Parte 1 — Bem-vindos a Campodouro

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Armageddon
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Re: Parte 1 — Bem-vindos a Campodouro

Mensagem por Armageddon » 22 Mar 2018, 19:21

Tiagoriebir escreveu:Anahera
— Olha moça, não vi nenhuma mercadora de ervas por aqui, mas há a velha Sovnya, a curandeira da vila. Ela sabe muito sobre como usar as plantas para curar. Ela está ali — apontou a interlocutora para algumas barracas adiante, onde uma senhora baixinha e muito idosa conversava com uma vendedora de pão de weiz.
Agradecendo de um jeito meio desengonçado, com um breve aceno, deixou aquela banca para trás e se dirigiu até a velha Sovnya. Como ela estava conversando com uma outra pessoa, resolveu esperar até ser notada, olhando para as ervas e unguentos que a idosa oferecia. Quando enfim fosse atendida, entraria em mais detalhes:

- Preciso de ervas com propriedades anestésicas, e algumas boas para chás que diminuam a febre. Também vou precisar de plantas que auxiliem no tratamento de queimaduras, se tiver algo assim.
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John Lessard
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Re: Parte 1 — Bem-vindos a Campodouro

Mensagem por John Lessard » 23 Mar 2018, 08:05

Caelynn deu de ombros, um tanto indignada. Não sabia se Dream realmente estava entendendo a situação, pois ela mesma não entendia aquela sua atitude. Aquele charlatão, larápio merecia era mesmo uma flecha no joelho... Uma vergonha élfica. A que ponto a raça havia chegado?

Saiu dali com os outros dois, para a tenda de comidas, com os aromas saborosos invadindo as narinas, mas a bem da verdade, a elfa varreu o local mais uma vez em busca de problemas, o festival se tornava cada vez menos atrativo para ela.
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João Paulo
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Re: Parte 1 — Bem-vindos a Campodouro

Mensagem por João Paulo » 23 Mar 2018, 08:52

— Bom, a não ser que você queira fazer uma queda de braço com a nossa Ogressa ali, podemos fazer como nosso bom Magnus e ver os demais jogos. — O Senhor Aldir levantou-se, não sem alguma dificuldade, recusando solenemente o auxílio de Goretzka. — Mas não por muito tempo, é verdade. Logo vai anoitecer e chegará a hora de assistirmos ao seu bardo.
— A queda de braço eu vou dispensar por enquanto, como um bom cavaleiro — brincou

Então ajudou Sir Aldir a se levantar, e com a ajuda de Simone, iriam passar pelo festival para conferir as novas atrações e saber como estavam os seus convidados e filhos.

— Sir Aldir, fiquei um pouco curioso com algo. Quem designou Sir Loric para trabalhar em suas terras? Subitamente reconheci o seu sobrenome e sei que ele vem de uma família muito importante. Aproveite e fale-me mais também sobre o forte que estão construindo.

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Padre Judas
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Boryslaw Rzecz

Mensagem por Padre Judas » 23 Mar 2018, 13:33

Borys acompanhava-os cabisbaixo. Queria mesmo ter uma conversa com a linda dançarina, conversar um pouco sobre as maravilhas de Marah.
Boryslaw Rzecz
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- Não seria de bom tom ausentar-se do evento, Alteza.
Ele parou e olhou para a tenda anterior.
Boryslaw Rzecz
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- Podem ir na frente. Eu encontro vocês depois.
E voltou para a tenda, à procura da dançarina. Não iria desistir tão fácil.
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Tiagoriebir
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Re: Parte 1 — Bem-vindos a Campodouro

Mensagem por Tiagoriebir » 24 Mar 2018, 02:08

Anahera
A velha demorou um bom tempo para entender o que Anahera dizia. A khubariana teve que repetir mais duas vezes o que queria, antes de ser compreendida. Sovnya tinha um grau avançado de surdez no ouvido esquerdo. Quando a velha entendeu o que lhe foi dito fez um sinal afirmativo com a cabeça e começou a caminhar em direção à saída da tenda. Enquanto andava, ela começou a falar.
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— Você não é daqui, menina. Há alguém queimado com você?
— Ainda não — respondeu ela.
— Pretende queimar alguém?
— Talvez… Acontece com certa frequência. Nem todos compreendem as bênçãos de Kurur Lianth, e aqueles que não o aceitam podem acabar se queimando.

