As Ruínas de Alkav [Finalizada]

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Mælstrøm
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As Ruínas de Alkav [Finalizada]

Mensagem por Mælstrøm » 04 Abr 2019, 16:44

Capítulo Um: Um Encontro na Planície

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O mundo de Arton estava repleto de problemas. O Reinado sofria a cada dia com instabilidade política causada pelas Guerras Táuricas, o ataque de Arsenal e o movimento separatista da Liga Independente. Além das ameaças usuais como a Tormenta, a Aliança Negra e os sszzaazitas, ainda havia centenas de outros problemas locais.

Porém, Arton também era repleta de aventureiros. Mais fortes, rápidos ou astutos que a média, aptos a triunfar onde outros falhariam. Movidos pelas mais diversas causas, formavam equipes e viajavam em busca de missões arriscadas. A morte podia vir de mil formas diferentes — na espada de um tenente hobgoblin, na agulha envenenada de uma armadilha sszzaazita, na magia negra conjurada por um clérigo de Tenebra. Mas, quando venciam, eram recompensados com fama, glória e tesouros fantásticos.

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Namalkah, o Reino dos Cavalos, era mesmo uma região de vastas planícies, pradarias e gramados que os bardos narravam em suas canções. Nessas terras eram encontrados os mais belos e garbosos cavalos selvagens que se podia imaginar. Eram o orgulho dos nativos, um povo honrado e direto, que passava a maior parte da vida montados. Porém, engana-se quem pensa que os ginetes eram somente brutos ou selvagens. De fato, namalkahnianos descendiam de tribos bárbaras e têm forte ligação com a natureza, mas eram também pessoas sofisticadas, capazes de construir grandes cidades como Palthar, sua capital.

Cinco aventureiros de diversos lugares de Arton convergiam em uma estrada para a capital do Reino dos Cavalos. Após uma longa viagem sob um sol ameno, mas que não aliviava em nada o clima seco, encontraram um pequeno lago de águas frescas, margeando a estrada.

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O primeiro a chegar foi o mercenário Brynjolf para encher seu odre. Em seguida, a enigmática Morrigan e o estranho Ulster vindo do outro lado e, depois, a viajante Angra. Por último, o intrépido Gabriel aproximou-se notando os demais.
Nota do Mestre:
Neste primeiro post, vocês estão encarregados de suas próprias histórias na introdução. Cada um deverá descrever um motivo para estar indo para Palthar viajando a pé.

O encontro de vocês no lago se dará na ordem apresentada. Ao final, não esqueçam de descrever a aparência de seus personagens.
Dados dos Personagens: Inventário, XP, Riquezas
Imagem - Brynjolf Frey <> PV: 24 PA: 1 CA: 20 <> Condição:
Imagem - Morrigan <> PV: 12 PM: 17¹/0 PA: 1 CA: 13 <> [Imagem - Omen <> PV: 6 CA: 14 <> Condição:] <> Magias preparadas: 1 — Alarme, área escorregadia, identificação, compreender idiomas, detectar portas secretas, sono, causar medo, armadura arcana, disfarce ilusório, leque cromático, escudo arcano, retirada estratégica; 2 — Mapear, augúrio x2, detectar pensamentos, localizar objeto <> Orientação: 3 <> Condição: sandálias¹
Imagem - Ulster <> PV: 30 PA: 1 CA: 17 <> Armadilhas preparadas: 0 <> Condição:
Imagem - Angra Cabelos de Fogo <> PV: 35 PA: 1 PM: 10 CA: 20 <> Música de barda: 5 <> Fúria: 1 <> Condição:
Imagem - Gabriel Maedoc <> PV: 36 PA: 1 CA: 18 <> Grito de kiai: 3 <> Condição:

Próxima Atualização: 09/04
Editado pela última vez por Mælstrøm em 19 Ago 2019, 14:40, em um total de 2 vezes.

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Padre Judas
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Brynjolf Frey

Mensagem por Padre Judas » 05 Abr 2019, 19:54

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Brynjolf,

Os cães de Gnaeus sentiram seu cheiro em Salistick. Vá para Palthar e procure por Tex. Diga a ele para te contar sobre o dia em que eu roubei o casamento de Lady Rona.

Sinto saudades.

