A Busca por Kalamar [Finalizado]

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John Lessard
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A Busca por Kalamar [Finalizado]

Mensagem por John Lessard » 12 Nov 2018, 13:41

Parte 1 - O Encontro dos Heróis

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Valkaria é a capital de Deheon, lar da gigantesca estátua da deusa da humanidade, que curiosamente (ou nem tanto) também dá nome a cidade. Por algum motivo, entretanto, todos seus devotos possuem seus poderes limitados ao território do reino, fora de suas fronteiras seus clérigos e paladinos perdem os poderes e são taxados de charlatões. Ninguém sabe os reais motivos disso, ou pelo menos, quase ninguém.

Recentemente, os clérigos de Valkaria sofreram com a morte repentina de Ghellen Brighstaff, seu sumo-sacerdote. Poucos antes disso, no entanto, sabendo do destino que se aproximava, Ghellen havia começado a treinar um sucessor. Hennd Kalamar, filho de Haggen Kalamar, era o escolhido. Desde sua infância estava destinado a ser o sucessor de Gellen. O futuro clérigo máximo de Valkaria foi levado à Caverna do Saber, em Yuden, para receber do Helladarion uma notícia poderosa, destinada apenas ao sumo-sacerdote.

A morte repentina de Ghellen acabou acelerando o treinamento de Hennd. Hoje, embora não tenha sido oficialmente consagrado sumo-sacerdote, o jovem é respeitado por todos como tal. Hennd Kalamar partiu, então, da capital de Deheon sozinho, em uma viagem de autoconhecimento em busca de sua fé. Porém, nunca mais foi visto.

Dois pajens da igreja de Valkaria, entretanto, receberam uma mensagem do clérigo, para que o encontrasse num entreposto comercial ao sul de Valkaria, mas vários dias se passaram e não houve retorno de nenhum deles, o que preocupou o alto círculo da Igreja da Ambição, que preocupados, usaram de todos seus recursos para contatarem heróis poderosos para seguirem até o local de encontro e buscarem informações, e se fosse o caso, continuarem a investigação de lá. Deveriam resgatar Kalamar e os pajens, ou ao menos trazerem a notícia de sua morte.

Munidos então de cavalos e selas concedidos pelos devotos de Valkaria, o recém-formado grupo, encontrados pela capital partiu em direção ao sul, com promessa é claro, de uma boa recompensa. No final do oitavo dia, perto do anoitecer, enquanto uma chuva torrencial caia e encharcava suas vestes, avistaram pontos luminosos pendurados na escuridão, logo, com a luz dos relâmpagos, avistaram a silhueta do entreposto comercial.
Fichas e Inventário:

Klaire Ishtall: <> PV: 105/105; CA: 20/20; PM: 40/40; PE: 0/0; PA: 1 <> Condição:
Katarina Minsk:<> PV: 114/114; CA: 30/30; PM: 0/0; PE: 0/0; PA: 2 <> Condição:
Daemon Vaecaesin: <> PV: 63/63; CA: 26/26; PM: 24/24; PE: 6/6; PA: 1 <> Condição:
York: <> PV: 53/53; CA: 27/27; PM: 0/0; PE: 0/0; PA: 1 <> Condição:
Bulgrimm Deepforge: <> PV: 100/100; CA: 27/27; PM: 38/38; PE: 0/0; PA: 1 <> Condição: <> Magias Preparadas:
Editado pela última vez por John Lessard em 25 Mar 2019, 07:25, em um total de 1 vez.
Personagens em Pbfs:
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Padre Judas
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KATARINA MINSK

