação, para a leitura de um poema feito por ele mesmo. Durante a festa, o qareen e seus colegas poderiam circular pelo ambiente tomado por mercadores ricaços (e alguns poucos aristocratas sisudos), mas nenhum deles parecia ter vontade de se misturar com os outros. Gir não gostava de festas grã-finas, Rachelle era tímida e Ilsa se achava muito inferior por ser de família pobre.

Nota do Mestre
Vocês estão em uma festa de pessoas ricas - embora não sejam aristocratas. Em suas ações, vocês podem tentar puxar assunto com alguém, fazer perguntas, comentar sobre algo, querer conhecer pessoas específicas, flertar ou qualquer coisa do tipo.
Dados dos Personagens
Apella Moore <> PV: 30/30 PA: 1 CA: 16 PM: 10/0 Balas: 10 <> Canalizar Energia Positiva: 6/6 <> Magias Preparadas: arma mágica, criar água, curar ferimentos leves, curar ferimentos leves, espírito animal I, objeto aleatório, passos longos, passos longos, imbuir cura acelerada <> Condição: Normal
Sir John Lessard <> PV: 39/39 PA 1 CA: 21 PE: 3/3 <> Orgulho: 4/4 <> Condição: Normal
Khaled <> PV: 18/18 PA: 1 CA: 13 PM: 11/11 Virotes: 30 <> Música de Bardo: 9/9 <> Voo: 1/1 Condição: Normal

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Astirax
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Re: Encruzilhadas

Mensagem por Astirax » 04 Fev 2018, 21:29

Apella teve uma tarde inteira de preparação em um quarto oferecido por Tom Galahad. Devoto de Nimb, o galante militar tinha negócios com bebidas, recebendo mercadorias do Rio do Panteão, ou por caravanas na estrada, tendo comércio difundido com Ahlen e Tollon. Após algumas horas em uma banheira com água magicamente aquecida,
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Apella fora convidada por Tom para celebrar uma pequena cerimônia religiosa e foi ali que conheceu Emily Galahad, a irmã de Tom, noiva de Yohan.
Apella Moore
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-Venho aqui a voces trazer uma palavra, .. não para lhes prender, e sim para libertar vossas mentes e corações. Acusam-nos de seremos loucos por nossa fé em Nimb, quando na verdade apenas praticamos e liberdade plena, porém meus fiéis, lembre-se, a mesma liberdade que voce possui, seu próximo também a tem, e cada ação tem uma consequencia.
...
...

Ela era uma jovem e doce menina de não mais de dezesseis verões. Bastou poucos minutos de conversa para entender que era inocente, não sabia da relação mais íntima do irmão com o noivo.
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a noite, Apella chegou na carruagem dos Galahad de mãos dada a Tom. Ele havia lustrado seu bigode e usava um cordão dourado com um dado de medalhão, demonstrando sua crença.
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O álcool é capaz de romper as barreiras morais que a sociedade hipócrita criou, nos dando a liberdade plena para fazer o que quisermos, tal como Nimb nos inspira.
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Achei que seu deus não ordenasse nada a seus devotos, que todos fossem uns loucos varridos.
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Não disse que Nimb nos ordena. Nimb nos inspira. É diferente. Mas aqui, minha dama de companhia, lady Apella Moore de Valkaria é uma sacerdotisa e pode lhe explicar melhor, meu caro Vincent.
As vozes na cabeça de Apella não puderem ficar quietas quanto a isso
Mi -- Mexeu com quem não devia, mexeu com nossa fé, nosso pai espiritual.
Apella Moore
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-Temos alguns pontos nesse assunto. Primeiro lhe falta informação senhor Vincent, do que é a loucura? Simples, se 100 pessoas fazem a mesma coisa do mesmo jeito, e 1 faz diferente, é considerada louca, errada, pois não esta fazendo do jeito... certo.
Do -- O Rival prende, prende enquanto Nimb liberta e Liberta
Apella Moore
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-Agora consideremos sobre doutrinas, sim, entendo que a parte "varrido" que disse é para aqueles diferentes do senhor Tom e de mim, aqueles incapazes de serem sociáveis. Mas Khalmyr e outros tantos limitam, proíbem, enquanto que Nimb nos ensina liberdade.
Sol --Não esqueça da diferença entre Justiças, ética e moral
Apella Moore
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- Liberdade de escolha existe em todas as fé, porém os Devotos de Nimb sofrem muitas vezes sem merecer. Enquanto existem devotos de Khalmyr que não desejam nada além de "destruir" o MAL, ao invés de "vencer" o mal. Se um devoto de Khalmyr converte a alma de vilão para o "bem" ele é um herói, se destrói um vilão, também o é, isso eu chamaria de Loucura, apenas pelo simbolismo, ele nunca é errado, nunca é o mal.
Re -- Fale sobre riscos
Apella Moore
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-Outra coisa, liberdade é muitas vezes confundida com maldade, pois alguém sem limites pode te causar o mal a qualquer momento, por isso nos temem, mesmo que não façamos nada agressivo, por sermos imprevisíveis. Mas o que as pessoas precisam entender é que se eu uso minha liberdade para lhe fazer qualquer coisa com alguém, por exemplo, voce Vincent, sua liberdade te permite fazer qualquer coisa ao seu alcance, e o ciclo continua, numa espiral que pode apenas ficar em nós dois ou se estender de formas inimagináveis
La -- Adoro quando voce dá uma de Devota de Tanna-toh, nós vamos come-lo?
Apella Moore
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-Espero te-lo iluminado sobre a Inspiração Libertadora de Nimb, e como me ouviu até agora, quer dançar?
Off:
Se for necessário algum teste para mandar esse discurso, quero faze-lo gastando um uso diário de Impostor
Acredito que levou mais de 1 minuto para o Vincent ouvir tudo. Vou usar Cortesã Sedutora para deixa-lo Prestativo CD = Enganação 30 VS Vontade
Ela também irá procurar alguém para flertar se o Vincent não se mostrar interessante, em 5 minutos.