Vex.
Brynjolf voltou a reler a curta nota que Vex havia feito chegar até suas mãos. Estava em um código particular que somente um pequeno número de pessoas conhecia e Brynjolf era uma delas – tão bem versado que não tinha dificuldades em fazê-lo de cabeça.

Durante duas semanas estivera em Quallist, fazendo pequenos trabalhos enquanto procurava alguma grande missão para um homem com seus talentos. Os juros que sacou na filial do Banco de Nilo o ajudaram a lidar com as vacas magras enquanto ele evitava cometer crimes mais vistosos.

Estava tudo tranquilo até a chegada daquela carta. Então novamente ele juntou tudo o que tinha e saiu o mais rápido que podia dali. Só esperava que o amigo da loira pudesse ajuda-lo de algum modo.

Parou sob o sol. Não era particularmente quente, mas Brynjolf gostaria de ter uma sombra. Agachou-se ao lado de um lago e encheu seu odre, bebendo a água com vigor. Voltou a enchê-lo e sentou-se sobre uma pedra para descansar um pouco.
Brynjolf Frey
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– Devia ter roubado um cavalo. Definitivamente vou arrumar um assim que encontrar.

– Eles devem enforcar ladrões de cavalos por aqui, não é? Hm... seria melhor roubar alguns trocados e usar o dinheiro pra comprar um cavalo.
Falava consigo mesmo, “pensando alto”. Um hábito ruim do qual amigos já o haviam avisado. Então notou duas pessoas aproximando-se vindos pelo lado oposto. Nervoso, cuidadosamente pegou o arco que havia depositado perto. Segurou-o displicente, “como quem não quer nada”, fingindo avaliar sua qualidade ou se estava bem limpo. A aljava deixava as flechas ao alcance da mão. Então apareceu mais um e por fim outro estranho.
Brynjolf Frey
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“Será que um deles está atrás de mim? Não pode ser, eu deixei indicativas de que tinha descido o Vermelho rumo a Fross... até comprei uma maldita passagem em um daqueles barcos fluviais!”
Aguardou, pronto pra tudo.
BAÚ DO JUDAS
JUDASVERSO

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Lucena
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Re: As Ruínas de Alkav

Mensagem por Lucena » 05 Abr 2019, 22:40

Se há poucos anos alguém tivesse dito ao jovem Ulster que ele estaria andando sozinho pelos ermos de Namalkah em busca de um rumor ele teria acreditado sem questionar, era essa a vida de um Caçador de Lupan afinal. Se tivessem dito porém que estaria nesta jornada com sua irmã gêmea ele os chamaria de loucos, afinal mesmo se o sulfure tivesse irmãos ou irmãs fora da Caçada, por sua pela azul e seus curtos chifres e cauda pontuda e língua bifurcada, havia sido abandonado por seus pais nas fronteiras das matas da Pondsmânia, a mercê das fadas.
Mas agora lá estava ele, um jovem parrudo que ninguém chamaria de alto, com uma mochila grande e cheia de equipamentos que carregava nas costas, com também vários frascos alquímicos e mecanismos curiosos pendurados em sua casaca e por algibeiras de couro por seu corpo além um jeito particularmente infernal de ser. Ele estava atravessando os gramados frios e secos ao lado de sua irmã, a magra, sinistra e sabichona Morrigan, uma maga que se esforçava para parecer saber sempre que qualquer outra pessoa na sala sobre tudo e, por isso, mesmo que a conhecesse por tão pouco tempo, Ulster já sentia uma conexão primal a sem noção.
A razão deles estarem nesse caminho vazio para Palthar realmente simples. Por um bom tempo, nas áreas ao redor da cidade capital uma fera devoradora de cavalos vem sendo vista, mas qualquer um que a procure se torna sua vitima. Os rumores e testemunhos dos sobreviventes pareciam concordar que a criatura era como um urso, mas com garras atrozes e um pio estridente que sai de seu bico. Um monstro assim não poderia ser uma criatura natural e o sulfure sabia que era seu chamado destruir a besta, pois não importa seu feitos, suas conquistas, um jovem da Caçada não se torna um verdadeiro Caçador de Lupan até ter vitória contra algo assim, que nem mesmo Megalokk poria em Arton de propósito, e de seu cadáver esculpir um Troféu digno do desafio que causou.
Mas os sonhos com a terrível Ursa-Coruja de Palthar podiam esperar, pois seus cantis começam a secar. Felizmente havia um lago logo perto, agora guardado por um muito atraente mas visivelmente tenso viajante armado.
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- Boa tarde amigo, eu e minha irmã estamos de passagem precisamos dessa água, como você também deve estar, já que não vejo nenhum cavalo. Então relaxa com o arco composto, ok?