Mensagem por Padre Judas » 18 Nov 2018, 16:58

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Katarina estava em uma taverna na Baixa Vila de Lena. Vestia apenas uma camisa de botões e mangas curtas, bem justa, expondo os grandes seios através do decoto generoso, além de calças – deixara a armadura e o escudo no quarto, mas a espada pendia a tiracolo. Era ruiva, alta e forte e seus olhos pareciam esmeraldas. Uma moça sentava-se em seu colo e servia-lhe cerveja. Ela bebeu com gosto e riu alto. Foi quando um mensageiro aproximou-se da mesa e lhe deu um envelope lacrado. O selo trazia a efígie de Valkaria, na posição clássica da estátua.
Katarina Minsk
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– Com licença querida, preciso ver isso.
Abriu o envelope com a ajuda da adaga e leu cuidadosamente o conteúdo.
Katarina Minsk
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– É, parece que os sacerdotes de Valkaria querem minha ajuda. Novamente. Bom, eles pagam bem. Ok, boneca, traga mais cerveja!
Já fazia anos desde que deixara sua casa em Kor Kovith e viajava pelo Reinado cumprindo as mais diversas missões – muitas delas para a Igreja de Valkaria. Não fora à toa que acabara adotando a cidade como base – era um lugar onde a aventura corria fácil. Mesmo sua principal “concorrente”, Malpetrim, não conseguia alcançar o esplendor e potencial para problemas que aquela cidade abençoada pela Deusa da Ambição possuía. Problemas que aventureiros como ela estavam prontos para resolver. Era uma vida de desafios – e diversão.

É claro, o dinheiro era bom também. A jovem sorriu e bebeu sua taça de uma vez.

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E agora ali estavam. O desaparecimento de Hennd Kalamar era tratado com discrição, mas já se ouvia nas ruas boatos sobre isso. Katarina entendia completamente a gravidade daquela missão em relação a outras. Uma coisa era se infiltrar em Khalifor para obter informações sobre a Aliança Negra, outra bem diferente era encontrar o próprio sumo-sacerdote, que havia sido sequestrado. Bem, não era exatamente o sumo-sacerdote. Ainda. Mas todos sabiam que o rapaz seria o próximo representante de Valkaria no mundo. SE sobrevivesse, claro.

Chovia pesado e Katarina protegia o rosto o melhor que podia com o capuz da capa.
Katarina Minsk
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– Parece que finalmente chegamos, pessoal! Vai ser bom sair da chuva e nos esquentarmos um pouco!
Olhou para os companheiros recentes. Aventureiros experientes estavam acostumados com a alta rotatividade – colegas afastavam-se, aposentavam-se... morriam. Sempre havia novos rostos, novos maneirismos a absorver e aprender a lidar – ou não. Às vezes o confronto de gênios tornava a convivência tão insuportável que era melhor partir antes de ocorrer um crime.

Lembrou-se saudosa de alguns antigos companheiros. Kallyan era um jovem feiticeiro que insistia em flertar com ela, apesar da guerreira deixar claro que não estava interessada. Tyr era um espertinho que a esta altura devia estar ganhando uma grana preta com aquele banco em Vectora. E Aslam... suspirou. Lembrar de Aslam era doloroso, o anão cruzado de Keenn devia agora estar lutando sua eterna guerra no reino de Werra e ela rezava para que estivesse feliz. Era melhor lembrar de Ayodele, a mulher cuja pele de ébano a excitara desde o começo. As duas ficaram juntas por muito tempo antes da sacerdotisa precisar voltar pra casa. Katarina teria ido com ela, mas a moça insistiu que “precisava resolver isso sozinha”. Minsk bufou novamente, ainda ficava irritada. Devia tê-la seguido à força, mas não era de seu feitio correr atrás de mulher – seu orgulho as separara, no fim das contas.

Voltou a encarar os novos companheiros. Klaire, a qareen, tinha a pele escura como Ayo – embora em um tom um pouco mais claro. Muito bonita, de fato. Katarina sorriu quando seus olhares se cruzaram.

Olhou para as luzes e voltou a focar na missão. Além do clérigo, os pajens também haviam desaparecido e eram igualmente alvo de resgate.
Katarina Minsk
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– Vamos acelerar um pouco, quero sair deste aguaceiro.
BAÚ DO JUDAS
JUDASVERSO

Alexander: Witch Slayer [Kaito_Sensei]
Dahllila: Relíquias de Brachian [John Lessard, TRPG]
Jonz: Tormenta do Rei da Tempestade [John Lessard, D&D5E]
Syrion: Playtest T20 [Aquila]
Takaharu Kumoeda: Crônicas do IdJ [Aquila]
Yellow: Defensores de Mega City [John Lessard]

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Lord Seph
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Re: A Busca por Kalamar

Mensagem por Lord Seph » 18 Nov 2018, 17:43

Klaire estava em Valkaria faziam 5 anos. Visitar a Academia Arcana e conhecer um novo mundo de pessoas faziam Klaire se sentir nos céus, e graças a Pucky, uma fada comerciante, era isso que ocorria mesmo.

