Parte 9 — A Floresta dos Basiliscos

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João Paulo
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Re: Parte 9 — A Floresta dos Basiliscos

Mensagem por João Paulo » 03 Nov 2018, 22:43

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Finalmente o grupo chegou a Tuhinga. Apesar do pouco tempo de estrada, muita coisa aconteceu nas últimas horas. Mas ao ver o estado de Anahera, Goretzka sabia que não poderiam perder tempo.
Minsk escreveu:– O que faremos, meu senhor?
– Não temos tempo a perder. Iremos em direção ao vigia, sem firulas, para que ele saiba que não somos hostis. – Então dirigiu-se para Anahera – Quando a você, cubra-se com o máximo de panos que tivermos, não podemos deixar que percebam que está infectada.

O plano era simples. Entrar em Tuhinga, colher relatos recentes do que se passou na vila, procurar abrigo para os cavalos e partir. Não poderiam perder tempo ali e não havia tempo para joguetes.

– Sou um nobre conhecido no reino. Minha presença deve bastar pra tirar parte da atenção de vocês. Eu vou na frente.

E então o Conde Goretzka partiu em direção ao vigia.

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John Lessard
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Re: Parte 9 — A Floresta dos Basiliscos

Mensagem por John Lessard » 05 Nov 2018, 13:14

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Apesar de descansados, Caelynn se preocupava com Anahera. A elfa, entretanto, não sabia o que dizer. "Irá ficar tudo bem?", conhecia a curadeira o suficiente para saber que isso soaria muito mais com uma mentira. Deixou os ombros caírem, assentiu para o conde quando viram a cidade. O homem estava certo, não poderia perder mais tempo e desejou do fundo de sua alma que não encontrassem problemas naquele lugarejo no meio do nada.
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Tiagoriebir
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Re: Parte 9 — A Floresta dos Basiliscos

Mensagem por Tiagoriebir » 05 Nov 2018, 20:30

O Vilarejo de Tuhinga
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Com o conde à frente, o grupo decidiu se apresentar de forma direta. Avançaram pântano a dentro, rumo à aglomeração de casas. Tinham água pantanosa à altura dos joelhos quando o vigia os avistou, rapidamente fazendo um sinal sonoro, para alertar outro guarda, que se aproximou. Ambos tinham lanças. O grupo pode notar outros dois guardas portando arcos em uma construção mais alta. Todos esquadrinhavam o grupo.

— Podem parar aí — ordenou um dos guardas, em um valkar muito carregado, difícil de entender. O que querem aqui?

— Apenas um lugar para abrigar nossos cavalos — Goretzka respondeu, erguendo as mãos vazias. — Não queremos nem trazemos problemas.

— Isso quem decide somos nós — o homem fungou. Goretzka notou que não pareciam impressionados com sua presença ou pelo brasão que ostentava no peito da armadura. Aqueles homens não o conheciam. — Porque querem deixar aqui seus cavalos?

— Precisamos coletar algumas ervas que nascem no coração da floresta — o conde optou pela honestidade. Não tinham tempo a perder. — Nossos cavalos nos atrapalhariam. Nos disseram que vocês são um vilarejo pacífico, em quem podemos confiar nossas montarias até voltarmos.

— Quem nos disse isso foi Raimer, o caçador — lembrou Vladimir, entrando na conversa. — Ele também nos disse para falarmos com Zelai.

— Raimer, heh? — O homem fungou mais uma vez, coçando a barba por fazer, sobre o queixo quadrado. — Você — ele se dirigiu ao guarda a seu lado. — Chame a Anahk Zelai.

Após alguns momentos, uma mulher apareceu na passarela. Ela era naturalmente atraente, perto da meia idade, com cabelo grosso e muito escuro, e um largo sorriso. Ela vestia roupas simples e tinha uma grande cobra em seus ombros.

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— Sou Zelai, a Anahk da aldeia de Tuhinga. São amigos de Raimer, então? — O sotaque da mulher era muito menos carregado.