Ulster tinha certeza que o homem com o arco seria mais atraente se não estivesse tão tenso, mas por ele continuar assim ele culpava a se mesmo, nunca tivera jeito com as palavras e sua aparência só tende a ajudar dos jeitos errados. Mas como ele não parece querer criar encrenca, o caçador só pega os cantis de sua irmã e junta aos seus para encher no lago, aproveitando para tirar o pó e suor da face e cabelo e cabelo e chifres. Mas nesse meio tempo vê que chegam mais duas pessoas no local. Sua língua bifurcada brevemente escapando de sua boca para tremer como a de uma serpente com a aproximação, mas esse sexto sentido era pouco biológico e sim sobrenatural. Um dos novos viajantes era mais interessante do que deixava parecer, ou os dois eram se era para ser realista. Aventureiros dificilmente não são interessantes.
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- E esse buraco já ficou popular? Bom, tem água pra todo mundo, só não inventem de tomar banho agora, hahaha!

Código: Selecionar todos

Poções na bandoleira: Bomba de fumaça x2, Elixir da vida, Água Congelante, Ácido, Fogo Alquímico.
Armadilhas pré-feitas: Zero.
Everything Lives!

Código: Selecionar todos

[quote="Pelleas"][img]https://i.imgur.com/qkSeY1p.png[/img]
 [/quote]

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DragonKing
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Re: As Ruínas de Alkav

Mensagem por DragonKing » 07 Abr 2019, 09:55

Uma voz sussurrava em meio a mata
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— Faces duplas, sombria defesa. Fale bem alto, mas não com clareza.
Ela caminhava como se seus pés tivessem asas, seus olhos buscavam direções que outras pessoas não estavam atentas, seus olhos mesclavam com os do falcão a espreitar os arredores, sempre atenta ela estava.

Era atormentada pelos pecados de seus pais, sua mente borbulhava como um caldeirão cheio enquanto vozes lhe sussurravam ao ouvido palavras de encorajamento e medo. Ao seu lado direito estava Unma, aquela que trazia os presságios e com eles os pesadelos. Ao seu lado esquerdo estava Amnu, aquela que se apegava ao passado e lhe trazia os sonhos.

"Silêncio". Dizia Unma ao ouví-la cantarolar.

"Não gosto dessa canção". Dizia Anmu se encolhendo como se estivesse com frio.

E ela continuava a sussurrar aquela canção enquanto seus dedos tocavam as folhas dos arbustos.
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—Sim eu vejo ela, com os olhos, sorrir. Nos derrentendo com seu sorriso a mentir
Seu corpo girava como se ouvisse os bardos lhe acompanharem. Aproximou-se do homem de pele azul, aquele que nunca conheceu, mas o sentia perto a vida toda. Aquele que seus pais abandonaram a própria sorte enquanto a entregava as sacerdotisas da magia por medo de enfrentar seu próprio demônio.

"Elas sempre souberam a verdade". Dizia Umna com o olhar frio.

"Elas estavam a nos proteger". Dizia Anmu com gentileza na voz.

Não faz tanto tempo quando se reencontraram. Foi ao passear pelos corredores a noite ouviu as sacerdotisas a cochichar e entre as palavras estava seu nome e de como a temiam. Ela era um perigo e precisava ir embora.

Ao confrontá-las a verdade surgiu. Seus pais não a queriam pela mesma razão: o medo. Ela não deveria estar ali e sim jogada no meio do nada como seu irmão. E naquele momento ela soube de fato o que sempre sabia, que não estava sozinha e partiu em uma busca, sem rumo, apenas guiada pela sua magia e pela alma conectada a dele.

Ao encontrá-lo pareciam que já se conheciam, era uma conexão que ninguém conseguia explicar, nem mesmo ela com sua mente brilhante. Mas ainda sim se aproximaram um do outro, suas mãos se tocaram e nas costas estava aquela marca de nascença que se completavam formando o desenho de um olho. O olho do caçador e o olho da vidente.