Não era raro apostarem corrida perto da estátua da deusa da humanidade, e não raro recebia espirros dos sacerdotes por isso.

Mas ninguém podia ficar zangado com um espírito livre que não se importava em ajudar as pessoas, fosse um Nobre Humano ou um sujo Goblin.

Então veio a carta, a Igreja de Valkaria pedia sua ajuda e Klaire não conseguia dizer não.

Um grupo se formou, rostos e nomes novos.

- Sou Klaire Ishtall, Feiticeira abençoada com alguns dos divinos. Será um prazer trabalhar com vocês.

Klaire fala com um sorriso enquanto todos se preparavam.

Explicou do que era capaz e como poderia agir e esperou que os demais também lhe falassem de suas estratégias, mas sem ser muito irritante ou intrometida.

Grupos novos eram assim, e Klaire amava aquilo.

Então estavam a postos indo em direção a missão no fim e uma nova aventura se iniciava.

- Sim, vamos sair dessa chuva, ou pegaremos um resfriado.

Klaire sorria, pois amava a chuva e todos os elementos que o compunha.
Melhor queimar do que apagar aos poucos.
-Neil Young.
o lema dos 3D&Tistas
"-seremos o ultimo foco de resistência do sistema"
Warrior 25/ Dark Knight 10/ Demi-God.

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Aldenor
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Re: A Busca por Kalamar

Mensagem por Aldenor » 18 Nov 2018, 20:28

Daemon chegava à Vila Élfica depois de breves anos em aventuras.

Desde que partira em 1394 com o objetivo de conhecer o máximo que pudesse do mundo, suas histórias e sua magia, o herdeiro dos Vaecaesin não pisara mais em Valkaria, nem em sua morada. Foram 6 anos se envolvendo com toda sorte de aventureiro, mercenário, combatendo goblinoides, desbravando masmorras, lutando contra tiranos e cultistas de deuses malignos e supostamente mortos.

Porém, para um elfo, 6 anos é muito pouco. A Vila Élfica continuava dolorosamente um arremedo do que um dia fora Lenórienn, com elfos embriagados em tavernas sujas, elfos dormindo na sarjeta como mendigos e aqueles que se perderam para a vida de crimes, trabalhando para humanos e, pior, outros goblins. Daemon, entretanto, não tinha receio do que encontraria em casa.
Daemon
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<Daeron, cheguei>.
Falar a língua de Glórienn tinha um sabor especial, podia se sentir ele mesmo ao pronunciá-las. Daemon jogou sua mochila no chão, desafivelando o cinto de Anavelaro e Anaveler. Pegou uma banana da cesta de frutas e foi descascando-a sentindo o prazer de comer uma fruta saborosa depois de algum tempo. A vida na estrada não era dada às mordomias e havia dias que a fome só podia ser combatida com carne velha e biscoitos duros.

Caminhando até o quintal interno, Daemon viu seu irmão mais novo lendo um livro deitado em uma rede, balançando entre os dois carvalhos. O quintal estava impecavelmente limpo, varrido, as folhas recolhidas, a grama cortada. Daeron era muito cuidadoso com a casa e Daemon era muito grato a ele. Durante os anos difíceis em que as lembranças da Infinita Guerra eram palpáveis, Daemon não conseguia sair de casa, mal conseguia comer e beber. Seu irmão cuidava de tudo.
Daeron
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<Oh, você chegou, irmão. Faz algum tempo...>
Daemon sorriu e abraçou o irmão. Seis anos para um elfo não são nada, mas Daeron crescia rápido. Estava com um olhar ligeiro e experiente. Devia ser o contato constante com os humanos de Valkaria.
Daeron
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<Nem tanto assim, Daeron. Nem tanto assim... mas vejo que continua um belo trabalho. Só tenho a agradecer a você. Agora pretendo ficar e descansar, passar um tempo com você e te contar minhas histórias.>
Era um plano perfeito. Mesmo que brevemente, Daemon assimilou rapidamente o tempo humano e viveu intensamente nestes seis anos. Uma nova vida no continente norte precisava de cor e histórias não faltavam mais. Viveu mais de duzentos anos em Lamnor, mas nestes últimos quinze em Ramnor foram tão vívidos quanto. Daeron sorriu de volta. Seu irmão ainda tinha a resquícios de inocência, mas aos poucos seus traços se tornavam mais adultos e em breve, Daemon temia, ele buscaria seu rumo como um aventureiro.