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John Lessard
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Re: Encruzilhadas

Mensagem por John Lessard » 05 Fev 2018, 06:57

John odiava aquilo. Não conseguia identificar símbolos de casas e nem se lembrava de nenhum rosto. Aaron era versado naquele tipo de coisa. Fora isto, sentia-se nu, trajando aquele traje luxuoso e não sua armadura. O peso do escudo lhe fazia falta. Pelo menos, levava sua espada na cintura, numa bainha de couro e ornamentos de ouro. Suas vestes consistiam em uma túnica de corte ajustado, de cor vermelha e roxa, com ornamentos dourados. Os cabelos escuros estavam devidamente penteados para trás. O cavaleiro não tivera problemas em entrar na festa, com o convite que o irmão lhe entregara. Agora, entretanto, começava a parte mais difícil, de fato.

O cavaleiro circulou pelo salão, devidamente reformado, com as paredes brancas e limpas. Era um lugar luxuoso, mas modesto a sua maneira, talvez em comparação a prédios trabalhados com valores superficiais. A mesa do banquete possuía uma variedade de comidas e bebidas e todas cheiravam muito bem. John aceitou um taça de vinho com uma leve mensura de cabeça e olhou ao redor. Talvez sua melhor chance, fosse conversar com alguém com que tivesse, inicialmente, assuntos em comuns. Por isso começou a olhar em volta, a procura de alguém com postura militar. O corpo atlético e/ou robusto, uma postura de alguém rígido do exército ou alguma cicatriz, quem sabe.
Personagens em Pbfs:
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Toyoda
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Re: Encruzilhadas

Mensagem por Toyoda » 05 Fev 2018, 15:15

Khaled sempre gostou de festas. Musica, comida, pessoas alegres, conversas e historias.

Ali não era diferente. Chegou no prédio já com o sorriso alegre.
Seus colegas não compartilhavam da mesma ideia, mas isso não o impedia de tentar anima-los.
Khaled
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Gente! Que caras são essas?
Vamos! Animo, não viram a mesa do banquete? Vamos comer um pouco!
O que foi em vão antes da apresentação, talvez depois?

A musica aconteceu como o planejado. Todos tocaram perfeitamente.
Khaled fez seu solo com todo seu espirito, tanto que era possível ver sua marca nas costas brilhando enquanto tocava, e inspirava confiança e alegria!

Após as musicas tentou novamente chamar seus colegas a festa. Provavelmente em vão...

Assim, foi só. E direto a mesa do banquete. Seu estomago roncara antes mesmo de acabar a musica!