A velha parou por um instante e voltou-se para olhar Anahera melhor. Não perguntou mais nada e seguiu adiante.

— Vamos à minha casa. Tenho lá o que você precisa.

Anahera viu uma luz de reconhecimento nos olhos opacos da idosa, diferente do que em geral acontece quando menciona sua divindade protetora. Ainda assim, a possibilidade de encontrar alguém familiarizado com sua cultura no coração do Reinado era remota. Como sua melhor chance de conseguir algum remédio naquela cidade era mesmo Sovnya, não tinha escolha exceto segui-la.

A curandeira pensava sobre as possibilidades quando se deu conta de que à porta da tenda estavam parados Caelynn e Dream. O pequeno sprite estava animado, cheio de vontade de desfrutar cada canto daquele lugar. A elfa mantinha uma expressão séria, esquadrinhando cada canto da grande tenda, como se estivesse esperando sofrer um ataque.

Os olhos de ambos se cruzaram por um instante, e Anahera cumprimentou-os com um aceno único. Quando passou ao lado dos colegas, disse:

— Vou sair um pouco. Se precisar de mim, vou estar por perto.

***

Vocês seguem por algumas dezenas de metros até uma casa simples. Nenhuma das duas parece se importar com a garoa incessante ou com o barro. Quando entra no lugarzinho, à convite da velha, Anahera se depara com um único cômodo, com parades forradas de ervas dependuradas e plantas estranhas em incontáveis vasos. Em um dos cantos, uma cama limpa de palha parece estranhamente confortável, enquanto ao centro do lugar uma mesa grande, mas baixa está repleta de facas, frascos com unguentos e utensílios diversos que a clériga reconhece, específicos para tratar ervas. Ao fundo, uma lareira tem sinais de fogo recente, mas não tanto a ponto de aquecer a casa.

— Queixume de Cocatriz é bom para aliviar as dores da pele — disse a idosa, arrancando um ramos dependurado em uma das paredes. — Faça um emplastro com Baba-de-Observador e também vai reduzir a inflamação. Dente-de-Rainha é bom para febres, mas você não pode exagerar na dose, ou vai causar um desarranjo em quem beber…

A velha começou a recolher ervas e dizer suas propriedades, e Anahera não tinha bem certeza se estava falando para si mesma ou para ela. De toda forma, a mulher mostrava conhecimento profundo sobre o que dizia. Quando as mãos da anciã ficaram cheias, ela chamou Anahera para segurar ,enquanto pegava mais material. Quando se deu por satisfeita, largou tudo na mesa e começou a macerar e cortar.

— O que alguém como você faz tão longe de casa? — A velha não se deu ao trabalho de olhar para a clériga, enquanto continuava seu minucioso trabalho.

— Às vezes a vida nos leva para longe. Estou pagando o preço pelas tolices que cometi na juventude. De qualquer maneira, meu trabalho me mantém ocupada demais para pensar nos arrependimentos.

— Bom — respondeu a velha. — A sina de quem cura não pode incluir o luxo de pensar em si mesmo.

Ela parou de macerar e olhou novamente nos olhos de Anahera. Parecia estar buscando algo de lá.

— Se se mantiver fiel ao que você é, vai ter a chance que procura. Das chamas você veio. Para as chamas terá a chance de voltar — e tornou a trabalhar nas ervas, como se não tivesse dito nada.


Caelynn e Dream
Aquilo tudo ficava cada vez pior para Caelynn. A chuva, aquela gente suspeita, a ingenuidade de seu companheiro... A elfa decidiu manter o rigor e investigar melhor a tenda em que adentravam, para não ter que pensar naquela situação.

A primeira sensação ao chegar no lugar é o calor: a quantidade de pessoas agrupadas ali dentro deixava o ambiente abafado, em contraste com a umidade externa. A tenda foi montada a partir de uma taverna simples, certamente o único local do tipo no vilarejo. A taverna fica ao fundo do espaço, uma estrutura de madeira, com algumas mesas e cadeiras à frente. Estão todas vazias (a maior parte das pessoas está de pé, indo de uma barraca a outra), exceto por uma mesa, ocupada por um humano alto e careca, com um farto bigode, que bebe junto de um anão. O humano parece um pouco perturbado e o anão parece o estar aconselhando de alguma forma.