Goretzka não conhecia muito sobre os dialetos bárbaros da região, mas sabia o suficiente para entender que "Anahk" era um título de chefia. Estavam lidando com a governante do vilarejo. Quando viu a mulher, ele começou a desconfiar sobre o quão conhecidos ela e Raimer seriam.

— Raimer pediu para dizer que nos avisou a não beber o vinho — o conde respondeu, em tom menos formal.

A mulher riu.

— Raimer nunca conseguiu gostar de nosso vinho selvagem — ela disse, ainda com o sorriso nos lábios. — Me disseram que vocês querem lugar para os cavalos, certo? Venham comigo. Vamos discutir negócios em minha casa, não aqui fora, no frio e na chuva.

O grupo seguiu a mulher, que os guiou por entre algumas passarelas, até chegarem a uma das casas, não muito maior que as demais. Os dois guardas que acompanharam a retaguarda da comitiva fizeram um cumprimento à Zelai, antes de voltarem para seus postos.

Dentro do local, Zelai se acomodou no que poderia ser considerado uma varanda, uma parte aberta de sua cabana que dá para o pântano. Acomoda-se a uma pequena mesa com uma garrafa de cerâmica de vinho selvagem e dois pequenos copos. Sua cobra se enrola em seu colo e ela convida Goretzka para se sentar com ela à mesa, indicando almofadas para os demais.

— Conheço esse seu símbolo. Já ouvi falar de você — ela começa, com um sorriso. Você é um líder dentre os povos ditos civilizados. Estou disposta a permitir que seus cavalos fiquem no vilarejo, mas quero saber o que podem me dar em troca.

Goretzka senta-se no lugar indicado e, quando começa a falar, é interrompido pela mulher.

— Um último detalhe. — Ela serviu o vinho nos dois copos. Estamos em Tuhinga, e as negociações aqui se dão ao modo de Tuhinga: regadas ao nosso vinho.

Ela bebeu todo o conteúdo de seu próprio copo de uma só vez. Então deslizou o outro copo em direção a Goretzka, em um sinal claro de que aguardava que ele fizesse o mesmo.

OFF
• Como houve atraso na postagem da Caelynn, eu recebo +1 PF, ficando com 4 PFs no total.

• A negociação será uma série de testes, que serão resolvidos em off, via Telegram. Aguardem definirmos isso por lá para postarem.

• De toda forma, quando postarem, vocês podem incluir ações e comentários retroativos, relacionados às cenas dessa postagem.

• O período para resolvermos os testes estendidos e vocês postarem sem perda de PFs é 08/11. A próxima atualização será em 09/11.
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Armageddon
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Re: Parte 9 — A Floresta dos Basiliscos

Mensagem por Armageddon » 05 Nov 2018, 20:35

Negociações e discussões não interessavam à Anahera de forma alguma, mas sabia que o Conde cumpriria seu papel. Permaneceu à distância, tentando ocultar-se ao máximo por detrás dos andrajos que vestia. Devido a doença, quanto mais quieta conseguisse ficar, melhor para todos.
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Padre Judas
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Vladimir Minsk XI

Mensagem por Padre Judas » 07 Nov 2018, 07:36

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A vila era suja e úmida, Vladimir notou como o povo daquela terra era primitivo e se diferenciava dos bárbaros por muito pouco. Perguntou-se se ao menos sabiam ler.

Se estivessem em Kor Kovith, tudo seria diferente. Os minskianos eram mais abertos e tolerantes ao diferente que os yudenianos, mas não suportavam a selvageria. Em sua terra natal os bárbaros haviam sido civilizados e integrados, seus costumes sendo unidos aos costumes dos colonos de Arton-sul, dando origem às tradições modernas. Mas ali os selvagens permaneciam à parte. Os yudenianos eram racistas, xenofóbicos, mas o deheonitas eram moles demais. Pelo bem das futuras gerações dos povos bárbaros, Campodouro deveria submeter as tribos de modo definitivo e introduzi-los à Civilização.