E juntos partiram, ela ao seu lado enquanto ele caçava as criaturas que a maioria das pessoas temiam e uma dessa criaturas os trouxeram para longe, para o reino dos cavalos salvagens e ela continuava a sussurrar.
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— Fale com aqueles que da morte foram despertados. O destino que você conhece certamente foi devorado.
Então chegaram um um lago. O sol era refletido formando um espelho de água. Ali poderiam descansar, porém não estariam sozinhos. Seu irmão se aproxima de um homem solitário com seu arco em mão, ela o encara de longe enquanto o falcão lhe avisa da chegada de mais estranhos.

Os olhos sorridentes dela fitam a mulher de cabelos vermelhos, seus labios moveram involuntariamente como se fosse falar algo, mas nada saiu. Do outro lado surge um homem de semblante sisudo e ela gargalha como se soubesse o que estava por vir.

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— Ela toma a vida como um ato de corso. Chega o momento do cão pegar o osso.

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DiceScarlata
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Re: As Ruínas de Alkav

Mensagem por DiceScarlata » 08 Abr 2019, 05:00

CABELOS DE FOGO
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Ela nasceu em Deheon, em uma pequena vila onde todos eram dotados de olhos claros e cabelos negros. Portanto, não é difícil imaginar a surpresa quando nasceu aquela menina de cabelos ruivos, flamejantes, e olhos negros como ébano. Os mais novos viram a novidade como curiosidade. Os mais velhos, como um mau presságio. Angra foi o nome que lhe deram, mas todos a chamava de Cabelos de Fogo, e era assim que o mundo a conheceria. Cresceu como uma garota normal, sem qualquer incidente incomum em sua vida, sempre a viajar pelo reino com sua familia (a negocios) e com sua sábia avó sempre repetir a mesma frase, quase como um mantra:

“Há fogo dentro de você, criança, tão ardente, que não pôde ser contido aí dentro e agora queima em seus cabelos”

Seus pais desejavam que ela crescesse, casasse com um bom homem e vivesse uma boa vida. Mas não foi o que aconteceu, quando ela chegou à idade. Os garotos a evitavam. Não que Angra tivesse se tornado uma moça feia, pelo contrário, era linda! E era justamente este o problema. Sua beleza acanhava os seus. Mas ela tinha um vizinho, que se tornou seu parceiro. Depois, melhor amigo. E por fim seu amante. Seu nome era Damian. Casaram-se e, dessa união, nasceu Ambar, uma bela menina de cabelos negros, adornados com uma única mecha ruiva. O orgulho de Angra e Damian, e sua maior felicidade.

E ela foi roubada.

Foi no ano do vigésimo aniversário de Cabelos de Fogo. Um desconhecido bateu a porta de Damian. Assim que ele abriu, viu um homem com vestes escuras, com um longo chapéu negro que cobria sua face e uma lança ensanguentada às costas. Damian não tinha como saber que todos na vila já haviam sido assassinados por aquela arma. Com um sorriso e um “bom dia”, o Lanceiro Negro atravessou a garganta do rapaz em uma estocada só.

Ao ver aquilo, Cabelos de Fogo, reagiu por instinto, agarrou a pequena Ambar e fugiu pela porta dos fundos. Na fuga viu a estrada coberta de cadáveres dos vizinhos, de seus amigos e de seus pais. Todos que conheceu. E, quando sua perna foi atravessada pelo aço frio, sabia que seria a próxima.A queda foi violenta, mas não havia tempo para dor. Ela tinha de proteger o único tesouro que lhe restava.


“Por que está fazendo isso?” ela gritou, fazendo de seu corpo um escudo.

A resposta veio em voz rouca:

“Por ela”. A lança apontava para a criança em seus braços.

“Ela é minha!” a mãe gritou, furiosa.

“Não mais”.

Uma estocada firme e certeira na altura do olho esquerdo, atirou-a ao chão. Seguiu-se uma confusão de imagens distorcidas em vermelho. Sua filha a chorar. O Lanceiro a levando. Lágrimas celestes a cair. Escuridão.