Nos dois lados da grande tenda há bancas menores, vendendo todo tipo de alimento e especiaria. A maior parte são produtos feitos a base de weiz: pães, bolos, farinha, cerveja, massas, bolachas... Algumas bancas são claramente de reinos distantes, cozinhando alimentos exóticos, com cheiros incomuns que preenchem o ambiente, disputando o olfato dos presentes. Nada élfico, a princípio, para aumentar o desgosto de Caelynn. Havia um soldado do forte entre uma das tendas, ela pode identificar pelo brasão e por sua postura. O homem circulava pelo local, simpático, mas prestando atenção a tudo.

Nada mais pareceu chamar a atenção da elfa, a não ser Anahera, que vinha em sua direção, acompanhando uma senhora idosa. Quando a clériga passou pelos colegas, disse:

— Vou sair um pouco. Se precisar de mim, vou estar por perto.


Magnus
— Deseja alguma coisa, cavaleiro?

Era sir Loric, que havia enfim notado a proximidade de Magnus. Havia um claro tom de desprezo em sua voz. A garota arqueira ficou animada quando o viu.
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— Você é o cavaleiro libertador? Devo lhe chamar de sir, como Loric aqui faz questão que todos o tratem? — ela riu, descontraída, estendendo a mão e deixando Loric desconcertado. — Me chamo Florine!


Goretzka
— Ele foi designado pela própria marquesa Branda Ollen, certamente à pedido do duque de Riddembarr, pai de Loric. Poucos são os que podem se dar ao luxo de dizer que podem cobrar um favor de uma figura como o conde Aldirghan Richta, e nossa marquesa sabiamente aproveitou a situação. Você bem sabe que, apesar de apoiar lady Branda, não fui favorável quando ela decidiu mudar-se para a capital. Mas ela demonstra que de fato está agindo politicamente a nosso favor por lá.

O senhor de Campodouro parou, tomando um pouco de fôlego, antes de prosseguir a caminhada e o assunto.

— Loric é um dos mais novos entre os quase dez filhos do conde, e portanto sem a menor chance de conseguir qualquer papel de destaque apenas por direito de sangue. Pelo que soube, ele pediu ao pai que fosse destacado para um forte fronteiriço. No fim, quer o que todo cavaleiro deseja: uma chance de mostrar seu valor. Apesar de um tanto afetado com formalidades e ainda achar que está vivendo em uma corte, posso atestar que é um guerreiro bastante competente e líder capaz. O que lhe falta são alguns conflitos de verdade. Depois que ter de defender a própria vida na lâmina da espada algumas vezes, seu espírito vai se ajeitar.

Mais uma parada. Alguém ria alto da direção em que Magnus havia ido. Parece que havia terminado mais uma competição de tiro. Pela abertura de entrada da tenda, era possível ver os primeiros sinais do crepúsculo.

— Sobre o forte, a justificativa oficial são os ataques de algumas tribos bárbaras que vivem na Floresta dos Basiliscos e que atravessam as colinas. Khalmyr sabe o quanto já sofremos com as investidas destes malditos, e o forte certamente tornará a vida deste povo mais tranquila. Mas cá entre nós, eu desconfio que há algo além disso. Lady Branda mostra que sabe agir por nós no campo político, mas creio que também aja no campo estratégico. Faz já algum tempo desde a última presença de yudenianos por aqui. A última vez foi quando acuaram Ogressa. Não quero que pense que sou um conspiracionista, mas desconfio que estejam preparando algo e nossa senhora está prevenindo um eventual ataque. Vou perguntar ao conselheiro Marchi em sua próxima visita.
OFF
Goretzka conhece Marchi. Trata-se do principal homem de confiança da marquesa, normalmente atuando no território da marca, em constante comunicação com ela. Ele viaja por todas as cidades da região, consultando, anotando necessidades e aconselhando. É um homem na casa dos 60 anos, que cumpre esta função para os Ollen desde a época em que o marquês ainda era vivo.
Borys
Quando o bardo retorna ao salão, a meio-elfa está encerrando sua primeira performance, fortemente ovacionada. Ela ainda performa mais duas danças com maestria, antes de dar sua apresentação por encerrada. O fabuloso Otker sobe ao palco para anunciar que será feita uma pausa nas apresentações até a noite (o que não deve demorar muito, na verdade), quando Borys, o Ghondrimm fará um apresentação, a convite do próprio conde Goretzka.