A noite, jantaram e Daemon acabou preferindo ouvir mais as peripécias de Daeron em Valkaria do que contar suas próprias histórias. A noite esfriou um pouco, mas antes de se retirarem para dormir, Daeron lhe entregou um envelope lacrado. O selo trazia a efígie de Valkaria. Daemon demorou um pouco olhando para seu irmão, ignorando o envelope.
Daemon
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<Por que não...>
Daeron
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Não teríamos conversado em paz, meu irmão.
Era a primeira vez que ouvira Daeron falar na língua dos humanos. Daemon abriu o envelope e leu a carta rapidamente.
Daemon
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É algo sério.
Era estranho falar em valkar com ele.
Daeron
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Sempre é, eu entendo.
Daemon
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Eu fiz amizade com os Patrulheiros da Deusa, quando passei pela Mata dos Galhos Partidos, deve ser por isso que recebi a convocação da Igreja de Valkaria.
Daeron
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Não foi um servo quem entregou o envelope. Foi um sacerdote com uma comitiva. Para pessoas importantes assim virem até a Vila, tem que ser importante. E imagino que urgente. Afinal, humanos são...
Daemon
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... muito apressados. É, eu sei.
E assim, foram dormir.

***

Daemon apresentou-se à Igreja de Valkaria preparado para partir. Tinha sua armadura de cota de malha feita de mitral, revestida de magia, em uma bela coloração prateada. Por cima dela, uma jaqueta prata-fosco com adereços que imitavam folhas e decorações douradas. Em suas costas, uma enorme mochila pesada, rudimentar, carregando todas suas tranqueiras de aventura. Também nas costas estava seu arco feito de carvalho com cordas firmes e uma das aljavas (a outra estava dentro da mochila). Na cintura, trajava um cinto fechado por uma fivela em formato de uma folha esverdeada, onde duas espadas jaziam embainhadas em cada lado. Eram de lâmina longa que brilhavam levemente em tons de azul claro.

A Igreja convocou outros quatro notáveis aventureiros: uma guerreira belicosa, de espírito tipicamente humano chamada Katarina Minsk, de Yuden. Daemon sabia da animosidade entre os reinos mais importantes do Reinado e por isso ficou surpreso com a presença dela. E mais surpreso por ela ser de uma família de devotos de Khalmyr e não Keenn. E ainda muito mais surpreso por ela mesma ser devota de Valkaria.
Daemon
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Humanos são mesmo curiosos. Em todos os anos que atravessei Ramnor não encontrei um só sacerdote de Valkaria fora deste reino.
Havia também a qareen conjuradora natural, uma feiticeira de poderes brilhantes e maravilhosos. A belíssima Klaire Ishtall. Sorria bastante, gesticulava com frequência e tinha um rosto muito juvenil, lembrando um pouco ao seu irmão na inocência. Daeron, entretanto, parecia ter mais peso em seus ombros.
Daemon
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Milady Ishtall, é uma honra para mim conhecer uma qarren como você. Elfos e qareens tem muito em comum, nos daremos muito bem. Quanto às minhas habilidades... bem, sou um espadachim hábil, conjurador arcano experiente e apreciador da natureza.
O outro humano era mais sisudo, quieto e ácido. Um homem que não atendia às suas expectativas da raça. Era amargo e cínico, como se tivesse vivido realmente muito mais do que sua aparência e real idade mostravam. Em um dos dias, ele ofereceu ao grupo uma história de sua vida pregressa. Era um homem divorciado e fora um assassino de organizações nefastas.
Daemon
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Sinto muito por isso, York. Mas o que importa é o presente. O passado e o futuro não existem, temos que lidar apenas com o que é concreto. É assim que eu lido com tudo.
O último membro era um anão. Idoso. E clérigo do mais chato deus do Panteão, Khalmyr! Por Glórienn! Anões já eram ranzinzas e chatos por natureza, já nascem velhos, preocupados com mesquinharia e gananciosos demais atrás de suas joias. Quando Daemon conheceu Bulgrimm Deepforge, não evitou fazer brincadeiras para explorar o lado rabugento dele.
Daemon
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Sabe quando dizem que elfos meditam ao invés de dormir? Eu tento! Mas nem eu consigo meditar com seus roncos, Bulgrimm! No próximo dia eu faço vigia com você. Aí eu poderei te dar dicas para escrever uma carta de amor para a senhora sua esposa e, em troca, você... bem... pode me contar a história desse teu machado brilhante aí. Ele é realmente tão belo que parece uma obra élfica.
***