_______________________________________________________________

Quatro anos depois

*Com a caricia quente do brilho da manhã, Cabelos de fogo despertou do pesadelo do passado. Havia achado uma pequena gruta, formada em uma antiga árvore e fez dela um abrigo, repousando sem o luxo de retirar sua desconfortável armadura, recostada sobre o escudo e abraçada a espada. Devagar, ergueu-se para um novo dia*

- Bom dia Sr. Azgher e obrigada Sra. Allihana.

*Após um breve dejejum, já caminhava novamente Um manto surrado lhe cobria o corpo todo, protegendo do vento poeira e insetos. Seguia em sua própria busca. Em aventuras que iam além de ouro, renome ou poder. Não. Trocaria tudo isso pelo sorriso de sua filha. Pelo milagre que era senti-la em seus braços*

*Mesmo assim, passo atrás de passo, seguia sorrindo. Pois um de seus professores... Ou melhor dizendo, sua mestra, a ensino que "Quando você deixa de sorrir por que lhe fizeram mal, significa que já lhes deu a vitória" . Passo atrás de passo, rumava a um novo amanhã. Passo atrás de passo... Encontrou deles*


- Oh...

*A viajante retirou o capuz de seu manto e sorriu ao trio que já conversava*

- Boa tarde senhores e senhorita. Peço licença e desculpas por atrapalhar sua conversa... Mas eu também gostaria de me refrescar neste Lago. Meu nome é Angra. Angra dos Cabelos de Fogo. Mas... Apesar da alcunha este calor me faz ansear é por água. Posso me unir a vocês ? Tenho pouco comigo a oferecer, mas se tiverem fome, tenho comigo um pouco de ração de viagem que ficaria feliz em compartilhar.

*Sorriu enquanto ofertava a única coisa que tinha a ofertar e então ajoelhou-se perto do rio e com uma concha construída por ambas as mãos, colheu um pouco do corpo do rio e o sorveu em seu lábios secos Que alivio. Bebericou mais algumas vezes e como os outros, encheu seu cantil. Ao se erguer novamente olhou melhor os presentes e seu olho acabou cruzando com os da mulher de aura misteriosa. Por um motivo que sequer Cabelos de Fogo foi capaz de entender, viu-se comentando em baixo tom, mas suficiente para ser ouvida*

- Que lindos olhos...

*As palavras vinham mais do que de um simples senso estético... Algo neles a cativaram e encantaram. Tinha a impressão de que viam mais do que ela jamais seria capaz de ver em sua vida. Mas seu devaneio foi rompido, com a chegada do último deles. Um jovem que se aproximava. Angra viajava para a capital em busca de pistas de sua filha. Do homem conhecido como lanceiro negro... Mas parece que havia encontrado algo mais...*
Tribo Scarlata


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Aldenor
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Re: As Ruínas de Alkav

Mensagem por Aldenor » 08 Abr 2019, 13:44

O mundo explodiu em sua volta numa luz branca cegante. Gabriel perdeu a sensação das mãos, que seguravam a velha arma de sua mãe, e do seu corpo completamente. Por um breve momento, pensou que esta era sua morte. Morreria lutando, como um guerreiro honrado, o que era esperado. Mas havia frustração amargurando seu coração. Tamanha angústia poderia roubá-lo do caminho natural até os mundos dos deuses, poderia fazê-lo renascer como um morto-vivo. Um esqueleto, já que sua carne provavelmente havia derretido ante o fogo da dragoa.

Gabriel abriu os olhos como se acordasse de um pesadelo. Seu corpo dolorido, entretanto, provava a veracidade de sua batalha contra aquela que admirava quando criança. O mundo era o mesmo, mas diferente. Era novo, havia prédios, casas, passarelas altas, carroças, caixotes, lojas, oficinas, árvores, bazares, tavernas, pessoas, pessoas demais! Gabriel tomou um grande susto. Viu a estátua de Valkaria no centro da cidade e soube onde estava... mas tudo estava fora do lugar.