Borys regozija-se ao perceber o burburinho positivo em relação à sua apresentação. Boa parte dos presentes já ouviu falar de seu nome alguma vez, mas passam reto por ele, enquanto vão deixando aos poucos a tenda. Um problema de se fazer sucesso entre as pessoas pobres é que as apresentações nunca são divulgadas com retratos. Mas isso não seria um problema por muito tempo. Logo todos poderiam assistir pessoalmente à performance do Ghondrimm e reconhecê-lo.

Mały deu um leve guincho, pedindo alguma semente que estava nos bolsos de Borys, despertando o bardo de seus devaneios.
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John Lessard
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Re: Parte 1 — Bem-vindos a Campodouro

Mensagem por John Lessard » 25 Mar 2018, 22:11

- Hm - fora a resposta de Caelynn para Anahera, uma leve concordância, embora fosse claro que sua atenção estava em outro lugar.

Um evento daquele não era o típico ambiente do agrado da elfa e tudo parecia contribuir para que se tornasse mais desagradável. Entretanto, havia uma fina esperança que algo estivesse errado, algo que resultaria em quem sabe, uma briga. Isto tornaria as coisas mais interessantes por aqui, pensou a elfa. Decidida, caminhou pela tenda quente, desviando de algumas pessoas. Parou diante da barraca de algum vendedor, fingindo apreciar o que ele vendia, quando lançou um olhar para o soldado próximo, que parecia vistoriar os arredores.

- Como vai soldado? - soltou, não era boa naquilo, mas na pior das hipóteses não descobriria nada - Muita gente, não? É quase certo que haja pelo menos alguma confusão, não acha?
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Re: Parte 1 — Bem-vindos a Campodouro

Mensagem por Padre Judas » 26 Mar 2018, 09:39

Borys alimentou Mały.
Boryslaw Rzecz
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- Pronto, não muito porque não queremos você gordo. Se você engordar demais vão te confundir com um castor ou algo assim.
O pequeno animal parece magoado com a comparação e o bardo lhe faz um carinho leve no topo da cabeça. O bardo observou as pessoas que não o reconheciam. Estavam perdendo uma grande oportunidade, mas pelo menos não iriam importuná-lo.
Boryslaw Rzecz
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- Vamos aproveitar e conversar com a dama.
Ele vai até a parte de trás do camarim, procurando a jovem. Haveria um tempo para um jantar após a apresentação...
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DiceScarlata
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Re: Parte 1 — Bem-vindos a Campodouro

Mensagem por DiceScarlata » 26 Mar 2018, 15:34

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*Despediu-se de Borys com um aceno e seguiu com a elfa Caelyn. A arqueira parecia um tanto incomodada e desconfortável, então pensava em soluções para torná-la mais relaxada. Logo, o aroma dos alimentos chegou a suas narinas e o seguiu por instinto*

- Hum! Especiarias locais! Deveras, se agradar meu paladar como encanta meu olfatos, serás recompensado!

*Assim, comprou comidas leves, que saberia que a elfa gostaria de comer, como pãe e queijos... mas não dispensou uma cervejinha para si. Não era adepto de beber, mas queria provar. Comprou um pouco para o guarda também, com a qual ela conversava e usando um pouco de magia, voou transportando tudo em direção aos dois que conversavam*

- Srta Caelyn, Sr. Soldado, trouxe-vos uns tira gostos... uma caricia para o estomago. Sirvam-se por favor!!