Oito dias depois, Daemon havia se familiarizado com seus novos colegas. Gostava de incentivar a inocência e a alegria de Klaire lhe contando histórias felizes de sua infância quando tudo era mais fácil e simples. Via em Katarina uma colega de armas, alguém que podia falar de batalhas e campanhas militares. Já com York, tentava incentivá-lo a pensar no agora e a planejar um futuro agradável para si mesmo. Era horrível ver um humano tão jovem tendo vivido incontáveis vidas... E, por último, mas não menos importante, Daemon gostava de deixar Bulgrimm em situações cômicas, colocando um pedaço de pão duro em sua boca quando cochilava depois do almoço, ou escondendo seu medalhão onde Khalmyr, o deus dos chatos estava cravado.

Com sua visão privilegiada - o único a tê-la entre os seus - enxergou o entreposto comercial no horizonte. Um relâmpago deu o vislumbre que os outros precisavam. Andando ao lado de Bulgrimm, Daemon comentou risonho.
Daemon
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Elfos têm a melhor visão. Podemos enxergar até duas vezes mais longe que os humanos, bastando haver uma pequenina fonte de luz... como a lua, as estrelas e relâmpagos. Ei, Bulgrimm, é verdade que anões enxergam tudo em preto e branco?
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Kairazen
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Re: A Busca por Kalamar

Mensagem por Kairazen » 19 Nov 2018, 11:46

Bulgrimm estava em Valkaria descansando de sua ultima aventura, e pensava agora no que fazer, não era mais um jovem, a idade começava a cobrar seu preço, começava a sentir seu machado mais pesado que o normal, em sua mente ele se dividia entre voltar a Doherimm e assumir os negócios da família, mas gostava de se aventurar, sair pelas estradas, combatendo a injustiça e levando a palavra de Khalmyr para onde fosse necessária. Mas então uma carta vinda da Igreja de Valkaria vai faze-lo tomar a decisão:
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Parece que esse mundo ainda precisa de nós amigo - disse ele para o machado
Apos terminar de arrumar as coisas Bulgrimm partiu do templo de Khalmyr, talvez aquela fosse a missão que precisava antes de sua aposentaria

***

O desaparecimento de Hend era algo preocupante, Bulgrimm sabia das limitações que os servos de Valkaria tinham foram de Deheon, encontrou poucos fora da fronteira em suas aventuras, mas sempre os respeitou muito pela coragem de se aventurarem sem os poderes de sua deusa. Esperava encontrar o jovem Hend vivo, ou a igreja de Valkaria sofreria um duro golpe, ele sabia como era ter sua fé abalada, a menos de dois anos, Rhumman a espada de Khalmyr havia sido roubada, e todos os anões sentiram na pele a punição de Khalmyr pelo descuido. Vendo o grupo que foi formado, Bulgrimm se sentiu mais velho ainda, todas as faces eram novas ali, com exceção de York talvez. Daemon parecia ser bem falastrão, Bulgrimm odiava aquilo, costumavam ser os primeiros a morrer, mas pelo bem da missão Bulgrimm achou melhor controlar os nervos:
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Bom meu jovem Daemon, acho melhor procurar por algo para cobrir esses longos ouvidos, talvez ajudem na meditação. Eu escrevo para ela sempre, não preciso de ajuda nisso, mas caso queira saber a historia de Burk-zirak ficarei feliz em conta-la.
***