O jovem arrastou-se pelas ruas, desorientado, esbarrando em pessoas. Uma chegou derrubá-la, provocando a reação instintiva de guerreiro, sacar sua espada para a luta. Não demorou muito para ser preso e encarcerado na masmorra.
Miliciano de Valkaria
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Então, você se chama Gabriel, não é?
Não podia dizer seu sobrenome. Era muito perigoso.
Gabriel
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Sim.
O homem o olhou de esgueira, através das barras de ferro de sua cela. Gabriel tinha suspeitas.
Miliciano de Valkaria
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Essas armas tamuranianas... Roubou de quem?
Ele analisava a chuan e a adaga com mola. Não havia descoberto a lâmina em sua bota direita.
Gabriel
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Não sou ladrão, são minhas armas. E somente a espada é tamuraniana, que foi a primeira arma de minha mãe.
O elmo não escondia a expressão de deboche do miliciano.
Miliciano de Valkaria
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É mesmo? Você não tem cara de tamuraniano, rapaz.
Gabriel
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Meus pais não são tamuranianos, senhor. Por favor, há quanto tempo as Guerras Táuricas acabaram?
Uma pergunta direta que ajudaria situá-lo melhor. Valkaria não era a mesma que conhecera, não era a mesma que ele estava há poucas horas. Um lugar cinza, com muitas ruínas de prédios antigos, grandes galpões com chaminés produzindo fumaça negra, casebres de pedra resistente, chão coberto de lama e fuligem eterna.
Miliciano de Valkaria
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Os minotauros foram contidos há quatro anos, rapaz. Você realmente parece doido de pedra. Como não fez nada demais, vamos deixá-lo ir embora amanhã pela manhã. Boa sorte.
E saiu. "Contidos... então é assim que ensinam nesses dias. Deheon conteve os minotauros e não foram humilhantemente derrotados... entendo."

Gabriel recostou suas costas nas duras e frias pedras que compunham sua cela. Estava em 1410, era certo. Pelo frio, era outono ou inverno. Aquela explosão branca não para matá-lo, mas para mandá-lo para outro tempo. Não era o sopro da sua prima, da menina doce e orgulhosa que aprendera a admirar, da Rainha Eterna, sua maior inimiga.

***

A viagem até o norte não foi tão tranquila como imaginava. Tinha enormes vontades de voltar, de procurar seu tio, sua mãe, seu pai, até mesmo seus avós estavam vivos e bem. Mas não podia. Não sabia muito sobre linhas temporais, mas sabia o básico, que poderia causar o "fim do mundo". Afinal, era isso que a Rainha Eterna estudava, era isso que ela queria mais do que tudo em sua vida. Gabriel teve que entender algumas coisas para poder enfrentá-la.

E como fora tolo. Devia ter ouvido sua mãe... mas pelo menos seu destino não fora igual de seu pai, morto por ela. Gabriel agora estava em um tempo anterior ao seu nascimento, ao nascimento de sua prima e, portanto, podia impedir que ela nascesse.

Como? Matando seus pais? Matando seu tio? Gabriel viu Aldred de longe, andando com cavalos garbosos ao lado de um grupo de aventureiros. Teve vontade de ir até ele e pedir para não se casar com Fenyra Hagar e não gerar filhos com ela. Mas até quando isso poderia realmente impedir o nascimento de Cecília, a reencarnação da Rainha Eterna, que condenou seu mundo à destruição?

Seu mundo era outro, recuperando os cacos de uma grande guerra que devastou e dividiu os povos artonianos, não havia mais heróis, aventureiros eram raros. As oportunidades de desenvolver o seu poder dracônico eram poucas. Agora estava em uma outra Arton, cheia de possibilidades e aventura. Cheia de promessas. Gabriel decidira ser um herói daquele tempo, evitando seus parentes, evitando seu sobrenome, Maedoc, a todo custo.

***

Ele não costumava ficar muito tempo em nenhum grupo. Participara de dois, não conversava com ninguém e se afastava quando cumpriam uma missão. Agora estava em Namalkah, indo para Palthar em busca de um navio que o levasse para a Liga Independente, atrás dos cientistas que estudam cronomancia, a arte mágica da viagem no tempo. Não queria voltar ainda para seu mundo, mas queria saber se havia a possibilidade naquela época.

Foi pensando em como seria Salistick que Gabriel bebeu o último gole de seu odre naquelas vastas pradarias de Namalkah. Por sorte, encontrou um lago e ali, outras quatro pessoas. Eram estranhos entre si. O humano loiro tinha um arco a tira colo que o sulfure logo identificou como um sinal de defesa relaxada. O humano apostava, o sulfure cobria o blefe. A mulher humana que estava com o sulfure era a mais estranha, falava coisas estranhas sussurrando ou falando alto, dependia. Enquanto o sulfure tentava uma abordagem pacífica e até mesmo cômica, Gabriel mirou a outra humana.