Sendo sempre de conversa fácil, não seria improvável que falasse com qualquer um que desse brecha.
Uso Inspirar coragem no momento do solo. Se tivesse Inspirar competência seria melhor nesse caso especifico bhuahuahuahuahu
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Mælstrøm
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Re: Encruzilhadas

Mensagem por Mælstrøm » 06 Fev 2018, 12:07

Encruzilhadas: Introdução

Parte 1: O Conselho de Gorendill

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A noite na Festa do Conselho atraía praticamente todos os mais garbosos comerciantes da região e adjacências. A reformulação política da cidade atraiu mercadores de outras regiões interessados em investir ou influir diretamente no comando da cidade. Agora, o prefeito teria que prestar contas ao conselho formado por nobres que atenderiam aos interesses de seus investidores.

Assim que chegou ao salão principal acompanhada por Tom Galahad, Apella foi introduzida a Vincent Ackbar, um nobre de Valkaria que veio observar a formação do conselho. Ele mesmo não tinha interesses em se envolver com isso, pois não queria deixar sua bela metrópole em razão de uma cidade longínqua. A conversa com ele foi agradável, até. O jovem Vicent prestava atenção em tudo que Apella dizia sobre a religião e suas filosofias de vida, meneando a cabeça em concordância. Entretanto, era possível notar como ele vez ou outra reparava em seu decote. Outras pessoas se aproximaram da conversa e passaram a ouvir a voz melodiosa, sedutora da sacerdotisa de Nimb. Por fim, Vicent colocou as mãos sobre as dela.
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Muito interessante, lady Apella. Mas e como é sua família em Valkaria? Temo não conhecer os Moore.
Disse repentinamente olhando-a no fundo dos olhos.

Do outro lado da mesa separados apenas por uma "torre" de frutas cítricas - principal produto de exportação da cidade - John aproximou-se daquele que seria aquele "semelhante". Um nobre ou alguém que entendia da dura vida militar. Na verdade, ele parecia ser o único do tipo. Após circular o salão com sua taça de vinho em mãos, o cavaleiro de Karst foi interpelado por um sem número de garbosas damas em seus vestidos coloridos e cavalheiros com suas bengalas bem trabalhadas. Ouviu comentários entediantes o tempo todo e teve que responder a mesma coisa uma centena de vezes apenas para descobrir que eles não tinham realmente interesse em alguém como ele. Apenas queriam ser vistos com um nobre cavaleiro armado, tirar algum tipo de vantagem com seus semelhantes.

Após isso, o cavaleiro encontrou o único homem usando uma espada na bainha ornada como a dele (além dos guardas, claro). Era ninguém menos que sir Edward Russen.
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É bom finalmente conhecê-lo, sir. Seu irmão me disse que é um aventureiro, não é?
Conversando com ele, John descobriu que seu suserano, o nobre Yohan Paladir era um homem empobrecido e que casaria com Emily Galahad, irmã de Tom Galahad, o chefe da família e o maior produtor de bebidas de Gorendill. Além disso, Yohan foi bastante prestativo apontando com os olhos aqui e acolá sobre alguns nobres do conselho: lady Terla Sev era casada com Gilbert Holart, o maior exportador de ovos e leite de cabra; lorde Fardun Ranal estava de casamento marcado com a senhorita Helma Mevuld, a filha do dono da maior forjaria de armas e armaduras; lorde Florian Khenal casado com outra nobre de nome Dorothy, parecia ser o único sem relações com algum rico mercador de Gorendill.

A música interrompeu todas as conversas momentaneamente. Khaled e seus amigos tocaram diversas canções agradáveis. Seu alaúde, inspirado por seu otimismo e alegria, encheu o salão com harmonia. Seus colegas estavam também felizes. Os requintados convidados da Festa do Conselho não tiveram outra escolha a não ser dançar. Apella e John acabaram se esbarrando no meio do salão enquanto todos começavam a dançar uma valsa - dança aristocrática, mas que os burgueses gostavam para se sentirem mais nobres. Cavalheiros foram pedindo as mãos das damas como um efeito cascata, até que chegou em John, de frente para a deslumbrante mulher à sua frente. Apella via as damas, todas afetadas, aceitando com melindres as mãos dos cavalheiros até que seus olhos pousaram em um homem garboso a sua frente, trajando uma espada na cintura em uma bainha requintada que combinava com seu traje de gala.