Apos uma semana de viagem Bulgrimm ja estava se acostumando aos demais, Klaire e Daemon eram os mais felizes ali, Bulgrimm se lembrava de sua juventude, das primeiras aventuras nos subterrâneos, embora nunca tivera um companheiro de viagem tão irritante quanto aquele elfo, York era um homem reservado, mas seu olhar frio mostrava que ele ja tinha visto de tudo na vida, e Katarina era um guerreira como poucas vezes havia visto. Conseguia ver o entreposto, sua visão era meio ruim para ver de longe, mas nada que o impedisse de viajar ou lutar, Daemon como sempre veio puxando papo, falando sobre a excelente visão dos elfos:
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Sim Daemon, preto e branco, uma vez vivendo no subterraneo tivemos que nos virar na escuridão. Poderia dizer que nisso minha visão e mais excelente que sua.

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Maggot
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Re: A Busca por Kalamar

Mensagem por Maggot » 19 Nov 2018, 12:25

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- Ok... Se vamos trabalhar juntos, é melhor eu deixar algumas coisas claras antes que tenhamos mais problemas.
York não se imaginava voltando à se aventurar com grupos tão cedo. Quase sempre acabava em desastre, com duas exceções gloriosas. Com uma caneca feita de porcelana em mãos na qual um líquido escuro de cheiro forte exalava fumaça demonstrando sua elevada temperatura, o homem passou a mão no cabelo preso, e começou a falar, enquanto analisava seus... Companheiros.
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- O nome é York. Quem for de Valkaria definitivamente já ouviu falar de mim e do meu trabalho. Talvez como o Verdugo Valkariano. Ou o Terror dos Goblins. Dos meus seis aos meus dezenove anos eu trabalhei para o crime valkariano. Matei muita gente. Mulheres e crianças também. Só seguia ordens. Deixei isso pra trás. Virei aventureiro. Me casei. Minha vida antiga voltou e matou ela. Virei aventureiro de novo, e dessa vez por uns dez anos. Me casei mais algumas vezes, péssima ideia. Talvez alguém tenha ouvido falar de mim nesse período também. Eu já ouvi falar de alguns de vocês, pelo menos.
Suspirou, tomou um gole do café.
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- Se sabendo isso não quiserem trabalhar comigo, eu entendo. Eu saio daqui, e podem ficar com o dinheiro. Se aceitarem trabalhar comigo, saibam que vou até o fim.
Mais um gole. Odiava falar tanto. Mas já havia tido problemas com companheiros descobrindo sua... carreira depois que o trablho havia começado. Era melhor limpar tudo de uma vez.

Analisou cada um deles. Daemon. Elfo, amigável. Próximo demais. Naqueles oito dias de viagem, tentou motivá-lo à deixar o passado para trás. Era um livrinho de autoajuda. Feliz, divertido. York não admitiria alto, aquele ali já era seu favorito. Ele gostava de gente assim.

Katarina Minsk. Aquela ele conhecia. Dispensava comentários. Ela não era exatamente fã dele, pelo o que havia colhido informações. Esperava estar errado. Mas imaginava que podia contar com a ruiva.

Klaire. Ela parecia Daemon. Toda sorrisos e aparência. Pessoa carismática. Conjuradora. Esse era o problema. Espirrou algumas vezes quando ela se aproximava na viagem. A beleza exótica da feiticeira ajudava no conjunto geral.

E por fim, Bulgrimm. O anão clérigo de Khalmyr. Era um estereotipo quase. Mas York gostava. Sempre gostava de quando encontrava alguém mais centrado. E a rivalidade rápida que obtivera com Daemon era divertida, apesar de tudo.

*****

Oito dias.