O costume de beber para celebrar um acordo, é claro, era algo plenamente aceitável – mesmo que o vinho fosse ruim. Mas vinho podia ser refinado se seus produtores estudassem e ampliassem os limites de suas técnicas no cultivo das uvas e na produção da bebida. O cavaleiro decidiu não beber, pois precisava se manter alerta e lembrava-se claramente do conselho do caçador. Permaneceu de lado, em pé, os braços cruzados, mas pronto pra briga – se fosse preciso.

Felizmente tudo terminou do melhor modo, o Conde conseguiu negociar com sucesso e tudo terminou bem.
Vladimir Minsk XI
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– Seria bom ampliar nossas provisões, meu senhor. Talvez eles tenham algo aqui que possa ser útil em nossa missão – que também é de seu interesse, diga-se.
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João Paulo
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Re: Parte 9 — A Floresta dos Basiliscos

Mensagem por João Paulo » 07 Nov 2018, 21:24

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— Obrigado — o Conde segurou o copo e engoliu seu conteúdo de uma vez. E logo isso provou-se ser um erro.

A bebida era muito mais forte do que o conde previa. Não tinha o hábito de beber, o fazia geralmente em eventos da nobreza, mas só o suficiente para socializar. A ideia de não estar plenamente capaz dos seus sentidos não agravada o conde.

— E então, temos quatro cavalos e uma carroça. Você teria condições de guardá-los por um tempo. Seriam poucos dias. Se sim, qual o preço?

Quando Zelai colocou o copo na mesa, notou que a bebida desceu mais forte que o normal. Talvez beber pela manhã já não devesse mais fazer parte de sua rotina.
Zelai escreveu:- Vi que vocês trazem muita caça na carroça, mais do que necessitariam. Posso cuidar dos animais em troca da carga dos animais - respondeu, enquanto servia mais uma rodada de vinho selvagem.

A carga não tinha muito valor para o grupo, mas certamente para Zelaia e seu povo sim. Por isso o Conde não poderia entregar tudo na primeira tratativa.

— Temos sim, como você pôde ver. Mas vamos passar pouco tempo aqui. Acredito que esteja pedindo muito por pouco serviço — dessa vez preparado, bebeu mais uma dose do vinho, que pareceu descer mais suave.

Zelai sorriu, com os olhos um pouco mais cerrados. Goretzka notou que a bebida já causava certo efeito nela.
Zelai escreveu:— Você fala como se não fosse cuidado algum.... Seus cavalos ficarão em segurança para quando voltarem... Além disso a caça diminuiu e... Ah, quer saber? Vamos fechar com metade da carga e não discutimos mais isso. Aí já vamos comer algo, que não foi uma boa ideia beber de estômago vazio.
A serpente sibilou no colo da mulher sorridente, como se concordando com a declaração.

— Trato feito — bebeu mais uma dose o vinho, o que provou ser um grande erro e que talvez justificasse a impaciência de Zelai com a negociação — Agradeço muito pela ajuda.

Antes que a Zelai se levantasse, entretanto, o conde arriscou.

— Por que a cidade estava tão guarnecida? Aconteceu algo recentemente?

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John Lessard
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Re: Parte 9 — A Floresta dos Basiliscos

Mensagem por John Lessard » 08 Nov 2018, 11:41

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Caelynn preferiu ficar do lado de fora durante as negociações, após partirem do acampamento após descansarem e comerem, a caminhada havia sido difícil e atravessar o lodaçal só serviu para piorar seu humor. Analisou o ambiente, enquanto esperava. Prestou atenção aos guardas, principalmente aos arqueiros. Os encarou, sustentando o olhar até o conde retornar e dizer que havia conseguido um acordo. Não perguntaria os termos, não entendia muito bem disso e não entraria nesse mérito. Acenou para Vladimir com a cabeça, concordando com o ponto levantado e esperando que partissem o quanto antes.
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Tiagoriebir
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Re: Parte 9 — A Floresta dos Basiliscos