A música acabou com uma salva de aplausos por parte da maioria das pessoas. Então, Mordred sorridente vestindo um gibão vermelho aveludado e sapatos brilhantes. Tirou seu chapéu e revelou seus sedosos cabelos.
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Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo.
que ninguém sabe quem é
( E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes
e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Após o poema declamado por Mordred, com a flauta de Khaled de pano de fundo, as damas e cavalheiros observavam uns aos outros com algum embaraço. Mordred deu de ombros e fez uma reverência, recebendo alguns aplausos. Depois, olhou para o qareen e lhe deu uma piscadela.
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Eles não são tão requintados assim...
E saiu sorrindo por uma porta.

Foi neste momento que o jovem bardo pôde comer em paz. Seu estômago roncava pela promessa de boa comida e não foi decepcionado. O banquete estava mesmo fantástico. Havia frutos do mar com diversos molhos, porco, salada, frutas de variações infinitas. O rapaz não se furtou em se empanturrar, levantando olhares reprovadores dos ali tão ilustres convidados. Mas foi ele quem notou uma movimentação estranha. Nas janelas do grande salão alguns vultos passando apressadamente.

De repente, uma mulher desmaia e outra grita. Todos param para ver entrar pela porta principal um homem de cabelos negros e lisos, ostentando um bigode descuidado. Vestia uma armadura de peças desencontradas frutos de seus possíveis saques ou desleixo. Tinha um sorriso confiante e os braços cruzados. Em seguida, outros cinco homens adentram o ambiente. Todos maltrapilhos, com armaduras de couro, metal e pele de animais. Cada um carregava armas em punhos. Um deles usava um machado, outro um arco. Um terceiro tinha adaga e outro duas espadas.

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O silêncio imperava, como se todos esperassem algo. Estavam confusos, sem reação. Um homem gritou de repente:
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Onde estão os guardas? Que acinte!
Disse com raiva nos olhos, vencendo o medo.
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Cale a boca!
Um dos invasores, então, cravou seu machado em sua barriga .O homem dobrou os joelhos caindo em seguida, choramingando a perda de sangue até que finalmente entregou-se à inconsciência. Cavalheiros e damas ao arredor gritaram horrorizados com a violência extrema. Aquele que entrou pela porta principal alisou os bigodes sujos.
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Os guardas não podem ajudar vocês.
E os outros riram. Alguns homens e mulheres começaram a chorar nesse momento. Como poderia ser possível que um bando desses poderia chegar invadindo assim o Conselho de Gorendill? Onde estavam os poderosos? Onde estava a escolta a serviço dos nobres e dos burgueses?
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A festa acabou, vão retirando as joias e colocando na sacola. Você! Eu quero sua espada. Será que é de verdade?
Disse o homem de cabelos embaraçados usando uma espada longa em direção a John. Edward saca sua espada e se move em direção ao líder daquele bando, indo parar perto da mesa do banquete. Um dos bandidos começa a recolher as joias das pessoas colocando-as em um saco de couro enegrecido e sujismundo. Ele não parece ligar para o que o cavaleiro fizera, mas o bandido arqueiro lhe apontou uma flecha.
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Eu não faria isso se fosse você...
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Iniciativa
Edward
Bandido com adaga recolhendo as joias
Bandido com arco, Khaled <<< sua vez
Bandido com duas espadas
John
Bandido com espada longa
Bandido com machado, Apella
Bandido líder
Tom, Vincent, Yohan, demais nobres.
Nota do Mestre
No post de vocês podem comentando as reações e falas de seus personagens enquanto os eventos vão acontecendo. Apella conversando/flertando com Vicent que eventualmente se afasta quando a música começa. John conversando com Edward que também se afasta quando a música começa. Khaled e sua banda dão a deixa para Apella e John se encontrarem.

A segunda parte do post é a invasão dos bandidos. Eles já tomam algumas ações antes que vocês possam reagir a isso, pois considerem-se atônitos ou não querendo chamar atenção inicial logo pra si. Somente John está armado embora sem sua armadura. Aqui abaixo a legenda dos avatares:

Imagem - líder aparente, usa espada curta.
Imagem - usa um arco e flecha.
Imagem - usa uma espada longa.
Imagem - usa duas espadas curtas.
Imagem - usa o machado e já derrubou um convidado.
Imagem - usa uma adaga.