*E sem cerimonia comeu também, pensando em esfriar um pouco o ambiente com magia... perguntando-se se isso incomodaria as pessoas*
Tribo Scarlata


- MUNDO DE ARTON: GRUPO MADEIRA DE TOLLON (on):Angra Cabelos de Fogo
- MUNDO DE ARTON: GRUPO AÇO-RUBI (on): Jihad das Areias Vermelhas
- MUNDO DE ARTON: GRUPO JADE (on):Sr. Fuu
- JOHNVERSE: PRESA DE FERRO (on): Jinx - Cruzado da Ordem dos cabeças de Dado
- JUDASVERSO: CRÔNICAS DA TORMENTA (on): Nagamaki no Gouka!
- FUI REENCARNADO COMO MONSTRO (on): Gizmo
- OUTONO (on): Sandman

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João Paulo
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Re: Parte 1 — Bem-vindos a Campodouro

Mensagem por João Paulo » 26 Mar 2018, 18:58

— Loric é um dos mais novos entre os quase dez filhos do conde, e portanto sem a menor chance de conseguir qualquer papel de destaque apenas por direito de sangue. Pelo que soube, ele pediu ao pai que fosse destacado para um forte fronteiriço. No fim, quer o que todo cavaleiro deseja: uma chance de mostrar seu valor. Apesar de um tanto afetado com formalidades e ainda achar que está vivendo em uma corte, posso atestar que é um guerreiro bastante competente e líder capaz. O que lhe falta são alguns conflitos de verdade. Depois que ter de defender a própria vida na lâmina da espada algumas vezes, seu espírito vai se ajeitar.
— Confio no seu julgamento. Ficarei de olho em Sir Loric nos próximos dias. Tenho dois filhos que em breve terão idade para tomar decisões pela família e talvez eu possa tirar proveito dessa situação. E, falando em filhos, sua filha me pareceu encantadora. Já está na idade para se casar também, não é?

— Sobre o forte, a justificativa oficial são os ataques de algumas tribos bárbaras que vivem na Floresta dos Basiliscos e que atravessam as colinas. Khalmyr sabe o quanto já sofremos com as investidas destes malditos, e o forte certamente tornará a vida deste povo mais tranquila. Mas cá entre nós, eu desconfio que há algo além disso. Lady Branda mostra que sabe agir por nós no campo político, mas creio que também aja no campo estratégico. Faz já algum tempo desde a última presença de yudenianos por aqui. A última vez foi quando acuaram Ogressa. Não quero que pense que sou um conspiracionista, mas desconfio que estejam preparando algo e nossa senhora está prevenindo um eventual ataque. Vou perguntar ao conselheiro Marchi em sua próxima visita.
— Lady Branda tem razão. Fomos pegos desprevenidos da última vez e sabemos muito bem como a história terminou. Nossa geração passou muito tempo em inatividade política. Agora está acontecendo de tudo em todos os lugares. Se eu puder ajudar em alguma coisa em relação ao forte, podemos conversar mais sobre isso. Gostaria de verificar as instalações e ver como as coisas estão funcionando. Falarei com o conselheiro Marchi sobre o assunto. Afinal, também é minha responsabilidade a vigília da fronteira com Yuden.

A tarde se passara num piscar de olhos. Há muito Goreztka não tinha tempo para desfrutar da companhia de amigos e poder jogar conversa fora. Sua posição perante sua família e suas obrigações o impediam constantemente de realizar prazeres mundanos e isso sempre o fazia se lembrar do seu filho mais velho.

— Noto que sua perna está incomodando demais, amigo. Talvez algo mais do que a idade esteja a afetando. Tenho uma curandeira muito boa comigo, ela está ajudando nos tratos da doença do pequeno Enzo. Foi a única que conseguiu estabilizar a condição dele. Se quiser, posso pedir pra ela dar uma olhada na sua perna.

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Re: Parte 1 — Bem-vindos a Campodouro

Mensagem por Tiagoriebir » 26 Mar 2018, 23:12

Anahera
— Aqui está, garota — a velha estendia dois embrulhos para a clériga. — Este é para o primeiro momento de queimadura. Passe antes de limpar e espere alguns instantes. Vai borbulhar e encher de pus. Enquanto isso você mistura este aqui com água — apontou para o segundo embrulho — Limpe tudo e passe isso, para evitar inflamação. Um chá de hortelã com flor de sabugueiro vai ajudar, caso a... vítima fique com febre.