Mensagem por Tiagoriebir » 10 Nov 2018, 14:41

A negociação correu bem para o grupo, com o conde provando mais uma vez o quanto era hábil em lidar com palavras e pessoas. Nem mesmo a inclusão da forte bebida produzida naquele vilarejo fora capaz de abalar sua habilidade. Anahk Zelai, por outro lado, sorria com o brilho de quem já estava um pouco alterado pela bebida. Goretzka refletiu se tudo aquilo não havia sido um pretexto para que ela bebesse já pela manhã, mas afastou os pensamentos quando a senhora de Tuhinga os convidou para acompanhá-la em uma refeição. O conde aceitou pelo grupo, tendo em vista que em muitos lugares era considerado ofensivo recusar comida, mas salientou que eles estavam apressados. A mulher concordou e chamou dois homens para levarem os cavalos aos estábulo, deixando claro que fossem bem cuidados, então, trazendo sua pesada cobra aos ombros, os guiou para a sala ao lado, onde uma mesa grande o suficiente para comportar todos os presentes os esperava. Alguns criados trouxeram frutas exóticas, mel de abelha-grifo e leite.

Assim que estavam todos assentados, o conde retomou a palavra.
— Por que a cidade estava tão guarnecida? Aconteceu algo recentemente?
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— Esta é nossa guarnição padrão, senhor conde — a mulher desfez o sorriso enquanto falava, mas mantinha um tom agradável na voz. — Existem muitos povoados bárbaros na Floresta dos Basiliscos. Alguns são aliados, mas nem todos. Há também bandos nômades, que atacam vilrejos menores, matam a todos, usam todos os recursos e partem para o próximo saque. Tuhinga é forte, mas precisamos manter vigilância constante para nos prevenir de ataques.

— Além disso, há rumores recentes na floresta sobre homens enlouquecidos, doentes, com força maior que a de muitos guerreiros juntos. Eu mesma não dava crédito a esses boatos, mas pessoas de confiança, como o próprio Raimer, que vocês conhecem, me relataram terem visto alguns destes seres. Desde então, estamos também de olho nisso.

Ao ouvir a menção à doença, Anahera engole em seco e puxa discretamente seu capuz um pouco mais sobre o rosto, mas mantém o olhar firme sobre a mesa.

Vladimir faz uma pergunta ao conde sobre possíveis provisões, no que é apoiado por Caelynn. Zelai percebe e se intromete, antes que o conde possa formular a questão.

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— Podemos fornecer algumas provisões, com a devida negociação — essa última palavra fez retornar um sorriso divertido aos lábios da bela mulher, enquanto olhava para Goretzka. — Mas me pergunto. O que vocês pretender fazer rumo ao coração da Floresta, em um tempo chuvoso como esse? Porque têm tanta pressa?
OFF
• Como houve atraso da minha parte, +1 PF para todos, já computados em suas fichas.
• Goretzka gastou 1 PE e 1 PF durante a negociação, que foi um sucesso para o grupo: Zelai aceitou cuidar dos cavalos pela metade da carga de caça que o grupo carregava na carroça.
• Vocês têm até 13/11 para postar sua resposta sem perda de PFs. A próxima atualização será em 14/11.
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Padre Judas
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Vladimir Minsk XI

Mensagem por Padre Judas » 10 Nov 2018, 14:59

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Pelo menos eles podem comer alguma coisa. Vladimir fica um preocupado quando ela faz referência aos doentes e dá uma olhada discreta para Anahera. Quando Zelai pergunta sobre seu objetivo, o kovithiano não se incomoda de responder, após um gole da bebida forte.
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– Temos razões para crer que um bando de bruxos é responsável pela praga. Campodouro foi atacada por um bando destes nômades transtornados e estamos indo atrás da cura, pelo bem de todos.
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Re: Parte 9 — A Floresta dos Basiliscos

Mensagem por Tiagoriebir » 10 Nov 2018, 17:05

Zelai fez um gesto positivo com a cabeça, mas seus olhos refletiam dúvida.

— Bruxos.. criaturas malignas que fazem pactos com entidades ainda piores. Tenho nojo dessa raça — cuspiu no chão. — Então vocês sabem o que é capaz de curar esta doença? A cura está no coração da Floresta?
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