Uma mulher linda, com um tapa olho, armadura, rosto anguloso, cabelos lindamente vermelhos. Gabriel perdeu alguns instantes olhando para seu rosto bonito. Ela tinha a mesma intenção de paz do sulfure, mas foi mais formal e acolhedora. Enquanto ele queria apenas ficar na dele com a humana estranha ao seu lado, a ruiva oferecia a própria comida, apresentando-se aos demais.
Gabriel
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Obrigado, Angra dos Cabelos de Fogo, mas minha mãe sempre disse para não aceitar nada de estranhos. Eu me chamo Gabriel... só Gabriel. Estou de viagem para Palthar e sou aventureiro, como vocês. Estão em busca de alguma coisa?
Gabriel falava de maneira estranha, tentou um arremedo de piada, mas depois se arrependeu. Ele não sabia como aventureiros se comunicavam naquela época. Tentou ser claro e o mais simples possível, como fora nas outras duas vezes que sentara na mesa de um grupo oferecendo sua espada para missões.
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DiceScarlata
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Re: As Ruínas de Alkav

Mensagem por DiceScarlata » 08 Abr 2019, 14:20

Angra Cabelos de Fogo
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- Hum.. Sua mãe possuía uma sábia política, Gabriel só Gabriel.

*Soltou um leve risinho uma vez que terminou de encher seu cantil, o prendeu na cinta por baixo do manto e se aproximou*

- Um aventureiro? É sempre bom conhecer novos. Também estou indo para Pathar parece que terei companhia. Que bom! E estamos sempre em busca de algo não é ?

*Olhou para os outros três*

- Se não for grosseria perguntar, para onde estão indo? E claro, não precisam responder se os ofendo.
Tribo Scarlata


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Padre Judas
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Brynjolf Frey

Mensagem por Padre Judas » 08 Abr 2019, 15:16

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- Boa tarde amigo, eu e minha irmã estamos de passagem precisamos dessa água, como você também deve estar, já que não vejo nenhum cavalo. Então relaxa com o arco composto, ok?
Brynjolf não largou o arco, mas o depositou sobre os joelhos e sorriu.
Brynjolf Frey
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– Fique à vontade para usufruir do lago, amigo.
Outras pessoas começaram a se aproximar e o ladino observou-os um a um.
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- E esse buraco já ficou popular? Bom, tem água pra todo mundo, só não inventem de tomar banho agora, hahaha!
“O tipo engraçadinho”, pensou.
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— Ela toma a vida como um ato de corso. Chega o momento do cão pegar o osso.
O valkariano ergueu uma sobrancelha, mantendo o sorriso, e piscou duas vezes.
Brynjolf Frey
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– Ok. É... isso aí.
Deixou o arco de lado. Nenhuma daquelas pessoas sabia quem ele era e com certeza não o perseguiam. Já conversavam animadamente uns com os outros, como aventureiros normalmente fazem.
Gabriel
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Obrigado, Angra dos Cabelos de Fogo, mas minha mãe sempre disse para não aceitar nada de estranhos. Eu me chamo Gabriel... só Gabriel. Estou de viagem para Palthar e sou aventureiro, como vocês. Estão em busca de alguma coisa?
Angra Cabelos de Fogo
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- Se não for grosseria perguntar, para onde estão indo? E claro, não precisam responder se os ofendo.
Brynjolf Frey
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– Não ofende, senhorita. Vou à Palthar encontrar alguém que me indicaram. Tenho um pequeno problema que ele pode me ajudar a resolver.
Pronto. Simples, direto e nem era uma mentira.
BAÚ DO JUDAS
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DragonKing
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Re: As Ruínas de Alkav

Mensagem por DragonKing » 08 Abr 2019, 16:53

Ela encarava a mulher de cabelos vermelhos, mantinha um sorriso curioso enquanto seus dedos se moviam sutilmente como se estivessem se emaranhando por aqueles fios rubros, tão vermelho eles eram quase como se estivessem manchados de puro sangue.

Distribuía gentilezas, como os clérigos costumam fazer. Pelo menos aqueles que carregam bondade no coração, eram estranhos ali, contudo conversavam como se houvesse intimidade desde outrora.