A velha esperou Anahera guardar as coisas e fazer qualquer pergunta que tivesse. Depois, dirigiu-se à porta, levando a jovem curandeira consigo.

— Vamos, preciso voltar ao festival. Aldir quer que eu esteja lá.
OFF
Marlon, por conta dos unguentos recebidos, Anahera tem H+1 para as próximas três vezes que for tratar um ferimento causado por queimaduras (adicionado na sua ficha). Isso vale tanto para usos normais da perícia Medicina quanto para magias de cura. Você precisa declarar que vai usar este benefício, quando o fizer.
Caelynn e Dream
Quando a dupla se aproximou do soldado, a dificuldade de Caelynn em precisar a idade dos humanos se fez presente. De toda forma, ela pode notar que o homem já era um guerreiro experiente. Dentre várias cicatrizes menores, uma grande marca cortava o rosto da sobrancelha esquerda até a ponta esquerda do lábio. O olho não parecia ter sido atingido.
Caelynn escreveu:- Como vai soldado? - soltou, não era boa naquilo, mas na pior das hipóteses não descobriria nada - Muita gente, não? É quase certo que haja pelo menos alguma confusão, não acha?
O soldado mediu a elfa por um instante, e então respondeu.
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— Espero que esteja errada, elfa.
O tom do homem era sério, mas receptivo. Pareceu à elfa que agradava ao homem dirigir-se a outra combatente, em meio a tantos plebeus. Mesmo assim ele intercalava o olhar entre prestar atenção à elfa e cuidar do ambiente.

— Exceto por um ou outro que bebem demais e ganham valentia — os olhos do soldado voltaram-se para os homens à frente da taverna por um instante —, todos nessa vila são pacíficos. Se acontecesse algo, apostaria meu dente de ouro que a causa seria alguém de fora. De qualquer forma, até agora tudo pareceu transcorrer bem durante o dia. Você e seu amigo fada vêm de onde?

A última pergunta havia sido feita enquanto Dream se aproximava, trazendo consigo algumas especiarias e bebidas que fazia levitar com magia, deixando alguns aldeões maravilhados.
Dream escreveu:- Srta Caelyn, Sr. Soldado, trouxe-vos uns tira gostos... uma caricia para o estomago. Sirvam-se por favor!!
— Eu agradeço, pequeno amigo, mas estou em serviço. Se o almofadinha do sir Loric me pega bebendo, vai fazer uma de suas cenas.
OFF
Dice, durante esta cena Dream começou a sentir algo com o que está acostumado: a sensação de que logo mudará de forma. O crepúsculo está avançando e em cerca de meia hora será noite, e você se transformará em Nightmare. Pode incluir esta sensação em sua próxima postagem, e se vai fazer algo a respeito.
Borys
Não foi difícil chegar à parte de trás do palco. "Camarim" não era exatamente como Borys descreveria aquele espaço, por conta da simplicidade. Mas ao menos parecia bem arrumado. Quatro goblins iam e vinham, atribulados, guardando equipamentos, desmontando banquinhos e fazendo outras atividades, enquanto, em uma mesinha mais ao fundo, outros dois goblins sentavam-se com o fabuloso Otker e Dillianna, a dançarina.

— Ora, mas quem temos aqui senão Borys, o Ghondrimm em pessoa!

Otker, que estava sentado de frente para quem entrasse no camarim, levantou-se de pronto para apertar a mão de Borys. Ele agora não tinha máscara. Seu rosto era feio e verruguento. O meio-elfo havia herdado os piores aspectos físicos de seu parentesco humano.

— Muito prazer! Sou Otker, um admirador de seu trabalho! Estive em suas duas últimas apresentações na Baixa Vila de Lena, em Valkaria. Permita-me dizer que há poucos como você. O sotaque e riqueza culturais de seu povo destacam-se. A cultura ghondrimm deveria ser mais dvulgada pelo continente e...

— Otker, vá com calma — riu a dançarina, enquanto levantava-se, graciosa, da cadeira — Dessa maneira vai acabar tirando o fôlego de nosso recém-chegado antes mesmo que ele possa falar. E tenho curiosidade de ouvir este sotaque de que tanto fala.