Uma chuva torrencial caía sobre eles, e agora se aproximavam do maldito entreposto comercial. A chuva o deixava de mal humor, e seus cigarros constantemente sendo apagados era irritante.
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- Querem que eu veja se é seguro? E Klaire... Você tem algo que possa manter meus cigarros acesos?
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- Six shots...
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Lord Seph
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Re: A Busca por Kalamar

Mensagem por Lord Seph » 19 Nov 2018, 12:56

Estava chovendo, e o grupo não estava no melhor humor.

Oito dias e sabia o bastante de cada um.
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Até posso, York, mas a magia duraria apenas um minuto? Deseja que façamos isso?
Klaire responde ao companheiro com um sorriso, era algo natural de sua raça. Conceder desejos, mesmo que pequenos truques, as pessoas.

Fosse para rirem ou para ajudar.
Se York fizer o desejo vou usar Prestidigitação para criar uma capa para deixar os cigarros dele impermeável a água por 1 minuto
Melhor queimar do que apagar aos poucos.
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Re: A Busca por Kalamar

Mensagem por John Lessard » 19 Nov 2018, 15:30

Parte 1 - O Encontro dos Heróis

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A chuva caia em gotas gordas e geladas, com um vento uivando ao redor, selvagem. Os cascos dos cavalos espirravam água durante o galope, mas cada vez menos, conforme o grupo diminuía o passo ao se aproximarem do entreposto. Os lampiões balançavam na estrutura de madeira, agitados, pareciam que iriam cair, embora estivessem presos por resistentes correntes negras. Parecia haver um estábulo no fundo, mas ninguém veio recebê-los quando chegaram, talvez por causa da chuva. York parecia disposto a verificar primeiro, para terem certeza de que era seguro. Ninguém teve tempo de entrar.

Uma figura surgiu na luz e na chuva, cambaleante, segurando um dos braços, ensanguentado. Katarina não teve tempo de fazer muito, quando o corpo caiu em seus braços. Era um jovem vestindo uma túnica surrada e carregando o simbolo de Valkaria. Passos se fizeram presentes então, calmos, eram figuras de capuz e túnicas negras, carregando adagas em mãos.
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- Entreguem o rapaz... - disse, quase sibilando.
York levantou os olhos discretamente, haviam dois deles no telhado e mais dois se aproximando por trás, encarou Daemon e Katarina, também haviam percebido.

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York 42 <<< sua vez
Daemon 31
Bulgrimm 31 (desprevenido contra os inimigos no telhado e retaguarda)
Cultistas 27
Katrina 21
Klaire 12 (desprevenida contra os inimigos no telhado e retaguarda)
Notas do Mestre:

Está chovendo, por isso todos sofrem -4 em testes de Percepção, além disso há um vento forte, por isso todos ataques a distância correm possuem 50% de errarem seu alvo.
Fichas e Inventário:

Klaire Ishtall: <> PV: 105/105; CA: 20/20; PM: 40/40; PE: 0/0; PA: 1 <> Condição:
Katarina Minsk:<> PV: 114/114; CA: 30/30; PM: 0/0; PE: 0/0; PA: 2 <> Condição:
Daemon Vaecaesin: <> PV: 63/63; CA: 26/26; PM: 24/24; PE: 6/6; PA: 1 <> Condição:
York: <> PV: 53/53; CA: 27/27; PM: 0/0; PE: 0/0; PA: 1 <> Condição:
Bulgrimm Deepforge: <> PV: 100/100; CA: 27/27; PM: 38/38; PE: 0/0; PA: 1 <> Condição: <> Magias Preparadas:
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Maggot
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Re: A Busca por Kalamar

Mensagem por Maggot » 19 Nov 2018, 16:58

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- Telhados.
Foi a única palavra que o homem murmurou, antes de se virar como um relâmpago naquela noite chuvosa. Em um piscar de olhos, mais rápido que os olhos inimigos podiam acompanhar, ele disparou três shurikens que estavam entre seus dedos contra o peito de um dos dois no telhado. As três se cravaram lá, deixando o sangue esguichar para fora. Mas o inimigo ainda estava vivo. Não importava.