"Ela serve ao profeta". Zombou Unma ao apontar para o símbolo sagrado que a mulher carregava.

" Ela deve ser como você, ela deve ver através do tempo e do espaço ". Anmu, ao contrário, falava com excitação.
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— Ou não
Ela respondia as vozes em sua cabeça, mas se manteve atenta aos arredores. Seu irmão coversava com o homem de cabelos loiros proximos as margens, o último a surgir da mata conversava com Cabelos de Fogo e se apresentava como Gabriel, sem sobrenome.

"Ele esconde algo". Sussurrou Unma
" Ele esta sendo cauteloso". Retrucou Amnu.
Imagem — Pareço aos seus olhos, uma aventureira, Gabriel sem sobrenome?
Ela aproximou-se de forma displicente, invadindo o espaço de Gabriel sem receio de, num reflexo, ter seu pescoço cortado. Os olhos curiosos encaravam os dele como se buscasse respostas sobre algo que ainda não sabia.
Imagem — O que lhe levou a essa afirmação? Diga-me o que vê...
"Cuidado, Morrigan!". Unma se mantinha relutante.

"Sim, cuidado, seja gentil.". Amnu concordava, mas mantinha i benefício da dúvida.
Imagem — SHIU...
Ela vira o rosto e encara as entidades, as duas se encolheram e se afastaram. Ela volta a sua atenção para Gabriel, mas as duas retornam apontando para Angra.


"Veja ela não serve apenas ao Profeta". Unma lhe chamou a atenção para o símbolo de um grifo que ela também portava.

"Isso não é bom, você sabe por quê.". Amnu eatava apreensiva.
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—Você serve ao Grande Profeta, mas não apenas isso não é, Angra dos Grifos? Um totem interesante você carrega, de que tribo és? Melhor tomar cuidado ao exibir um devorador de cavalos no reino onde eles são sagrados!

Ela falava com firmeza, mas com sussurros. Não eram nem baixos, nem altos. O suficiente para ser ouvida. Ela movia-se ao redor de Angra enquanto falava. Seu sorriso era desafiador, como se estivesse curiosa sobre o quão audaciosa a Cabelos de Fogo seria.
Teste de Conhecimento:Geografia, para identificar o símbolo que Angra exibe.Resultado 15

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Lucena
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Re: As Ruínas de Alkav

Mensagem por Lucena » 08 Abr 2019, 17:46

O homem louro responde relaxando o arco, também não queria problemas apesar de ser cuidadoso. Mas ainda assim ele estranha a cantiga de sua irmã. Os outro viajantes também se mostram simpáticos, Gabriel estranha o caçador com os concelhos da mãe e a presença de Angra grita "serva dos deuses maiores" mesmo sem ter dito nada deles. Mais é com o loiro que mais tem em comum.
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- Quem diria, eu e minha irmã também vamos na direção de Palthar. Então teremos boa companhia.
Mas tão pouco as apresentações começavam, sua irmã já começava a agir estranho. Ulster já havia se acostumado com seu jeito diferente de ser, mas outros podiam reagir de forma hostil.
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- O nome dela é Morrigan, e sim ela é uma aventureira. É só que ela gosta de implicar.
Disse o sulfure enquanto desabotoava e puxava para cima a manga de seu casaco, revelando runas silvestres em tinta verde escura em seu braço azul, uma delas riscada por uma linha vermelha. Se tinha que tirar a atenção da irmã, ele pensou, poderia ao menos procurar ajuda para sua missão.
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- E eu sou Ulster, Caçador de Lupan. Hoje a região ao redor de Palthar é lar de uma fera anormal, uma devoradora de cavalos com bico, só que não um grifo, zero asas mas garras do tamanho de espadas. A população está aterrorizada, então é minha missão achar a fera e mata-la por seu bem e pela glória da Grande Caçada.
O caçador vai para sua irmã, entregar seu cantil de água e lhe dar um olhar como que pedisse para ela acalmar seus ânimos.
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- Minha irmã me ajudará a acha-la, ela é serva de Wynna e tem o dom da vidência. Se algum de vocês, aventureiros, quiser vir junto eu ficaria grato. Desde que lembrem que é uma caçada de Lupan, claro.
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