Lendas de Arton! É hora de Porrada!

Lendas de Arton

Lendas de Arton! É hora de Porrada!

Por Em Lendas de Arton Comentários Lendas de Arton! É hora de Porrada! 8

Pouca interpretação. Pouca personalidade. Muito dano!

Olá aventureiros! O Lendas de Arton deste mês traz um grande personagem que surgiu na Guilda do Macaco, a primeira stream oficial de Tormenta: Syphos…, digo, Senhor Porrada! Você já o conheceu na Dragão Brasil 122, com fichas para Tormenta RPG, Old Dragon e D&D 5a Edição. Agora em Tormenta Alpha, ele está pronto para tomar os corações de seus jogadores (na base da porrada, claro). Além dele, trazemos também o novo kit Clérigo Cruzado, o porradeiro divino, adaptado do Manual do Devoto. Importante lembrar que o conteúdo desta coluna sempre estará pronto para ser usado apenas com o Manual 3D&T Alpha. Então chega de enrolar e vamos lá!

Senhor Porrada

Hm. Meu negócio é dar porrada!”
— Profunda reflexão de Senhor Porrada

Fruto da união forçada entre um guerreiro orc da Aliança Negra e uma camponesa humana de Ramnor, Syphos nunca conheceu seus pais. Assim que teve força para erguer uma picareta, foi atirado nas galerias de uma mina como escravo. Força essa que só aumentou, fazendo com que ele ganhasse destaque na horda de Thwor Ironfist, se tornando um guerreiro. Mas os deuses ainda reservavam outras mudanças em sua vida. Em um ataque às fronteiras do Reinado, Syphos foi capturado por um cruzado de Keenn. O homem enxergou o potencial no jovem meio-orc e, em vez de matá-lo, resolveu doutriná-lo no caminho do Deus da Guerra.

O cruzado, porém, não era um mentor gentil. Certo dia, cansado dos abusos do mestre, Syphos o matou. A essa altura, ele mesmo  já era um devoto de Keenn. Sozinho, vagou pelo Reinado até chegar em Yuden. Achou que seria bem recebido numa nação militarista — mas não contava com a intolerância dos yudenianos. Mais uma vez, Syphos era um pária. Ergueu sozinho um templo ao seu deus, nos ermos do reino. E lá teria ficado até a morte, se não fosse um encontro com certos heróis… 

Com tudo isso, a história de Syphos poderia ser dramática, triste, profunda. Mas não. Afinal, o negócio do meio-orc não é se lamentar ou divagar sobre as sutilezas da existência. O negócio dele… É DAR PORRADA!

Senhor Porrada, 13N

F4, H2, R3, A2, PdF0; 15 PVs, 15 PMs.

Kits: Clérigo Cruzado (prece de combate).

Vantagens: Meio-Orc; Guerrilheiro Nato (regional: Lamnor, completo); Adaptador, Clericato (Keenn), Inimigo (humanos) e Magia Branca.

Desvantagens: Código de Honra de Keenn, Maldição (mira terrível: seus ataques à distância desconsideram a H na FA) e Visão Ruim (o Senhor Porrada já tem idade bastante avançada).

Magias: iniciais, Aumento de Dano, Cura Mágica e Desvio de Disparos.

Itens: O Artefato de Cross (veja adiante).

Guerrilheiro Nato (regional; 1 ponto). Syphos recebe Furtividade e seus testes nesta especialização são sempre Fáceis. Ele também recebe a vantagem Inimigo (humanos).

Código de Honra de Keenn (–1 ponto). Jamais recuar ante uma oportunidade de combate ou permitir que um combate seja evitado de qualquer maneira. Sempre exibir o símbolo sagrado de Keenn.

Táticas

O Senhor Porrada usa o poder Prece de Combate no primeiro turno: se o oponente estiver distante, vai conjurar Desvio de Disparos para se proteger. Se o inimigo estiver próximo, conjura Aumento de Dano para dar uma porrada mais forte logo de (e na) cara. Além das magias, ele pode considerar usar a versão gratuita de Ataque Especial para acabar com o adversário mais rapidamente. Fora essas manobras, o Senhor Porrada não costuma utilizar nenhuma outra tática mais elaborada.

Aventuras

Atualmente, Syphos vaga pelos ermos de Arton carregando consigo o Artefato de Cross, para mantê-la longe da civilização. Mas claro, pode acabar sendo encontrado por um grupo de aventureiros e nem os deuses podem dizer qual seria o resultado deste encontro.