A moça se aproximou e ofereceu a mão. Mesmo a cultura extensa de Borys parecia incapaz de dizer o quanto aquela moça era ainda mais bela, vista de perto.

— Dillianna, dançarina, ao seu dispor. Notei que estava no público de minha apresentação. Na hora vi que certamente não era um aldeão, mas não sabia que se tratava do bardo que acompanha o conde Goretzka. É um prazer.

— Venha, sente-se conosco — Otker exclamou, assim que se apresentaram, puxando uma cadeira da mesinha. Estes são Siforoso e Baratuxa, dois dos nossos assistentes. — Duas vozinhas esganiçadas cumprimentaram o bardo com um "olá" simpático. — Você bebe algo? Receio que não temos variedade aqui, mas certamente pode relaxar até logo mais, quando terá início sua apresentação.


Goretzka
Goretzka escreveu:— Lady Branda tem razão. Fomos pegos desprevenidos da última vez e sabemos muito bem como a história terminou. Nossa geração passou muito tempo em inatividade política. Agora está acontecendo de tudo em todos os lugares. Se eu puder ajudar em alguma coisa em relação ao forte, podemos conversar mais sobre isso. Gostaria de verificar as instalações e ver como as coisas estão funcionando. Falarei com o conselheiro Marchi sobre o assunto. Afinal, também é minha responsabilidade a vigília da fronteira com Yuden.
— Agradeço sua preocupação, meu bom conde. Amanhã mesmo visitaremos o forte, e poderá ver a antiga construção de madeira e a fundação da estrutura de pedra. Novos trabalhadores virão no próximo mês também. Incluindo alguns homens de Terra Nova, o condado de seu amigo.
Goretzka escreveu:— Noto que sua perna está incomodando demais, amigo. Talvez algo mais do que a idade esteja a afetando. Tenho uma curandeira muito boa comigo, ela está ajudando nos tratos da doença do pequeno Enzo. Foi a única que conseguiu estabilizar a condição dele. Se quiser, posso pedir pra ela dar uma olhada na sua perna.
— Embora tenha certeza de que o problema é esta veste velha, esfarrapada e cansada que chamo de corpo, aceitarei sua oferta. A velha Sovnya, nossa curandeira, diz que não há solução para a velhice, a não ser aliviar um pouco as dores. Mas uma segunda opinião animadora viria bem a calhar. Se amanhã, após a visita ao Forte, eu não estiver muito cansado, verei sua curandeira.
Goretzka escreveu:— Confio no seu julgamento. Ficarei de olho em Sir Loric nos próximos dias. Tenho dois filhos que em breve terão idade para tomar decisões pela família e talvez eu possa tirar proveito dessa situação. E, falando em filhos, sua filha me pareceu encantadora. Já está na idade para se casar também, não é?
Os olhos do homem brilharam de orgulho.
— Ah, Valerie. Está linda, não? Vocês sabem, ela é tudo o que me restou de Matildhe... E como tem sido forte desde então. Cuidou de mim. Cuida dos seus afazeres e preocupa-se com o futuro desta vila. Ela tem a fibra necessária para governar Campodouro quando eu por os pés no Tribunal de Khalmyr, não tenho dúvida!

Aldir suspirou antes de prosseguir. Não era possível saber se estava retendo uma lágrima. — Sim, está em idade de se casar. A bem da verdade, venho pensando em falar sobre isso com vocês. Aquele seu filho mais velho, o pequeno Leon, é um pouco mais velho que ela e é um bom homem, seguindo carreira como cavaleiro da Ordem dos Libertadores. O que acha de unirmos de uma vez por todas as nossas famílias, velho amigo?


Magnus
— O próprio — respondeu Magnus, sorrindo. Em carne, osso e asas!

— Que espirituoso! — Florine riu. Magnus notou que isso fez com que Loric ficasse ainda mais azedo.

— Com licença, milady. Tenho assuntos a tratar — o cavaleiro pomposo fez uma reverência à arqueira, retirando-se para fora da tenda em seguida.

— Ah... Certo, até mais, Loric.
OFF
Magnus, você notou que a Florine está totalmente na sua, e Loric está com ciúmes por isso.
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