O amigo dele apenas reparou quando correntes se amarraram em seu tornozelo, e não resistiu quando foi puxado com violência, atingindo o chão enlameado com um baque, caindo aos pés de Daemon e York.

O ninja apenas fez uma troca de olhares rápida com o elfo antes de se virar novamente para o inimigo no telhado. Comunicando algo simples.

"Esse é todo seu."
Dispara 3 shurikens com Rajada de Shurikens contra o inimigo em H1. 55 de dano. O cultista em J1 é derrubado por Andrômeda, e cai do telhado, recebendo 6 de dano e caindo para J2.
Imagem
- Six shots...
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Re: A Busca por Kalamar

Mensagem por Aldenor » 19 Nov 2018, 18:02

York fumava muito e o tabaco humano era muito ruim, bem sabia. Preferia o halfling e havia dito isso a ele mais de uma vez durante esses oito dias juntos. Com o tempo, com aquele jeito arrastado de falar e sua frágil aparência, Daemon passou a achar que ele não era adequado ao trabalho. Será que a Igreja de Valkaria se engara?

Não, claro que não.

Como um relâmpago, ele disparou três armas de metal em formato de estrela em um dos homens em vestes negras e puxou o outro de cima do telhado para o chão usando aquela arma estranhíssima. O homem caiu aos pés do elfo.
Daemon
Imagem
Poxa, não estamos pra brincadeiras mesmo...
Falou surpreso, mas ao contrário do que o gesto de York sugeria, Daemon não gostava de trilhar o caminho dos outros. Olhou para o lado e viu o pajem com o símbolo de Valkaria e supôs tudo. Mas eram suposições, claro... os humanos (e anões, e qareens, talvez) eram muito apressados.
Daemon
Imagem
Senhor York, termine o que começou. Ei, Bulgrimm, tem dois vindo atrás dos cavalos. Olho lá.
E se afastou.

Enquanto andava, corpo inclinado em meio a chuva como se fosse nada, sacava suas espadas gêmeas, Anavelaro e Anaveler. Havia dois homens encapuzados sibilando e deslizando pelo chão com calma. Podiam ser cultistas, podiam ser muitas coisas. Mas o humano ferido e suas palavras só podiam indicar que precisavam ser parados.

Ao pisar com firmeza, Daemon fez a lama subir... e antes que caísse, girou suas duas espadas mágicas em uníssono. Anavelaro, em sua mão direita, cortou ambos os inimigos após um arco projetado pela lâmina, da direita para a esquerda. Anaveler fez o movimento inverso, cortando em arco da esquerda para a direita em uma dança bélica. Logo, o sangue dos encapuzados era jogado ao chão.
Daemon
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Notaram que não estamos para brincadeiras. Desistam. Nós somos os enviados pela Igreja de Valkaria para ajudar estes bravos e jovens pajens. Onde está o outro?
Disse aos dois inimigos posicionando-se em uma sofisticada postura de combate élfica: a espada esquerda à frente e a direita por cima da cabeça, preparada para um bote.
Ação de Daemon
Previamente, Daemon anda com roupa encantada conjurada sobre sua jaqueta, proporcionando CA+2 (total CA 28) e com alterar-se quando chegar perto de lugares suspeitos, pois dura 1 hora. Neste caso, ele mantém a mesma aparência, apenas com a pele mais dura que o normal com CA +4 (total CA 32).

Livre: Saca Anavelaro e Anaveler usando Iniciativa.

Movimento: se desloca para f-4

Padrão: Combater com Duas Armas para 2 ataques.
Ataque 1: como ação livre conjura Ataque Certeiro em conjunto com Ataque Poderoso, tirando 43. Dano 17 no inimigo em e-3.
Ataque 2: como ação livre conjura Ataque Certeiro em conjunto com Ataque Poderoso, tirando 36. Dano 22 nos inimigo em e-5.

Livre: usa Melodia Revigorante Maior para curar 23 PV do pajem, o único ferido até agora...

Gastos: 4 PM (alterar-se, roupa encantada, ataque certeiro x2), 1 música de bardo (melodia revigorante maior).
Editado pela última vez por Aldenor em 19 Nov 2018, 20:55, em um total de 1 vez.
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