O irônico é que, apesar de surgir no improviso e não ser um personagem sério, o Senhor Porrada tem potencial para ser um personagem dramático. Agora, se vai ser usado dessa forma ou se vai aparecer na sessão só pela zoeira, cabe ao mestre decidir.

O Artefato de Cross

O Artefato de Cross não é um item mágico, por isso não pode ser detectado por magia. É uma arma mundana e tecnológica, forjada pelas mentes doentias e geniais dos demônios. O artefato é um conjunto de canos de mosquetão que giram através de engrenagens complexas quando o usuário puxa uma alavanca. É pesado e desajeitado, mas intencionalmente fácil de ser usado. Todos os canos dos mosquetões atiram, banhando os alvos com uma chuva implacável de chumbo.

Em regras, o Artefato permite ao usuário fazer ataques à distância como se tivesse a vantagem Tiro Múltiplo, considerando cada ataque como um Ataque Especial (PdF; amplo, perigoso e poderoso), com a diferença de que cada tiro consome apenas 1 PM. O portador precisa ter a vantagem Adaptador ou Genialidade para manusear o artefato, ou não consegue incluir seu valor de H nos ataques.

Além disso, uma vez por combate, um usuário com PdF5 ou superior pode gastar 1 PE para que seus próximos 1d –2 ataques (no mínimo 1) sejam considerados uma escala acima.

Clerigo Cruzado

Novo kit
Clérigo Cruzado

Exigências: F1 ou PdF1, A1; Clericato e Código de Honra da divindade escolhida (exceto Lena, Marah, Sszzaas e Wynna).

Função: atacante ou tanque.

Clérigos cruzados são os mais combativos de todos os sacerdotes. Seu treinamento ocorre em templos que mais parecem quartéis, e para eles a prática com armas têm o mesmo valor que a contemplação espiritual. Eles enxergam o combate como uma forma de louvor à sua divindade, e a derrota dos inimigos é tão importante quanto o cumprimento dos dogmas de seu deus. Uma vez treinados, clérigos cruzados costumam ser enviados a outros templos, especialmente em territórios hostis, que precisam ser defendidos. Também embarcam em longas missões para dizimar inimigos da fé e retomar sítios sagrados conquistados por “infiéis”. 

Estes clérigos costumam ser bastante intolerantes, não vendo grande valor nos ensinamentos de outros deuses (exceto aliados próximos). Muitos deles se consideram um “mal necessário”, servos divinos embrutecidos e violentos, que agem para que seus irmãos pacíficos possam meditar em paz. Algumas pessoas os julgam como simples assassinos, mas eles ressaltam que muitos santuários de paz e contemplação foram conquistados ao custo de sangue dos pagãos. Alguns séculos depois, ninguém mais se importa, e todos podem rezar sossegados.

Fanatismo. Você pode resistir a golpes fatais com determinação advinda da fé. Se sofrer dano que for deixá-lo com 0 PVs, você permanece com 1 PV e desconta o dano em excesso de seus PMs. Se ficar sem PMs, o dano que sobrar é aplicado a seus PVs normalmente.

Guerreiro Abençoado. Você recebe um poder de algum kit de atacante ou tanque (exceto kits ligados a outros deuses). Você ainda deve cumprir os demais pré-requisitos do kit.

Prece de Combate. Você é capaz de acelerar o lançamento de magias de alcance pessoal. Você pode lançar uma magia sobre você mesmo com um movimento, em vez de uma ação, pagando o dobro do custo em PMs. Magias sustentáveis por turno lançadas assim custam o dobro no primeiro turno e seu custo normal nos turnos seguintes.

Presente dos Deuses. Sua arma é um presente dos deuses — literalmente. Você recebe uma arma mágica F+1 ou PdF+1. Essa arma evolui com você: sempre que investe 2 PEs em evolução de personagem (mas não outros usos), recebe também 1 PE extra que deve ser usado para melhorar sua arma.

Por Tiago Henrique “Oriebir” e Marlon “Armageddon” Teske

Comentários (8)

    1. Oi Lucas,
      Até onde sei, ninguém adaptou para T20 ainda. Mas na DB#122 tem a versão para Tormenta RPG, que já pode dar um norte. 🙂
      Obrigado pelo seu comentário! Continue acompanhando! ^^

    1. Laçar um T20 pode ser complicado e perigoso! Mas com a ajuda do Senhor Porrada, quem sabe…
      Huahaha, brincadeiras à parte, ele saiu para TRPG na DB#122. Acho que já ajuda a dar um norte para adaptar para T20 enquanto não sai uma adaptação por aqui. 😉

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