Imagem - sir Edward Russen, porta uma espada longa.
Imagem - Tom Galahad, assustado.
Imagem - Yohan Paladir, suando frio.
Imagem - Vicent de Valkaria, abalado.
Imagem - Homem nobre genérico abalado.
Imagem - Mulher nobre genérica abalada.
Dados dos Personagens
Apella Moore <> PV: 30/30 PA: 0 CA: 16/13 PM: 10/0 Balas: 10 <> Canalizar Energia Positiva: 6/6 <> Magias Preparadas: arma mágica, criar água, curar ferimentos leves, curar ferimentos leves, espírito animal I, objeto aleatório, passos longos, passos longos, imbuir cura acelerada <> Condição: Normal
Sir John Lessard <> PV: 39/39 PA 1 CA: 21/11 PE: 3/3 <> Orgulho: 4/4 <> Condição: Normal
Khaled <> PV: 18/18 PA: 1 CA: 13 PM: 11/11 Virotes: 30 <> Música de Bardo: 9/8 <> Voo: 1/1 Condição: Normal
Editado pela última vez por Mælstrøm em 06 Fev 2018, 22:31, em um total de 2 vezes.

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Toyoda
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Re: Encruzilhadas

Mensagem por Toyoda » 06 Fev 2018, 22:30

Khaled tocou de coração. Assim como sempre tocara e tocará. Seus companheiros iam afinados. Os ensaios valeram bem, pois todos se divertiram. Pelo menos Khaled o imaginava vendo as pessoas dançando.
Apesar de preferir as danças plebeias, mais animadas e com menos regras. As vezes com coros de pessoas cantando junto de forma alegre e despreocupada. Ainda assim, seu estado de espirito era agradável.

Após as musicas, recebeu os aplausos com reverências e alegria, seu sorriso estava ali presente.

Então Mordred o requisitou como acompanhante em um solo. Apesar de quase ceder a tensão, se manteve firme.
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Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo.
que ninguém sabe quem é
( E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes
e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
O poema de seu mestre era profundo e verdadeiro, demonstrando a natureza da vida e dos seres.

Só percebeu que era um dos únicos que apreciou o poema após abrir os olhos e ver que a volta a maioria olhava sem reagir, e umas poucas palmas.
Seguiu seu mestre na reverencia, levemente encabulado.
Mordred olhou para o qareen e lhe deu uma piscadela.
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Eles não são tão requintados assim...
Khaled não soube o que responder, então apenas assentiu maneando a cabeça e sorriu ao seu mestre.
Mas enfim poderia comer
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E como comerá! Olhando parecia um garoto esfomeado. E o era. Não ligava para o que os outros poderiam pensar, queria sim era aproveitar a oportunidade. A comida do conservatório não era ruim, mas por que não aproveitar a oportunidade? Comera muito de tudo que lhe apetecera, frutos do mar, frutas, javali, trobo ensopado, de tudo um pouco.
Mas não conseguiu completar sua refeição com calma...

Agitação!

Khaled demorou um pouco para entender o que estava ocorrendo, mesmo tendo visto a figura estranha passando pela janela.
Quando se deu conta, estavam cercados de bandidos assaltantes e assassinos sem piedade.
Um senhor já havia caído ali a seu lado. Olhou rapidamente a volta, se meteu entre os dois senhores que estavam a beira da mesa e foi se confortar entre os dois espadachins (7E). Tão logo exclamou tocando algumas notas de seu Alaúde:
Khaled
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Nossa! Mais gente para festa!
Que tal um poema para animar a todos?

O chão vem por baixo
Ou vem por cima?
Caindo como um cacho
Ou esfriando como o clima

Seu chão sumirá
E embaixo do seu nariz o encontrará!
Assim, sua marca brilha, e um pedaço do chão sob os pés do arqueiro e do capanga com adagas fica extremamente escorregadia, como se alguém jogasse óleo sobre a área.
Khaled lança Área escorregadia nos quadrados H;Gx9;10. Sob os pés do arqueiro e do bandido de adaga, e sobre a área atrás deles.
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